Código de conduta 2

39 Será o fim ou um novo começo?


Algum tempo depois a casa começou a se esvaziar aos poucos, mas ainda ficou alguns amigos íntimos da família que insistiam em falar um assunto ou outro. Elita tinha se levantado de novo e batido papo com mais algumas mulheres fazendo amizades com todos, Bulma ainda estava no sofá e o remédio que Vegeta tinha lhe dado tinha feito efeito e o galo não doía mais. A vizinha enfermeira já tinha passado por lá e a examinado ela disse que ficaria bem, que não parecia ser nada grave, ela estava louca para tomar um banho e deitar melhor, mas iria esperar que todos fossem embora.

Estava conversando com Chichi pelo WhatsApp a morena estava sentida de não ter ido, mas seu pai e Goku acharam melhor ela não ir por conta da sua gravidez, Chichi era muito emotiva nessas situações e acharam melhor ela não ir. Viu Vegeta vindo até ela com uma bandeja na mão tinha um prato feito e um copo de suco, colocou o celular no sofá quando ele sentou do seu lado.

— Vem comer Bulma, eu fiz um prato pra você.

Vegeta colocou a bandeja em seu colo e Bulma sabia que não poderia retrucar ou discutir teria que comer porque também não queria ficar se sentindo fraca assim. Pegou o prato da bandeja começando a comer a comida estava deliciosa tinha feijão, arroz, purê de batatas, legumes e frango. Vegeta continua sentado do seu lado dando a entender que não sairia de lá enquanto ela não comesse tudo.

— Como tá sua mãe? – perguntou com a boca cheia.

— Ela ta bem, ficou preocupada com você. Só não veio falar com você ainda porque a pressão dela abaixou demais e ela precisou deitar um pouco.

— Tudo bem. – ela dá mais uma garfada e de repente seu celular começou a vibrar em cima do sofá. Bulma olhou para o aparelho e viu o nome ''Sam''. Vegeta também viu e pegou o celular dela se afastando demonstrando que iria atender e Bulma ficou olhando para ele sem saber o que dizer.

Ele desliza o dedo pela tecla atender e coloca o telefone no ouvido e logo ouve a voz do outro lado.

— Bulma, que bom que você me atendeu...

— É o Vegeta quem tá falando!

A ligação do outro lado ficou em silêncio por alguns segundos, pois o rapaz do outro lado do telefone ficou completamente surpreso.

— Oi Vegeta...

— Só estou atendendo para lhe dizer que assim que eu voltar para Oregon quero ter uma conversa com você! – Vegeta dispara com umas das mãos no quadril.

— E qual seria o assunto?

— Você sabe muito bem qual o assunto!

— Tudo bem, como você quiser.

Vegeta iria desligar, mas completou.

— Ah, e até lá eu não quero mais ligações suas no telefone de Bulma e eu não tô pedindo!

Vegeta agora desligou o telefone fazendo Sam cerrar os dentes do outro lado e sentiu uma raiva que nunca tinha sentido antes.

Vegeta voltou para o sofá colocando o telefone de Bulma do lado dela e a garota ficou olhando para ele sem saber o que dizer.

— Termina de comer Bulma eu já volto!

Vegeta saiu sem dizer mais nada e Bulma ainda ficou surpresa com que aconteceu, mas preferiu não dizer nada tudo que ela queria que eles voltassem a ser como antes. Terminou de comer dando uma garrafada de cada vez e como que por magia sentia seu corpo se fortalecendo.

...

Pouco a pouco casa começou a se esvaziar e todo mundo ia embora, Vegeta se despedia de todo mundo, mas não negava que estava cansado, Bulma olhava pra ele e imaginava que ele deveria estar exausto, desde ontem ficava de um lado a outro resolvendo tudo, cuidando de tudo e se esqueceu dele, sabia que toda aquela situação deveria está sendo difícil pra ele e queria mais que tudo que ele deixasse ela se aproximar. Pouco mais de 13h00 hora Raditz e Elita avisaram que estavam indo embora e Bulma se despediu deles na porta, não queria que eles fossem, mas a vida de um jeito ou de outro precisava continuar e as pessoas precisavam seguir em frente. Os dois foram embora e pegaram a estrada de volta a Oregon, mas Vegeta ainda ficou na porta conversando com alguns homens e Bulma resolveu entrar a casa agora estava vazia e parecia mórbida.

Estava perto da janela quando viu Vegeta entrando ele atravessou a sala e subiu as escadas de madeira escura, imaginou que estava indo para o quarto que era dele quando morava ali. Sabia que aquela não era melhor hora para conversar que os problemas deles não eram os únicos ali, mas não conseguia mais ficar naquela situação estava se sentindo mal passou o dia inteiro se sentindo mal principalmente com a forma que ele a tratava.

Sabia que eles estavam sempre brigando por conta das atitudes dela e por mais que fosse difícil admitir ela era um problema pra ele, mas queria concertar as coisas. Subiu também as escadas viu que ele saia do quarto da mãe e entrava no dele agora e foi até lá. Precisava falar nem que fosse duas palavras com ele queria dizer como se sentia, queria que ele soubesse que ela estava ali apesar de tudo. Bateu na porta e ouviu ele dizer ''entra'' e entrou.

— Vegeta, eu posso falar com você? – pergunta vendo que ele pegava algo na bolsa.

— O que foi Bulma? Você tá sentindo alguma coisa? — ele olha para ela, mas seu olhar ainda era indiferente.

— Não... Eu sei que essa não é a melhor hora pra gente conversar, mas eu preciso falar com você, eu preciso dizer o que tá aqui dentro de mim ou eu vou explodir!

— Você tem razão, essa não é a melhor hora Bulma, ainda tem gente na casa e eu preciso ver como está a minha mãe.

— Eu sei, mas, por favor, me escuta por 5 minutos, porque eu não aguento mais tudo isso e eu preciso que você me ouça.

Vegeta olha pra garota que já tinha os olhos cheios de lágrimas antes de começar a falar e suspira.

— Tudo bem Bulma, pode falar. — ele senta na cama e vê a garota se aproximar dele.

— Vegeta eu sinto muito por tudo o que está acontecendo, sinto muito pelo seu pai sei que está sendo difícil, que está tendo que resolver muitas coisas sozinho, mas não precisa ser assim, eu estou aqui com você do mesmo jeito que você esteve pra mim dia.

— Você não faz ideia de como eu estou cansado Bulma!

— Você sabe que eu sei, do mesmo jeito que eu sei que você ainda está com raiva de mim, mas o fato de eu estar aqui não conta? Não me afasta assim, eu quero ficar perto de você, eu quero ajudar você a passar por isso, você está fazendo tudo sozinho e ainda tem que cuidar da sua mãe que está mal e eu quero te ajudar, mas eu não consigo fazer isso se você ficar me olhando assim como se eu fosse uma estranha.

— Eu sei que não estou agindo da maneira certa com você Bulma, mas tem acontecido coisas demais ultimamente e eu sou apenas a merda de um homem só! – ele se levanta ficando de costas para ela e coloca as mãos no quadril.

— Eu juro que eu nunca tive a intenção de magoar você, de todas as pessoas na face da terra você é a última pessoa que eu quero magoar você é tudo que eu tenho nessa vida Vegeta, me desculpa fazer você passar por tudo isso. – ela também se levanta, junta as mãos nervosa e engole a saliva que desceu seco. _ Você acabou de perder seu pai e eu sei que isso deve estar doendo e sei também que eu não ajudo muito e você não merecia ter que passar por outros problemas por minha causa...

Vegeta vira o corpo para olhar pra ela, mas não diz nada e Bulma respira fundo e continua:

— Eu sei que eu sou imatura, burra, lesada ingênua..., mas eu não gosto de ser assim Vegeta, eu não faço por querer, eu sei que ainda tenho muito o que aprender eu só tenho 19 anos e não vi nada da vida e você tem razão quando diz que eu sou mimada, que eu não penso nas coisas, eu sei que eu tenho que crescer, mas... Eu não quero perder você, por mais que eu ache que você já deve estar cansado de mim.

— Porque acha isso Bulma? – pergunta mantendo a mesma expressão, vendo-a olhar para ele com lágrimas escorrendo dos olhos, o coração dela batia acelerado e era difícil ter que admitir tudo aquilo, mas precisava ser honesta principalmente consigo mesma.

— Eu sei que eu sou um problema pra você, você dedicou todos esses anos pra cuidar de mim e deixou de fazer as coisas que você queria, que você gostava e até hoje é assim, e eu sei que não facilito as coisas, que estou sempre me metendo em encrencas ou fazendo burradas e você está sempre lá, nunca desistiu de mim. – ela faz uma pausa para respirar e continua, olha pra Vegeta que ainda estava na mesma posição. _ Eu sei que eu errei com você Vegeta, mas me dá uma chance pra concertar as coisas e ser a mulher que você merece, você é o homem mais incrível do mundo qualquer mulher se mataria para ter você e sei que você já está cheio de problemas e eu não quero ser mais um... Eu te amo de verdade Vegeta... E... Eu não vou suportar perder você... — ela chora seu peito doía, mas sabia que estava dizendo a coisa certa pela primeira vez.

Vegeta tira as mãos do quadril e se aproxima dela vendo que a garota fungava de cabeça baixa. Coloca o indicador no queixo dela e levanta sua cabeça a fazendo olhar pra ele, nunca gostou de ver aqueles olhos vazando daquele jeito, aquela garota sempre foi seu porto seguro e apesar de tudo sempre estava com ele, se sentia mais forte quando ela estava por perto e durante aqueles dias estava se sentindo fraco, esgotado, como se pudesse ser quebrado a qualquer momento como se quebra um galho seco e sabia o porquê.

— Às vezes eu esqueço que você só tem 19 anos Bulma... – ele a olha nos olhos tirando agora alguns fios de cabelo da testa dela. _ Que ainda é uma garota que não viveu nem a metade da vida e que não fez nem a metade das coisas que existem por aí, sei que às vezes eu cobro demais de você, mas a verdade é que eu não consigo admitir que você cresceu, que talvez você não me veja mais como aquele herói que você me via quando criança, que você está seguindo sua vida e trilhando seu caminho e que talvez eu não tenha mais lugar aí... Que você possa estar conhecendo alguém que vai te fazer mais feliz, que vai te dar o que você quer porque eu sei que não tenho sido um bom namorado sei que tenho trabalhado demais e deixado você sozinha muito tempo que talvez eu dou mais atenção para o trabalho do que para você e por mais que você nunca tenha me cobrado nada eu sei que você precisa de alguém que possa ser o homem que talvez eu não seja.

— Isso não é verdade...

— Eu sei que você quer uma família, eu vejo como você ficar animada com a gravidez da sua amiga, mas eu não sei se consigo te dar isso Bulma, você sabe como é a minha vida, as coisas que eu tenho que passar, e eu não posso mudar isso, mas também não quero que você se sinta presa a mim, ou que espere de mim algo que talvez eu não possa te da. – ele diz com pesar, sentia um nó na garganta e vê ela abrir mais os olhos, dizer aquilo pra ela era como lhe dar uma facada no peito, mas precisava ser sincero da mesma forma que sentia que ela também estava sendo.

— Você está dizendo então que não quer mais ficar comigo? – a voz dela quase não sai, ele nunca tinha falado daquele jeito antes e seu corpo todo tremeu.

— Eu amo você de uma forma que eu jamais pensei Bulma e eu não estou com você porque eu ache você fraca ou que você precise de mim, eu estou com você porque eu descobri um amor tão grande que não cabe no meu peito, que eu nunca me senti tão vulnerável e acuado como eu me sinto quando eu tô perto de você e que a única pessoa nesse mundo que pode me machucar de verdade e você! E eu ainda não sei se isso é bom ou ruim ter priorizado você a vida inteira, sempre ter feito de tudo pra fazer você feliz eu não sei, mas eu não me arrependo de nada do que eu fiz até agora e não quero que pense nem por um segundo que eu não faria tudo de novo. – ela ouve tudo tentando secar as lágrimas com as costas das mãos, mas era inútil, porque não conseguia parar.

— Você quer terminar comigo é isso?

— Eu queria que você fizesse isso, porque eu não consigo... – ele fecha os olhos tentando acalmar seu coração estava acelerado dentro do peito de forma que chegava a doer. _ Porque eu não quero que você acorde amanhã e perceba que eu não sou o homem certo pra você e que sua vida é uma droga, eu sou mais velho e logo vou estar velho demais e cansado demais e serei um estorvo na sua vida, e não quero que passe o resto da sua vida arrependida pelas escolhas que fez e me culpe por isso.

— Isso não vai acontecer... – ela segura na mão dele que estava em seu rosto. _ Porque eu escolhi passar o resto da minha vida com você e não importa o que aconteça. Eu não quero ficar longe de você Vegeta, eu não consigo...

— Esse é o problema Bulma, nenhum de nós dois consegue, mas será que isso é bom? — ela não diz nada, pois não conseguia sentia um nó na garganta que a impedia de falar e seus olhos ardiam. Vegeta segura a garota pela nuca e deita a cabeça dela em seu peito Bulma passou a chorar com força agarrada na camisa dele e era inevitável não pensar que aquela era uma despedida que tudo se acaba ali e que a vida deles a partir deles a partir de agora seria separadas.

Vegeta a abraçava com força enquanto olhava para cima tentando buscar alguma resposta pedindo alguma resposta para Deus, pois estava confuso, estava com dúvidas e não seria justo com ela que ele as tivesse e por mais que achasse que talvez seria melhor aquilo acabar ali para que os dois não sofressem... Que seria melhor ela seguir a vida dela sem ele não conseguia desistir dela...

Alguém começou a bater na porta e ele soltou Bulma, à garota secou o rosto com a barra da camiseta e ele foi abrir a porta, por um momento até agradeceu aquela interrupção porque não sabia o que iria dizer para ela agora. Quando abriu viu que era uma das vizinhas amigas da sua mãe.

— Oi Vegeta... Desculpa atrapalhar, é que tem uns homens aí fora querendo falar com você. – a mulher diz sem graça notando o clima pesado que estava dentro do quarto.

— Tudo bem, eu vou lá ver o que é. — ele disse agradecido a mulher que tem ajudado muito desde cedo. A mulher sai da porta e ele olha para Bulma que voltou a se sentar na cama.

— Eu vou lá ver o que esses homens querem depois a gente conversa tá bom, me espera aqui.

— Tudo bem pode ir, eu vou tomar um banho. — ela fica olhando para ele esperando que ele dissesse alguma coisa, mas ele não disse e saiu do quarto, aquilo doía muito e não ouvi-lo dizer nada era como se tudo já estivesse sacramentado, mas tinha que ser forte independente do que acontecesse e se aquele fosse mesmo o fim teria que descobrir como viver com isso como recomeçar, pois ninguém nunca disse que eles ficaram juntos para sempre, ninguém nunca disse que seria fácil, ninguém nunca disse que eles não teriam problemas que fossem ser difíceis demais para resolver e que apenas o amor deles não bastariam e também ninguém nunca lhe disse que a coisa mais difícil que teria que fazer era se afastar dele e como iria conseguir fazer isso? Por que sabia que não iria gostar de ninguém como gostava dele, que não iria amar ninguém como ama ele porque esse tipo de amor não se esquece, não se apaga tão facilmente e o pior de tudo é ter que lidar com a culpa de que foram os erros dela que estragaram tudo.

Mas não dizem que errar é humano? Ela poderia ser julgada por ainda ser uma garota que não viveu nem a metade da vida, que saiu há pouco tempo da asa super protetora de Vegeta e por isso está vivendo com suas próprias pernas pela primeira vez e que ainda tinha muito que aprender com seus erros e com as suas escolhas? Ela poderia ser punida por agir do jeito que achava ser certo? Quem teria mais moral para lhe apontar o dedo e dizer que ela estava errada? Se aquele fosse mesmo o fim teria que aceitar, teria que achar um jeito de recomeçar sua vida e deixar Vegeta viver a vida dele longe dela, também não era justo com ele e que o mesmo pagasse pelos seus erros e as suas infantilidades, ele era um homem adulto que precisava de uma mulher adulta e ela tinha a total capacidade para entender isso, não era tão burra e nem tão lesada a ponto de não saber que poderia fazer mal a ele.

Se olhou no espelho vendo as lagrimas que não paravam de cair era difícil fingir ser forte quando na verdade queria desmoronar, era difícil dizer que aceitaria quando na verdade não iria... Prendeu os cabelos no alto da cabeça e pegou umas coisas na bolsa, sua cabeça voltou a latejar de novo e provavelmente ficaria assim o resto do dia. Saiu do quarto dele e parecia que as pernas não queriam lhe obedecer, foi até o quarto da mãe de Vegeta e a mulher ainda dormia, não fez barulho e fechou a porta seria muito difícil para ela quando acordasse e encarasse toda aquela realidade dura. Foi pro banheiro que ficava no final daquele corredor e pegou uma toalha limpa no pequeno armário embaixo da pia, tirou a roupa a colocando em um canto para lavar depois e entrou dentro do box, ligou o chuveiro e esperou a água esquentar para só depois entrar de cabeça e fechou os olhos sentindo a água tomar conta de seu corpo.

Soluçou, e lágrimas escorreram de seus olhos novamente e não se julgava capaz de conseguir parar de chorar aquele dia tinha sido um dia difícil em todos os aspectos e estava se sentindo tão sozinha, como se o mundo tivesse virado as costas para ela estava tão cansada não sabia mais o que fazer da própria vida. Abraçou o próprio corpo, pois sentia frio, sentia calafrios por todo o corpo e nem água quente conseguia lhe esquentar, passa alguns minutos ali sem coragem pra nada, mas logo percebeu que não estava mais sozinha naquele espaço de azulejos brancos, sentiu mãos alisando seus braços e sabia que era ele, ele estava ali... Soluçou mais forte e sentiu que ele a virava de frente e olhou para Vegeta vendo que ele também estava chorando... O abraçou com força deitando a cabeça no peito dele sentindo que ele a abraçava com a mesma força e deixava transbordar todo aquele sentimento que estava guardado dentro dele e que evitou durante todo o dia. Ele tentou ser forte, mas uma hora até o homem mais forte desaba.

— Eu sinto muito... Por tudo... Eu nunca quis magoar você, eu nunca quis que nada disso acontecesse... – Bulma disse sentindo as lágrimas de Vegeta se misturando a água que escorria em seu ombro.

— Esquece tudo o que eu disse Bulma... Porque se você terminar comigo eu morro! – murmura, puxando a garota ainda mais contra seu corpo.

— Eu não quero isso...

— Eu já perdi o meu pai hoje... Não posso perder você também. — Ele olhou a garota nos olhos, aqueles olhos que tentou evitar, mas por mais que tentasse não conseguia desistir dela e não era justo acabar com tudo por causa de medos e inseguranças.

— Me desculpa...

— Vamos esquecer isso, porque eu não vou desistir de você, porque eu não quero você longe de mim, fizemos uma promessa lembra?...

— Eu também não quero Vegeta!

— Você é a mulher que eu quero pra mim Bulma, e sei que a gente vai conseguir passar por tudo isso, juntos, como fizemos até agora, eu não mudaria você por nada nesse mundo, você é perfeita pra mim do jeito que você é! – Bulma olha pra ele passando a mão pelo rosto moreno, suas lagrimas eram de felicidade agora, pois sabia que não conseguiria viver sem ele. _ Eu morro longe de você menina...

Vegeta a encosta na parede segurando cada lado do rosto dela enquanto se deixava chorar, se deixava sentir, estava com tantos sentimentos presos na garganta e ela tinha razão, não precisava passar por tudo aquilo sozinho.

— Eu prometo que não vou deixar ninguém ficar entre a gente, e que nunca mais vou magoar você. – Bulma o beija sentindo o gosto salgado das lágrimas dele, aquele sem dúvida era o único lugar que eles queriam está, em que deveriam estar. Já tinham perdido muita coisa na vida, não poderia perder mais nada. Vegeta não abriria mão dela, não deixaria o caminho livre para outro, a não ser que ela quisesse isso e ele sabia que não.

Não disseram mais nada apenas se consolaram um nos braços do outro. Depois do que pareceu ser longos minutos Vegeta olhou para Bulma contornando o rosto dela com as pontas dos dedos, depois levou os dedos para os cabelos dela onde examinou o carroço e ficou aliviado ao perceber que estava diminuindo de tamanho. Bulma colocou as mãos no rosto dele vendo que suas lágrimas não paravam de cair, não podia imaginar como toda essa situação estava sendo difícil pra ele parecia que os problemas não iriam parar, parecia que eles nunca teriam paz, mas enquanto estivessem juntos, unidos nada iria separá-los, nada seria forte o suficiente para derrubá-los, tempestades violentas ameaçam cair a qualquer instante e estariam prontos pra ela, juntos...