Céu Selvagem
6 A loira, o maníaco do beisebol, o cabeça de polvo e a menina Hahi.
Notas iniciais
Haru cantarolava enquanto encostava as roupas nela diante do espelho. Não queria demorar, já que tinha apenas meia hora para se arrumar e conhecia o humor da fera que a esperava. Optou por usar um vestido salmão, de alcinhas e rendas. Prendeu o cabelo em um meio rabo charmoso e passou um pouco de blush e batom nos lábios.
Pegou sua bolsa, despediu-se dos pais e saiu rapidamente para o parquinho. Ao alcançar seu destino, surpreendeu-se por Gokudera não ter chegado. Sentou em um banco, privilegiado pela sombra da árvore e aproveitou para por seus pensamentos em ordem.
Estava curiosa para saber o motivo de o Yamamoto ter ligado do celular de Hayato e convida-la para sair, fora o detalhe de ouvir o Gokudera berrando no fundo da ligação e Yamamoto parecia correr com o celular ou algo assim. Ambos já tinham saído várias vezes, não sendo algo fora do incomum. Ela não conseguia pensar em um Gokudera ficando tímido ao ponto de pedir para o amigo ligar para ela. Haru ria apenas de imaginar. O que raios aqueles dois estavam planejando desta vez?
– Milagre, a mulher estúpida chegando antes de mim! – ele senta no banco.
–Hahi, Haru não é estúpida!
–Não importa quantas vezes negue, você sempre será a mulher estúpida.
–Gokudera-kun é um grosso!
–Sou mesmo!
–Huf! Agora explique para a Haru, por que Yamamoto-kun me ligou ao invés de Gokudera-kun fazer isso.
E assim o jovem conta toda a história para ela, fazendo Haru rir.
–Você está se tornando o cupido de todos, Gokudera-kun!
–Nem fale uma idiotice dessas!
–Hahi! Mas Gokudera é um ótimo cupido! Você dá muita sorte para os casais. Daqui a pouco você vai ser tornar “Gokudera, cupido casamenteiro”!
–Pare!!! Eu não saí de casa para ouvir merda!
Apesar de o rapaz retrucar, essas fantasias loucas de Haru a faziam rir, isso significava que ela estava superando aos poucos a situação que ambos presenciaram. De tempos em tempos Haru tinha algumas recaídas. Em parte, ele não ligava dela zoar da cara dele, era como uma forma de se redimir.
–E você está melhor?
–Sim, Haru está melhor! Haru superará tudo e será a mulher mais forte do Japão!
–Eu realmente não te entendo às vezes!
–Gokudera-kun!
–Sim?
–Você faz tudo isso pela Haru, por que se sente culpado? Haru não precisa de alguém com pena da Haru.
–Em parte eu sinto culpa, mas a outra parte, eu me preocupo com o que você possa fazer. Afinal, você é louca e estúpida.
“É incrível a habilidade de Gokudera-kun acabar com frases que são fofas e legais.” – pensa Haru.
–Mas se estou incomodando, me retiro.
–Haru não falou nada! E vamos ficar só sentados aqui?
–Aonde você quer ir?
–Hum... A Haru já sabe aonde vamos!- ela puxa Gokudera pela mão e saem correndo.
Na Itália, em uma sala da mansão, estava uma mulher de cabelos claros presos em um coque e usando óculos, sentada em uma poltrona. Observava Jack, que estava deitado em uma divã.
–Como você descreveria sua mente?
–Uma tempestade de neve.
–E por que?
–Não vejo nada atrás e a frente, perdido e sozinho.
–Hum... – ela anotava em seu bloco de notas.
–Doutora, quando vou reaver minhas memórias?
–Quando perder o medo de querer lembrar!
–Como?
–Bem Jack, a forma na qual perdeu suas memórias foi traumática para você. Inconscientemente, sua mente lembra-se de tudo. Isso se manifesta muitas vezes em forma de sonhos.
–Desde que eu acordei do acidente, eu ando tendo sonhos confusos.- a Doutora o olha por baixo dos óculos e se inclina em direção ao garoto, demonstrando muito interesse.
–Que tipo de sonhos?
Jack conseguiu sentir um interesse obscuro vindo de sua pergunta, o que lhe deixou incerto de contar a verdade, achou melhor mentir.
–Mundo de fantasia, com monstros, carros com uma tecnologia muito avançada, entre outros.
–Ah sim. – sua face demonstrava o quanto estava decepcionada com a resposta. – Pode ir Jack! Até nossa próxima sessão.
–Obrigado Doutora, até mais.
O jovem sai da sala aliviado. Aquela foi sua primeira sessão com uma psicóloga, bem, naquele momento para ele era a primeira vez. Ele sabia que Adelina queria ajuda-lo a se lembrar de, mas essa ideia dela não o agradou.
“Só quero me lembrar de como tudo era antes!” – Pensava o garoto.
Jack era o filho do chefe da família mafiosa italiana Cielo Selvaggia ou Céu Selvagem em português com uma prodígio advogada inglesa. Segundo Adelina, seus pais separam-se quando ele tinha dois anos e assim o garoto foi morar com sua mãe na Inglaterra.
Logo, seu pai casou com Adelina, na qual tiveram sua meia irmã Paola. Apesar de Jack nunca mais pisar na mansão da família, seu pai costumava visita-lo na Inglaterra e levar presentes. Mas seus pais tinham o acordo que, quando Jack completa-se dezoito anos, ele iria morar na mansão novamente para ser treinado a chefe da família. Com o acordo de que o Mestre espanhol Lorenzo, o treina-se.
Mas os planos foram para água abaixo quando o mundo da máfia entrou em conflito. Com medo do futuro da família, seu pai fora busca-lo na Inglaterra, mas quando estavam voltando, os inimigos atacaram o carro e o pai de Jack foi morto. No meio da confusão, o garoto acabou batendo a cabeça, desacordou e quando despertou no hospital dias depois, estavam sem suas memórias.
–Luto por algo que sequer me recordo. Não consigo sentir a vontade de vingança ou a tristeza de perder alguém querido!
–Jack...- alguém põe a mão em seu ombro.
–Mestre!
–Andou falando seus pensamentos em voz alta novamente.
–Eu tenho que parar com essa mania.
–De qualquer forma, não se force para lembrar. Adelina está pondo muita pressão em você.
–Ela só quer se vingar de quem tirou a pessoa que ela amava. Vingar-se da Vongola!
–Jack, a Vongola é muito poderosa! Adelina sonha muito alto.
–Mas se eu treinar e desenvolver esse meu poder, a muitas chances! Posso me equiparar ao jovem chefe logo! É como Adelina diz, nos tiraram o nosso chefe, então Cielo Selvaggia tirará o futuro chefe Vongola!- Lorenzo o observa calado- Não acredita em mim mestre?
–Acredito, mas não é isso que você quer! São apenas imposições e ambições de outra pessoa.
–Você é meu mestre, não devia falar essas coisas.
Lorenzo ri.
–Já passou pela sua cabeça que você vai ter que eliminar o décimo Vongola? Jack, você não consegue nem matar uma mosca, por causa de sua compaixão. Imagina uma pessoa! Vocês dois tem quase a mesma idade! Poderiam até serem amigos! Acha mesmo que vai conseguir?
–Se você me treinar eu consigo, mestre.
–Por que Jack?
–Porque é a única coisa que eu tenho como objetivo da minha vida.
No Japão, em Namimori.
–Então é isso que está acontecendo! – Afirma Patrícia para Yamamoto.
–Desculpa te envolver nesta situação.
–Tudo bem! Situações assim me deixam animada!!!- os olhos dela brilhavam de entusiasmo. – Pena que foi plano daquele idiota e estúpido do Gokudera-kun.
–Hahaha, ele soube fazer a jogada.
–E cadê ele?
–O fiz ter um encontro também.
–O que!? Quem??? Qual é a criatura louca de sair com aquele ser grosseiro e rude?
–Lembra-se da Haru?
–A morena que usa rabo de cavalo de outra escola? Aquela que vive grudada nele?
–Sim, bem ela.
–Então aquele idiota conseguiu conquistar uma mulher.
–Na verdade ele está a ajudando a superar algo.
–Humm... Yamamoto-kun, está se referindo ao clima estranho, que aquela garota traz quando está junto ao grupo?
–Clima estranho?
–Sim! Tsuna-kun e Kyoko-chan parecem ficar incomodados com a presença dela. Gokudera-kun age meio estranho também e não desgruda dela.
–Hehehe, você é uma boa observadora. São problemas relacionados ao amor.
–Não me diga que temos um triângulo romântico ou seria um quadrado?
–Por aí. Essa história ainda incomoda todo mundo. Se você tivesse vindo antes, ia ver que Haru era muito mais presente no grupo. Ela e Kyoko eram grudadas.
–Haru gosta de Tsuna-kun não é mesmo?- Yamamoto só pisca para Patrícia. — Mas Haru e Gokudera já eram tão amigos assim?
–Humm... todos nós somos mas.... depois que isso aconteceu, Gokudera por algum motivo se aproximou muito de Haru. Ele não me conta os detalhes, mas sei que a causa é o amor dela por Tsuna. Mas o fato é curioso. Reborn acha que talvez fosse a pedido de Tsuna que ele está fazendo isso, mas eu acho que vem dele mesmo.
–Gokudera-kun sendo gentil? Isso eu não esperava.
–Ele é uma boa pessoa.
Patrícia sorri em resposta. A jovem ainda estava um pouco perdida no grupo, mas como era totalmente sociável logo conquistou a simpatia de todos. Achava Kyoko fofa e Hana madura. Sobre Tsuna ela perguntava-se se ele sempre foi meio com a cabeça nas nuvens ou era pelo recente namoro. Ryohei ela o achava um pouco estranho por sempre usar o “extremo” ao extremo do sentido da palavra.
Sobre Gokudera e Yamamoto, ela achou ambos lindos a primeira vista. Takeshi foi o primeiro a falar com ela na sala e apresentou as garotas, sua gentileza a encantava. Já Gokudera, sua beleza foi estragada pela sua grosseria, apesar de tudo, ele a ajudou em algumas lições de matemática e à medida que via sua ações, ela estava mudando sua ideia sobre ele, e descobriu uma satisfação pessoal quando o irritava. Haru era um pouco distante para ela, a garota limitava-se a falar com Yamamoto e Gokudera.
Apesar de tudo, agradecia por tê-los conhecidos, já que temia a solidão quando chega-se ao Japão. Seu novo grupo de amigos eram um pouco loucos, mas divertidos. Adorava comer os sushis na casa de Yamamoto e fazer as lições na casa mega agitada de Tsuna, ela sinceramente se perguntava como o rapaz aguentava o Lambo. Kyoko lhe apresentou seu costume de ter o dia especial para comer bolos e Patrícia a acompanhava. O costume de Hayato de chamar Tsuna por Judaime era hilário.
E agora era aquele encontro com seis pessoas. Realmente, nunca imaginou que seu intercambio ia ser tão maravilhoso.
–Eles sumiram! – alerta o rapaz.
–Onde foram se meter? Vou ligar para a Kyoko-chan.- Yamamoto põe sua mão sobre a dela, impedindo de ligar.
–Eles são um casal, talvez se separam de propósito. Se estiverem procurando de verdade, vão ligar.
–E nós vamos fazer o que? Acho que trocarmos beijos está fora de cogitação. — ela pisca para ele.
–Hahaha!- Yamamoto coça a cabeça e ri encabulado. Patrícia tinha o dom de deixar as pessoas sem jeito.
–Nossa! Você chegou a ficar vermelho! Os japoneses são muito tímidos. – ela ria- Vamos comer bolos então?
–Vamos!
Não muito longe estava outro casal, Ryohei e Hana. A moça observava a vitrine de uma loja e o jovem está estático ao seu lado. Tentava passar em sua cabeça todo o desenrolar de hoje para descobrir porque ficaram separados do grupo. Olhava disfarçadamente para os lados e não achava nenhum amigo seu e pensava porque nenhum deles o ligava.
–Não precisa ficar tão nervoso.
–Hã?
–Você está tremendo!
–É energia ao extremo fluindo no meu corpo!!!
–Ahhh... Bem os outros sumiram, creio que faz parte do plano.
–P-p-plano?
–Ehhh, então não tem plano algum? Achei que gosta-se de mim, por isso me chamou aqui hoje. Huf! Só apenas amigos então? Vou embora. — Hana começa a andar para o lado oposto.
–ESPERA!!!HANA!!!-Ryohei grita tão alto, que fez todos pararem para ver a cena.
–Não grite!!! – Hana olhava envergonhada para os lados.- Não estou longe e nem sou surda!
–HANA, EU GOSTO DE VOCÊ!!!NAMORA COMIGO???- as pessoas em volta começam a comentar entre elas.
Era a vez de a moça ficar paralisada, esperava há algum tempo aquela pergunta, mas não daquela maneira. Ela relaxou e sorriu ao lembrar-se de quem ela estava gostando, o senhor Extremo. Hana saiu de seus pensamentos quando o público jovem começou a gritar para ela aceitar.
Caminhou até Ryohei e colocou a mão em seu ombro.
–Depois eu te bato pelo mico que está me fazendo passar. E sim, eu aceito namorar com você.
–EU CONSEGUI!!!!EU CONSEGUI!!! — Ryohei levanta Hana no colo.
–Eiiiii!!! Para com isso!!! Me coloca no chão!!! Você estava tímido há minutos atrás!
–Onii-chan conseguiu!!!- falava Kyoko feliz enquanto Tsuna estava pasmo com a cena. O casal estava no meio da multidão, foram atraídos pelos gritos de Ryohei.
“Ainda bem que não estávamos juntos!”- pensa o jovem Vongola.
–Tsuna-san, acho melhor deixa-los sozinhos agora!
–Sim, sim Kyoko-chan! Vamos indo.
– Tanto lugar para ir, justamente uma loja de bolos?- Reclamava Gokudera sentado na cadeira com o corpo estica e a cabeça virada para trás. Havia um pedaço de bolo de chocolate diante dele.
–Faz tempo que a Haru não sai com alguém no dia do bolo!
–O dia do bolo foi semana passada idiota e eu estava junto! Quer me fazer engordar?
–Gokudera-kun não vai comer seu pedaço de bolo?
–Eu já comi três que estavam enjoativos! Esse outro aí não desce!
–Então Haru vai comer ele pelo Gokudera-kun!
–Credo! Já comeu oito pedaços! Você é pequena como consegue comer tantos?
–Porque Haru ama bolos!
–Não venha chorar para mim depois que virar uma estúpida baleia gorda!
–Como sempre você não sabe tratar as pessoas, Gokudera-kun!- ele reconhecia aquela voz irritante, era a Patrícia.
–O que você faz aqui idiota?
–Apenas continuando com seu encontro manipulado!
–Onde está o décimo?
–Hahaha, acabamos nos separando.
–O que!?- Gokudera levanta e agarra o colarinho de Yamamoto, que apenas ria.
–Calma, ele deve estar com Ryohei e Hana. – Hayato bufa e larga Takeshi.- Podemos conversar lá fora? Te explico tudo- Gokudera afirma com a cabeça e ambos saem. Foi a tática para de Yamamoto para Gokudera não quebrar nada da loja.
–Hum...- Patrícia senta na cadeira onde estava o Rapaz e olha maliciosamente para Haru- Então, vocês estão namorando ou algo do tipo?
–Ehhhhh!? Haru e Gokudera-kun são amigos!
–Era brincadeira! Mas em minha opinião, você está perdendo tempo. Ele não é de se jogar fora!
–Haru não vê Gokudera-kun assim!
–Você já gosta de alg...
–O que você está fazendo no meu lugar???
–Não vejo seu nome, estupido-kun! Melhor, Bakadera-kun! Lambo tem razão em chama-lo assim!
–Calma Gokudera, tem mais lugares.
Bufando, Gokudera senta em outro lugar. Ele só fez aquela cena para impedir que Patrícia fala-se o um dos tabus da Haru: perguntar se ela gostava de alguém. Ele olhava pelo canto do olho para a loira, furioso por ter que vê-la em sua hora de descanso. Não entendia o que viam de simpático nela, era uma moça tão irritante. Gokudera pensou que tudo que vinha da Itália era para atormenta-lo, mas essa garota havia superado tudo.
Patrícia virou-se para Hayato, colocou os cotovelos na mesa e apoiou a cabeça nas mãos. Estava com um sorriso irônico no rosto e ficou assim por alguns segundo, sem desviar dos olhos verdes claros. Takeshi e Haru mal perceberam a cena, estavam conversando animadamente sobre Bolos.
–Você me odeia não é mesmo?- Patrícia praticamente cochichou, Hayato bufou como resposta. – Não acha que eles fazem um bom par? – apontava para Yamamoto e Haru.
–Não sei, são dois idiotas.
–Eu sei por que você está andando com a Haru. Mas, se quer realmente ajuda-la, deve encontrar uma nova pessoa para ela amar.
–Haru deve encontra-lo sozinha!
–Mas de nada custa um empurrãozinho.
–Você é uma intrometida e atrevida, idiota! Preocupe-se com os seus problemas!
–Gokudera-kun, já está brigando com ela de novo? – falava Haru.
–Tente relaxar!- aconselhava Yamamoto.
–Huf!
–Gokudera-kun é tão mal comigo!- falava Patrícia fazendo manha.
–Imbecil!
–Como você é grosso!
–Cala boca!
– Eles não vão parar tão cedo, não é? Hahahaha.- ria Yamamoto.
–Haru também acha!
Na Itália
–Para Baixo! Em cima. Avante!
Lorenzo estava treinando Jack ao ar livre. O garoto utilizava uma lança azul. Parecia ter um grande domínio sobre ela, era ligeiro e certeiro. Lorenzo estava com uma espada longa, com um rubi cravejado nela. Seus ataques eram precisos, fortes e rápidos quando necessários. Podiam-se ouvir o sibilar das lâminas pela mansão.
–O jovem chefe é incrível!!! – Falava Claudio, rapaz alto, loiro de olhos castanhos. Sua feição era amigável, e surpreendentemente não usava máscara. Ao seu lado, estava um rapaz baixo de capuz e mascarado, revelando apenas um sorriso surpresa. Atendia por Basílio.
–Teremos grandes chances contra a Vongola.- comentava Basílio.
–Chega, vamos descansar! –falava Lorenzo.
–Sim, mestre!
–Foram incríveis!- ambos aplaudiam.
–Claudio cadê sua máscara?- perguntava Basilio.
–Odeio essa coisa!- o loiro retira sua mascara do bolso e a olha com reprovação.
–São ordens da casa!- Claudio coloca contra sua vontade.
–Nunca perguntei sobre mas... Por que todos usam máscaras e capuz?- pergunta o Mestre Espanhol.
–Adelina falou que é para proteção!- responde Claudio.
–Proteção?
–Estão desconfiados que a um espião em nossa família! Pois o caminho que o antigo chefe percorria para ver Jack, era apenas conhecido pela família. Sempre colocamos pessoas para guardar o local, mas eles estavam...Vocês sabem. Foi adotado principalmente para proteger Jack.
–Ela realmente se preocupa muito com Jack!- comenta Lorenzo.
–Então jovem chefe, o que acha de comer algo e descansar um pouco?
–Seria ótimo!
–Siga-me, lhe prepararei o melhor lanche da Itália.
–Claudio, você sempre diz isso! – Jack ria. O mais alto acompanha ele.
Lorenzo e Basílio observam os dois entrarem na mansão.
–Descobriu alguma coisa?
–Não muito mestre! Mas investigamos a doutora como pediu.
–O que descobriram?
–Ela não é formada na área! Não a registros anteriores de trabalhar com tal atividade!
–Então ela não é uma profissional! Acho impossível Adelina não saber de tal fato!
–Está querendo dizer que a salvadora de Jack, não está agindo por pura bondade?
–Ora, o que você faria sendo a viúva de um ex-chefe, onde o herdeiro atual da posição está sem memórias e o poder está sobre suas mãos?
–Tentador!
–Adelina é humana e pode ser ambiciosa! E Jack lembrar-se dos fatos é algo perigoso neste jogo.
–Com certeza, Mestre.
–Continue investigando e avise-me de novidades!
No Japão, no dia seguinte Ryohei e Hana contam a novidade a todos.
–Ehhhhhh!!! O cabeça de Grama está namorando!?- fala Gokudera assustado. Ficou surpreso do seu plano dar certo.
–Tenho que agradecer a você ao extremo, cabeça de polvo!- Ryohei abraçar Gokudera, praticamente sufocando o rapaz.
–Me...largue...estúpido...
–Parabéns Hana!- parabeniza Patrícia.
–Estou feliz por você amiga!!!- fala Kyoko.
–É como Haru diz Gokudera-kun, você vai se tornar “Gokudera, cupido casamenteiro”! – Yamamoto, Patrícia e Tsuna riam, Hayato quase soca Takeshi por fazer passar um mico enorme na frente do seu precioso décimo.
Mais tarde, Yamamoto e Gokudera esperavam na frente do colégio por Ryohei e Tsuna, ambos estavam se despedindo das namoradas que ia ficar em uma atividade escolar.
–Nosso grupo está mudando não acha?
–Como assim maníaco do beisebol?
–Hehehe, a maturidade está chegando. Logo vamos se formar e teremos nossa vida adulta. Dois amigos nossos já estão com namoradas. É estranho.
–Eu sei! Por isso ando treinando tanto, preciso estar preparado para quando o décimo assumir a Vongola!
–Eu quero me tornar um campeão no beisebol! Hahaha.
–Não vai abandonar a família?- havia um certo medo na pergunta de Gokudera.
Yamamoto balança a cabeça em forma negativa, deixando Hayato aliviado.
–A Vongola é importante para mim.
Gokudera disfarçadamente sorri.
–Mas...você está tendo uma chance boa.
–Como assim maníaco do beisebol???
–Demoramos??? – Fala Ryohei animado, interrompendo a conversa dos dois.
–Desculpe deixar vocês esperando.
–Não precisa se desculpar décimo!
–Então hoje vamos jogar vídeo game na casa de quem?- pergunta Tsuna.
–Na minha casa!- Gokudera aponta para si com o polegar todo orgulhoso.
Na Itália
–Mestre, descobrimos algo estranho.
–O que seria?
–A um garoto escondido em uma propriedade controlada pela Cielo Selvaggia. O curioso é o seu nome. – Basilio entrega um papel a Lorenzo. Ao ler, o mestre espanhol é tomado pelo espanto.
–Claudio, prepare um carro. Vamos partir em meia hora.- Ordena Lorenzo.
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