Dúvidas

44 Promessa


Notas iniciais
Tenho muito a agradecer a todas(os) vocês que acompanham essa história que comecei sem ideia de que daria certo, com medo de receber críticas que me impedissem de continuar ou de não ter ninguém para acompanhar. E foi assim, devagar, de pouco em pouco, que vocês foram aparecendo e me dando cada vez mais força de vontade para continuar. Eu não tenho todas as regras gramaticais na cabeça e muito menos posso dizer que sei escrever, porquê isso é a coisa mais incrível que tem no mundo e por isso considero tão difícil me considerar boa. Escrever é um novo mundo que se abre para você imaginar o que quiser, criar o que quiser. É um sonho que acontece enquanto estamos acordados. Pode parecer idiotice o que estou falando, mas o que quero transmitir é que tudo isso foi graças a vocês e me sinto muito feliz por ter chegado aqui com um apoio tão incrível que vocês me deram. Se eu pudesse daria um grande abraço e diria muitas vezes -muito obrigada. Como não posso abraçá-las(os) eu agradeço, mas sintam-se, no final desse capítulo, abraçados!! Obrigada pessoal. Foi um prazer conhecê-los e ter levado essa felicidade de criar uma história do casal Hanji Zoe e Levi Ackerman... LeviHan forever o/ :D Bom, me perdoem qualquer erro que cometi e espero vê-los por ai, quem sabe. A vida é uma surpresa!! Espero que gostem, boa leitura. Música: https://www.youtube.com/watch?v=4_-teNonZ_4&list=RDutiHV99VXOE&index=2 Imagem: Pixis by Kozuki

Lembram-se da pequena parte que ainda é impedida de continuar.

Depois da longa reunião, Hanji Zoe foi para seu aposento.

Deitada em sua cama ela se pôs a pensar sobre tudo o que vivera até ali e o que retirou de tudo aquilo. Muita coisa passa em sua cabeça que fica até impossível dela agir como é.

Era como se estivesse esquecido de como ser ela mesma. Seus atos eram feitos de modo pouco calculado e muita das vezes foi vista parada mirando alguma coisa, como se estivesse perdida em outro mundo. E até era isso. Em um momento agia naturalmente, em outro mudava instantaneamente.

Com seus olhos fixados ao teto de madeira ela procurava algum meio de sair daquele transe que se encontrava há dias.

– O que está faltando? – retira seus óculos e coloca sobre a cama.

Levanta sua mão em direção ao teto e mira com seus olhos suas mãos.

Ela fecha seus olhos e procura em sua estranheza o que aflige. Demora alguns minutos até abrir vagamente as pálpebras de seus olhos e ver novamente o marrom teto.

Fria a lágrima cai em direção à orelha da cientista. Sua mão antes levantada agora limpa a incomoda sensação.

– Ele não merece ficar aqui! – levanta-se rapidamente da cama. – Se é isso a minha causa então deverei tomar as medidas certas.

Hanji puxa para si um par de botas ao lado da cama e começa a vesti-la. Pega seus óculos e os coloca. Assim que termina levanta-se e vai em direção a sua escrivaninha em cima duas cartas amareladas estão apostas lado a lado. A cientista puxa da cadeira o seu colete e o veste. Abre seu armário e retira uma pequena bolsa preta onde coloca os dois envelopes e um objeto.

– Estou ficando um pouco mais animada. – sorri olhando para escuridão fora da janela.

Aperta o passo até a porta por onde sai contente.

Pelas ruas vazias e pouco iluminadas ela caminha até o celeiro do QG. Mesmo que tarde da noite e o intenso frio ela não perde sua animação.

Quando abre as portas do celeiro segue automaticamente na direção da onde está seu cavalo. Por sorte o animal não parece estar cansado.

– Amigo... – sussurra – Desculpe em acordá-lo, mas vamos dar um passeio? – acaricia o focinho do doce animal.

–- ✷ --

As horas passam.

O amanhecer é visto ao horizonte. O céu ganha cores alaranjadas contra o tom claro do azul.

Os pássaros ajeitam-se em seus ninhos com pequenos filhotes que começam a despertar com fome. Pequenas raposas ainda dormem em suas tocas. Alguns coelhos comem a verde grama. As formigas trabalham incansáveis nos troncos das árvores. E quanto mais o Sol vai levantando-se e iluminando a região, mais animais despertam em busca do alimento.

Hanji ainda cavalga pelo extenso e verde campo. O orvalho da manhã molha os grossos cascos da pata do cavalo e seu cavalgar faz as pequenas e gélidas gotículas voarem ao ar.

O frio já não incomodava mais Hanji. Mantem-se agasalhada com um casaco preto.

Próxima ao seu destino ela repara nos detalhes alterados pela natureza.

Pouco do concreto era visto. Tudo que antes havia ali fora coberto pela grama e por pequenos animais e insetos.

O Sol despertou no horizonte jogando seus raios por toda extensão que alcança.

A cientista diminui a velocidade que vinha com seu cavalo até o mesmo começar a parar.

Uma grande árvore é vista próxima a garota.

– Chegamos amigo – pula de cima do animal.

– Hum... Deve estar por aqui... – agacha-se ao lado do cavalo procurando alguma coisa. – Deve ser aqui – toca com a mão um punhado de grama e os puxa rapidamente até ver um pedaço de concreto intacto.

Ela retira toda a grama que cobre o objeto.

“Não entendo como esse mundo funciona. Desculpem-me pelo fardo que fui. Eu sempre amarei vocês. Obrigada.” – as letras estão desgastadas.

– Encontrei!! – sorri.

Ela dá leves palmadas no animal e ele obedece abaixando-se. A garota pega a bolsa preta e retira os dois envelopes e um pequeno objeto decorado.

– Vocês dois devem saber que ele era gigante demais para trazê-lo até aqui – coloca o objeto sobre a lápide. – Claro que se pudesse eu traria, mas acho que assim está melhor para uni-lo com vocês – cava um pequeno buraco a frente da lápide.

Ela junta as duas cartas e coloca dentro de uma caixinha que estava dentro da bolsa.

– Não significa que estou os esquecendo, mas preciso aceitar que nunca os terei de volta ao meu lado – coloca a caixinha dentro do buraco e fecha.

Hanji fecha suas mãos uma contra outra e apoia sua cabeça contra elas. Ela diz algumas palavras muito baixas, como um sussurro.

A frente da garota está à lápida e sobre ela um pequeno objeto que aparenta ser porcelana.

Hanji fica alguns minutos, ajoelhada ao chão, recitando algumas frases. Seu cavalo permanece ao lado comendo um pouco da fresca grama.

Assim que abre seus olhos.

– Está faltando alguma coisa aqui... – olha para a fria lápide. – Será que ainda tem daquelas flores por aqui?! – levanta-se a procura das flores.

Hanji caminha pouca coisa até avistar próximo dali algumas flores brancas. Ela puxa delicadamente uma por uma até encher suas mãos.

Depois de terminado o trabalho ela volta para a lápide e ajeita as pequenas flores enfeitando a cinza lápide.

– Assim está muito bom! – sorri alegre.

Uma fria brisa arrepia a entretida garota. Tal ato a tira do transe que estava para o barulho de passos que se aproximam.

Ela sequer olha para trás e é surpreendida pelas pernas de outro alguém.

– O que está fazendo Hanji? – Levi olha para a garota abaixo de si.

– Eu que pergunto!! – olha para o garoto acima de si. – O que você está fazendo aqui?

– Te segui.

– Tão simples... – surpreende-se com a rápida resposta. – E por que fez isso?

– Não tenho uma explicação exata – agacha-se para ficar na mesma altura que Hanji. – Quem são? – dirige-se a lápide.

– Meus avós. – vira-se para a lápide. – Eles morreram tem alguns anos e nunca soube o motivo. Sabe é até engraçado, pelo menos agora, por que eu só soube que eles eram meus avós quando eles se foram. – abaixa a cabeça e continua enfeitando a lápide.

– Sinto muito. – sua voz altera-se levemente.

– Não precisa, por favor. – diz trêmula.

– Bem... – Levi levanta se afastando da garota.

O pequeno vai até o que antes parecia ser um jardim de flores e pega algumas.

– O que está fazendo? – Hanji olha para o pequeno ao seu lado.

– Me preparando.

– Preparando?! – olha confusa para o pequeno que volta em sua direção.

Os passos firmes do pequeno deixando marcas no terreno, afundando a grama. Parece um pouco nervoso, mas não demonstra nitidamente estar assim.

– Vamos. – o pequeno estende sua mão

Mesmo que sem entender nada Hanji estende sua mão. Apesar disso, ela fica animada pela curiosidade, e a tristeza de pouco não está mais estampada.

– Pegue! – brutalmente leva seu braço, que segura às flores, para Hanji.

Sem entender nada, e transparecendo isso em seu rosto, Hanji pega as flores.

– Obrigada Levi. – sorri sem graça sem entender.

– E então? – diz confuso.

– Então o que? – seu rosto fica sem expressão.

– Tsc... – Levi vira seu rosto já rubro. – Não me diga que não entendeu...

– Hum. Era para entender alguma coisa? – sorri confusa.

A brisa passa entre o casal parado em meio ao extenso campo. O vento faz com que as flores, as folhas da árvore e até a rasteira vegetação do campo mexam-se de um lado para o outro.

Dois pequenos pássaros pousam em um dos galhos da árvore e passam a observar a cena do casal a sua frente. O tempo agradável parece acalmar o nervosismo de Levi.

– Lembra que para aceitar você de volta era preciso cumprir três condições?

– Sim. Foram duas até agora, confesso que estou curiosa em saber qual é a terceira. – continua sorrindo.

– Antes de o Hajime falecer ele me pediu para cumprir uma tarefa, uma promessa. Apesar de considerar um desafio insano para a minha vida. Dei minha palavra a ele de que cumpriria essa tarefa e estou tentando fazer com que aconteça.

Hanji aproxima o pequeno e belo ramo de flores ao seu rosto e fecha os olhos. Ela respira suavemente o fresco cheiro que emana das flores, aparentando estar um pouco mais aliviada.

Levi olha para as pequenas flores brancas.

O rosto de Hanji coberto por alguns fios soltos de seu cabelo brincam junto ao vento. Seus olhos castanhos brilham intensamente com a luz do dia dando uma bela impressão. Ela passa sua mão sobre os fios bagunçados, os segurando ao lado do rosto.

Hanji solta um leve riso que perturba Levi.

– O que foi dessa vez? – disse confuso e perturbado.

– Você, a situação, tudo o que aconteceu. É tão engraçado e me sinto tão bem. Pensei que não conseguiria me sentir novamente a Hanji – sorri com os brilhantes olhos.

– Sentir-se novamente a Hanji? – sorri com a estranheza da frase.

– Obrigada Levi! – segurando as delicadas flores, ela o abraça repentinamente.

O pequeno retribui o abraço. Entrelaçando seus braços na cintura da garota e afagando seu rosto rubro nos castanhos cabelos da cientista.

– Sempre irei cuidar de você. – sussurra para Hanji.

Hanji afasta seu rosto do abraço até ter em sua visão os olhos acinzentados do pequeno.

– Sim. Eu aceito a terceira condição. – sorri.

Os lábios trêmulos, o corpo quente e as bochechas coradas demonstram a ansiedade de dizer algo. Hanji perde as palavras algumas vezes.

Os dois olham-se fielmente, não deixando que se perca a intensa comunicação visual que seus olhos trocam.

– E-e-u...

Levi levanta um pouco seus pés ficando com seus lábios próximos aos de Hanji.

– Te amo.

Levi disse pondo fim com um fervoroso beijo contra os lábios ainda trêmulos de Hanji.

A cientista toca com uma de suas mãos o rosto frio do pequeno. Ela se abaixa um pouco, ficando na mesma altura.

Levi abraça e aperta levemente a cintura da garota.

O quente beijo é verdadeiramente retribuído pelo casal.

Já não existem mais perguntas sendo feitas em suas cabeças, seus pensamentos antes confusos cessaram, a vergonha pelo ato perdeu-se, a intensa dúvida a cada dia nunca mais voltará.

Pela primeira vez eles se beijaram livres dos agoniantes e incessantes pensamentos que os impediam de levar à tona a palavra que mais os perturbavam; dia e noite lutando em saber o que sentiam, quando na verdade o que era preciso já tinha sido descoberto; faltava apenas dizer.

A brisa parou deixando que o quente e intenso vento viesse da respiração do casal.

Um dos pássaros uniu ao outro em suas asas, como um carinho. E ali permaneceram assistindo.

Ainda cheios de fôlego eles permaneceram diante a beleza da natureza.

–- ✷ --

A humanidade pode não ter alcançado completamente a vitória sobre os titãs, entretanto graças à ajuda de todos os envolvidos no plano de conquista muitos segredos guardados a sete chaves foram esclarecidos juntamente com a descoberta de uma possível cura para os gigantes humanoides.

Os pais de Hanji partiram oferecendo a chance de cura para a humanidade. A garota foi encarregada de continuar o trabalho iniciado por Akemi e Hajime. Mesmo com as complicadas informações deixadas por eles, ela prometeu a si mesma que não desistiria.

Erwin mesmo que tenha saído do comando da Tropa de Exploração continuou influenciando em boa parte das decisões feitas. Para Hanji a Tropa estaria perdendo uma grande mente. Para Levi, que se tornou o mais novo Tenente, uma dor de cabeça, pois ele havia recebido o pedido para Comandante. Ele continua com seu grupo de recrutas.

Eren, Mikasa e Armin descobriram o mundo fora das Muralhas, como esperado a vontade de explorar toda a nova área foi rapidamente instaurada em suas mentes, graças a Adrian. Sasha e Connie passaram a treinar firmemente todos os dias para melhorarem ao máximo suas habilidades. Jean tornou-se um dos líderes de tropa, previsão de um velho amigo. Historia descobriu toda a escuridão escondida por trás da sua herança, mas decidiu não herdar o que é de seu direito: dinheiro e fama. Ela optou em ajudar boa parte da população gravemente afetada pela última batalha. A tropa estacionária ganhou Rico como nova Comandante depois da saída de Pixis.

As Tropas passaram por uma completa limpa entre os soldados, principalmente a Polícia Militar.

Após a queda da Muralha de Sina uma nova previsão para a Muralha Rose e Maria está sendo discutida, além do debate sobre os titãs presos a elas. Sobre a cura, muito vem sendo estudado e diversas pessoas, das quais foram testadas com a vacina, estão apoiando o estudo; Hanji continua sendo a responsável pela pesquisa; os testes começaram e apresentam bons resultados, com a volta de parte dos titãs ao corpo natural: humano. A descoberta sobre a droga de mutação genética transformou a todos em investigadores e delatores de quem tivesse a si tal substância.

Em relação ao contato dos humanos ao novo horizonte, muito ainda está acontecendo. Alguns saíram das Muralhas para conhecerem, como outros entraram. Uma nova relação está sendo construída para retomar aos laços quebrados há mais de 100 anos.

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“Naquele dia, na imensidão do campo e com flores, decidimos optar por uma nova forma de vida que pouco imaginei em ter. Mesmo que tenham acontecido coisas que, com certeza, deveriam nos separar deixamos isso de lado e passamos a seguir a vida que escolhemos. Nada mudou. Vivemos com nossos sonhos e desejos, mas com uma diferença.”

“A nossa promessa foi feita para a eternidade.” – Levi.

Notas finais
Tchau!!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!