Défi Nouti

1 Descoberta


Notas iniciais
Primeiro capítulo da fic. Ela tem passagens do primeiro episódio do animê, mas as situações são satirizadas. Nela, mantive a personalidade do Raito, e apesar de fazer bons discursos e usar palavras bonitas, ele está bem longe de ser um gênio. Se você é fã dele, não fique aborrecido (a) comigo, a intensão é apenas fazer os meus leitores rirem um pouco. Boa leitura.

Mundo dos Shinigamis


Que tédio! Não há mais nada para se fazer nesse mundo além de perambular o dia todo e jogar cartas. Os shinigamis são seres preguiçosos que só matam humanos o suficiente para não morrer, e quando um de nós usa muito o Death Note os outros o ridicularizam, dizendo que está trabalhando demais. Os shinigamis se esqueceram de seu propósito, se é que há algum motivo para a nossa existência. Este mundo está apodrecendo.


Após fazer esse discurso para si mesmo, Ryuko chega ao portal entre o mundo dos shinigamis e o mundo dos humanos.

- Aonde vai retardado? — gritou um shinigami que estava jogando em uma roda de baralho.

- Vixe, parece que o cabra vai pro mundo dos humanos — falou outro shinigami.

Naquele momento Ryuko mergulhou no portal, desaparecendo da vista dos outros.


Mundo dos Humanos


Rayto Yagami, um jovem de 17 anos que está cursando o último ano do colegial, estava olhando pela janela de sua sala, durante última aula, como fazia todos os dias.

-Yagami, pode ler essa frase para a turma? — solicitou o professor, apontando uma frase em inglês escrita no quadro.

-Te bóqui is on te table — leu Raito.

-Yagami, já não te disse várias vezes que em inglês não se fala do mesmo jeito que se lê? É the book is on the table. Repita comigo.

- The book is on the table — repetiu Raito, contrariado.

O sinal bateu. Raito guardou seu material e saiu pensando “professor idiota, até parece que se fala alguma coisa diferente de como se escreve. Quando eu entrar pra polícia vou prender ele por incompetência”.

Antes de ir pra casa, Yagami viu um caderno de capa preta largado no jardim da escola. Curioso, o pegou e leu sua capa:

- Deati nóte...deve ser um livro de inglês.

Ele colocou o caderno em sua mochila e foi para casa. Ao chegar, viu seus pais sentados na sala de estar.

- E aí filho, como foi nas provas? — perguntou seu pai.

- Muito bem, fui o primeiro da classe, e olha que estou na turma especial — respondeu Raito sorrindo.

- Muito bom garoto, continue assim. E por falar em estudo, sua irmã está com dificuldade em matemática, pode ajudá-la? — disse Soichiro Yagami.

- É claro. Já to indo no quarto dela.

Raito saiu da sala e foi para o quarto da Sayu. Depois que ele entrou, a Sachiko se dirigiu ao Soichiro.

- Ele já está no último ano, não acha que está na hora de contar o que “turma especial” significa?

- Nem pensar. Viu como a auto-estima dele melhorou depois que eu o matriculei na turma especial para alunos com QI abaixo da média?

- Sei não, um dia ele vai acabar descobrindo. Mas mesmo assim respeito sua decisão.

Raito entrou no quarto de sua irmã, que estava estudando em sua escrivaninha.

- O pai falou que você está precisando de ajuda em matemática. O que é dessa vez? — perguntou Raito.

- Multiplicação e divisão com números inteiros. — disse Sayu.

- Isso é fácil. Eu te ajudo.

Raito sentou ao lado de sua irmã e começou a ajudá-la na sua tarefa. Uma hora depois terminaram.

- Obrigada irmãozinho, me ajudou muito. — agradeceu Sayu.

- De nada, quando precisar é só pedir. Agora vou para o meu quarto- disse Raito.

Logo que Raito saiu, seu pai entrou no quarto da Sayu.

- Está aqui filha, o combinado — ele entregou uma quantia em dinheiro para ela.

- Na próxima vez vou aumentar o preço. Há três anos que ele me “ensina” a mesma matéria que eu estudei há cinco na escola, não aguento mais — disse Sayu.

-Seja comprensiva, você sabe muito bem porque eu faço isso. Mas depois negociamos um preço maior — falou Soichiro.

Em seu quarto, Raito tirou o misterioso caderno de sua mochila.

-Deati Nóte...vou ler.

Ele pegou um dicionário inglês-japonês e começou a traduzir a primeira página. Quatro horas depois, leu o texto que ele mesmo escreveu traduzido em uma folha de papel.

“O humano que tiver o seu nome escrito morrerá; Aquele que escrever o nome deve ter em mente o rosto da vítima, de forma que pessoas com o mesmo nome não serão afetadas; Se a causa da morte não for especificada em quarenta segundos, a vítima morrerá de ataque cardíaco.”

- Alguém deve ter escrito isso de brincadeira. Nada que mereça a atenção de um gênio como eu.

Raito deixou o caderno de lado e ligou a televisão. Logo a programação foi paralizada por um plantão, que anunciava:

“Um sequestrador mantém uma família refém há pelo menos duas horas. A casa está cercada pela polícia, mas ele se recusa a negociar”.

-Hunf, pessoas assim deveriam ser mortas.

“O sequestrador já foi identificado, seu nome é Futu Kaku, um desempregado de 42 anos de idade. A foto que está aparecendo em seu vídeo é a do sequestrador”.

Yagami olhou para o caderno, olhou para a TV e pensou: “por que não?”, e então escreveu Futu Kaku no death note. Pouco tempo depois, começou a ter uma movimentação estranha na cena que estava sendo transmitida, onde os reféns saíram correndo de dentro da casa, e logo em seguida a polícia invadiu o imóvel.

“Temos novidades sobre o caso do sequestro. Recebemos a informação de que o criminoso acabou de morrer repentinamente. Repetindo, o sequestrador está morto.”

Raito ficou espantado com o que acabou de acontecer, se perguntando se aquilo era realmente possível. O homem teria morrido por ter seu nome escrito no caderno ou terá sido apenas uma coincidência? De qualquer forma, já era quase meia noite, então ele resolveu ir dormir e deixar para pensar nisso amanhã.

Na manhã seguinte, Raito acordou mais cedo do que o de costume. Logo ao abrir os olhos avistou um ser grande, com asas e cara de monstro.

Bom dia, dormiu bem?

-Ahhhh! — Raito gritou.

Os familiares do Raito acordaram com o grito e correram para o seu quarto.

- O que aconteceu? — perguntaram a ele.

- Vocês não estão vendo? É um monstro — disse Raito.

- Não estamos vendo nada. Você está bem? — perguntou mãe.

- Fique calmo, você deve ter tido um pesadelo — disse pai.

Raito continuava vendo o estranho ser, mas percebeu que apenas ele o via, então resolveu concordar.

-É verdade, eu tive um pesadelo. Desculpem por assustar vocês.

Os pais e a irmã de Raito saíram do quarto e encostaram a porta. Ele apenas olhou para o ser e perguntou:

- Quem é você e por que só eu te vejo?

- Meu nome é Ryuko, sou um shinigami, ou deus da morte se preferir.

- Um shinigami...interessante. Deve ter alguma coisa a ver com aquele caderno que eu encontrei ontem.

- O Death Note. Sim, ele é meu e você o encontrou. Você agora é o dono dele até a sua morte, e poderá me ver e me ouvir, diferentemente daqueles que não tocaram o caderno.

- Deixe-me corrigi-lo, não é défi nouti, e sim deat nóte. Eu leio muito bem em inglês.

Ryuko não estava com paciência para discutir com o rapaz, então apenas levantou um dedo, e a inscrição Death Note foi apagada e substituída po Défi Nouti.

- Agora sim tá escrito certo. Então quer dizer que o caderno é verdadeiro.

- Isso mesmo. Ao escrever o nome daquele criminoso que você viu na TV ontém você o matou. Como não foi especificada a causa da morte, ele morreu de parada cardíaca.

- Ha ha ha...

- Porque está rindo humano?

- Era tudo o que eu queria. Já faz muito tempo que venho pensando que esse mundo está apodrecendo, tudo por causa de pessoas que não merecem estar nele. A criminalidade só aumenta, e eu trarei a salvação para esse mundo.

- E como pretende ser um salvador?

- Usarei o Défi Nouti para acabar com todos os bandidos do mundo.

- Interessante, e como vai fazê-lo? Vai matar criminosos famosos, daqueles que todos conhecem os nomes e rostos?

- Esse será o meu segundo passo, mas de que adianta acabar com bandidos de fora se ao meu lado existem vários bandidos em potencial, apenas esperando a chance de acabar com a vida de inocentes?

- Não estou entendendo.

- É simples meu caro, antes de partir para o mundo, preciso resolver alguns problemas na minha própria escola. Tenho uma lista de estudantes indignos que abusam dos mais fracos, Esses serão os primeiros que eu eliminarei da face da terra.

- Será uma tarefa simples. É só escrever os seus nomes no Death Note.

- É verdade, mas farei isso na escola, quero ter o prazer de vê-los morrer.

Raio se arrumou, colocou seu materia escolar e também o Death Note em sua mochila e foi para a sua esola.

- Isso será divertido. Humano são tão...interessantes.