Código Secreto
19 Capítulo 19 - Enlace
– Vou confessar, você me assustou... – O policial sussurrou como uma verdadeira confissão, rindo baixo logo depois. Tão sexy...
– Desculpe... – Sussurrou igualmente sexy, com o olhar fixo nos olhos e na boca do moreno. Seu corpo se arrepiou e sua mente viajou para outro canto, seu cheiro era excitante.
– Sem problemas... – Foram suas últimas palavras antes de se render ao desejo e tomar a boca do adolescente, não encontrando nenhuma resistência àquela carícia carregada de malícia e desejo.
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O beijo trocado tirou o fôlego de ambos, mas os lábios não se desgrudavam assim como o abraço cada vez mais apertado. Havia tesão, era indiscutível, era possível sentir em suas peles arrepiadas, o coração acelerado, o calor que invadiu subitamente seus corpos... E aquela parte especial despontando em direção a algo que Hyoga não estava preparado.
Seja por inexperiência ou pelas circunstâncias, o loiro oscilava entre a vontade de beijá-lo e se entregar àquela aventura ou simplesmente recuar. Afinal, além de todos os fatos em que se encontravam, tinha a problemática de que não era gay. Muito embora estivesse se sentindo muito atraído por Ikki, aquilo parecia ainda estranho e insólito para o adolescente.
Já havia algum tempo que a imagem do moreno perturbava o jovem de modo que não conseguia explicar. Alguns desejos inexplicáveis, reações involuntárias de seu corpo, sua mente vagando por terreno desconhecido... Toda uma descoberta sobre seu próprio corpo acontecia em terreno tão movediço. Em tempo onde sua segurança e liberdade estavam em jogo, Hyoga se via preso em pensamentos maliciosos com seu protetor.
Mas não era nada fácil. Aquilo parecia tão errado, não sabia dizer o porquê de se sentir daquele jeito, mas a verdade é que aqueles pensamentos o faziam sentir como um libertino. Quem, numa situação como a dele, teria desejos sexuais por outro homem? E aqueles sentimentos e pensamentos só contribuíam para alimentar mais duvidas e angústia no jovem russo.
E toda essa confusão se abateu sobre a mente do jovem que, num ímpeto inesperado para ambos, empurrou Ikki para longe e tombou contra a parede, cessando aquele beijo de forma abrupta. Respirando com dificuldade e com os lábios úmidos e inchados, trocou um olhar com o moreno, cobiçoso e confuso. O policial, num primeiro momento, não entendeu a reação do mais novo já que ele recebeu bem e devolveu o beijo com a mesma paixão.
Porém, ao ver o loiro se escorando na parede com as mãos apertando os cabelos revoltos e dourados, entendeu o que se passava e se sentiu péssimo por contribuir na confusão do mais novo. É claro, além de tudo o que estava passando ainda tinha que trabalhar em sua cabeça a descoberta sobre sua sexualidade. E aquele não era um bom momento para isso.
– Ikki.... Eu... Desculpe, mas... Eu não sou gay.... – O loiro balbuciou muito pouco convincente, sem encarar o policial que apenas observava. Ele tremia e respirava com dificuldade, visivelmente afetado pelo beijo trocado. Era óbvio que não estava convencendo nem mesmo a ele, deixando-o ainda mais aflito.
– Hyoga... – É claro que conhecia bem aquela sensação. Essa sempre é uma descoberta complicada para qualquer homem, alguns mais outros menos, mas nunca é assim fácil e pensava poder ajuda-lo a, pelo menos, não sofrer tanto com as reações do seu corpo.
– Não! Não....! O Camus... O Camus vai me matar! A Eire.... Ela não merece... – O mais novo balbuciava palavras desconexas com os olhos bem fechados. Era claro que Hyoga estava voltando ao estado alterado, quase histérico. Se continuasse assim, ele acabaria surtando. Estava realmente preocupado.
– Hyoga! Tenta se acalmar! – Ikki pediu, elevando um pouco a voz para ser ouvido. Dentre as palavras que ele usou a menção a Camus era a mais estranha. Era claro que as reações dele não eram apenas pelo que sabia, tinha algo mais. Porém, naquele estado, o loiro não teria condições para explicar qualquer coisa.
– Não!!! Você não entende!! – Hyoga gritou, voltando ao estado histérico de antes. Sim, ele não entendia e a culpa não era sua. Afinal, como o moreno poderia entender? Ele não sabia de sua história, da sua vida, do seu drama. Ele não poderia entender a menos que contasse, só que não iria contar, não poderia. Tinha certeza que o moreno o rejeitaria se soubesse de sua origem... Assim como Camus o rejeitou.
Por outro lado, e inconsciente do medo do mais novo de ser rejeitado, Ikki tentava achar uma maneira de acalmar o loiro. Estava preocupado sobre aquela crise de histeria, estavam numa chácara e ter que leva-lo a um hospital iria demandar muito tempo. E não sabia exatamente o que fazer para acalmá-lo. Só conhecia dois jeitos para acalmar alguém: Ou através de um calmante do tipo mata leão ou...
Os olhos azuis escuros do moreno percorreram o corpo jovem de Hyoga e repousou sobre o volume da calça. Ele estava visivelmente excitado, provavelmente em função do beijo a pouco trocado. Ikki tinha absoluta certeza que Hyoga o desejava, embora estivesse negando para si mesmo. Mas o fato é que ele se sentia bastante atraído por si.
Pensando nisso, uma ideia lhe ocorreu. Não tinha nenhum calmante que pudesse dar ao adolescente, aquela era uma chácara que não era muito frequentada. As poucas coisas que tinha fora Ikki e seus amigos que trouxeram quando fixaram ali o seu esconderijo. Além de que era uma área isolada, sem nenhuma farmácia ou posto de saúde por perto. Só lhe restava mesmo a segunda opção. Não sabia se o que estava para fazer estava certo, mas...
– Não tem outro jeito... – Murmurou para si mesmo enquanto ideias passavam por sua cabeça, dividido pelas atitudes iminentes. Havia um lado seu que recriminava até a possibilidade de fazer o que estava pensando, mas o outro lado olhava para um Hyoga transtornado que precisava de ajuda. A recente e repentina falta de ar do garoto foi apenas um alerta dos efeitos de todo aquele estresse estavam provocando no loiro, que se não amenizado não sabia que mais consequências poderiam ter.
É claro que o moreno jamais teria uma atitude como a que pensava se não julgasse ser realmente importante. Até porque não iria machucar os sentimentos do garoto por um simples desejo. Não, não se tratava do próprio desejo, mas de aliviar a pressão em Hyoga.
– Você precisa se acalmar... Hyoga... – O policial falou, hesitante. Afinal, além de parecer muito errado, tinha receios de estar se deixando levar pelos próprios desejos.
– Me deixa em paz! – Gritou em resposta. Com o rosto ainda banhado pelas lágrimas e uma expressão sofrida e tensa, o loiro passava as mãos pelos cabelos e rosto, arrastando-as pela pele deixando uma marca avermelhada, quase como se quisesse limpar algo profundamente sujo em sua pele. Havia em seu olhar certo nojo de si mesmo, como quem se sentia imundo e precisava se lavar. Ikki não se surpreendeu quando ouviu as palavras que se seguiram. Ele estava em histeria. – Eu preciso tomar banho...
O adolescente murmurou e ainda ficou um tempo estático, como se esperasse que o policial desse passagem até o banheiro. A respiração de Ikki se tornou ofegante diante do que pensava em fazer. Seus olhos percorriam todo o corpo de Hyoga e a mente lutava contra as próprias ideias, uma vez que tal atitude poderia inclusive abalar sua carreira.
O seu reflexo agiu por si quando percebeu que Hyoga passaria por ele. As mãos fortes do moreno agarraram os braços alvo do russo e o segurou no lugar bem firme, que o encarou ainda mais nervoso e irritado.
– Me solta! – Protestou, em vão. A hesitação e seriedade no comportamento do policial assustou o jovem loiro que não sabia o que estava acontecendo.
– Hyoga... – O murmuro foi muito baixo e o jovem sequer teve tempo para ouvi-lo, foi empurrado com certa brutalidade até a parede do quarto, sendo prensado pelo corpo do outro. A tez do loiro avermelhou no mesmo instante ao sentir sua virilidade desperta encostada na dele, despontando ainda mais um desejo que desejava reprimir.
– O que você pensa que está fazendo?! Me solta!! – Hyoga desvencilhou os braços e tentou empurrar o maior, sem sucesso. Não que o outro fosse muito mais forte, mas que seu corpo reagiu de um modo inesperado ao contato com o corpo quente do moreno. Como se seu corpo desejasse aquele contato e muito mais, a força que empregou para se afastar não era suficiente, mais parecendo um esperneio infantil.
– Eu e Shun precisamos de você... – Ikki sussurrou no ouvido do outro, sentindo-o se arrepiar. Sentia suas reações, a mente do jovem rejeitava o próprio desejo provocando em si um sentimento contraditório. – Precisamos do seu controle, que se acalme... Que relaxe... Preciso que mantenha a cabeça fria... – Como se justificasse os próprios atos agressivos, sussurrava segurando-o firmemente contra a parede.
– Ahhh... Me solta! Me solta! – Mas o jovem parecia não ouvir, tão imerso que estava no próprio desespero. Aliado a isso, havia também certa indignação com o próprio corpo que parecia querer mais daquele contato, ainda superficial. O corpo alvo estremecia cada vez que a batalha por controle provocava roçares entre os corpos já despertos. Ambos sentiam um calor crescente inundar a carne enquanto a mente tentava conter todos aqueles sentimentos e sensações sem muito sucesso.
A boca carnuda encostou-se ao pescoço do russo e depositou um beijo singelo, sentindo o aroma e balançando na corda bamba da sua moral. A pele gelada já arrepiada denunciava o que a boca cheia de impropérios tentava negar. O loiro resistia com todas as forças contra suas próprias forças e o moreno se perguntava o porquê de tanta repulsa se evidentemente desejava aquele momento tanto quanto ele.
– Sai de perto de mim!!– Reunindo força em seu orgulho, Hyoga reuniu forças o bastante para afastar o policial, apenas o bastante para que ambos pudessem olhar um nos olhos do outro. E foi então que Ikki viu um desespero ainda maior. Os olhos marejados pediam socorro, mas não entendia do quê. Por outro lado, a confusão e o sentimento que transbordavam dos olhos escuros tocaram e fragilizaram o adolescente, dando mais espaço para que Ikki voltasse a pressioná-lo contra a parede.
– Menino, por que isso? Por que nega o que tanto quer? – Havia carinho na sua voz como poucas vezes pôde ouvir. Hyoga se calou, mas cerrou os olhos com força, sentindo-se ainda mais fragilizado. Não era gay, não era gay, não era gay...
– Não sou gay... – Murmurou baixo, como se envergonhado dos próprios atos. Não estava negando o que estava sentindo, mas o porquê. Havia um preconceito escondido dentro do coração do adolescente, e Ikki não iria mexer naquele terreno àquela hora. Mais do que deseja-lo, queria que estivesse bem psicologicamente e fisicamente.
– Não precisa ser nada... Você não precisa desses rótulos... – Limitou-se a dizer, os lábios rente um do outro, provocando. Hyoga nada disse, a respiração pesada e o desejo consumindo-o cada vez mais... Era uma tentação maior do que poderia suportar.
– Ahhhh... – Um gemido alto e surpreso saiu de sua boca ao sentir a mão firme apertando o seu membro. – Ikki... – Mesmo que por sobre a calça, aquele toque ousado fez seu coração disparar e seu desejo aumentar ainda mais, inundando sua mente, abrindo espaço ante toda aquela confusão. Os olhos claros encararam os azuis escuros, que nada diziam. O lábio inferior capturado pelo outro sem perder o contato visual deixou a cena muito mais sexy do que qualquer outra coisa que Hyoga já havia visto. – Ikki...
– Shhh... – Sabia que se o deixasse falar era capaz de recuperar o fôlego e o controle, já que havia se aproveitado do momento para soltar as mãos dos braços do adolescente para tomar a cintura e o membro do desprevenido rapaz. Um sorriso se desenhou no rosto do moreno ante a expressão de prazer que se formou no rosto do mais novo. Sentia as mãos de Hyoga, trêmulas, agarrando-se em seus braços, apertando tanto que deixaria uma marca avermelhada no local.
Mas não importava. Aproveitou que a cabeça loira tombou levemente para trás e aproximou o contato, enfiando a mão por dentro da calça encontrando o membro latejando pedindo por alívio. – Ahhhnnn.... – O gemido foi mais lânguido e baixo, contido, a pele se arrepiando continuamente, não havia como negar. Na verdade, nunca tinha sentindo-se tão sexualmente atraído por alguém como estava sentindo naquele momento, só isso explicava toda aquela excitação e prazer ante a um mísero contato das mãos sobre seu pênis, a boca molhada sobre seu pescoço, o calor e o cheiro dele impregnando-o era simplesmente... Muito gostoso!
– É bom, não é?... – O policial sussurrou inocentemente para o adolescente, sem muita pretensão. A verdade era que Ikki entregava-se àquele momento muito mais do que gostaria, empenhava-se em sentir a pele que por tanto tempo desejou em silêncio tornando sua tarefa muito mais difícil. Seu próprio pênis latejava e doía de desejo e sabia que enlouqueceria se não o tomasse... Porém...
Hyoga ainda estava assustado, acuado. E mesmo que estivesse ardendo em desejo, tanto a confusão dos dias atuais como sua própria duvida quanto sua sexualidade o fariam odiar Ikki caso o forçasse ir até o final. Sabia que havia se enveredado por um caminho tortuoso, uma loucura sem tamanho, dar prazer a Hyoga sem toma-lo como gostaria seria um inferno.
A boca subiu pela pele até encontrar a boca macia e a beijou longamente. O beijo fora correspondido timidamente, provando mais uma vez que o jovem simplesmente não estava pronto. Aquilo irritou um pouco o moreno...
– Ahhh! Ikki!! – A reação do jovem foi imediata, mas o aumento na força empregada no membro jovem foi mais um reflexo à sua frustração. Viu confusão nos olhos do outro e recriminou-se mentalmente, mas sorriu, disfarçando sua condição, voltando-o a masturba-lo lenta e sensualmente, até que olhos claros voltassem a se fechar em prazer...
A mente de Hyoga finalmente se aquietara enveredando por um caminho onde só existia a mão forte de Ikki sobre seu membro, o prazer aquilo proporcionava o deixando amolecido e relaxado. Já havia se masturbado várias vezes, Eire já o havia tocado várias vezes, e não sabia dizer o que ele fazia de diferente, mas aquilo era melhor do que todas as vezes que já se tocara...
E sem esperar uma resposta Ikki o puxou para a cama, retirando o jovem de seu mundo particular e ser jogado na cama. Os olhos arregalaram ante a visão do moreno se aproximando felinamente. Uma dose de medo e prazer se misturou no peito quando o sentiu tombar sobre seu corpo.
– Ikki... Eu não... Espera... – Iria dizer que não queria, que não estava preparado, que não era hora... Qualquer coisa que o fizesse parar, mas também não queria soar como uma donzela virgem. E como se já soubesse o que diria, o moreno se adiantou antes que ele dissesse qualquer coisa, sussurrando no seu ouvido:
– Apenas relaxe... Eu sei... – Mordeu o lóbulo de sua orelha e voltou a enfiar a mão no membro do outro, massageando-o até que ele voltasse a sentir prazer. Discretamente agachou a calça e a boxer do loiro, pelo menos aquele prazer daria a si mesmo. A boca beijava, sugava e mordia a pele que estava descoberta até que se aproximou da virilha do loiro.
– O que... Ikki!? – A experiência dizia o que significava aquele passo, e não tinha certeza se queria, mas... – Ohhhh!! Ahhhh...!! – O moreno não deixou que continuasse e antes que pudesse reclamar tomou seu membro todo na boca e sorriu ante ao estado que o deixou.
E sabendo que havia agradado, o policial dedicou-se a uma bela felação. Faria com que visitasse as estrelas e voltasse a cama, começando pela base, lambendo-a sensualmente e subindo. – Você gosta? – Provocou instintivamente, pois gostava de ser o ativo e de levar a loucura, embora lá no fundo soubesse que quanto mais irresistível fosse, mais difícil seria para si não chegar ao final de tudo aquilo.
Hyoga sentia alguma vergonha toda vez que Ikki lhe falava algo, preferia que não dissesse nada. Não estava acostumado com aquilo, visto que sempre fora o ativo, sempre era ele a conduzir, a provocar. Não sabia como reagir sem soar como uma moça e de repente o fato de parecer menina tornou-se uma preocupação enorme para o garoto. Os olhos entreabriram e rpercebeu o próprio estado, agarrado firmemente aos lençóis. Aquilo lhe lembrava de suas amantes e então bruscamente soltou o tecido, voltando a fitar o homem que o sugava.
Os olhos se encontraram e o moreno estranhou aquele comportamento súbito. Afastou um pouco os lábios e voltou a manusear o membro do outro, numa conversa muda. Não sabia o que ele estava pensando, mas podia imaginar. Talvez tivesse que ser mais radical, uma vez que não o queria pensando e sim sentindo, enlouquecendo.
– Você pensa demais... – Disse com um sorriso jocoso nos lábios, percebendo que o outro não havia entendido o que tinha dito. Iria mostar...
Sem desviar os olhos dos deles, segurou o pênis do loiro com uma das mãos e abocanhou a glande, sugando-o com vontade. Hyoga soltou um gemido mais alto quando o moreno se dedicou a sua parte mais sensível. Sua cabeça revirava e o ar se tornava mais difícil, as mãos foram instintivamente aos cabelos do moreno, guiando os movimentos. Ele estava entregue e era bem possível que se permitiria ir além caso forçasse, mas não o faria. Não se aproveitaria do desejo e dos hormônios do garoto. Ainda havia um lado, um tanto escondido atrás do desejo, que teimava em dizer que o que estava fazendo não era certo.
Mas ele curtia...
Então começou a sugar todo o comprimento na boca, acariciar suas bolas novamente com a outra mão… Hyoga se contorcia e gemia, não dava sinais de que pensava em qualquer outra coisa, apenas nos seus movimentos. E era verdade, a mente do loiro foi invadida pela maravilhosa sensação dos lábios do moreno em seu pênis, numa felação que jamais havia sentido. Com Ikki era diferente, talvez o modo desavergonhado com que fazia tudo aquilo, talvez pela experiência, ou pelo fato de ser homem e por isso saber exatamente onde tocar para dar prazer... Ou tudo junto, não sabia. Apenas sentia que era tudo muito bom!
– Ahhhhh! Assim… Assim... – O loiro delirava e perdia o senso a cada vez que sentia a garganta do moreno com seu membro, ao sentir a língua atrevida brincando, aquela cavidade molhada e quente, tão gostosa... Era impossível não se deixar levar por tudo.
O jovem não conseguia raciocinar, pensar, temer, ou qualquer outro sentimento que não fosse aquela excitação que o tomava com vontade. Aos poucos Ikki alcançava seu objetivo de fazê-lo esquecer de todo aquele sofrimento, todas as dúvidas, e acalmar seu coração. Inerte no prazer, sua mente era drenada para um estado de relaxamento e êxtase...
Por outro lado, Ikki sentia cada vez mais a angustia tomar conta de seu corpo. Manuseando habilmente a parte mais sensível do corpo alvo, pôde ver a entradinha virgem do loiro piscando para si, uma onda de desejo tomou conta do seu corpo e só podia imaginar como seria maravilhoso enfiar-se todinho naquela entrada apertada. Sua mão foi direto ao próprio membro dolorido e começou a se masturbar, os gemidos se misturavam, cada vez mais alto, cada vez mais forte, cada vez mais angustiantes...
– Ahhhhhhhhh!!! – Gemeu o loiro explodindo na boca do moreno. Ikki não se fez de rogado, e não saiu do lugar até que ele relaxasse sobre a cama, molhado apenas de suor. E tão logo aconteceu, o moreno fitou o rosto do loiro e sorriu. Estava completamente relaxado, de olhos fechados e respiração ofegante, uma expressão serena no rosto. Conseguira...
Então, percebendo as pernas do garoto abertas para si totalmente a mercê de seu desejo, Ikki tombou rapidamente para o lado, fugindo daquela tentação. Deitou-se ao lado de Hyoga e começou uma forte masturbação, e não percebeu os olhares curiosos do jovem para si. Entretido com o próprio prazer, não percebeu que o loiro fitava-o sem entender seu comportamento e só depois que alcançara seu alívio com um gemido gutural foi que notou os olhos claros grudados em si.
O policial tombou na cama, exausto. Os olhos fechados tentava recuperar o fôlego, mas além disso, não sabia exatamente o que dizer para o loiro diante de tudo. Era possível que ele passasse a odiá-lo por ter se aproveitado daquele momento para tocá-lo...
– Por que? – Ouviu-o perguntar e embora não tenha sido direta sabia do que se tratava aquela pergunta. Sentiu-se mal.
– Você estava histérico. Não conheço outro jeito de acalmar um homem no seu estado além desse... Além de uma surra pra te fazer desmaiar... – As reticências nas próprias palavras mostravam que sim, Ikki tinha alternativa, mas o desejo acumulado aliado ao fato de que sabia que Hyoga também queria fez sua mente se embrenhar por esse caminho. – Sei que fiz errado, se quiser ir embora e...
O moreno não terminou sua fala, pois o loiro logo se levantou e recolheu suas roupas. O coração de Ikki falhou ao pensar que ele estava indo embora. E com razão! Tinha estragado tudo! – Aonde você vai?!
– Vou tomar um banho, estou suado e hoje é um dia importante demais pra ficar na cama... – O adolescente respondeu com tanta tranquilidade que nem o pensamento mais otimista do moreno poderia imaginar. Até minutos atrás ele estava surtando, e agora...
– Quem é você e o que fez com Hyoga?! – Ambos riram, mas foi inevitável brincar com aquela situação. – Não leve a mal, é que você estava tão pilhado há alguns minutos... E agora tão tranquilo... – Notou que o jovem de tez tão branca corou diante do seu comentário, mas não respondeu. O adolescente foi até o banheiro e se trancou lá.
Não era preciso que respondesse, estava mais do que evidente que aquele momento, mesmo que não concluído, teve um efeito mágico para relaxar o garoto.
– Foi um prazer ajudar... – Pensou Ikki, com um sorriso bobo e apaixonado no rosto ante ao próprio pensamento.
Continua...
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