DDUGQP - As máscaras caem.

16 Do começo ao fim e, do começo de novo.


Notas iniciais
''Essa é minha palavra, esse é o meu caminho Me mostre um sinal, me leve para longe Essa é minha palavra, destruidor de corações, guardião Eu estou me sentindo longe, estou me sentindo bem ali Fundo em meu coração, fundo em minha mente Me leve embora, me leve embora Essa é minha palavra, criador de sonhos, ladrão de vidas Abra minha mente Tudo em que eu acredito, é um sonho? Que cai em cima de mim? Tudo o que eu possuo, é apenas fumaça e espelhos? Tudo o que eu conheço, edifícios de pedra Caem no chão sem emitir um som Eu estou me sentindo longe, estou me sentindo bem ali Eu estou começando a desmoronar, estou perdendo minha chama'' Certo, esse capítulo começou intenso e terminou tão fofo! Sério, não consegui resistir. Por favor, não me matem! Sei que já usei essa musíca, mas vale apena escuta-lá lendo esse capítulo: https://www.youtube.com/watch?v=mWRsgZuwf_8

Anteriormente em DDUGQP....

(Capítulo 10, 6)

Nuvens de chuva acima de mim, ventos que sopram-me para longe. Parte de mim vai ficar sempre com olhos fechados, braços abertos, abraçando nada além da tempestade que eu sinto por dentro, não há mais choro, eu sou inquebrável. Não me importo de um ferimento ou outro, eles já me doeram tanto, com tudo hoje, não mais.

Mal podia acreditar no que meus olhos viam. Arregalei-os ao ver que a pessoa que dirigia o automóvel com os faróis acesos deu partida e num piscar estava em cima de mim. Bati contra o para-brisa, fazendo o vidro da frente se estilhaçar. Meu corpo tão forte e indestrutível, agora estava fraco e indefeso.

***

Agora...

Aquelas alturas, eu já não entendia mais nada e muito menos o por que Cauanne trouxe toda essa gente que acabou entrando em nossas vidas no ano passado de volta justamente agora, algo estava errado... e muito mesmo. A marcha do hino estava prestes a se iniciar e eu por minha vez, não conseguia achar Anna. É como se ela tivesse desaparecido feito poeira e se desintegrado. Lissa e Pedro procuravam-a desesperadamente assim como eu, enquanto eu me mantive ao lado da bandeira junto a Margareth. Piérrie desceu do palco após seu discurso e desapareceu meio a multidão. Cauanne, era a única que se mantinha estável parada em um canto de braços cruzados, senti uma raiva enorme crescer dentro de mim ao ver que a mesma parecia que por dentro ria de modo zombado da situação, sabendo como ela acabaria, ou como se aquilo já fosse previsto. Conformada com tudo, com a derrota e com a perda, decidi cantar, e colocar para fora, através da letra, tudo o que eu queria poder gritar, mas era impedida pela sociedade de falar.

Mas foi ai, que eu há vi, ali, me olhando de forma serena, comum e indiferente, seus olhos não tinham o mesmo brilho que antes e não consegui de modo nem um perceber através deles, o que se passava de forma distante pela cabeça dela naquele instante. Anna estava tão diferente, tão mudada... tão crescida. Não sei ao certo por que senti um certo orgulho quando percebi isso, acho que é por conta de finalmente, ter conseguido fazer com que meu objetivo tivesse sido atingido, o mesmo objetivo que a sete anos tento atingir e acredite, não foi fácil. Suspirei aliviada, porém Anna deu de costas olhando por cima dos ombros, indo até a direção de Cauanne e sussurrando pequenas palavras em seu ouvido, em seguida, veio até meu encontro e fez a mesma coisa que tinha feito anteriormente.

— Tereza vai cantar no nosso lugar. Margareth já sabe desde o ínicio então poupe seu trabalho de continuar aqui. Sei sobre seu plano, ah... e adivinhe? Eu sou assim como você, uma caixinha de surpresas e a todo o tempo, estive um passo a frente desta vez. Se você ainda me quer de volta, tem que vir comigo, esse assunto é so entre nós duas. Sem escândalos, por favor. Siga os seus passos e você descobrirá. Os caminhos desconhecidos estão na sua cabeça. Não precisa de mais nada além de seu orgulho, para chegar lá... Vá!

Concordei e juntas, saímos dali rumo aos corredores. Como todos estavam no auditório, a escola mais parecia um colégio pós apocalíptico do que o Hunter que costumamos conhecer.

187, esse foi o número talhado na porta... números, já notaram que eles estão por toda parte? Em tudo o que falamos, vivemos e no universo, não temos como escapar deles, é intrigante! Sinto como se nada fosse capaz de mudar o meu caminho, e desta forma, o mundo insiste em ser mais complicado que problemas matemáticos. Quem me dera se números fossem meu único problema! O ponto que quero chegar é, logo que tomamos por base cada erro que cometemos, podemos notar que a vida é como um grande problema de matemática mal resolvido e mal interpretado, cabe a nós acharmos o erro para que a conta toda se acerte por inteiro, assim, a parte escura desaparecere pela estrada e o encanto será capaz de ilumina-lá. Porque tudo o que você sempre quis é a cereja no topo.

— Mas o que é isso? Como a Cauanne chegou aqui antes da gente? — Falei espantada, ao abrir a porta.

Quando puz meus pés para dentro, dei de cara com Ágata, Cauanne, Maria Alice, Piérrie, Marrie e Renny que estavam sentados em um circulo de carteiras esperando nossa chegada. Renny fez sinal para que eu me sentasse ao seu lado, e ao meu lado, Anna.

Pessoal!! Há quanto tempo que não nos reunimos? Estava começando a sentir falta disso — Ironizou Anna — Certo, vamos jogar o meu jogo, verdade, conseqüência ou desafio.. e não vale mentir. Quem quer começar me explicando como raios descobriu antes de mim que o Victor era meu pai...acho que você né querida? — Questionou apontando para mim, deixando transparecer todo o ódio que ela estava guardando, me fazendo abaixar a cabeça, certamente com vergonha.

Lissa se opôs levantando e ficando no centro.

— Acho que, Carina e eu deveríamos contar essa história juntas....

Flashback On.

Elgin and Winter Garden Theatres
Canadá.
Verão de 2010.
189 Yonge St.

''Embora eu nunca conheci

Eu nunca vou te esquecer

Das histórias que eu ouvi

Para você irmão desconhecido...''

É oficial! De todos os continentes que já tive a oportunidade de visitar, esta é a que mais me agradou. Cada rua, cada ponto turístico e cada canto desta cidade reflete a cultura e a história, que ainda se preservam meio a diversas modificações que ocorreram com o passar dos séculos desde que a primeira casa foi levantada nesse solo. Toronto é divinamente muito bem vista no mundo a fora por conta de sua estrutura em si, e agora, vejo que não é nem um exagero dizer que ela esbanja um ar alegre inconfundível, aquele pelo qual todos que estão de passagem por aqui falam, diferentemente do o agito de New York, que muitas das vezes pode deixar o ar ainda mais pesado em um dia difícil. Não sei se esse sentimento que estou tendo, este amor por tudo aqui, é por que sou turista e em breve irei voltar para casa, ou é algo que realmente existe por essas ‘’bandas’’. Claro, eu amo a cidade de onde eu vim e não a trocaria por nada e nem por nem uma arquitetura barata, mas, no entanto, estou encantada com este lugar, em qualquer semáfaro que você pare, sente a necessidade de tirar uma foto, para poder sempre se lembrar do quão bom foi estar aqui.

— Carina , Renny! — Exclamou Lissa, fazendo com que nós fossemos até o seu encontro e parássemos de tirar fotos extremamente zoadas um do outro, somente por brincadeira. A fila quase dobrava o quarterão de tantas pessoas que não haviam adquirido suas entradas pelo site antes de se esgorarem, assustei-me ao ver — Droga! Eu esqueci meu ingresso — Berrou com raiva — Pois é gente... acho que lá se foi nossa noite. E o pior é que eu vim de NY para o Canadá só para assistir essa peça, Hamlet. Vocês não tem noção do quanto amo William Shakespeare. Eu basicamente cresci vendo minhas tias atuarem.

Renny e eu nos entreolhamos, como se quiséssemos matar Lissa, ali mesmo por ser tão cabeça dura e não lembrar-se de que havíamos dito que, por segurança, compramos duas entradas extras, no caso de última necessidade, trazer mais alguém conosco, alguém que realmente merecesse ver esta obra prima, porém não encontramos até agora, ninguém neste tempo em que estamos viajando, exeto... Lissa, que estranhamente é da mesma cidade que nós. O que me encomoda nela, é o fato dela me lembrar muito Anna. Renny também acha o mesmo. No fundo talvez isso seja somente por que, nós dois estamos com saudades daquela chata ou como prefiro chama-lá, Srta problemática King’s que simplesmente, se tornou tão importante para nós aponto de ir para Londres, sua terra natal e nos deixar a ver navios. Fomos melhore amigas por dois anos e isso não se desfaz tão facílmente assim. Contudo, foi a escolha dela, e eu tenho que aceitar, por que, não há nada que eu possa fazer para traze-lá de volta, uma hora ela perceberá seu erro, sinto isso guardado no fundo de minha alma. Mas algo me diz que Anna, não está tão longe assim quando fico com Lissa, é como se fosse uma espécie de ligação que as duas tem, sem nem ao menos se conhecerem, é um elo, um laço, uma diferença. Ou, isso que sinto é só mais um daqueles palpites meus, que sempre são indefinidos, incertos e quase impossíveis de terem margem de erro.

— Licinha, acho que você não conhece essa daí Ô — Falou Renny, apontando para mim e me tirando daquele transe de pensamentos que sempre insistiam em aparecer em horas inoportunas — Você acha mesmo que Carina Monteiro é alguém que não é previnido de acasos? Olhe para ela! É meio obvia a resposta não? — concluiu, zombando de minha cara.

Todos rimos, inclusive eu. Após isso, tirei da bolsa e deixei amostra, nossos ingressos. Lissa pulou de felicidade, dando leves palminhas, e instantaniamente nos puxou para dentro do teatro. Onde o mesmo começava a encher-se. Eram poucas as poltronas ainda vazias quando adentramos o salão de espetáculos e nos deparamos com um enorme teto de mármore e ouro esculpido a mão, formando desenhos da pintura clássica. Os detalhes eram incríveis, não pareciam ter sido feitos por humanos, mal consigo imaginar o trabalho árduo de dias, meses, anos, para que o complexo de edifícios ficasse pronto por completo. Creio ter sido um marco para a época construi-ló, ouvi dizer que aqui, era o centro dos atores renegados, ou amadores, onde eles podiam libertar toda a sua frustração, do dia a dia e do contexto social em um todo. Dá para idealizar como era antigamente só de colocar os pés aqui, é um retorno ao passado que implica o presente e o futuro em um só tempo. Mesmo que o teatro tenha sido construído em meados de 1913, ou seja, no século passado, não existe nada que me impessa de por uma noite, fingir estar em outra época, com ideais diferentes e um pouco mais perturbadores dos que os atuais. Sinceramente, é percebível aos olhos de cada um, que eu gosto de desafiar impossível.

— Não acredito nisso... — Disse Lissa, incrédula ao fitar de cima a baixo um homem de madeixas castanhos escuro com pinta de galanteador vestindo um terno de gala, que acabava de se sentar no camarote ao lado do nosso. Seu rosto era familiar, eu já o tinha visto antes, em 2008 — Pai?

Levantei-me rapidamente da cadeira e passei a ter a mesma expressão facial de Lissa ao notar que aquele homem não estava sozinho, e sim acompanhado por uma mulher de longos cabelos encaracolados... oh era difícil não reconhece-lá de longe! Estive varias vezes em sua casa, com sua filha, seu marido, sua família.

Naquele momento, me recordei vagamente do dia em que escutei aquele tão explosivo e inquieto segredo, por de trás das portas do escritório de meu pai. Me esforcei para tentar esquecer, e quando finalmente esqueci, tenho o privilégio de presencia-ló e ver a verdade, com meus próprios olhos. Arthur não mentiu para meu pai, Victor é mesmo pai de Anna e, essa ao meu lado... ah... essa é a meia irmã da minha melhor amiga. Como eu não me toquei de que, era coincidência de mais, encontrar alguém de New York fazendo intercambio e passando suas férias aqui? E mesmo que isso fosse possível, a cidade era grande de mais para nos encontrarmos acidentalmente. Essa garota é alguém que eu nunca imaginei que existia e escondeu isso.

— Lissa... Lissa Gallardo? — Perguntei — Você... você é ela. Eu sabia. A outra filha, a irmã. Você sabe quem eu sou, sabe da minha vida. Você mentiu. E eu quero respostas, ou eu conto tudo a Anna antes mesmo que a conheça. Ou eu prometo, não vai chegar nem perto dela, nunca!

FlashBack Off.

— Não foi exatamente dessa maneira que Lissa descobriu... e sim através de Arthur no mesmo ano que eu, mas nós duas tivemos a prova concreta de que nem meu Pai e nem Arthur mentiram somente dois anos depois. Alice me seguiu de NY até Toronto e depois daquela noite eu a fiz prometer que não diria uma palavra que fosse a você e que no momento certo, eu mesma te contaria — fiz uma pequena pausa e tomei fôlego, eu fitava Anna nos olhos com sinceridade, ela retribuía, parecendo tentar processar a informação — Na primeira vez em que trocamos segredos, eu acabei por descobrir um seu que nem você mesma sabia. Sei que se questiona até hoje o que eu escutei atrás daquela porta, e justamente é isso. Arthur foi até o escritório do meu pai pedir ajuda, ele estava perdido e não sabia o que fazer. Ai que surgiu o pacto, ele me incluía, eu seria a porta voz... e o resto você já sabe. Só que eu preciso deixar claro, que esse pacto não muda quem você e eu nos tornamos, não muda nossa amizade e não muda tudo o que eu fiz para manter a gente sempre perto uma da outra. Fiz isso, por que me importava com você, e ainda me importo, se não não estaria aqui, se não, teria te deixado a muito tempo. Chorei pelas nossas brigas, chorei e ainda choro quando você me ignora e finge que somos estranhas, como vem fazendo a um mês.. chorei quando me deixou e foi para Londres, até escrevi uma droga de poema e desde esse dia venho escrevendo rabiscos naquele caderno idiota detalhando a minha vida inteira ao seu lado, e pretendo publica-ló ... algum dia — em minha frase final, um turbilhão de coisas me invadiu por completa, e sem perceber, meus olhos já não estavam mais tão secos como antes.

Anna se manteve em silêncio por determinadas frações de segundos, viajando fora dali. Ao ser sacodida por Marrie, tirou da bolsa um papel e me entregou.

— É isso... que você escreveu? A professora guardou e me entregou no mesmo dia em que encontrei o seu diário. Aproposito, eu o li e não me arrependo, não é a primeira vez! — Exclamou — Sabe? Em uma coisa você estava certa... a garota que você conheceu usava máscaras e por isso, era tão estúpida, mas é meio obvio que a hora delas cairem, chegou. E não só para mim.. para todos nós — Falou, cortando nosso contato visual e olhando para o chão, batendo suas unhas muito bem feitas como de costume, na carteira — Desculpe, eu não sou mais quem você conheceu e nem a que descreveu nesse texto.

Engoli a seco, pois sabia que ela estava mentindo. Cauanne como é palpiteira, soltou um barulho, sorriu e balançou a cabeça, limpando a garganta, basicamente sabendo e concordando com o que eu havia acabado de pensar.

— Hm... Anna...eu conto ou você conta? Sabe... sobre a nossa aposta? Já disse a Carina por que veio a New York em 2008? E você Renny? Já disse a Carina que sabia o real motivo e não contou? — Indagou, Cauanne.

POV’S Renny.

Anna nunca pode dizer que não se importa, nunca pode dizer que mudou, antes que prove isso. Por que, tanto Cauanne como eu sabemos que ela desistiu de tudo pela Carina, inclusive das amigas de infância dela de Londres. Isso foi muito além de uma simples aposta. Muito além do que Anna diz, apesar dela não admitir que mentiu para ficar perto. Hoje eu sei verdadeiramente que ela não é nem um terço daquela garota malvadinha. E muito menos, não é metade do que Cauanne é e do que ela era antes de conhecer Carina, e me conhecer. Anna foi obrigada a aceitar ser a segunda melhor, e tudo isso, por que ama Carina, tanto quanto eu, tanto quanto até a própria Cauanne e qualquer um dessa sala.

FlashBack On.

Abril do ano de 2008.

— Você tem noção de que se ela souber que foi um jogo do qual eu e minhas amigas de Londres criamos quando estávamos intediadas com nossas vidas fúteis e sem sentido, nunca mais irá olhar na minha cara? — Questionou preocupada, sabendo a minha resposta — Renny, eu te pesso, não tire de mim a inimiga que eu mais amei, antes dela as coisas eram um completo desastre, eu não tenho coragem e capacidade de dizer a Cauanne que eu não tenho nem um vinculo afetivo com Carina e que só a odeio para poder pegar o meu trono na minha cidade de volta por que eu estaria mentindo e essa mentira me custaria ficar longe dela e de você... você não quer ficar longe de mim... quer? Não negue! Eu sei sobre os seus sentimentos por minha pessoa — afirmou, chegando um pouco mais perto de mim, colocando suas mãos em meu peito. — eu sempre soube e sempre fiz pouco deles ... por que... eu... amo muito tudo isso, amo me sentir amada e também amo ter entrado para esse mundo... ah querido eu não irei tão cedo se me ajudar a ficar!

Seus encantos, seu brilho. Como não concordar com qualquer coisa que ela diz? Como não ceder a tentação de, beija-lá? Como controlar o errado? Não é culpa dela ser tão irresistível, mas todo o estrago que ela causou não tem conserto. A cada 20 segundos você repete o nome dela e não consegue evitar, é insano. Sim, isso objeção! Eu não quero ser a exceção a ter um pouco da atenção dela. Eu queria que houvesse uma chance pra nós. Queria que Anna não pudesse encontrar um lugar para estar longe. É sádico e psicótico.

— Pobre Anna... você se acha muito esperta não é mesmo? — questionei baixinho, fitando- a nos olhos e em seguida, acabando de vez com o espaço entre nossas bocas, ela não recuou. Bem pelo contrário, parecia não querer fazer isso, dando a entender que tinha gostado da minha atitude — Esse, será o nosso segredo. Baby, a vida é uma roleta russa e vai ser essa vida e esse mundo que ainda irá te mostrar e te ensinar muita coisa, assim como a própria Carina. Um dia você será capaz de aprender mais sobre si mesma, então sua ficha irá cair e a sua idealização de perfeição será diferente desta que você julga conhecer hoje, não sei ao certo quando ou como, mas quando acontecer, será o momento do seu alpice, onde as coisas estarão ao seu favor e a sua chance de consertar cada gesto ruim que fez a mim e a todos os meus amigos finalmente vai existir, apartir deste dia, considere-se mais poderosa do que sempre sonhou ser.

Flashback Off.

— Pelo visto eu não fui o único a cair no seu charme barato, Anna. — Manifestou-se Pérrie. Lissa riu, assim como Carina

Sei que Anna deve ter ficado chateada comigo por contar algo tão intimo, no entanto, a primeira regra imposta foi não mentir. Eu concordei, e não sou de voltar a trás no que digo.

Pov’s Cauanne.

— Enquanto a você Cauanne? Acho que está na hora de provar um pouquinho da verdade — Foi a vez, de Anna me colocar na parede e comandar o jogo — A pergunta é bem simples e objetiva, poderia soar um pouco maluca, isso se todos aqui não soubéssemos que você é uma completa doida de pedra! — Certo, isso foi cruel até para mim — Por que tentou matar a Carina e estragar o meu jantar, me fazendo achar que a culpada era Lissa? E por que tinha um passaporte falso com a sua foto na mansão dos Gallardo?

As palavras sumiram, e cenas me invadiram. Me fazendo perceber que não fiz aquilo por que quis... foi mesmo um acidente e não existe nem um dia sequer que eu não me arrependa. As coisas fugiram do controle, sem intenções, aconteceu..

FlashBack On.

Estacionei o carro em um beco vazio e escuro e aguardei a chegada do jaguar prata de Lissa, marquei o encontro com ela por que tinhamos um acordo: Ela voltaria para New York comigo e me ajudaria a colocar um fim no que eu comecei em Londres e eu me manteria calada a respeito do parentesco dela com Anna, além de não contar que diferentemente do que todos acharam, eu não era a sombra sobre que fez a aparição através dos espelhos na noite do natal, e sim Lissa. No envelope que era pra ter sido entregue a mim, continham papeis e fotos, alegando a existência de Anna na família Gallardo, pretendíamos queimar tudo.

Escutei barulhos de porta batendo e em seguida, Marrie berrando pelo nome de Carina. Quando ela ficou em meu foco de luz tentando desesperadamente ver quem dirigia, Lissa tentava a puxar para fora.

– Você vai estragar tudo, você não sabe com quem está lidando. Sai daqui. – Falou.

– Eu não estou aqui por você e você sabe disso. – Respondeu Carina.

Eu estava assustada e com medo de ser descoberta. Sem pensar duas vezes, dei partida no carro e avancei na tentativa de sair daquele lugar, mas Carina continuou na frente, sem me dar escolhas a não ser passar por cima dela. Arranquei com toda a velocidade, e vi-a se assustar e seu corpo bater contra o parabrisa, instantaneamente o vidro se partiu em pedaços, grande parte em meu rosto. Olhei para trás e já era tarde de mais. Carina estava caída, Lissa gritava pedindo ajuda já que eu, não fui digna o bastante de parar. Marrie tentava ligar para o corpo de bombeiros ou quem quer que fosse,

E eu? Cai em lágrimas ao perceber o que tinha feito, havia.. provavélmente matado uma pessoa. Parte de mim queria ver Carina morta mas do que qualquer outra coisa, todavia, a outra parte não queria vê-lá se machucar. Não era esse o final que eu queria para ela, nem para mim, que caso Lissa abrisse a boca, seria em uma cadeia suja e velha, e o pior, vestindo um macacão laranja ridículo.

Flashback Off.

POV’S Carina.

– Sinceramente. Eu vou ter que concordar com a Anna. Você é doente! Ou isso ou você é burra, e olha que você nem é loira. Já pensou se eu tivesse morrido? Estaria uma hora dessas rindo da sua cara de otária se lamentando na prisão. Quem sairia perdendo? A defunda aqui, ou a assassina a sangue frio? Hellow! Não precisa nem responder – desmoralizei-a

Cauanne se manteve calada, e não demorou para assentir com a cabeça.

– Se você está esperando pedido de desculpas, espera sentada, desse jeito ai mesmo – Retrucou. Anna a cutucou bruscamente, e a beliscou, fazendo-a soltar um grito de dor – Ta bom, ta bom! Sorry your... bitch – na frase anterior, Cauanne exagerou propositalmente no sotaque britânico, como se quisesse dizer em outra língua: ‘’ isso não é nem um pouquinho sincero, estou sendo obrigada a dizer’’.

– Eu estou feliz que isso tenha acabado. Acabou, não acabou? – Piérrie interpelou – Sobre aquela avião, eu fui o único prejudicado. E acho que todos sabemos quais o peso das mentiras – Sim, ele estava certo – Ahh... Deveríamos voltar para a comemoração, não acham? Tivemos surpresas de mais por hoje.

Todos se entreolharam, Cauanne pegou a bolsa e saiu desfilando. Renny deu um rápido selinho em Anna acompanhando em seguida, Piérrie e Marrie até o pátio. Restaram, exclusivamente, Anna e eu. Quando me preparava para sair de cena, fui impedida...

– Ei...obrigada. Não só por me proteger, por tudo o que fez. Sei que quem deve estar brava comigo agora é você. Porém você está certa, a aposta pode ter sido o motivo pelo qual nos conhecemos, mas não é o motivo que nos mantem juntas – Afirmou.

Sorri. Sorri infinitivamente. Anna havia entendido... me entendido...

– Estou esperando o meu abraço. – Falei, tentando me manter séria.

''Como você escolhe se expressar?
É tudo por você e eu posso notar
Acontece naturalmente...

– Como diria Cauanne, espera sentada baby – Gargalhou

Você segue o que você sente por dentro
É intuitivo, você não tem que tentar
Acontece naturalmente, mmmm acontece naturalmente...

– O que?

– Argh! Você fala de mais. Cala essa boca e me abraça logo – Falou, me puxando para perto – Antes que eu pessa para que atropelem você de novo...

Você tem um jeito de me mover
Uma força da natureza, sua energia
Você é o trovão e eu sou o relâmpago
E eu amo o jeito que você sabe quem você é
E pra mim isso é animador
Quando você sabe que é pra ser
Tudo acontece naturalmente, acontece naturalmente
Quando você está comigo, baby...’’

Continua...

Notas finais
E ai? Gostaram? hahaha Um pequeno spoiler sobre o próximo capítulo: E então conversamos toda a noite sobre o resto de nossas vidas Onde estaremos quando tivermos 25 Continuo pensando que os tempos nunca mudarão Continuo pensando que as coisas sempre serão as mesmas Mas quando deixarmos esse ano nós não voltaremos Não saímos mais porque nós estamos em outro caminho E se você tem algo que precisa dizer É melhor que dia agora porque não terá outro dia Porque nós estamos partindo pra outra e não podemos ir devagar Essas memórias estão passando como um filme sem som E continuo pensando naquela noite em Junho Não sei muito sobre amor Mas ele veio muito rápido, e havia eu e você E nós nos ficavamos realmente tristes Ficando em casa conversando no telefone Ficávamos tão empolgados, ficávamos tão assustados Rindo de nós mesmo pensando que a vida é injusta, e é isso que parace XX, Até semana que vem. - MRSC