Céu e Inferno

14 Capítulo 13 - Colt


Notas iniciais
Desculpem a demora... Mas agora voltei à ativa !

Sam está conversando com Bonnie do lado de fora do hospital, quando seu celular toca. É Bobby. Um filme inteiro passa pela sua cabeça e Sam relembra a sua missão de procurar por seu pai, John. Ligado a isso, lembra-se da morte da sua mãe e sucessivamente da morte de Jéssica. Sam respira fundo antes de atender a ligação.

–Bobby?

Sam? Onde vocês estão? Tenho uma coisinha pra vocês...

–Vocês? Bom, eu estou no hospital com o resto do pessoal e Dean simplesmente resolveu sair sem me dizer para onde. Mas o que você tem para nós?

Dean está maluco! Ele não pode simplesmente se afastar de você assim! Você tem que encontrar ele, antes que algo aconteça. Depois de acha-lo, me encontre no Starbucks da rua Spring. Rápido!

Sam desliga a ligação, pensativo. Novamente, um filme se passa pela sua cabeça. O que poderia ser tão importante? O que Bobby encontrou dessa vez? E onde está Dean?! Sam liga imediatamente para o irmão, agoniado com a situação, enquanto Bonnie senta-se paciente num banco de mármore.

–Dean?

Fala meu querido.

–Onde você está?! Bobby me ligou, ele quer se encontrar com a gente. Agora.

Ah... Tudo bem. Você ainda está no hospital?

–Sim, onde você também deveria estar! Vem logo! – Sam desliga.

–Tá tudo bem? – Bonnie pergunta receosa.

–Sim, está. – Sam senta-se no banco ao lado de Bonnie, tenso. – Eu amo o Dean, mas às vezes ele não leva nada a sério, sabe?

–Relaxa, você está tenso demais... – Bonnie acaricia as costas de Sam, massageando-o.

–Isso é bom, sabia? – Sam sorri.

Bonnie então vira o rosto de Sam para ela e eles se entreolham por um breve tempo, penetrando olhares e suspirando, antes que ela se aproxime de seu rosto e o beije suavemente. Sam corresponde somente nos primeiros segundos, e depois recua de modo um pouco brusco.

–Bonnie, você é linda, incrível, mas não vai rolar... – Sam se levanta, esfrega as mãos no rosto e anda de um lado para o outro no ponto de táxi em frente ao hospital.

Enquanto os dois estão lá fora, Stefan está ajudando Elena a sair da cama do hospital, pois já ganhara alta. A pancada na cabeça nem fora tão grave quanto parecia e agora seu organismo estava sob controle. Mas claro, teria que tomar cuidados quanto ao esforço excessivo. Por isso, Elena é segurada pelos braços de Stefan, quando seu corpo ainda um pouco fraco, tende a cair. Ela enfim pode sorrir ao ver que com ele está segura. Stefan a leva até o carro de Bonnie.

–Pode levar Elena pra casa com o meu carro, eu vou de táxi mais tarde. – Bonnie diz, se despede, e então vira as costas, entrando no bar mais próximo, entristecida com o acontecimento anterior.

Sam permanece ali, esperando pelo irmão, enquanto Stefan leva Elena para casa em segurança. Deitando-a na cama e mimando-a com um bom café quente para que esteja mais disposta. Mesmo negando, por fim toma tudo e senta-se na cama sozinha, observando Stefan a sua frente com uma feição bondosa, com seus olhos cintilando visivelmente.

–Eu te amo tanto... – Elena diz, sorrindo.

–Eu também te amo, Elena. – Stefan acaricia a mão de Elena e beija-a.

–Stefan, — Elena respira fundo – não sei se quero ver Damon na minha frente de novo. Não sei como reagiria.

–Você não precisa reagir, ele odeia quando as pessoas o ignoram. – Stefan sorri juntamente com Elena. – Mas eu vou resolver esse assunto como ele ainda, pode ficar tranquila.

Elena sorri e eles novamente se beijam, apaixonadamente. Stefan tira a xícara de suas mãos e a coloca na cômoda, deitando-se sob Elena e enchendo-a de beijos e cócegas, que a fazem gargalhar. Algo que Stefan sentia falta; que era vê-la sorrir.

Enquanto isso...

Damon e Dean saem da clínica, deixando o corpo de John lá, assim como o assunto. Mas o que Dean realmente não entendia, era que John poderia ter informações talvez valiosas para eles e não precisaria ter matado o pobre “coitado”. Mas não gostaria de discutir com Damon depois do que o vira fazer com John. Infelizmente a inquietação era tanta que a boca quase teve vontade própria.

–Por que o matou? Ele poderia nos dizer coisas importantes.

–Como o que? — Damon diz quase arrogante.

–Sei lá, algo importante.

–Não, ele não é importante. – Damon diz enquanto chama um táxi para Dean.

–Você vai para onde? – Dean olha o táxi estacionar a sua frente.

Você vai para o hospital se encontrar com o seu irmão. E eu vou procurar algum lugar para me afogar.

–Você o quê? – Dean ergue as sobrancelhas, incrédulo. – Por que você não vem junto?

–Eles não querem me ver nem pintado de ouro! Agora entra no carro, criatura. – Damon abre a porta do táxi.

–Damon? – Alaric se aproxima dos dois.

–Ric? – Damon o olha surpreso. – O que está fazendo aqui?

–Você já sabe que está encrencado?

–Ah, aquele lance de acharem que fui eu quem desligou os aparelhos e que querem o meu couro? Sim, estou sabendo.

–Eu sei que não foi você.

–Fico comovido com tal sugestão. – Damon diz ironicamente e se volta para Dean – Vai logo.

–Tudo bem, vou deixar vocês dois a sós. – Dean diz, e então, entra no táxi que parte logo após.

–O que você tem em mente? – Alaric pergunta.

–Uísque. – Damon sorri, erguendo as sobrancelhas de modo charmoso.

–E quanto a situação?

–Estava tentando esquecer isso, mas você não está ajudando! Então, eu acho que vou partir. Não tenho mais nada o que fazer aqui. Meu irmão me odeia, estou apaixonado por uma garota que também me odeia, estou convivendo ultimamente com caçadores, e meu único refúgio é me manter ocupado, matando pessoas.

–Pare de ser dramático. Você é Damon Salvatore. – Alaric dá um tapinha no ombro direito de Damon — E enquanto você arranja alguma saída, eu estarei atrás de seres sobrenaturais... — Alaric dá as costas simplesmente.

–Boa sorte, Ric. — Damon quase sussurra, num tom de sereno.

Dean paga a viagem ao taxista e dá de cara com o seu irmão carrancudo. Dean chega para abraça-lo sarcasticamente, mas Sam o interrompe. Eles então aproveitam o mesmo táxi para irem até a Starbucks da Rua Spring, onde Bobby os esperava na varanda da lanchonete com uma caixa perto dos seus pés.

–Bobby, que bom revê-lo. – Dean sorri, sentando-se à mesa.

–Também é bom vê-los vivos e inteiros. – Bobby comenta, colocando a caixa sobre a mesa redonda em que estavam. – Vocês vão precisar disso.

–O que é isso? – Sam pergunta, abrindo a caixa e espiando.

–Não tire da caixa! – Bobby alerta-os – Isso não é coisa para se espalhar para a humanidade, servido na bandeja.

–Ãn? – Os dois ficam perplexos.

–É uma arma. – Bobby sussurra. – Na verdade, é a Colt. A poderosa Colt. Ela pode matar qualquer coisa do universo, inclusive demônios.

–De onde você pegou isso? – Dean pergunta, olhando a arma instável dentro da caixa.

–Ela foi criada em 1835 por um caçador. Samuel Colt. Depois que ele morreu, possuído por um demônio, um estranho achou a arma. E como não sabia do que se tratava, somente guardou-a e passou a arma para as futuras gerações da família como uma herança, até chegar em mim.

–Você é parente do cara incompetente que achou a arma? – Dean pergunta.

–Dean! Seja mais delicado. – Sam diz.

–Então você é uma das pessoas distribuídas na árvore genealógica ao qual são ligadas internamente pelo tipo sanguíneo e DNA, de um jeito compreensivo e amável, ao homem desprovido de informação que encontrou a poderosa e magnífica arma? – Dean tenta.

–Vocês vão querer a arma ou não? – Bobby pergunta por fim, ignorando Dean.

–Sim, mas você não deveria guardar para algum parente seu? – Sam pergunta.

–Vocês são a única família que eu tenho.

Com isso, Dean e Sam pegam a caixa contendo a arma e vão para casa em busca de treinamento e informações sobre como usá-la, para depois, claro, pôr em prática. E enquanto eles se informam em casa, Damon está entrando coincidentemente no mesmo bar em que Bonnie está. Primeiramente ele se espanta com Bonnie, pois nunca imaginara ela ali, bebendo e... Bebendo. Damon se aproxima de Bonnie e a assusta por trás, levando um tapa no braço e percebendo o cheiro de álcool vindo de seu hálito ao rir.

–Está tudo bem? – Damon se senta na banqueta ao lado de Bonnie.

–Não. – Bonnie desmancha a alegria e balança o copo de uísque em mãos – Eu quero uma ajuda sua.

–Quer ajuda para beber? – Damon sorri, pedindo algo forte para beber para a garçonete.

–Não. – Bonnie ri – Eu preciso entender a cabeça dos homens.

–Está falando com o cara errado, estou avisando. – Damon toma seu primeiro gole de conhaque. – Mas me conte, quem é o garanhão?

–Sam. – Bonnie desliza o dedo sobre a borda do seu copo. – Eu acho que estou perdidamente apaixonada por ele... Simplesmente. Ele é inteligente, calmo, maduro, bonito... Mas ele não quer saber de mim, eu não sei o que estou fazendo de errado. Eu só estou um pouco bêbada, nada mais!

–Você não está fazendo nada de errado. – Damon comenta, olhando-a nos olhos. – Talvez ele só precise de tempo. A namorada dele morreu há pouco tempo, ele deve estar atordoado com isso ainda.

–Você tem razão... – Bonnie vira seu copo.

–Eu sempre tenho razão. – Damon sorri, virando o copo também.

–Sabe, eu não estou me sentindo lúcida, e eu estou com uma enorme vontade de te beijar, Damon. Eu não entendo, eu te odeio, eu não deveria sentir isso.

Damon a olha, confuso. E antes que pudesse responder, Bonnie o beija intensamente e Damon retribui — pela sua carência -, abraçando-a enquanto Bonnie mantem suas mãos no rosto de Damon. Bonnie somente se dá conta do que está fazendo quando sua mão involuntariamente está descendo pelo peito de Damon, e então ela se afasta, perplexa.

–Meu Deus. – Bonnie está boquiaberta e tenta disfarçar a sua vergonha pegando a sua bolsa e jogando-a pelo ombro, deixando seu chaveiro cair sem perceber – Eu vou embora.

–Quer que eu te leve? – Damon pergunta, aproveitando-se da situação, mas Bonnie já está fora do bar, deixando Damon ali, notando o chaveiro de Bonnie no chão.

Notas finais
O que acharam ? No que eu posso melhorar? Como está a história? Preciso de opiniões...