Cupido Estúpido
12 Querido Gigolô
Notas iniciais
Classificação: +18
Gêneros: Amizade, Comédia, Hentai, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
N/A:Hi galera!!! Chegou a minha vez e cá estou eu com Querido Gigolô #TodosComemoram ou não né! aushaushauhs Enfim, escrevi essa one com muito carinho e quem ouviu a história falou que parece a história de um filme chamado "Muito Bem Acompanhada", bom eu não tinha assistido esse filme, mas ai fui ler a história e parece mesmo, então créditos ao filme! ahahahha Eu espero de coração que gostem e que esteja boa como todas as outras histórias aqui postadas! Boa leitura!
Aaaaah, seria bem legal mesmo se vocês deixassem review falando o que acharam! hahahah
Beijoss
– Pode me amar mais! – disse a Annie entrando na minha sala e jogando um papel na minha mesa.
– Conseguiu? – perguntei pegando o papel em minhas mãos.
– Sim. Loiro, alto, bonito e senxual. – constatou de modo sexy, passando as mãos pelo seu corpo me fazendo gargalhar. – O preço está ai na folha. – sentou-se na cadeia em minha frente.
– O que você ainda está fazendo aqui Doutora?
– Preciso terminar de bater esse contrato pra mandar pro Finn.
– Se quiser eu posso entregar... – disse como quem não queria nada e eu ri.
– Vocês estão saindo? – perguntei concentrada na tela do meu notebook e ela gargalhou.
– Você é minha melhor amiga há tantos anos e me faz um pergunta dessa...
– O que tem de mais?
– Katniss, no dia que eu namorar um cara como o Finn, você me interna porque eu to ficando louca!
– Aah para com isso! Você ta caidinha por ele. Morre de ciúmes das estagiarias que dão em cima dele e vocês vivem se comendo por ai...
– Que absurdo! – exclamou perplexa. – Tudo mentira isso.
– Então eu posso sair com o Finn, chamá-lo pra ir comigo no casamento da minha irmã... – provoquei.
– Claro que não! – se apressou em dizer e eu ri.
– Vai mentir pra você mesma até quando?
– Ah Kat, não quero me entregar assim... O Finn tem aquele jeito todo lindo, todo fofo quando a gente ta junto, mas quem garante que ele não é assim com todas?!
– Como você mesma diria pra mim, faça ele querer apenas você. – eu disse em um tom provocante. Mandei o arquivo imprimir e alguém bateu na porta. – Entra. – mandei e o Finn entrou sorrindo como sempre.
– Terminou Kat? – perguntou chegando perto da cadeira da Annie e colocando a mão em seu ombro. – Oi lombriga. – beijou seu pescoço.
– Não me chama assim Finnick! – Annie brigou, enquanto Finn enchia o pescoço dela de beijos. Eu só fazia rir. – Para Finnick. – brigou novamente e ele sentou em seu colo.
– Aqui está Finn. – entreguei lhe os papéis. – Diga a eles que é o que podemos fazer. Não há como arcar com tudo o que estão pedindo. Até porque, isso é da competência deles. Frise nas clausulas 15, 20 e 23. São as mais complexas, mas sem essas não vale a pena by safesaver\">trabalhar. – expliquei, enquanto ele analisava os papéis.
– É por isso que eu te amo! Eu terminei o projeto da estrutura do prédio e a Annie já fez os designers de interior dos apartamentos.
– Você é pesado Finnick! – Annie reclamou.
– Você não reclama quando a gente está no maior sexo frenético e eu fico por cima...
– Ok Finn, já entendemos. – eu o interrompi e Annie deu um tapa em seu braço, completamente corada. Ele virou e a beijou. – Depois vocês falam que não tem nada.
– E não temos. – Annie disse empurrando Finn e levantando.
– Porque ela não quer... – disse a abraçando por trás.
– Porque você é um mulherengo! – constatou como se fosse óbvio e a virou de frente pra ele, com as mãos fincadas em sua cintura.
– Por você eu largo todas as mulheres no mundo lombriguinha. – nem ela conseguiu conter o sorriso e ele lhe deu um selinho.
– Oh Deus, quanto encontrarei um amor assim?! – ela me fuzilou com os olhos e eu levantei as mãos em sinal de rendição. – Por que lombriga? – perguntei mudando de assunto e o Finn riu.
– Idiotice do Finnick...
– Idiotice nada. – Finnick se defendeu rindo, a puxando para seu peito. – Nós saímos pra dançar e a Annie é assim, toda pequenininha, magrinha... Daí ela começou a dançar no meio da pista, só que de um jeito estranho. – não conseguia conter o riso. – Ela parecia uma lombriga dançante... Ai ficou lombriga... – concluiu rindo e beijou o pescoço da minha amiga que estava corada.
– O que você ainda ta fazendo aqui Katniss Everdeen!? São sete da noite e você nem sua mala arrumou... Vai embora Katniss. – Annie falou autoritária.
– Ah é né, você vai viajar amanhã de manhã... Por que ainda não foi embora?
– Porque estou adiantando o meu trabalho Finn, já que vou passar uma semana fora. – desliguei o notebook. — Mas antes que vocês me expulsem daqui, eu já acabei e já vou indo. – disse pegando a minha bolsa e levantando.
– Nosso programinha ta de pé hoje?
– Ah Finn, não quero sair de casa não. – Annie disse manhosa.
– Então ficamos em casa. – respondeu o Finn, com as mãos em volta da cintura da Annie, enquanto íamos em direção ao elevador.
– Em casa? Em casa de quem meu filho? – tive que rir da cara da Annie.
– Na minha... – respondeu meu amigo inocente. – Ela é muito engraçada Kat, passou a semana toda dormindo, digo, ficando lá em casa, né?! Porque dormir foi uma coisa que a gente não fez muito. – Annie bateu em seu braço. – E agora ela fica ai nessa marra. Estamos praticamente morando juntos. Tem coisas dela pela casa inteira.
– Pelo amor de Deus, se declarem definitivamente um pro outro. – falei revirando os olhos.
Fomos conversando até a garagem. Finnick sempre fazendo Annie ficar louca da vida e me fazendo rir sem parar. Peguei o meu carro e fui pra casa pensando na minha vida.
Não sou uma pessoa especial, ou com uma história chocante ou magnífica pra contar e encantar corações. Longe disso. Pelo contrário, minha vida era completamente comum.
Sou jovem, tenho 25 anos e me formei em direito há três anos. Trabalho a dois anos advogando para uma empresa de arquitetura de Nova York, onde conheci meus melhores amigos Finnick e Annie.
Há dois anos, que eu sei, eles vivem nesse vai e vem dos infernos que diverte todo mundo. E tudo isso porque a minha amiga já namorou vários caras mulherengos como o Finn e todos a fizeram sofrer, fazendo com que a boba tenha medo de uma cara como o Finn, que ta caidinho por ela há anos.
Venho de família mega tradicional do interior da Carolina do Norte. Nasci e cresci na pequena cidade de Beaurfort, onde todos te conheciam e falavam da sua vida. Mas tenho que admitir que fui muito feliz.
Quando me formei no ensino médio, me mudei pra NY e por aqui fiquei. Foi onde achei também o meu ex-namorado. Nós estávamos a sete anos juntos. Marvel e eu tínhamos uma vida boa.
Começamos a morar juntos, quando eu já estava trabalhando na empresa de arquitetura, que foi quando comprei meu apartamento. Então ficamos morando, eu, ele e a minha irmã mais nova Madge, que veio pra cá estudar.
Na minha família se tem a tradição de casar, ter filhos e blá, blá, blá. Mas eu não penso assim, gosto de ser independente, ou talvez não tenha achado alguém que me prenda, tanto faz. Acho que estava com o Marvel há tanto tempo assim por causa da minha mãe, que o amava e dizia que ele era o cara certo.
Você deve está se perguntado por que eu não estou mais com ele, certo? Bom, a mais ou menos um mês atrás ele chegou pra mim e disse que a nossa vida era chata, que eu era ruim de cama e que ele me traia. Nós terminamos e fim. Se eu estou triste? Nem um pouco. Não tínhamos mais aquela coisa e foi um peso a menos.
Porém, eu agora estava precisando dele, porque a minha linda irmã mais nova vai se casar e se eu, a irmã mais velha – sentiu o peso? – for desacompanhada, minha mãe falará pelo resto da minha existência, isso se ela não conseguir a proeza de me acompanhar até a próxima encarnação.
Por isso Annie entrou na minha sala com aquele número de telefone. Loiro, alto, bonito e sexual. A solução dos meus problemas. Oh Deus, sim, eu havia contratado um gigolô e pior, ainda nem tinha visto a cara do dito cujo. Mas a Annie disse que ele era um pedaço de mau caminho. Amanhã o conheceria e seja o que Deus quiser!
Quando me dei conta já estava abrindo a porta do meu apartamento. Hoje foi dia da nova faxineira, então resolvi olha o serviço. A sala me parecia em ótimo estado. Andei até a cozinha e tudo estava em ordem.
Logo fui ao lavabo, seguido da suíte que era da Mad quando ela morava aqui e os dois estavam em perfeito estado. Me encaminhei para o lugar mais sagrado na casa, a minha suíte. E estava impecável! Glimmer está definitivamente contratada.
Comecei a arrumar a minha mala nada pequena. Sou completamente desorientada para arrumar mala, nunca sei o que levar e parece que vou morar no lugar. Seriam apenas alguns dias e pela quantidade das malas pareciam meses.
Terminei de arrumar tudo, tomei um banho e liguei pra minha mãe falando que chegaria de tarde, e que ela teria uma surpresa. Mal sabe ela que eu também. Deitei e acabei dormindo.
[...]
– Merda, merda, merda! – disse estacionando o carro no aeroporto.
Sai do carro correndo, peguei as malas e fui direto fazer todas as procedências necessárias. Annie tinha comprado minha passagem e a do meu acompanhante lado a lado, ou seja, eu só o veria no avião. Eu estava enjoada, não pela viagem, mas e se ele fosse um ogro? Deus, que loucura!
A chamada de embarque foi feita e logo eu estava dentro do avião. Procurei meu assento e para minha angustia o dito cujo não tinha chegado. Eu não tinha colocado uma roupa muito confortável pra viajar, já que precisava chegar bem arrumada, se não minha mãe me esfolava. Sentei-me e abracei minha bolsa.
Senti alguém próximo colocando algo no bagageiro, mas não tive coragem de olhar. Minha respiração estava um pouco acelerada e eu apertei a bolsa contra o corpo até que a pessoa se sentou ao meu lado. Eu tinha que olhar.
Me virei bem devagar e encontrei um par de olhos azuis me encarando. Os olhos azuis que tanto me fizeram sofrer. Seu sorriso morreu assim que me viu. Eu não sabia como agir ou o que fazer. Isso não podia está acontecendo.
– Katniss? – sua voz não havia mudado e pronunciava o meu nome da mesma maneira sexy.
– Peeta Mellark? – ele era o loiro, alto, bonito e sexual. Ainda mais bonito do que eu me lembrava. – Você virou gigolô? – perguntei sem acreditar, pois Peeta era um dos jovens mais promissores que eu conheci. Pelo que eu me lembre ele tinha mudado pra NY pra estudar.
– Olha a vida? E pelo visto você está precisando dos meus serviços. – o seu jeito presunçoso não havia sumido.
– É, você vai me ser útil. – fui rude.
– Qual é o serviço? A tal Annie não deu detalhes. Faço de tudo, menos beijar na hora do sexo, acho pessoal demais. – sorriu malicioso.
– Não quero sexo Mellark. Agora que eu sei que é você, podemos dizer que nos reencontramos em NY. Que começamos a sair e voltamos a namorar e estamos mais apaixonados do que nunca. Você é o namorado perfeito, que nem no ensino médio... – lembrei do que ele havia me feito. Ele tentou se manifestar, mas eu não deixei. – Não Peeta, não vamos voltar ao passado. Passou, foi. Eu só preciso que a gente tenha uma química incrível. Minha família presa muito o amor. – ele concordou.
– Entendi. Serei perfeito, o mais profissional possível. – ele disse sério e eu tirei o envelope com dinheiro da bolsa. – Recebo no final senhorita Everdeen.
Guardei o dinheiro dentro da bolsa e nós permanecemos em um silêncio constrangedor. Acabei dormindo, sentindo a minha cabeça girar só de pensar no tempo que terei que passar com Peeta Mellark.
Senti mão forte me cutucando meio sem jeito. Abri os olhos lentamente, então percebi que dormi agarrada com Peeta e que nós havíamos chegado. Me ajeitei na cadeira, retirei o cinto e nós levantamos.
[...]
– Lembre-se, nós nos amamos. – falei e olhei atentamente pra frente, percebendo que a casa estava mais moderna, mas não havia perdido seu jeito rústico.
Saltamos do carro e eu pude ver minha mãe e meu pai esperando na varanda de casa. Eu estava com tantas saudades disso tudo aqui. Os empregados foram tirando as coisas do carro e eu me agarrei a Peeta, que sorria abertamente. Caminhamos até os meus pais e eu os abracei forte.
– Que saudade eu estava de vocês.
– Nós também meu bebê. – a dona Effie se afastou e enxugou as lágrimas.
– Você está ainda mais linda, docinho. – Haymitch falou e analisando e me deu um beijo na testa. Só então lembrei-me de Peeta.
– Pai, mãe... – puxei o Peeta pra perto de mim e ele colocou os braços em volta da minha cintura. – Vocês lembram-se do Peeta Mellark?
– Oh Peeta querido, como você está bonito! – minha mãe se apressou em dizer. Ele beijou sua mão a deixando encantada.
– Peeta, o garoto que adorava andar de cavalo pelas redondezas. – meu pai disse apertando a sua mão com firmeza e por incrível que pareça sorrindo. Só pra constar, ele não ia muito com a cara do Marvel. Ele o achava frouxo.
– Senhor Everdeen, senhora Everdeen. É um prazer revê-los. – era impressionante como ele estava seguro.
– Esqueça o senhor e a senhora meu jovem. Apenas Haymitch e Effie. – meu pai estava surtando! Não, ele apenas estava gostando de me ver com o Peeta.
– Vamos entrar. – minha mãe chamou.
Entramos e quase nada havia mudado lá dentro. Havia muitas fotos espalhadas pela sala de estar e o cheiro de café fresco invadiu a casa, como quando eu era criança. Eu e Peeta nos sentamos no sofá de frente para os meus pais. Era lindo ver o amor dos dois.
– Então, como se reencontraram?
– Ah pai, eu e o Marvel já não estávamos mais tão bem e então terminamos eu fui em uma festa e encontrei o Peeta a gente começou a sair, relembramos os velhos tempos e ele me pediu em namoro. – menti descaradamente e Peeta segurou a minha mão sorrindo. Eu não tava conseguindo me concentrar, estava preocupada demais em ser natural.
– Ah, então a surpresa era o Peeta? – minha mãe perguntou confusa e eu assenti.
– Uma maravilhosa surpresa. – meu pai se manifestou. – E o seu pai Peeta?
– Ele morreu há uns meses. – disse com o olhar baixo e como um ato involuntário eu apertei sua mão para lhe passar conforto.
– Sentimos muito. – minha mãe disse sem graça.
– Não tem problema. Já faz um tempo.
– Mas em que você se formou, o que você faz? – minha mãe pouco curiosa, sim ou claro? Mas me bateu um desespero e eu senti que meu olhar tava me entregando.
– Eu fiz engenharia de produção, trabalho pra uma empresa bem conceituada em NY. Trabalho gerenciando os recursos humanos, financeiros e materiais para aumentar a produtividade da empresa. – respirei aliviada e ele chegou perto do meu ouvido. – É melhor você ficar calma, se não vai estragar o teatro. Mentir nunca foi o seu forte, né?
– Me parece um bom negócio.
– E é Effie. O engenheiro de produção é peça fundamental em indústrias e empresas de quase todos os setores. É quase uma administração. – alisei o seu braço, enquanto ele falava seguro de si.
– Vocês devem está cansados, por que não vão pro quarto? Está tendo uma feirinha na cidade, vocês podem ir à noite... – minha mãe sugeriu e eu concordei.
– E minha irmã?
– A Mad chegará amanhã com o Gale, os pais dele e o irmão. – meu pai disse feliz. O sonho dele sempre foi casar uma de nós aqui e Mad estaria realizando seu sonho.
– Vamos queridos.
Seguimos a minha mãe pela casa e ela tagarelou o caminho todo, mas eu não conseguia dar muita atenção, pois, minha cabeça estava cheia de coisas. Chegamos ao sótão, onde ficava meu antigo quarto. Dona Effie abriu a porta e eu vi a repaginada que ela deu.
– Uau mãe, ficou lindo! – exclamei enquanto nós entravamos.
– Que bom que gostou filha. Já estava na hora de tirar aqueles pôsteres ridículos da parede. Você e o Peeta podem se instalar, a mala de vocês já está no closet. – fiquei branca.
– O Peeta vai dormir aqui? – escapuliu a pergunta.
– Claro! Somos tradicionais, mas nem tanto. – Effie disse rindo e eu queria morrer. – Vou deixá-los a sós. Eu e o seu pai, sairemos e não temos hora pra voltar. Qualquer coisa só falar com os empregados. – beijou Peeta e depois a mim. Sorriu e se foi, fechando a porta. Respirei fundo.
– Eu vou dormir na cadeira. – Peeta falou e eu ainda estava sonsa. – Posso usar o banheiro?
– Claro, fica a vontade.
Enquanto Peeta usava o banheiro, fiquei analisando cada parte do quarto e estava realmente lindo. Fui até o closet peguei o pijama menos ridículo na mala e quando Peeta saiu do banheiro, já vestido e eu entrei. O banheiro estava maravilhoso, se a Annie visse iria pirar.
Tomei um banho quente deixando que a água morna acalmasse meus nervos. Acabei o banho, passei os meus cremes e arrumei as coisas no banheiro. Vesti minha roupa e fui para o quarto.
Vi o Peeta encolhido na cadeira com um lençol. Eu não podia ficar naquela cama enorme e deixá-lo ali. Mas também estava com vergonha de chamá-lo para dormir comigo. Sentei na cama e o encarei.
– Peeta, vem dormir comigo... – chamei e ele me olhou malicioso. Rolei os olhos. – Não desse jeito, idiota.
– Não precisa Katniss, está bom assim.
– Não vou conseguir dormir te vendo assim. Vem logo, a cama é enorme. A gente nem vai se encostar. – ele veio meio duvidoso. Deitei e ele se deitou ao meu lado, mas deixando um espaço enorme entre a gente. – Boa noite Peeta.
– Boa noite Everdeen. – disse meio frio e meu coração falhou.
Ter Peeta assim na minha cama novamente era um sonho, mas também um horrível pesadelo. Ele virou de costas pra mim e eu senti o meu coração apertar. Acabei pegando no sono com toda aquela angústia dentro de mim.
Senti a claridade no quarto e estava lutando para não abrir os olhos. Fazia semanas que eu não dormia bem assim. Nossa, já era dia! Eu havia dormido toda esparramada na cama e abraçada em algo.
Abri os olhos lentamente e vi que eu tava abraçada com o travesseiro de Peeta, e não com ele. Respirei aliviada e me espreguicei. Olhei em volta e nenhum sinal do Peeta.
– É que ela estava realmente cansada. Ela tem trabalhado muito. – escutei a voz do Peeta e olhei para a porta, que agora estava semiaberta.
– Não esqueçam que daqui a algumas horas é o almoço e a irmã dela chegará. – escutei a minha mãe falar e Peeta entrou fechando a porta.
– Acordada? – assenti coçando os olhos.
– Bom dia. – falei me encostando na cama e então percebi que ele havia trago uma bandeja de café da manhã.
– Bom dia. – sorriu sem graça e se aproximou. – Trouxe pra você. – colocou a bandeja do meu lado.
– Obrigada. – o clima era no mínimo constrangedor.
– Fiquei preocupado, você dormiu mais de 12 horas.
– Eu estava cansada, havia semanas que eu não dormia direito. – respondi começando a comer. – O que fez enquanto eu estive dormindo?
– Eu acordei ontem à noite, espero que não se importe, mas eu desci pra comer. Estava morto de fome. – disse envergonhado.
– Não tem problema Peeta, fique a vontade.
– Ai eu subi e dormi de novo. Acordei de manhã cedo, tomei café com seus pais e fui andar de cavalo com seu pai. Voltei tomei um banho, porque você ainda estava desmaiada, mas não queria te incomodar. E desci para preparar algo pra você comer.
– Obrigada estava faminta.
– Sua irmã chega daqui a pouco. – ele não estava brincando no avião, quando disse que seria muito profissional, ele me fazia sentir conversando com um empregado. – O que vamos fazer?
– Uai, vamos nos arrumar e descer. – ele assentiu sério. – Vou tomar banho. Vai querer usar o banheiro? – perguntei e ele negou.
– Eu já tomei banho, vou mudar de roupa. Licença. – assenti e ele saiu sério.
Não sabia o que era pior... O que ele me fazia voltar a sentir ou a frieza com a qual ele me tratava quando estávamos a sós. Eu não devo ser uma pessoa tão mal humorada e chata assim, tudo bem que eu fui um pouco grossa com ele no avião, mas poxa, ele vai passar a semana inteira comigo e se o clima continuar assim vou enlouquecer.
Terminei o café e fui direto para o banheiro aonde fiz minha higiene, tomei um banho relaxando e quando acabei passei os meus cremes. Me dei conta de que havia esquecido-me de pegar uma roupa. Não tive putra escolha, me enrolei na toalha e sai do banheiro.
Encontrei o Peeta pronto e lindo sentado na cadeira, observando algumas fotos na parede. Passei correndo e claro que ele me notou, mas nada falou. Fui até o closet e me arrumei. Fui calmamente para o quarto e anunciei minha presença:
– Eu to pronta.
– Devemos ir? – perguntou levantando, enquanto eu pegava o celular.
– Claro, só preciso fazer uma ligação. – disquei o número da Annie, que logo atendeu. – Hi Ann!
– Fala Kat! – atendeu animada. – Já abusou do seu acompanhante?
– Claro que não Annie... Depois te conto detalhes. – comentei baixo para que Peeta não ouvisse.
– Para de ser fraca amiga! Ele é um completo de um gato e muito gostoso. Ai Finn, não me morde!!!– pude ouviu o Finn brigar com a Annie do outro lado e ri.
– Então, como andam as coisas na empresa?
– Está tudo bem...
– Hi Kakat. – a voz do Finnick soou no telefone e ouvi a Annie reclamar de trás. – Estamos com saudades de você! Aguentar a Annie sozinho é muito difícil. – reclamou e eu gargalhei.
– Vocês se amam tanto que chega a me sufocar. – constatei rindo. – Finn liguei pra saber se fecharam, finalmente, aquele maldito contrato...
– Conseguimos, mas a negociação demorou duas horas. Ou seja, o dobro do que demoraria se você estivesse aqui! – constatou em um tom de lamuria e eu ri.
– Por quê?
– Porque eu sou de exatas Katniss, simplesmente isso. Não sou bom na fala igual a você. Eu tive que ficar duas horas fazendo os homens entenderem que eu não podia mexer no contrato... Mas consegui tudo direitinho.
– Ótimo, estou mais tranquila. E Annie, Finn, por favor, meus lindos, verifiquem pessoalmente a obra daquele médico que vai ser entregue essa semana. Confiram tudo...
– Tá bom Kat... – Annie me interrompeu. – Você está de folga, nada de trabalho. Pode deixar que tem mais gente no departamento jurídico da empresa. Agora vai aproveitar esse pedaço de mau caminho que você tem ai.
– Enquanto ela Kat, vai aproveitar o que ela tem aqui. – Finn se meteu na conversa e eu escutei um gritinho fininho de Annie. Podia ter certeza que ele estava mordendo ela.
– Ok, se matem ai. Amo vocês!
– Também amo você Kat, mas vou te amar mais se voltar logo. A Annie ta muito chata.
– Cala a boca Finn. E amiga, aproveita tudo isso que você tem ai. Isso que é loiro, alto...
– Ok amiga, já entendi. Beijos. – a interrompi, se não ela estaria planejando o meu casamento daqui a pouco.
– Usem camisinha. Te amoooo! – escutei ela falar antes de desligar.
– Vamos? – perguntei.
– Claro...
[...]
– Olá família linda! – Madge entrou em casa gritando como sempre.
– Maninha, que saudades! – fui correndo a abraçar.
– Nossa mana, como você está gostosa. – sussurrou no meu ouvido, fazendo com que nós duas gargalhássemos. – Mãe, pai e Peeta? – ela foi cumprimentando todos e parou olhando curiosa pro Peeta.
– Madge! Como você está mudada. – Peeta comentou a abraçando.
– Os anos e a idade fazem bem a todos. – Mad brincou e Peeta riu.
– Menos a sua mãe, querida. – meu pai zombou passando o braço pelo ombro da Mad e a mamãe lhe deu um tapa.
– Acertamos as contas mais tarde Hay! – dona Effie falou séria e foi até a porta, ao ver que Gale entrava com sua família. – Oh, sejam muito bem vindos. Como vai Greasy, querida? – perguntou a minha mãe cumprimentando a mãe do Gale. – Brutus. – cumprimentou o pai. – Nossa Tedy, como você está lindo. – cumprimentou o irmão do Gale que sempre teve uma quedinha por mim, mas nunca dei bola pra ele. O coitado era bem zuadinho quando a gente era mais novo, mas devo admitir que agora eles está um pedaçinho de mau caminho. – Gale, o noivo mais lindo. – minha mãe puxando o saco. Ela só não ama o Gale mais que a minha irmã.
Começamos os cumprimentos. Fazia tempo que eu não via a família do Gale. Eram pessoas completamente encantadoras. Só o irmão do Gale que se achava a última Coca-Cola do deserto.
Apresentei Peeta a todos como meu namorado, deixando minha irmã, que sabia da nossa história passada, completamente surpresa. Ele e Gale se deram bem logo de cara, mas quem me pareceu não gostar do Peeta foi o Tedy, mas pouco me importava.
Conversando animadamente fomos todos para a sala de jantar, almoçar. Mad estava radiante assim como o Gale. Era lindo ver os dois assim tão apaixonados. O irmão de Gale me dava várias olhadas e eu fingia que nem era comigo.
Peeta se mostrava muito culto e interessado no papo dos homens. Ele ficou o almoço inteiro me paparicando, me fazendo carinho, deixando todas as mulheres encantadas com a atenção que o meu namorado me dava.
Ao acabar o almoço, sentamos todos na sala e ficamos falando do casamento da minha irmã. Os preparativos finais. Enquanto os homens foram para uma partidinha de baralho. Minha mãe conversava animadamente com a mãe do Gale.
– Você e o Peeta, como assim? Você não me contou nada! – Mad disse baixo.
– Pois é, não sabia se ia dar certo. Da última vez, a gente, sabe o que aconteceu...
– Mas como vocês se encontraram? Ai ele é tão fofo! Viu como ele te trata? – falava de forma apressada e em um tom maravilhado.
– Sim, ele é perfeito! A gente se encontrou em uma balada. – menti e a minha irmã alargou o sorriso na minha frente.
– Não o deixe escapar. O jeito que ele olha pra você, é o mesmo jeito que eu olho para o Gale e que a mamãe olha pro papai. – ela segurou a minha mão sorrindo e eu assenti, sem saber o que dizer. Mal sabia ela do meu dilema.
– Kat... – minha mãe me chamou, fazendo com que eu e Madge déssemos por encerrado aquele assunto sobre o Peeta. – Estávamos conversando sobre o altar...
Continuamos a falar do casamento animadamente. Tudo iria sair perfeito, como a minha irmã e a minha mãe queriam. Passamos a tarde toda fofocando besteiras e quando a noite foi caindo minha mãe nós chamou para o lanche.
Fui conversando com Greasy sobre o meu trabalho como advogada trabalhista. A mãe do Gale é advogada aposentada, mas uma pessoa completamente apaixonada pelo Direito.
Chegamos à sala de jantar e ela foi se sentar ao lado do marido e eu senti o meu pé pedindo socorro, porque aquela plataforma estava acabando com os meus calcanhares.
– Está se sentindo bem?
– Ah, oi Peeta... To sim, é só o meu sapato acabando com o meu calcanhar. – reclamei e ele sorriu.
– Quer que eu pegue outra lá em cima pra você?
– Não, obrigada. – sorri.
– Ai que lindo esse casal gente! – minha irmã chegou por trás do Peeta, nos assustando. – O Peeta é tão perfeito. Peeta não esquece de ensinar essas coisas pro Gale, por favor? – Mad completou divertida.
– Credo amor, eu to aqui. – falou Gale se aproximando da gente e abraçando a minha irmã por trás. Ela virou e o beijou de leve. – E então casal, o que acham de irmos pra tal feirinha hoje?
– Isso, vamos para a feirinha... Vamos Kat? – Mad pediu igual uma criança e eu tive que rir. Encarei o Peeta.
– Não sei, e então Peeta?
– Você que decide!
– Mas você não está cansado? – negou com o rosto. – Então nós vamos. Lanchamos, daí subimos para nos arrumamos e vamos, pode ser?
– Crianças, sentem-se pra lanchar. – minha mãe chamou.
– Claro mãe. – respondeu a Mad e nós fomos tomando os nossos lugares.
– Combinado então. – Gale disse.
Começamos a comer e a conversar, o que nos rendeu um tempinho ali. Quando acabamos subimos para nos arrumarmos. Peeta foi o primeiro a tomar banho. Tomou um banho rápido e saiu, lindo como sempre, do banheiro.
Entrei e comecei a me arrumar. Tentei ser o mais rápida possível e sai do banheiro já pronta, encontrando o Peeta no mesmo lugar de sempre. Guardei algumas coisas e cheguei perto dele dizendo:
– Parece que você gostou dessa cadeira!
– É que... – ele ia tentar se explicar, mas eu não deixaei. Estava farta dele me tratando como se tivesse quase morrendo fazendo isso.
– Peeta, eu fiquei tão feia e chata assim? Minha companhia é tão desagradável assim?
– Não Katniss, claro que não...
– Então por que você não consegue agir naturalmente quando estamos só eu e você? Tá me fazendo sentir mal Peeta. Com se tivesse te colocando no tronco todos os dias... – desabafei e ele levantou.
– Desculpa, eu não queria...
– Tá fazendo de novo. Agindo como se fosse me empregado, ou pior, como se eu fosse sua dona.
– Desculpa mesmo Katniss, é que no avião você falou que era para eu ser profissional, e eu estava tentando ser sabe?!
– Então, por favor, não seja. – disse em um tom de súplica e ele riu. – Não sou tão chata assim, sou? – ele negou. – Então, quando estivermos só nós dois, vamos agir como dois bons amigos que se reencontraram. Me sinto mal com você agindo como meu mordomo. – brinquei e ele sorriu. – Vamos esquecer essa semana que você é um gigolô, pode ser?
– Tudo bem. A propósito, foi ótimo te reencontrar. Apesar de tudo que aconteceu com a gente...
– Não quero falar disso agora... Estamos conseguindo nos entender...
– Ok, ok. – falou me puxando pela mão. – Não está mais aqui quem falou. Um abraço, pra selar a amizade? – perguntou faceiro e eu o abracei.
– Vamos, querido namorado? – brinquei e ele riu.
– Claro, querida namorada.
O irmão do Gale não quis ir com a gente para a feirinha, mas nós quarto fomos do mesmo jeito e foi bastante divertido. Tinha alguns brinquedos de parque de diversões lá e nós ficamos brincando.
– Quer um algodão doce? – Peeta perguntou enquanto caminhávamos de mãos dadas pelo parque procurando o casal 20.
– Quero! – paramos e ele fez questão de comprar um pra mim.
– Aqui. – me entregou sorrindo e eu não consegui não sorrir.
– Obrigada, eu amo algodão doce.
– Eu sei. Me lembro que você sempre me fazia vir nessas feirinhas só pra comprar. – falou divertido e eu corei. – Você fica linda corada. – passou a mão em meu rosto e colocou uma mexa do meu cabelo pra trás da orelha.
Nossos rostos foram se aproximando cada vez mais. Eu sabia que não devia fazer isso, que era errado, mas eu não queria parar e me parecia que nem ele. Quando nossos rostos estavam poucos centímetros, eu abri um pouco os lábios...
– Kat! – Mad gritou do outro lado e a gente se afastou bruscamente. Ah Mad, você me pagaria por isso! – Vem cá! – ela nos chamava.
Minha cara de frustrada deve ter ficado bem explicita, pois Peeta riu baixinho. Ele pegou a minha mão e me arrastou para o tiro alvo, onde estavam Madge e Gale.
– Gale conseguiu esse coração pra mim. – Mad disse toda derretida, mostrando o enorme coração que estava nos braços de Gale, assim como os outros bichinhos de pelúcia que ela deve ter o feito conseguir.
– Vou conseguir um pra você. – Peeta disse atraindo a minha atenção. – Qual vai ser?
– Sério? – perguntei rindo e ele assentiu. Isso era tão adolescente. – Pode ser o urso ali.
– Só por que é o premio mais difícil de pegar? – perguntou rindo e eu concordei.
Peeta havia conseguido um urso enorme pra mim e ficou jogando na minha cara que ele havia conseguido. Decidimos sair pra comer algo mais consistente e depois fomos pra casa. Resumindo, a noite tinha sido perfeita.
– A propósito, eu adorei o presente. – eu disse enquanto nos deitávamos na cama.
– Que bom. – respondeu sorrindo. – Boa noite Katniss. – disse sorrindo e eu retribui o sorriso, antes dele se virar.
– Boa noite Mellark. – sussurrei antes de me entregar a escuridão.
O dia havia começado cedo. Estávamos todos correndo com os retoques finais do casamento. Passamos a manhã e o começo da tarde por conta disso. E agora estou eu aqui, na garupa do Peeta, por uma ideia absurda do meu pai.
Eu odeio andar de cavalo, mas meu pai e Peeta insistiram muito para que eu fosse conhecer as redondezas e segundo meu "namorado", ele me levaria a um lugar lindo.
A proximidade com o loiro estava me deixando atordoada. Parece que tudo que eu sentia por ele, ia voltando, voltando e voltando. E cada vez eu tinha mais medo. Isso não devia acontecer, ele era um gigolô.
– É aqui. – Peeta parou o cavalo e eu pude vislumbrar do maravilhoso lugar. É uma cachoeira cercada plantas bem verdes, dando vida ao local. – Gostou?
– Nossa é perfeito! Como não descobri esse lugar antes? – disse enquanto ele me ajudava a descer do cavalo.
– Acho que quase ninguém sabe desse lugar. Era como um lugar secreto pra mim e único pra mim. – ele falou enquanto nos sentávamos perto da cachoeira.
– Então era aqui que você trazia as suas conquista? – brinquei e ele riu sem humor.
– Não, você é a primeira pessoa que eu trago nesse lugar. – disse sério, olhando no fundo dos meus olhos.
Meu coração acelerou e a minha respiração começou a ficar descompensada. O nossos olhos ainda estavam um no outro e nossos rostos foram se aproximando. Eu entreabri a boca assim como ele.
À medida que nossos rostos iam se aproximando, o meu corpo tinha uma sensação diferente, mas a que dominava, com certeza, era o frio na barriga e a ansiedade dos lábios dele nos meus. Até que finalmente nossos narizes foram roçando e as bocas se tocaram.
Correntes elétricas percorreram por todo o meu corpo. A sensação de anos atrás voltou e era mágica. Eu me sentia uma adolescente. O beijo começou bem calmo, onde fomos sentindo um os lábios do outro, até que a língua dele pediu passagem e eu cedi, levando as mãos em volta de seu pescoço. Enquanto ele puxava o meu corpo pela cintura para mais perto do seu.
O beijo começou a ficar urgente e cheio de desejo. Eu precisava de mais, aquele contato já não era mais suficiente. Eu queria Peeta Mellark e nada mais importava, nem se eu tivesse que pagar por isso depois, eu pagaria o quanto ele quisesse. Minhas mãos tiraram a sua camisa de maneira involuntária e ele parou o beijo.
– Katniss...
– Shiiiu. – coloquei o indicador para lhe calar. – Eu quero você Peeta, eu quero você agora.
– Eu também quero você Kat. – disse entre os beijos que ia trilhando pelo meu pescoço.
– Me faz sua então, Peeta...
Não acabei nem de falar. Peeta tirou primeiro o meu colete e em seguida a minha blusa, revelando que eu estava sem sutiã e os meus seios já eretos pela excitação. Envolveu os meus seios em suas mãos e depois abocanhou um deles, me levando a loucura.
Eu gemia mostrando pra ele que estava amando o contato. Ele foi me deitando aos poucos na grama e eu gemi, pois estava um pouco gelada. Peeta me olhou sorrindo e acariciou o meu rosto.
Minhas mãos desceram para o cós de sua bermuda e ele me olhou safado, mas não demorou a me ajudar a tirar sua bermuda, junto com a box, revelando seu membro já ereto pela excitação. Gemi antecipadamente e ele mordeu o meu lábio inferior. Empurrei meus sapatos para longe assim como ele.
Envolvi seu membro com as mãos e fiz movimentos de vai e vem, fazendo Peeta gemer. Logo ele removeu o meu short, junto da calcinha, me deixando completamente nua em sua frente.
Peeta me olhou com luxuria, me mostrando todo o seu desejo apenas com um olhar. Me penetrou lentamente, olhando no fundo dos meus olhos. Sustentei o olhar e ele enterrou inteiro dentro de mim, me fazendo apertar seus ombros.
Ele era grande, mas parecia o encaixe perfeito pra mim. Era como um paraíso, gostoso e relaxante. Peeta começou a sair e a entrar em mim, em movimentos lentos e torturantes. Sua boca colada na minha o tempo inteiro, enquanto suas mãos apertavam o meu corpo.
Nossa respiração já estava descompensada e nossos gemidos eram cada vez mais altos, mas Peeta fazia questão de ir devagar, como se quisesse saborear cada momento com bastante calma.
Depois de um tempo nesse exercício maravilhoso e torturante, apenas ouvindo a água da cachoeira caindo e os nossos gemidos, nós dois chegamos ao ápice juntos e ele desabou por cima de mim.
Maravilhada, feliz e realizada, era exatamente assim que eu me sentia. Não foi apenas sexo, eu podia ter certeza disso. Peeta se deitou ai meu lado. Ficou me olhando e acariciando o meu cabelo. O silencio era reconfortante. Estava escurecendo.
– Acho que a gente deveria voltar. – assenti e ele me beijou antes de levantarmos.
Vestimos nossas roupas e voltamos para casa. Jantamos com o pessoal e subimos. Peeta tomou banho e em seguida foi a minha vez. Vesti um pijama qualquer e me deitei ao lado de Peeta. Ele logo me puxou para seus braços.
Peeta tentou falar sobre o que aconteceu, mas eu não queria estragar o momento troquei de assunto, fazendo com que nós ficássemos conversando sobre idiotices, até que eu bocejei, sentindo o sono se aproximar.
– É, acho que tem alguém com um pouco de sono.
– Vamos dormir? – perguntei me aconchegando em seu peito.
– Claro, boa noite. – me beijou de leve e eu sorri.
– Boa noite. – disse enterrando a cabeça em seu pescoço e dormindo diretamente, com o cheiro daquele homem em minhas narinas.
[...]
O dia começou tarde para todos e Peeta não era mais o cara lindo de ontem. Ele voltou a me tratar do mesmo jeito, ou até pior. Não sei o que aconteceu para que ele me evitasse o dia inteiro. Na verdade a minha paciência estava se esgotando com todo esse drama.
Mas não deu para não passar pela minha cabeça o que o Marvel disse sobre eu ser ruim de cama. E se eu fui péssima ontem com Peeta? Ele deve estar me achando uma virgem. Rejeição era a palavra que me definia.
Entrei no banheiro determinada a traçar um plano para entender Peeta Mellark. Eu tinha vontade era de atravessar o garfo na cabeça dele, mas foi nessa hora que eu me lembrei que sou civilizada, ou que pelo menos tento ser.
Tomei meu banho e fiz tudo que tinha que fazer para ir pra tal despedida de solteiro da Mad, aliás, eu estou atrasada. Vesti meu vestido, nada provocativo, — sente o sarcasmo – os acessórios certos e o sapato perfeito. Me olhei no espelho e fiquei orgulhosa do resultado.
Peeta estava com os homens jogando carta na sala de jogos. Sai do quarto determinada a me sentir melhor. Eu queria sair, beijar uns caras, ou até mesmo transar, beber algo forte que me ajudasse a me sentir linda e poderosa. Ui poderosa! “Prepara que agora é hora, do show das poderosas”. Ok, isso foi ridículo, mas eu precisava me distrair.
Cheguei lá em baixo e todas as mulheres, lê-se amigas da Mad, estavam lindas e a minha espera para irmos à tal boate, que teria caras com corpos esculturais e sem camisa.
Entramos todas na limusine e partimos para a boate. Chegando lá, fomos muito bem recebidas. Havia homens sensuais dançando por toda parte e te seduzindo a cair naquela perdição. Pedimos a primeira rodada de bebida...
[...]
– Uhuuuul!
– Calma gata! Pra que tanta pressa? – o dançarino vestido apenas com uma cueca box preta, falou atrás de mim, com as mãos fincadas em minha cintura, enquanto dançávamos, ou melhor, eu me esfregava em seu corpo.
Não sabia de muita coisa a essa altura do campeonato. Já havia perdido as contas de quantas bocas eu beijei ou de quantos copos de tequila e outras bebidas eu já tinha tomado. Eu estava completamente bêbada e carente.
– Você me acha feia? – perguntei ficando na frente do moreno sensual.
– Nem de longe docinho. – respondeu de modo roco, passando a mão pelo meu corpo.
– E ruim de cama?
– Não sei, a gente ainda não transou. – disse puxando o meu corpo para o encontro do seu de maneira bruta e sensual.
– Mas a gente pode? Você iria me querer?
– Não. Ele não ia!
Meus olhos se arregalaram ao ouvir aquela voz conhecida. Senti braços fortes me envolverem por trás e me puxar com brutalidade. O cara na minha frente ficou confuso e eu me virei para encarar ninguém mais ninguém menos que Peeta Mellark, com os olhos queimando ódio.
– Pode ir embora, ela tem namorado! – o cara não me deixou nem falar e foi embora. Coloquei um bico de todo tamanho na cara e me virei para o Peeta batendo o pé. – Você ficou louca?
– Você não devia tê-lo mandado embora. Eu ia transar com ele, porque ele sim me deseja! – despejei tudo, enquanto dava murros em seu peito.
– Chega de show Everdeen. Em casa conversamos.
Não consegui nem me manifestar, quando vi Peeta já me tirava da boate em seus braços, mas não pense que de uma maneira romântica, longe disso. Ele havia me levantando e me colocado sobre os ombros, como um saco de batata.
Esperneei e gritei, até que ele me colocou dentro do carro. O caminho foi silencioso e a minha raiva ia crescendo. Ele estacionou o carro na garagem e me tirou do carro, me arrastando para o jardim.
– Aonde pretendia chegar com aquele show na boate? – Peeta perguntou nervoso.
– Não foi show nenhum e eu não lhe devo satisfações! Eu estou farta de você. Uma hora você transa comigo e me faz sentir flutuando, como se fossemos adolescentes de novo. Outra hora você fica como se eu não fosse nada. Me senti um lixo por ter transado com você, ou melhor, eu fiz amor com você e depois você me tratou com se eu fosse nada. – desabafei com raiva. Ele se aproximou e acariciou o meu rosto, mas eu desvie só porque sou difícil.
– Eu não queria fazer você se senti assim. Eu sempre faço tudo errado, quando se trata de você... – ele se lamentou.
– Por que me tratou desse jeito hoje? Eu sou ruim de cama? Ou devo perguntar... De mato?
– Não, longe disso... Ai Katniss, é complicado... – levou a mão até aqueles cabelos, que já estavam grandes e que o deixavam com cara de relaxado, e os bagunçou.
– Não sou burra Peeta, se você explicar eu prometo que entenderei. – debochei e ele segurou os meus punhos, os juntando ao seu corpo.
– Eu não transei com você, na verdade, eu nunca transei com você. Eu sempre fiz amor com você... Mas agora as circunstancias são outras, nossas vidas são outras... Você é toda bem sucedida e eu sou um gigolô de merda. Daí te tratei assim, porque todo o sentimento de anos atrás voltou e com toda a força. Mas eu resolvi ignorar, porque nunca daria certo. Eu te amo desde sempre. – meus olhos já estavam cheios de lágrimas. — Tentei me imaginar do seu lado, como seu namorado de verdade, mas sabia que isso não passava de uma ilusão da minha cabeça. Não tenho nada a te oferecer.
– Acha o seu amor pouco? – perguntei séria e ele não respondeu. – Olha como você me faz ficar garoto! Me tratou diferente um dia e eu já me sinto um caco... – eu disse revoltada. – Você é meu vício, eu sempre te amei e sempre me odiei por nunca consegui te odiar. E olha que eu tinha motivos hein!?
– Eu sei que eu fui um completo estúpido quando a gente namorou no colegial. Transei com você e te humilhei na frente de todos, mas não fiz isso por gosto. Te amei desde sempre...
– E por que fez isso?
– É uma longa história... – coçou as temporãs.
– Temos muito tempo, creio...
– Nunca fui rico igual a você Katniss. Sempre lutei o dobro que todos vocês para conseguir bolsas de estudos e algumas oportunidades. Não recusava nada. Até que meu pai começou a ficar viciado em jogo e cada vez criou mais e mais dívidas. Eu precisava pagar essas dívidas e por isso me aproximei de você. Comecei a ficar amigo do Cato e ele me emprestava à grana para pagar os cobradores que queriam o pescoço do meu pai. E um belo dia rolou uma aposta de grana alta pra quem conseguiria pegar a virgem mais misteriosa, que no caso era você. Eu precisava muito da grana e fiz o que fiz. Mas o feitiço sempre vira contra o feiticeiro e eu me apaixonei perdidamente por você, mas a vida do meu pai estava em jogo, então te humilhei na frente de todos e convivo com essa culpa todos os dias da minha vida, pensando se um pedido de perdão chegaria aos pés do mal que eu lhe causei. – Peeta chorava em minha frente e eu o abracei forte.
– Shiiiu... Eu já entendi tudo... – ele se soltou do meu aperto e me encarou. — Você devia ter me dito. A gente ficou tão amigo, eu poderia te ajudar.
– Eu não achei certo.
– Você sempre foi muito orgulhoso...
– Não muito diferente de você... – sorriu fraco e acaricio o meu rosto. – Me perdoa pelo que eu te fiz... Por favor...
– Esquece, passou. O importante é que agora a gente se encontrou e você me contou a verdade. E ai de você se me magoar de novo! – apontei o dedo pra ele tentando ficar séria e ele riu.
– Eu te amo muito. Nunca consegui esquecer você, sua voz, suas feições, o jeito presunçoso como você pronuncia o meu sobrenome, o toque da sua pele na minha, da sua boca na minha... – ele foi se aproximado até que nossos lábios se tocaram...
[...]
– Não acredito que transamos no jardim... – constatei completamente corada e Peeta riu terminando de se vestir.
– Eu adorei.
– Eu também, mas acho que agora a gente podia dormir né!? Amanhã já é o casamento. Nossa que dor de cabeça horrível e eu nem dormi pra ter ressaca. – completei e Peeta riu.
– Vamos subir. Te dou um remédio lá em cima...
Subimos trocando caricias e rindo, mas tentando ser os mais silenciosos possíveis, afinal, estavam todos dormindo já. Chegamos ao quarto, tomamos um banho e vestimos nossas roupas. Deitamos na cama abraçados, depois de Peeta ter me dado o remédio.
– Peeta, como entrou nessa vida de gigolô? Você foi pra NY porque tinha entrando em uma super universidade...
– Meu pai ficou doente, quando eu estava terminado a faculdade de engenharia de produção. Ele teve câncer de próstata e estava em estado de câncer terminal. O tratamento era caro e eu tinha que estudar e trabalhar, e segundo o meu pai, eu nunca fui o filho que meu pai pediu a Deus. Ele sempre me colocou pra baixo e quando eu me formei, foi difícil achar trabalho, até porque é um ramo muito novo e pouco valorizado. Meu pai piorou e o que eu ganhava nos meus bicos não dava mais para nos sustentar e pagar o tratamento. Daí como tava precisando de alguma coisa de retorno rápido entrei nessa vida e depois que meu pai morreu não tive vontade de reconstruir ela. Porque segundo ele, eu não servia para nada... Daí eu não acreditava mais em mim para poder seguir em frente.
– Nossa, deve ter sido horrível pra você... – acaricie seu peito nu, enquanto sustentava seus olhos nos meus. – Peeta, você tem potencial. Eu sei que tem. Hoje esse tipo de engenharia é super valorizada. Se você tentasse consegui um emprego na sua área, você seria muito bem sucedido. Ou você não pensa em sair dessa vida?
– Depois que você apareceu na minha vida e depois desse sexo frenético, sim, definitivamente sim. – corei e ele me roubou um selinho. — Eu vou sair dessa vida, por mim, mas também por você. – disse e eu o beijei, encantada com suas palavras. Fomos ficando animados com o beijo e eu o parei.
– Acho melhor a gente ir dormir. O casamento é amanha antes do crepúsculo.
[...]
– Eu vos declaro marido. – o padre apontou para o Gale. – E mulher. – apontou para minha irmã, que estava linda. — Pode beijar a noiva. – por fim disse e eles se beijaram alegremente. Peeta segurou a minha mão forte e eu senti ele aproximar os lábios do meu ouvido, me fazendo arrepiar.
– Você está incrivelmente gostosa nesse vestido.
– Fazer o que?! – me gabei. – Nasci assim, cresci assim e vou continuar assim. – ele gargalhou baixo.
– Bom pra mim. – disse apertando a minha bunda discretamente e essa foi a minha vez de rir.
– O arroz Katniss! – minha mãe atraiu a minha atenção.
[...]
– Estava farta de ficar lá dentro! – disse enquanto, eu e Peeta saíamos da festa e íamos para um jardim atrás do local da festa.
– Nunca gostou muito de festa, não? – perguntou ficando na minha frente e segurando a minha cintura.
– Não mesmo... Ao contrário de você. – pisquei o olho pra ele, que me roubo um selinho.
– Vou pegar uma bebida, vai querer?
– Um Martini, por favor!
– Vou pegar, mas não morra sem mim! – disse e me beijou.
– Vou tentar.
Peeta saiu e antes de sumir da minha vista parou e deu uma piscadela pra mim. Sorri com a cena, como uma boba apaixonada. Eu tinha que contar isso para a Annie, ela surtaria.
– Katniss, Katniss, Katniss... – me virei assustada e vi o irmão do Gale, com aquele sorriso nojento e presunçoso. Nunca gostei muito dele. Ele é completamente chantagista e sem escrúpulos.
– O que quer aqui Tedy?
– Por que está com aquele gigolô de merda? Pagando por sexo?
– Não sei do que está falando. – me fiz de desentendida.
– Sabe sim. Você sabe que Peeta é um gigolô, na verdade, você o contratou, não? O que eu não entendo é o por quê de ter contratado ele, se você podia ter a mim...
– A minha vida não é da sua conta Tedy e de pessoas como você eu quero distância! – fui ríspida, querendo logo acabar com aquilo.
– Nós sabemos Katniss, que eu sempre fui apaixonado por você. Sempre. E que eu posso ser muito melhor que ele para uma mulher como você. Posso te dar a vida que sempre quis.
– Não preciso de você para nada Tedy. Eu e o Peeta estamos muito bem...
– Então vamos perguntar a ele, se ele vai largar a vida dele de gigolô por você... – disse apontado para trás de mim e eu me virei, me deparando com o Peeta me olhando estranho, quase indiferente. – E então gigolô, vai largar a vida pela bela dama? – eu estava com vontade de pular no pescoço do Tedy, mas meu coração estava confortado, porque o Peeta me amava.
– Vai Peeta, diz pra ele que você pode mudar de vida e que você vai mudar pela gente...
– Não, Katniss. – Peeta disse amargo, fazendo meu coração se apertou e um nó se formou em minha garganta. — Eu não quero nada além da boa grana que você vai me pagar quando o serviço acabar...
– Mas você disse que me amava. – eu disse exasperada e ele riu amargo.
– Doce ilusão. Não posso largar a minha vida por você. – não podia acreditar que tava acontecendo de novo!
– Vai embora então. – gritei. – Não preciso mais dos seus serviços estúpidos! A porra do seu dinheiro está em um envelope roxo no closet. Suma daqui agora! – gritei entre as lágrimas e ele se virou. – Cresça, amadureça e corte esse cabelo horroroso Mellark!
Peeta se quer olhou para trás. Mas uma vez o loiro de olhos azuis havia partido o meu coração e eu me odiava por isso. Me odiava por não conseguir odiar, apenas um minuto, nem mesmo por conseguir odiar. Estava doendo por dentro. Fui até o Tedy e lhe virei à mão na cara, em seguida sai de lá correndo e me escondi no meu quarto.
[...] 2 meses depois. 12/06, dia dos namorados.
Dois meses haviam passado desde o casamento da minha irmã. Depois que Peeta me deixou no jardim com cara de taxo, eu fui para o quarto e um fato curioso, ele não havia levado nem um centavo do dinheiro. Eu tentei procurá-lo quando voltei para NY para entregar, mas parecia que ele havia sumido do mapa.
Não queria admitir para ninguém, mas depois do ocorrido eu fiquei na bad. Não queria fazer nada e se não entrei em depressão devo isso ao meu trabalho e ao casal Fannie. P.S.: Finnick e Annie finalmente resolveram assumir o amor dos dois.
Quando Peeta foi embora, tive que arrumar uma desculpa ótima para minha mãe e demais familiares, mas todos caíram direitinho para a minha sorte. Outro detalhe, eu bati mais no Tedy, precisava descontar a minha raiva.
Hoje é o maldito dias dos namorados! Maldito seja esse dia repleto de casais se beijando, corações, ursinhos e rosas! Eu queria sumir ao menos por hoje, mas como não podia sumir, fiz o melhor que pude. Trabalhei.
Passei o dia na empresa mergulhada em contratos e processos, o que me fez esquecer um pouco do Peeta. Mas como era o dia maldito, o expediente acabou mais cedo e cá estou eu chegando em casa.
Peguei a chave dentro da bolsa para abrir a posta do apartamento. Quando coloquei a chave e girei, a porta estava destrancada, fazendo meu coração acelerar de desespero.
Procurei dentro da bolsa o famoso spray de pimenta e o deixei em minha mão, posicionado para ataque. Quando acendi a percebi quem meu apartamento estava completamente decorado com balões em forma de coração, escrito “Eu te amo!” em grafia perfeita, rosas espalhadas pela sala e a mesa estava arrumada iluminada por velas.
– Katniss... – me virei com medo para a voz que me chamava, com o spray pronto, mas não espirrei porque reconheci aquela face de anjo e aqueles olhos azuis perturbantes.
– O que você ta fazendo aqui? Ou melhor, como entrou na minha casa? – perguntei rude, com o spray ainda apontado para ele.
– Por favor, me escuta Katniss... A Annie me ajudou...
– Veio me deixar destruída de novo, Mellark? Porque sinto informar que é impossível destruir mais.
– Por favor, me deixa falar... – implorou.
– Você tem cinco minutos. – disse abaixando o spray.
– Ok. Eu sou um idiota! Não pior, eu não sei nem a palavra que me descreve! Eu sou um anta, um burro... Eu fui um idiota naquele dia no casamento, a gente estava tão feliz e eu como sempre estraguei tudo. – seus olhos já estavam cheios de lágrimas e eu podia sentir o nó na minha garganta. – Quando eu vi você falando com o irmão do Gale e ele lhe falando que eu não podia fazer nada por você que você merecesse, eu me desesperei e me senti um lixo, como na época do meu pai e achei que estava fazendo o certo te deixando, mas voltei e me senti tão sozinho, incompleto sem você e decidi que ia ter você pra mim. – tocou o meu rosto afastando as minhas lágrimas. – Eu decidi que era capaz de ser alguém. De ser alguém por nós dois. Me perdoa, por favor...
– Eu... Eu... – eu não conseguia dizer nada.
– Eu mudei. Sai daquela vida, procurei um emprego no meu ramo e to trabalhando em uma empresa como um dos engenheiros da equipe de engenharia. Eu cresci e amadureci...
Não o deixei terminar de falar. Eu tinha certeza que aquele era o homem da minha vida. O beijei como se precisasse daquilo pra viver. E naquele momento eu realmente precisava. Fomos parando o beijo devagar e eu sorri pra ele dizendo:
– Você cortou o cabelo?
– É que você disse pra eu cortar e eu cortei... Achei que pudesse ajudar a te conquistar. Funcionou? – perguntou passando as mãos na minha cintura.
– Está muito mais bonito e com mais cara de homem sexy. –mordi seu lábio inferior e ele gemeu.
– Estou perdoado?
– Claro que sim, qual a parte do eu não consigo te odiar, você não entendeu? – perguntei rindo e ele me deu um selinho.
– Mas eu quero te provar que posso ser o homem perfeito pra você... – disse misterioso se afastando de mim. – Sente-se a mesa senhorita Everdeen. – mandou e assim eu fiz. Ele foi lá pra dentro e depois voltou com um prato. Colocou em cima da mesa, na minha frente e eu sorri pra ele. — Eu sei que pra ser o homem perfeito pra você precisa saber cozinhar... – ele disse rindo. – Eu prometo tentar ser o homem perfeito se me responder isso. – ele puxou a tampa do prato e revelou escrito em ervilhas, “Namora comigo?”. Levantei e pulei em seu colo.
– É claro que sim! – o beijei. – Mas só porque você cozinha. –fiz charme e ele riu.
– Esse é o único motivo de você está comigo? – perguntou divertido e eu concordei. – Sabe qual o real motivo de eu ter voltado pra você?
– Sim, sou irresistível. Fazer o que?! – me gabei e ele riu.
– Não é isso... É que o sexo é viciante e muito bom, mas foi só por isso.
– Ótimo, é bom esclarecermos mesmo os nossos interesses no relacionamento. Comida e sexo, me parece bom... – falei e ele me beijou.
– Claro que sim, a relação perfeita. Comida e sexo... – mordi o seu lábio inferior. — Eu te amo minha marentinha... – alisou o meu rosto sorrindo.
– Eu também te amo meu querido gigolô!
Me joguei nos braços do meu amor e o beijei apaixonadamente. Até que o dia dos namorados não era uma data tão ruim assim. Na verdade eu passei a amar o dia dos namorados, só por causa do meu Querido Gigolô.
Notas finais
Raquel V adorei suas palavras e sei que todos(as) também gostaram!
Agora uma coisinha, eu não brinquei com o fato de muitas pessoas estarem marcando nos acompanhamentos e quase ninguém de "novo" estar dando as caras, eu vou começar a postar essas oneshots uma vez por semana e quem perde são vocês! Não custa colaborar comigo e com as autoras, vocês estão dando mancada feio, quando estão todas/todos suando a camisa em suas oneshots, o mínimo que merecemos é reconhecimento, não estraguem um projeto tão legal!
Bom, acho que é isso, está frio, de madrugada e eu estou bebendo leite frio adoidado, assim que nem penso bem, mas estou chateada e quando estou chateada não sou legal.
Vamos nos ajudar, comentem nas oneshots, até mesmo as autoras podem recomendar, se quiserem claro, a Nick fez isso e eu adorei a iniciativa da mesma, tomem por si exemplos, se estão felizes, gostaram de participar, divulguem para seus leitores, tragam mais gente pra cá!
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