DDUGQP - As máscaras caem.

5 A memória é verão que nunca morre - Part I.


Notas iniciais
''Então eu olho em sua direção Mas você não presta atenção em mim, não é? Eu sei que você não me ouve Porque você diz que você vê direto através de mim, Não vê? Oh, você queria que eu mudasse? Bem, eu mudei pra melhor E eu quero que você saiba que você sempre continuará do seu jeito E eu queria dizer E é você quem vejo Mas você não me vê E é você, eu ouço Tão alto e tão claro'' CHEEEEGUEI! ESSE CAPÍTULO FAZ ALGUMAS REFERENCIAS AO CAPÍTULO SEIS DA SEGUNDA TEMPORADA... https://www.youtube.com/watch?v=a5uQMwRMHcs

Anteriormente em Diário de Uma garota quase perfeita...

(capítulo 6 segunda temporada)

– Vamos de don't trust me 3oh!3. — Boa parte das meninas ali presentes e inclusive Alane, Ashley, Becky e Marrie passaram a me fitar. – Essa melodia eu dedico a nossa recém chegada abelha rainha Anna King's. — Os assobios agora ficaram mil vezes mais altos e a multidão gritava '' Bem — vinda de volta'' junto com Cauanne do palco.

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Querido Diário,

Bom dia amigo! Que bom que você está aqui e disposto a me escutar. Senti saudade de preencher as páginas em branco que aqui ainda restam. É manhã de sábado e creio estar me correspondendo com você pelos mesmos motivos de sempre. Desta vez não briguei com ela por causa de um surto meu ou coisa do gênero. Brigamos por quê tentei a proteger, como uma forma de retribuir a tudo o quê ela vem me fazendo. Carina é tão atenciosa comigo e vagabunda ao meus tempo! Oh, como eu queria entender tudo o quê se passa naquela cabeça cheia de planos e idéias. Como alguém disse uma vez, é impossível entender a complexidade da mente humana. Nunca saberei o sentimento exato dela por mais que Carina me dê sinais do que está tentando expressar. O máximo que conseguirei é deduzir e me aproximar da verdade, mas já mais uma verdade absoluta dos fatos. Desta vez, ela foi longe e estou dizendo isso por quê foi bem pior e bem mais além de todas as coisas que eu já fiz, digo isso como uma forma de alerta. Ela me pediu para ficar fora do caminho, mas eu não pude obedece-lá, não nesse caso, afinal eu não poderia parar e observar minha melhor amiga ficando doida aos poucos. Não sei o quê teria acontecido se eu não tivesse a parado a tempo.

– Pedro, vem comigo! Não pergunte nada Carina precisa de você! Só me segue. – Gritei no meio do corredor.

Ao escutar o nome de sua amada, Pedro saiu correndo junto a mim rumo ao segundo andar do prédio. Quando chegamos em nosso destino, avistei Dilan e Carina sentados na beira da piscina só com seus pés na água. Carina puxava o cabelo dele e ria jogando seu charme típico. A mesma ficou paralizada quando viu Pedro e eu presenciando aquela cena. Sem dizer palavra alguma deixando o silêncio falar por si só, levantou-se me dando um olhar mortal e em seguida, saiu do ambiente. Pedro, Dilan e eu ficamos plantados ali, feito completos idiotas.

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''Não importa o que eu faça

Sempre preciso estar contigo

Baby, eu voltei, voltei, voltei

Eu gosto disto

Não posso fingir

Não posso me confrontar por você de novo’’

Fechei o diário e o coloquei de volta em seu devido lugar trancando-o com a chave. Escutei o telefone tocar e como a empregada estava na lavanderia que se localizava no fim do meu quarterão, fui obrigada a descer as escadas para atender. Assim que coloquei o telefone no ouvido a linha silenciou, me deixando um tanto quanto assustada.

– Alô? – Falei. – Alô? – Repeti.

– Sentiu minha falta Anny? – Uma voz conhecida finalmente respondeu.

– Quem é? – Respondi engolindo a seco a pergunta anterior.

– Não reconhece mais minha voz querida? – Questionou irônica – Vestido preto, com meia-calça por baixo. Eu tenho o hálito do último cigarro nos meus dentes. Ela é uma atriz, ela tem o dinheiro dos pais em uma conta beneficente na costa leste. Os machucados cobrem os seus braços. Agitando os dedos com a garrafa na sua mão e o melhor é que ninguém sabe quem você é. – Cantarolou rindo da minha cara – Isso te lembra algo?

Flashes me trazem de volta o último dia em escutei aquela melodia. Foi no baile de Boas- Vindas no Couci ainda quando eu estava destruída por conta dos acontecimentos que na época eram recentes entre mim e Carina. Mas é claro! O sotaque britânico. O jeito com que respira ironia, as frases que te fazem pensar e refletir! Sim, é ela.

– Cauanne, você....

– A própria. Ainda bem que te fiz pensar na noite em que provei ser mais esperta que você. – Gargalhou. – Enfim, águas passadas baby.

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POV’S Renny.

Oh Agitada New York, o quê custa você ser um pouco calma no dia mais importante da minha vida? Essas buzinas me deixam com sérias dores de cabeça e para completar, necessito achar um terno perfeito e que esteja de acordo com o que eu realmente sou, pois, não quero mostrar alguém que não existe para os pais da minha namorada. Sonhei tanto com esse momento desde os meus onze anos de idade, quando apaixonei-me por uma garota recém chegada, mimada e que sempre me desprezou, me fazendo achar que nunca teria uma chance para conquistar seu tão fechado e introvertido coração. O quê eu sentia foi ficando cada vez mais intenso apartir do momento em que ela e Carina se aproximaram de vez. Logo aquela garota se mudou e ficou dois anos longe de mim, mas como eu rezava todas as noites para a sua volta, meu desejo se fez realidade, porém minhas dores não terminaram. Ela parecia gostar da idéia de ser amada por mim e embora eu já mais tenha me declarado no fundo, no fundo, Anna sempre soube, tirava aproveito para jogar seu tão maravilhoso charme para mim. Esse amor queimava por dentro e o desejo de te-lá em meus braços era tão grande. Anna era o pesadelo que mais me deixava louco, mas também era o antídoto das minhas frustrações, minha musa e meu verdadeiro vicio. Só de toca-lá, sentir sua pele, ver seu sorriso era o suficiente para me destruir. Simplesmente, alguém como ela, é inesquecível, provocador e tão frágil. Tudo de mim, ama tudo nela, todas suas curvas, seus detalhes, sua personalidade e todas as suas perfeitas imperfeições.

– Renny anda logo caramba! Nós já fomos em todas as lojas de griffe masculina e você ainda não achou esse terno, já são seis e meia, você sabe que a Anny odeia atrasos. Não quero ter que ignorar mais uma chamada dela. – Bufou Carina, mesmo no provador, fui capaz de escutar seus saltos batendo contra o piso de madeira da boutique, ela sempre fazia isso quando sua paciência estava chegando ao limite.

Puxei a grande cortina e sai de dentro da cabine ageitando a gravata. Carina parou por alguns instantes e me analisou, um sorriso surgiu de seus lábios.

– Eu sempre fui contra esse relacionamento desde o inicío por que achei que Anna te machucaria. Ela é minha melhor amiga e sinto que com você é diferente, Anna não é o tipo de garota que suspira por qualquer um. Vocês dois são importantes para mim e quero que saiba que tens a minha benção. – Disse.

Assenti com a cabeça e a abracei fortemente, dizendo-lhe um baixo obrigado. Apesar de tudo, apesar das inúmeras tempestades, nós continuamos juntos, apoiando um ao outro. Eu espero que nossa amizade dure o tempo necessário para ser única.

– Vamos lá querido! – Falou Carina, puxando-me pela mão em direção a saida. – Preciso me arrumar e para ficar fabulosa, tenho que ter tempo, o quê é uma coisa que não teremos se não formos embora agora.

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Mansão Família King’s,

POV’S Anna

Sei que às vezes tenho medo da luz, mas como saberei se ela é perigosa se não tentar? Há algo novo em meu coração que me agarra como uma criança. Sempre que estamos separados, vejo seu rosto sob cada céu e descubro assim que quanto menos procuro, mais encontro. Sinto o sol me banhando quando estou em seus braços, você disse meu nome nas horas boas e más me segurando do jeito certo. Não entendo como demorei tanto para perceber que felicidade amorosa estava em baixo do meu próprio nariz, me esperando até se revelar e fazer viver. Nada compara-se a ser amada verdadeiramente e poder corresponder a esse amor. As cartas estão na mesa, nós dois estamos jogando alto.

– Todos poderiam ser malvados só para te conquistar Anna. Você só precisa de uma garota boa para te surpreender, melhor do que Carina . Você deve ter deixado ele segurar a sua mão na escola. Mas vou te mostrar como se guardar um cara só para você. Abre os olhos querida, logo ele vai ver que merece coisa melhor. Esse jantar é uma completa piada! – Exclamou uma voz vinda de trás de mim.

Não necessitei nem me virar para saber que se tratava de Lissa encostada no batente da porta do meu quarto, vestindo um vestido da mesma cor que o meu, só diferenciado o modelo, que era bem mais contido. Se dependesse de mim, ela não estaria aqui hoje. Como sempre, corro o risco de tudo ser um fiasco por causa de um plano maluco que Carina inventou, tirando aproveito de que os Gallardo são amigos íntimos dos Monteiro a séculos, explicando assim como Lissa e Carina se conhecem. Optei por não responde-lá, pelo fato de não querer me exaltar em um dia que devo me manter calma.

O silêncio pairou no ambiente. Poderia-se apenas ouvir os meus passos apressados em direção a saída. Lissa não me deixará descer as escadas, ficando em minha frente e me encarando com seus olhos verdes que pareciam esbanjar uma aura exuberantemente limpa. Nossos olhares se conectavam como se fossemos do mesmo sangue, como se algo estivesse explodindo em mim.

Sou um pensamento. Sou uma voz. Sou uma alma. Você tem vivido uma mentira – Começou – Céus, eu preciso que me abrace Anna Lissa sussurrou ainda me fitando.

Minha cabeça girou e me vi no momento seguinte de volta ao baile de Natal, com todos aqueles espelhos meio aquela voz. Avistei uma cicatriz na perna de Lissa, a mesma agora poderia ver que conseguiu o que queria, ou seja, despertar confusão em mim.

Era... você? Eu te machuquei? – Gaguejei, temendo a resposta.

– Sim... – Lissa continuou, sussurrando da mesma forma.

Ah... eu gostaria de dizer que não a abracei.... eu gostaria de dizer que não senti como se fosse certo, mesmo sendo errado e sem coerência pelo fato de nós duas só nutrirmos ódio uma pela outra.

– Eu preciso ir – Falei me afastando dela, após ter tido meu pensamento anterior.

Desci escada abaixo sem olhar para trás. É tão estranho como o meu rosto trás a Lissa, felicidade e dor. Eu me sinto um pouco como um palhaço agonizante e confuso. Por um segundo pensei ter a impressão de ter visto o verdadeiro "ela", que ali, está escondido. Ela é afetuosa e frágil, com sorrisos que te atingem.

Só gostaria de saber, quem verdadeiramente é você Maria Lissa Gallardo?

Continua....

Notas finais
Até semana que vem. - MRSC