Cálculo

1 Oneshot.


Notas iniciais
Aqui está, nee. Espero que agrade ~

Eu tentava manter toda a minha atenção no livro de Calculo II aberto na minha frente. Só tentava, porque bem, Uruha estava sentado do outro lado da mesa da sala de jantar. Já era difícil de eu estudar normalmente, e com uma distração loira feito aquela por perto, então...

O loiro em questão mexia fervorosamente um sache de chá em sua caneca, tentando não demonstrar o quanto a situação atual estava lhe incomodando.

- Nee Yuu, chega disso, — indicou meus livros com os olhos, com o uma expressão de irritação absurdamente meiga no rosto. – não acha?

Fechei o livro, marcando a página com um dedo. Se um dia Kouyou descobrisse o quanto eu gostava de vê-lo daquela maneira, levaria um murro no meio da cara.

- Desculpa Uru, — respondi, deixando de lado por um instante aquela quantidade absurda de números e contas que minha mente estava processando, fitando-o com um pequeno sorriso sem-graça. – é que o semestre já está acabando, e eu preciso fechar bem.

Bufou, fazendo um biquinho que me fez ter vontade de largar aquela parafernália toda, mandar a faculdade à merda e agarrá-lo ali mesmo.

- É bem feito mesmo. –resmungou. – Ninguém mandou deixar pra estudar agora, de última hora, seu idiota.

- Nossa Kou, — falei, pondo a mão no peito, fingindo estar ofendidíssimo. – assim você parte o meu pobre coração.

Ele me encarou, ainda com a feição irritada. Dei um pequeno sorriso, e depois de alguns instantes ele retribuiu, voltando a entreter-se com seu chá. Eu sei que é noite de sexta-feira e que não tem nada mais broxante do que passar ela estudando cálculo, mas eu passei quase que o semestre inteiro levando o curso nas coxas e agora tinha que correr atrás pra não repetir nessa cadeira. E deixem-me dizer uma coisa:

Cálculo II é uma merda.

Eu podia sentir os olhos de Kouyou em mim, me devorando e despindo sem dó. Podia sentir a malícia em seus olhos e não precisava olhá-lo para saber que ele devia estar me analisando com um sorriso digno de um maníaco sexual, — coisa que ele sempre fazia. Tratei de manter o foco. Isso Yuu, não pense no loiro gostoso sentado a menos de um metro de distância, não pense em como ele está gostoso com aquela calça cheia de rasgos nas coxas, não pense naqueles lábios cheinhos e rosados e em como você quer deixá-los inchados de tantos beijos, pense apenas na boa e velha matemática. Pense na boa e velha matemática.

De repente, todo o peso de seus olhos que eu sentia se dissipou. Ergui os olhos e ele não estava mais sentado na mesa. Olhei ao redor, procurando-o, sem sucesso; talvez tivesse ido pegar alguma coisa na cozinha. Suspirei, tratando de voltar a estudar, embora meus passamentos acabassem se deslocando para Kouyou, sempre. Cálculo, coxas do Kouyou. Cálculo, lábios do Kouyou. Cálculo, Kouyou gemendo meu nome. Estava virando covardia, já.

- Que tal parar de pensar no que não deve e se concentrar em estudar, Yuu? – sussurrou, e senti espasmos percorrerem minhas costas. Olhei ao redor; não estava naquele cômodo, e mesmo assim sua voz parecia tão próxima. Chamei por ele, perguntando onde estava. Riu de maneira sedutora em resposta. – Mais perto do que você imagina.

E então eu descobri. Descobri porque senti algo tocar a parte interna da minha coxa, mordiscando-a de leve. Dei um pulo na cadeira, quase fazendo com que Kouyou batesse a cabeça na mesa, de susto. Ele sorriu, perverso, por entre minhas pernas.

- No que você estava pensando, hein? – sibilou, percorrendo a região da minha virilha com os lábios. – Está animadinho demais pra alguém que estava só estudando Cálculo II. –feito isso, seus lábios tocaram no volume que se destacava em minhas calças, quase me fazendo gritar. Olhei para Kouyou e ele me encarava de um modo que por hide, poderia me ter feito gozar cinco vezes seguidas, só de ver.

- Kouyou, s... – falei, com a voz tremendo. Estava tentando guardar um pouco de sanidade que fosse. – Saía já daí...

Ele me encarou com os olhos carregados de luxuria enquanto roçava sua respiração em minha virilha, me provocando. Suas unhas arranhavam minhas coxas então não era como se eu pudesse controlar a ereção que estava se formando. Com Kouyou, eu ficava duro por qualquer, – qualquer­ – coisinha. E ele sabia disso. Sabia do efeito que provocava sobre mim e meu corpo. E se aproveitava disso sem nem pensar duas vezes.

- Estou muito bem aqui, Yuu. – ronronou, distribuindo beijinhos na minha cintura, mordendo de leve às vezes. Maldito, maldito, maldito. Percebeu que eu tentava controlar os gemidos, e então continuou. – E não acho que você quer que eu pare.

Eu realmente não queria que ele parasse. Eu queria era jogar aquela mesa para longe e tê-lo nem que fosse no chão da mesa da sala. Eu queria era morder aqueles lábios até que ficassem roxos. Eu queria queimar com Kouyou até que ele pedisse arrego. E se ele continuasse me provocando desse jeito eu iria é querer agarrá-lo pelos cabelos.

- Kou, eu preciso estudar, sério… — resmunguei, com um gemido atravessado na garganta, sentindo espasmos de calor percorrem meu corpo enquanto seus lábios marcavam todo e qualquer pedaço de pele. Suas unhas passeavam pela minha virilha e por um segundo desejei que Kouyou não fosse tão gostoso assim.

Ele me encarou por alguns instantes, com um longo suspiro.

- Certo, então. – colocou as mãos nos joelhos, dando-se por vencido. Brincou com os rasgos em suas calças e levantou depois de uns segundos, de cara amarrada. – Fiquei aí com seus livros, Shiroyama.

Filho da puta; não podia fazer com que eu me sentisse culpado daquela maneira e deixar um assunto – por assunto se entende ereção – pendente.

- Espera, Uru. – falei, segurando sua mão e puxando-o de volta com um pouco mais de força do que o calculado, de modo que Kouyou perdeu o equilibrio e acabou sentado no meu colo, de frente para mim, seus olhos na altura dos meus. Sorriu, — um daqueles sorrisos que poderiam me fazer gozar só de ver – e tocou seus lábios róseos e cheinhos no meu ouvido.

- Mudou de ideia, é, — mordiscou o lóbulo da minha orelha, fazendo com que eu me arrepiasse todo. – Shiro-danna? – essa parte ele praticamente gemeu no meu ouvido.

Baixaria. Isso aí já era muita baixaria da parte dele. Primeiro, maníaco sexual, depois, coitadinho, e agora, maníaco sexual outra vez. Kouyou era de fato um bom ator, — e ironicamente logo se formaria no curso de artes cênicas.

A verdade é que eu ainda não sei o que me fez gemer. Não sei se foi pelo mordiscão, pelo apelido que Kouyou sabia que simplesmente me enrijecia todo só de ouvir, pela forma como ele o pronunciou, pelo contato de seus lábios na minha pele, pela malicia em seus olhos ou pelo fato de ele estar se mexendo todo no meu colo, visivelmente me provocando. Talvez seja por tudo isso junto, não sei. Na hora eu estava tão atordoado que não sabia de mais nada.

Rendendo-me às carícias de Kouyou, procurei seus lábios, e antes que pudesse uní-los aos meus, ele virou o rosto, esquivando-se. O encarei de forma confusa, com um ponto de interrogação no lugar da cara.

- Nada disso. – sibilou, acenando negativamente com a cabeça enquanto sorria e me arranhava de leve. – Você precisa estudar, não é, Shiro-danna? – deslizou pelo meu colo, lentamente. – Você não tem tempo pra isso… — beijou a extensão do meu pescoço, deixando uma bela marca em seguida. – Nem para isso… — falou quase gemendo enquanto mordia meu queixo, para em seguida percorrer grande parte da extensão do meu peito nu com beijos e mordidas. — … Pra isso também não… — já havia descido de meu colo, e agora tocava seus lábios no cós da minha calça. O volume presente nesta estava bem visível, de modo que Kouyou sorriu satisfeito ao ver como meu corpo reagia. — … E pra isso nem se fala, então… — então eu gritei. Gritei de alto de um modo tão insano que temi que os vizinhos resolvessem chamar a polícia, achando que eu estava morrendo ou algo assim. O loiro mordia e beijava meu membro desperto por cima da calça, sem um pingo de dó, chegava a latejar. Enquanto isso eu me debatia na cadeira, desesperado. Desgraçado, tinha me prendido em sua teia outra vez. – E isso aqui… — levantou-se subitamente, ficando parado de frente para mim por alguns instantes, e a única coisa que eu via eram aquelas coxas. -… Isso aqui você também não quer, né? – abaixou-se um pouco, puxando meu rosto pelo queixo e roçando a ponta de seu nariz no meu, seus lábios brincando perto dos meus, roçando-os, e eu teria um orgasmo com apenas um beijo, naquele ritmo. Lambeu o piercing no canto do meu lábio e soltou meu rosto. – Você não quer nada disso. – repetiu, sorrindo de modo malicioso. Voltou à aproximar seus lábios do meu ouvido. – Você precisa estudar, Shiro-danna. – completou, gemendo meu apelido antes de sorrir outra vez e deixar a sala, de modo que eu fiquei ali, sentado naquela cadeira, perplexo e duro. Filho da puta. Não podia me deixar sozinho desse jeito.

Agora éramos apenas eu, meus livros, o Mt. Fuji desperto e Cálculo II. Eu tinha a paz que tanto necessitava para poder estudar. Suspirei, olhando o volume em minhas pernas. Levantei, derrubando a cadeira, e saí correndo para o quarto. Atrás dele.

~ Le Fim ~

Notas finais
Obrigada por ler, etc. Reviews são sempre bem-vindos, hm. /apanha
See ya ~
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!