Notas iniciais
Fiquei extremamente feliz com as meninas que comentaram e decidi postar mais um capítulo! Espero que gostem!!

Eu e Maddeline nos despedimos e saímos de sua sala. Madd bufou alto em um tom de deboche.

– Você não vai conseguir me enganar, Daniel. — ela disse olhando pra frente — Eu não vou cair na sua de bom-moço.

– Do que-que você tá falando? — perguntei estranhando a repentina mudança de estado da menina de pele clara.

– Ora! — ela disse se virando pra mim e me encostando nos armários do corredor, pondo uma das mãos encostadas no armário acima dos meus ombros — Você sabe: "Ah, eu sou santinho. Eu não devia ter vindo pra esse colégio cheio de gente estranha" e blá, blá, blá, Daniel. — bufou e fechou os olhos com raiva, ficou alguns segundos assim e disse: — Vamos pra aula.

Fiquei assustado, realmente não sabia do que ela estava falando, então apenas a segui.


Ao chegar na sala, todos ali presentes, com excessão de Maddeline e o professor, me olharam com uma cara de espanto tão estranha que até eu fiquei espantado.


– Não ligue pra isso, Sr. Ventrue. Sente-se, começaremos a aula. Olá, Madd Margareth.

– Oi — ela respondeu como sempre: seca.

*

– Me escuta, Maddeline. — disse segurando seu braço

– NÃO QUERO TE ESCUTAR!

– Então por que todos inclusive VOCÊ paralisou ao ouvir meu sobrenome? Ventrue. O que tem ele? O que tem, hein? Maddeline!

– Daniel, não... nã-nã-não cita esse nome perto de... perto de... pe-perto de — ela começou a se debater e se transformar, enquanto emitia um zumbido ensurdecedor. Incrivel. Absolutamente assustador. No que ela estava se transformando, não me pergunte, mas era horrivel. Das mangas da blusa de Maddeline sairam braços compridos e nojentos, tanto quanto suas pernas estavam. Garras saiam onde seriam as unhas. Ela olhou pra mim e abriu a boca como nenhum humano consegue, revirando os olhos e deixando apenas a parte branca visível, e gritou, com uma voz grossa e arrepiante — JAMAIS CITE ESSE NOME PERTO DE MIM! — e soltou uma gargalhada. Eu estava prestes a me borrar ali mesmo, até que ouvi uma voz.

– Daniel? Daniel?


– Daniel! Rapaz, dormindo na aula? — era o professor

– Me-me desculpe professor... eu estou muito cansado... — eu disse com timidez



– O senhor deve realmente cansado da viagem... bom, vou pedir a um inspetor para te levar ao seu quarto.


– Sim, senhor, professor. Obrigado.

Saí de sala e logo em seguida, Maddeline apareceu.


– O que pensa que está fazendo? — ela sussurrou

– Estou cansado! — respondi

– Ah, claro, senhor "consigo-tudo-o-que-quero"!

– Não fala o que não sabe, Maddeline Margareth.

– Maddeline Margareth é o-

– Olha a boca! — a interrompi

– Tchau, Daniel.

– Maddeline, espere! — ela continuou andando — Maddeline! — ainda andava — MADDELINE! — gritei mais alto — Você tem aula!

– E pensa que eu ligo? — ela gritou de volta.

– Mas Maddeline...

Tudo o que eu recebi foi um belo dedo do meio.

– Madd... — sussurrei desapontado

*

Deitado na cama do quarto pensei em tudo o que tinha ocorrido até aí.

A morte do meu pai, a decepção da minha mãe, o colégio novo, Maddeline, a diretora Sophia, Maddeline, o professor, Maddeline, Maddeline, Maddeline...

Bufei por só conseguir pensar nela. Não pode ser, maldição, maldição. Eu jurei que não ia me apaixonar mais. Prometi a mim mesmo.

Notas finais
ihhh, maddeline revoltada! hahahaha, comentem, fico muito feliz!