Curvas do amor
4 Libertação
Notas iniciais
Stiles Stilinski
Era difícil acreditar que Lydia Martin não estava fazendo aquilo de propósito. Assim que nós voltamos para a festa, ela tinha ficado muito tímida e estremecia toda vez que alguém se aproximava, como se temesse que alguém fosse falar algo de mau.
No entanto, depois de uma ou duas horas, ela relaxou. Ficou calma o suficiente para dançar comigo e mesmo com as bochechas sempre vermelhas, consegui convencer que ela movesse os quadris e me encarasse nos olhos.
Foi então que toda atitude dela ficou insuportável de tão excitante e apesar da inocência transbordando de seu lindo rosto, não conseguia acreditar que tudo aquilo era sem querer. Parecia mesmo que ela fazia de propósito, para me provocar.
A maneira como me olhava para logo em seguida encarar o chão, o jeito que as mãos pequeninas e gordinhas se apoiavam em meus ombros e faziam carinho em mim com muita timidez.
Ela mordiscava o lábio inferior e quando a música da festa era mais agitada, roçava no meu corpo durante a dança contida e até um pouco descoordenada. Ela estava muito, muito sexy.
Óbvio que depois de tudo isso, eu fiquei duro. Senti um incômodo alarmante enquanto ia crescendo por baixo da calça social que não escondia meu volume, marcando o formato da ereção.
Por mais que pareça impossível, Lydia não percebia que eu estava duro. Confesso que por um momento até fiquei chateado. Eu sou grande o suficiente para não passar despercebido. Como ela não notava?
Mas então, entendi que ela não percebia porque estava aproveitando a festa que eu estava doido para sair. Ela estava satisfeita, se sentindo bem nos meus braços e distraída o suficiente para não olhar para minha calça que se erguia.
— Você não está nem sentindo? — Resolvi perguntar quando não suportei mais ficar só admirando ela lamber os lábios.
Queria aqueles lábios no meu corpo, em uma parte especifica, me lambendo do mesmo jeito que lambia a boca grossa.
— O quê?
— Algo duro na altura das minhas pernas... — Sugeri erguendo as sobrancelhas, esperando por sua reação.
— S-seu celular?
— Meu pau.
Lydia parou de mover o corpo e assustada, olhou para baixo, vendo, finalmente, minha ereção. Ela voltou a erguer a cabeça para cima, os olhos arregalados e a boca entreaberta.
— Você não tinha mesmo percebido — Comentei incrédulo, sentindo vontade de rir da situação.
— E-eu senti uma coisa, mas... — Ela se engasgou na frase e eu neguei com a cabeça, sorrindo.
— Você é virgem, por isso não entendeu.
Nos encaramos por alguns instantes. Ela estava tão tímida e eu amava tanto vê-la assim, que segurei seu rosto com as duas mãos e a puxei para um beijo. Encostei nossas bocas e movi os lábios devagar, friccionando de um jeito gostoso.
Eu queria mais.
— Ruiva, o que acha da gente ir agora lá para casa? — Antes que ela respondesse, voltei a falar: — Eu quero ter um pouco de privacidade com você.
Achei que ela fosse hesitar de alguma forma, mas em vez disso, Lydia foi rápida em afirmar com a cabeça. Sorri e de imediato, segurei a mão dela, andando já em direção a porta da saída, desviando das pessoas que dançavam.
Chegamos ao estacionamento em um tempo recorde e eu quase me senti culpado por fazê-la andar tão rápido com os saltos. Mas eu precisava ficar sozinho com ela e tinha que ser logo, não aguentava mais.
Abri a porta do meu Jeep para que ela entrasse e mais uma vez naquela noite, a Martin sorriu para mim. Quando sentei no lado do motorista, puxei uma mão de Lydia e entrelacei nossos dedos.
Ficamos com as mãos unidas durante todo o caminho.
**
— Bem-vinda ao meu quarto! — Disse com algum deboche na voz ao abrir a porta do cômodo — E por favor, não ria.
— Por que eu faria isso? — Logo depois de perguntar, Lydia entrou no quarto e arregalou os olhos.
Dei um suspiro alto e olhei para minha mão que continuava entrelaçada com a dela. Tinha mais de um motivo para eu nunca levar nenhuma garota para transar na minha casa. Um desses motivos, era o meu quarto.
Eu jamais ia me expor daquela forma para alguma transa casual. Na verdade, antes de Lydia, Malia era a única garota que já tinha ido para meu quarto, depois dela ter começado a namorar com Scott.
— Você é nerd! — Ela acusou com alguma admiração na voz e eu só balancei os ombros.
As paredes do quarto eram tomadas por quadros e imagens impressas de diferentes heróis, séries e filmes. Era o que mais chamava atenção ali, além é claro, da estante grande preta, abarrotada de quadrinhos e livros.
— E você lê!
— Já entendi que você me achava um completo fútil... — Murmurei enquanto ela se soltava da minha mão, indo direto para a estante com os olhos brilhando de empolgação.
— Eu nunca imaginei que você gostava dessas coisas!
— Não consigo transar vinte e quatro horas, então entre uma foda e outra, eu descanso com meus hobbies de nerd.
Tenho quase certeza de que ela disse alguma coisa, mas não consegui ouvir. Minha atenção estava voltada para o traseiro empinado preso naquele vestido justo. Inclinei a cabeça para olhar melhor, admirando.
— Stiles?! Escutou o que eu disse?
— Não — Respondi rápido e recebi um olhar curioso de Lydia — Fiquei distraído olhando para sua bunda.
Ela arfou com uma expressão fofa de surpresa e eu sorri. Levei a mão ao bolso da calça e tirei a calcinha preta que ainda estava ali. Levantei a peça na direção de Lydia, balançando de um lado para o outro.
— Isso a faz lembra de alguma coisa? — Parecendo confusa, ela negou com a cabeça — Eu vim aqui porque quero beijar você, Lydia. A gente vai ter outros dias para conversar.
A vi engolir em seco e se afastar da estante de livros. Joguei sua calcinha no chão e fui até ela, chegando perto o suficiente para conseguir apoiar as mãos em seus ombros.
— Você também quer me beijar, Lydia?
— Q-quero...
— Quer que eu passe as mãos por seu corpo? — Voltei a perguntar em um sussurro, levando a boca até sua orelha.
— Sim — Ela falou tão baixo que mesmo com nossa proximidade, foi difícil ouvir.
— Lydia...se eu fizer tudo isso, vou deixar você com muito tesão — Disse e para provocar mais, mordi a orelha próxima de mim e depois, beijei.
Parei de falar por alguns segundos, voltando a mordiscar sua orelha enquanto ela estremecia e entendia minhas palavras. Por fim, deixei que minhas mãos descessem pelos braços gordinhos, apertando de leve e apoiei a testa em seu ombro direito.
— Você quer ficar com tesão? — Resolvi perguntar tardiamente, curioso para saber qual seria a resposta.
Ela demorou para responder. Esperei com paciência, sem parar de fazer carinho em seus braços, gostando de sentir a maciez de sua pele e gostando ainda mais de perceber que aquilo a deixava sensível.
Ao continuar em silêncio, ergui a cabeça, deixando meu nariz tocar no dela. Lydia olhou diretamente para mim. Os olhos verdes eram tão lindos, surreais, que senti meu estomago se revirar.
Tem noção de como isso é estupido? Sentir o estomago revirar? De todas as garotas que eu já tinha ficado, Lydia era a única que eu não sentia apenas tesão. Ela causava um desconforto nos meus órgãos, tirava meu folego e roubava toda minha atenção.
Com um movimento quase imperceptível, Lydia concordou com a cabeça. Era aquela a resposta que eu queria. Sorri e mais uma vez, beijei os lábios grossos. Foi apenas um encostar breve de bocas que só me deu desespero por mais.
Separei nossas bocas e a olhei mais uma vez, querendo me certificar de que seu rosto permanecia tranquilo. Ela continuou de olhos fechados e fazia um bico meigo, como se esperasse que eu voltasse a beijá-la. E eu voltei.
Agarrei o rosto gordinho com as duas mãos, apertando o maxilar quando voltei a criar contato entre nossas bocas. Guiei um beijo seco, esfregando nossos lábios em um ritmo que Lydia teve dificuldade para acompanhar.
Sua boca era tão gostosa, tão grossa.... Suspirei enquanto a beijava e lambi seu lábio inferior por duas vezes seguidas. Ela abriu espaço e eu adentrei em sua boca, deixando que minha língua tocasse a dela.
Lydia era desajeitada durante o beijo. Parecia afobada, tentando acertar os movimentos e acabava esbarrando nossos dentes uma vez ou outra. Na terceira vez que ela fez isso, acabei rindo.
— Lydia... — Murmurei seu nome com carinho, divertido com a situação. Nunca tinha compartilhado um beijo tão descoordenado.
— E-eu estou fazendo tudo errado! Não estou?
Os olhos verdes, antes calmos, estavam aflitos. O rosto foi consumido por um vermelho sexy e a expressão tomada pela preocupação. Não aguentei, ri mais uma vez.
Ela andou para trás e eu deixei que minhas mãos caíssem. Estava tão nervosa, que esbarrou em minha estante. Sabia que devia tentar tranquilizá-la, mas a situação era tão cômica que só conseguia rir.
Lydia escondeu o rosto com as mãos como se tivesse feito algo ruim e muito vergonhoso. Andou mais uma vez, virando o corpo e de novo, esbarrou, mas dessa vez na mesa de estudos.
— Meu Deus! — Ela exclamou com o susto, olhando para a mesa de madeira atrás do seu corpo.
Neguei com a cabeça algumas vezes e aproveitando sua distração, me aproximei com passos largos. Ela pulou no lugar quando percebeu a minha presença quando nossos corpos quase se tocaram.
— Desculpa... — Lydia falou baixinho, insegura.
— Por que está se desculpando? — Perguntei e agarrei seu cabelo com uma mão, bagunçado os fios ruivos ao infiltrar os dedos bem rente a raiz.
— Eu sou...
— Linda — Completei antes que ela tivesse a chance de se depreciar de alguma forma. — Você é linda.
Testei puxar seu cabelo com mais força, desejoso por sua reação. Lydia arfou e inclinou a cabeça para trás, seguindo meu comando sem nenhum tipo de resistência.
— É só relaxar... não pensa no que está fazendo — Orientei ao aproximar o rosto, já inclinando a cabeça.
Ainda exercendo força sobre os fios ruivos, grudei o corpo no de Lydia. O impacto foi forte o suficiente para ela acabar sendo espremida contra minha mesa. Aproveitei seu pescoço ainda erguido para depositar um beijo calmo ali.
Selei mais duas vezes e lambi, subindo com a língua até alcançar os lábios que eram o alvo do meu desejo. Mordi o lábio superior de Lydia com uma força não tão moderada, a surpreendendo.
Forcei os dentes até ouvi-la resmungar pela dor e só então, abri caminho com minha língua, beijando mais uma vez. Lydia pareceu tentar seguir meu conselho, pois não se apressou quando nossas línguas se encontraram.
Agarrei seu quadril com a mão livre, querendo me certificar de que ela entendesse que eu queria total controle naquele momento. Finalmente, pude a beijar da maneira como aqueles lábios imploravam para serem beijados.
Fui devagar, entrando e saindo com a língua repetidas vezes, a acariciando daquela forma. Lydia permaneceu tímida, a boca só seguia meus movimentos e a língua poucas vezes tomava atitude.
Mordi diversas vezes seus lábios, chupando para minha boca e lambendo logo depois. A beijei com força, vontade, a ensinando como receber e reagir a um beijo gostoso, excitante.
Maltratei tanto sua boca, a beijei tanto, que Lydia, aos poucos, enfim relaxou. Deslizando as mãos por suas costas, senti os músculos cedendo ao meu toque e a garota começou a me corresponder melhor, se entregando ao momento.
Céus! Ela beijava bem. Bem até demais. A boca muito grossa, a língua tímida, tudo era perfeito. Ela era carinhosa, insegura, testando movimentos saborosos que me surpreendiam. Aquele beijo era diferente de tudo que eu já tinha sentido.
— Você beija tão bem... — Senti a necessidade de elogiar, afastando nossos lábios por poucos segundos.
Ela arfou e eu podia jurar que nunca vi algo tão lindo na minha vida. Separei mais o rosto do dela, querendo admirá-la melhor. O cabelo ruivo bagunçado, os lábios ainda mais grossos, inchados, as maçãs do rosto vermelhas daquele jeito sexy.
Ansioso, escorreguei as mãos pela lateral do corpo a minha frente. Era delicioso sentir as curvas fartas presentes ali. Meus dedos apreciaram sua cintura, o quadril, alcançou as pernas. Apertei as coxas grossas de ambos os lados e sem aviso prévio, ergui seu corpo.
Arquejando de susto, Lydia apertou as mãos em meus ombros. A coloquei em cima da minha mesa de madeira e empurrei seu corpo para trás, a ajeitando para que sentasse melhor.
O barulho de objetos caindo não me incomodou, porém fez com que a menina estremecesse e olhasse para o chão, na busca daquilo que eu tinha derrubado ao colocá-la sobre a mesa.
Coloquei uma mão em seu maxilar, obrigando que ela erguesse a cabeça com certa brutalidade. Não queria que ela olhasse para o chão ou para qualquer canto, desejava ter atenção total da íris verde.
— Eu quero tanto foder você nessa mesa — Quando sussurrei aquela frase, o meu nariz roçava no de Lydia.
Ela estremeceu e seu constrangimento foi tanto, que senti como se fosse palpável. Desviou os olhos verdes e depois os fechou, os lábios grossos se espremiam.
Ri baixinho. Era adorável como ela ficava tímida com coisas tão simples. Acariciei seu rosto com o polegar e balancei meu nariz sobre o dela. Lydia era tão baixa, que mesmo em cima da mesa, ela ficava pouco mais alta do que eu. Não tive nenhuma dificuldade no beijo de esquimó.
Após alguns segundos, vendo que Lydia continuava de olhos fechados, arrastei os lábios sobre sua bochecha até chegar a orelha direita. Beijei bem devagar e antes de falar, a mordisquei.
— Você tem noção de como sua vergonha aumenta meu tesão?
Lydia se remexeu na mesa, desconfortável. Abaixei a cabeça, desejando ver seu movimento e foi surpreendido com a maravilhosa visão das pernas grossas se apertando uma contra a outra. Sorri vitorioso.
— Também está excitada, virgem? — Amei poder chamá-la daquela forma. Desde a descoberta que a garota nunca tinha transado, a palavra virgem se tornou uma das minhas prediletas.
— V-você... — Ela se engasgou em meio a frase e suspirou frustrada.
Paciente, afastei o rosto de sua orelha para que ela tivesse maior capacidade de formular uma frase completa. Porém, não resisti a tentação de apoiar as mãos sobre as pernas gostosas que se espremiam, denunciando o claro desejo.
— Você tem certeza disso?
Ergui uma sobrancelha quando ela falou a frase completa, sem nem me olhar nos olhos. Mais uma vez, tive vontade de rir.
— Eu que tinha que fazer essa pergunta — Respondi divertido, sem entender o motivo dela dizer aquilo.
— É só que... — Mais uma vez, ela se atrapalhou na fala. Olhava para baixo, para minhas mãos sobre suas pernas. — Você já dormiu com tantas garotas e todas estão à sua disposição, e eu...
Revirei os olhos ao perceber o que ela queria dizer.
— Cale a boca — Ordenei e de imediato, vi o susto no rosto de Lydia. — Você tem que esquecer essas inseguranças, Lydia!
— Esquecer?! Derek....
— Shhh, não fale de Derek — Murmurei aflito, selando nossas bocas para garantir que ela não continuaria a falar. — Não pense nele, nem em ninguém, Lydia. Eu quero que foque só em mim e acredite quando digo o quanto você é linda, gostosa.
Ela voltou a olhar para mim e tive a impressão de que seus olhos continham lágrimas. Não eram lágrimas ruins. Ela acreditava em mim. Bastou encarar fixamente seu rosto para ter a certeza que Lydia estava confiando no que eu dizia, confiando em mim.
— Linda — Repeti a palavra, lhe passando mais segurança. — Você é linda, Lydia Martin. Seu corpo é perfeito, seu rosto é perfeito, não tem nada que precise mudar para tentar agradar alguém.
A beijei mais uma vez. Fui rápido, a invadido com a língua, me embebedando com sua saliva, provando dos lábios tão saborosos e demonstrando meu desejo.
Percebendo como ela estava entregue, suspirando alto, apertando meus ombros, levei as mãos as suas costas, encontrando o zíper do vestido. Sem interromper o beijo, comecei a abrir a peça, deslizando o zíper.
Ela não parou de me beijar. Nem mesmo quando abaixei o zíper até o final de sua coluna e infiltrei as mãos pela abertura, sentindo as costas macias, apertando pequenas gordurinhas acumuladas na altura da sua cintura e quadril.
Subi as mãos até a altura dos ombros, onde forcei as alças do vestido para baixo. Lydia foi obrigada a me soltar, deixando os braços caírem ao lado do corpo para que eu pudesse livrá-la das alças.
Interrompi o beijo. Lydia estava muito, muito corada, porém o vestido ainda cobria cada parte de seu corpo que eu ansiava ver. A agarrei pelo quadril e a obriguei a ficar de pé, a tirando da mesa.
— Para mim, você é perfeita — Acrescentei tardiamente, a encarando antes de voltar a agir.
Lydia arfou, desorientada e eu puxei seu vestido para baixo, fazendo com que o tecido desabasse no chão de uma só vez. Não olhei para sua nudez revelada, tentando lhe passar segurança com os olhos fixos no rosto vermelho.
De novo, a agarrei por suas pernas, dessa vez nuas, e a coloquei em cima da mesa de madeira. A garota se remexeu, inquieta e levou as mãos para a altura dos seios, os cobrindo.
— Tão linda — Elogiei mais uma vez, acariciando sua bochecha quente e rosada. — Eu sei como deixar você bem relaxada... — Acrescentei e sorri safado, com os olhos ainda presos no rosto bonito.
Ela me olhou com dúvida e curiosidade. Estiquei os braços e derrubei com grosseira os restos dos objetos que ainda tinham na mesa: alguns livros e pastas repletas de papéis. A menina observou calada, o corpo encolhido para se esconder de mim.
Ainda com uma expressão pervertida, segurei os ombros de Lydia e a pressionei para baixo. Ela arfou, no entanto, entendeu o que eu queria e permitiu que as costas alcançassem o tampo da mesa.
A puxei pelos joelhos, fazendo com que o quadril saísse da mesa para que ela pudesse apoiar a cabeça no tampo. Lydia arfou e lutou para manter os olhos em cima de mim. Apesar da forte tentação, continuei me esforçando para ainda não observar seu corpo gostoso.
— O q-que você vai fazer? — Ela perguntou tímida, ansiosa.
— Chupar você! — Respondi satisfeito, vendo a garota estremecer na mesa. — Quer isso, Lydia? Minha boca entre suas pernas? — Quis provocar mais, exigindo que ela respondesse.
Lydia desviou os olhos, um dos braços permanecia na fraca tentativa de esconder os seios e a outra mão, esticada até cobrir sua intimidade. As pernas permaneciam espremidas uma contra a outra. Mesmo assim, ela concordou com a cabeça, revelando sua vontade.
— Seu desejo é uma ordem — Ironizei em voz baixa e agarrei as panturrilhas gordinhas e perfeitas.
Sem dificuldade, fiquei de joelhos, agradecido pela mesa ser baixa e apoiei ambas as pernas de Lydia sobre meus ombros. Escutei seu arfar enquanto eu a deixava exposta daquela forma, totalmente aberta para mim, a intimidade quase tocando meu rosto.
— Gostosa! — Foi a única palavra que consegui dizer assim que tive aquela visão excitante.
Beijei o interior das coxas grossas, apesar da vontade de afundar logo a boca na intimidade disponível a mim. Beijei muitas vezes e mordi, subindo os lábios até alcançar a virilha desnuda.
Estava incomodado dentro da calça, sentindo a ereção doer pelo desejo, mas continuei com as mãos sobre as pernas lindas, apertando. A lambi na virilha, molhando a pele quente com minha saliva. Entre os lábios maiores de Lydia, já podia ver a umidade de sua excitação.
— Olhe para mim, Lydia — Pedi com a boca bem próxima de sua intimidade, despejando o hálito ali. Ergui os olhos para a encarar e pensei que que ia morrer com a visão da garota deitada na mesa, descabelada, os seios fartos confortáveis para os lados.
Ela fez o que eu pedi. Tímida, ergueu um pouco a cabeça, olhando para meu rosto. Continuei com os olhos fixos nela e assim, lambi sua intimidade pela primeira vez.
Lydia gemeu. Um som baixo, surpreso e satisfeito. Sorri, feliz comigo mesmo por saber que tinha experiencia o suficiente para fazê-la enlouquecer. Sem hesitar, afastei os lábios maiores com dois dedos e voltei a lamber.
Fui com calma, me deliciando com o que fazia. Lambi toda a extensão de baixo para cima e depois, circulei a língua com muito cuidado por seu clitóris. Com os dedos, acariciei os grandes lábios e beijei muitas vezes a virilha.
A beijei como se beijasse sua boca, movendo os lábios para os lados por toda a região sensível e infiltrando a língua para acariciar os lábios menores, lhe deixando ensopada de saliva. Além é claro, de seu próprio desejo que começou a melar as pernas.
Tudo nela era bom, o sabor salgado, o cheiro que emanava de sua pele, os gemidos e suspiros controlados pela timidez. Os olhos verdes me encaravam o tempo todo, consumindo meu corpo de forma indescritível.
Coloquei dois dedos em minha boca, chupando um pouco até deixá-los molhados e depois, os levei ao clitóris de Lydia, estimulando devagar, em uma massagem carinhosa. Girava no sentido horário, depois arrastava para cima e para baixo, logo em seguida, esfregava para os lados.
Com a boca, dei a devida atenção para sua entrada, beijando ali e circundando com a língua, conhecendo o lugar maravilhoso. Chupava o líquido que surgia, absorvendo para mim.
Não queria que ela se aliviasse rápido, queria demorar e proporcionar a ela longos minutos de prazer intenso. Ignorei o incomodo dos meus joelhos contra o chão e a ereção aprisionada, eu precisava me embebedar daquele sabor.
Lydia parou de se controlar. Enquanto eu a chupava, lambia, beijava, acariciava, ela começou a soltar suspiros mais longos e gemidos mais audíveis, apesar de continuar com a voz delicada.
Fui surpreendido com uma mão em meu cabelo, me empurrando ainda mais contra o lugar gostoso e encharcado. Obedeci de bom grado, feliz pelo incentivo que estava recebendo.
Quando pela primeira vez coloquei a ponta do dedo dentro de sua intimidade, enquanto beijava seu clitóris, que fui presenteado pelo primeiro gemido que proferia meu nome. Meu pau pulsou ao ouvir “Stiles” ser dito daquela forma arrastada e prazerosa.
Extasiado, empurrei um pouco mais do dedo e foi minha vez de gemer ao sentir seu interior apertado e inexplorado. Ela pulsava contra mim, contraindo e relaxando os músculos internos. Beijei cada centímetro de sua intimidade e virilha, parando uma vez para chupar a coxa esquerda.
Depois, tirei o dedo de dentro de seu corpo para levar até o clitóris, acariciando ao mesmo tempo que a lambia devagar. Senti as pernas de Lydia, ainda apoiadas sobre meus ombros, se flexionando de forma involuntária.
O barulho de seu corpo se debatendo na mesa se tornou audível, ela contorcia as pernas e pude ver a coluna se erguer e voltar a desabar sobre o tampo de madeira.
Continuei a estimulação até ela arfar alto demais e a mão se soltar do meu cabelo. Sorri abertamente, dominado pelo orgulho de saber que tinha feito aquela garota maravilhosa sentir prazer.
Com cuidado, tirei as pernas da garota de cima dos meus ombros e fiquei de pé, feliz por poder me esticar. Olhei para Lydia. Ela arfava, a respiração pesada fazia com que os seios se movessem para cima e para baixo. As pequenas mãos agarravam as laterais da mesa e as pernas pareciam flácidas.
Os fios ruivos estavam caóticos, cobrindo até uma parte do rosto vermelho e suado. Linda. Ela estava sexy, irresistível. Mesmo parecendo desconfortável na mesa, o corpo continuava relaxado pelo prazer e apesar da cama estar tão perto de nós dois, eu queria fodê-la ali, excitado com o fetiche que isso envolvia.
— Tem ideia de quantas vezes imaginei você assim? Nua, gemendo meu nome... — Disse enquanto tirava o blazer que me incomodava, tacando no chão. Lydia me observava com atenção.
— Isso foi bom — Ela confessou baixinho, envergonhada.
Ri com confiança. Inclinei-me para Lydia logo após tirar os sapatos e as meias. Apoiei as duas mãos no tampo da mesa e fiz com que meu rosto ficasse na altura dos seios da garota. Olhei admirado para os bicos rosados rígidos de desejo.
— Abre minha blusa — Pedi e beijei o seio direito. Lydia arquejou abaixo de mim e as mãos atrapalhadas foram até os primeiros botões da camisa social.
Enquanto ela abria, desajeitada, continuei beijando os seios alvos. Lambi os mamilos, esfreguei o nariz e a boca. Abocanhei, chupando, desejando poder usar as mãos ali, mas continuei sustentando meu próprio peso para não desabar sobre Lydia e para manter uma distância entre nossos corpos que permitisse que ela continuasse na tentativa de me despir.
Quando Lydia abriu o último botão, eu me afastei dos seios avermelhados. Fui obrigado a erguer o tronco mais uma vez, para então me livrar da blusa.
Depois, levei as mãos direto para a calça. A desabotoei e abaixei o zíper, arrastando o tecido pelas pernas até cair no chão, onde chutei para que não me atrapalhasse. Eu usava uma cueca boxer preta que marcava minha ereção.
Olhei para Lydia e vi o olhar curioso em direção a minha cueca. Surpreso, me dei conta que ela nunca tinha visto um homem nu. Pelo menos não ao vivo, devia ter apenas visto em alguma foto ou vídeo.
— Vem cá — A chamei com minha melhor voz sexy, lambendo os lábios.
Percebendo a confusão da garota, segurei seus braços e fiz com que ela erguesse o tronco, ficando sentada na mesa. Como de costume, ela corou e desviou o olhar.
— Quer sentir aqui, Lydia? Sentir como estou duro por sua causa?
Lydia não olhava para mim, mas sim para baixo. Alguns segundos se passaram e observei ela abraçar a própria barriga, constrangida. Franzi o rosto, confuso.
— Lydia?!
— Desculpa! Eu só... — Ela se desculpou pela distração e depois se calou. Esperei que voltasse a falar. — Tenho umas dobras na barriga. — Explicou segundos depois, desconfortável.
Revirei os olhos e tirei suas mãos da barriga. Inclinei o tronco e mordi as gordurinhas que ela tanto odiava. Ela estremeceu e eu a beijei diversas vezes na altura do abdômen.
— Você é gostosa, Lydia. Seu corpo é lindo! — Elogiei com sinceridade, a encarando assim que voltei a erguer a cabeça. — Agora, em vez de usar essas mãos para esconder um corpo tão lindo, é bem mais divertido usar para mexer aqui.
Segurando seus pulsos, guiei as mãos pequenas até minha cueca. Ela arquejou e eu grunhi de satisfação, sentindo os dedos gordinhos contra o tecido já molhado por meu desejo.
Querendo deixá-la mais confortável, a beijei. Nossos lábios se reencontraram de um jeito gostoso e Lydia me correspondeu sem afobação, massageando minha boca e tocando minha língua com a dela.
Durante o beijo, passei a mão por suas costas, espremi a carne macia de seu quadril, dedilhei os dedos pelas pernas e fiz carinho nos seios, me concentrando nos bicos melados com a minha saliva.
Lydia demorou, mas moveu as mãos sobre minha cueca. Eu grunhia enquanto a beijava, amando sentir os dedos inexperientes apalpando minha ereção coberta com pura curiosidade, desejando conhecer.
— Se você sentir dor, se quiser parar, é só falar que eu paro na hora, entendeu? — Murmurei com nossos lábios ainda grudados, preocupado em me certificar disso.
— Sim — Ela disse em resposta, a voz falha.
Voltei a beijá-la e com cuidado, tirei suas mãos de minha cueca. Agarrei eu mesmo o tecido e abaixei, liberando a ereção dolorida e pulsante. Lydia ocupou os dedos no meu cabelo, fazendo carinho.
Estiquei o braço até a primeira gaveta da mesa, sem parar de beijá-la. Peguei ali uma embalagem de camisinha e abri sem dificuldades. Desenrolei o preservativo sobre a ereção.
Aproximei mais nossos corpos, ficando entre suas pernas. Mordi o lábio inferior grosso, a distraindo enquanto segurava meu membro e ajeitava na intimidade muito molhada. Lydia se remexeu, mas não se opôs àquela atitude.
Com a mão livre, envolvi a cintura de Lydia, lhe dando apoio para as costas. Devagar, empurrei o quadril em direção a entrada apertada. Ela respirou fundo e rompeu o beijo, inclinando a cabeça para trás.
Preenchi todo seu pescoço com beijos, lambidas e mordidas. Deixei que ela tivesse tempo para respirar e se acostumar com a ereção a pressionando. Após algum tempo, impulsionei mais uma vez o quadril.
Lydia soltou um som dolorido, ergui a cabeça e a vi de olhos fechados, o rosto contorcido. Agoniado com a possibilidade de machucá-la, larguei minha ereção e acariciei seu clitóris.
— Quer que eu pare? — Perguntei baixo, preocupado.
— N-não...
Concordei com a cabeça e levei a boca até seu maxilar. Beijei e lambi ali algumas vezes. Devagar, empurrei mais dentro de Lydia, tomando o cuidado de aumentar a intensidade da masturbação para distraí-la de qualquer incomodo.
Nunca tinha feito sexo com uma garota virgem.
— Pode continuar — Ela murmurou ainda de olhos fechados e comprimiu os lábios.
— Você é tão perfeita — Proferi segundos antes de arrastar os lábios por sua clavícula.
Por uma última vez, joguei o quadril para dentro de Lydia. Ela puxou meu cabelo pela raiz e gemeu baixinho. Aquilo era muito, muito prazeroso. Sentir o interior apertado da garota me envolvendo distribuía choques por minha coluna.
Mordi o ombro pálido, sabendo que a deixaria toda marcada no dia seguinte e comecei os movimentos de vai e vem, bem devagar, ainda acariciando seu lugar mais íntimo.
Lydia apoiou a cabeça na curva do meu pescoço e eu a puxei para mais perto com o braço em sua cintura, a reconfortando. Os seios começaram a bater contra meu peitoral e a mesa passou a ranger abaixo de nós, protestando por causa dos movimentos.
As mãos pequenas da garota foram para minhas costas, me abraçando e arranhando ao mesmo tempo. Eu grunhia de prazer e a apertava com força para controlar o desejo de fodê-la mais rápido, mais forte.
Depois de um tempo, as pernas de Lydia criaram vida e se entrelaçaram com as minhas, facilitando a penetração. Ela ficou murmurando coisas desconexas e meu nome saía com frequência entre as frases sem sentido.
Nossos corpos ficavam melados de suor, o cheiro delicioso de sexo dominava meu quarto e eu mal conseguia respirar por causa do prazer e da excitação que sentia.
A garota se remexeu na mesa e eu, sem aguentar mais, me derramei no preservativo. Continuei me movimentando dentro de Lydia enquanto sentia ela se desmanchar sobre mim, o corpo cedendo e o interior se espremendo.
Fiz carinho em suas costas, brincando com os dedos na pele arrepiada e coberta por uma camada de suor. Ela suspirava contra meu pescoço e eu só conseguia sorrir.
— Bom? — Perguntei apesar de estar confiante da resposta.
— Muito — Foi o que ela falou.
Ainda sorrindo, sai devagar de dentro de Lydia. Arranquei a camisinha, dei um nó e joguei na lixeira próxima a mim. A garota mal sustentava o próprio tronco e por isso, agarrei seu quadril com as duas mãos e puxei para cima.
Lydia arfou quando a segurei no colo e querendo provocá-la, desci as duas mãos até a bunda farta. Ela se surpreendeu mais uma vez e eu ri enquanto a levava até a cama, onde a joguei sem muita delicadeza.
Sem nenhuma dúvida, Lydia Martin era a melhor visão da Terra.
— Sabe, a gente devia namorar — Disse por impulso, enquanto deitava na cama ao lado dela.
— O q-quê?
— Namorar! Do tipo, escolher uma faculdade perto um do outro, andar de mãos dadas e transar em qualquer lugar, o tempo todo. — Expliquei virando de lada para encará-la.
Por mais que tivesse falado por impulso, a ideia se encaixou com perfeição em minha cabeça. Se a gente namorasse, não teria mais a preocupação de não encontrá-la mais depois da escola acabar e poderia sempre estar perto dela.
— Mas você...você... — Lydia travou na fala e respirou fundo, cobrindo o rosto com as mãos antes de voltar a falar — Você dorme com todo mundo!
— Eu só gosto de transar, Lydia e eu ia poder foder você toda hora.
Ela me encarou com os olhos arregalados, em completo silencio. Ergui uma sobrancelha e aguardei a resposta, me perguntando se devia ter feito algum tipo de declaração.
— Lydia, eu sempre corri atrás de você, desde que a conheço. — Lembrei tentando mostrar que era uma boa ideia. — Sabe há quanto tempo quero ficar com você e tento ganhar sua amizade, sua confiança? Agora que a escola acabou, têm muitas chances da gente se afastar e eu não quero isso, não quando você finalmente entendeu o quanto eu gosto de você.
— E-eu não sei o que dizer.
— Diz “sim” — Provoquei piscando um olho e sorrindo para ela.
— Tudo isso para continuar falando comigo? — Ela perguntou ainda insegura. Parecia quase... desconfiada.
— E para continuar a lembrando de como é linda, como é gostosa... — Falei e sem resisti, fui para cima de seu corpo, segurando meu peso com os braços. — Para continuar carregando suas bolsas, recebendo seus foras e claro, continuar transando com você.
Ela ficou me encarando, desconcertada. Beijei os seus lábios e voltei a falar:
— Eu nunca namorei, Lydia, mas você me faz desejar isso. Já disse tantas vezes que sempre quis você, muito antes de ficar com qualquer outra garota.
Lydia mordeu o lábio inferior e apoiou uma mão em meu peito nu. Apesar de querer me concentrar no pedido, não pude deixar de perceber como aquilo foi sexy.
— Tudo bem — Ela disse por fim, desviando o olhar e concordando com a cabeça.
— Você vai namorar comigo?! — Minha voz subiu uma oitava quando disse aquilo, incrédulo. De certa forma, achava que ela não ia aceitar.
— A gente pode tentar... — Acrescentou já tímida.
Ri de felicidade e mais uma vez selei nossas bocas.
— Eu vou fazer com que dê certo! — Prometi e passei a beijar o seu pescoço. — Você vai se apaixonar fácil por mim... — Foi mais fácil me gabar do que confessar que eu já sabia que era apaixonado por ela.
— Você gosta mesmo de mim? — A pergunta fez com que eu afastasse os lábios de sua pele, voltando a encarar os olhos verdes. — Para namorar, as pessoas precisam...
Suspirei alto, frustrado. E apesar da minha parte racional gritar: “Não fale isso agora”, eu acabei dizendo em voz alta:
— Eu já sou apaixonado por você, Lydia. Ainda não entendeu isso?
Os olhos já grandes se arregalaram ainda mais. Lydia espremeu os lábios um contra o outro e fez carinho no meu rosto. Fechei os olhos, aproveitando a sensação dos dedos quentes sobre minha pele.
— Devia ter dado uma chance para você desde a primeira vez que falou comigo... — Sorri com aquela afirmação, tendo mais uma vez a certeza de que se não fosse pelas inseguranças em relação a autoestima, Lydia já teria sido minha há muito tempo.
— Agora você está aqui, comigo. — Lembrei e sorri safado, voltando a abrir os olhos. — E sabe o que é maravilhoso? Uma foda de comemoração!
— V-você quer fazer de novo? — A pergunta inocente fez com que eu risse mais uma vez naquela noite.
— É melhor se acostumar com isso, namorada. A partir de hoje, todos os dias eu vou molhar a sua calcinha!
Ela arfou e eu beijei a minha linda garota com o corpo cheio de curvas.
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