Código de conduta 2
56 Mocinho ou vilão?
Vegeta passou a noite sentado ao lado da cama de Bulma em uma poltrona branca vendo-a dormir ela estava sedada e não sentia nenhuma dor e rezava pra que ela acordasse bem no dia seguinte. Não se arrependia exatamente de nada do que tinha feito naquela noite tudo que fez foi por ela, pois não estava conseguindo lidar com aquela culpa de não ter conseguido protegê-la, de não ter evitado que ela passasse por tudo aquilo.
Ele sabia que jamais seria capaz de proteger Bulma de todos os perigos do mundo, que a vida é assim, ele não estaria lá sempre, mas mesmo assim odiava falhar com ela e daria tudo o que ainda lhe restava para estar no lugar dela. Vegeta suspira e pende a cabeça para o lado, estava cansado, cansado de perder tudo, perdeu seu pai, perdeu sua casa, perdeu seu filho, pode perder seu emprego devido às atuais circunstancias, quase perdeu Bulma, mas sabe que ela jamais será a mesma então do que adianta ser o mocinho se ele perde tudo o que tem para os vilões? Do que adianta ser um homem correto, cheio de princípios, que segue todos os códigos de moral e conduta, que é visto como um exemplo se no final ele acaba sem nada?
Ele se fazia essas perguntas enquanto olhava a garota que jurou cuidar e proteger no leito de morte da mãe dela, sabia que a vida dos dois tinha mudado pra sempre e que as coisas não seriam tão fáceis a partir de agora, queria ter um pouco de esperança, só não sabia de onde a tiraria, mas sabia que era dever dele agora juntar os cacos que sobraram e seguir em frente, não é isso que os mocinhos fazem? Recomeçam, quantas e quantas vezes forem necessárias, apesar de que agora ele não se considerava mais um mocinho, quando olha pra sua mão direita e se lembra do que fez há poucas horas não era mais um mocinho... Ele agora era um vilão!
***
Bulma passou a noite bem dormiu a noite toda por conta dos remédios que tomou e estava estável. Vegeta não pregou os olhos à noite inteira, era praticamente impossível dormir naquela cadeira de hospital e também estava preocupado com ela, tinha medo dela acordar agitada de novo. Ao conversar com a medica pela manhã a mesma lhe informa que manterá Bulma na sedação por mais algumas horas e ele aproveita esse tempo, pois precisava sair para resolver umas coisas principalmente resolver o problema da casa deles tinha que arrumar um perito e ver o que fosse preciso fazer e também precisava ir à delegacia, sabia que lá deveria estar uma zona devido as prisões.
Deixou Bulma aos cuidados das enfermeiras e saiu passou pela recepção e não viu Raditz por ali, mas quando saiu do hospital e foi para o estacionamento viu o carro do amigo estacionado ainda no mesmo lugar foi até lá no mesmo instante que Raditz saia de dentro do carro para esticar a coluna.
— Raditz você dormiu aqui?
— Dormi sim... – o homem responde se alongando, suas noites não tinham sido das mais confortáveis.
— Porque não procurou um motel ou uma pousada aqui perto?
— Eu queria ficar aqui caso você e Bulma precisasse de alguma coisa. – sorri.
— Tá bom, vamos voltar pra capital eu preciso resolver o problema da casa. – diz já abrindo a porta do carona.
— E a Bulma, como ela está?
— Está bem, ela dormiu a noite inteira, mas vão manter ela na sedação ainda, então vou aproveitar que ela tá dormindo e vou resolver umas coisas, também tenho que passar na oficina pra ver se já colocaram o vidro novo no meu carro. — Vegeta responde entrando no carro e vê Raditz entrar do outro lado. _ Para numa lanchonete dessas de beira de estrada mesmo pra gente tomar um café, eu preciso agora de uma xícara bem grande de café!
Raditz liga o carro, mas antes de sair olha para Vegeta sentado do seu lado, estava muito preocupado com uma coisa e precisava saber.
— Será que podemos conversar agora Vegeta?
— Conversar sobre o quê? – Vegeta suspira olhando pela janela do carro, sabia que logo esse assunto viria.
— Sobre ontem Vegeta, sobre o que você fez.
— Eu não quero falar disso agora Raditz!
— Mas vamos falar, eu quero saber, você matou o Freeza? – Raditz pergunta e vê Vegeta o olhar indiferente.
— E isso importa?
— Mas é claro que importa Vegeta! Você armou aquele encontro escondido com ele e eu ouvi o tiro, depois saiu de lá me arrastando sem dizer uma única palavra, e ta aí agora com essa cara.
— E se eu disser que matei, o que isso muda.
—Você ta louco Vegeta? – os olhos de Raditz dobram de tamanho. _ Você não podia ter feito isso!
— E o que eu deveria ter feito? Ter ficado sentado enquanto ele tirava tudo de mim?
— Você ta maluco cara? Você tem noção do que você fez? Você é um policial e matou alguém a sangue frio!
— Só fiz o que achei que deveria ser feito Raditz! Aquele cara era um perigo pra sociedade inteira ele ia dar um jeito de se safar ele tem dinheiro, tem poder eu não poderia permitir que ele ficasse por aí, não iria permitir que tudo que Bulma passou pudesse ser para nada!
— E você já pensou que isso pode te prejudicar seu imbecil? E se você for preso Vegeta?
— Eu não ligo, sinceramente não me importo com mais nada.
— Ah não, e Bulma? O que você acha que ela vai sentir se você for preso por matar aquele canalha, vai deixá-la aqui pra enfrentar todas essas merdas sozinha?
— Isso não vai acontecer.
— Isso não vai acontecer? Deus! – ele passa a mão pelo cabelo sem acreditar em tudo o que ouvia do amigo e para piorar Vegeta não parecia estar nem um pouco preocupado com o que tinha feito. _ E como você está se sentindo Vegeta?
— Estranhamente estou me sentindo muito bem, pra falar a verdade até sorri quando a bala da minha arma atravessou a cabeça dele.
Raditz fica pálido, aquele não era seu amigo Vegeta falando.
— Esse não é o Vegeta que eu conheço.
— Esse é o problema, ninguém me conhece de verdade, todo mundo só vê a mim como um policial bonzinho, certinho, que segue todos os códigos e que é um exemplo de moral e conduta, mas o que isso tem me custado heim? Eu sou homem, sou de carne e osso, eu também sinto dor, também sinto medo, também sinto ódio como qualquer um! – Vegeta fala alto, cansado de tudo aquilo e deixa Raditz paralisado.
— Mas não é assim que se resolve Vegeta.
— Não seja hipócrita Raditz! E como você resolveria se estivesse no meu lugar? Se tivesse perdido tudo o que eu perdi? Pra falar a verdade você não aguentaria nem um terço de todas as merdas que eu passei até agora!
Vegeta apoia o cotovelo na janela e passa a mão pelo cabelo, Raditz fica em silencio por alguns segundos, pois não sabia o que dizer estava meio chocado com as palavras de Vegeta, mas era amigo daquele homem a tempo demais para saber que Vegeta não era uma pessoa ruim e que não teria agido como um se não estivesse completamente ferido. Queria tentar se colocar no lugar dele e ajudá-lo pois, ele iria precisar.
— E Bulma, Vegeta? O que ela vai achar quando souber o que você fez?
— Ela não vai saber de nada, a não ser se você contar!
— Eu não vou contar isso pra ela, eu só tô preocupado com você, com o que pode acontecer com você!
— Não vai acontecer nada, Percival irá me ajudar ele me deve muitos favores.
— Vão camuflar a morte do Freeza é isso?
— Não se preocupe, eu já cuidei de tudo.
— Vegeta... Eu sei que você está passando por uma barra e eu nem posso imaginar como você está se sentindo...
— E não pode mesmo, ninguém pode! Eu estou me sentindo um lixo Raditz, um inútil, eu não consegui proteger a Bulma, não consegui proteger meu filho que eu nem sabia que existia eu não consegui proteger ninguém!
— Você não pode se culpar Vegeta! A culpa não é sua!
— Pode ser, mas a culpa é dele ele já pagou! Agora vamos logo, eu não quero demorar muito de voltar pra ficar com a Bulma. Quando chegarmos à lanchonete me avisa. – Vegeta diz se ajeitando no banco e cruzando os braços dando aquele assunto por encerrado e encostou a cabeça no mesmo fechando os olhos na intenção de tirar um cochilo de alguns minutos. Raditz olhou para ele e não perguntou mais nada ele nem saberia o que dizer Vegeta estava sofrendo não deveria estar sendo fácil para ele tudo o que aconteceu e quem poderia julgá-lo? Mas não negava que estava preocupado com o poderia acontecer a Vegeta agora.
Arrastou com o carro o levando para a capital onde passou à tarde com o amigo resolvendo várias coisas.
Vegeta levou um perito para sua casa para que ele avaliasse o imóvel era a primeira vez que ele entrava lá depois do incêndio e sentiu seu coração apertado tudo estava queimado quase nada sobrou para contar a história. Não deixaria Bulma entrar naquela casa enquanto estivesse assim ela não iria suportar ver tudo daquele jeito ela amava aquela casa e não iria deixar ela passar por mais essa decepção.
Vegeta entrou nos quartos onde o fogo também tinha invadido tudo que era de madeira foi rapidamente consumido, mas agradeceu de que seu cofre no quarto não tinha sido atingido ele era de um metal resistente e os seus documentos e os de Bulma, passaporte, dinheiro e alguns objetos de valor que guardava ali estavam impactos, pelo menos isso. O perito analisou todo o imóvel e se Vegeta ainda quisesse continuar com a casa deveria fazer uma boa reforma reconstruir e reforçar algumas paredes, refazer o telhado e boa parte do piso, mas o policial iria fazer isso aquela casa era importante pra ele viveu muitas coisas com Bulma ali, foi ali que o amor deles aconteceu, foi ali que passou tantos momentos felizes com ela cada canto daquela casa tinha uma importância pra ele e sabia que pra ela também. Se quisesse poderia demolir tudo e vender o terreno ele recebeu um bom dinheiro de herança do pai poderia comprar uma casa onde quisesse, mas iria reformar aquela casa e deixar ela do jeito que ela era. O perito lhe deu o telefone de algumas construtoras que ele conhecia para entrar em contato e elas iriam fazer um orçamento também contratou uma equipe para fazer a limpeza da casa e separar os objetos que estavam inteiros dos queimados e o que sobrou ele colocaria em um depósito até a casa ficar pronta.
Depois de resolver tudo isso foi na oficina ver como estava seu carro e ficou aliviado ao ver que já tinham colocado o vidro novo aproveitou e pediu que fizessem uma revisão geral, pois estava com planos para depois que Bulma saísse do hospital. Deixou o carro ainda na oficina e passou na delegacia para ver como as coisas estavam por lá todo mundo juntou em cima dele querendo saber notícias de Bulma à garota era muito querida por todos e a notícia da gravidez dela já estava correndo entre todo mundo.
Perto do meio-dia ele ligou para o hospital para saber notícias dela e a médica disse que já tinham tirado a sedação e ela já havia acordado, mas que estava bem e estava calma mais que perguntava por ele o tempo inteiro e Vegeta pediu que a mulher avisasse a ela que já estava voltando, mas antes de voltarem para o hospital Vegeta passou na clínica onde Mai estava para ter notícias dela e ficou feliz ao receber a notícia que a mulher iria ser transferida para um quarto naquela tarde que ela não corria mais risco de vida e ficou extremamente aliviado por isso, sempre soube que Mai era uma mulher forte que ela iria superar tudo aquilo. Conversou um pouco com a mãe dela que estava lá e depois voltou com Raditz para o hospital estava louco para ver sua menina acordada, ficar perto dela era a única coisa que lhe ajudava a passar por tudo aquilo.
Uma hora de viagem depois eles chegam, Vegeta pede a médica para que deixasse Raditz entrar, pois ele queria ver a garota também, já tinha passado o horário de visita, mas ela acabou abrindo uma exceção. Passaram pelo corredor de leitos até chegar o quarto dela, Vegeta entrou e a viu sentada na cama com a enfermeira tentando lhe dar uma sopa e ela não queria tomar. Bulma olhou para a porta e viu ele parado nela e sorriu para ele com um lado do rosto arroxeado, ver ela sorrir desmanchou o coração do policial que se aproximou dela também sorrindo.
— Onde você estava? – ela pergunta e Vegeta lhe dá um beijo carinhoso na testa.
— Fui resolver umas coisas na cidade até você acordar. Como você está?
— Ainda tô sentindo dor.
— Você vai ficar boa logo, prometo. Olha só quem veio ver você. — Vegeta aponta para a porta e Raditz entra trazendo um buquê enorme de tulipas na mão.
— Ditz! Que bom que você veio! — ela abre ainda mais o sorriso para ele.
— Como está à paciente mais linda do mundo? — Raditz sorri para ela.
— Eu não tô me sentindo tão bonita agora...
— Mas é claro que está! Mesmo que está assim parecendo uma múmia toda enrolada e da cor de uma beterraba continua a garota mais linda do mundo. — Raditz a abraça lhe beijando o alto da cabeça. _ Como você está meu bem?
— Tô sentindo dor em tudo que é canto. – ela força um sorriso, mas disfarça que até o fato de sorrir fazia seu rosto arder.
— Você não sabe como eu fiquei preocupado com você garota!
— Eu devo ter deixado muita gente com raiva né?
— Raiva não, preocupação, ninguém sabia o que tinha acontecido com você e esse cara aqui. — ele aponta para Vegeta do seu lado. _ Quase me bate!
Bulma sorri.
— Estou tentando dar essa sopa pra ela, mas ela não quer comer. — A enfermeira diz tentando disfarçar as olhadas que dava para os dois policiais do seu lado.
— Você tem que comer amor para ficar boa logo. – Vegeta senta do lado dela na cama e segura sua mão.
— Eu não consigo engolir a minha garganta tá arranhando muito.
— Ela teve um corte na garganta por causa dos vidros por isso ela tá tendo essa sensação, mas fizemos uma sopa bem ralinha e batemos os temperos e os legumes no processador para ela não ter dificuldade de engolir. – a enfermeira explica disfarçando olhar pra Raditz.
— Moça será que você consegue arrumar um jarro para colocar as flores? — Raditz pergunta a enfermeira.
— Eu vou ver na cozinha o que eu consigo encontrar. — ela sai um pouco e Vegeta a olha bem examinando cada feição dela e nota que estava triste.
— Você está bem mesmo?
— Eu não sei, não sei se fico triste porque perdi o bebê ou se fico feliz por tudo aquilo ter acabado. — ela olha para ele voltando à expressão triste.
— Ei não fica assim. – ela ouve Raditz dizer e o olha. _ Sei que tudo isso é muito triste, mas você ainda é muito jovem tem uma vida inteira pela frente e ainda vai poder ter muitos filhos lindos, quer dizer, lindos se puxar você né porque se puxar o Vegeta...
Bulma sorriu e Vegeta revira os olhos sabia que Raditz estava brincando assim para tentar animar ela um pouco, pois Bulma sempre ria das brincadeiras sem graça que ele fazia. Pegou o prato da sopa na bandeja para dar a ela, mas olhou para aquela coisa rala e sem cor e imaginava que aquilo não estava nada bom, mas era a dieta do hospital e a única coisa que ela poderia comer agora. Enche a colher e toma cuidado para não derrubar tudo em cima dela.
— Toma um pouquinho vai.
— Eu não quero, minha garganta tá arranhando. – ela faz careta.
— Faz um esforcinho, por favor, eu não posso trazer outra coisa pra você comer. — diz dando uma colherada da sopa para ela lhe vendo fazer careta para engolir e morreu de pena.
— Quanto tempo eu vou ter que ficar aqui?
— A médica disse que alguns dias eles estão monitorando esse corte que você teve aí na cabeça. – responde dando mais sopa a ela.
— Mas é bom você ficar aqui até seu cabelo crescer de novo. — Raditz diz e a garota arregala os olhos.
— Por quê? O que fizeram com meu cabelo? — Bulma coloca as mãos na cabeça apavorada.
— Eles tiveram que raspar o cabelo todo aí no meio por causa do corte, só deixou cabelo dos lados!
Raditz brinca vendo a garota entrar em desespero e Vegeta fecha a cara para ele.
— Para com isso Raditz! Não assusta a menina assim! É mentira amor eles não mexeram no seu cabelo, só tiraram dos ladinhos para visualizar o corte, mas você nem vai perceber.
— Aí Ditz isso é maldade!
— Eu não resisti, hehe!
— Você é um bobo Ditz!
Vegeta aperta os olhos pro amigo e dá mais uma colherada da sopa para Bulma.
— Eu queria voltar pra casa, eu odeio hospital! – reclama tornando fazer careta enquanto engole a sopa.
— Bom amor... Nem sei como dizer isso, mas infelizmente por enquanto nós não temos mais casa! – diz e Bulma se lembra.
— Ah é mesmo... Eu esqueci do incêndio... A casa ficou muito queimada?
— Ficou sim, os vizinhos demoraram um pouco de chamar os bombeiros e as chamas estavam muito fortes, mas eu já contratei uma construtora e eles vão lá amanhã fazer um orçamento, eu vou reformar ela e vou deixar do jeitinho que estava.
— E pra onde a gente vai quando eu sair daqui?
— Vocês vão pra minha casa, já falei com o Vegeta. — Raditz prontamente responde.
— Ah Ditz, não quero te dar trabalho.
— Não é trabalho nenhum, vocês vão pra lá sim quando você ter alta, eu vou arrumar o meu quarto bem arrumadinho para vocês ficarem lá até a casa de vocês ficar pronta. A Elita também ofereceu a casa dela ela tem uma casa grande cheia de quartos, mas eu imagino que vocês vão ficar sem graça de ficar lá então vocês vão pra minha casa e não tem mais conversa!
Bulma sorri para ele agradecida e Vegeta lhe dar mais um pouco de sopa. A TV do quarto dela estava ligada e o programa que estava passando foi interrompido por uma notícia do jornal local.
— Boa tarde cidade de Oregon a programação foi interrompida, pois temos uma notícia urgente. Acabamos de ter a informação que o deputado Thomas Freeza foi encontrado morto nessa manhã dentro da cela especial que ele ocupava no presídio estadual da cidade, a suspeita é de que ele tenha atirado contra a própria cabeça durante a noite os policiais o encontraram nessa manhã quando estavam indo buscá-lo para levá-lo a Portland onde ele iria acompanhar o enterro do filho, os policiais estão investigando agora como que o deputado teve acesso a uma arma esta que estava ao lado da cama dele...
Vegeta e Raditz se entreolham, pois somente eles sabiam o que tinha realmente acontecido naquele presídio.
— O deputado Thomas Freeza foi preso ontem pela manhã ao ser pego em flagrante em um galpão nos limites da cidade com muitas cargas ilegais, drogas, armas e aparelhos eletrônicos que eram vendidos para quase sete estados do país, foi preso com as acusações de tráfico de drogas e armas, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, assassinato e sequestro. Ele ficaria detido em uma cela especial no presídio estadual da cidade até o fim das investigações, o corpo do deputado foi levado para o IML da cidade, mas não temos a informação de quando será liberado. Voltamos em breve com mais notícias...
— Bem feito! — Bulma diz com raiva, não conseguia sentir pena daquele homem depois de tudo que ele fez pra ela.
— Que coisa horrível! Como que alguém pode atirar na própria cabeça? — a enfermeira diz chocada quando volta para o quarto e pega um pedaço da notícia, traz consigo um pote de vidro grande para colocar as flores.
— Acho melhor mudarmos de canal! — Raditz sorri amarelo e muda a TV de canal, coloca no próximo canal que passava um desenho animado.
— Eu não quero mais que você pense nisso, acabou, você está bem e está segura, e nem ele e nem o filho dele vão te fazer mal, nunca mais. — Vegeta diz a ela e Bulma assente com a cabeça.
— Tá bom, eu vou tentar... Ditz, a Chichi sabe do acidente?
— Sabe sim, o Goku contou pra ela, ele está com ela agora parece que ela passou muito mal quando soube, Chichi é louca por você e ficou muito preocupada.
— Oh meu Deus, tadinha da minha amiga!
— Mas ela tá bem agora, Goku e o pai estão cuidando dela, mas ela tá lá infernizando todo mundo pra trazer ela pra ver você.
— Vou deixar meu celular com você e aí você liga pra ela mais tarde tá bom? – ela assente e Vegeta continuou lhe dando mais um pouco da sopa quando se lembrou de algo. _ Amor, mais tarde alguns policiais vão vir aqui pegar o seu depoimento mesmo que o Freeza tenha morrido a investigação ainda vai continuar ainda há muitos envolvidos nesse esquema, você acha que consegue falar?
— Acho que sim...
— Eu tentei adiar o máximo que eu pude, mas eles precisam ouvir o seu lado da história e tudo que aconteceu com você e o que por ventura você tenha visto e ouvido naquele lugar que possa ajudar nas investigações.
— Eu não ouvi nada lá, eu passava a maior parte do tempo dentro de um quarto só saia nas refeições e mesmo assim não ouvi nada, eu só via os homens do Freeza o tempo inteiro com caixas para cima e para baixo.
— Tudo bem, mas tudo que você lembrar é bem-vindo e não se preocupe não vou sair de perto de você um só minuto.
— E nem eu!
Ela sorri aos dois e terminou de tomar a sopa pouco a pouco e alguns minutos depois a médica entra com um enfermeiro que trazia uma cadeira de roda eles vieram buscá-la para fazer uma tomografia. Vegeta não pode entrar então ficou na porta da sala com Raditz esperando terminar o exame. Raditz olha para Vegeta vendo o homem completamente tranquilo enquanto ele estava apavorado.
— Vegeta você não tá preocupado não?
— Preocupado com quê Raditz?
— O corpo do Freeza tá no IML e se descobrirem que ele não se suicidou e que na verdade ele foi assassinado! — Raditz sussurra a ele.
— Ninguém vai descobrir.
— Você está muito tranquilo com isso, eu não estou te reconhecendo!
— Você olhou para ela Raditz? Você olhou bem para Bulma naquela cama?
— Eu olhei Vegeta e também doeu em mim pode acreditar, mas você não acha que ela vai sofrer ainda mais se você for preso?
— Não vai acontecer nada, eu cuidei de tudo.
— E eu posso saber o que foi que você fez?
— Melhor não, se der alguma coisa errada eu não quero que você se prejudique quanto menos você souber melhor.
Raditz olha para Vegeta sem saber como ele poderia ficar tão tranquilo realmente tudo o que tinha acontecido com eles tinha mudado Vegeta, mudado para sempre...
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