Cupido, Eu Te Odeio

24 O lado oculto da lua... Ou do Zayn


Notas iniciais
Se você está lendo isso, feche a porta do seu quarto pra sua mãe não te ouvir rindo e pegue o lencinho de papel pra você limpar as lágrimas, por que esse tem uma parte muito triste. É isso pessoal, comente se vocÊ gostou, comente se você não gostou e tudo ótimo

Niall

Como eu queria entrar em uma espécie de coma, só pra não ter que olhar pra cara do Zayn. E como se não bastasse, ele ainda vai vir para a minha casa. Pra que eu fui aceitar isso. Eu sou muito vacilão mesmo.

-Acorda pra cuspir, macacada!!! – o Louis disse abrindo a cortina.

-Que horas são? – eu disse com os olhos ainda fechados.

-Oito. LEVANTA!!! – ele gritou no meu ouvido. Acho que fiquei uns cinco dias surdo do ouvido direito.

-Vai tomar naquele lugar. Me dá só uns cinco minutos.

-No, no and no! – ele começou a cantar Amy Winehouse, enquanto tirava a coberta de cima de mim.

-Me deixa, cara.

-Você não vai levantar mesmo não? – eu abri um dos olhos e vi que ele estava parado diante de mim com os braços cruzados e provavelmente, arquitetando um plano pra me tirar de lá.

-Não. – eu fechei novamente os olhos. Apesar do medo do que ele deve estar pensando.

Então, em uma fração de segundos ele me puxou da cama, me derrubando no chão.

-AI SEU FILHO DE UMA...

-Olha o que você vai falar da minha mãe! – ele disse rindo.

-QUE PORRA! Meu braço! Vai ficar uns dois dias doloridos. – eu resmunguei. Eu acho que está doendo até hoje.

-Bora. Levanta! – ele disse me puxando pelo braço direito, já que o esquerdo estava doendo.

-Porra, vou ficar sem tocar violão. SUA CULPA. Retardado!

-Morre que passa!

Se está assim nos primeiros dias, não quero nem imaginar o primeiro mês.

No café da manhã, eu praticamente o fuzilei com os olhos. Eu o encarava enquanto ele ria. Eu realmente estou com raiva, mas metade disso é implicância.

-Tudo bem, Niall. Me desculpe. – ele disse rindo.

-O que aconteceu? – a minha mãe perguntou.

-Esse retardado me derrubou da cama.

-Vocês dois... – minha mãe disse balançando a cabeça.

-E eu não vou te perdoar. – eu falei.

-Tudo bem. Mas as meninas vão ficar sabendo da nossa conversa de segunda-feira.

-NÃO! Você não faria isso!

-Então me perdoa.

-Vocês estão... Eu não acredito. – Greg falou.

-Ninguém te chamou. – eu falei – E ta. Eu te perdôo.

-Eeeeeehhh!!! – Louis disse comemorando – Dá um beijinho.

-Vai com a sua viadagem pra lá! – ele caiu na risada.

-Meninos, vocês estão atrasados.

-Por que sempre estamos atrasados? – o Louis disse pegando a mochila.

-Minha mãe adianta a hora dos relógios. – eu sussurrei. Se ela souber, eu acho que estou frito.

-Por isso o meu relógio nunca estava de acordo com os lá de casa.

Quando chegamos a escola, Zayn também estava acabando de chegar no seu conversível preto com um dos melhores sistemas de som que eu já vi em toda a minha vida. Sim, eu morro de inveja. E pra desgraçar com o meu dia de uma vez, ou melhorar, eu não sei. Na verdade eu nunca sei de nada. Mas continuando, antes que eu comece a falar da minha vida. Mas na primeira vez que ele chegou com aquela Lamborgini na escola eu... WOW!!! Para com isso. Não estamos aqui pra falar da minha vida. Quer dizer, estamos. Mas não sobre essa parte da minha vida. Continuando, ele me chamou no carro. Não sei o porque, mas chamou.,

-O que você quer? – como eu sou adorável. Dá vontade de apertar as minhas bochechas.

-Confirmar. Eu vou pra sua casa hoje depois da escola, isso?

-É. – infelizmente.

-Já que eu vou direto, você vai querer uma carona? – SIM! CLARO! COM TODA A CERTEZA DO UNIVERSO! PRA QUÊ PERGUNTA?

-O Louis vai poder ir também?

-Sim. Cabe ele no banco de traz. – SEM SOMBRA DE DÚVIDA. CARA, EU JÁ DISSE QUE TE ADORO.

-Lou? – o que eu estou fazendo. Sou retardado? To de brinks. Estou dando uma de difícil.

-Tudo bem.

-Então vamos!

-Então tudo bem. Até a sala. – ele disse acenando.

Caralho, eu vou entrar no carro dele. Estou feliz de mais. Sou foda até o ultimo fio de cabelo.

Durante a aula eu só pensava na hora de ir embora. Não que eu seja aproveitador, mas está aí a oportunidade. Vamos aproveitar. Já que é pra aproveitar... Hahaha, sou maléfico sendo bom... Vamos levar a minha amada Selena conosco. Ele deu a carona. Mas eu acho que ele nem vai se incomodar, por que ele está em uma fase paz e amor. Ou está querendo zoar comigo. Melhor eu abrir o olho.

-Niall – Zayn disse quando estávamos saindo da sala, por que a aula já tinha acabado – eu vou ali conversar com uns meninos, e daqui a pouco nós vamos. Te encontro no carro.

-A Sel vai poder ir com a gente? – Louis tinha tido exatamente a mesma idéia que eu .

-Claro. – e ele saiu.

-Que história é essa? – a Demi e a Selena perguntaram em uníssono.

-É que o Zayn vai lá pra casa. Então ele vai dar carona pra nós.

-Nós... Eu, você e o Louis?

-Sim.

-Eu sempre desconfiei que Zayn usava drogas. Agora estou totalmente certa.

-Por que, minha linda? – Miley perguntou meio sarcástica.

-Dar carona pra essas coisas? – a Sel disse apontando pra mim e pro Lou – Se eu fosse uma pessoa normal eu não daria.

-Mas você não é normal. – eu disse colocando a mão em seus ombros.

-É, eu não sou.

-Sabe o que a besta do Louis fez?

-Besta não! – ele falou rindo.

-Besta, anta, lesma, retardado, idiota.

-O que ele fez? – a Demi perguntou meio espantada.

-Me derrubou da cama, e quase me fez quebrar a mão.

-WOW!!! Essa história de quase quebrar a mão é mentira.

-Mas está dolorido.

-Por isso você não copiou aquele texto.

-E não vou poder tocar violão. – eu disse fazendo biquinho.

-Ô me Deus!!! Ta tísti? Fica tísti não. – a Miley falou brincando comigo, o que me fez rir sem querer.

-Louis seu monstro! Você quase deixou a mão do garoto sem movimento. E se ele ficasse monoplégico? – a Selena disse brincando. Às vezes ela inventa umas palavras meio esquisitas, mas que se você pensar direito, elas até que fazem sentido.

-É que eu sou muito mal!

-DEMETRIA! – eu gritei.

-QUE É? – ela gritou também. Eu vou ficar com os dois ouvidos surdos, eu acho.

-Sobe aqui nas minhas costas? – eu não tive noção do que eu disse. Muitas vezes eu me sinto culpado por ela ser apaixonada por mim.

-Tá bom. Só tira a mochila.

Eu dei a mochila pro Louis e ela subiu em mim. Nós brincamos um pouco. Eu girava, pulava e quase cai com ela no chão.

-Olha, é pro cazalzenho pará! Eu to cum siúme! – a Miley disse brincando.

-Que coza leanda! – o Louis falou apertando as bochechas da Miley.

-Pára! Ta machucando. – ela disse batendo no Louis, enquanto a Sel morria de rir.

-Tudo bem, parei.

-Meninas, é a nossa hora! – eu falei.

-Tá tão bom não ter que usar as pernas. – NÃO ESTÁ USANDO AS PERNAS? Cara, ela está tentando me conquistar pela fraqueza da carne. Só pode. Ela está com um short meio curto e uma blusa longa. Branca com preta. Eu acho que a Demi se veste excepcionalmente bem (Hahaha estou falando difícil. Graças a professora de teatro). Mas é verdade. Ela se veste muito bem. Os desenhos em suas blusas, o modelo das calças dela. É muito despojado, esportivo. Mas voltando ao centro da nossa conversa, ela estava com um short curto, e eu estava pegando bem na sua coxa, que é enorme. Foi mal, mas tenho que admitir. E eu nem sei por que estou meio assim. Eu que a chamei pra subir nas minhas costas.

-Mas é a hora de ir. Amanhã você pega outra carona. – eu falei a deixando no chão.

-Que chato. Vamos Miley!

-Mas alegria meu povo. AMANHÃ É SEXTA-FEIRA!!! – o Louis gritou.

Nós cinco fizemos a “dancinha da sexta-feira”. É um tipo de dança que inventamos. Nós a fazemos todas as quintas, no final da aula, e sextas, no começo e no fim também.

-Olha minhas lindas! A-di-os!

Nos despedimos das garotas, e quando chegamos ao carro, o Zayn já estava com o celular pra me ligar. Eu só não sei como ele tem o meu numero.

-Finalmente! Já ia ligar pra vocês.

-Como você tem o nosso numero?

-Miley passou pro Harry que passou pra mim. – cara de aço! – Entra aí!

Nós entramos e eu sentei na frente. Fiquei fitando aquele som do carro dele. Por pouco eu não o liguei. O som estava tipo me seduzindo. Eu sou meio doidera mesmo.

-Pode ligar.

-O que? – eu disse me libertando do transe.

-O som. Pode ligar.

-Sério?

-Claro.

Eu fui bem devagar ligar o som, por que se fosse uma alucinação, eu teria como acordar a tempo. Mas não era. Eu liguei na rádio. Estou tipo, vomitando arco-íris.

-Maravilhoso, não? – o Zayn perguntou.

-Melhor tirar daí, antes que o Niall comece a babar. – o Louis comentou. Só que eu nem dei atenção.

-É perfeito! – eu falei ainda seduzido.

-Você é como eu. Quando eu entrei no carro pela primeira vez, eu fui logo indo pro som.

-O áudio dele sai limpo. Não tem eco.

-É. É muito bom. Faz tempo que eu não vou a sua casa. Entra pela direita ou esquerda?

-Esqu... Direita! – os meninos riram de mim. Eu acho que a minha vida vai ser com eletrônicos. Vou ser como o plâncton. Vou me casar com um computador e ter cyborgs como filhos.

-Gente, vamos descer e deixar o Niall namorando com o sistema de som do carro. – a Sel disse rindo.

-Não! Eu vou com vocês.

-Ele está assim por fora, mas por dentro deve estar: Nããããããoooo!!! Só porque eu achei a minha cara metade. Tchau meu amor! – o Louis disse me imitando. Nós rimos, por que eu estava assim mesmo.

-Tchau garotos. Até amanhã. – a Sel disse acenando.

-Tchau! – eu e o Louis dissemos em uníssono.

-Ela mora aqui do lado? – o Zayn perguntou meio confuso.

-Sim. Vamos entrar? – o Louis disse. Ai que deve ter feito uma confusão na cabeça do Zayn.

-Ele vai ficar na sua casa também?

-Sim.

-E ele vai dormir aqui?

-Vou sim. – o Louis disse me olhando e deu um leve sorrisinho.

-E você dorme com frequência aqui?

-Sim. Tipo, eu vou dormir hoje...

-Amanhã...

-Semana que vem...

-Talvez o mês que vem inteiro!

-Vocês são irmãos?

-Não. É que aconteceu uma coisa na casa do Louis que ele não pode continuar lá...

-Então eu moro aqui!

-Eu não vou perguntar o que aconteceu. Mas... Legal.

-Vamos entrar, ou você prefere ficar aqui olhando a rua?

-Não. Vamos.

É, até que ele é um cara legal. Mas eu não vou abrir tanta brecha assim.

Quando entramos em casa, a minha família olhava um pouco confusa.

-Família, Zayn. Zayn, está é a minha família. – quando eu falei isso, a minha mãe meio que arregalou os olhos, e o Sccott voltou a ler o jornal, que tinha como noticia de capa, um grande acidente de carro, que no momento não me interessava. – Nós vamos subir pra estudar um pouco e quando a janta estiver pronta nos chame. Louis?

-Vou tomar banho daqui a pouco. Mas eu só vou terminar de assistir a minha série.

-Tudo bem. Estamos subindo.

Com toda a certeza, a minha mãe deve ter ficado muito confusa. Mas depois eu explico tudo pra ela.

Quase uma hora e o Zayn não entendeu porra nenhuma. Já que ele não estava conseguindo fazer as expressões, melhor eu explicar a tabela periódica. Mas nem isso o garoto compreendeu.

-Será que você entendeu agora?

-Então quer dizer (procurar da internet)

-Não! – e quando eu estava explicando pela octogésima terceira vez a meeeesma merda, o Zayn falou uma coisa que eu nunca pensei que ouviria dele.

-Niall. –ele disse esperando que eu respondesse,

-Fala.

-Será que existe uma solução pro coração? – o jeito como que ele falou me sensibilizou um pouco. Ele falou de uma maneira com que ele parecia uma criança.

-Por que Zayn?

-Não, é que eu estou apaixonado por uma garota.

-Qual é o nome dela? – essa história está começando a ficar quente.

-Dmsmia. – ele falou algo inaudível.

-O que?

-De... Devonne. – eu não consegui acreditar. Se você não sabe, Devonne é o nome do meio da Demi.

-A Demi! Você está apaixonado pela Demi?

-Que outra Devonne você conhece?

-Então é por isso você está se aproximando de nós?

-É. Eu percebi que ela só anda com vocês... Principalmente você. Então eu acho que me aproximando de vocês, ela talvez ceda a algo. Mas eu estou vendo que eu vou levar algumas amizades pelo resto da vida. – ele sorriu pra mim.

-Mas você sabe que a Demi é apaixonada por mim, não sabe?

-É. Mas eu prefiro tentar. É bom arriscar.

-E... Desde quando você é apaixonado por ela?

-Desde quando eu não sei, mas eu fui perceber na volta da semana de natal. Quando eu a vi, eu me senti melhor. É uma coisa estranha, você não acha? – estranha é a minha situação. Eu sou apaixonado pela minha melhor amiga!

-Não muito. Eu só acho que... – a minha mãe interrompeu a minha fala para anunciar a janta – Então, depois terminamos de conversar.

-Tudo bem. Mas não conta pra ninguém.

Nós descemos e durante a janta, uma enorme troca de olhares foi feita na mesa, até ser interrompida pela pergunta do Greg.

-Zayn, não é? Você é da escola do Niall?

-Sim, somos... colegas.

-Amigos. – eu falei antes que ele pudesse terminar a frase. Louis me olhou com uma mistura de ciúmes com confusão. Eu apenas pedi pra ele esperar.

-Você tem umas expressões que não são normais de um homem americano. – Sccott é muito observador.

-Primeiro, obrigado por me denominar como um homem. Você é o primeiro cara que não é namorado da minha mãe que fala isso pra mim. – todos na mesa riram – E em segundo, eu tenho descendência mulçumana. As pessoas dizem que eu me pareço com o meu pai.

-Você é um rapaz muito bonito. – a minha mãe falou.

-Isso no seu braço é uma tatuagem? – o Greg perguntou tentando procurar pelo corpo do Zayn mais daquelas.

-Sim. Eu tenho umas seis. – todos, menos eu e o Louis e comíamos o nosso jantar normalmente, se espantaram – Essa primeira que você viu. Uma outra que são dedos cruzados, — ele disse mostrando o braço – uma na pélvis, que era um símbolo japonês, mas eu cobri com um coração, o nome do meu avô em árabe, uma frase em árabe, e é isso.

-Eu acho que no dia em que eu tatuar um grão de areia eu desmaio. – o Louis disse e fez apenas eu e Zayn rirmos. Minha família estava mais interessada sobre a vida do Zayn.

O coitado nem conseguiu comer, apenas respondendo as perguntas.

-GENTE, deixa ele comer! – eu falei.

Com um pouco de paz, ele conseguiu dar umas garfadas na comida, mas a minha mãe começou a perguntar mais da vida do Zayn.

-Louis, vamos pegar a sobremesa. – eu falei. Mas é óbvio que o meu objetivo principal não é ir pegar a sobremesa.

-Vamos.

Quando chegamos à frente do armário, eu fingia que pegava as coisas, junto com o Lou.

-Que história é essa de serem amigos. Há um dia ele era o seu pior inimigo. – ele falou baixo.

-É que ele me contou um negócio aí. Mas depois eu te falo.

-Vamos. Zayn, você gosta de sorvete?

-E quem não gosta? – ele realmente estava conseguindo conquistar a minha família.

Nós nos servimos e a minha mãe continuou enchendo Zayn de perguntas. Quando terminamos de comer, eu salvei Zayn daquela situação.

-Zayn, Lou. Bora ali na Sel?

-Vamos. – os dois responderam.

Quando chegamos lá a Sel estava deitada em um sofá, e a Mandy estava em outro deitada no colo de Brian.

-Oi gente! – eu disse entrando. Podemos dizer que eu e o Louis somos de casa, então sempre entramos a qualquer hora, abrimos a geladeira, vamos no quarto deles. Não é falta de educação. A Mandy mandava a gente fazer isso mesmo. – Entra ai Zayn.

Podemos dizer que ele ficou meio espantado com a minha ordem.

-O Zayn ta ai? – a Sel disse inclinando a cabeça pra porta.

-Estou aqui. Posso entrar.

-É claro. – a Mandy disse meio desconfiada. Eu acho que o nome “Zayn”, surgiu em sua cabeça como uma lembrança daquele dia em que eu cheguei carregado em sua casa após levar uma surra dele.

-Sentem-se! – Brian disse.

-Não. Estamos só passando. – Louis disse pegando uma maçã em cima de uma cesta sobre a mesa.

-Gente, vamos subir pro meu quarto. – a Sel falou se levantando. Ela estava usando um pijama, mas não parecia se sentir constrangida com a presença do Zayn. Pra falar a verdade, eu quero saber um dia que ela teve um pingo de vergonha na cara. Ela já quase me viu nu. Ela fica só de sutiã na minha frente e do Louis. Mas essa coisa do sutiã eu entendo, por que ela não tem vergonha de ficar de biquíni. É claro que eu amo essa liberdade que ela tem. O Zayn ficou meio confuso, porque ela nem se preocupou em se trocar. Mas essa coisa é da mãe dela. Eu acho que a Mandy e a Selena desmentem essa historia de que garota é parecida com o pai, por que as duas são quase a mesma coisa.

-Ela vai continuar assim? – o Zayn sussurrou no meu ouvido.

-Ela é assim mesmo, mas se você quiser que eu peça pra ela trocar de roupa.

-Seria bom. Estou ficando constrangido por ela. – nós rimos.

-Maria, sua desnaturada!

-O que é, estrupício.

-Vai vestir uma roupa. O Zayn está com vergonha.

-Se vocês saírem do meu quarto... A não ser que vocês queiram me ver só com roupas íntimas.

-Eu nem ligo! – o Louis disse rindo.

-Nem eu! – eu respondo – Mas é o Zayn coitado!

-Então saiam do me quarto. – nos ficamos nos olhando – AGORA!!!

Nós saímos correndo e ela trancou a porta. Ela é meio zica mesmo.

-Ela é sempre assim? – o Zayn perguntou se encostando na parede.

-Não. – eu respondi.

-Ela é pior, mas você está aqui. Então ela está tentando ser mais normal o possível. – o Louis completou – Vamos pra sala.

Quando chegamos na sala, a Mandy não parava de encarar o Zayn. Depois eu vou ter que fazer umas cartilhas explicando o que aconteceu.

-Isso no seu peito é uma tatuagem? – a Mandy perguntou, o que fez o Zayn rir rapidamente.

-Sim.

-Se a Selena aparecer com uma tatuagem aqui em casa, eu a expulso. – nós rimos.

-Minha mãe me deu a maior bronca quando eu fiz a primeira, mas quando ela viu que era o nome do meu avô, ela relaxou mais um pouco.

-Primeira?

-Eu tenho cinco, e estou pensando em fazer a sexta esse mês.

-Você não sente dor, não? – Brian perguntou.

-Incomoda, mas a dor foi mesmo na primeira. Eu já me acostumei.

-Pode subir! – a Sel gritou do quarto.

-Então, vamos subir.

Nós ficamos uns cinco minutos lá conversando. Quando voltamos ao meu quarto o Zayn reparou em uma coisa que ele só foi ver agora. Era o um telescópio. Eu gosto de ver as estrelas e já dei o nome de uma, que agora é chamada Selena. É uma estrela pequena, e se você não reparar bem, ela passa despercebida.

-Eu tenho um desses em casa. Eu já nomeei uma estrela. O nome da minha irmã que faleceu. – quando ele disse isso, ficou meio triste – Dhena era o nome dela. Deixa eu te mostrar.

Ele ajustou as lentes e me mostrou.

-É uma estrela bem bonita! Faz jus ao nome.

-Verdade. Eu acho que eu fiz isso por que a minha irmã era... é muito especial pra mim. Quando ela se foi eu fiquei sem chão. Foi há dois anos.

-Como ninguém nunca ficou sabendo dessa história?

-Minha família decidiu deixar em segredo, pra não sofrermos mais. Por causa disso eu passei a fumar.

Tudo bem. Agora o Zayn me pegou. Como assim.

-Como você... – eu não consegui terminar a frase.

-Eu estava muito triste mas não queria dizer pra ninguém. Um dia eu saí pra uma festa e lá me ofereceram. Minha vida estava tão destruída, que eu nem pensei no futuro e nem nas consequências. Pra quê? A única pessoa que me ouvia e que me dava voz naquela casa se foi. Eu ainda consigo me lembrar do acidente. Foi tudo culpa minha. – ele começou a chorar. Melhor eu preparar os lencinhos de papel, por que a coisa vai ficar feia – Ela estava tentando me ensinar a dirigir. Eu não estava bravo, diferente do que você pode pensar. Nós estávamos ate brincando. Mas eu comecei a desobedecer às ordens dela. O carro perdeu o controle, e capotou. Eu fui acordar uma semana depois, quando o corpo dela já tinha sido enterrado. Eu não pude dizer o ultimo “Eu te amo”. Se eu pudesse ter ao menos abraçado ela. Eu me lembro que antes de perder a consciência, eu acordei e o carro estava de cabeça pra baixo. Eu saí de lá, e vi o corpo dela há uns cinco metros de distância. Eu tentei rastejar até lá, mas eu desmaiei antes. Minha mãe toma remédios pra depressão até hoje; a minha irmã mais nova, que na época tinha dez, sofreu uma crise de pressão baixa, por que ela tinha que cuidar de mim e da minha mãe; a minha irmã mais velha se tornou uma pessoa fria, que não ri, não demonstra amor. Chega a ser desprezível, muitas vezes. E eu quase morri duas vezes. Uma foi por que eu não me alimentava direito. Só bebia, chegava tarde em casa. Foi nessa época que eu comecei a fumar. E a segunda vez que eu quase morri, foi quando eu tentei um suicídio. Eu tentei me enforcar. Minha mãe tinha chegado no quarto eu estava desmaiado. Ela me levou pro hospital. Eu acho que eu sou a pessoa que mais odeio. Eu que matei a minha irmã.

Você deve estar se perguntando por que eu não estou o consolando. Eu acho que ele passou tempo de mais escondendo isso. Ele precisa desabafar, mas eu estou derramando algumas lágrimas aqui. Eu nunca pensei que ele fosse esconder uma história assim. Cara, perder a irmã deve ser barra. Eu nunca pensei em uma possibilidade dessas. Talvez se eu soubesse dessa história, eu respeitaria Zayn a mais tempo. Mas temos que parar com isso.

-Zayn. Eu poderia dizer que te entendo. Mas eu não vou dizer isso, por que eu não entendo. Mas se te conforta, essa estrela que você nomeou. Ela sempre vai estar com você. Te guiando.

-Eu acho que você foi a única pessoa que eu confiei tanto assim na minha vida. Eu não sei como te agradecer por me entender. Eu sei que você morre, ou morria de raiva de mim, por que eu quase te matei – nós dois rimos – mas... Obrigado por me receber assim. Na sua casa. E eu quero que isso aqui que estamos tendo continue por um longo tempo.

Dós demos um rápido abraço e eu queria mostrar uma coisa antiga pra ele. Eu acho que nem o próprio Zayn sabe da existência disso.

-Zayn, vamos ali.

-Aonde?

-Só cala a boca e vem! – eu sou uma pessoa tão adorável.

Eu o levei até o porão da minha casa.

-Tá. Isso está me dando um pouco de medo. Você vai fazer o que? Me assassinar, me estuprar, me sequestrar? – ele disse enquanto eu procurava uma coisa.

Eu não sei como eu ainda me lembro disso, mas ainda bem. É uma foto de quando éramos crianças.

-Eu não vou te perguntar se você se lembra disso, mas consegue identificar essas crianças?

-Eu, você e a minha irmã. – eu estou conseguindo arrancar umas lágrimas dele, mas ele está maravilhado com essa foto.

-Eu me lembro. Era uma festa de dia das mães na nossa escola. Minha mãe te viu e te achou fofo. Quis que eu tirasse uma foto com você. Mas eu não queria, até que eu cedi em troca de uma balinha.

-Tirar uma foto comigo custa uma bala. Pelo menos custa algo. – nós dois rimos.

-Vendo essa foto, eu posso dizer que ela é realmente linda.

-Tem uma foto dela no meu celular. Espera um minuto.

Ele colocou uma foto dos dois. Eu podia ver que eles realmente se gostavam.

-Toda vez que eu olho pra essa foto, eu me lembro que mesmo a nossa relação tendo altos e baixos, nós éramos amigos, acima de tudo. Eu dizia que ela era a minha irmã gêmea. Apesar de que ela era cinco anos mais velha.

-Por que você está se abrindo pra mim?

-Eu confio em você. Mas só em você.

-Por que não o Harry?

-Ele não é uma pessoa pra quem você possa confiar. Ele é aquele amigo que pode até te ajudar nas horas difíceis, mas não aquele com quem você possa se abrir.

-Obrigado por confiar em mim.

-Você faz por merecer.

-Vamos voltar antes que percebam que não estamos mais lá.

-Pega aqui. – ele disse me entregando a fotografia.

-Não. É sua. Pode levar. – ele apenas consentiu com a cabeça e guardou a foto no bolso. Eu não sei por que fiz isso, mas talvez tenha algum uso.

Depois de subirmos de novo, ele pediu perdão mais uma vez.

-Me perdoa por tudo o que eu fiz. Me perdoa por você e pelos seus amigos.

-É claro que eu perdôo.

-Eu acho que eu are assim por que eu sempre tive tudo o que eu quis. Então, por que não querer mais? Mas eu estou realmente querendo ser uma pessoa diferente.

-Me admira isso. Pelo menos você quer mudar.

-Você joga basquete?

-Prefiro futebol.

-Eu faço parte do time de basquete da escola. Mas nós não estamos indo muito bem.

-Sempre foi um time muito bom.

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Tem uma semana que o Zayn anda com a gente. No começo foi um pouco diferente pras meninas, mas agora elas já estão acostumadas com ele. Eu até estou apoiando um possível romance da Demi com o Zayn, mas ela não dá brecha. Ele não pode fazer nada, mas o Zayn está se esforçando.

Notas finais
vc não achou a história do Zayn triste? eu que escrevi achei. então é isso. comente e muito beijo pra vocÊ