Céu Selvagem

16 A melancolia de Claudio


Notas iniciais
Só eu estou pulando de felicidade do Nyah! ter voltado? Hoje eu acessei pensando que ia cair no twitter e carregou a página. Quase gritei de felicidade, mas ia levar uma bronca daquelas já que é madrugas uashua Então pessoal aí está o novo capítulo, fazia dias que ele estava pronto e eu doida para postar, mas problemas em sites acontecem mesmo e a gente entende. Só ficaria triste se o site não volta-se, como voltou, tudo na boaaa *________* Boa leitura ;)

Adelina andava de um lado para o outro do seu escritório apressadamente e bufando. O barulho do salto dela já estava irritando os ouvidos de Claudio. Ele estava sentado em uma cadeira diante da mesa dela. Ambos ouviam a ligação no viva voz.

–Como assim ela fugiu!?

–Encontramos ferramentas no quarto dela e havia dois óleos de cozinha embaixo da mesa. O porteiro do turno da noite informou que haviam arrombado a porta de serviços deles.

–Todos são uns inúteis.

–Você tem alguma ideia de onde ela está?-perguntava Claudio.

–Nenhum rastro dela.

–Sabrina eu confiei em você para cuidar dela!- Claudio se enrubesce de nervo.

–Então Claudio, o que você acha de desgrudar sua bunda daí e vir para o Japão procura-la pessoalmente?

–O que!? Olhe como fala comigo sua vadia!!!

–HAHAHA! Vejo que a má educação é de família!

–Cale essa boca e ache ela!!!

–Não vou procurar aquela loira estúpida!

–Caso tenha esquecido, Sabrina, eu ainda estou aqui! –relembra Adelina. Claudio não vai a lugar nenhum. Patrícia é sua responsabilidade! Acho bom acha-la o mais rápido possível.

–Sim, sim, sim chefe!!!

Ela desliga.

–Claudio, achei que tinha conversado com ela.

–Ela me odeia.

–O que você fez para ela odiá-lo!?

–Não falar claramente o que está acontecendo.

–Melhor assim! Ela não vai ganhar nada sabendo que você está na máfia. E Marcella? Começou a trabalhar de forma eficiente agora?

–A rede está estabilizada!

–Acho ótimo! Isso prova que minhas lições deram resultado.

–Se você acha que bater nas pessoas é uma forma de educa-las. Nossos pais nunca utilizaram deste método. As duas sempre foram respeitadas!

–Eu não sou parente de vocês. E se me responder desta forma, vou acreditar que você está afim de mais algumas marcas em seu rosto.- ela ria. — O dia que Claudio perdeu seu orgulho como homem e apanhou de uma mulher. — ela ria sarcasticamente, o rapaz tinha vontade de soca-la.

–Eu não perdi meu orgulho. Foi algo que enfrentei parar proteger minha família.

–Falou como um adulto agora! Huhuhu. Você está amadurecendo rápido para um rapaz de vinte e cinco anos. Lembro quando você entrou na família, era tão ingênuo, mostrava o seu poder a todos, para demonstrar que era o melhor. — Adelina encostou-se à sua escrivaninha ficando frente a frente com o rapaz.- É, você conseguiu o que queria, por um preço!- com uma de suas mãos no queixo do rapaz, ela aproximou a face dele até a dela.

–Não me lembre disso.

–Na época você gostava! – Adelina levanta e pega uma taça de vinho. — Mas, você sempre buscou o caminho mais fácil. – Ela abriu uma garrafa de vinho e encheu o seu copo. Pelo cheiro, o rapaz supôs que fosse vinho seco. — Esse foi o seu erro.- sentou no colo de Claudio, passando um dos seus braços ao redor do pescoço dele e cruzou as pernas. A vontade do rapaz era joga-la imediatamente ao chão. — Nunca esqueci a reação dos seus pais aos descobrirem que o filho querido deles, estava na máfia. Imagine o desespero que sentiram ao ver qual o caminho você escolheu, um caminho sem volta.

–Tem volta sim.

–Não, não tem! – ela se aproximou da face dele, Claudio podia sentir a respiração dele raspando a sua pele seguido pelo bafo de vinho. -Se você sair vou te encontrar e elimina-lo. Seria um desperdício, mas...- ela passa o dedo indicador nos lábios dele- Não me desafie! Sabe que eu tenho uma afeição a você. E percebi que se afastou de mim após nosso desentendimento, espero que não esteja tramando algo contra mim. Pois após toda essa confusão, você assume como meu braço direito e estará feito na vida. Não é o que queria? Você corria atrás de mim e implorava para ser valorizado, espero que não jogue todo o meu esforço fora.

–Huf! Tem-se tanta afeição por mim como diz, não teria me batido!

–Você encobriu fatos de mim! Deixou que Lorenzo apresenta-se Jack ao Cielo. Isso eu não perdoo. Não me faça repetir novamente, seu rosto é bonito demais. – ela tira a mascara e o capuz dele.

Claudio arregala os olhos.

–Está com medo de uma mulher?- ela sorria sarcasticamente. — Até parece que vou abusar de você!- ela abre o zíper da blusa dele e enfia uma das suas mãos por baixo da camiseta dele. — E está certo! Eu vou abusar de você hoje! O lembrarei em qual lado está jogando.

Quando Basílio desceu do taxi, se deparou com um sobrado em tons marrons. Bianchi saiu na porta para recebê-lo e assim ele adentrou. O local era confortável e aconchegante. Aquela era a casa que Patrícia estava morando agora junto com Bianchi, sendo protegida por alguns comparsas dos Cavallone. Aquele era o seu esconderijo, mas apesar da situação, ela ñ se sentia em uma prisão.

Bianchi fez o homem sentar na sala junto com os outros da Vongola.

–Já conseguimos o mestre do clone!- Afirmava Reborn orgulhoso.

–Tão rápido assim!?

–Não deveria duvidar da capacidade da Vongola, Basílio.

–Estou surpreso. E onde ela está?

–Está garota!- Reborn aponta para Patrícia que estava sentada entre Yamamoto e Gokudera. — Lhe apresento Rispondere Patrícia. Ambos se põem em pé.

–Prazer senhor!

–Prazer, Basílio Palatino.- apertaram as mãos.

O nome faz a loira ter uma rápida lembrança:

–Ele está indo para o Japão daqui a alguns dias.– Fala uma voz masculina ao telefone.

–Qual o seu nome?–perguntou Patrícia.

–Basílio Palatino! Tome cuidado!

–Você me lembra de alguém! – comentou o homem fazendo a garota retornar a realidade.

–Sério!? Quem seria?- ela senta novamente no sofá.

–Não sei dizer ao certo!

–Patricia-chan, será que ele não conheceu algum parente seu? Vocês são bem parecidos. — sugere Yamamoto.

–Talvez! A Itália não é muito grande. Desculpe pela pergunta intrometida, mas você é da máfia?

–Sim, pertenço a Céu Selvagem.

“Ele é da máfia!? Deve ser por isso do aviso!”-pensava a loirinha.

–Faz tempo que não vejo Cielo!- comenta Jack repentinamente. Ele e Claudio estavam no banco detrás de um luxuoso carro preto.

–Hum...

–Sinto falta de conversar com ele.

– Não falta muito para chegarmos.- o tom de voz de Claudio parecia tedioso.

–Hum...Você e o mestre brigaram?

–Acho que podemos chamar desta forma.

–Por quê? Qual a razão? Você está desconfiando dele?

O rapaz suspira, parecia frustrado com as perguntas do garoto. – Sim Jack, estou desconfiando dele. — afirmou de forma irônica.

– E ele descobriu que você tem poderes.

–Huf! Não é bom para nossa família, pessoas de fora saberem tanto.

–Então por que é Lorenzo que me treina?

–Você sabe muito bem!- rosnou.- Adelina prometeu ao seu pai e ao Lorenzo, a família também pressionou que você fosse treinando por ele.- Jack sequer prestou atenção no que ele disse. Apenas via um leão querendo ataca-lo, mas, era somente Claudio sendo extremamente grosso.

Não saíram palavras da boca de Jack, ele apenas afirmou com a cabeça e voltou-se a olhar a paisagem através do vidro escurecido do carro. Claudio havia voltado a ser indiferente com ele e agora pior, ele nem sequer tinha paciência com o garoto, parecia uma pessoa diferente. Não que ele confia-se em Claudio, mas estava agradável conversar com ele antes, sem suas irritantes afeições falsas.

Quanto a Lorenzo, este parecia estar planejando algo e atento a tudo na casa. E quando ele e Claudio estavam juntos, eram insuportáveis. O garoto já havia melhorado faz tempo de sua saúde, mas mentia às vezes de estar com dores de cabeça para se afastar dos dois. Claudio estava grudado nele, o seguindo constantemente e Lorenzo quando podia, dava-lhe indiretas para tirar sua máscara ou extrair informações do garoto. Depois de tudo, ele insistiu em querer ver Cielo, precisava conversar com um amigo. Para sua surpresa, Claudio aceitou rapidamente, mas com o acordo de que Lorenzo não os acompanha-se.

–Jack! Jack! — foi quando o garoto voltou dos pensamentos. — Anda logo, chegamos!!!- Claudio impacientemente o chamava já com a porta aberta.

Ele desceu do carro e não esperou o rapaz. Adentrou o antigo monastério em busca do amigo.

–Ei,ei,ei!- ele o segurou pelo ombro. — O que deu em você? Espere aqui!

–Olá Jack!-cumprimentou o chefe do lugar. – Cielo está no quarto dele. Sabe onde fica não?

–Sim!- ele seguiu para lá.

O homem esperou o garoto se afastar para indagar o rapaz.

–Parece estar de mau humor! O que...

–Não te interessa!

O homem riu, rapidamente grudou uma arma na cabeça de Claudio.

–Veja como fala comigo!

–Eu te derroto em menos de um minuto.

–Huf!- ele retira arma.

–Onde está Marcella?

–No quarto dela, desde “aquilo” ela não sai de lá. Duvido que ela queira vê-lo.

–Me dê às chaves do quarto!- o homem jogou as chaves para ele.

–Tente não sair ferido de lá. — e se retirou.

Claudio caminhou até o lado oposto da entrada. Sentia no ar um leve cheiro de incenso e de flores frescas. Seus passos faziam eco nos corredores que passava, até que finalmente chegou ao seu destino. Deslizou a fechadura para baixo e estava trancada, não era uma surpresa. Destranco-a e abriu a porta. O quarto não era muito grande, havia uma cama encostada em uma das paredes, uma prateleira acima dele, no lado oposto, um armário suspenso e embaixo dele uma escrivaninha. Ele possuía uma janela vertical, onde a cortina dançava com o vento. Encostada a ele, estava Marcella sentada no chão, recobrindo-se até a cabeça com um lençol branco. Parecia estar olhando o jardim através do vidro.

–Marcella!!!- foi a primeira vez que Claudio sorriu no dia.

–O que você faz aqui? – respondeu com desdém fazendo o sorriso dele sumir. Ela nem sequer olhou em sua direção. O rapaz entrou no quarto e fechou a porta.

–Estava preocupado com você!

Ela riu sarcasticamente. Você nunca se preocupou com alguém além de você.

–É mentira!

–Não estaríamos nesta situação imbecil! – ela finalmente virou seu olhar para ele. -Tudo é por sua culpa!

–Isso vai passar Marcella! Logo estaremos livres!

–Livres!? –ela se levantou e Claudio pode ver que ela usava uma máscara. — Você tem noção do que passamos por isso!? Das marcas deixadas!?

–Elas vão sumir com o tempo! Teremos uma vida maravilhosa.

–Sumir!? – ela ria loucamente. – Eu sou nova ainda e pretendia fazer tantas coisas. Mas como você acha que as pessoas vão me olhar com essas marcas!? – ela joga com raiva o lençol no chão e a mascara na cara dele.

Ele nem sequer sentiu a dor, pois era assustador o que Claudio viu nela. Cicatrizes profundas em todo o seu corpo, inclusive no seu rosto. Marcella era uma linda garota, mas as feridas haviam retirado isto dela. Ele ficou sem palavras, estava estático, apenas seus olhos se moviam percorrendo o corpo dela.

–Eu só tenho vinte anos...- ela começou a chorar. Instintivamente o rapaz foi abraça-la. – SAIA DE PERTO DE MIM!!! Eu não quero sua compaixão! É por sua culpa!!! – ela da um tapa na cara dele e o empurra fazendo cair no chão. Ela se joga contra ele, começa a soca-lo e ele segura seus braços.

–Você errou ao deixar que Cielo lembra-se e desestabilizou o sistema. Deu um trabalho imenso para eu e Patrícia recupera-lo.

–Ahhhh, agora é minha culpa! Seu inútil! Eu estou ficando sem energias graças ao planinho da sua chefe idiota! Vamos acabar morrendo desta forma!

–Não vamos morrer!

–Então acabe logo com isto! Ou eu vou fazer Cielo se lembrar e dane-se sua chefa.

–Está louca!? Quer que nossos pais morram!?

–Eu vou liberta-los!

–Vai morrer se o fizer!

–Leve está culpa pelo resto de sua vida! – ela se liberta do rapaz e levanta. – E eu quero Patrícia comigo! Chega! Ela é uma criança sozinha no Japão sendo cuidada por estranhos!

–Sem crises, Marcella! Só mais um tempo...

–Já estou cansada dos seus prazos serem estendidos toda hora!

–Me dê mais uma chance! Apenas mais um mês!

–Duas semanas!

–Mas...

–Sem “mas” ou reduzo para uma semana.

–Você não se importa com o que pode acontecer com Cielo, se você retornar as memórias dele repentinamente!? Você pode corrompê-lo!!!

–Assim como você se importa com Jack! Esses dois garotos estão a um passo de serem corrompidos, mas, duvido que esteja no plano dela que ambos fiquem vivos! É por isso que vocês não se importam.

–Não sei o que ela pretende para eles!

–Besteira! Não tente me enganar! Agora saia! Não aguento mais ver sua face!

–Marcella...

–Vou ser clara: EU TE ODEIO! Cai fora!-ela o empurra para fora do quarto, arranca as chaves das mãos dele e fecha a porta com força.

Claudio observou a porta por segundos pensativo, em sua face parecia frustrado. Ele sentou em pedaço de concreto e observava ao redor. Apertava as mãos demonstrando estar nervoso. Sentiu ardência nos olhos, mas impediu com todas as forças das lágrimas saírem.

–Sou um idiota...- suspirou.-“Duas semanas... Estou ferrado!”- e se retirou dali.

–Está tudo muito estranho, Jack! Agora depois do que em contou. Marcella também não veio mais falar comigo e me estou me sentindo solitário por aqui.

–A algo que não lhe contei Cielo.

–O que seria?

–Minha amnesia está sendo manipulada.

–Como!?

–Claudio controla minhas memórias. Ele mesmo me contou.

–Você tem que sair do controle dele.

–Eu sei, mas eu acho que você também está sendo controlado.

–Como assim?

Jack retira suas luvas e mostra as palmas das suas mãos para o garoto. – Reconhece?- na mão direita de Jack, havia um sinal vermelho e em sua mão esquerda havia um sinal azul e outro verde.

–São iguais!!!- Cielo dispõe suas mãos ao lado das mãos do amigo. — Mas você tem um sinal na cor verde, o que significa?

–Não faço ideia.

–Por que não me mostrou no dia que eu as revelei?

–Eu ia, mas Claudio me impediu quando chegou para me buscar.

–Hum... Se formos pela suposição, ambos perdemos nossas memórias, então o sinal vermelho ou o azul deve ser o que a bloqueia.

–Então qual seria a função da verde e do outro sinal que está sobrando?

–Além de nossas memórias, o que nos falta?

–Não faço ideia.

–Outra coisa, você disse que Claudio que está operando isso, mas será que ele teria energia suficiente para bloquear e seja mais o lá que ele está fazendo conosco?

–Ele é poderoso!

–Por um curto período ele conseguiria Jack, mas já faz tempo que estamos nesta situação.

–O que quer dizer?

–Há mais pessoas envolvidas.

–Bem, tem o mestre...

–Não, tem que ser alguém daqui! Quando eu passei mal aquela vez, foi porque algumas memórias estavam tentando voltar. Sei disso, porque os sinais vibraram. Uma pessoa tinha que estabilizar a minha situação.

–Ei!!! Como assim você passou mal?

–Não lembro direito. Estava conversando com Marcella em um banco no jardim, começou a vir lembranças em minha mente e eu acabei desmaiando. Por quê?

–Passei mal estes tempos atrás, segundo o que me contaram. Acordei no meu quarto e depois tive uma grande dor de cabeça e Claudio a fez sumir. Me disse que era meus poderes e memórias tentando retornar.

–E os sinais em suas mãos?

–Eu não lembro se vibraram.

–Jack, para Adelina nos obrigar a esconder os rostos e bloquear nossas memórias, devemos ser fatores de suma importância nos seus planos.

–Mas eu sou o próximo chefe da Céu Selvagem! Estou sendo treinado para isso e...

–Temo que ela queira tomar sua posição. Este confronto que vai ocorrer contra a Vongola, você deveria tomar cuidado.

–Estou inseguro quanto à batalha. Temo que o Décimo Vongola seja mais forte! Mas eu sinto que se não fizermos às escolhas certas a situação vai complicar. Mas, nós vamos descobrir tudo Cielo.

–Faremos de tudo para isso, pois deve haver alguma coisa em nossas memórias, na qual, acho que mudaríamos o curso dos fatos.

–É o que mais queria saber!

–E sobre esconder nossos rostos, eu até entendo no seu caso, mas no meu... Quem eu sou na verdade para que ela tenha que me esconder aqui!?- Cielo coloca sua mão na máscara. – Eu vou mostrar meu rosto a você!

–O que!?

–Eu confio em você, Jack!

–Não me mostre!

–Não precisa mostrar o seu rosto!

–Não é isso!

–Eu nunca o mostrei a ninguém, para mim seria uma forma de desabafo.

–Não!

–Por que!? Por que, Jack!? Você tem medo de ver o meu rosto!?- Cielo se altera.

–EU TENHO UM PÉSSIMO PRESSENTIMENTO!- Cielo ficou estático.- Se eles conseguem bloquear minha memória, talvez podem ler elas!

–Já devem sabem a minha face, Jack.

–De qualquer forma, não se revele para mim. Você é o meu único amigo e prezo pela sua segurança.

–É terrível!!! Somos meras peças de um jogo. Vamos conseguir sair vivos dessa? Eles devem ser muitos e somos apenas em dois por aqui.

–Se trabalharmos juntos, conseguiremos!

–Bem, temos que faze-los ficar dependentes de nós até conseguirmos.

Ambos os garotos sorriem determinados.

No dia seguinte...

–Tsuna, está tudo bem?- indagava Kyoko. O casal estava sentado em um banco com visão para a rua.

–Sim, sim! Por quê?

–Você está distante de mim.

–Não, não estou!!!

–Ainda está magoado comigo pelo festival. — ela se levanta do banco, cruza os braços e olha para a rua movimentada pelos estudantes.

–Me perdoe!!!- Tsuna abaixou a cabeça e colocou suas mãos como suporte. — Há tantas coisas na minha cabeça. – Kyoko percebeu pela voz dele que estava sofrendo por algo. Ajoelhou-se diante dele e pegou em uma das suas mãos.

–Me conte o que está havendo.

Tsuna balançava a cabeça negativamente. – Não posso...

–É da Vongola?

–Sim...

Ela sentou novamente ao lado dele e o abraçou.

–Tudo bem! Eu entendo e prometi quando começamos a namorar, que não ia interferir nesses assuntos.

Tsuna estava receoso de retribuir o abraço. –“Kyoko-chan, eu entendo por que o verdadeiro décimo se apaixonou por você. “ — E ele a abraça apertado. A garota conseguiu perceber tamanha aflição na qual o jovem passava.

–Estou aqui sempre com você. Não vou te abandonar!

O jovem coloca sua mão no rosto dela e sorria feliz. – “Me perdoe verdadeiro Tsuna!”- pensa ele e a beija. São interrompidos pelo celular do garoto. – Sim Gokudera –kun, estou aqui perto, sentado em um banco com a Kyoko-chan. – Tsuna começou a rir. – Não, não, você dois não vão atrapalhar. Até.

–Eles vão te encontrar aqui?

–Sim, temos algumas coisas para resolver. Mas eu te deixarei em casa antes.

–Na verdade, irei para a casa da Haru. – ela riu e Tsuna sorria.

–Décimo!!!

–Gokudera-kun, Yamamoto-kun!!!

–Olá meninos!

–Olá.

–Então vamos?

–Hum... Na verdade Tsuna-kun, você se importaria de emprestar o Gokudera-kun um pouco?

–Hã? Bem, claro. Importa-se?- perguntava para Hayato.

–Não, não décimo! Tudo bem. – respondia ele sem jeito.

–Me acompanhe. – pedia ela gentilmente e assim, ele a seguiu.

–É sobre a Haru o assunto?-indagou Yamamoto.

–Ela não comentou nada comigo, mas, é certeza.

Gokudera andava receoso ao lado dela. Ele e Kyoko eram apenas colegas, sendo a garota namorada do melhor amigo dele. Ele não se lembrava de conversarem casualmente e a sós. Mas o que o deixava com receio era sobre o que ela queria conversar com ele, já que tinha certeza que era sobre a morena. Sentaram em um murinho de jardim, que enfeitava o pátio de um prédio. Aquela rua estava tranquila e podia-se ver o sol deixando o céu para a lua. Ela sorria para o nada, talvez pensando na melhor forma de começar o assunto.

–Então, bem, você já deve saber sobre o que irei falar, não é?

–Para me chamar a uma conversa a sós, só poderia sobre sua amiga.

–Ela tem um nome.

–Não force a barra.

–Você está sofrendo e ela também. Ambos se gostam, por que não ficam juntos?

–Sua amiga brincou comigo!- ele elevou a voz.

–Ela estava confusa! Não tem culpa se você acabou se apaixonando por ela. Estava em um momento de fraqueza e fez ações que resultaram na situação atual.

–Como você pode saber? Não estava ao lado dela. — Kyoko sentiu como se uma flecha a atravessa-se, surgindo uma raiva interna do garoto. — Não viu o que essa garota passou durante todo esse tempo.

–Eu sei que fui ausente nesse momento dela, mas era um momento critico da nossa amizade.

–Você tentou substitui-la pela Patrícia. Sua amiga sequer pensou nisso.

–Vai continuar a me atacar?

–Apenas estou falando o que estava entalado na garganta faz tempo.

–Eu fiz coisas erradas e sei muito bem. Não precisa relembrar. Mas eu sei muito bem o que uma garota pode fazer nessas situações.

–Ela te contou tudo, não é?

Kyoko ficou estática e Gokudera sorri sarcasticamente. Tinha acertado em cheio.

–Eu não sou burro, Kyoko-chan! Sempre dizia que tinha medo de magoar, mas sabia que com o tempo ela ia superar. Então no festival ela deu a entender que queria alguma coisa, mas me enganei. Ela só estava brincando de casalzinho nas imaginações dela.

–Ela falou que gostava de você, Gokudera-kun.

–Decidiu isso tão rápido naquela noite. — completou ele ironicamente.

–Por que vocês são tão... tão... idiotas!!!- Kyoko tentou suavizar a bronca.- Sentem o mesmo pelo outro e estão sofrendo por estarem afastados. Ela não sorri mais e apenas chora por sua causa.

–Já terminou?- Gokudera levantou, colocou as mãos no bolso e pretendia voltar aos amigos.

–Não se finja de insensível. – a afirmação o fez retroceder.

–Não me conhece.

–Haru-chan me contou!- Gokudera sentiu a ponta de tristeza que aquele nome lhe trazia.

–Falaram mal de mim enquanto comiam bolos?- falava ele sarcasticamente. Kyoko já estava perdendo sua paciência.

–Fale com ela!!!-gritou a garota.

–Não tenho nada para conversar com ela.- e ele sai andando sem dar ouvidos a ruiva.

–Gokudera-kun!!! Aiii, que garoto mais difícil que a Haru-chan foi gostar!

Jack estava sentado em uma das poltronas do seu quarto, amarrando seu tênis. Claudio o aguardava diante da janela, observando o exterior pelo vidro. O garoto estranhou, já que era o rapaz que sempre o arrumava para sair. Desde que voltaram do monastério, o rapaz estava muito estranho e o garoto notou que o brilho dos olhos dele pareciam ter sumido. Claudio era uma pessoa confusa.

–Claudio, estava refletindo...

–Não me interessa! Se arrume logo!-respondeu sem olhar o garoto.

–Você está pensando por você? Ou as pessoas estão controlando os seus pensamentos.

–O QUÊ!? – ele virou incrédulo com a pergunta.

–Estou perguntando se você está sendo controlado!

–Besteira! Se tem tempo para pensar em asneiras, tem tempo para se arrumar rapidamente!

–Você era indiferente e falso comigo antes. Depois que teve aqueles machucados na face, se transformou em uma pessoa diferente, alguém que via a realidade, acho que estava com sua verdadeira personalidade. E agora você virou... ISSO! – Jack o apontou.

–Jack isso é...

–Por que me contou tudo aquilo antes se não se importa comigo? Você se sentiu traído e tentou se juntar a mim? Explique-me o porquê de suas ações!

Claudio caminhou rapidamente até o garoto. Apoiou o corpo colocando as mãos nos braços da poltrona que Jack estava deixando seus olhos da altura dele. O jovem pode ver a face brusca de Claudio.

–Pare de me fazer perguntas!!! Se você não quer se meter em merda e sair vivo dessa droga de batalha, fique quieto! Eu prometi devolver suas memórias e cumprirei meu trato! Agora, sobre como eu ajo e o meu humor, esse assunto não cabe a você! Não se meta!!! Já tenho coisas demais para me preocupar!

–Claudio, você parece arrependido! Está bravo consigo mesmo. -O rapaz o olhava abismado. — Consigo ver isso em seus olhos.

–Huf! – ele se afastou.- Você é o que menos me conhece, mas ao mesmo tempo, sabe o que eu sinto. O que é... – ele mesmo se interrompe.

– O que?- perguntava Jack ansioso.

–Nada!- ele se levanta e volta para a janela. – Termine de se arrumar.

–O que você ia...

– Ia perguntar o que você era afinal! – ele ria deprimido. – Como se eu já não soubesse.

–O que eu sou?

–O que falei sobre perguntar?

–Mas...

–Jack, chega de besteiras e vamos falar de algo sério! Sobre Lorenzo.- Jack amarrou a cara, tinha certeza que ele ia falar mal do homem. — É mais do que certeza que eu e ele não estamos do mesmo lado. Mas, se ao lado dele você sair vivo, quero que se junte a ele quando tudo começar. — isso surpreendeu o garoto.

–Adelina pretende...

–Não pense desta forma. Mas a sua situação é muito complicada. — quando Jack foi perguntar Claudio o repreendeu com seu olhar. – Vou te dar esse colar- era um colar prata com um medalhão, ele larga nas mãos do garoto. — E se a situação complicar, colocarei um feitiço na sua máscara, para que ninguém retire, além de eu e você.

–Pela insistência do mestre?

–Dele e de outros.

–O que esse colar faz?

–Ele permite transmitir minha energia a você, sem eu estar tão próximo. Não tire ele nunca a partir de hoje, ou você pode ter aquelas crises.

–Você voltou a me tratar como antes! -Jack sorriu para ele e Claudio retribuiu com um sorriso tímido.

Notas finais
Brigada por ter lido este capítulo!^^ então o que estão achando desta parte da história que se encaminha do meio para o fim? Bem, ando pensando seriamente em fazer uma outra fanfic de KHR quando terminar essa, que seria a continuação de Céu Selvagem, já tenho as ideias e tal, só falta escrever. Se vocês gostarem do final dessa Fanfic e quiserem eu posto para vocês ^^ Adorei ter vocês como os meus leitores, adoro os comentários de vocês e realmente sentira muita falta, então seria uma forma de ficar um pouco mais com vocês ^^ Bjus ;) Até o próximo capítulo