Cupido, Eu Te Odeio

21 Bird, it's your time to fly...


Notas iniciais
Gente, está meio triste. E eu vou criar outra história. Não, eu não vou parar de postar a Cupido. A história é sobre uma garota que... Não eu não vou contar aqui. Você vai ter que ler, ok?! Beijos :3

Niall

Sério, Senhor. Por que você não me impediu de fazer aquilo: Não, sério. O que me deu na cabeça. Será que eu sou tão retardado assim? Não pode ser. É impossível. E eu jurei a mim mesmo que não ia perdoa-lo, e agora, eu vou ajuda-lo com o trabalho de química. Minha mãe errou na dosagem de “burrice”, ou de “burrada” mesmo. Por mais que sejam parecidos, não é a mesma coisa. Mas eu acho que ela exagerou na dose de burrada, por que eu sou inteligente (tosse ~convencido~ tosse). E porque eu? Já não bastava pegar o meu dinheiro, tinha mesmo que puxar
o meu saco?

-Vem cá. Digam-me: Eu sou mesmo lesado assim? Não, sério. Por que, pra topar uma dessas, eu tinha que ser no mínimo demente. –Eu falei pra Sel e pro Louis. Eles riram, mas eu estava falando sério.

-Você é. E infelizmente não tem tratamento. — o Louis falou.

-Você vai dormir no sofá, esta me ouvindo?! – eu falei brincando.

-Hum... Já estão brigando. Isso quer dizer que a relação está mais séria do que eu imaginava. – a Selena disse.

-Pra você ver como é. Falando nisso, Louis, onde vamos arranjar emprego?

-Eu não sei. Se lembra daquele curso de informática que fizemos? Pode ajudar.

-Sem querer me intrometer, — Sel disse. – mas a amiga da minha mãe está abrindo uma loja de informática e está precisando de funcionários. Vocês bem que podiam passar lá.

-Boa ideia. – eu disse.

-Eu pensei em uma lanchonete, mas depois eu deletei a ideia. O Niall ia falir a loja. – eu soltei um riso tão histérico, que todos me olhavam. Só que eu não conseguia parar. Eu tenho essas crises de riso, quando a piada nem é tão boa.

-Niall! Para. Você já está nos envergonhando. – a Selena falou rindo também. Mas o seu riso era mais discreto.

-Sério, Nini. Você não está bem! – o Louis falou

O sinal tocou, nos convidando pra entrar na sala, que estava no andar de cima. Estudávamos em uma escola pública, apesar de que a minha mãe sempre teve condições de me colocar em uma particular. O Louis estudava em uma escola particular. Diferente de que você pensa, ou pensava, nosso grupo só se formou por minha causa.

Éramos crianças. Tínhamos em volta de três ou quatro anos. Eu tinha acabado de chegar na cidade, e a Selena estudava na mesma creche que eu, então éramos coleguinhas de escola. Nada muito pessoal,
sabe. Um dia de domingo, durante a tarde. Em dia tedioso, afinal, pra uma
criança de três anos. Minha mãe tinha me deixado sair um pouco pra brincar no quintal, só que eu saí de lá sem ela ver (Sapeca) e fui pra rua. No meio da rua, eu vi um garoto sentado na calçada. Não sei como, mas eu me lembro que ele estava com uma bermuda vermelha, e uma blusa listrada. Dizem que as lembranças mais especiais são as que mais marcam. Bem, eu me sentei ao lado dele, e começamos a conversar. Eu chamei ele pra minha casa, e a minha mãe já estava desesperada atrás de mim. E somos amigos até hoje. Ele começou na escola pública com 10 anos. Como ele já me conhecia e conhecia a Selena, formamos o nosso grupinho. A Miley era amiga da Sel, e a Demi era amiga da Miley. Então ficou assim o grupo: eu, Sel, Lou, Demi e Miley. Ainda tem a Dani, que é
ex-meia irmã da Miley. O pai dela se casou por um tempo com a mãe da Dani, só que não deu certo. As duas tem uma boa amizade, mas a Dani não gosta muito de andar com a gente. Ela prefere ficar sozinha. Esse é o ultimo ano de escola. Vou sentir saudades. E eu ainda nem decidi que faculdade fazer.

Louis Pov

Cara, eu não sei com que cara eu vou falar pra minha mãe que eu estou indo embora de casa. Tipo, ela vai surtar. Mas é preciso criar coragem. Ela não pode ficar me sustentando a vida toda. Ela ainda tem as gêmeas, contas pra pagar, tem que sustentar a Charlie lá em Paris. Acho que não tem lugar pra mim nisso tudo. E quando eu tiver trabalhando, todo
mês eu vou enviar uma quantia pra minha mãe. E outra pra tia Maura. O que sobrar sobrou. Talvez eu guarde, ou talvez gaste comprando alguma coisa. Nossa eu estou tão atordoado, que me esqueci de ir falar com a Eleanor. Ela que teve que ir falar comigo.

-O que foi? Não temos nem dois dias de namoro e já está brigado comigo! – ela falou colocando os braços em volta do meu pescoço.

-Desculpa, meu amor. É que eu estou passando por problemas lá em casa, e eu me esqueci de te ligar.

-Ah, se foi isso, tudo bem. Tá perdoado. – ela me beijou. Acho que esse foi o momento que eu simplesmente me esqueci de todos os problemas. O momento de paz que eu precisava.

-E como foi o seu dia?

-Não tão bom, sem você.

Demos mais um beijo, até a besta do Niall estragar o momento.

-Boraa, rapazeadaa! –Ele gritou

-Já estou indo. – eu falei quase o estrangulando – Tchau, amor. Eu tenho que ir. Beijo.

Cheguei em casa. Não sabia como eu ia encarar a minha mãe. Eu fiz as malas primeiro, por que se ela tentasse me deter, as malas já estariam prontas. Senhor, da onde surge tanta coisa. Tem coisa que eu tenho desde os cinco anos. Eu deixei essas coisas pra minha mãe. Cheguei à porta do seu quarto. Fiz com que ela visse as malas.

-O que é isso, filho?

-Minhas malas. Eu vou sair de casa. – eu disse me sentando ao seu lado.

-Como assim? Você vai me deixar aqui sozinha? – ela começou a chorar.

-Não. Eu vou me mudar pra casa do Niall. Você não estava conseguindo sustentar essa casa nem com o salário do papai. Agora que é só você, eu acho melhor eu sai de casa. É menos boca pra alimentar, menos energia, menos tudo.

-Eu não vou deixar você ir. Não vou. Você é o meu primeiro filho. Vai ficar comigo pra sempre. –Você pode não estar entendendo essa de ‘primeiro filho’, e deve estar se perguntando: “E a Charlie?”. Ela é adotada. Minha mãe a adotou quando descobriu que estava grávida de mim. Ela também é adotada. Talvez seja isso que torna os laços dela e da Mandy mais fortes, por que as duas são adotadas.

-Mãe, eu vou me mudar pro outro lado da rua. – eu beijei a sua testa – Vou estar sempre ao seu alcance. E eu vou começar a trabalhar.

-Não. Você vai ficar comigo. Eu arranjo dois empregos, eu faço hora extra mas você não vai sair de casa.

-Mãe, eu preciso. Chega uma hora que o passarinho tem que sair do ninho e voar. – historinha clichê.

-Mas você não é pássaro. Você é um coelho apaixonado por cenouras. — nós rimos. Um dos primeiros sorrisos que a
minha mãe deu nesse tempo.

-Então vamos arrumar a frase: Chega a hora que o coelho tem que sair da toca e viver a sua vida.

-E se a mamãe coelho não quiser? – ela disse limpando as lágrimas.

-O coelho vai de qualquer jeito, pro bem da mamãe coelho. Mãe, você sabe o quanto eu te amo. E que eu só estou fazendo isso por você.

-Eu não mereço. Você vai ficar longe de mim. Eu te amo muito e não quero te perder.

-Mãe, você não vai me perder. Eu vou morar aqui na rua.

Eu me levantei, dei a minha mão pra ela se levantar, e nos abraçamos. Eu sei que não deveria fazer isso com a minha mãe, mas eu não aceitaria a possibilidade de a minha mãe passar fome com Daisy
e Phoebe.

Notas finais
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