Bulma ainda olhava pra Vegeta com os olhos arregalados não percebeu que ele estava na porta, suas pernas não queriam obedecer e sua voz parece ter ficado presa na garganta, ele olhava para ela enquanto ainda segurava a maçaneta da porta, mas tinha que dizer alguma coisa.

— Vegeta... Há quanto tempo você tá aí? — perguntou na esperança de que ele não tivesse ouvido nada. Mas pelo jeito que ele a olhava não tinha tanta certeza disso.

— Eu estou aqui há tempo suficiente para ouvir sua conversinha Bulma! — ele respondeu entrando no quarto e batendo à porta com tudo, Bulma sentiu um frio na espinha e aí que suas pernas amoleceram mesmo.

— Vegeta eu posso explicar...

— Então explica!

A respiração dela fica irregular, ele não deveria ter ouvido. Droga!

— Aconteceu uma coisa hoje quando eu estava saindo da faculdade...

— Uma coisa? — Vegeta desdenhou colocando as mãos no quadril encarava a garota ainda sem acreditar no que ouviu da conversa dela.

— Uma bicicleta iria me atropelar e o Sam me puxou e...

— E?... Fala Bulma! Eu quero ouvir você dizer. Fala!

— Ele me beijou...

Vegeta se virou com tudo e deu um soco na porta do guarda-roupa dela começou a sentir uma raiva tão grande que não estava sabendo controlar.

— Desde quando isso está acontecendo Bulma? — Perguntou tornando a olhar pra ela.

— O quê? Não, não tá acontecendo nada...

— Você acha que eu sou algum idiota é isso?

— Não, eu não tô mentindo não está acontecendo nada eu não sei por que o Sam fez aquilo eu fui pega de surpresa...

— Pega de surpresa? – ele dá um sorriso sarcástico e a garota se apavora.

— Não é nada disso que você ta pensando... – ela coloca as mãos na frente do corpo.

— E você sabe o que eu tô pensando? SABE? – grita.

— O Sam ta confundindo as coisas... Eu juro que nunca dei nenhum motivo pra ele fazer isso, ele... Ele me beijou, mas eu juro que não ta acontecendo nada!

— E é claro que eu não deveria saber! Só estamos tendo essa conversa porque ouvi vocês dois! – acusa zangado.

— Eu queria te contar, mas eu sabia que você ia ficar com raiva eu não sabia como contar pra você...

— Me contar o quê? Que você ficou aos beijos com seu amigo na porta da faculdade pra todo mundo ver? – ele grita. Bulma fica acuada, pois não sabia o que dizer era daquela reação dele que tinha medo.

— Vegeta não foi assim...

— Então me diz! Você o beijou de volta Bulma?

— Vegeta, por favor...

Bulma abaixou a cabeça e começou a tremer.

— SIM OU NÃO BULMA!

— Eu fui pega de surpresa... Eu não sabia que ele iria fazer isso, mas aquele beijo não significou nada pra mim...

— Faça-me o favor Bulma! — Ele se afastou quando percebeu que ela tentava se aproximar.

— Me perdoa, eu sei que não devia ter deixado, mas eu juro que eu não quis...

— E o que você fez pra impedir Bulma? Heim? Não queria mais deixou ele enfiar a língua dentro de você! Droga! — Ele socou o guarda roupa de novo com raiva, algo dentro dele sempre lhe dizia que aquilo iria acontecer.

— Vegeta me perdoa, por favor, aquilo não significou nada pra mim eu amo você...

— Me ama? – a olha sério, estava faiscando. _ É o que vai dizer pra mim agora?

— Eu não tô mentindo, me escuta, por favor.

— Você me decepcionou muito Bulma, eu não esperava isso de você!

Vegeta olhou pra ela com raiva e saiu do quarto batendo a porta.

— Vegeta espera!

Bulma foi atrás dele e o viu pegar uma jaqueta que estava pendurada num suporte de parede na sala.

— Vegeta, vamos conversar! — ela o chamava.

— Eu não quero falar com você Bulma! – rosna.

— Por favor, me escuta, não sai assim...

— Não vem atrás de mim! — Ele gritou saindo de casa, mas Bulma foi atrás viu ele abrir a porta da garagem e entrar no carro e ela ficou de frente do mesmo com as mãos no capô.

— Vegeta conversa comigo sai desse carro, por favor! – ela pede aflita.

— Sai da frente Bulma! — Vegeta liga os faróis e o motor do carro e ficou olhando pra ela com raiva. Bulma sabia que não conseguiria falar com ele agora e saiu da frente do carro, ele arrancou de uma vez saindo da garagem. Ela fechou a garagem e voltou para dentro de casa aquela era a reação que ela estava tentando evitar, mas não adiantou nada Vegeta agora está uma fera e não iria querer olhar na cara dela por tão cedo.

Se sentou no sofá e colocou as mãos na cabeça tentando não chorar se arrependeu completamente de não ter contato logo pra ele assim que chegou em casa talvez o estrago não teria sido tão grande e agora não sabia o que fazer não iria conseguir falar com Vegeta naquele estado teria que esperar ele se acalmar e voltar pra casa. Maldita hora que ela deixou aquele beijo acontecer poderia ter colocado a culpa somente no Sam, mas do que adiantaria? Estaria mentindo se fizesse isso porque ela também foi à culpada ela também deixou que acontecesse e agora deu no que deu! Ficou sentada no sofá esperando ele voltar rezando para que ele voltasse logo e quisesse conversar com ela.

...

As horas foram passando e nada de Vegeta voltar e Bulma já estava preocupada e começou a ligar para ele, mas seu telefone só chamava sem parar e não era atendido também tentou ligar para Raditz e saber se por acaso Vegeta tinha ido procurar por ele, mas o homem também não atendeu. Jogou o celular em cima do outro sofá com raiva de si mesma por ter deixado aquela situação chegar a esse ponto tinha tanto medo de perder Vegeta e estava diante daquela possibilidade tinha medo de que ele não acreditasse que aquele beijo não significou nada e que aquele fosse o fim...

***

Acordou com o barulho do seu celular despertando no outro sofá ergueu o corpo sentindo o pescoço dolorido e percebeu o que ainda estava deitada no sofá e que provavelmente tinha dormido no mesmo. Pela claridade da sala já era de manhã nem tinha percebido que tinha dormido ali. Levantou-se para pegar o celular que não parava de tocar e viu que já eram 06h30 da manhã dormiu e nem percebeu se Vegeta tinha voltado para casa, correu até o quarto dele, mas estava do mesmo jeito ele não estava lá e a cama nem tinha sido mexida, Vegeta não tinha voltado. Pegou o celular de novo e tenta ligar para ele, mas só chamava e até cair na caixa postal viu que Raditz tinha respondido suas mensagens e ouviu o áudio que ele mandou:

"Bulma desculpa você ligou mais eu não pude atender, o Vegeta não tá comigo e eu não vi ele ontem à noite, o que foi que aconteceu?" Bulma respondeu o áudio.

"Oi Ditz, bom dia. É que a gente brigou ontem à noite e o Vegeta saiu de casa e até agora não voltou e ele não atende as minhas ligações"

Bulma enviou e não demorou muito para Raditz visualizar e responder.

"Puta merda, e ele não te disse para onde ia?"

"Não, ele não disse nada eu achei que ele pudesse ir procurar você" envia.

"Não, ele não me procurou, mas eu vou ver se eu consigo encontrar ele e te aviso ta bem, se ele por acaso voltar antes me avisa também"

"Tá bom Ditz, obrigada."

Bulma foi pro quarto e tomou um banho rápido se não fosse uma pesquisa valendo nota que teria que entregar hoje nem iria pra faculdade, queria esperar Vegeta chegar, queria poder conversar com ele, se explicar, implorar se fosse preciso, mas talvez seria melhor deixar ele um pouco sozinho, ele com certeza não queria falar com ela agora se quisesse já teria voltado. Se arrumou e saiu de casa.

***

Raditz ficou cismado com o áudio de Bulma o que é que já estava acontecendo com eles, aqueles dois não tinham um dia de paz. Mas quando Bulma disse que Vegeta não tinha voltado pra casa imaginou um lugar onde ele poderia estar. A delegacia, a segunda casa de Vegeta. Entrou e já tinha alguns policiais por ali ainda era cedo, mas muitos fizeram plantões à noite toda, cumprimentou os colegas andando pela sala longa e como imaginava encontrou o amigo sentado em uma das mesas no fundo e ele estava debruçado sobre ela. Suspirou fundo, Vegeta estava com a cara péssima.

— Eu sabia que você estava aqui. – diz e se aproxima dele que ergue o corpo e faz uma careta de dor.

— Eu não tinha outro lugar pra ir. – responde massageando o ombro que doía, passou a noite debruçado naquela mesa tentando pensar e não fazer nenhuma besteira.

— O que foi que aconteceu dessa vez? Bulma está louca de preocupação atrás de você Vegeta.

— Manda ela ir atrás do seu amigo ele vai saber consolar ela. – Vegeta disse de forma amarga.

— Porque você tá falando assim Vegeta? O que foi que aconteceu? Você passou a noite aqui?

— Eu não quero falar disso agora!

— Você não deveria estar aqui, ainda está de licença médica esqueceu?

— Já acabou, volto a trabalhar hoje. – Vegeta se levantou indo para a mesa onde ficava a máquina de café, só um café forte para lhe fazer acordar e Raditz foi atrás dele querendo entender qual era o problema agora.

— Vegeta você quer me falar o que é que tá acontecendo, por favor? Porque você saiu de casa? Porque que Bulma tá louca atrás de você dizendo que vocês brigaram e você não quer falar com ela? – dispara.

— Você quer mesmo saber o que aconteceu Raditz? Eles se beijaram, foi isso que aconteceu!

— O quê? Como assim? – os olhos de Raditz dobram de tamanho.

— Bulma e o Samuel se beijaram na frente da faculdade para todo mundo ver!

— Puta merda Vegeta! Isso é sério?

— Você acha que eu estaria aqui se não fosse?

— Vegeta eu acho que tem que ter alguma explicação, Bulma não é disso!

— Ninguém me contou não, eu a ouvi falando no telefone com ele sobre o beijo e ela me confessou quando viu que já não tinha mais jeito.

— Caramba! Eu não sei o que dizer agora...

— Mas eu sei! Eu sempre soube que isso iria acontecer estava na cara que isso iria acontecer!

— Vegeta não toma nenhuma atitude precipitada, conversa com ela, tenta entender o que foi que aconteceu Bulma não é assim!

— Ela não era assim Raditz, mas as pessoas mudam e ela mudou, não é mais a mesma de antes. – diz amargo.

— Vegeta você não pode tá achando que eles dois estão tendo um caso!

— E o que você quer que eu pense em Raditz? Eu estou vendo isso acontecer há dias, a proximidade dos dois aquele cara o tempo todo colado nela isso estava na cara!

— Eu não acredito nisso, eu tenho certeza que tem uma explicação, Bulma não estaria beijando um cara na frente de todo mundo porque quis, ele com certeza forçou essa situação! Era dele que você deveria estar com raiva!

— E eu estou, você não faz ideia da raiva que eu tô sentindo e de como eu tive que me controlar para não ir atrás dele e quebrar todos os dentes da boca dele, mas só não fiz isso ainda porque sei que vou fazer besteira e vai comprometer essa maldita investigação! E eu ainda iria sair como o culpado da história!

— Vegeta volta pra casa, Bulma deve estar lá ainda conversa com ela.

— Eu não vou voltar agora Raditz, eu não tenho condições de olhar para ela agora eu preciso ocupar minha cabeça ou eu vou fazer uma besteira! E se você é meu amigo como diz que é então me ajuda!

— Tá bom, acho que é melhor mesmo você se acalmar e pensar direito nessa situação toda. Fica comigo hoje, eu vou a rodoviária fazer uma interceptação e você vai comigo não vai precisar fazer muito esforço para não machucar o ombro.

— Eu não ligo, eu preciso fazer alguma coisa agora e senti algo que não seja raiva!

Vegeta pegou o café e foi para o vestiário pegar um uniforme reserva que sempre deixava no armário. Raditz suspirou fundo e passou a mão pelos cabelos longos, meu Deus, o que é que estava acontecendo com Vegeta e Bulma será que eles não teriam um dia de paz?

***

Bulma chegava à faculdade quando recebeu uma mensagem de Raditz no celular o homem lhe dizia que Vegeta estava na delegacia e que ele estava bem, mas que não queria voltar para casa, que Vegeta estava muito nervoso com tudo o que tinha acontecido e que achou melhor manter o amigo perto dele para evitar que ele fizesse alguma besteira. Ela ficou aliviada, ficou preocupada, mas sabia que ele estava bem ao lado do amigo e Raditz iria saber lhe dar bons conselhos com certeza essa altura o homem já deveria saber o que aconteceu, mas ela não tinha coragem de perguntar estava se sentindo mal demais com tudo isso e não fazia ideia do que Vegeta poderia estar pensando dela e o que era pior ela estava saindo com uma traidora na história era o que todo mundo iria dizer caso a notícia daquele beijo se espalhasse.

Quando ela entrou pelo portão na faculdade sentiu alguém lhe puxar pelo braço e quando olhou viu que era Sam lhe puxando para um canto. Ele definitivamente era a última pessoa da face da terra que ela queria ver agora.

— Me solta! — disse com raiva dele.

— Bulma, por favor, conversa comigo.

— Eu não quero falar com você, você arruinou com meu namoro! O Vegeta já sabe do beijo e ele nem quer olhar na minha cara!

— Me desculpa Bulma, eu não tive essa intenção...

— E o que é que você queria? Porque você me beijou? Eu não queria aquilo e agora eu posso perder o Vegeta por sua causa!

Descontou sua raiva nele, pois não havia outra pessoa em que ela pudesse fazer isso.

— Eu sinto muito! – na verdade ele não sentia.

— Senti muito? Você nem sabe o que é isso! Estava tudo bem na minha vida até você aparecer! – ela grita, não estava sabendo lidar com aquela situação. _ Você estragou tudo Sam! Eu era sua amiga, eu defendi você de todo mundo, quando todo mundo dizia que você era falso e dissimulado eu defendi você e o que foi que você fez em troca? Você acabou com meu namoro!

Bulma gritava sem se importar que já chamava atenção de algumas pessoas no pátio, muita gente já parava para ouvir a discussão acalorara perto do portão.

— Mas você também quis me beijar Bulma, eu senti! – ele rebate e deixa a garota irada.

— Eu não quis nada! Eu fiquei sem reação você se aproveitou da situação eu nunca te dei motivos para fazer isso, eu nunca dei a entender que eu queria alguma coisa com você!

...

Chichi entrou na faculdade e foi atraída pela voz de Bulma ela estava gritando e parecia muito alterada e já tinha alguns curiosos em volta dela ouvindo a discussão. A morena se enfiou no meio das pessoas e percebeu que Bulma estava sim alterada e discutindo com Sam em plenos pulmões, mas não iria deixar à amiga continuar se expondo daquele jeito, as pessoas em volta estavam mais preocupadas em ouvir a discussão do que com o estado da garota. Se aproximou puxando Bulma pelos braços.

— Já chega Bulma, vamos sair daqui, não fala mais nada! – Bulma obedece e se cala. Chichi olha agora as outras pessoas em volta e gritou: _ E vocês? Não tem nada para fazer não? Bando de curiosos!

Às pessoas foram se afastando e Chichi tirou Bulma de lá, a garota estava tão nervosa que tremia. Samuel também saiu irritado. A morena levou a amiga para a cantina e a sentou em um dos bancos. A deixou lá por uns instantes e foi comprar uma água no quiosque quando voltou Bulma estava desabando de tanto chorar e chegava dar pena.

— Bulma bebe essa água, se acalma!

— Ele vai terminar comigo Chichi... Eu sei que vai... — Bulma disse soluçando muito.

— O Vegeta já sabe? — Chichi deduziu.

— Sabe...

— Puta merda! Você contou?

— Não, eu não tive coragem..., mas eu deveria ter contado ele deveria ter ouvido de mim... – soluçou.

— E como foi que ele ficou sabendo?

— O Sam me ligou..., mas eu não vi o Vegeta na porta... E ele ouviu tudo. – ela chorava e assuava o nariz num guardanapo.

— Caramba, não era para ele ter descoberto assim! – Chichi a olha e entendeu o desespero dela.

— Você precisava ter visto o jeito que ele olhou pra mim, ele não quer falar comigo, ele não quer olhar na minha cara... – chora mais, não estava conseguindo segurar o turbilhão de lagrimas.

— Se acalma amiga, olha seu estado. Você sabe que o Vegeta é explosivo, mas ele vai querer conversar com você, só deixa ele se acalmar.

— Porque o Sam fez isso comigo Chichi? Por quê? – ela olha para a amiga com os olhos azuis completamente vermelhos.

— Eu poderia dizer eu te avisei! Mas não iria ajudar em nada, você não deveria também ter ficado gritando com o Sam na frente de todo mundo, esse povo aqui da faculdade são uns abutres!

— Eu não me controlei... E ele ainda veio dizer pra mim que sentiu que eu gostei do beijo!

— E você não gostou?

— Mas é claro que não Chichi! Até você vai duvidar de mim agora?

— Eu não tô duvidando de você, eu só fiz uma pergunta.

— Não! Eu não gostei! Porque que isso está acontecendo? – ela volta assuar o nariz tentando parar de chorar.

— Agora não adianta mais chorar pelo leite derramado, dê um tempo pro Vegeta deixa ele se acalmar e pensar. É lógico que ele sabe que você não quer nada com o Sam e que não quis o beijo só que ele tá nervoso demais agora para se dar conta disso.

— E se ele não quiser mais ficar comigo Chichi? Se ele terminar comigo eu não vou suportar... Eu não vou suportar...

— Para! Não diz isso, ele não vai terminar com você, ele não vai jogar fora tudo o que vocês viveram assim. Quem tem que ficar com medo é o Sam porque pode ter certeza que o Vegeta vai atrás dele para tirar satisfação!

— Eu não tô nem aí, eu não posso perder o Vegeta Chichi, eu não vou me perdoar se isso acontecer. – ela voltou a soluçar de novo e Chichi abriu os braços e aconchegando a amiga neles. Bulma não parava de chorar e já estava encharcada com as próprias lagrimas, ficou com pena dela Bulma não tinha maldades não era uma pessoa ruim e se por ventura aquele namoro acabasse não fazia ideia de como ela ficaria. Ficou com raiva de Sam agora, mas ele iria ouvir, ah se ia.

***

Bulma não conseguiu assistir à aula não tinha condições nenhuma, quando se acalmou entregou a pesquisa que tinha feito a Chichi para que a morena entregasse para ela e saiu da faculdade também não queria ter que olhar pra cara de Sam só queria falar com Vegeta e não conseguia mais esperar ele lhe procurar, cada segundo que se passava poderia significar o termino deles e não queria aquilo. Foi até a delegacia, pois Raditz disse que ele estava lá foi andando mesmo queria respirar um pouco de ar antes de tentar falar com ele, não sabia como ele iria recebê-la e se ele iria querer falar com ela.

Quando chegou ao DP já foi entrando e procurando por ele em todos os cantos, mas não o encontrou, Raditz também não estava lá. Viu Mai em pé em frente à mesa dela e se aproximou:

— Oi Mai! O Vegeta tá por aí? – não ia muito com a cara da mulher, mas não encontrou outra pessoa para perguntar.

— Oi Bulma tudo bem? Ele saiu com o Raditz! – a policial responde.

— Você sabe que horas ele volta? Eu preciso muito falar com ele.

— Bom, eles saíram já tem um tempo. Aconteceu alguma coisa? — Mai perguntou notando que a garota parecia nervosa.

— É só com ele mesmo! Será que eu posso esperar aqui? – pede, pois não sairia de lá até ele chegar.

— Claro! Eu já estava saindo para tomar um café lá no refeitório você quer vir comigo?

— Pode ser... – ela aceita, pensando que se ficasse ali sem fazer nada poderia surtar.

— Então vamos! – ela sorri e começa a andar Bulma a segue se perguntando por que a mulher tinha que rebolar tanto. Mai vira o corpo para falar com ela. _ Eles já devem estar chegando!

Mai levou Bulma para o refeitório, pois percebeu que a garota não estava bem. Assim que chegaram pediu dois cafés grandes e alguns pães de queijo, já tinha um tempo que ela queria falar com Bulma, mas estava meio sem graça e aquela era a chance que ela tinha de se explicar para a garota sobre o que tinha acontecido uns dias atrás. Só espera a moça trazer os cafés para falar. Bulma segura à xícara com as duas mãos e dá uma boa golada, queria que aquele café aquecesse o seu coração inquieto.

— Bulma, eu sei que não somos amigas, mas quero que sabia que pode confiar em mim eu não sou uma ameaça pra você e não tenho a intenção de atrapalhar o seu namoro.

Mai diz sincera e Bulma não sabe o que responder, não queria falar sobre aquilo agora, nunca foi muito com a cara dela e sempre morreu de ciúmes dela, mas, no entanto, não era Mai que estava a afastando de Vegeta, na verdade a culpa era toda dela mesma.

— Tudo bem Mai, deixa isso pra lá. – ela deposita a xícara na mesa olhando a mulher por cima do olho.

— Então, quer me contar o que foi que aconteceu? Tá todo mundo estranhando o Vegeta ter voltado a trabalhar sem estar totalmente recuperado. – dá um gole no café.

— Alguém tá comentando alguma coisa?

— Não, mas pela cara que ele estava deu pra notar que ele não está bem. Estão dizendo que ele passou a noite aqui na delegacia.

— Só tivemos um problema, não conseguimos conversar direito. – diz, mas não iria contar a Mai o que estava acontecendo.

— Desculpe se eu estou sendo intrometida não precisa me contar nada se não quiser.

— É um assunto pessoal Mai, não me leve a mal.

— Tudo bem, eu imagino. – elas ficam um tempo em silencio e Mai olha a garota tomando o café, mas ela não tocava nos pães de queijo. _ Não vai comer? O pão de queijo está uma delícia.

— Não, eu... estou sem fome!

— Bulma... Já tem um tempo que eu queria falar com você sobre aquele dia no bar eu quero que você saiba que não aconteceu nada naquele dia eu sei que vocês brigaram por causa disso.

— Tá tudo Mai isso já passou, eu fiquei chateada, mas eu confio no Vegeta e naquele dia tivemos uma discussão bem difícil... Ele deve ter te contato.

— Ele me contou, mas não foi por mal, estávamos bebendo e ele acabou desabafando, só isso. E independente do que estiver acontecendo agora saiba que o Vegeta é louco por você eu estou aqui há pouco tempo e já sei disso...

...

Vegeta chegou a delegacia com Raditz e outros policiais, sentiu dor no ombro a manhã inteira e se deu conta de que não tinha tomado os malditos remédios e teria que voltar pra casa. Queria falar com Vanessa, mas a mulher não tinha ido trabalhar naquele dia. Massageava o ombro dolorido em sua mesa quando Luisa se aproximou:

— Vegeta, Bulma está aí.

— Onde?

— Está lá no refeitório com a Mai e ela não parece estar nada bem.

— Tá bom, eu vou lá falar com ela.

— Vegeta! – Raditz o chamou antes dele sair, tinha ouvido o recado de Luisa. _ Por favor, tenha calma e eu estou lhe dizendo isso como um amigo, como a pessoa que conhece você e aquela garota como a palma da minha mão não faça nada que você possa se arrepender depois porque eu sei que você vai! – aconselha, viu Vegeta calado o dia todo remoendo os próprios pensamentos.

— Eu vou tentar...

— Vai pra casa com ela e conversem.

— Eu vou mesmo, eu me esqueci de tomar os malditos remédios e essa merda começou doer!

— Se cuida, mais tarde eu ligo pra saber se está tudo bem.

— Tá!

Vegeta agora saiu e foi para o refeitório onde viu Mai e Bulma tomando café e conversando, chamou a garota.

— Bulma! Vamos pra casa!

Bulma se levantou assim que ouviu a voz dele.

— Obrigada Mai pelo café. – sorriu para ela, talvez Mai não fosse tão ruim assim.

— Disponha, se precisar de qualquer coisa estou aqui e podemos ser muito amigas é só você deixar. – ela sorri de volta.

— Tá bom. Tchau Mai.

Se despede da mulher e segue Vegeta que andava pela delegacia, cumprimentou Raditz brevemente, pois Vegeta já estava lá fora e nem olhava para ela e isso lhe matava por dentro, pois não fazia ideia de como iria ser a partir de agora. Chegaram ao estacionamento e ela viu que ele já estava com a porta do carona aberto para ela Bulma mim entrou colocando cinto enquanto Vegeta ia se sentar do lado do seu lado. Viu ele ficar alguns segundos parado segurando o volante como se estivesse pensando.

— Vegeta...

— Agora não Bulma, agora não. — ele diz, mas não olhou para ela, deu à partida no carro e saiu do estacionamento pegando a avenida, o caminho até a casa deles era mais ou menos 20 minutos e eles foram em silêncio. Vegeta dirigia concentrado na estrada e nem olhava para a garota do seu lado, essa que estava completamente aflita ela queria que ele dissesse alguma coisa, que berrasse, que xingasse, o silêncio dele era pior do que os seus gritos.

Quando chegaram colocou o carro na garagem e saiu sem esperar por ela, Bulma foi atrás dele estava apreensiva demais e não aguentava mais aquele silêncio.

— Vegeta, diz alguma coisa, por favor... – pede aflita.

— Eu vou tomar um banho Bulma, eu tô exausto, depois a gente conversa. — ele vai para o banheiro do quarto dele, e Bulma vai atrás não iria sair dali enquanto ele não falasse com ela. Ficou sentada na cama esperando por ele...

...