Céu de Lítio
18 Capítulo 18
Gerard acordou assustado, no meio da noite. Frank ressonava tranquilamente, embora fosse sua vez de manter vigia. Preguiçoso... Ainda bem que a guarda ainda não foi trocada... Tocou com sua mente a dos três guardas lá fora. Já era hora de agir.
-Acorda, Frank. — balançou suavemente o cúmplice, sobressaltando-o.
-O que foi.
-Vem.
Gerard encostou-se na porta, concentrando seu novo poder. Podia sentir com a mente os mecanismo da fechadura, um pequeno giro pro lado e...Clic, a porta estava aberta. Às vezes Gerard esquecia como era bom ser mutante. Empurrou sorrateiramente o batente, sem deixar de monitorar a mente dos guardas que agora encaminhavam-se para o outro extremo do corredor.
-Não teve graça, Gee... — sussurrou baixinho, para não ser ouvido.
-Não se esqueça, assim que os outros guardas aparecerem, você pode nocauteá-los.
-Tá...
Não tiveram de esperar muito tempo, os três que vinham render seus anteriores aproximaram-se à passos lentos, sem perceber a porta semi-aberta, apenas tarde demais, quando Frank já havia pulado neles, batendo a cabeça dos dois primeiros e socando a boca do segundo.
-Violento... Vai, troca a roupa deles pelas suas.
Os uniformes ficaram extremamente longos, porém iriam sevir de disfarce durante algum tempo, Gerard esperava que o suficiente, na verdade torcia para que fosse o suficiente. Tiveram o cuidado de trancafiar os guardas na cela, deitando-os de lado, para ficarem mais ou menos parecidos com eles.
Caminharam pela extansão do corredor e adentraram o elevador, apertando o botão de número -3, realmente, Frank quase esmagou o botão, de tão frenético e ansioso.
-Vai dar tudo certo, Fran, eu tenho certeza...
-Você viu?
-O que eu vejo pode mudar, querido... E eu também não vejo tudo, você sabe disso...
-Desgraça, não é? Vai dar tudo errado e você não quer me contar.
-Acha que eu teria o sangue frio de ficar aqui parado se soubesse que o tiro ia sair pela culatra... Eu ainda sou um ser humano. — enfatizou.
-Desculpa... — Frank abraçou-o, e os dois esperaram. — Eu vou te proteger, prometo.
-Nós nos conhecemos hoje... Não posso acreditar nisso.
-Hoje não, ontem, já passa da meia-noite.
Gerard forçou um risinho amarelo. Não queria contar para Frank, mas estava assustado. Não sabia se o que tinha visto nas últimas horas era um futuro imediato ou distante. A adrenalina pulsava por suas veias, tornando seus sentidos aguçados e seus reflexos perfeitos. O apito que avisava-os de que tinham chegado ao seu destino soou e os dois saíram.
Frank desacordou mais três guardas, antes que estes soassem o alarme. A cela de Mikey estava próxima, era a última do corredor, enfim iria reecontrar seu irmão que, conforme Bob, não via há duas semanas...
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