Céu de Lítio
27 Capítulo 27
Gerard ouviu a primeira saraivada de tiros quando os dois se escondiam, atrás de uma pedra. Das costas de Frank, ele olhou fixamente para os helicópteros, a fronte franzindo de concentração. A ruga entre suas sobrancelhas diminuiu, quando percebeu que seu esforço havia dado certo. Um dos colossos de ferro trazia as hélices amassadas, perdera todo o controle e agora caia em uma espiral, rumo à terra. Olhou para os lados. Os outros se esforçavam para abater o maior número possível de soldados, utilizando todos os seus dons. Billie juntara-se à rêfrega, atirando bolas de fogo contra os inimigos alados. Sua visão... O gelo que espalahva-se na terra, as penas despregadas das asas da batedora alada, só faltava a água.
-Gee, espera aqui... — Frank tirou-o de suas costas, correndo para perto dos J\'s, igualmente escondidos. Gerard conceutrou-se de novo, dessa vez travando as armas dos inimigos, pelo menos em sua maior parte.Frank retornou logo, com Bob e os gêmeos, protegidos por um rapaz cuja pele era tão dura e brilhante quanto diamante (isso é do Wollverine Origins).
-Nós temos um plano. — Jason abaixou-se, próximo a ele. — Olhe o comboio que está chegando.
O moreno levantou-se um pouco, podendo assim divisar o comboio terreno que se aproximava. Tanques de guerra.
-Toque a mente dos ocupantes do caminhão de vanguarda. Veja se encontra o general.
Estendendo sua mente, Gerard tocou a de um homem de meia-idade, no caminhão. Realmente ele parecia ser superor aos outros.
-Sim... Eu o vejo, por que?
-Bob vai te levar até ele, você tem de convencê-lo de que não somos inimigos.
-Mas... E o Frank?
-Vai lá, Gee, eu me cuido.
-Não... Sozinho eu não vou.
-Valeu pela consideração... — sussurrou Bob.
-Você me entendeu, Bob... Vem Frank.
-É, Frank... Nós vamos ter de chegar mais perto, mesmo, e,do jeto que o Gee é lerdo, a gente ia levar um ano...
-Ei! — protestou Gerard.
-Vamos, não percam tempo! — apressou-os Jack.
-Certo...
Gerard subiu nas costas de Frank, novamente, e os três saíram em corrida desenfreada, margeando o rio Amazonas, pulando entre as pedras. Frank viu um projétil zunir, próximo a sua orelha, pisou em falso numa pedra e os dois cairam na água. Ensopados, levantaram-se rápido e voltaram a correr. Fran e Bob tomaram impulso e saltaram de uma pedra, próxima à barreira de caminhões.
-Sua vez, Bob! — gritou Frank.
Bob tocou os dois e, num segundo, os três estavam em frente ao general, que havia descido do caminhão. Gerard desceu das costas de Frank e tocou com as mão os dois lados da cabeça do senhor, seus olhos brilhavam, amarelados.
-Nós viemos em paz... Fomos forçados a isso por forças governamentais superiores a nós... Por favor, ordene um cessar fogo, assim poderemos conversar.
O general olhou-o, meio incrédulo, sacudiu a cabeça e disse:
-Claro.
Gerard soltou-o.
-Cessar fogo!
O moreno sorriu, desabando nos braços de Frank.
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-Filho! — Donna atirou-se nos braços de Gerard, não ligando para suas vestes molhadas e o cobertor grosso que o envolvia. Haviam acabado de chegar à cidade mais próxima, Manaus.
-Mãe... Senti sua falta. Pai! — Gerard abraçou o pai. — Micke... — esbofeteu-o o irmão mais velho e abraçou-o também. — Seu covarde!
-Desculpa, Gee. Frank! — chamou. — Trouxe alguém para te ver.
Um rapaz, até então distancioando do círculo de amigos, aproximou-se.
-David! — gritou Frank. — Quanto tempo, maninho!
-Eu queria apresentar para vocês meu namorado. — disse Mikey. — Agora somos cunhados ao dobro.
-O que?! — sobressaltou-se Gerard. — E a Alicia?
-Depois a gente conversa, Gee... O importante é que vocês estão vivos!
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