Cursed Love
5 Passado obscuro (Parte 1)
Notas iniciais
Eu salvei.
Me deitei novamente.
– Meu nome é Maddeline... mas pode me chamar de Madd.
– Vamos Dan! — chamou minha mãe.
– Tchau Madd, foi bom te conhecer.
– Obrigado por me salvar
*
Corri para o quarto de Maddeline.
– Abre! Abre! Abre! — gritei batendo na porta.
– O que é que você quer? — disse pausadamente com uma linda cara amassada de sono.
– Madd, pode parecer loucura, mas você precisa me escutar!
– Diz!
– Você sabe meu segundo nome?
– Não...
– Ventrue. — eu disse ansioso pela sua reação.
– Ventrue? Daniel Ventrue? — ela arregalou os olhos e pôs as mãos em meu peito, me afastando dela.
Assenti e seus olhos ficaram marejados. Ela se aproximou de mim calmamente, andando bem devagar. Passou os braços pelo meu pescoço e ficou me encarando, com o rosto encharcado. Pus as mãos em sua cintura, ela levou uma das mãos a lateral do meu corpo e a outra, ao meu rosto. Sequei seu rosto e sorri. Ela sorriu. Seu sorriso perfeito. Ela se aproximou. Entreabri a boca. Ela enterrou seu rosto na curvatura do meu pescoço.
Não houve o tão esperado beijo. Droga, Daniel, droga! Seu mosca-morta, sem-atitude!
*
– Corre! — gritou
– Maddeline, espera! Tem certeza de que quer entrar aí? — perguntei receoso.
Estávamos ali, novamente. Parados em frente a floresta.
– Hey, foi você quem me salvou, vai. Pufavô Dan. — fez bico.
– Ai, garota!
Adentramos. Andamos sem rumo por dentre a floresta.
– Dan... Dan.. — Madd puxou a barra de minha blusa. Sua voz estava baixa como um sussurro e aterrorizada como um grito.
– Oi? — voltei minha atenção pra ela.
Ela apontou pra uma casinha de madeira. Paralisamos.
– Foi ali... — olhei pra ela
– Foi... — ela começou chorar.
– Princesa... vem cá. — puxei-a pela mão.
Deitei sua cabeça em meu ombro. Odeio ver Madd assim.
– Eu me odeio por isso. — disse.
– O que? Maddeline, a culpa não foi sua!
– Se eu não tivesse ido com ele... — ela parou de falar e correu até uma arvore. Esfregou seu pulso ali até sangrar.
– Maddeline, para com isso!
– Eu me odeio! — chorava.
Puxei seu pulso e deitei sua cabeça novamente em meu ombro. Minha camisa branca ficou vermelha. Rasguei um pedaço da mesma e enrolei forte no seu braço.
– Quero ir até lá...
– Mas..-
– Eu quero ir, Daniel. Enfrentar meus medos.
– Madd...
Ela foi seguindo até a casa me puxando.
Abrimos a porta da casa velha de madeira que estava quase despencando.
O QUE É AQUILO?
Fale com o autor