DDUGQP - As máscaras caem.
15 - C é para Cauanne e não de Carina
Notas iniciais

Anteriormente em Diário de uma garota quase perfeita...
Capítulo 2 segunda temporada.
{...} Quando terminamos peguei a mão de Cauanne e entrelacei nossos dedos, como sempre faziamos. Nós eramos realmente muito amigas, ela me viu passar pela pior fase da minha vida e mesmo assim ficou ao meu lado. Uma grande prova de que, com ela eu posso contar até o fim dos tempos. Porém nem uma amiga minha e nem mesmo Cauanne se compara a Carina. Elas são são um pouco digamos... parecidas pisicologícamente. Fora isso, nada mais. {...}
***
25 de junho de 2015.
Querido diário,
Finalmente posso dizer: como é bom olhar para a estante acima da minha cama e ver você, meu velho caderno de anotações vulgo diário desfarçado! A menos, sei que estás seguro e não nas mãos de Cauanne, Tereza, Anna e sei lá mais quem que tenha sido capaz de ler isso aqui. Estranhamente, você tem sido a minha única companhia nesses dias cheios de drama e tristeza pelos quais estou vivendo que já perdi as contas de quantas vezes achei que tinha te perdido, pois últimamente tenho te carregado para todos os cantos inclusive para o colégio. Me lembro de ter dito a algumas páginas atrás, que Anna por ''pura contingência’’ tenha te encontrando no ínicio do mês jogado na minha carteira ( Certo, você e eu sabemos que coêcidencias não existem e é meio que obvio que eu deixei lá propositalmente, por que queria fazer Anna se sentir culpada por não estar falando comigo ) e acabou criando coragem de devolver para sua dona, no caso eu, somente na semana passada. Mesmo assim, depois de ter revirado-te de ponta cabeça, continua a estar extremamente fria e seca quando se trata de ouvir meu nome pelos arredores dos corredores, ou até mesmo dirigir a palavra a mim, o que tem feito apenas por precisão, o que foi o caso quando de qualquer jeito, necessitava entregar você em minhas mãos.
Oh eu juro que pensei que a raiva, repulsa, ódio e coisas assim passassem com o tempo quando se trata de Anna King’s e a saudade falasse mais alto , mas vejo que ela está sendo pela primeira vez na vida, a maior orgulhosa da história de New York, superando até a mim mesma. Embora eu esteja preocupada por sua atitude ter mudado, porém ainda assim, a o mínimo de esperança o suficiente que ainda sustenta a idéia de que existe algo que me diz que cada profundo milímitro daquele coração, — se é que existe um coração inteiro depois de todas as coisas que aconteceram —, do qual bate repetitivamente dia após dia implora para que eu corra atrás dela para que Anna possa novamente contar tudo o que sente e para que, eu possa a consola-lá, como sempre acontece. Não sei explicar isso direito, é simplesmente... uma intuição. Sei que na cabeça daquela vadia, eu fiz o que fiz para prejudica-lá, por que na época a queria o mais longe possível.
Mal sabe aquela arrogante mesquinha e presunçosa que eu sinto insanamente a falta dela todos os dias! O que Anna não entende é que não importa quem ela seja, ou que sobrenome tenha, é tão simples... ela ainda é minha melhor amiga e desde o primeiro momento em que a conheci, soube que isso não mudaria tão cedo como eu estou cansada de dizer a ela. Se existe alguém que pode ajuda-lá a se manter no equilíbrio entre suas diversas personalidades, esse alguém sou eu.
....................
— Carina, nós vamos nos atrasar para a escola — Falaram repentinamente duas vozes ao mesmo tempo. Tais vozes vinham de trás de mim e acabavam de subir as escadas que ligavam o meu quarto a sala de estar.
Pulei da cama e ao fazer tal ato, deixei o diário e a caneta cuja estava escondida em minha mão cair no chão, revelando o o motivo da demora para terminar de pentiar meu cabelo . As duas garotas paradas na porta se entreolharam como se quisessem rir da cena que presenciavam, afinal, não era comum a rainha dos adolescentes da cidade estar envergonhada por que foi pega despejando palavras aleatórias em um caderno qualquer sem a mínima importância para alguns. Me esforcei ao máximo para instantaniamente não cair na gargalhada e disfarçar o fato de que, minhas bochechas estavam coradas. Cruzei os braços tentando-me manter em uma expressão séria ao mesmo tempo em que abraçava contra meu peito o fascículo que me encontrava escrevendo a minutos atrás.
— Alice e Tereza, vocês já ouviram falar em bater? — questionei irritada, fazendo Lissa revirar os olhos ao perceber que eu tinha a chamado pelo segundo nome e não pelo apelido. Tereza por sua vez repetiu minhas palavras, imitando minha voz , me fazendo querer voar em cima dela por tal fato, uma vez que sabia tanto quanto eu que eu odiava aquilo.
— Cruzes Monteiro! Você está mesmo desesperada! Está escrevendo nessa droga ai todas as manhãs a uma semana antes de botar seus pés no Hunter. Eu sei que você e minha irmã não se falam mais, mas isso hoje vai mudar, sai dessa depressão que não te pertence — Retrucou Maria Lissa em um tom irônico e bem humorado em vista de que eram sete horas e o dia acabava de nascer — Sério, Tereza e eu não agüentamos mais e aposto que Marrie e Priscila também não. Sem querer defender a Anna, mas depois você a chama de dramática sendo que nem ela ficou o final de semana inteiro deitada arquitetanto um roteiro para uma nova história e foi as compras com a Cauanne...quer dizer...opps... — ao perceber que falou o que não devia, tapou a boca com as mãos, recebendo um cutucão brusco de Tereza que lhe fuzilou os olhos.
Minha boca foi literalmente ao chão e minha face esbanjava incredulidade na mesma proporção em que questionava-me assiduamente o por que diabos Cauanne e Anna saíram juntas em um sábado para fazer compras, sendo que ambos sabemos que esse era o meu programa preferido e uma espécie de distração com Anna e Marrie na época em que estávamos em Londres. Suspirei e balancei a cabeça em sinal negativo contendo minha raiva em uma conduta superior e descomplicada.
— Já passou da nossa hora garotas. Temos uma missão a cumprir! — puxei-as pelo braço, pegando minha bolsa no chão e correndo escada a baixo em direção ao jardim, onde o motorista nos esperava, para que pudéssemos assim, partir em direção ao nosso maior destino.
Pov’s Cauanne
O carro já se encontrava em movimento. Eu por si só, observava com o canto dos olhos algumas paisagens cercadas dos mais altos prédios pela janela meio ao transito matinal que sempre infrentavamos no caminho para a escola. Anna sem alternativas, falava com o namorado pelo celular desde que havíamos saído de minha casa e somente após longos vinte e cinco minutos despediu-se dele e desligou. Ri de modo burlesco pelo espelho do motorista sem me virar para contempla-lá, finjindo não me importar ao notar que Anna não havia mencionado por causa das circunstâncias que estava comigo. O rádio que antes tocava uma melodia que continha uma batida calma e relaxante, que pelo que eu me lembre chama-se Paradise cuja a letra conta a história de uma garota sonhadora, agora tinha sido mudado de estação e sintonizado na 99,6, onde uma musíca que definia bem o momento era reproduzida.
— Hey Srta. King’s, há algo que preciso te dizer, escuta essa.... — falei antes de começar a cantar o refrão e prosseguir — Eu olhei para o sol
Pensei em todas as pessoas
Lugares e coisas que amei
Eu olhei só para ver
De todos os rostos
Você foi aquele que esteve ao meu lado
Você pode sentir a luz começar a piscar
Levando o que você conhece para o mar
E você pode ver sua vida lá fora pela janela
Nos derrube e continuaremos tentando
40 mil pés de altura, continuaremos voando
Anna acompanhou-me no mesmo tom. Nossas vozes e o timbre de tais não eram tão diferentes em certos trechos quando comparava-se a a voz da banda que canta realmente , OneRepublic. Oh... me senti como se estivesse cantando um dueto ao lado da Selena Gomez , aquilo era o que tornava a letra ainda mais especial, principalmente para mim, que tinha passado tanto tempo sem compartilhar aquele tipo de intimidade com ela, que de fato, ficou os últimos anos sentindo e nutrindo somente rancor de mim. Quando terminamos de cantarolar, nos demos conta de que sorriamos uma para a outra, feito os antigos tempos, como se estivéssemos sentadas no banco de trás da minha limousine vagando atrás de garotos bonitos em cima do teto solar no meio do centro de Londres. Anna de repente, cortou contato visual e viajou por pequenos segundos até uma galáxia distante que localizava-se em uma parte de sua mente que ainda sentia-se magoada e insegura, ferida e inferior.
— Cauanne... eu sei que você odeia falar sobre isso mas eu preciso te perguntar algo que eu nunca me importei em te perguntar — sua frase de ínicio me assustou um pouco, pois sem delongas, ela jogou as palavras no ar feito a fumaça de uma fabrica — Como superou a morte... do seu pai? Me desculpe se vou ser rude no que irei falar agora porém... vocês dois pelo que me lembre tinham uma conexão especial e, a falta que ele te fazia e ainda faz, era e é descontada em atitudes suas, relacionadas a vingança para poder ter atenção...certo? Independentemente da sua resposta, saiba que eu não vou te julgar. Nós temos muita coisa em comum, mais do que imaginamos e isso é somente mais um quisito... — disse, com receio e medo da minha reação.
Certamente, aquilo caiu sobre mim e me acertou no coração feito a dor de vários tiros de bala, ou de uma traição amorosa. O assunto era delicado e sempre que ele surgia, sentia vontade de morrer, pois era impossível não me recordar dos flashes do acidente ocorrido por minha causa e pensar que por um milagre estou aqui e não fui para o céu junto ao meu progênito. Eu preferia que tivesse sido mil vezes eu do que ele! Daria minha vida atual para voltar no tempo e dizer para os bombeiros o salvarem primeiro do que a mim. A culpa que eu sinto é incessavél e carrego-a dentro do meu peito como se fosse uma obrigação. Não existe um dia que seja quando deito-me em minha cama para descansar que eu não pense nele e no quanto ele ficaria decepcionado ao saber que a filha dele é uma completa inútil, fraca e sem amigos que vive sozinha pelos cantos chorando e é incapaz de ser boa o bastante para ter algum talento, e igualar-se a alguém no hipismo. Não posso negar, meu pai está presente junto a mim em cada palavra que digo, em todas as horas de cada dia que amanhece e em tudo o que faço. Eu sou apenas uma parte dele ainda viva.
— Motorista, encoste ali até segunda ordem! — exclamei, erguendo a divisória que separava o banco de trás do banco da frente. Anna estava confusa por conta de eu ordenar que parássemos o trajeto e ficou desta maneira até eu começar a falar — Eu sei aonde você quer chegar com isso Anna, poderia ter sido mais direta se queria perguntar o por que eu te atormentei esses anos, sabia? — questionei encarando-a — Quando eu era pequena, ele foi quem me pegou pela mão e me fez compreender, me ensinando o certo e o errado e como viver, me dando o melhor presente que alguém poderia me dar, o amor, o carinho. Nunca me desapontou e me tornou forte quando precebia que eu cometia inflações sem fundamento. Quando ele se foi, tudo isso se perdeu, eu me perdi, minha mãe passou a não se importar comigo e com qualquer coisa que eu fizesse ligando-se e focando-se em coisas aleatórias só para matar o tempo e a saudade que a corroia, então, passei a não me importar também, funcionou por uns anos, mas na época você foi a única pessoa que me ajudou a entender que eu não deveria me revoltar, tinha sido a hora dele partir, sua missão havia de ter se cumprido. Não sei se lembra-se do quão boa foi para mim, me deu seu apoio e ficou ao meu lado, me agüentando chorar nos seus braços enquanto você me confortava e dizia que tudo se acertaria — Durante toda a minha explicação, os olhos dela marejavam, foi ai que tomei coragem e despejei o que senti que precisava — É enorme a gratidão que tenho por você e eu fui uma tola quando fiz aquela aposta... você sabe... sobre Carina. Não é de hoje que eu sinto inveja da vida perfeita que ela leva, como se nada e nem ninguém a atingisse, bem diferente de mim, de nós. Quando duvidei da sua capacidade de acabar com isso, te usei na cara dura pra ficar feliz com a desgraça dos outros. É engraçado não? Eu finalmente entendi que não perdi minha melhor amiga para a rainha de New York, perdi minha melhor amiga por causa de minha própria sede de ser felicidade — Cuspir aquilo para fora, imediatamente me fez sentir-me mais leve, como se eu pudesse naquele mesmo instante, voar feito um pássaro — Não queria te causar sofrimento quando contei a verdade sobre Victor ser seu pai, eu sabia que te distruiria e te deixaria da maneira em que eu tinha ficado quando você apareceu. Meu alvo nunca foi você, nem Lissa e sim, a Carina.
POV’S Carina
É, eu não tenho escolhas. Meus olhos não podem colocar-se a prova para ver. O modo de vida está acontecendo, ela está me esquecendo e usando Cauanne para isso. Agora entendo por que acordei com o meu peito em dor. Não consigo pensar em uma saída, é colocar nas mãos das forças da natureza para que o plano de Lissa dê certo. Minha mente está comprimindo-me, assim como a vida passando lentamente através dos meus olhos. É como se minhas pernas não se movessem mais. Por que tem que ser assim? Meu mundo está arruinando, não existe uma maneira de poder voltar no tempo e mesmo se fosse possível, eu não voltaria.
Por que nós não podemos mudar? Por que devemos ser assim? Somos sempre os mesmos seres humanos simples e clichês em um mundo privado dos demais.
— Monteiro, pode me explicar onde está a sua amiguinha, ou melhor pseudônimo de projeto de Regina George de Mean Girls? — zombou Lissa, surgindo da sala da diretoria, onde acabava de acertar os detalhes finais com sua mãe, Margareth — Falando sério, a professora disse que já astiaram a bandeira, tanto dos Estados Unidos como a da França e não tem como voltar atrás, pelo que Marrie me contou agora pouco, minha irmã ficou de vir com a Cauanne. Quero que você esteja ciente de que colégio todo está indo se reunir nesse momento e se Anna não estiver lá, diga Adeus a ela, teremos a perdido para sempre e não haverá nada que você possa fazer — avisou, fazendo-me ficar ainda mais nervosa do que já estava aceitando assim que tudo o que falará instantes atrás era verdade.
Olhei em volta e como estavamos na altura das escadas notei, que como foi pedido para os alunos não faltarem no dia de hoje, a escola estava cheia e o caos de estudantes elétricos pelos corredores era evidente. Muitos distribuíam olhadelas para mim, ignorei totalmente aquilo para desta forma poder me focar nos altofalantes que arfavam com a voz da diretora.
— Senhorita Anna King’s, Carina Monteiro e Maria Alice Gallardo, favor assumirem ao seus postos perto do mastro, aos demais alunos, pesso que dirijam-se até o pátio principal. Iremos declamar o Hino Nacional dos Estados Unidos e da França em comemoração ao aniversário da instituição, que hoje completa cem anos graças ao nosso fundador de origens francesas, Raul Beaumont II . Como é tradição, para contemplar a glória desse dia tão especial, temos um convidado da família fundadora presente, excelentíssimo Joseph Piérrie Beaumont.
De repente Marrie, Priscila, Renny, Ágata, Pedro e Cauanne chegaram correndo na minha direção e da de Lissa junto a... Piérrie? Espere... Piérrie? O mesmo Piérrie de Londres? Ágata? O que Ágata está fazendo aqui? Não é possível! O que está acontecendo e onde está Anna?
— Eu sei que tenho muito o que te explicar Carina inclusive por que te atropelei naquela noite. Será hoje que esse jogo acaba! Você vai contar como soube de tudo nos mínimos detalhes para Anna , desde quando ouviu acidentalmente pela porta do escritório do seu pai até o Canadá, e não adianta mentir, eu te observo a anos e sei de tudo. Prometo que te contarei o por que forçei Anna vir para New York em 2008... isso mesmo, tem coisas que ela não te contou e que eu ainda não disse sobre mim e ela, isso claro se não quiser que eu tenha que fazer o papel de melhor amiga de novo, sendo que está mais do que na cara que eu não sou. E sim, eu ainda odeio você por isso e estou fazendo por Anna, não se preocupe! A menos eu tenho caratér e reconheço que ela merece a verdade vinda da sua boca e da de ninguém mais. Agora venha!
Allons enfants de la Patrie,
Le jour de gloire est arrivé!
Qu'un sang impur
Abreuve nos sillons.
Continua...
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