Notas iniciais
Autora: MycaClassificação: +18Gênero: Romance, Hentai.N/A: Welcome, Welcome! *-*. Muito obrigada ao Icaro Pratti (pela capa perfeita!) e todos que votaram para eu vir aqui hoje! A realidade a seguir é totalmente ficcional, fruto da minha imaginação nada inocente. Até lá em baixo!

Ouço o barulho do meu despertador de gato e tateio o criado mudo até encontrar o botão principal.

Sento-me assim que escuto apenas o barulho do ventilador de teto. Ajeito a T-shirt preta – que estava torta – antes de me levantar.

Sigo na direção do banheiro e abro a porta apenas com um leve empurrar.

Já estou nua quando entro no boxe e em poucos segundos a água quente já está em contato com minha pele, dando uma sensação tranquilizante e me preparando para o dia.

Meus músculos aos poucos perdem a tensão e suspiro profundamente, quando o banheiro começa a ganhar um aspecto de sauna.



Nada melhor do que um banho quente.



Saio do pequeno local com cuidado e sinto o choque térmico automaticamente enquanto puxo a toalha para cobrir o corpo.



Paro de frente a pia e escovo os dentes apressadamente. Lavo a boca e cuspo a espuma na pia.

Volto para o quarto e abro uma porta do armário, encarando uma coleção de vestidos imensa.

Mordo os lábios, indecisa e puxo um de mistura de marrom com alguns desenhos abstratos em vermelho. Ele tem um desenho um tanto formal, mas não me importo.

O visto e faço uma maquiagem leve, tentando ser o mais discreta possível. Coloco os saltos pretos e puxo uma bolsa da mesma cor, a qual tem todos meus documentos para ir para minha consulta com a ginecologista.

Será uma coisa de rotina, apenas para verificar se está indo tudo bem.

Saio do quarto e desço as escadas, encontrando Madge e Johanna na sala com seus pijamas. A loira está de roupa de oncinhas e a outra de bolinhas brancas com o fundo negro.

Seus cabelos estão presos em rabos de cavalos e elas estão comendo brigadeiro enquanto assistem “Uma linda Mulher”.

– Nem me chamam – reclamo e paro atrás delas no sofá.

Está na cena em que Julia Roberts se abaixa para pegar o cliente – Richard Gere – que só está procura de uma informação.

Não encaro muito o aparelho de TV, pois me lembra um pouco a parte da minha vida que estou procurando esquecer, ou melhor, superar.

– Você disse que iria à médica hoje – comentou Johanna – Não vai tomar café?

Nego com a cabeça e dou um beijo na bochecha de cada uma.

– Tem certeza, Kat? – perguntou Madge – Essas consultas costumam demorar e você pode ficar com fraqueza. A Clove deixou pães fresquinhos antes de ir para a faculdade.

Mordo os lábios. É difícil morar numa casa com suas amigas de infância e pior ainda quando elas decidem dar uma de mãe.

– Eu como na rua – digo rapidamente – Não comam demais esses brigadeiros ou podem passar mal.

– Hoje é dia dos namorados! – disse Johanna – E eu não tenho ninguém a não ser esse chocolate!

Reviro os olhos e rio.

A morena parece muito mais engraçada enquanto está encolhida no sofá preto de couro. Parece uma garotinha que não pode ganhar o brinquedo que tanto queria.

– Dane-se que é dia dos namorados... É um dia como qualquer outro – reviro os olhos e digo sinceramente – O que pode acontecer hoje?

– Muitos casais estão celebrando o amor... Será estranho sair e não deixar me afetar por ver garotas ridículas receberem bombons e buquês.

Suspiro e encaro as paredes brancas com os nossos retratos.

– Como se vocês não tivessem seus casinhos e que não recebessem mil pedidos de namoro por mês.

As duas riram e depois deram de ombros. Eu as conhecia muito bem, para saber o quanto elas adoram transformar tudo em drama.

– Somos boas demais para esses caras.

– Concordo, mas vocês são duas hipócritas – digo com um sorriso e mando um beijo – Se estão reclamando tanto que não tem ninguém para ficar com vocês hoje, talvez devessem se lembrar dos rapazes que volta e meia mandam mensagem para vocês.

Antes de sair porta a fora, ouço alguns xingamentos em direção a minha pessoa, mas ignoro e encontro a calçada da rua sem dificuldade, apesar das poças d’água que envolve nosso pequeno gramado.

Moramos perto do centro, então não demoraria muito a chegar até o consultório da doutora Annie Cresta.

Paro no ponto de ônibus e aguardo silenciosamente a chegada do mesmo. São poucas as pessoas nas ruas e raramente vejo algum carro.

As casas coloridas, de formas tão diferentes são protegidas por algumas árvores. Coisas que eu não repararia antes se ainda estivesse naquele estado tão envolto de loucura.

Suspiro quando o ônibus chega e embarco sem demora, sentando-me sozinha no fundo. Coloco os fones de ouvido e aumento o volume para o máximo.

A música tem minha total atenção, o que me agrada, pois quero me livrar de qualquer pensamento que me leve a ter lembranças desagradáveis.

Vejo um homem sentar-se ao meu lado e pelo canto do olho noto o quanto ele é forte. Tem cabelos negros e olhos azuis claros. Sei disso porque ele também está me olhando e sinto um calor entre as pernas, mas desvio o olhar.

“Para com isso Katniss.” Repreendo-me e respiro fundo.

Não pode ser tão difícil me controlar... Minha psiquiatra havia dito que eu poderia me manter invicta se tomasse os remédios de acordo com a receita e continuasse a frequentá-la.

Arregalo os olhos e me dou conta de que me esqueci de tomar o medicamento da manhã. Mordo os lábios e tento me acalmar, afinal não deve ser um efeito instantâneo por eu ter deixado de me medicar uma única vez e, bem, eu tenho ainda esses desejos corriqueiramente.

Não faz tanto tempo que eu comecei as consultas, mas desde então não tenho feito sexo, só sobrevivido com masturbações diárias.

Não tenho estado tão perto de um homem quanto estou agora e esse fato provoca necessidades adormecidas em mim.

Acabo deixando de lado a voz tranquilizante da cantora Birdy, para me lembrar do meu primeiro namoro, da minha compulsão por sexo que acabou deixando tudo a perder.

Não tem coisa pior do que ficar pensando em apenas uma coisa o tempo todo e achar que nada é suficiente para quem você gosta.

Tentei pole dance ou qualquer tipo de posição inimaginável, mas às vezes ele só queria se deitar ao meu lado e me abraçar.

Era como se não me desejasse, como se não me quisesse e não foi novidade o fato de eu ter pulado a cerca.

Arrependi-me por ele, mas não pelo ato e esse foi meu erro.

A cada dia mais eu me tornei compulsiva em encontrar um parceiro apto para mim. Fiz sexo com diferentes tipos de pessoa – com camisinha, é claro – e nunca me sentia saciada.

Agora ao lado desse homem, me sinto inteiramente necessitada de que ele seja o próximo.

Balanço a cabeça negativamente e suspiro.

“Não posso... Eu sou mais forte do que isso.” Mentalizei e sinto um alivio quando o ponto chega.

Passo por entre o pequeno vão entre o banco da frente e as pernas do rapaz chegando ao corredor rapidamente e puxando a cigarra.

Salto do ônibus e caminho por entre prédios, esbarrando em algumas pessoas até chegar à calçada principal – que liga a maioria dos edifícios importantes – e passo por ela, virando na esquina seguinte.

Avisto um prédio negro e entro com pressa esbarrando em uma velhinha no processo. Ela me encara com uma expressão desgostosa e limito-me a jogar-lhe um rápido pedido de desculpas antes de prosseguir caminho.

Chego ao elevador onde há uma fila de pessoas para entrar. Espero que as mulheres que estão ali, não estejam indo para o mesmo local que eu.

Mas duvido muito que seria diferente.

As portas de metal se abrem revelando os primeiros passageiros e os vejo sair, para que nós possamos assumir seus lugares.

Espremo-me junto às pessoas, quase ficando sem ar quando finalmente as portas se fecham. Não consigo ver muita coisa, mas meus ouvidos se enchem dos zumbidos de aparelhos de celular tocando ou pessoas decidindo conversar.

Meu andar é um dos últimos e me sinto aliviada quando noto que só restou uma senhora de meia idade além de mim.

Ela parece ocupada em ajeitar sua meia calça do que perceber minha presença. Vejo que o elevador parou no quinto andar e espero atentamente a porta se abrir.

Assim que vejo a entrada do consultório aparecer, coloco-me para fora e sigo até lá com pressa.

Aperto a campainha e mordo os lábios rapidamente. Quanto menos gente houver por aqui, mas rápido estarei em casa outra vez.

A recepcionista – Enobaria – abre a porta para mim e trocamos um rápido abraço, antes que eu esteja dentro da pequena sala de recepção.

Entrego meus documentos a ela enquanto embarcamos em uma conversa animada e faço comentários sobre como estou indo na faculdade e ela também fala de si, mencionando os filhos.

Depois eu me sento – quando ela vai atender outra cliente, parada do lado de fora do consultório – para folhear uma revista.

Há três portas no recinto. Todas seguem um padrão branco e maçaneta dourada, com os nomes dos doutores da mesma cor.

A primeira sala pertence à Annie Cresta, Glimmer Belcourt e Peeta Mellark.

Eu havia conhecido a outra doutora, a Glimmer, mas Peeta não. Tampouco consigo imaginar sua aparência.

Enobaria comentou que ele pega sempre turnos à tarde, raramente pela manhã. Dificilmente eu o veria, porque sempre frequentei minhas consultas bem cedo. Eu tenho aulas depois do horário de almoço.

Admito que todas as vezes que venho aqui tento imaginá-lo e tento desvendar como deve ser para ele trabalhar olhando regiões femininas todos os dias.

Penso que ele deve ser gay ou realmente a ética do trabalho se sobrepõe em alguns homens, quer dizer, nem todos têm satiríase, a denominação masculina para o meu próprio distúrbio, a ninfomania.

Isso faz com que eu me encolha contra o pequeno sofá verde. Os pensamentos do quanto do quanto eu consigo ser doente, me perseguem e não há como me distrair.

Mordo os lábios compulsivamente, sentindo o gosto de sangue misturar-se a meu hálito em poucos segundos.

A garota que havia entrado a pouco, é ruiva e me encara de forma assustada. É obvio que ela nota meu nervosismo sendo carregado nos meus lábios.

É a única forma que elaboro para me sentir melhor.

Meu celular vibra e puxo-o instantaneamente da bolsa. Uma mensagem de Madge.

Abro-a e leio, dando apenas atenção ao aparelho e ignorando a moça que parece ainda estar olhando na minha direção.

Fico irritada, pensando que ela poderia ser ao menos discreta, não é?!

Bufo e vejo seu olhar desviar para uma televisão no canto da sala.

Bem, eu e Jojo vamos sair à noite... Arrumamos dois rapazes super gatos para ir conosco e se quiser, também arranjamos um para você.

Você precisa de sexo, pare de querer mudar o tempo todo algo que é seu... Você sabe muito bem que dá para ser uma ninfomaníaca controlada enquanto transa com alguém.

Isso não vai afetar mais sua vida de novo, eu prometo e seu remédio garante isso, além das consultas, não é mesmo?!

Pense um pouco amiga.

Beijos, do Glamour em pessoa, Mad Undersee.

Reviro os olhos e desligo o celular.

Provavelmente se eu demorasse a responder a SMS, ela me ligaria querendo saber a resposta.

Madge sabe muito bem o que eu diria, mas gosta de insistir.

Tenho noção que em algum momento, como humana, eu irei conhecer alguém e ter uma relação como qualquer outra pessoa teria, mas por enquanto prefiro adiar e até ter certeza que sou capaz de fazer sexo saudável.

Não de querer repetir a dose feito uma louca e jamais me sentir satisfeita.

Suspiro e volto a folhear a revista. A sala de espera vai recebendo mais pessoas enquanto fico irritada por não ter sido atendida ainda.

Fui a primeira a chegar, então porque ninguém me recebeu até então?!

Pego um café e encho de açúcar antes de voltar para o meu lugar. Cafeína não irá ajudar muito com minha ansiedade, mas pelo menos me dará disposição para sobreviver ao dia.

Enobaria caminha até mim e parece um pouco triste. Está quase cabisbaixa.

– Bem Katniss, a doutora Annie pediu desculpas, pois não vai atendê-la pela mãe que faleceu agora a pouco, então, ela pediu que agendasse você com outra pessoa. Tem algum problema?

Sinto-me preocupada com o estado de Cresta. Afinal acabou se tornando uma amiga, com seu jeito meigo e simpático de tratar suas pacientes e fazer que sejam fiéis a ela.

– Tudo bem – digo rapidamente. Talvez fosse Glimmer a substituí-la – Dê meus pêsames... Espero que fique tudo bem.

A morena apenas assente para mim e encaminha-se a seu lugar.

Vejo seu jeito profissional ao se comunicar no telefone, mas não identifico suas palavras, de forma que me sinto curiosa.

Mordo os lábios e ela volta até mim.

– O doutor Mellark está esperando você.

Arregalo os olhos e seguro o ar.

Vou mesmo ser atendida por um homem?! Logo aquele que eu fico fantasiando como seja?! E se for realmente bonito e Deus me perdoe, gostosão?! O que será de mim?!

– Ele é super ético Katniss – ela diz notando minha hesitação – Annie não trabalharia com ele se fosse o contrário, apesar de serem primos, mas... Você sabe como ela é.

– Claro – ouço-me dizer – Tudo bem...

Respiro profundamente e lutando para não tremer, caminho até a sala onde as letras lustrosas indicam o consultório do único ginecologista do sexo masculino do local.

Entro e encontro um homem de cabelos escuros. Castanhos, para ser mais precisa.

Fecho a porta com cuidado e sinto as pernas bambas quando seus olhos se erguem em minha direção.

Olhos azuis claros e intensos me avaliam com simpatia.

Meu corpo está prestes a amolecer, principalmente com o cheiro másculo que preenche o ar.

Estou ferrada.

É quase como se eu estivesse de frente com o diabo. Ele implora que eu peque, antes mesmo de eu ouvir sua voz.

Uma claustrofobia me atinge com a situação. Eu não posso ficar em quatro paredes com um homem.

Principalmente um homem como Mellark.

– Sente-se senhorita Everdeen – diz de um jeito impessoal, mas sua voz é simplesmente linda.

Obedeço-o e olho para um ponto distante da sala.

– Algum motivo em especial para sua visita?

Nego rapidamente e meu olhar encontra o seu.

– Era apenas uma consulta de rotina, para checar se tudo estava agindo normalmente.

– Ah, claro – ele comenta.

Olho para sua estante de mogno no canto da sala pálida.

Há muitas fotos dele com Annie, com outras pessoas e um casal senhores que imagino que sejam seus pais. Percebo uma aliança em seu dedo anelar da mão esquerda.

Sinto-me excitada com a ideia de transar com um cara casado na mesa ginecológica, mas me contenho e olho para ele novamente.

– Bem, a senhorita poderia colocar o roupão para prosseguirmos adiante? – ele pergunta educadamente e hesito.

Eu já estava aqui e não esperei a toa, certo?!

Levantei-me e caminhei até a porta com uma plaquinha em escrito “Banheiro”. Ao lado dela havia outra, sem identificação e imaginei que fosse para os exames.

Entrei e me despi rapidamente, colocando minha bolsa em cima de uma prateleira e colocando minhas roupas sobre a mesma.

Puxei o roupão e o vesti, ficando com a minha feminilidade a mostra. Suspirei e fitei-me no espelho.

“Não vai acontecer nada demais.” Pensei para me acalmar.

Respiro profundamente algumas vezes e depois solto o ar.

Vou para fora do banheiro segurando as barras do roupão, para proteger minha nudez.

Sei que é besteira, mas me sinto muito melhor com isso quando vejo Peeta dentro do outro recinto e aparentemente me aguardando.

Engulo em seco enquanto ele me olha rapidamente.

“Porque estou fazendo isso mesmo?!”

– Pode-se sentar senhorita Everdeen – diz apontando para a cadeira azul.

Com naturalidade forçada vou até lá. Ajeito-me na cadeira, ficando na posição certa e tendo que abrir as pernas no processo, claro.

Pensamentos de “O que será que ele está pensando?!” se formam em minha mente quando o doutor para de frente para mim.

Ele é absolutamente bonito, gostoso e cheira bem... Talvez seja gay, mas pelo que eu entendo de homossexuais, de vaginas e seios eles correm longe.

– A senhorita é virgem? – ele pergunta, sentando-se na cadeira.

Parece avaliar minha intimidade e mordo os lábios, sentindo uma excitação crescer dentro de mim.

– Não – respondo com a voz rouca.

Sinto seus dedos na minha região intima. O toque nas vulvas é feito por uma luva, posso sentir sua textura, mas é de um jeito tão firme que as minhas reações anteriores parecem se desenvolver mais profundamente.

Ele toca outras vezes e vejo seu olhar em meu rosto.

– Relaxe mais um pouco, para eu poder introduzir o bico de pato e ter uma visão melhor.

Faço que sugeriu sem contestar e sinto o objeto se introduzir, esticando em minha região sensível.

Seus dedos agora me tocam novamente e reprimo qualquer emoção, mas sei que estou ficando...

– Hã... – ouço o homem dizer, interrompendo meus pensamentos nada inocentes – Desculpe o que vou dizer, mas... É impressão minha ou a senhorita está molhada?

Arregalo os olhos e ele percebe. Está me olhando de uma forma estranha. Não consigo identificar suas emoções, pois seus orbes não demonstram muita coisa, a princípio.

Suas pupilas agora estão dilatadas. Tenta desviar o olhar, mas eu sei que de alguma forma, invadi sua atmosfera profissional.

Ele parece tão envergonhado quanto eu, mas essas reações estão me deixando mais excitada.

Desço da cadeira e me aproximo dele.

Seu olhar encontra o meu instantaneamente.

– Me desculpe senhorita Everdeen... Não entendo o que eu tenha feito para ter provocado uma reação dessas a você. Sou muito cuidadoso no que faço e isso nunca aconteceu antes, por favor, me desculpe.

Não sei por que simplesmente não fiquei quieta e apenas aceitei suas desculpas. Desconfio que minhas ações tenham sido provocadas por uma característica minha que até então eu tentei manter adormecida.

Ignorando todos os meses de “falsa puritana”, deslizei a mão por dentro do jaleco de Peeta Mellark, sentindo seu abdômen por cima da roupa.

Seus olhos se arregalaram enquanto continuei tocá-lo, descendo as mãos para suas coxas, passando por perto de seu membro.

Ele está em choque, o que me deixa meio aflita e voltar a mim rapidamente.

Sou uma maluca, sou uma idiota, sou uma tarada...

Suas mãos fortes interrompem-me, tocando meus seios descobertos. Sou imprensada contra a parede instantaneamente.

Sorrio torto e mordo os lábios quando ele segura meu cabelo com força colando nossos corpos.

Seus dedos correm e exploram com tanta avidez, que quase rio de nervoso com a lembrança de meus pensamentos, em que ele poderia ser gay.

Minha intimidade lateja enquanto é estimulada por ele e não consigo pensar em mais nada. Muito menos no fato de que ele é um ginecologista e deveria manter a ética com suas pacientes.

Mas não sou diretamente paciente dele, minha doutora é Annie Cresta e estou aqui apenas por um imprevisto.

Só que ele é casado e primo da dona do consultório. Isso prejudicaria seriamente o lado dele e o meu, por permitir que isso esteja acontecendo e que eu me submeta aos meus instintos carnais.

Com muita relutância o afasto.

– Não podemos – sussurro fracamente – Devíamos estar na dinâmica de médico e paciente, além de que você é casado.

Ele sorri maliciosamente para mim e retira a aliança.

– Ah, isso?! – diz como se o anel fosse nada – Eu só uso para que as pacientes não impliquem com o fato de eu ser solteiro... Geralmente as pessoas têm preconceito e pensam mal.

Suspiro e encaro seus olhos azuis claros.

– Tem certeza que você nunca fez esse tipo de coisa antes ou está dizendo que não é casado só para me induzir a continuar isso?

– Tenho certeza de que você é a primeira pessoa a qual extrapolo os limites da ética... Não sou casado senhorita Everdeen.

Sinto desconfiança, afinal não o conheço, mas tudo isso foi provocado por mim... Era óbvio que ele não tinha intenções a mais do que terminar a consulta e seguir para outra sem imprevistos.

– Katniss – eu digo colocando uma mexa de cabelo, que impede minha visão, para trás – Me chame de Katniss.

– Hm, ok Katniss – meu nome parece muito mais atraente em seu tom de voz.

Seus lábios encostam-se aos meus fazendo com que automaticamente minhas pernas cedam, mas seus braços estão lá para me segurar.

Nosso beijo se intensifica, provocando novamente todo o calor que aconteceu a pouco, mas agora parecíamos a ponto de explodir.

Os seus dedos voltaram para mim e desabotoo os botões de sua calça, jogando-a para baixo. Puxo a cueca boxe, fazendo menção de que minha mão iria entrar, mas não realizando a ação.

Ele suspirou, completamente irritado e me ergueu, prensando-me na parede e colocando totalmente nossos corpos. Nossas intimidades roçam e não contenho um gemido.

– Ah, Peeta! – exclamo quando sei que ele está prestes a ficar nu da cintura para baixo – Não faço nada sem camisinha.

– Nem eu – ele resmunga e se afasta.

Ele sai da sala e fico olhando incrédula para minhas mãos.

Porque ele havia saído daquele jeito?!

Quando o rapaz volta segurando um pacotinho de camisinha, sorrio e reviro os olhos.

– Estou começando a achar que você transa com outras pacientes.

– Ciúmes? – ele brinca e coloca a camisinha no pênis ereto, fazendo-me lamber os lábios.

– Claro que não querido ginecologista, isso é só diversão – digo com um sorriso malicioso.

Peeta me puxa para seus braços e retiro o resto de suas roupas com urgência, intercalando entre pausas alguns beijos em seu pescoço.

Sinto quando seu membro avança na minha intimidade e arranho suas costas, ouvindo-o gemer contra meu ouvido.

Arfo quando sinto seu aperto em minhas coxas e sua movimentação intensa dentro de mim.

Rebolo para ajudá-lo, o que aumenta nosso prazer. Tento não gemer muito alto, pelas clientes na sala de espera, mas arfo quando ele segura meu seio e o acaricia de um jeito firme e provocante.

Enterro mais as unhas em suas costas entre as estocadas fortes que recebo. Em seguida puxo seu cabelo com força e mordo sua orelha. Sugo o lóbulo e brinco com o mesmo.

Não demora muito para que no meio de toques e movimentos ritmados alcancemos o orgasmo. A sala havia se tornado quente enquanto meu interior se contraia e por fim explodia, me fazendo sentir uma paz conhecida e a qual eu sentia falta.

Eu sentia necessidade de recomeçar todo o processo, mas isso era algo que indicava que eu estava me deixando levar demais pelo instinto.

Já foi demais ter transado com um médico dentro do local de trabalho dele e dar continuidade a isso era acabar com o resto de dignidade que eu sentia por mim.

Olho para seus cabelos e noto que não são exatamente castanhos, mas sim loiros escuros. Os fios cor de mel e o rosto corado combinavam perfeitamente com seus olhos claros.

Soltamos-nos e fui correndo para pegar minhas roupas. Eu fui seguida por Mellark, que parou atrás de mim.

– Katniss? – me chamou.

Parecia sem saber o que dizer, na verdade, eu também não sabia.

– Sim? – pergunto calçando os sapatos.

– Seria estranho se eu pedisse seu número? – diz com um sorriso meio torto.

Franzo o cenho e também sorrio um pouco envergonhada.

– Bem, depois do que aconteceu, acho que não...

Ele faz um sinal para irmos para a sala dele e me sento na cadeira. Vejo-o sumir para dentro da sala de exames e depois voltar vestido.

Pelo odor de rosas parece que ele deu um jeito no cheiro de sexo que havia antes no recinto.

Mordo os lábios reprimindo um sorriso e Peeta se senta a minha frente.

Trocamos os números e depois se estabeleceu um silêncio perturbador entre nós.

– Vou embora – sussurro me levantando.

Mellark repete meu movimento e me puxa rapidamente. Ele me beija e retribuo sem hesitar. É um beijo estranhamente calmo, mas gostoso.

Não penso bem no porque dele querer me tratar assim, por causa do nosso recente contato intimo. Decido não me preocupar e curtir o momento.

Ele me libera e saio do seu consultório sem olhar muito para as moças da sala de espera, pois não aparentam desconfiar de alguma coisa.

Despeço-me de Enobaria e quando chego ao corredor, entro no elevador parado no andar, a minha espera.

As portas se fecham e sorrio no silêncio. Minha mente questiona sobre tudo que aconteceu e sei o quanto foi vulgar, inapropriado e louco, mas não consigo parar de sorrir e de pensar que foi o melhor dia dos namorados da minha vida.

Eu jamais me esqueceria de cada momento e cada detalhe de Peeta. Jamais.

Notas finais
Alguém gostou? rs. Mais uma vez obrigada a todo mundo e também a quem for deixar um comentário. Me desculpe se alguém ficar traumatizado com o gineco gostoso do Mellark. Eles não são assim gente, please. Eu que acho que tudo tem malícia mesmo, kkkk. Beijos *-*