Código de conduta 2
3 Novatos
Notas iniciais
Vegeta deixou Bulma na faculdade e foi para a delegacia quase não consegue levantar da cama naquela manhã com a garota enroscada no corpo dele nunca tinha vontades de sair de perto dela, mas sabia que precisava trabalhar e ela estudar. Chegou até o departamento e Raditz já estava lá hoje era o dia da semana que o homem chegava mais cedo, assim que Raditz viu o amigo entrando correu para falar com ele e saber como tinha sido a noite dele com a garota, pois a Raditz sempre soube dos planos do homem.
— Ei Vegeta! — chamou o amigo que estava indo pegar um café na máquina que havia sido trocada por um outro modelo recentemente. _ E aí como foi à noite ontem?
— Foi ótima. — Foi apenas o que Vegeta respondeu.
— Você deu o anel pra ela?
— Claro que eu dei foi como eu tinha combinado. – respondeu pegando o café e indo pra sua mesa.
— E ela o que achou? Ela aceitou? – foi atrás dele para saber mais.
— Claro não é Raditz, o que você achou que eu fosse ganhar um não?
— Cara não acredito, você está noivo! Temos que sair pra comemorar.
— Vemos isso outro dia. Como está às coisas por aqui?
— Ah tenho novidades, chegou uma policial nova hoje.
— Policial nova? – Vegeta se sentou já ligando o seu computador.
— Sim, o nome dela é Mai ela veio transferida de outra cidade e chegou hoje pela manhã pra trabalhar aqui.
— Não fiquei sabendo que teríamos uma nova policial.
— Parece que o Bills acertou tudo de última hora, ela está lá na sala do Satan acertando os últimos detalhes e tenho que te dizer é a maior gata!
— É claro que você reparou não é Raditz?
— Reparei com muito respeito, já tenho a minha gatona comigo, mas que é bonita é. – ele dá um daqueles seus sorrisos que Vegeta conhecia bem.
— Isso não me interessa Raditz!
— Mas é claro que não, você agora já é até noivo!
— Vai ficar zoando com a minha cara?
— Quem sou eu pra fazer isso, só estou dizendo que agora o grande Vegeta o homem mais cobiçado da cidade foi fisgado pra valer! — Vegeta sorriu para não ter que enfiar a mão na cara do amigo a essa hora da manhã.
— Me diz aí o que foi que deu aquele cara que foi preso na casa noturna ontem? – pergunta para mudar o assunto, mas sabia que Raditz iria lhe encher pelo resto do dia.
— Ah sim, ele era um traficante, trabalhava como um dealer em casas noturnas ficava sempre em pontos estratégicos vendendo drogas cocaína, maconha, LSD e ecstasy para os frequentadores. – respondeu.
— Sabe se ele vendia com a autorização do dono da boate ou ficava lá apenas atraindo os clientes?
— Isso à gente ainda não sabe ele está se negando a dar qualquer depoimento enquanto a advogada dele não chega, mas já mandei expedir uma intimação para os donos da casa noturna virem à delegacia prestarem um depoimento sobre o caso.
— Ótimo, mas com certeza os donos da boate sabiam dele e facilitava a entrada, já ouvi falar sobre esses dealers. Eles ficam em pontos estratégicos oferecendo suas mercadorias com a autorização do dono do estabelecimento e tudo que é vendido os donos cobram uma porcentagem, eles geralmente têm o bar liberado e podem beber à vontade desde que seja dividido com os donos da boate dessa forma eles podem ficar circulando entre as pessoas vendendo sem tem nenhum problema.
— Está se atualizando em Vegeta.
— Claro, nesse nosso trabalho vemos todo tipo de coisa.
— Eu me admirei de você ter ligado e não ter resolvido o problema você mesmo.
— Eu liguei a pedido de Bulma ela não quis que eu me envolvesse, estávamos comemorando o aniversário dela não queria que eu me envolvesse em problemas policiais no dia do seu aniversário.
— Errada ela não estava não é, você não pode ver um delitozinho que já sai correndo para resolver.
— O que eu posso fazer Raditz? Ser policial está no meu sangue...
Turles passou por Vegeta e disse:
— Vegeta, o Satan tá chamando você lá na sala dele. — disse o policial.
— Tá certo, eu vou lá ver o que ele quer.
Vegeta foi até a sala de Satan bateu na porta uma vez e abriu.
— Satan queria falar comigo?
— Entra Vegeta quero te apresentar uma pessoa.
Vegeta entrou na sala vendo que a nova policial estava lá sentada numa cadeira em frente para o delegado, fechou a porta e cumprimentou a mulher.
— Bom dia.
— Bom dia. — Ela respondeu sorrindo ao policial.
— Vegeta quero que conheça Mai Kimura ela veio transferida da delegacia de Albany.
— Muito prazer Mai. — Vegeta disse oferecendo sua mão a mulher.
— O prazer é meu Vegeta.
— Mai irá trabalhar aqui conosco agora, apesar da pouca idade ela já tem um currículo extenso na área da polícia. – Satan elogiou.
— Que ótimo Mai, seja bem-vinda.
— Obrigada. — À mulher novamente sorriu dando uma boa conferida no policial ao seu lado acabou de descobrir que aquela transferência inesperada não seria tão ruim assim, esta delegacia estava recheada de policiais interessantes e aquele moreno em sua frente era um deles.
— Vegeta quero que leve Mai com você em algumas ocorrências para ela ir se habituando e se acostumando com a forma que nós trabalhamos aqui. – Satan pediu.
— Claro Satan, levo com prazer.
— Ótimo, Mai espero que goste de trabalhar conosco e qualquer problema pode contar comigo. — Satan também sorria a mulher não perdendo tempo de fazer charme para a morena de longos cabelos negros em sua frente.
— Obrigada senhor Satan tenho certeza que irei gostar de trabalhar aqui. – Ela sorriu de volta.
— Vegeta leve a Mai para conhecer a delegacia por favor, eu mesmo faria isso, mas estou esperando uma ligação importante.
— Claro, por favor Mai me acompanha. — Vegeta disse educado a mulher que se levantou e o seguiu pelo departamento.
Raditz viu de longe Vegeta levando a policial nova para conhecer as instalações do departamento, mas como ele tinha uns outros assuntos para resolver agora pediu que Luisa terminasse de mostrar as instalações a mulher e foi se sentar em sua mesa e o amigo não perdeu a oportunidade de alfinetá-lo.
— Você viu Vegeta como ela é gata? – provocou.
— Me poupe Raditz, eu nem prestei atenção nisso.
— É claro que não. Você agora está noivo realmente não deve mesmo prestar atenção.
— E você, o que sua namorada vai achar de você achando outra policial bonita?
— Bom, ela arrancaria meu couro fora, mas ela não precisa saber disso!
— Raditz, Raditz. Toma cuidado ou você vai se dar mal. – Raditz coçou a cabeça sem graça e resolveu fazer seu serviço.
***
Bulma estava esperando Chichi no pátio da faculdade, mas decidiu entrar à morena disse que iria atrasar um pouco, pois o carro do pai furou o pneu no meio do caminho e ela iria chamar um carro pelo aplicativo para terminar de chegar à faculdade. Bulma entrou e avistou um rapaz no pátio interno ele parecia meio perdido pela forma que olhava para os lados e coçava a cabeça, olhando para o que ela imaginou ser a guia de aulas dele. Estava com uma mochila nas costas e imaginou ser um aluno decidiu ir oferecer ajuda aquela universidade era muito grande um desconhecido se perderia ali facilmente. Se aproximou vendo que ninguém ajudava o rapaz.
— Oi, tudo bem? Posso ajudar você? — falou educada e o rapaz sorriu para ela aliviado.
— Oi, que bom, eu preciso sim de ajuda, estou procurando as turmas de Direito.
— Olha as turmas de Direito ficam no terceiro andar, me deixe ver sua guia de aulas. – pediu.
— Claro pode ver. — ele entregou o papel a ela onde tinha todas as informações do curso dele Bulma olhou a sala em que ele estava e o semestre e percebeu que ele estava na turma dela de Direito, 2º semestre de Direito.
— Olha sua sala é a 28c do segundo semestre que inclusive também é minha sala.
— Nossa que sorte, achei alguém que vai poder me ajudar. – O rapaz sorriu, pois estava mesmo perdido ali.
— Claro, vem comigo, eu te levo até lá. — Bulma entregou a ele a guia de aulas que o rapaz guardou no bolso agradecido.
— Obrigada, se não fosse você passaria o dia inteiro aqui.
— Tudo bem sem problemas, só vamos ter que ir de escada o elevador está em manutenção, mas é pertinho.
— Tudo bem, a propósito desculpe a minha falta de educação meu nome é Samuel Freeza!
— Muito prazer Samuel, eu sou Bulma, Bulma Briefs! — eles pararam de andar para se cumprimentarem com um aperto de mão.
— O prazer é meu. Eu sou novo aqui estou começando neste semestre e eu não conhecia a faculdade ainda. — Ele comentou enquanto os dois subiam as escadas.
— De onde você veio Samuel?
— Pode me chamar de Sam, todos os meus amigos me chamam assim.
— OK Sam, de onde você veio?
— Eu sou daqui mesmo de Oregon eu nasci e cresci aqui, mas morei dois anos em Portland e fiz o primeiro semestre lá, mas eu precisei voltar pra casa.
— Não gostou da universidade de lá?
— Não é isso, a faculdade lá era ótima foi mais um problema de família mesmo, meu pai estava precisando de mim aqui para cuidar dos negócios da família. – Ele respondeu meio tímido, mas não parava de olhar para ela.
— Ah imagino, é o seu primeiro dia de aula então?
— É... vamos dizer assim.
— Então seja bem-vindo Sam!
— Obrigada Bulma.
Eles chegaram até o terceiro andar e Bulma mostrou a sala o rapaz.
— Então Sam essa é a nossa sala, já estamos quase na hora da aula, mas se quiser mais tarde eu te mostro onde fica os laboratórios de informática, biblioteca, auditório...
— Claro, eu iria ficar muito agradecido eu realmente não conheço nada aqui.
— Relaxa, na hora do intervalo eu te mostro, eu sei como é ser novato e o meu primeiro dia aqui também foi barra, eu e a minha amiga praticamente andamos sozinhas por aqui para descobrir as coisas.
— Obrigada eu vou aceitar a sua ajuda, eu odeio ser um novato que não sabe de nada.
— Tudo bem. — Ela sorriu ao rapaz que escolheu um lugar para sentar e se sentou também logo suas amigas chegaram. Chichi chegou atrasada e o professor já estava na sala já chegou despejando em cima da amiga sobre o perrengue que passou com o carro do pai, que o pneu tinha furado no meio do caminho e do quanto ela estava chateada e os minutos que passou esperando o pai resolver o problema do carro. Bulma então levantou a mão mostrando o anel de noivado que brilhava mais que o próprio sol e a morena parou de falar abrindo a boca.
— Puta merda! Isso é o que eu acho que é? — puxou a mão da amiga para conferir o anel de perto.
— É isso aí, o Vegeta me pediu em casamento.
— Caramba Bulma! Quando ele me pediu para ir à casa de vocês e arrumar o quarto eu não imaginei que era pra isso!
— A propósito você é uma danada! Você não me contou nada de que estava armando com o Vegeta pelas minhas costas!
— Amiga releva vai, ele disse que queria fazer uma surpresa pra você e me pediu para montar o quarto de forma que ficasse romântico, pois ele não sabia como fazer, ele me deu uma cópia da chave e me avisou a hora que vocês estavam saindo ele já tinha me dado o dinheiro e eu comprei todas aquelas coisas e assim que vocês saíram eu fui lá e arrumei tudo, deu um baita trabalhão, fiquei sem ar enchendo todos aqueles balões, espero que tenham aproveitado bastante. – Ela sorriu maliciosa.
— Pode ter certeza que eu aproveitei e a surpresa foi essa aqui, ele me pediu em casamento, eu quase morro de tanta felicidade.
— Nossa que legal, nós duas estamos noivas! — Chichi disse mordendo a pedra do anel de Bulma para saber se era verdadeiro.
— Olha o Vegeta me surpreendeu, isso eu não esperava.
— Eu tô tão feliz Chichi, eu quase não dormi de noite só olhando para esse anel sabe o quanto eu esperei por isso, o tanto de coisas que eu passei esperando por isso.
— Claro que eu sei né garota, para quem que você ia chorar as pitangas toda vez que ele te rejeitava?
— Nem me lembra disso Chichi... — Chichi estava na cadeira da frente à de Bulma e estava com a cabeça virada para trás para poder conversar com a amiga enquanto o professor explicava o assunto no quadro. A morena olhou para trás avistando um rapaz loiro sentado nas últimas cadeiras do fundo e ele era novo, nunca tinha visto antes.
— Quem é aquele gatinho ali? — Bulma olhou para confirmar que era o rapaz que ajudou mais cedo.
— Aquele é o Sam, ele é aluno novo.
— E você já conheceu foi?
— Ele estava perdido lá no pátio, ele é da nossa turma, mas não estava encontrando a sala e eu o ajudei a chegar.
— Nossa, e o que mais você sabe dele? É um gatinho hein!
— Chichi não começa...
— Quê? Eu to noiva, mas também não sou cega né!
— Você não tem jeito! Vamos levar ele mais tarde pra conhecer o prédio ele não conhece nada aqui.
— Claro, também já passamos por isso lembra? Também já fomos novatas.
— Nem me lembre...
— Vocês duas aí tem algum assunto importante para dividir com a turma? — o professor perguntou ao perceber a conversa das duas.
— Desculpa professor! — Chichi disse se sentando melhor na cadeira e deixando os assuntos para depois.
***
Vegeta foi até o laboratório da perícia ver o que Vanessa tinha encontrado ainda estava trabalhando naquele caso. Há um ano vinha tentando coletar provas contra um traficante acusado de gerenciar uma quadrilha de contrabando que atuava em quase todas as cidades do Estado e que estava começando a migrar para outros países, era um esquema criminoso e milionário que tinha o apoio de um deputado influente na câmara, entrou, mas não tinha certeza se ela já estaria lá por ainda estar cedo, mas se surpreendeu ao ver que a mulher estava sentada em sua mesa com um jaleco branco e um óculos preto com lente de aumento no rosto estava examinando alguma coisa.
— Vanessa! — ele a chamou atraindo a atenção dela agora que olhou para ele e tirou os óculos.
— Oi Vegeta, bom dia.
— Você chegou cedo aqui.
— É, eu cheguei às 05:00 horas com Nappa, precisava adiantar umas coisas para mostrar ao Satan. — Ela respondeu e se espreguiçou na cadeira. _ Eu preciso de um café!
— Eu vou providenciar pra você, mas e aí tem alguma novidade pra mim?
— Eu analisei toda aquela documentação que você trouxe, mas não há nada ali que dê algum indício desse deputado, todo o esquema deles está sendo muito bem feito.
— Droga! — descontente Vegeta deu um soco na mesa fazendo os objetos voarem.
— Mas encontrei um fio de cabelo que não parece ser de nenhum dos que já foram presos, eu já mandei para o outro laboratório e pedir que tentassem coletar alguma amostra de DNA, mas adianto, isso não irá provar nada.
Vegeta fez aquela cara de quando estava insatisfeito e com raiva e Vanessa respirou fundo, aquele caso estava desgastando a todos.
— Vegeta eu não sou de desistir de nada você me conhece, mas já estamos há um ano nisso e não estamos indo a lugar nenhum, eu não sei mais o que podemos fazer.
— Eu pensei em uma coisa e queria que você verificasse pra mim. – Ele sabia onde ela queria chegar, mas não iria desistir.
— Claro, qualquer ideia agora é bem-vinda.
— Eu acho que os caras que prendemos até agora estão sendo ameaçados esse é o único motivo, os traficantes que temos prendido tem ligação neste caso e estão sendo ameaçados a não revelarem o real mandante disso tudo, no caso esse deputado.
— Claro, eu já pensei nisso também seria a única alternativa...
— Mas a questão é que eu acredito que eles estão sendo ameaçados depois da prisão, ou seja, eles estão tendo contato com alguém que está fazendo essa ameaça diretamente a eles entende?
— Claro, com certeza e quem você acha que poderia ser?
— Eu preciso que você verifique quem são os advogados deles, as visitas que eles têm recebido além da família para entendermos o porquê de nove pessoas presas desde que tudo isso começou não querer dizer nada.
— Mas e aquele garoto, o Yamtcha já não prometeu fazer uma delação premiada?
— Não acredito que ele vá falar, está com medo de alguma coisa, por isso quero que verifique pra mim essa informação de quem são os advogados deles e além da família quem mais eles recebem como visitas, sei que as visitas estão sendo controladas e eles com certeza tem uma pessoa em comum que os visita e eu quero saber quem é.
— Claro vou checar essa informação com o presídio, se tiver uma pessoa em comum visitando esses presos nós vamos saber quem é. Como nunca pensamos nisso antes? – Vanessa agora sorriu animada.
— Isso aí, vamos lá garota, vou providenciar o seu café! — Vegeta saiu da sala aquela ideia lhe deu uma nova esperança de conseguir concluir aquilo tudo.
Assim que saiu do laboratório recebeu uma ligação de uma ocorrência no centro da cidade Raditz sempre foi o seu parceiro nessas ocorrências e estavam sempre juntos, mas hoje a pedido de Satan iria levar a novata com ele para que ela fosse se habituando ao ritmo deles na delegacia seria uma forma dela ir se acostumando. Viu que ela estava na mesa dela e pediu a Beth, a moça da limpeza que levasse uma xícara grande de café para a perita e se aproximou da nova mesa da mulher que estava no computador aprendendo a mexer no programa de lá e ela estava sendo auxiliada por Brolly e Turles que não paravam de sorrir para a mulher. Vegeta resmungou, os homens não aguentavam ver um rabo de saia fez um gesto com a mão para eles saírem e se aproximou dela.
— Mai, está tudo bem?
— Esta sim, o programa de vocês é mais avançado do que o que eu usava, mas eu vou tirar de letra.
— Sei que vai, e então quer trabalhar?
— Claro, vim aqui para isso!
— Então vem comigo, surgiu uma ocorrência no centro.
— Graças a Deus, não via à hora. — A mulher se levantou indo ao armário onde pegou o seu colete e a pistola e acompanhou Vegeta até o estacionamento onde ele pegou uma das viaturas.
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