Cygnus - Fallen
24 Família e Serpentes sendo Serpentes
Notas iniciais
Família
Cheguei no Largo Grimmauld. Olhei a casa vazia e corri para meu quarto. Larguei o Cajado e me deitei. Estava tão cansado... Mas daquela vez eu não me deixaria ficar. Eu ficaria no máximo uma semana e no dia seguinte ao casamento de Virgo, eu iria embora.
A aquela altura do campeonato, todos já deveriam saber que eu era um Algoz. Era uma matemática muito simples. Escondi o Cajado no Largo Grimmauld, no quarto de Régulus. Mas cometi o grave erro de não deixá-lo trancado na caixa anti-magia...
Voltei para a Mansão Malfoy, sentindo um frio na barriga.
– Você voltou! – gritou Virgo.
– Não achou que eu perderia seu casamento, né? – perguntei beijando minha irmã na testa.
Virgo estava exultante. Fiquei com ela um pouco, perguntando sobre o trabalho e a vida. Ela falava pelos cotovelos, como sempre.
No final da tarde, meu pai chegou do trabalho e olhou pra mim. Ele sorriu um sorriso raro e feliz e correu para me abraçar.
– Meu Deus, Cygnus... Por que você precisa sumir?
– Eu sei... Desculpe. – disse o abraçando.
– Vamos. Vamos beber para comemorar. – riu ele contente.
Bebemos um pouco e então minha mãe chegou do trabalho. Ela me bateu um pouco, mas então me encheu de beijos e lágrimas de alegria.
Minutos depois Scorpius apareceu, com o uniforme de treino.
– Então você voltou mesmo! – riu ele.
– Olá, maninho.
Ele sorriu e pulou em cima de mim.
– Seu idiota! Nunca mais some desse jeito! – rosnou ele.
– Scorpius... você me acertou com o joelho nas bo...
– Ah, não é como se você estivesse usando isso ai, não é? – perguntou ele me abraçando ao redor do pescoço com o braço forte, para bagunçar meus cabelos. Tinha muitos anos que ele não fazia aquilo e eu não senti falta. – Por onde andou?
– Brasil. – menti – Não quis ficar na Europa... Não com a guerra.
– Ainda bem que tem juízo! – disse minha mãe, que se recusava a soltar minha mão. – Teve até um auror idiota querendo saber de você. Eu disse que nenhum filho meu estaria lutando ao lado do Sinistro.
– Eu não lutei ao lado dele. Não se preocupe. – Claro que não... eu ERA o Sinistro. – Mas estou preocupado... a influência dele está cada vez mais perto daqui...
– Mas nunca vai chegar de verdade. – disse meu pai tranquilamente – Lorde Voldemort deixou uma ferida profunda demais em nós. Ninguém quer as ideias dele. É uma minoria muito ínfima que apoiam as ideias desse tal de Sinistro e mesmo que ele apareça aqui, convocando gente, essa minoria não escolheria lutar.
Havia sabedoria naquelas palavras... Então talvez fosse melhor simplesmente parar no continente. Eu já tinha dominado lugares o suficiente. Talvez fosse o momento de abandonar a minha máscara. Eu já tinha feito o suficiente.
– Tem razão. – murmurei calmamente.
– Mas não vamos falar de guerras. – disse meu pai, parecendo simplesmente feliz. Ele se sentou ao meu lado e beijou Virgo na testa – Até sua irmã caçula está pra casar. Quando vai chegar sua vez?
– Em breve. – respondi.
– Não pretende desaparecer novamente, né? – ralhou minha mãe.
Fingi um sorriso constrangido.
– Pretendo.
– E por que? – perguntou Virgo, com censura.
– Porque... estou apaixonado. – disse calmamente. Todos me olharam surpresos – Eu a conheci no Brasil... Ana Paz. Sangue puro. – adicionei olhando pro meu pai e para Virgo – Eu a convidei pra vir, mas ela não quis... Estamos indo devagar... sabe como é...
– Finalmente, ele esqueceu Lílian Potter. – riu Scorpius. Foi como levar um soco no estômago.
– É... – concordei tentando manter meu sorriso. – Eu vou ficar uma semana e então volto para o Brasil, tentar convencê-la a vir pra cá...
Eu poderia mentir a noite toda sobre meu romance inventado, mas nosso elfo apareceu.
– Mestre Draco... Há aurores lá fora, querendo falar com Cygnus... Harry Potter está com eles.
Meu pai se levantou parecendo zangado.
– Por que tem aurores querendo falar com você? – perguntou Scorpius. Dei de ombros, me fazendo de confuso.
– Deixe-os entrar. Não tenho nada a esconder. – disse simplesmente.
Dois minutos depois os aurores apareceram. Harry olhou para mim com a expressão fechada, mas eu tentei parecer meramente curioso.
– Senhor Malfoy. – cumprimentou o primeiro auror. – Pode dizer onde esteve nos últimos meses.
– Não. – respondi – Minha mãe e minha irmã estão aqui, cara. – disse com deboche. Meu pai me olhou com um sorrisinho, mas tossiu e disfarçou quando minha mãe o olhou feio. Virgo se levantou, parecendo a imperatriz do mundo.
– Desculpem. Vocês vão acusar meu irmão de alguma coisa?
– Harry, do que se trata isso? – perguntou minha mãe.
– Cygnus está sendo acusado de torturar um trouxa até a insanidade. – explicou Harry. Eu dei um sorrisinho. Só um? Estava até no lucro...
– E por que eu faria isso? – perguntei arqueando as sobrancelhas.
O auror jogou um jornal em cima de mim.
– Por conta disso. – respondeu ele. Olhei o jornal e meu estômago revirou. Era uma foto do meu casamento. Um jornal Albanês. – Esse homem foi encontrado completamente demente há meses atrás. Tentamos localizar você, mas você tem um talento impressionante em desaparecer, Sr. Malfoy.
– Eu insisto que Cygnus não foi responsável por isso, Payne. – disse Harry para o auror que vinha com ele.
– Eu não torturei esse homem. – eu disse – O Sinistro fez. Ele quis me recrutar para o grupinho dele, mas eu não concordei. Eu fiz alguma fama em torneios por ai. – disse sem conseguir tirar os olhos do jornal – Mas o Sinistro não gosta de ouvir um “não” como resposta. Eu não estive escondido por um acaso.
– O Sinistro esteve atrás de você, mas não te pegou? – perguntou o tal Payne, descrente. Senti minha família me olhar, chocada.
– Eu nunca disse que não pegou. – respondi – Eu estaria morto se não fosse por Katarina Avery. – disse calmamente. Katarina era a única dos meus Algozes que tinha a identidade conhecida – Ela me salvou e me ajudou a voltar pra casa, como um último sinal de nossa antiga amizade. Mas eu cheguei em casa completamente destruído... o Sinistro é... Um homem louco, mas impressionante.
Payne me olhava desconfiado.
– Eu não acredito em você, moleque.
– Você vai me prender? – perguntei com descaso – Eu disse que não torturei esse maldito. Mas não vou dizer que fiquei triste por ele.
– Por que o Sinistro fez isso? – perguntou o terceiro auror, que estivera calado até o momento.
– Eu não sei. Por que ele tem feito toda aquela chacina? – perguntei – Eu não sou um Algoz. Eu não torturei esse homem, mas eu digo. Tudo o que tiverem feito para ele, foi pouco. Ele atirou na minha mulher, que estava grávida, porque alguém pagou a ele dez galeões para fazer isso. Eu queria ter acabado com o desgraçado, mas... eu estava chocado demais. Katarina, essa minha amiga, o levou embora e eu fui fazer o funeral de Dominique. – eu soltei um suspiro – E foi isso.
– Eu não acredito em você, Malfoy. – rosnou Payne.
Mas meu pai não gostou do tom dele.
– Não dou a mínima se acreditou ou não. No lugar de investigar a morte de Dominique Weasley está perdendo tempo com um trouxa? E ainda vem acusar meu filho de estar envolvido com isso?
– Nós recebemos uma informação, de que o Ministro executado mentiu a idade do Sinistro. – disse Payne. – Ele tem a sua idade, senhor Cygnus.
– Oh... Então eu sou o Sinistro... – disse sorrindo — Você me pegou, Payne. Como você é esperto, heim?
– Isso é ridículo! – ralhou minha mãe – Meu filho chegou aqui, meses atrás, completamente ferido e destruído e o Sinistro ainda estava por aí, matando e guerreando.
– Você tem testemunhas, além da sua família? – perguntou ele para minha mãe.
Harry o olhou com uma careta.
Todos os cinco Malfoy ergueram as varinhas para ele. Ele estava insinuando que a palavra da minha família não contava pra ele.
– A menos que não dê valor ao seu emprego e a sua vida, Payne, sugiro que dê meia volta e saia da minha casa. – rosnou meu pai.
Payne me olhou com os olhos estreitos. Harry colocou a mão no ombro dele.
– Ponto sensível, Payne... vá pra casa, eu cuido disso.
O terceiro auror puxou Payne pelo braço, parecendo constrangido, e os dois saíram. Harry me olhou e eu sorri debochado.
– Não acredita nessa porcaria, né? – perguntei.
– Claro que não. – respondeu ele – Estão desesperados atrás de alguém pra culpar. E como teve aquele incidente em Hogwarts, por conta da segunda tarefa...
– Nunca vão me deixar esquecer aquilo, vão? – perguntei guardando a varinha. Meu pai respirava ofegante ao meu lado, com o rosto vermelho de raiva. Scorpius era a cópia dele, só que de cabelos compridos. Virgo e minha mãe ainda olhavam para a porta, por onde Payne tinha saído.
– Ninguém esquece que eu fui comensal da morte, ou que Potter tem uma cicatriz na testa porque Voldemort matou os pais dele. – disse meu pai – Algumas coisas não serão esquecidas e temos que aprender a lidar com isso. – Ele respirou fundo e se virou para Harry – Potter, uma dose de Whisky? – perguntou meu pai de maneira muito amigável, e todo mundo olhou para ele. Mas então ele deu aquele sorrisinho dele – Pra comemorar que meu filho foi convocado para jogar na seleção novamente e o seu não?
– Vá comer moscas, Malfoy. – resmungou Harry – Mas me dê um copo de whisky. Pelo retorno de Cygnus e pelo casamento de Virgo.
Serpentes sendo Serpentes
Olhei para Cygnus. Ele olhava suas cartas, concentrado. O cigarro de narciso que Remo arrumara no canto de sua boca. Olhei para Albus. Os óculos dele estavam embaçados e todos estavam rindo dele, mas ele estava tão chapado que não pareceu notar. Remo estava sem camisa, com aquele sorriso igual ao do meu avô Sirius, olhando para nós com divertimento. Pascal soltava uma baforada de seu baseado também. Ele me ofereceu o cigarro e eu aceitei, é claro.
– Ok, e se... Vocês me pagassem uma puta e eu comesse ela só uma vez. – disse Pascal.
– Não. – disse Cygnus.
– Certo... E se... Eu pagasse a minha puta e a de vocês...
– Eu sou casado... – resmunguei.
– Uma puta pra cada um e comprasse um picolé pro Scorpius...E eu comia uma das putas.
– Não. – respondeu Cygnus.
Pascal franziu a testa e jogou uma carta no monte. Cygnus a pegou e jogou outra no monte.
– E se... Eu pagasse uma puta pra cada um, um picolé pro Scorpius... E a minha puta me pagasse um boquete.
– Não. – respondeu Cygnus – Sua vez, Albus.
– Acho que vai chover... está tão nublado... – murmurou Albus. Acertei a cabeça dele e os óculos dele caíram na mesa – Ooooh... segue embaçado. – riu ele – Mas de um jeito mais esquisito...
– E se ela só me masturbasse?
– Desista Pascal. Aguentou esse tempo todo, falta menos de uma semana. – ralhou Cygnus, puxando o narciso com propriedade. Meu irmãozinho parecia estar acostumado a usar aquilo, quem diria...
– Cygnus. Você é meu maldito padrinho. Eu quero ter uma maldita despedida de solteiro e não uma noite de boas vindas ao casamento! Tem anos desde que eu vi uma mulher pelada pela última vez! – ralhou Pascal – Do jeito que eu to, eu vou gozar nas coxas da Virgo antes de entrar...
Meu irmão olhou Pascal com um sorrisinho.
– Virgo cruzou as pernas mesmo?
– Você não faz ideia. – resmungou ele.
– Eu não tive problemas com isso. – me gabei.
– Nós sabemos. – riu Albus – Você engravidou a Rose, lembra?
– Ah, é. – disse meio doido pelo narciso.
– Alexia quis se fazer de difícil, mas o Cygnus já tinha tirado a virgindade dela. Então não foi tão difícil assim. – riu Remo, com aquele sorriso gigante dele.
– Eu tirei a virgindade da Alexia? – perguntou Cygnus franzindo a testa.
– Foi, não foi? – perguntou Remo.
– Não tinha sido o Scorpius? – perguntou Albus.
– Acho que fui eu. – concordei – Quem é Alexia?
– Minha noiva. – respondeu Remo.
– Meu Deus! Você vai se casar? – perguntou Albus – Eu vou ser o único sem ninguém pra amar aqui?
– Cygnus segue solteiro. – riu Remo.
– Ele tem a brasileira. – disse sorrindo.
Cygnus deu um gole na sua vodka e depois tragou seu narciso.
– Bati.
– QUE? – perguntamos juntos.
– Você usou legilimens! – ralhou Pascal.
– Prove. – riu ele tragando o narciso, para depois soltar uma baforada.
– Vai com calma com isso ai, Cygnus. Esse é forte. – riu Remo.
Cygnus tragou mais uma vez, entregou o baseado para Albus e prendeu a respiração.
Estávamos na casa de Pascal, querendo organizar a despedida de solteiro dele. Mas ninguém estava em condição de planejar porra nenhuma.
Cygnus soltou o ar e tossiu se engasgando e todo mundo riu. Isso sempre acontecia com todo mundo, mas com Cygnus era particularmente engraçado. Cygnus era sempre o perfeitinho. Qualquer coisa que ele tentasse fazer e falhasse, era particularmente engraçado.
– Sabe o que deveríamos fazer? – perguntou Cygnus batendo na mesa – Faltam quatro dias pro seu casamento. Deveríamos festejar durante três, descansamos no quarto e depois você casa com a minha irmãzinha... – Cygnus parou de falar olhando para o nada e então começou a rir – Pascal vai foder a nossa irmã... só pode ser o carma pelo que a gente fez com Albus e Hugo, mano.
Todo mundo piscou e olhou Cygnus que ria socando a mesa.
– Ele acabou de falar que fodeu a Lily? – perguntou Remo.
– Eu acho que sim. – concordou Albus.
– Você transou com ela? – perguntou Pascal. Cygnus levantou a cabeça com um sorriso muito feliz.
– Oh... foi a melhor de todas, aquela Lílian Potter...
– Cale a boca, Cygnus. – riu Albus.
– Nada disso! Quando foi que isso aconteceu? – perguntou Remo.
Mas Cygnus nos olhou alerta.
– Shhhh! Harry não pode saber! – disse ele e então começou a rir.
Pascal estava olhando para Cyngus, mas então olhou pra mim.
– Por que ele está falando em francês?
– Ele não está! Está? – perguntei confuso.
– Estou? – perguntou Cygnus. Mas então ele se voltou para Albus – Como está a sua irmã?
– Está bem, eu acho...
– Que bom.
– Quando você transou com ela? – perguntou Remo.
– Eu sei lá. Já faz muito tempo. – respondeu ele – Eu quis casar com ela... mas ela não quis, porque eu sou muito mau.
– Por que ele está falando em francês? – repetiu Pascal.
– Ele está? – perguntei confuso.
– Não estou! Estou? – perguntou Cygnus franzindo a testa.
– Eu jurava que era alemão. – disse Albus, concentrado.
– Afe. Nunca mais trago narciso pra vocês. Vocês viajam longe demais. – ralhou Remo.
– Fui eu quem tirou a virgindade da Alexia! – disse Pascal.
Todos ficamos em silêncio, mas logo sorrimos.
– Isso mesmo!
– Foi... verdade.
– Tá certo.
– Isso!
Cygnus ficou de pé pegando a garrafa de vodka.
– Com licença, senhores. Eu vou ali desmaiar.
– Eu acho que eu deveria bater em você. Você transou com a minha irmã. – disse Albus.
– Ela curtiu cada segundo. – disse Cygnus subindo na mesa para mexer os quadris de forma obcena.
Caímos na gargalhada, inclusive Albus.
– Oh... temos que deixar o Cyg loucão mais vezes! – riu Remo – Sabe o que deveríamos fazer? Ir na casa da Lily pro Cygnus se declarar para ela.
– Não! – disse Cygnus balançando no mesmo lugar, sem conseguir ficar parado. Ele parecia absurdamente tonto – Eu e a Lily terminamos. Nunca mais vai rolar nada entre a gente.
– Por que? – perguntou Pascal – Tu gosta dela desde sempre.
– Eu meio que... magoei ela. – respondeu Cygnus se sentando na mesa. Seu sorriso bêbado morrendo aos poucos.
– E daí? Pede desculpas. – disse Remo – Diz que vai mudar, que vai melhorar, que nunca mais vai fazer tal coisa... sabe... essas mentiras que os homens contam para conseguir mais uma foda.
– Não... – riu Cygnus – Eu amo a Lily... ela é a mulher da minha vida. – ele franziu a testa – Mas não sou o homem certo pra ela. Ela merece mais! – ele deu mais um gole na vodka, direto do gargalo. – Cara. Vamos arrumar umas vadias! Menos o Scorpius. Ele não pode.
– Eeei!
– Ninguém mandou casar. – ralhou Cygnus – Tu casou e vai ser pai de novo!
– Você pode ser padrinho desse? – perguntei zangado.
– Serei do terceiro. Manda o irmão da Rose ser padrinho desse.
– Quem disse que vai ter um terceiro? – perguntei.
– Eu disse. – respondeu Cygnus, voltando a beber da garrafa.
–-
Lá estávamos nós, andando pelo Beco Diagonal, morrendo de gargalhar. Cygnus tão bêbado que já não conseguia nem falar qualquer coisa com sentido. Pascal também estava bem bêbado. Albus estava desmaiado nas costas de Remo. Eu e Remo éramos os únicos com um pingo de sanidade.
– Olhe. Gimialidiz wizly... – resmungou Cygnus apontando para a loja dos Weasley.
Pascal riu dele loucamente.
– Ele disse Wizly.
– Eu já xei! – disse Cygnus – Vimuz pa oguartz.
– Ele disse pra irmos pra Hogwarts? – perguntou Remo.
– Eu sei lá. Eu já desisti de entender o que ele fala. – disse rindo enquanto Cygnus cantarolava algo muito parecido com “Eu posso Ser Um Minúsculo Limpador De Chaminés, Mas Tenho Uma Vassoura Enorme”.
–-
Albus desmaiou, Cygnus estava dançando sem música – a coisa mais bizarra que eu já vi na vida – e Pascal vomitava loucamente.
– Quer comer uma pizza? – perguntou Remo.
– Pizza ia ser doido.
–-
– Caldeirão furado pra comprar mais bebida? – perguntei pro Remo. – Essa foi a ideia mais idiota do Cygnus. Como pôde concordar com isso?
– Cara, ele tá tão feliz. Eu não podia dizer não pra ele. – riu meu tio apontando para Cygnus, que se pegava com a filha caçula do professor Longbottom.
Olhei para o lado. Albus estava bebendo água, parecendo muito distante dali e Pascal olhava boquiaberto para uma mulher com uma tatuagem no braço.
– Me deixe ser livre uma última vez, por Merlin e sua barba! – lamentou ele.
– Fale com o padrinho. – disse sorrindo.
– CYGNUS, ME AUTORIZA?
– Faz o que quiser, eu to ocupado. – resmungou Cygnus.
–-
– EU TE MATO, SEU MALFOY MALDITO! – rosnava o professor Longbottom.
– CORRE, CORRE! – ria Remo gargalhando, com um monte de garrafas nos braços. Albus corria com pânico estampado na cara. Eu corria também, morrendo de rir, com mais garrafas de bebida nos braços.
Cygnus passou por mim, só de cuecas, gargalhando feliz. Pascal na cola dele.
– EU COMI A FILHA DO PROFESSOR LONGBOTTOM!!
Nos escondemos na Travessa do Tranco e começamos a gargalhar.
– Sabe, cara... – riu Pascal – Não somos mais adolescentes idiotas pra fazer esse tipo de coisa...
– Somos apenas idiotas agora. – concordou Remo.
– Céus... que a Rose nunca descubra que eu andei roubando o Caldeirão Furado... Eu nem sei o porquê da gente fazer isso... não é como se a gente não tivesse dinheiro...
– A gente fez porque a gente podia fazer. – riu Remo – Larga de ser chato, Scorpius. Só porque está casado com a monitora chefe não quer dizer que tem que ser um cuzão. Olha lá o Cygnus, como ele tá numa boa.
Olhei e vi meu irmão sentado, completamente apagado.
– O que você estava dizendo?
– Ele não tá reclamando. – riu Remo.
– Eu preciso ir pra casa. – lamentou Albus. – Eu não aguento mais...
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