Código de conduta 2
12 Trabalho de faculdade - Parte. 1
Na faculdade o professor pediu aos alunos que formassem grupos para explicar a dinâmica de um seminário que deveria ser apresentado no início da próxima semana, cada grupo deveria ter cinco componentes e Bulma e seus amigos comemoraram, pois era exatamente o número de integrantes no grupo deles. Cada grupo fez uma rodinha e o professor passou a explicar como queria o trabalho que valeria a metade da nota do semestre queria que fizessem uma pesquisa sobre as áreas do Direito e as funções e deveres de cada uma delas, colocou no quadro branco cada área e fez um sorteio entre os grupos. O grupo de Bulma ficou com Direito penal, Direito trabalhista e o Direito tributário e deveriam dividir aqueles três temas entre o grupo e montar uma apresentação. O conceito da apresentação era livre poderiam fazer em forma de slides, cartazes, vídeos, de forma dinâmica ou lúdica da maneira que o grupo achasse melhor.
Deixou os últimos 30 minutos restantes da aula antes do intervalo para que cada grupo conversasse e começasse a formular como seria feita a apresentação. O grupo de Bulma começou a discutir o melhor dia para que todos se reunissem para fazer primeiro a pesquisa dos temas e somente depois de terem todo o material definir como seria a apresentação. Como a maioria dos componentes realizavam outras atividades no período da tarde eles estavam pensando em se reunir no final de semana.
Bulma estava dando algumas contribuições dizendo ao pessoal que tinha alguns livros em casa que explanava bem todas as áreas do Direito com todas as informações minuciosas sobre os direitos, deveres e funções de cada área inclusive das áreas em que elas pegaram no sorteio e combinaram então de se encontrarem no sábado pela manhã, que era um bom horário para todos, só estavam tendo um pouco de dificuldade de definir o local de encontro até que Sam teve uma ideia.
— Porque vocês não vão pra minha casa? Só moram eu e o meu pai e ele não vai estar em casa podemos estudar na piscina aí vocês levam biquínis e tomamos um banho depois. — o rapaz sugeriu e recebeu a aprovação das outras meninas.
— Eu adorei essa ideia! — Débora comentou.
— Nada melhor do que unir trabalho e lazer! — Foi à vez de Raquel comemorar.
— Bom, se todo mundo está de acordo pode ser, estou ansiosa para conhecer a sua casa deve ser enorme. – Chichi comenta.
— É bem grande sim vocês vão gostar. Aí eu peço pra moça que trabalha lá fazer uns lanches e também tem muitos livros no escritório do meu pai, eu posso pegar também e a gente complementa com o que não tiver nos livros da Bulma. — o rapaz sugeriu olhando a garota de cabelo azul que ainda não tinha se manifestado.
— Acho uma boa ideia. – Bulma concordou, visto que todas as outras meninas já estavam loucas pra conhecer a casa do rapaz. _ Acho bem melhor fazermos essas pesquisas nos livros ao invés da internet aí a gente coleta informações diferentes, todo mundo aqui vai pesquisar pela internet por ser mais fácil.
— Ótimo, vamos mostrar que somos diferenciados. – Raquel comentou. _ Eu iria chamar vocês para ir lá em casa, mas me lembrei que tenho três irmãos pequenos que não vão nos deixar em paz.
— Fica certo na minha casa então, vou arrumar a piscina e colocar uma mesa grande lá e a gente estuda.
Continuaram acertando os detalhes e as meninas começaram a dar algumas ideias de como fazerem a apresentação e de como separarem os temas, Bulma era a que mais falava tinha sempre ideias que eram sempre complementados por Sam ou Chichi e as outras meninas ouviam atentamente e complementavam com uma ideia ou outra. Enquanto Bulma falava Sam olhava para ela, ele não podia negar que estava se sentindo atraído pela garota adorava quando ela começava a falar daquela forma séria e completamente concentrada, gostava de como os lábios dela se moviam e das feições que o rosto dela fazia. Chichi também percebeu a forma que o rapaz olhava para sua amiga e não foi difícil deduzir o que ele estava sentindo naquele momento, Chichi conhecia bem aquele olhar já tinha notado antes a forma que Sam olhava para sua amiga, mas sabia que ele estava perdendo tempo se estivesse nutrindo algum sentimento por ela, Bulma era completamente e loucamente apaixonada por Vegeta e o rapaz jamais teria chance.
Após alguns minutos o sinal do intervalo tocou e eles deixaram para discutir o trabalho no sábado onde teriam tempo suficiente para acertar todos os detalhes. Foram todos para a cantina lanchar Raquel e Débora foram na frente conversando com Bulma e Sam ficou um pouco mais atrás e Chichi se aproximou dele.
— Eu vi Sam! — disse ao rapaz.
— Viu o quê Chichi?
— O jeito que você olha para Bulma!
— Eu olho para ela como olho para todo mundo. — o rapaz deu de ombros.
— Mas não olha mesmo! E nem adianta disfarçar.
— E qual o problema Chichi?
— O problema é que você não pode gostar dela Sam, eu sei que a minha amiga é linda e charmosa, mas ela também é comprometida. – adverte.
— Eu sei disso Chichi, eu só gosto do jeito dela, Bulma é diferente.
— Eu sei, mas não crie expectativas, Bulma é louca pelo noivo.
— E eles são mesmo apaixonados assim um pelo outro?
— Pode ter certeza que sim, eles passaram por muita coisa até chegarem onde estão pode ter certeza não foi fácil!
— E qual era o problema deles? — Chichi abriu a boca para contar, mas as meninas á chamaram. _ Depois eu te conto. — ela disse e deixou o rapaz curioso.
***
Vegeta esperou alguns policiais saírem de dentro do laboratório para poder entrar queria pegar a perita sozinha lá dentro, pois tinha algo sério para conversar com ela e não queria fazer isso na frente de ninguém. Quando todo mundo saiu a encontrou exatamente como queria ela estava sentada em sua mesa e digitava no computador, entrou e fechou a porta.
— Oi Vegeta, tá precisando de alguma coisa? — Vanessa perguntou sem olhar para ele, mas não porque queria, mas sim porque digitava um laudo sem parar no computador.
— Tem um minuto Vanessa? Eu preciso falar com você.
— Claro! — Vanessa encerrou a linha em que digitava e olhou para o homem. _ O que foi? É a respeito daquele F no cartão?
— Sim!
— Bom eu ainda não tenho nenhuma pista...
— Mas eu tenho!
— Então me fala logo...
— Thomas Freeza! — Vanessa arregalou os olhos levantando a sobrancelha.
— Você tá falando do deputado Thomas Freeza? O mesmo que esteve aqui ontem? — à mulher perguntou com descrença.
— Ele mesmo. – Vegeta responde e só faz ela arregalar os olhos ainda mais.
— Vegeta você não tá achando que o deputado do F no cartão e o Freeza é o mesmo?
— Eu não acho nada Vanessa eu só fiquei com essa suspeita.
— Eu não consigo pensar nisso Vegeta, claro ele tem o F no nome, mas acho que isso é apenas uma coincidência se o deputado tivesse alguma ligação com esse caso o Bills já teria suspeitado dele, eles são muito amigos.
— Aí é que tá, o próprio deputado me disse que ele mantém um trabalho mais privado longe da mídia, longe das exposições. Pesquisei sobre ele, ele é chamado de deputado fantasma pela maioria dos partidos por não se envolver muito em grandes ações e nem querer aparecer, você acha que se ele estivesse metido em algo assim alguém iria suspeitar?
— Vegeta você tá fazendo uma acusação muito séria.
— É por isso que eu estou aqui falando diretamente com você!
— Você comentou isso com alguém?
— Só com o Raditz, mas ele não me deu ouvidos pensa a mesma coisa que você. — Vanessa passou a mão no queixo e depois nos cabelos para arrumar os fios rebeldes que não ficavam no lugar e tentou pensar um pouco. Vegeta não era homem que falar besteira e muito menos fazer acusações infundadas ele sempre soube muito bem o que dizer e a intuição dele geralmente falhava.
— Se vamos investigar precisamos ser cuidadosos não podemos expor isso sem provas, o deputado é muito amigo do Bills e acabou também se tornando amigo do Satan ninguém vai levar em consideração a sua suspeita. Se não tivermos provas disso.
— E por que acha que eu estou na sua sala? – Vegeta abre um sorriso pra ela.
— Porque você sabe que eu sou a melhor perita do mundo! — ela sorriu de volta.
— Eu sei que você é, e depois do Raditz é a única que eu confio aqui dentro para expor o que eu penso.
— Tudo bem, eu vou analisar esse tal deputado, eu também confesso que não fui muito com a cara dele eu o achei meio falso. – ela concorda, já estava empolgada, adorava participar de uma investigação secreta.
— Por favor, sei que você e o Nappa estão casados, mas não comente isso com ele pelo menos por enquanto eu não quero que ninguém saiba.
— Claro não se preocupe.
— Se não for muito abuso veja também o que consegue descobrir sobre Samuel Freeza é o filho dele. – Vegeta pede.
— E qual o interesse nesse garoto? Ele pode estar envolvido também?
— Isso eu não sei, o que sei é que ele estuda com a Bulma e tá colado nela o tempo todo.
— Entendi, pode deixar, assim que conseguir material eu te aviso.
— Obrigado Vanessa, eu sabia que poderia contar com você.
— Pode contar sempre Vegeta sabe disso.
Vegeta sorriu para a mulher satisfeito sabia que ela não iria decepciona-lo.
***
Chega o sábado e Bulma sai cedo de casa para encontrar os amigos e se reunirem para fazer o trabalho da faculdade. Acabou não contando a Vegeta que o trabalho seria na casa do Sam e que estava levando um biquíni na bolsa para passar o dia na piscina da casa do rapaz, sabia que Vegeta não gostava muito de seu amigo e não fez isso por maldade só queria evitar discutir com ele sobre isso. Tinha marcado de se encontrar com os amigos cedo para poderem aproveitar bem o dia eles tinham muita coisa para pesquisar e decidir e aquele era um dos únicos dias em que todos poderiam se encontrar.
Vegeta a deixou na casa de Chichi antes de ir pra um plantão na delegacia, Bulma notou novamente há amiga um pouco pálida e a questionou sobre isso, Chichi desconversou dizendo que estava bem. Bulma decidiu que iria ter uma conversa com Goku depois sobre aquele mal-estar de Chichi a morena estava sempre se esquivando dela. As duas pegaram um táxi e foram para o endereço de Sam que era em um dos condomínios de luxo da cidade.
Assim que chegaram ao condomínio ficaram na entrada esperando Raquel e Débora, elas sempre chegavam atrasadas. Alguns minutos depois elas chegaram esbaforidas e reclamando da lerdeza do taxi. Quando todas já estavam lá Bulma ligou para Sam e avisar que estavam na guarita do condomínio e o rapaz foi pessoalmente buscá-las e avisou ao segurança que eram convidadas dele. Um dos seguranças abriu a porta e Sam levou as amigas até a sua casa que ficava em algumas quadras dali andaram pelo pátio de pedra do condomínio e as garotas olhavam encantadas para as casas de luxo que tinha ali.
— Caramba Sam, que condomínio chique. — Chichi comentou.
— Olha essas casas meu Deus! Nem faço ideia de quanto custa uma casa dessa. — Raquel também comentou.
— Eu acho exagero! – Sam diz.
— É sério mesmo que você acha? – Chichi pergunta.
— Acho! Minha casa mesmo tem cômodos demais para apenas duas pessoas.
— Se você não gosta então me dá! — Débora brincou.
— É que eu não ligo pra luxo, casas enormes e cheias de cômodos, eu acho isso exagerado. — o rapaz explicou.
— Eu penso da mesma forma Sam, acho que não precisa de tudo isso pra ser feliz. – Bulma completa a fala dele.
— Nossa, vocês dois são iguaizinhos! — Débora palpitou.
— Não somos não! – Bulma nega.
— São sim! Vocês pensam iguais, um está sempre completando o que o outro diz, parecem mais duas almas gêmeas! — Débora instigou e Chichi lhe deu uma cotovelada.
— O que eu falei de errado? — Débora cochichou para Chichi.
— Você está quase dizendo que os dois foram feitos um para o outro! — Chichi cochichou de volta.
— E não foram? — Débora insiste, Chichi fez careta para ela. Bulma ia na frente com Sam e Raquel e ele ia mostrando as casas e contando de alguns moradores que conhecia. _ Olha para eles Chichi, olha como eles são fofinhos! — Débora continuou insistindo em seu pensamento.
— Você é louca é? Você sabe que a Bulma namora!
— Tá bom eu não falo mais.
— Não fala mesmo! Se a Bulma ouvir ela vai ficar com raiva de você!
Débora passou o dedo nos lábios fazendo sinal de boca fechada. Chegaram à casa de Sam e as quatro olharam admiradas a estrutura da casa que mais parecia uma mansão.
— Caramba, deputado ganha bem pra caralho! — Raquel comenta.
— Meu pai tem uns outros comércios na cidade, ele tem um escritório e algumas lojas, não é só com salário de deputado que ele comprou essa casa. – diz, mas não quis ser ríspido.
— Desculpe se falei algo errado. — À garota se retratou meio sem graça.
— Não imagina desculpe eu, por favor meninas entrem e fiquem à vontade. — Sam abriu a porta de sua casa para elas que ficaram ainda mais admiradas ao ver à casa do lado de dentro.
...
Bulma e as amigas estavam reunidas em volta da piscina da mansão de Sam era uma piscina enorme de água cristalina e tinha uma cascata no fundo todas estavam de biquínis e já tinha dado alguns mergulhos acabaram não resistindo. Tinham decidido nadar um pouco depois que aprontassem o trabalho, mas foi inevitável o sol estava muito quente e a água da piscina parecia chamar o nome delas. Sam pegou alguns roupões para elas usarem. Também tinha mandado colocar uma mesa grande na beira da piscina para que todas pudessem se acomodar a mesa estava abarrotada de livros e papéis onde eles faziam a pesquisa sobre as áreas do Direito que tirou no sorteio.
Uma das funcionárias da casa abasteceu a mesa com mais limonada gelada para que os jovens se refrescassem, Sam também tinha pedido para que a moça trouxesse alguns sanduíches naturais para todos, mas a moça tinha esquecido de levar para a mesa ele então pediu licença as amigas para ir buscar na cozinha.
Bulma estava debruçada sobre um livro grifando de lápis umas partes que mais achava importante para colocar na pesquisa, parte que alegrava Raquel que prontamente ia digitalizando no computador para montar a pesquisa, ela era sempre a escolhida para essa parte, pois digitava muito rápido e quase nunca errava uma palavra, e então só depois de tudo pronto decidiriam quem ficaria com cada parte e o esquema da apresentação para o professor e a turma.
Assim que viu Sam se levantando da mesa Chichi sussurrou para Bulma quando viu a amiga fazer uma pausa na leitura e tomar um gole da limonada.
— Bulma você notou alguma coisa estranha no Sam?
— Estranha? Como assim? – Bulma responde com outra pergunta, sem entender.
— Sei lá, parece que ele está sempre tentando agradar, sendo bonzinho demais.
— Você já está implicando com o rapaz dona Chichi?
— Pode ser, mas eu acho esse jeito dele meio estranho.
— Você está igualzinha ao Vegeta agora implicando com o coitado isso é maldade sabia? Ele está sendo gentil, abriu na casa dele pra gente.
— Eu sei e eu gosto muito dele, mas eu também já percebi que ele está afim de você!
— Deixa de bobagem Chichi, não começa com isso!
— Olha se você não quer ouvir tá bom, mas a impressão que eu tenho do Sam é que ele é um rapaz solitário, ele não tem amigos e com certeza ficaria isolado naquela faculdade se a gente não tivesse feito amizade com ele.
— É claro que está tentando agradar a gente Chichi, somos as únicas amizades que ele tem na faculdade.
— Você fala de um jeito que me faz parecer um monstro sabia?
— Você que vê maldade em todo mundo sempre foi assim. Você e o Vegeta que são iguaizinhos! – rebateu.
— Tá, você tem razão, são os meus hormônios que estão malucos ultimamente. – A garota se retrata.
— Depois vamos ter uma conversa séria sobre esses seus hormônios! Eu estou preocupada com você. — Chichi olhou a amiga e deu de ombros, pararam de falar quando viram Sam voltando para a mesa com uma bandeja cheia de sanduíches naturais e as meninas atacaram a bandeja.
...
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