Notas iniciais
Último capítulo. Relendo tudo que escrevi, percebi que os personagens ganharam vida própria, então nas notas finais fiz um comentário sobre todos eles, pelo menos os principais. Boa leitura!

Ainda naquela noite, Misa chegou em casa. Antes de entrar, viu um paletó caído no chão da varanda, então se abaixou para ver o que era.

– Nossa, é o paletó do Raito, vou guardar pra entregar a ele amanhã.

A loirinha pegou o paletó, mas ao levantar, viu um livro de capa preta que estava em baixo dele.

– Ah? É aquele livro que o Raito usa matar os criminosos e atores. Vou guardar bem guardado e amanhã eu devolvo.

Ela pegou o paletó e o Death Note e os guardou no seu quarto. Ela não teve curiosidade de abrir o caderno, não era sua intensão se tornar o Kira, se contentava em dar apoio a ele descobrindo nomes que ele não conseguia. Restava apenas esperar o amanhecer para procura-lo.

Apesar de ter tido um dia cansativo, Misa não conseguia dormir. Ela tinha cumprido o seu objetivo, conseguiu descobrir o nome verdadeiro do temido detetive L, mas por algum motivo ela estava inquieta. Ficou apenas deitada olhando para o teto, até que os primeiros raios de sol da manhã entraram pela janela do seu quarto e começaram a aquecer o corpo ainda suado do dia anterior.

– Está na hora, vou atrás do meu amor.

Misa se levantou, tomou um banho e trocou de roupa. Pegou tanto o paletó quanto o caderno e se dirigiu à casa do seu namorado. Chegando lá, tocou a campainha várias vezes, porém não foi atendida. Queria ligar para ele, mas os tempos modernos fazem as pessoas só armazenarem os números de telefones no celular, e o dela estava desaparecido. Ela sequer sabia o número de cabeça e naquele momento, se amaldiçoava por isso.

Ela chamou e até jogou com leveza uma pequena pedra na janela do quarto do Raito, que quebrou o vidro e fez um estrondo enorme. A modelo se desesperou e saiu correndo, parando ofegante logo após virar a esquina.

– Oi cunhadinha – disse Sayu sorridente.

– Ah, oi Sayu, o que faz aqui? – perguntou Misa sem graça.

– Eu tô na esquina de casa, é normal me ver aqui. Fui comprar chá e já estou voltando, tenho aula hoje. – falou a menina.

– Por falar nisso, não estou conseguindo falar com o seu irmão, ele já foi pra faculdade? – perguntou Misa.

Sayu olhou para os dois lados, e quando se certificou de que ninguém estava ouvindo a conversa, começou a falar.

– Ontem de noite, logo que chegou, a polícia veio aqui e o prendeu.

– O QUÊ? PRENDERAM O RAITO? – berrou Misa.

– Fala baixo. Minha mãe pediu pra não contar nada, mas acho que você deve saber.

– Obrigada mesmo, você é a melhor cunhada do mundo.

– De nada. Esse paletó é do Raito né? Me dá que eu entrego pra minha mãe.

– Não precisa, eu lavo e entrego pra ele depois tchau.

Misa saiu correndo, e mesmo estando desnorteada, conseguiu chegar em casa. Trancou a porta da entrada e seguida, a do seu quarto. Enfim, pegou o caderno.

– Death Note riscado e Défi Nouti escrito em baixo, que nome estranho.

Antes de abri-lo, ela viu Ryuuko na sua frente;

– Olá Misa, prazer em conhecê-la.

– Oi, você deve ser aquele ser que o Raito conversa não é?

– Exato. Meu nome é Ryuuko, sou um shinigami.

– Prazer Ryuuko.

– Que estranho, geralmente os humanos se assustam quando me veem pela primeira vez, mas você me parece bem tranquila.

– Eu não julgo as pessoas pela aparência, apenas não gosto de gordos, de anões, nem de desdentados e muito menos daqueles que não sabem se vestir. Também odeio quem não cuida bem da pele, das unhas e dos cabelos.

– Realmente você é um doce de pessoa.

– Se não for muito incômodo, poderia me dizer como eu uso esse caderno?

– Isso você vai ter que descobrir sozinha.

A garota abriu o Death Note e começou a ler as regras, como ajuda de um dicionário.

– Acho que já sei como usá-lo, e também sei o que preciso fazer pra salvar o meu Raito.

Misa então pegou uma caneta rosa com um penacho na ponta e a segurou por alguns minutos. Não queria fazer aquilo, porém sabia que era a única coisa que poderia salvar o seu amado, então escreveu Leo Leonard em uma das páginas do Death Note.

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Era manhã no local onde Raito estava preso, que apesar de toda tensão, dormia naquele momento. Quem não pregou o olho foi o L, que ficou todo o tempo observando o Kira pela câmera que o filmava na sela em que estava.

– Pode ir dormir um pouco, eu fico de plantão – ofereceu Soychiro.

– Obrigado, mas estou sem sono. – recusou o detetive.

– Todos foram dormir, mas eu não consigo – reclamou o policial.

– Você deve estar passando por momentos muito difíceis com o seu filho preso. Por que não relaxamos tomando um bom café da manhã?

L pegou seu telefone e ligou para Watari, pedindo que ele trouxesse um café da manhã especial. Alguns minutos depois, o senhor chegou com uma cesta de piquenique que foi imediatamente aberta pelo detetive.

– Chocolate quente, torrada doce com geleia e mel, bolo de chocolate com recheio de doce de leite, sirva-se – L ofereceu as iguarias ao Soychiro enquanto as devorava.

O chefe de polícia sentou-se junto com seu colega e comeu um pequeno pedaço de bolo, quando de repente, L pareceu tonto, pôs a mão no peito e em seguida caiu no chão. Não disse palavra alguma enquanto caía, apenas emitiu um gemido de dor.

– Responde L, você está bem? – apelava Soychiro.

– Vou chamar uma ambulância – Watari discou para a emergência.

Com a confusão, os demais membros da equipe do caso Kira acordaram e foram tentar ajudar. Raito, que dormia em uma cela não tão distante dali, também acordou, porém ficou em silêncio tentando descobrir o que se passava.

O socorro chegou rapidamente. Os médicos examinaram o L mas sequer o colocaram na ambulância.

– Sinto muito informar aos senhores, mas esse homem está morto – anunciou um dos médicos.

– Morto? Não é possível – falou Soychiro.

– Só pode ser coisa do Kira – especulou Matsuda.

– Não pode ser, o Kira está preso e sendo monitorado o tempo todo – replicou Aizawa.

– Deixem essas especulações para depois. Temos que tomar as providências para que o L tenha um enterro digno. Eu cuidarei dos trâmites necessários – disse Watari triste, porém sem chorar.

– Você está certo. Só o médico legista pode determinar a causa da morte, mas pelo que vocês me contaram, parece ser um ataque cardíaco. Venha comigo, vamos preencher a papelada e retirar o corpo.

Watari se retirou junto com o médico, enquanto o resto da equipe de resgate cobriu o corpo do L, e os policiais lamentavam a sua morte. Enquanto isso Raito, que ouvia tudo em silêncio, apenas sorriu pensando “Sou realmente um deus, consegui matar o L sem o Défi Nouti, apenas meu ódio deu cabo dele. Em breve serei solto e nada poderá me deter, eu, o grande Kira”.

Durante todo o dia, um clima pesado dominava o local. Os policiais se dividiam entre vigiar o Raito e analisar os documentos do caso Kira, quando pouco antes do anoitecer, Watari finalmente voltou.

– Passei o dia inteiro no Instituto Médico Legal resolvendo tudo para o funeral do L. – falou o velho.

– Quando e onde vai ser o enterro? Ele trabalhou conosco e merece um funeral digno de um policial japonês – disse Soychiro.

– Eu já enviei o seu corpo para a Inglaterra. O pobre L não tinha família, mas tinha o desejo de ser enterrado em sua cidade natal e a assim o será – informou Watari.

– Já sabe a causa da morte? – perguntou Aizawa.

– Sim, sua taxa de glicose no sangue estava acima de mil miligramas por mililitro, enquanto o normal é que essa taxa não ultrapasse cem. Em outras palavras, ele morreu de diabetes – disse Watari.

– Não parece obra do Kira – disse Matsuda.

– Não podemos descartar essa hipótese, ainda não sabemos como o Kira age, talvez ele possa matar de outras formas que não seja por ataque cardíaco. – repreendeu Soychriro.

– Espero que continuem a investigação. Como não sou detetive, não tenho mais o que fazer aqui. Adeus senhores – Watari então partiu.

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Passou-se um mês desde a morte do L, assim como da prisão Raito. Ao contrário do que se pensava, Kira continuou agindo, o que fez com que a polícia o soltasse.

– Raito Yagami, mesmo depois que você foi preso, continuaram havendo mortes atribuídas ao Kira, o que fez com que a equipe do caso Kira o considerasse inocente. Você está livre – comunicou um policial ao Raito.

O rapaz saiu muito feliz de sua cela e encontrou com sua família na saída. Lá estava sua mãe, sua irmã e o Soychiro, não como chefe de polícia, mas como pai.

– Eu sabia que você era inocente – disse Sachiko o abraçando.

– Eu também sabia que você não era o Kira, o cara é um gênio – observou Sayu.

– Não exalte um bandido – repreendeu a mãe.

– Bom Raito, fiz o meu papel como policial e os fatos mostraram que você é inocente, estou muito feliz – falou Soychiro sorrindo.

– Eu disse que não era eu. Mas estou tranquilo, só quero voltar pra casa e continuar minha vida – disse Raito.

Raito voltou pra casa junto com sua mãe e sua irmã, e Soychiro voltou ao trabalho. Ainda era manhã, então o recém liberto foi para seu quarto enquanto Sayu se arrumava para ir pra escola e Sachiko foi cuidar dos afazeres domésticos.

– Há há há, eu sou o deus Kira, não preciso do Défi Nouti para matar bandidos, basta apenas o meu pensamento pra isso! Matei o L e tenho certeza que matei muitos outros enquanto estava preso. Eu tinha uma lista de criminosos para eliminar, mas não tive tempo de fazê-lo porque estava ocupado de mais com meu plano de acabar com o L. Agora vou checar as mortes na internet.

Ele ligou o computador e começou a procurar quais criminosos “ele” havia matado enquanto estava preso, e para sua surpresa, ele nunca ouvira falar de nenhum deles.

– Estranho, essas pessoas não estavam na minha lista, eu sequer ouvi falar deles...

Ele ficou o dia inteiro pensando no que poderia ter acontecido, e já no início da noite, teve um pequeno momento de inteligência.

– É isso. Alguém deve ter encontrado o Défi Nouti e está continuando o trabalho do Kira. A iniciativa é louvável, mas outra pessoa além de mim pode cometer erros e acabar matando inocentes, então preciso encontrar o meu caderno o quanto antes.

Raito saiu correndo em direção à casa da Misa, um dos lugares que ele havia ido na noite em que perdeu o seu caderno e em seguida foi preso.

– Misa, sou eu – o rapaz chamava no portão.

A garota olhou pela janela do quarto e viu o seu namorado, que até então ela pensava ainda estar preso, a chamando. Saiu correndo muito feliz, abriu a porta e pulou em cima dele o beijando.

– Amor, que bom que está livre.

– Como o Kira continuou agindo, concluíram que eu era inocente e me libertaram. De começo eu pensei que tinha adquirido a habilidade de matar mesmo sem o Défi Nouti.

– Há há há, que pretensioso Raito.

– Ryuko? Você junto com a Misa, então quer dizer...

Um silêncio dominou o trio enquanto Yagami ficava pensativo.

– Que vocês ficaram amigos depois que eu fui preso.

Misa e Ryuko ficaram boquiabertos, sem acreditar no que acabaram de ouvir. A loirinha chamou o seu namorado para entrar, e então foi contar o que aconteceu.

– Bom amor, você esqueceu o seu caderno da morte aqui. Eu ia te devolver, mas você foi preso, então continuei fazendo os julgamentos para parecer que você não era o Kira e ser solto – contou Misa sorrindo.

– Nossa, vejo que fiz bem em te escolher como parceira, você é quase tão genial quanto eu. Agora me devolva o Défi Nouti.

Misa entrou no seu quarto e voltou com o caderno, devolvendo para o Raito.

– Obrigado, agora tenho que ir. Com L morto e eu estando acima de qualquer suspeita, finalmente não haverá limites para a justiça do Kira e viveremos no melhor dos mundos – disse Raito heroicamente.

– Bom Misa, agora que o Death Note voltou para o Raito, terei que ir com ele. Foi bom o tempo que passamos juntos, mas preciso rir mais um pouco hi hi hi.

Ryuuko e Raito voltaram para casa, chegando por volta das dez da noite.

– É Raito, ainda bem que foi a sua namorada que encontrou o Death Note, seja mais cuidadoso.

– Você tem razão, se outra pessoa tivesse encontrado eu nunca conseguiria tê-lo de volta. Mas como sou muito astuto, vou tomar uma medida que não vai deixar isso acontecer.

Raito abriu o Death Note, pegou uma caneta e escreveu em uma página em uma das primeiras páginas, logo após as instruções, que estava em branco: RAITO YAGAMI, e em baixo o seu endereço. No fundo, Ryuuko dava a maior gargalhada de sua vida.

– Pronto, agora qualquer um que encontre o Défi Nouti vai saber que ele é meu e me devolverá.

– Adeus Raito, foi bom conhece-lo, você me rendeu boas risadas.

O jovem Kira não entendeu o que o shinigami quis dizer, e segundos depois, começou a sentir uma dor no peito insuportável. Em pouco tempo seu coração parou de bater e enfim, caiu no chão sem vida.

A notícia da morte do Raito, menos de um dia após sua libertação, caiu como uma bomba na família Yagami. A tristeza foi geral, e o seu pai, junto com a equipe que ele liderava, concluiu que ele foi morto pelo Kira, embora eles não chegaram a um consenso sobre os motivos que teriam feito com que ele o matasse.

Misa ficou sabendo da morte do seu namorado na manhã seguinte através de uma ligação de Soychiro. Ela ficou em choque, sequer conseguiu chorar. Colocou um vestido preto discreto, porém muito bonito e foi para o velório. Após o enterro, a modelo se dirigiu a uma passarela sobre uma linha de trem. Ela se debruçou no limite entre a passarela e o abismo que a separava de uma queda para a morte. A garota começou a refletir sobre tudo o que aconteceu nos últimos meses.

– Acabou. Fui apaixonada pelo Raito desde quando me lembro, mas ele nunca percebia a minha existência. Eu até me abaixei minhas notas e fui mal nos testes de QI de propósito pra poder entrar na turma especial e poder ficar mais perto dele, e quando descobri que ele tinha aquele caderno maldito e tinha virado um justiceiro, me aproveitei disso pra me aproximar dele, e também acabar com pessoas que não merecem viver. A morte nos aproximou, nós tínhamos a mesma noção de justiça. Então ele começou a ser procurado, situação que piorou depois que o L assumiu o caso. Raito me pediu pra seduzi-lo pra descobrir o seu nome, eu estranhei ele não ficar enciumado, mas entendi que era necessário. Passei algumas horas com L, descobri o seu nome, mas incrivelmente, o achei adorável, parecia um menino. Se eu o tivesse conhecido em outra ocasião, quem sabe teríamos vivido um grande amor... mas depois da prisão do L e do Death Note ter parado em minhas mãos, tive que mata-lo, e não fiquei feliz com isso. Raito finalmente foi solto, mas acabou morrendo no mesmo dia. Sei que não foi o Kira, então não faço a mínima ideia do que aconteceu. Agora não tenho mais nada, nem Raito, nem L.

Misa abriu sua bolsa procurando a passagem do trem para uma parte bem distante do Japão, quando um grupo de policiais surgiu diante dela.

– Não faça isso Misa Amane, você ainda tem motivos pra viver – clamou um deles.

– Ah? Do que você está falando? – respondeu ela sem entender.

– Não deixaremos que você se suicide, nem que pra isso tenhamos que te matar!

Os policiais sacaram armas e renderam a moça. Ela foi levada para uma clínica psiquiátrica, onde foi imediatamente internada.

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Seis meses se passaram, e nunca mais se soube de alguma morte atribuída ao Kira. Muitos dos seguidores do “deus Kira” rezavam e faziam oferendas, acreditando que ele havia deixado a humanidade por sua falta de fé ou coisa assim. Já os agentes da polícia não eram tão crédulos, mas sabiam que por algum motivo, o assassino já não existia mais, e convocaram uma última reunião antes de arquivar o caso.

– Bom senhores, como o Kira não age há seis meses, estamos prestes a arquivar o caso, mesmo ele não tendo sido preso. Vamos redigir um relatório sobre toda a investigação, e queria saber se algum se vocês tem alguma observação final. – falou Soychiro.

– Eu tenho. Perceberam que os assassinatos pararam depois da morte do Raito? Será que o L estava certo e ele era o Kira? – supôs Matsuda.

Os agentes fizeram cara de desaprovação.

– Não seja ridículo, já foi provado que ele era inocente. Até eu, que acreditava na culpa dele de começo, já me convenci que ele não era o assassino – repreendeu Aizawa.

– Se ninguém tem nenhuma observação RELEVANTE, vou escrever o relatório e arquivar o caso – concluiu Soychiro.

Como ninguém se manifestou, a reunião foi encerrada, assim como a investigação.

No mesmo dia, Misa recebeu alta do hospital onde estava internada. Nunca foi sua intensão cometer suicídio, mas depois de todo o tratamento, foi convencida de que estava louca e que havia sido curada, e durante o tratamento, chegou a ter alucinações, que cessaram logo que suspenderam os remédios mais pesados. Ao sair, não se sentia feliz nem triste, a única certeza que tinha era que não queria mais ficar no Japão. Foi para casa e arrumou suas malas, sacou algum dinheiro de sua conta – havia recebido um bom dinheiro com seus últimos trabalhos – e partiu para o aeroporto. Decidiu pegar o primeiro voo internacional disponível, então comprou uma passagem para a Inglaterra e embarcou, sem se importar em conseguir um visto já que essa é uma obra de ficção e não dá pra perder tempo com detalhes burocráticos.

Muitas horas depois, a loirinha desembarcou no aeroporto de Londres. Saiu em busca de um hotel para se hospedar enquanto não conseguia um lugar definitivo, quando viu passando e um rolls royce um rapaz muito branco com cabelos negros totalmente despenteados, com uma camisa branca de mangas compridas e chupando um pirulito.

– L? L? – gritou Misa.

O rapaz deu um breve sorriso e logo o motorista partiu rapidamente, deixando a modelo para trás.

– Não é possível, eu devo estar tendo alucinações de novo.

Mundo dos shinigamis

Foi muito divertido esse tempo que passei no mundo dos humanos, mas já é hora de voltar para minha terra. Tive a sorte do Death Note, ou melhor, o Défi Nouti, ter sido encontrado por alguém tão, digamos assim, especial. E aquele L, de começo achei que era um gênio, mas também não era essa coisa toda, onde já se viu comer tanto açúcar? Apesar de tudo, acho que as pessoas menos idiotas que conheci foram a Misa, Sayu e Sachiko. Será que as fêmeas humanas são mais inteligentes do que os machos? A única coisa que tenho certeza é que humanos são tão...interessantes.

Notas finais
Acabou. Sempre fico feliz e triste ao mesmo tempo quando concluo uma história, e essa foi bem especial, foi a fanfic mas difícil que já escrevi. Manter os personagens mudando pequenas características não é nada fácil, e escrever sátira também não (no blog de uma das moderadoras ela cita que acha mistério e comédia gêneros muito difíceis de escrever,e essa tem os dois) mas posso afirmar que está entre as duas fics minhas que eu mais gosto. Agora vou comentar alguns personagens: RAITO - Alguns podem dizer que eu desfavoreci o nosso Kira, zoei, fiz de burro e coisas assim, mas ele foi a estrela da história, e quem rendeu as melhores piadas. L - Tentei mantê-lo inteligente, porém mais infantil. Alguns leitores comentaram que ele estava bem burrinho, mas se aconteceu, não foi intencional. E será que ele está vivo ou morto? Tirem suas próprias conclusões. MISA - Não gosto dela, mas tenho que admitir que foi bastante importante pra trama. Depois de reler a fic toda, acho que a deixei inteligente de mais, mas quem sabe esse não seja o mundo do contrário? FAMÍLIA YAGAMI - Um pai super-protetor e uma mãe sensata mas que nem sempre se impõe, não ficou tão diferente do mangá/anime. Eu gostei muito da Sayu, eu até pensei em fazer ela descobrir que o Raito era o Kira, mas achei que ele mesmo se matar sem ser formalmente descoberto ia ficar mais engraçado. EQUIPE DO CASO KIRA - Os únicos que cheguei a explorar foram o Matsuda e o Aizawa (nem lembro o nome dos outros). Zoei de leve o Matsuda, que sempre tinha as opiniões certas mas nunca davam crédito. MIKAME E NAOMI - Os coloquei muito rapidamente, fiz aquela piada do Mi Come (que eu tinha na cabeça desde que o vi no anime a primeira vez), e a Naomi já apareceu morta - foram participações bem rápidas. NEAR, MELO, BB, ETC - Pensei em fazer aquela parte "pós morte do L", mas não veio na cabeça nenhuma piada envolvendo eles. É só isso (tudo). Aos que chegaram até aqui, muito obrigado, tudo foi feito para vocês.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!