Mataram-lhe.

Da mais dolorosa maneira. Rápida e doentia. Dolorosa.

E mesmo que rápida, lenta de mais aos seus olhos... Um século? Não...

Uma eternidade.

Mataram-lhe, porém continuava vivo. Arrancaram o suspiro de felicidade que jazia nela com aquela lâmina fúnebre e brilhante.

Sim.

Quando o fizeram... Seu corpo desfaleceu. Sua alma quebrou-se, esmigalhou-se, desapareceu.

Porque ela era sua alma.

Não havia melhor maneira de entalhar em seu sangue os terrores da existência do que aquela.

Esfriando as calorosas peles dela com a morte.

Fora preso, jogado nos calabouços do torturante, porém isso não importava.

Por mais escuro que tudo fosse, nenhuma negritude tinha tais dimensões imensas que a falta que sua alma lhe fazia.

A vida jazia como um relógio de pilha gastada.

Aos poucos os suspiros encharcaram-se. E os olhos que nunca gotejaram águas de dor... Com o último tic tac do ponteiro... Gotejaram.

Por ela. Por sua amada alma.

Watashi no taisetsu ni tamashii.

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