Notas iniciais
Yooooooooh! :3 Novo cap ^.^ Muito atrasado, mas saiu :3 Espero que gostem! :3 AYE!!!

Já se aproximava das três da manhã quando Ezreal retornou a Piltover. Não foi uma noite fácil. Após toda aquela pequena luta cansativa com Lux, teve de pegar de volta sua manopla na sala dos invocadores antes de voltar para casa. Entrar e sair da sala não foi um problema, claro. Sempre teria sua translocação arcana como um truque a mais para si mesmo. Tudo teria sido muito mais simples se ele soubesse onde essa sala se localizava. Passou uns bons quinze minutos procurando por grande parte do instituto. Teve de desviar de olhares que poderiam fazer-lhe perguntas que não poderia responder, como o porquê de ter saído na chuva, e, principalmente, como havia saído da sala do conselho antes do fim da reunião, que parece ter durado mais algumas horas. Sentiu-se como um soldado Demaciano solitário em meio a uma palestra do Grão General de Noxus para todos os Noxianos. Ah, como ele odeia esses caras...

Quando finalmente achou a sala, encontrou facilmente sua manopla. As armas são organizadas em cabides presos ás paredes, com uma placa com o nome de cada campeão cravado acima. Como não havia muitos campeões dentro do instituto no momento, havia poucas armas na sala. Pegou sua manopla, vestiu-a e partiu em direção á cidade do progresso, seguindo o caminho oposto ao que Lux seguira. Alguma coisa em si mesmo estava irritando-o a ponto de que nem mais se importava com a chuva que caía dolorosamente em suas costas. Após uma longa caminhada, finalmente avistou a cidade, do topo de uma colina. Ver a cidade escura desse jeito a deixava diferente, obscura, quase tão assustadora quanto Zaun.

Ao chegar á casa da xerife Caitlyn, entrou pela porta dos fundos, para que a mesma não acordasse com o rangido insuportável que a porta principal fazia ao abri-la. A porta secundária, pela qual entrara, levava direto á cozinha. Ez abre um dos armários acima da pia, pegando de lá um pote de vidro com um saco de papel dentro, onde havia ‘Repolhos Orgânicos’ escrito com caneta preta no mesmo. Ele ri de sua própria façanha. Havia escrito isso para que Vi, uma das policiais da cidade que está sempre na casa de Cait, não comesse seus doces, que era o que realmente havia naquela embalagem. O explorador sabe bem como a garota odeia repolho. Leva o conteúdo do pote consigo em direção ao corredor onde ficavam os quartos. Anda em linha reta, sem observar os outros três cômodos de portas abertas que antecediam o seu próprio. Entra e fecha a porta atrás de si. Sente o conforto casual de finalmente retornar ao seu quarto. Tudo que queria era que mais nenhum invocador o chamasse nesse momento, afinal, tinha muitos afazeres para terminar. Põe o saco de papel sobre sua escrivaninha, acendendo o abajur que havia na mesma. Anda em direção a seu armário, pegando roupas confortáveis e secas. Retira as roupas molhadas que usava, pondo apenas uma camisa branca e bermudas pretas, e calçando folgados chinelos pretos.

Senta-se á sua escrivaninha, estralando os dedos para preparar-se para o trabalho que tinha de fazer. Revira os papéis que estavam espalhados pela mesa. Algumas pesquisas e lições de física, química, literatura e filosofia que o colegial o havia demandado para a semana, que antes estavam grampeados, agora estavam jogados por qualquer canto e com coisas estranhas e ilegíveis escritas e desenhadas com caneta rosa. Ezreal range os dentes.

– Ez. – Ouve batidas delicadas na porta, enquanto a voz facilmente reconhecível chamava por seu nome.

– Entre.

A mulher de cabelos pretos com um leve tom azul abre a porta, fazendo um pequeno rangido que fez com que a cabeça do explorador doesse. O som dos saltos de sua bota em contato com o chão a cada passo que ela dava ecoava pelo quarto. Olha para o loiro com feição desapontada e um pouco triste. Trazia consigo uma bandeja com suco e um sanduíche dividido ao meio na diagonal.

– Onde você esteve? – Começa, pondo a bandeja em um espaço vago na escrivaninha do rapaz e sentando-se á sua cama, cruzando as pernas.

– No instituto, onde mais? – Responde á xerife, sem olhar em sua direção, continuando a tentar reparar os estragos feitos por alguém facilmente identificável em suas atividades. Caitlyn murmura. – Teria chegado mais cedo se você não tivesse me abandonado.

– Eu avisei ao Jayce que estaria sem o carro hoje, e que era para ele vir com você após a partida, antes de vocês dois irem juntos para o instituto. – Ezreal arregala os olhos. Havia se esquecido completamente de Jayce, a testemunha mor do que o explorador havia feito. – Acontece que ele chegou aqui há mais de uma hora, e disse que não te achou em lugar algum do instituto após a labareda.

Ezreal observa Caitlyn por cima do ombro, confuso com sua ultima sentença.

– Labareda?

Um sorriso sarcástico é esboçado no rosto da mulher.

– Ah, então você não viu? – A xerife levanta-se da cama do rapaz, indo até a escrivaninha e apoiando uma perna na mesma, observando o olhar de surpresa e curiosidade do loiro. – Uma enorme labareda luminescente foi vista vindo do campo de treinamento em frente ao instituto, e indo em direção ao céu. Ninguém sabe do que se trata ainda, mas tenho certeza que logo os invocadores descobrirão.

O modo como a morena olhava para o loiro o despertava um pouco de desespero. É como se ela soubesse que ele era, parcialmente, o responsável por isso. O jovem tenta desviar o olhar, tomando um gole demorado do suco de morango que Cait o trouxera, voltando a observar os trabalhos riscados e amassados acima da mesa. A xerife ri.

– Você sabe quem fez isso, não sabe? – Dirige-se a Caitlyn, com os papéis em mãos.

– Acho que você também sabe. – Levanta-se da escrivaninha, pegando as roupas molhadas que Ezreal deixara jogadas no chão e juntando-as para lavar e secar. – A culpa não é minha se a Vi gosta de te provocar.

Ez revira os olhos, tentando cobrir os riscos com líquido corretor. Havia alguns desenhos obscenos riscados com mais força, a ponto de quase rasgar o papel, que não foram capazes de ser cobertos, o que deixou Ezreal extremamente incomodado. Caitlyn caminha em direção á porta, levando consigo as roupas encharcadas do explorador.

– Ezreal... – Chama por seu nome, já fora do quarto, mas ainda com a porta aberta, segurando a maçaneta com uma das mãos. Observava-o por cima do ombro, enquanto os olhos turquesa cansados e impacientes fitavam-na com certa hesitação. – Mantenha-se fora de confusão, ok? Sabe bem que os meus direitos como sua amiga terminam quando meus deveres como policial começam.

Dito isso, a xerife saiu e fechou a porta atrás de si. Ezreal sabia bem a que ela se referia. Quando ele fugiu do conselho, não se pôs limites, imaginando que estaria quebrando nada mais que uma mera lei. Claro, leis são apenas palavras estúpidas em um papel estúpido que servem para controlar pessoas estúpidas em seu ambiente estúpido. Mas é nelas que é baseado tudo na atualidade. E, tendo infringido no mínimo três leis do Instituto da Guerra em menos de uma hora, obviamente haveria uma penalidade. Mas o explorador não gostaria de pensar nisso agora. Ainda tinha muito que fazer.

Notas finais
Yaaaaaaaaay! ^-^ Então, é isso :3 Espero que tenham gostado! Nos vemos no próximo cap! AYE!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.