Cárcere
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Como descrever Hera?
A irmã e esposa de Zeus, deusa do casamento, conhecida por seus ciúmes, sua agressividade e seu ímpeto de vingança, alguém tanto respeitada quanto temida pelos mortais e imortais, ou muito enganava por sua aparência ou muito iludia com suas palavras ríspidas, venenosas e atitudes disfarçadas mediante ações de terceiros. Hera era o tipo que preferia não se envolver em lutas, pelo menos não diretamente.
Mas seus olhos eram olhos de alguém que vivia submerso no rancor, oh sim. Olhos que emanavam um brilho de ódio e desprezo que o tornavam profundamente desafiantes e altamente fatais. Eles diziam: não mexa comigo, não hesitarei em me utilizar das piores artimanhas já conhecidas para lhe tirar do meu caminho. Insultavam o adversário que se iludia pela doce aparência da forma humana do ser.
Lamentavelmente, talvez pela fidelidade conjugal ser muitas vezes desprezada ou esquecida pelas pessoas, em suas relações vulgares movidas constantemente pela libido, pelos seus instintos mais primários mais do que o elo de confiança e fidelidade compartilhado pelo casal, raramente Hera era levada a sério até finalmente mostrar seu lado cruel.
Ainda sim, Arthur parecia tolo demais ou prepotente demais para, com segurança, ignorar a ameaça que sua presença poderia representar.
Deu um sorriso de escárnio e fez uma reverência impertinente antes de prosseguir com suas palavras ácidas.
"Minha doce e amável Hera, é um prazer revê-la. Espero que tenha sentido minha falta. Imagino que o mundo tenha ficado bastante maçante com a minha ausência. Mas, ah, vejo que não perdeu seu amor pelo masculino, pelo que seu cafajeste marido chama de 'homens', afinal, o que você sabe fazer de melhor é tomar a forma de um."
Hera cerrou os punhos, tentando forjar um sorriso confiante. Mas o canto de sua boca tremia.
"Hades, continua tão insolente como sempre. Por que ainda me surpreendo?" Falou em um tom de voz quieto que mais parecia um sussurro. Seus olhos capturaram de relance as figuras de Kiku e Francis, que estavam parados, apreensivos, um ao lado do outro. "E, como era de se esperar, aliando-se a essas criaturas insolentes." Murmurou. "Onde está ele? Onde está aquele insolente marido?"
Arthur deu uma risadinha abafada.
"Você não acha uma vergonha ter de perguntar pelo paradeiro dele? Humilhante, não menos. Pobre Hera, pobre Hera, é uma pena."
Arthur mal teve tempo de piscar quando se viu prensado contra a parede, uma mão segurando a gola de sua camisa enquanto outra sutilmente pressionava uma pequena faca contra o abdômen de seu adversário.
"Não mexa comigo." Sibilou em um tom que, de fato, finalmente parecia ameaçador.
Um estalo discreto chamou a atenção dos presentes no recinto, embora Hera jamais houvesse desviado totalmente a atenção de Hades.
"Opa, desculpa pelo atraso. Eu estava dando uma mãozinha ali numa guerra quando senti a doce atmosfera de ódio que conheço bem emanando de algum lugar."
"Gilbert, seu estúpido, está atrasado."
"Minha doce Hera, perdoe-me." Disse com devoção. "Posso perguntar o porquê dessa forma hm... Provocante? Não me leve a mal, você está adorável, mas quase não parece com você."
"Isso não importa, importa?"
"Nah, não. É só que... Você sabe como acho essa sua forma uma gracinha e tudo mais... Mas... Como é o seu nome mesmo?"
Francis e Kiku trocaram olhares de significativa simpatia com Ares.
"Boa pergunta, tão insignificante que nem seu aliado lembra. Aproveita, Hera, e me lembra também. Não agüento mais ter que cuspir esse seu nome tão sem graça."
Hera rolou os olhos, prontamente ignorando o desafio de Arthur. Dado comportamento fez com que um involuntário estremecimento do loiro lhe passasse completamente despercebido.
"Eu não acredito que você esqueceu!"
Gilbert deu de ombros e se desculpou em silêncio.
"É Matthew! MAT-THEW! E eu juro por Zeus que se você esquecer outra vez..."
Gilbert fez um 'o' com a boca e seus olhos pareciam sorrir. De fato, não passou mais do que alguns segundos para que um sorriso meio sádico se desenhasse em seus lábios.
"Matthew." Disse ele, lambendo o lábio superior. Então deu uma risadinha, que se transformou em uma gargalhada sem controle. Francis e Kiku engoliram seco e olharam na direção onde estava Arthur. Ou pelo menos, na direção onde ele deveria estar.
Matthew percebeu que Arthur já não mais estava à sua frente. Alarmado, virou-se em várias direções – inicialmente para o descontrolado Gilbert, logo depois para os apreensivos Francis e Kiku – e nada de Arthur.
Kiku meneou negativamente a cabeça. Péssima estratégia.
Os olhos azuis de Matthew transbordavam ódio. Ele gritou de raiva, cravando sua faca na parede.
"Onde está você, seu covarde? Você me chama aqui e depois foge, é isso?"
Silêncio.
"Hades, seu covarde! Volte aqui!"
O ambiente no recito ficou gélido, como se o ar frio do outono estivesse preso entre aquelas paredes e se pode jurar que as luzes ficaram mais fracas.
Não me leve a mal, Matthew, mas recebi um chamado urgente do submundo. Parece que alguém andou fazendo muita bagunça por aqui enquanto estive ausente. O tom de Hades era verdadeiramente irritado. Mas para provar que teremos um encontro produtivo no futuro, deixo Francis e Kiku como garantia.
E como se nada tivesse acontecido, o ambiente voltou ao normal.
"O QUÊ?" Francis sobressaltou-se enquanto Kiku somente suspirou, resignado.
"Eu sabia."
"Sabia o quê? Que ele iria nos deixar para trás e nos trair dessa forma?" Perguntou exasperada a personificação da deusa do amor.
"Ele não nos traiu exatamente. Na verdade, ele nos deixou como prova de que está disposto a enfrentar uma possível batalha. Somos a garantia dessa pretensão diante da ausência dele. Em outros termos..." Kiku olhou para os vários deuses que haviam se materializado na sala e que agora cercavam a ele e seu aliado, deixando-os sem quaisquer meios de fuga.
"Somos oficialmente prisioneiros de Hera... E por tempo indeterminado."
USUK
"Onde está ele?" Os olhos semicerrados de Arthur iam de Perséfone para Hermes e de volta para aquela. Ambos de lado a lado, em frente ao trono de Hades. "Onde. Está. Ele?"
Hermes rolou os olhos e cruzou os braços.
"Bagunçando por aí, droga! Não é como se nós tivéssemos algum poder sobre esse bastardo idiota. Se soubéssemos exatamente, não teríamos lhe chamado na primeira oportunidade, não acha? Tch."
Perséfone suspirou, passando a mão pelos longos cabelos um tanto desconfortável.
"Fui informada que ele andou brincando com o Cérbero, querido. E a última vez que foi visto, estava com Heracles no Campo dos Elísios."
"Esse idiota." Arthur grunhiu, massageando as têmporas. "Ok, lido com ele daqui a pouco, quando minha cabeça parar de latejar... Agora, me diga Lovino, o que você faz aqui?"
"Ora o quê! Não é óbvio, bastardo? Aquele idiota do Zeus passou tanto tempo desaparecido do Olimpo que as mensagens acumularam. Já perdi semanas procurando esse inútil aqui embaixo e mal consigo falar com ele antes de ele inventar de fugir. Além do mais, alguém precisa trazer essas almas estúpidas pra cá!"
Arthur encarou Lovino, pensativo.
"Entendo." Disse em tom calmo. "Ouça, Lovino, eu preciso de um favor seu."
"Tch. Como se eu já não tivesse uma lista deles. Eu devia escrever um livro sobre esses favores."
Arthur prontamente ignorou o comentário.
"Não volte ao Olimpo até que eu o mande fazer."
"O quê? Você está brincando comigo?"
Arthur estalou os dedos e dois sujeitos imediatamente surgiram de um canto do recinto. A garota e o garoto, ambos loiros com olhos claros, com expressões indiferentes no rosto, cercaram Lovino, segurando-o com firmeza cada um por um braço. Ele tentou se debater, mas a força sobre-humana das criaturas tratou de contê-lo.
"D-droga."
"Estou falando sério. Se eles souberem onde você está, provavelmente o farão prisioneiro. Ou pior, o forçarão a me espionar. Sei muito bem o poder de persuasão de Poseidon sobre você, por isso não posso permitir que você transite entre o Olimpo e o submundo com essa liberdade."
Lovino corou violentamente, parecendo consternado.
"O qu... O que... E-Eu não tenho nada com esse idiota, droga!"
"É, é, sei." Arthur sacudiu a mão, desinteressado. "Mas não posso me arriscar, você sabe, a chamar a atenção de Hera antes do tempo".
"Bastardo. Se você quer evitar seus inimigos, por que os invoca sem parar?"
"Força do hábito." Ponderou. "Mas é indiferente. Mesmo que eu diga seus nomes verdadeiros, eles não podem adentrar meus domínios. E essa é a razão pela qual ainda não calei essa sua boca."
Lovino começou a se sentir fraco e sonolento, sentindo que perdia lentamente as forças de resistir. Sua respiração começou a parecer ofegante.
"I-idiota... O que você está fazendo comigo?"
"Não vou prendê-lo, não faz parte do meu atual código de conduta. Contudo, já que não posso permitir que você escape, apenas o enfraqueci temporariamente."
Arthur fez um leve gesto com a cabeça e os sujeitos largaram Lovino, que caiu de joelhos no chão.
"Tch. Idiota."
"Você está livre para vagar pelo submundo conforme desejar. Prometo que voltará ao normal em menos de um dia. Mei..."
"Sim?" Perséfone adiantou-se para o lado do marido.
"Cuide bem do nosso hóspede. Tenho assuntos a tratar com certo senhor dos deuses. Ah e, Mei..."
"Sim?"
"Sua mãe está proibida de vir aqui. Não espere por ela hoje."
USUK
Arthur caminhava por entre os campos verdes e floridos, sentindo o que parecia ser uma brisa de primavera acariciar seu rosto. As pessoas conversavam animadamente, cumprimentando-o quando passava. Arthur limitava-se a acenar com a cabeça, com o canto da boca tentando se curvar em um sorriso, mas falhando em tal. Por ser o senhor do submundo, a última coisa que ele precisaria seria parar para pedir informações, pelo contrário: ele sabia exatamente aonde ir para encontrar o infeliz que procurava.
Arthur percebeu a silhueta de Heracles, sentado sob uma amoreira e de alguém sentado ao seu lado. O loiro parou exatamente a frente dos dois mencionados. Heracles, meio sonolento, olhou para o recém-chegado e deu um pequeno sorriso, levantando-se sem qualquer pressa, como se cada movimento seu fosse visto em câmera lenta.
"Deixarei vocês a sós." Disse em um tom de voz calmo. Arthur acenou com a cabeça, sem olhar para Heracles e esperou até que ele se afastasse para falar.
"É muito mal educado não cumprimentar o dono da casa quando ele chega, sabia?"
O outro sorriu de forma travessa.
"Whoa, se eu soubesse que o lorde queria uma festinha, teria providenciado os chapeuzinhos de papel."
Arthur deu um sorriso.
"Hm. Não me lembro de ver esse senso de humor quando você é contrariado no Olimpo. Devo informar nosso querido irmão sobre a mudança de paradigmas? Poseidon adoraria saber disso."
O sorriso de Alfred se desfez enquanto trocado por um cenho franzido e um bico infantil.
"Não é engraçado, Artie."
"Eu não me lembro de haver dado permissão para ser chamado de 'Artie'." Cruzou os braços, levemente irritado.
"Artie Artie Artie Artie Artie..."
"Cala a boca, seu estúpido. O que você está fazendo aqui, afinal? Está com medinho do Mattie?"
"Ha, como se eu tivesse medo dele. Ele é inofensivo."
Arthur arqueou a sobrancelha.
"Pelo que eu me lembre, da última vez ele quase te mandou para o mundo humano. Ah, mas ele conseguiu fazer isso comigo, veja só. E ainda teria me feito desaparecer, não fosse a intervenção de Kiku. Alguém que eu considere inofensivo nem de longe seria capaz de deixar o Todo-Poderoso Zeus em migalhas, implorando e dizendo que morreria se tivesse que fazer aquilo e chorando pela perda do irmãozinho."
O bico infantil voltou ao rosto de Alfred, ao mesmo tempo em que Arthur tinha um sorriso satisfeito no rosto.
"Ok, já entendi."
Arthur sentou-se ao lado de Alfred e descansou a cabeça em seu ombro. Passou a mão sobre a grama verde e fresca e arrancou um tufo, levando-o ao nariz para sentir o cheiro remanescente daquela natureza um tanto quanto peculiar. Pequenos gestos que o tranquilizavam, esse era um. Fechou os olhos e suspirou pesadamente, como se o ar expelido o aliviasse de toda a pressão de séculos. A mão de Alfred discretamente procurou a de Arthur e a enlaçou, enquanto ele admirava a expressão tranquila do amante.
"Senti sua falta." Sussurrou no ouvido do menor, recebendo um leve grunhido como resposta. Após um curto silêncio do qual Alfred ainda esperava alguma resposta mais concisa, ele tornou a falar.
"O quê? Você não sentiu a minha falta?"
"Mas é claro que sim, seu idiota."
Um sorriso satisfeito se desenhou no rosto de Alfred enquanto ele se deixava entregar àquele sentimento pacífico e encostava a cabeça na do amante. Começou a cantarolar baixinho
Irrompa e incendeie
De um canto a outro com o fogo do inferno
Arthur, ainda de olhos fechados, sorriu, reconhecendo os versos iniciais de sua melodia favorita. Não percebeu exatamente quando sua voz começou a acompanhar a do amante, mas isso tampouco importava.
Não deixe nenhum vestígio
Queime inclusive suas almas
Alfred se ajeitou, afastando o amante de seu ombro para ficar cara a cara com ele. A essa altura, ele preferiu deixar que Arthur terminasse de cantar sozinho, acompanhando a melodia apenas com o movimento da boca.
Irrompa e incendeie
Responda o meu chamado agora mesmo
Queime todos esses tolos
Com uma chama carmesim.
Arthur deu uma risadinha.
"Havia necessidade disso? Eu estou aqui ao seu lado."
Alfred sorriu de volta e acariciou-lhe as bochechas ternamente.
"Apesar de assustadora, essa melodia me deixa a certeza de que você sempre estará lá enquanto eu souber cantá-la."
Arthur enrubesceu e sibilou alguma coisa inaudível para o outro. Testa a testa, mãos entrelaçadas, ambos sentiam que cada vez mais suas respirações quentes pareciam se chocar uma com a outra. Respirar é uma conveniência bem vinda, às vezes. Talvez seja um gesto que, em alguns momentos, dispense palavras. Alguns longos minutos após fecharem os olhos, suas respirações se tornaram ofegantes.
"Arthur..."
"Eu sei."
USUK
Beijavam-se com algum desespero, enquanto Alfred carregava Arthur, atracado ao seu corpo, até a cama. Eles não sabiam exatamente quando – nem como – chegaram ao palácio de Hades tão rápido, mas isso tampouco importava. Alfred apenas se preocupava em explorar cada centímetro da boca do amante, ora provocando uma guerra de línguas, ora mordiscando e abusando de seus lábios, querendo vê-los inchados e avermelhados.
Ele empurrou Arthur na cama e passou a dar atenção para o seu pescoço.
Mordiscava a pele alva deixando marcas avermelhadas em várias partes do pescoço do amante. Arthur, por sua vez, esfregava ambos os corpos – que, em algum momento, haviam se visto livres de parte de suas roupas – com urgência, gerando um atrito agradável, mas perigoso.
"Você é tão lindo, tão lindo." Alfred lambeu os lábios com lascívia enquanto os olhos percorriam o torso desnudo do parceiro. "Eu vou tê-lo só para mim, com tanta paixão que você não vai esquecer nunca."
"Pare de falar besteiras, você sempre diz a mesma coisa e... ahhh... Sempre dá um jeito de colocar mais paixão no meio."
Alfred deu uma risadinha enquanto já transferira atenção aos mamilos de Arthur, mordendo e lambendo um enquanto suas mãos brincavam com o outro, sem qualquer receio de abusar deles. Arthur arqueava-se sob o amante, suas pernas ainda enlaçadas no corpo dele. Quanto mais suas mãos, agarradas aos cabelos loiros do outro, tentavam lhe puxar e afastá-lo daquele ponto sensível, mais o gesto empolgava Alfred, que contra-atacava ainda mais incisivo.
"Ahhh, Alfred..."
As mãos do maior estavam ambas segurando os quadris de Arthur com força, como se o gesto buscasse repassar o sentimento de possessão que se apoderava de Alfred a medida que ele recordava a sensação de dominar o corpo e mente de Arthur. O prazer da dominância sempre tentou Alfred, sempre.
Traçando beijos pelo abdômen de Arthur, Alfred chegou finalmente na considerável proeminência ainda escondida pelo que restava de roupas humanas que Arthur ainda usava. Alfred considerou aquele mundo humano remanescente em Arthur verdadeiramente irritante. Irritante, tão irritante.
"Eu vou... Hn... Me livrar dessa roupa sua ridícula." Grunhiu Alfred, tentando desabotoar a calça.
Arthur deu uma risadinha ante a dificuldade do amante.
"Idiota, não é tão complicado. Veja, deixe-me ajudá-lo."
Arthur ajoelhou-se na cama e com uma mão empurrou Alfred até vê-lo, em uma espécie de câmera lenta, deitar nela. Arthur sentou-se sobre a barriga de Alfred e levou a mão ao botão de sua calça, seus dedos brincando com o objeto e buscando esbarrar em sua própria ereção, sempre que possível. Sua outra mão brincava com a excitação já bem exposta de Alfred.
"Então, você desabotoa a roupa assim." Arthur levantou-se e se livrou da peça. "E..." tornou a ficar sobre o amante, suas mãos agora prendendo os pulsos de Alfred um pouco acima de sua cabeça. Deu um leve beijo em seus lábios e se dedicou ao seu pescoço, ao mesmo tempo em que tratava de friccionar ambos os membros. "Começa o show."
Alfred não soube muito bem quando perdeu o controle. Se quando Arthur, com uma liberdade que poucos se atreviam a presenciar, usou a boca para brincar com sua excitação, ou se quando ele o tentou, esfregando ambos os corpos das formas menos ortodoxas possíveis, ou se quando, provocante, teimou em permitir que sua ereção apenas roçasse com aquele orifício tão desejado por aquele que as pessoas denominavam o senhor dos deuses.
O fato é que Alfred perdeu o controle e puxou o corpo de Arthur, que ainda brincava tentadoramente com ele, todo para baixo, forçando seu membro a desbravar o corpo do amante sem nenhuma cerimônia. Arthur, por sua vez, emitiu um gemido tão alto que tanto expressava dor, quanto um prazer que somente ele poderia entender.
Alfred sentiu o corpo de Arthur se ajustar ao seu e não esperou muito para começar a se movimentar para dentro e para fora, enterrando-se ainda mais no amante a cada estocada enquanto ouvia seus gemidos descompassados, ora buscando formar seu nome, ora simplesmente um monte de palavras incompreensíveis.
Chegaram ao clímax praticamente juntos, enquanto entrelaçavam as mãos com força e gritavam um o nome do outro.
E eles fariam amor apaixonado mais duas vezes naquela noite.
"Por que você não me chamou mais cedo?" Perguntou Arthur em um tom quieto. Alfred o abraçava por trás e brincava com o seu cabelo.
Por Arthur estar de olhos fechados, ele não pôde ver que Alfred mordia o lábio inferior. Como uma criança pega em flagrante no erro.
"Sobre isso, Artie... Eu preciso te contar uma coisa."
Arthur se virou, meio bruscamente, e finalmente fixou o olhar em Alfred.
"O. Que. Você. Fez?"
Notas finais
Agora que muita coisa já foi revelada, vou explanar alguns pontos relativos ao enredo.
Pela lógica, eu deveria fazer o Arthur como Poseidon, mas na minha ideia original o Hades e o Zeus teriam uma tensão sexual mal resolvida estilo Arthur e Alfred mente doentia, não perguntem e em prol dessa mente alterei as coisas. Me aproveitei do 'ocultismo' do Arthur para associá-lo ao deus dos mortos (e o fato de ele dar cidadania a fantasmas, só dizendo) e se eu fosse seguir à risca toda a onda, colocava o Matthew como Hades só porque Hades significa "o invisível" RIARIARIA (mas a passivo-atividade do Matt até que não caiu tão mal na minha Hera, meh).
Então, é, joguem a lógica no lixo.
Por fim, personagens que apareceram no capítulo: Taiwan (Mei - Perséfone), Heracles (Grécia), os dois estranhos sem qualquer descrição interessante que apareceram em algum ponto aleatório do capítulo pretendiam ser a Bélgica e o Holanda. Mas da feita que eles não terão um papel muito ativo, acho que não faz muita diferença.
A música que o Alfred começou a cantarolar é a canção que o Artie canta enquanto assava marshmallow, se chama Akuma wo Yobisouna. Obviamente, traduzida porcamente para o português.
Reviews são bem vindas.
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