Cura pelo amor.

5 A namorada do papai.


P.O.V. Grace.

Meu pai quer nos apresentar uma pessoa. Ele diz que ela é importante.

Por tanto, estamos todos curiosos para saber quem é essa tal pessoa.

Hoje eu e Nate vamos sair com ele que vai nos levar para passear.

—Onde vamos pai?

—Estamos quase chegando Grace.

Ele estacionou e fomos para um Starbucks. Numa mesa estava uma garota que se levantou quando nos viu.

—Meninos, essa é minha namorada Sarah. Sarah esses são meus filhos Natan e Grace.

—É um prazer finalmente conhecê-los. Seu pai fala muito de vocês.

—Humana? Nunca que passaria pela minha cabeça você namorar uma humana papai.

—O que?

—Ela não sabe? Isso explica muita coisa, afinal se você contar pra ela vai ter que transformá-la.

—Transformar?

—Eu vou explicar, mas não aqui. Estamos em um local público.

—Que tal irmos para minha casa e você me conta tudo.

—Ótima ideia.

—Peraí, vou pedir um chocolate quente e um bolinho pra viagem. Ainda precisamos comer.

—Claro. Você aguarda um pouquinho?

—Claro, sem pressa.

P.O.V. Sarah.

Assim que chegamos na minha casa eu disse:

—Desembuche.

—Vou tirar as lentes e você vai ver.

—É melhor tirar na frente dela ou ela não vai acreditar.

—Boa ideia querida.

Vi ele tirar as lentes de contato e quando ele olhou pra mim eu dei um pulo.

—Minha nossa senhora! Mas, que diabo?

—Eu não sou como você. Meu nome é Alecssandro Volturi e eu tenho quatrocentos e cinquenta anos.

—Caramba!

—Mostra a névoa pra ela pai.

—Névoa?

—É melhor deixarmos isso pra depois. Dar um tempo pra ela absorver.

—Mostra. Agora. Eu quero ver.

—Se você insiste.

Vi a fumaça negra sair das mãos dele.

—Jesus! Isso não é névoa é fumaça.

A coisa chegou em mim e eu não conseguia mais ver.

—Eu estou cega! Estou cega!

—Pai!

—Desculpe. Eu não vi que tinha chegado nela.

Quando aquilo voltou pra dentro dele eu voltei a enxergar.

—Como é possível?

—Os vampiros foram criados pelas bruxas. Nossos namorados são originais.

—Originais?

—Os primeiros vampiros do mundo. Mas, nossos pais são de raças diferentes.

—Raças diferentes?

—São mais fortes. Imunes a estacas e o sol não os queima, surte outro efeito.

—Que efeito?

—Mostra pra ela.

—Segura o anel.

Ele tirou o anel do dedo e ficou no sol. Aquela era a coisa mais linda que eu já vi. Dava pra ouvir o tilintar.

—Que coisa linda. É como um diamante.

Grace devolveu o anel ao pai que o colocou no dedo e no segundo em que ele o fez parou de brilhar.

—O que?

—O anel nos protege. Minha ex esposa fez pra mim. Ela é metade bruxa.

—Sua ex esposa?

—A nossa mãe. Renesmee Cullen.

—Somos Natan e Grace Cullen.

—Pensei que vampiros não podiam procriar.

—Não acredite em tudo o que você lê.

—Quantos anos vocês tem?

—Seis.

—E eu tenho sete.

—Sete?

—Sim. Eu atingi a maturidade sete anos depois que nasci.

—Caramba! Você pode tirar suas lentes se quiser Natan.

—Não estou de lente e nem a Grace.

—Eu tenho uma filha.

—Uma filha? Com seis anos?

—Sim. O nome dela é Micaela.

—E quantos anos ela tem?

—Aparenta ter 17.

—Sei.

—Como se sente?

—Chocada pra dizer o mínimo. Mas, acho que eu já sabia que vocês eram diferentes, só nunca pensei que fossem vampiros.

—Você se acostuma.

—É. Acho que preciso de um tempo pra processar.

—Leve o tempo que quiser. Afinal, vamos viver pra sempre mesmo.

—Vocês também?

—Claro.

—E posso saber porque eu tenho obrigatoriamente que ser transformada?

—Por causa das armas de destruição em massa.

—E o que que tem as armas de destruição em massa?

—Aquilo pode nos matar!

—Ah! Isso é ruim.

—Nós sabemos.