Cyclone

1 Capítulo 1: Novos Ares


Enfim cheguei! Apartamento novo. Mais barato que eu achei na cidade. Muita merda aconteceu até agora, mas quero me focar na mudança. Tem algumas caixas aqui, é um apartamento pequeno mas parece bem aconchegante. Vou pra perto da janela e acendo um cigarro pra relaxar e processar as coisas que aconteceram. minha cabeça está girando e minhas pernas mal se aguentam em pé, vou deixar pra arrumar isso depois. Droga! Termino o cigarro depois de alguns minutos organizando os pensamentos. Ouço baterem na porta. Quem será?

Beth: — Oi vizinho, bem vindo à sua nova casa. Prazer! Eu preparei alguns cookies. Sinta se a vontade.

Peguei os cookies.

Will: — Obrigado, quem é você?

Beth:- Ah, eu sou a Síndica. Você entrou em contato comigo por E-mail para a locação do apartamento. Faço questão de acomodar muito bem os novos moradores.

Will: — Ah claro, Rachel né?

Beth: — Na verdade é Beth, Rachel é o nome da sub síndica. Uma regra importante: não coloque música alta, tem bebês e trabalhadores aqui.

Will: — Não se preocupe comigo, eu sempre uso fones. É sério, sempre!

Beth: — Eu acho bom mesmo, você parece ser do tipo que ouve Heavy Metal com o volume no máximo, me lembra o Henry, ele não larga aquele baixo por nada, as paredes até tremem. A propósito, muito prazer! William Welch, certo?

Will: — Isso, William.

Beth: — Bom, acho que isso é tudo. Quando você se acertar não esqueça do prazo para a entrega dos documentos, os valores de aluguel e caução. Tchau, William, tenha um bom dia!

Will: — ótimos cookies, Beth!

Beth: — Se precisar de mim, moro no fim do corredor, número 101. Me encontre lá para a assinatura do contrato.

Fechei a porta.

Ela é legal, e bem jovem pra uma síndica, mas Enfim Acho melhor começar a arrumar aqui, amanhã vou sair. Carteira! É, só tem grana pro primeiro mês de aluguel, mal dá pra pagar o caução, preciso arrumar um emprego. Terminei os cookies. Estavam realmente muito bons, acho melhor devolver essa bandeja. Vou até o apartamento dela e bato na porta.

Beth: — Ah, oi! Nossa você foi rápido.

Solto um sorriso de lado pra descontrair.

Beth: — Certo, assine aqui.

Ela me entregou uns papeis, li meio por cima, mas assinei o que precisava.

Will: — Sabe onde tem algum lugar que está contratando?

Beth: — Bem, tinha um super mercado virando a esquina, mas é sempre bom ver na internet.

Will: — Tá, mesmo assim, obrigado.

Me viro para sair...

Beth: — Você viu o acidente que teve aqui perto? Só tinha uma pessoa e tava no banco do carona, bizarro né?

Will: — Não acompanho muito as notícias.

Beth: — Aqui.

Ela me mostrou o celular. "Acidente em rodovia deixa homem gravemente ferido a vítima estava no banco do carona e aparentemente ninguém estava dirigindo, o carro ficou extremamente danificado e todos os pertences foram roubados."

Beth: — Bem bizarro né?

Não acredito que isso virou notícia.

Will: — É! Nossa parece até fake news.

Beth: — Pois é, muito estranho. Aliás, Tá investigando o caso, acham que foi obra dos Yama-Gumi ou da Wolfgang.

Will: — Yama... quê?

Beth: — São duas gangues que rivais que dominam a cidade. Terríveis, mas mantendo distância, eles não prejudicam os moradores do local.

Will: — Eles estão a muito tempo em atividade?

Beth: — Pelo que me lembro, desde antes de eu nascer.

Will: — Caramba. Valeu pelo aviso, eu tô saindo!

Beth: — De nada e atenção na rua!

Apenas aceno com a cabeça e saio. Moro no primeiro andar, coloco meus fones tocando uma boa música, tranco a porta de casa e saio. Aproveito a música e curto um pouco essa paisagem nova, até que é bem legal, tem um parque aqui com muitas árvores, dá vontade de desenhar.Vou até a papelaria, tiro cópia dos documentos e imprimo uns currículos. Preciso arrumar um emprego logo, O primeiro lugar foi o super mercado que a Beth sugeriu.

Will: — Boa tarde, vocês estão contratando?

Funcionário: — Olá, bom, estamos sem vagas no momento, mas deixe seu currículo com a gente, quem sabe não surge uma oportunidade.

Will: — Tudo bem, que seja.

Que lugar péssimo pra se conseguir emprego. Fiquei o dia todo na rua vagando, sinto que fui jogado contra a parede, já que tem despesas em cima de mim. O dia todo e nada, vou direto pra casa e arrumo meu sofá, que é minha nova cama. Vou até o banheiro tomo uma ducha fria, escovo os meus dentes e vou dormir. No dia seguinte, acordo com a cabeça latejando de dor e a casa tá toda revirada, as coisas que estavam nas caixas se espalharam pelo chão.

Will: — Droga, eu não lembro de ter feito essa bagunça toda.

Levanto, escovo meus dentes e vou até a casa da Beth e bato na porta. Abre uma moça mais velha, parecia ser a mãe daquela garota, ou sei lá.

Becky: — Oi bom dia!

Will: — Bom dia, eu tô procurando a Beth, me chamo William.

Beth: — Dá licença, titia, é o morador novo.

Aí ela chegou com uma criança no colo.

Will: — Oi! Quem é esse?

Beth: — Essa criancinha sonolenta é o Ralph, né mamãe? Dá oi pro morador novo! "oi moço!"

Will: — Que fofo, ele é a sua cara!

Ela sorriu.

Beth: — Então, no que eu posso ajudar?

Will: — Ah. É, tô sem grana esse mês, tô desempregado e com uma dívida imensa nas costas. será que eu posso pagar a outra parcela do aluguel um pouco mais tarde?

Beth: — Entendo, mas olha, se puder pagar o quanto antes vai ser melhor.

Will: — Eu sei, mas é que eu venho de longe com o meu pai e digamos que as circustancias não nos favoreceu nem um pouco.

Beth: — Certo, vamos fazer um acordo, você dá 250 dólares de entrada, os outros 250 a gente resolve no próximo mês, pode ser? mas você vai ter que pagar 750, que é o valor desse mês e o seguinte.

Will: — Valeu, de verdade! Fico até sem graça de pedir.

Abri minha carteira e dei o dinheiro na mão dela.

Will: — Obrigado.

Beth: — Eu que agradeço, mais alguma coisa?

Will: — Não, era só isso mesmo. O restante dos documentos de locação estão aqui.

Beth: — Vamos ver... identidade, SSA, comprovante de residência. Juneau? Nossa você veio de bem longe mesmo hein. Bom, parece que está tudo certo!

Will: — Certo, então eu vou nessa. Tchau Beth e bebê da Beth!

Beth: — "Tchau moço!"

Eu saio e ela fecha a porta. Saio do prédio e vou até a cafeteria tomar meu café da manhã já que não tem comida em casa, depois disso vou até o hospital e passo na recepção.

Will: — É... oi, eu vim visitar o meu pai, Martin Welch.

Recepcionista: — Identidade, por favor.

Will: — Aqui.

Ela olhou e me devolveu.

Recepcionista: — Aguarde na sala de espera.

Fiquei esperando até o doutor chamar.

Doutor: — William Welch.

Will: — Doutor!

Doutor: — Muito prazer, me chamo Sean.

Will: — O meu pai, ele tá bem? Ele melhorou?

Doutor: — Sinto muito, ele está em estado grave, e vai ser necessário uma cirurgia na coluna.

Will: — Cirurgia na coluna?

Doutor: — Fizemos o que pudemos, no momento ele está descansando.

Will: — Eu posso ver ele?

Doutor: — Sei como deve ser difícil pra você rapaz, mas ele está internado.

Will: — Sou a única família dele, Doutor.

Doutor: — Escuta, não é permitido visitas nesse momento. Mas vou deixar você olhar pela porta. Estarei aqui, se precisar.

Will: — Muito obrigado!

Olhando pela abertura da porta, foi um choque. Vi ele, estava respirando com a ajuda de aparelhos. O acidente realmente fudeu com ele, a culpa é toda minha. Espero que ele fique bem apesar de tudo.

FIM DO CAPÍTULO 1.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.