– Mas pq eu?!?!

– Eu não confio em muitas pessoas para assumir o cargo sem pirar, acabar com sua vida ou a vida dele... não são muitas as pessoas que suportam a pressão de trabalhar com House.

Cuddy havia chamado Cameron em sua sala logo de manhã, e agora comunicava a ela que ela teria que voltar a trabalhar com House, para ocupar a vaga disponível.

Resignada, Cameron tentava aceitar a idéia.

Ela havia passado muito tempo tentando aceitar sua nova condição, desvinculada de House e estava seguindo em frente – e bem com isso.

Agora tudo ameaçava recomeçar.

– Ele já sabe disso?

– Ainda não... deixe tudo ajeitado no ER, enquanto providencio sua volta aqui...

Cameron retirou-se da sala pensando nas conseqüências que aquele retorno traria à sua vida.

– Ah, Cameron?

– Sim?

– Obrigada!

...

Chase abriu uma garrafa de vinho, serviu duas taças e entregou uma à Cameron.

– Vamos brindar... – ele sugeriu.

– À que?

– Nós dois... nossa união... daqui a poucos dias seremos marid...

Ela o cortou drasticamente, como se evitasse ouvir a conclusão daquela sentença...

– Eu vou voltar a trabalhar com House.

... Quase uma sentença de morte.

Ele a olhou atônito.

– O que?!

– Cuddy me pediu para ocupar a vaga. Ela não confia em mais ninguém para assumir essa posição... supostamente meu papel no ER não é tão relevante para o Hospital.

Não havia mais motivos para brindar.

O passado estava voltando para bater de frente com o iminente futuro que ele pretendia construir com ela.

[...]