Notas iniciais
Querido Cowboy Autora: Gaabii (Gabriela Machado) Classificação: +18 Gênero: Romance, Hentai (HOT HOT HOT), Comédia N/A: oi gente! Cá estou eu, mais uma vez, postando outra one. Dessa vez com uma katniss um pouco mais ousada e um peeta cowboy capaz de arrancar suspiros de qualquer uma. Hahahaha espero que gostem :) beijos!

Katniss tinha um segredo a confessar. E não é um daqueles segredos que você compartilha fácil com as amigas ou toma uma atitude a respeito. Não. O buraco é mais embaixo. Como se não bastasse ela ser louca por um cara e seu irmão Finnick ser o ser mais ciumento do planeta, o dito cujo ainda tinha que ser o melhor amigo dele, Peeta Mellark. Anos e anos admirando-o de longe, cultivando uma paixão de adolescente e anos e anos odiando o maldito dia dos namorados, pois era o fatídico dia em que as piriguetes caipiras botavam suas saias jeans mais curtas e cacarejavam como loucas em cima do loiro.

Ah...o fatídico dia em que conhecera o Mellark...

"Tinha uns quinze anos e estava sentada nos degraus da varanda da frente da casa com a blusa meio erguida e se abanando devido ao calor rigoroso que castigava a região. Pensava em quão entediante aquelas férias estavam sendo sem suas duas melhores amigas, Annie e Clove, para enchê-la de novidades e arranjarem programas interessantes para se fazer.

Ouviu o barulho dos cascos de cavalos a se aproximarem, mas não se deu o trabalho de ver quem era, já que pelas horas devia ser Finnick retornando de se trabalho com o gado.

– Posso saber que pouca vergonha é essa, Katniss?- entoou Finnick, em um tom raivoso, sendo seguido da risada de mais alguém.

O som fê-la erguer-se em um estalo e dar de cara os olhos azuis mais lindos e intensos que já vira na vida. O garoto que a encarava era alto e forte, um sorriso travesso preenchia seus lábios finos e alguns fios de cabelo loiro caíam sobre seu rosto másculo e lindo.

– Estou esperando uma explicação aqui — rosnou Finn, fuzilando-a com o olhar.

Katniss voltou a realidade e revirou os olhos em resposta ao latido do irmão. Voltou a colocar a blusa no lugar com um enorme bico nos lábios.

– Eu não sabia que tínhamos visita — murmurou a morena, irritada com o cenão que o irmão estava fazendo.

– Este é Peeta Mellark- apresentou Finn, observando o loiro ir até sua irmã e lhe cumprimentar com dois beijos na bochecha. Seus olhos de águia rondando para saber se o amigo planejava alguma gracinha para com sua irmã.

– O famoso Peeta?- perguntou Kat, cruzando os braços em frente aos seios e abrindo um imenso sorriso. Ah... então este era o amigo do qual Finnick sempre falava. Que jogava em seu time de futebol americano do High School.- Que bom poder finalmente conhecê-lo.

– Famoso?- quis saber o Mellark, erguendo uma de suas sobrancelhas com um semblante curioso.

– É que o Finnick não para de falar de você- respondeu a morena, de forma altiva.- Achei até que ele estivesse mudando a opção sexual — completou, fazendo com que uma gargalhada sexy deixasse os lábios do loiro e Finn fechasse a cara.

– Katniss- ralhou o irmão, vermelho de vergonha.

– Que é Finnick? É verdade!

– Bom, agora que você já conheceu minha irmãzinha abusada, vamos entrar, sim?- disse Finn entre dentes, seus olhos aniquilando a irmã a cada passo que dava em direção a varanda.

– Prazer em te conhecer, Peeta.- entoou a morena, lançando a ele uma piscadela travessa.

– O prazer é todo meu, Katniss — respondeu o Mellark, retirando o chapéu de cowboy que vestia e o pousando na cabeça da adolescente.

As borboletas nascendo instantaneamente no estomago da Everdeen quando o cheiro amadeirado do homem invadira suas narinas e ele se distanciava aos poucos."

O despertador sobre a cabeceira da Everdeen tocou de forma estridente, despertando-a de seu sono. Espreguiçou-se vagarosamente na cama relembrando tudo que faria hoje.O dia em que ela faria tudo diferente. Dirigiu-se ao banheiro, fez sua higiene matinal e depois vestiu a roupa que havia separado especialmente para usar hoje. Ah, ela havia esquecido de mencionar que hoje era dia dos namorados e que Peeta a aguardasse, pois teria uma pequena surpresinha para ele hoje a noite.

Morava em uma majestosa propriedade em Dallas, Texas, onde passara os 22 anos de sua vida e onde se formara em agronomia e agora comandava as plantações e negócios da família. Sua mãe falecera quando ela tinha apenas 5 anos, deixando-a aos cuidados do pai, Haymitch, e do irmão mais velho, Finnick.

A morena desceu vagarosamente as escadas de madeira da antiga casa, fez seu desjejum em 15 minutos, escovou os dentes em seu banheiro e desceu novamente até sair de casa e encontrar Beetee já esperando-a com as rédeas de sua égua, Chuva, em mãos.

– Bom dia, dona Katniss — saudou o empregado, sorrindo em contraste com a bela manhã ensolarada.

– Bom dia, Beetee, o que tenho pra hoje?- quis saber a Everdeen, enquanto montava com destreza na anglo-árabe marrom de patas brancas.

– Peeta já está conduzindo o gado em direção a área leste da fazenda como a senhorita pediu.- informou o homem.- Cinna já lhe aguarda em meio a plantação de milho para que vocês decidam os ajustes sobre a colheita.

Agradecia todos os dias ao bondoso papai do céu por Haymitch ter oferecido um emprego fixo ao Mellark na fazenda, afinal ele era um cowboy e o que eles fazem de melhor que não cuidar e comandar o gado? A resposta pervertida veio logo a sua mente, mas tratou de reprimi-la.

– E quanto ao meu irmão?- quis saber a Everdeen.

– Já partiu com seu pai até o aeroporto e devem estar a caminho de Houston agora para a 74o encontro de agropecuária do Texas.

– Maravilha — respondeu Katniss, com os olhos brilhando em excitação. Nada a desvirtuaria de seu objetivo hoje.

Batendo os calcanhares na barriga da égua, ela deixou que o animal ditasse o caminho até o centro da maior plantação, que ficava ao sul da fazenda, e no caminho, deliciou-se com a brisa que lhe beijava o rosto e bagunçava os cabelos.

– Katniss — chamou alguém ao longe, fazendo com que ela virasse a cabeça em direção a voz.

"Ai papai." pensou a Everdeen, dando de cara com um Peeta Mellark a cavalo usando apenas um de seus jeans surrados e o chapéu de cowboy, deixando a mostra todo aquele tórax magnificamente esculpido por deuses. Ah como ela queria passar a língua naqueles gominhos do abdômen do loiro.

– O gado está te dando um couro esta manhã, Mellark?- perguntou a morena, fazendo com que Peeta risse.

– Hoje mais do que o de costume já que a senhorita me pediu para mover o gado para outro pasto — confessou o loiro, passando a mão direita na testa suada.

– Cadê a Dylan e o Sky?- quis saber Katniss, procurando os dois boder collie entre as cabeças de gado.

– Devem estar por aí aguardando meu próximo comando — disse ele, sorrindo de forma despreocupada.- Mas e aí? Algum pretendente para o baile do dia dos namorados?

– E Você ainda pergunta — Zombou a mulher.- Ao contrário de você eu não me contento com qualquer um.

– E não podemos esquecer do Finnick — completou o Mellark, arrancando uma risada da mulher.

– Esse daí já não é problema faz tempo — constatou a Everdeen, fazendo com que uma das sobrancelhas do loiro se erguesse de uma forma absurdamente sexy.

– Ah é, é? — indagou o loiro, curioso.- Não estava sabendo disso não...

– E nem vai saber, pois eu tenho que encontrar Cinna e você tem que mover esse gado.- desconversou Katniss.

– Sim senhora — concordou o loiro.- Nos vemos mais tarde?

– Claro — respondeu a Everdeen com um sorriso maroto nos lábios, sua mente fervilhando com os planos de mais tarde.

Peeta observou a morena desaparecer a galope pela imensa planície verde e soltou um muxoxo cansado. Retirou o chapéu que lhe cobria a cabeça bagunçando ainda mais seus cabelos loiros. Será que todo dia ele teria que suportar vê-la tão naturalmente sexy? As blusas de alça fina com um decote comportado, as calças jeans coladas as coxas torneadas e as botas de cowboy faziam com que o Mellark desejasse saber o que havia por baixo daquelas vestimentas, pois tinha certeza que por traz da pose de boa moça havia uma mulher de sangue quente. Bem sabia o que era atiçar a ira da morena, presenciara várias vezes as discussões entre ela e Finnick, ou as broncas direcionadas a condução do gado e da plantação. Katniss era uma líder e bem que ele gostaria de provar um pouquinho dessa liderança. Mas assim que tal vontade libidinosa se manifestava dentro dele, ele logo tinha de jogar um balde de água fria sobre ela já que ele era um empregado da fazenda e melhor amigo do irmão dela. E além disso ela era a irmãzinha mais nova de Finnick. Como explicar que de uma hora pra outra a irmãzinha virou uma mulher e passou a deixa-lo excitado com um mero olhar ou jogada de cabelo? Pelo amor de Deus, ele era um depravado! E aquela bunda redonda e empinada...Porra! Chega! Colocou novamente o chapéu sobre a cabeça e recordou que hoje teria um encontro com Madge, a filha do prefeito. Quem sabe assim a fome pelo fruto proibido passava.

XxXxX

O encontro entre Katniss e Cinna fora breve e proveitoso já que ambos puderam acertar a data da colheita e da entrega da safra em um tempo razoável de 30 minutos. Um suspiro de satisfação escapou dos lábios carnudos da morena enquanto a mesma passeava pelas pastagens da fazenda, o cheiro de grama molhada invadindo suas narinas e lhe provocando uma característica sensação de conforto. Ela amava aquela fazenda com todo seu coração. Dava seu sangue e suor para vê-la produzir e progredir e saber que contava com uma equipe forte e determinada só a motivava ainda mais a superar metas.

Chuva relinchou quando dois boder collies invadiram seu caminho.

– Ah, aí estão vocês seus danados.- comentou a mulher, lançando um sorriso doce ao casal de cães que ajudavam a tocar o gado, Sky e Dylan.

– Indo para a casa grande?- perguntou Peeta, surgindo ao lado da morena. Ah que ótimo. Mais uma vez aquela visão paradisíaca se apresentava a sua frente. O loiro com aquele rosto másculo e anguloso combinado a um corpo de Adônis de pele bronzeada, uma combinação bombástica capaz de produzir mil borboletas no estômago dela. Além, é claro, do efeito colateral de ficar encarando-o como uma imbecil.

– Já está na hora do almoço?- quis saber Katniss, franzido levemente o cenho, se forçando a quebrar o contato visual antes que precisasse de um babador.

– Ficou passeando por essas terras sem nem ao menos trazer um relógio?- brincou o Mellark, sorrindo abertamente, fazendo com que um sorriso involuntário surgisse nos lábios da mulher.

– É tão fácil se desligar do mundo enquanto passeio por aí.- confessou a Everdeen, soltando um longo suspiro.- Que tal uma corrida até o estábulo?- completou, erguendo uma de suas sobrancelhas de forma travessa.

– E quem perder terá que dar banho nos cachorros durante um mês!- exclamou Peeta, se posicionando ao lado da morena. Seu tordilho já cavando o chão com uma das patas pronto para mais um desafio.

– Fechado.- sibilou a morena, direcionando seu olhar ao horizonte enquanto sentia a respiração descompassada de sua égua. Ela estava pronta para vencer.

Peeta assobiou alto indicando o grito de largada e a única coisa que a morena fez foi dar rédea a sua anglo árabe, dando liberdade ao animal para que o mesmo corresse como o vento. O vento batia forte contra seu rosto e o frio na barriga era intenso, avistou Peeta mais ao lado, seu tórax nu e definido flexionado para frente, as feições relaxadas e alegres, uma das mãos segurando o chapéu de cowboy para que não voasse. A visão fê-la derreter por dentro pois era exatamente isso que o atraía a ela. O jeito simples e despreocupado de levar a vida, a bondade e carisma que transpareciam em cada gesto. Peeta Mellark era um doce, o qual estava louca para desembrulhar e provar.

– Eu vou vencer fácil!- provou Katniss, gargalhando audivelmente.

O Mellark se distraíra em meio a tantas curvas e quase perdera o foco da corrida. Quase. Mas também era difícil controlar o ímpeto de agarrar aquela mulher a cada vez que a via. Com jeitinho faceiro e pose de durona, ela fazia com que o tesão surgisse nele de forma assustadoramente rápida. Ah Katniss, se ao menos ela soubesse.

– Ganhei!- exclamou o homem, com o braço esquerdo no alto consagrando sua vitória.

– Que falta de cavalheirismo.- resmungou a mulher, descendo da sela quando a égua parou em frente ao estábulo.- Deveria ter deixado eu ganhar.- completou, arrancando uma gargalhada estrondosa do Mellark.

– E qual seria a graça se eu não pudesse ver você dando banho nessas ferinhas — disse o loiro, apontando para os dois cães, que agora descansavam na sombra.

– Ei! Eu não sou tão ruim assim — rebateu a morena, dando um leve tapinha no braço esquerdo do cowboy. E ui.Que braço.

– Bom dona Everdeen, é melhor entrarmos para comer — sugeriu Peeta, entregando as rédeas dos animais a Beetee e seguindo ao lado de Katniss em direção a casa grande. A morena desacelerando seus passos para que pudesse ter um vislumbre da bunda malhada do Mellark por cima da calça jeans. Que a noite chegasse logo ou então ela iria surtar!

XxXxX

O dia transcorrera como sempre fora, com inúmeras papeladas no pequeno escritório do piso inferior da casa e telefonemas para diferentes fornecedores de mantimentos. E,ao cair da noite, quando a morena se preparava para executar seu plano, seu Iphone tocou, despertando-lhe a atenção.

– Sabia que você ia ligar.- comentou Katniss, ao atender o telefonema de Annie, sua melhor amiga.

– Alguém tem de tentar impedi-la de cometer essa loucura!- exclamou a Cresta do outro lado da linha.

– Você não sabe o que é sofrer por homem já que namora o meu irmão.- resmungou a mulher, terminando de calçar os scarpin Laboutin altíssimos.- Por falar nisso, como está sendo seu dia?

– Uma droga.- confessou Annie.- Você tinha que lembra-lo daquela bosta de encontro agropecuário? Agora estou na merda sentada em frente a tv comendo sorvete do pote no dia dos namorados!

– Era a única forma de conseguir encurralar o cowboy — informou a Everdeen. — Se eu ainda tivesse que pensar na ira do meu irmão, imagina como seria!

– É. Sei.

–Poxa amiga, foi por uma boa causa.

– Te tirar da seca, você quer dizer — alfinetou a Cresta.

– Entenda como quiser — rebateu Katniss, rindo da atitude da amiga. — Agora eu tenho que desligar. Meus planos me aguardam.

– Vai lá enlaçar seu cowboy, sua doida — respondeu a Cresta, gargalhando.

– Tchau amiga — despediu-se a Everdeen, desligando o aparelho e o enfiando no bolso traseiro do short jeans.

A morena olhou-se no espelho uma última vez antes de sair de casa com objetivo de ir até a casa de Peeta, que ficava na propriedade e onde o loiro vivia sozinho.

Ligou a Hilux SW4 e dirigiu até o local com o coração martelando em seu peito. Não conseguia pensar com clareza. Apenas sabia que tinha de fazer aquilo. Ou então se arrependeria pelo resto da vida por não ter tentado.

Estacionou, desligou o veículo e caminhou até a porta da frente da casa. Sabia que o loiro escondia a chave da frente dentro do vaso de plantas e quando a mesma encontrou o pequeno objeto que a levaria até o cowboy, deixou escapar um suspiro de satisfação.

A casa de Peeta era simples, alguns móveis e utensílios essenciais, mas nada muito grandioso. Passou pela modesta sala de televisão até o quarto do Mellark, onde escutou o som do chuveiro ligado e um sorriso se apossou de seus lábios. Excelente.

Trancou a porta do quarto e esperou sentada na cama. Ouviu uma movimentação de dentro do banheiro e quase teve um infarto com a visão do loiro ao sair do banheiro só com uma toalha enrolada em sua cintura.

– Olá, Peeta — saudou a mulher de forma maliciosa.

O loiro deu um pulo e quase deixou cair a toalha que lhe cobria as partes íntimas, tamanho o susto de ver a irmã de seu melhor amigo sentada em sua espaçosa cama de casal.

– Kat? — indagou o loiro, franzindo o cenho.- O que faz aqui? Aconteceu alguma coisa?

– Sabe Peeta — começou a Everdeen, erguendo-se de forma provocativa da cama. — Acho que agora é uma boa hora para termos uma conversinha — completou, andando até ele e o empurrando até que ele se sentasse na cadeira de madeira que compunha a escrivaninha.

– E essa conversa precisa ser agora? — perguntou o loiro, arqueando uma de suas sobrancelhas. Pensamentos do que ela estaria aprontando invadiram a cabeça do loiro. — Porque, sabe, eu tenho que ir ao baile.

– Ahh, mas não vai custar muito do seu tempo — desconversou a morena, afastando-se novamente dele. — Mas antes eu preciso tirar minha roupa.

– Você o quê?! — exclamou Peeta, com os olhos arregalados, levantando-se da cadeira em um estalo.

Katniss riu enquanto retirava a camiseta branca de gola em V por cima da cabeça e deixava exposto o sutiã branco rendado.

O Mellark ofegou diante da visão. Os seios preenchiam com perfeição as duas taças de tecido e ele sentiu seu membro ganhar vida em segundos.

– Porra, Katniss — praguejou, passando a mão direita pelos cabelos úmidos. — Para com isso — ordenou, seu tom de voz agressivo denotando seriedade. Mas, em contra partida, seu corpo aquecia-se e seu olhar se incendiava ao ver que ela o ignorava e agora descia o short jeans por aquelas pernas morenas e bem torneadas. A calcinha branca rendada e transparente expondo em parte a intimidade da mulher. Puta que pariu, ele estava duro como uma rocha.

– Para com essa merda! — rosnou, andando até ela e a segurando pelo braço. Se ele não a fizesse parar agora sabe-se lá o que aconteceria naquele quarto.

– Por quê, Peeta?- ronronou a Everdeen, olhando-o diretamente nos olhos. Suas íris cinzentas derretidas em pura volúpia. — Por acaso não quer me fazer sua?- quis saber, passando as unhas bem feitas pelo tórax do loiro, sentindo-o se arrepiar ante seu toque.

O Mellark fechou os olhos e tentou contar até dez para ver se a calma voltava a imperar sobre seu corpo. Nope. Continuava excitado como o inferno.

– Katniss — sibilou, afastando-se do toque dela e virando-se de costas. — Não vai rolar — disse com dificuldade, já que tudo o que ele mais queria era fodê-la como se não houvesse amanhã. Mas havia fatos que o impediam de fazê-lo, primeiro: ela era filha de seu chefe, segundo: ela era a irmãzinha de seu melhor amigo e terceiro, bem, Finnick arrancaria suas bolas.

– Eu não tenho tanta certeza disso, cowboy — respondeu a mulher, terminando de retirar suas roupas íntimas e esperando que ele se virasse para olhá-la. — Por que não vou sair daqui até te dar meu presente de dia dos namorados — completou, estalando a língua audivelmente.

Peeta virou-se pronto para proferir uma resposta cortante à audácia da morena, mas o que estava diante de seus olhos fê-lo se engasgar com suas próprias palavras. Ela estava nua diante de seus olhos. Os olhos cinza queimando de desejo, a boca vermelha e carnuda entreaberta, pronta para ser beijada, os seios empinados e volumosos aguardando seu toque, e sua intimidade o instigando a ir até ela. O corpo queimado de sol e com curvas sem fim sustentado por lindos saltos scarpin altíssimos.

– Ahh, caralho — praguejou, virando-se de costas novamente ante a tentação. Ela iria acabar com ele.

A morena caminhou até ele, os saltos em contato com o chão de madeira do quarto atiçando-o.

– Você quer, cowboy — murmurou a morena, de forma sexy ao pé do ouvido do Mellark. — Eu sei que quer — provocou, levando ambas as mãos até os ombros largos do homem e depois as descendo pelo peito e tórax do mesmo. — Já estou molhadinha por você — completou, mordendo o lóbulo da orelha direita do homem, fazendo-o gemer.

Aquilo foi a gota d'água para o loiro, que virou-se de frente para Katniss, enlaçou-a pela cintura e lhe tomou a boca de forma feroz. Sua língua pedindo passagem por aqueles lábios macios com urgência e ela o concedendo prontamente. Ela era doce e seus suspiros estavam a enlouquecê-lo. Suas línguas travavam uma batalha e teve de conter um rosnado quando a Everdeen retirou a toalha que lhe cobria o corpo e tocou sua ereção maciça. Ele iria explodir a qualquer momento!

Ela riu da forma desesperada com que o Mellark se mantinha próximo a ela e quebrou o beijo com um sorriso safado nos lábios.

– Agora vou fazer com você o que sempre sonhei — comentou Katniss, espalmando a mão direta no peito do loiro e fazendo-o se sentar na cadeira de madeira novamente. — Vou cavalgar você — completou, sentando por inteiro sobre o membro ereto do homem, o sexo dele a esticando como nenhum outro jamais fizera.

Ambos gemeram com a conexão. No momento estavam cagando para preliminares e sexo contido. O fogo que os dois alimentavam estava alto demais e a ebulição que os tomava não lhes permitia esperar mais. Ela moveu-se uma primeira vez sobre ele, erguendo o corpo voluptuoso para cima para logo depois descer novamente.

– Katniss — gemeu o Mellark, abocanhando um dos mamilos rosados e intumescidos da mulher, fazendo com que a mesma suspirasse de prazer. Ela era quente e apertada e encaixava-se perfeitamente nele.

A morena prosseguiu com os movimentos lentos e tortuosos, até que levasse o Mellark a loucura e ele pousasse ambas as mãos másculas na cintura da mulher, ditando um ritmo mais rápido e desesperado.

– Gostoso — gemeu a mulher, mordendo o ombro do loiro e ficando as unhas nas costas do mesmo.- Goza pra mim, cowboy — suplicou.

Peeta tomou-lhe a boca mais uma vez, os movimentos de vai e vem que ela fazia o levando mais próximo a um desejoso orgasmo. O cheiro da pele dela era como erva cidreira, doce e marcante e ele viu-se totalmente inebriado, tomado pelo torpor que aquela mulher lhe proporcionava.

– Ah!- exclamou a morena quando atingiu o ápice e seu corpo foi tomado por deliciosos espasmos.

Não demorou até que o Mellark se juntasse a ela, explodindo em seu interior. Ele convulsionava embaixo dela, seus olhos fechados em puro deleite e sua boca entreaberta deixando escapar um rugido tão alto que fê-la tremer de satisfação.

As respirações de ambos continuavam descompassadas e ele mantinha-se fundo dentro dela, a cabeça da morena apoiada no ombro de Peeta enquanto o mesmo permanecia com as mãos uma de cada lado da cintura da mulher de forma possessiva.

– Gostou do presente? — sussurrou Katniss, marotamente, ao pé do ouvido do cowboy enquanto lhe acariciava de leve a nuca.

– Fico admirado com sua determinação- respondeu o loiro, olhando-a nos olhos, um sorriso nascendo em seus lábios só por vê-la tão feliz e realizada. — Ô mulher teimosa.

– Você sempre foi meu, Peeta Mellark — afirmou a mulher, enfiando os dedos de ambas as mãos nos fios loiros do cabelo do homem e aproximando seus lábios dos dele até que meros centímetros os separassem.- Só não se dava conta disso.

– Além de marrenta, é possessiva — alfinetou o Mellark, rindo enquanto se erguia da cadeira levando-a consigo. Seus corpos ainda conectados e se despertando para mais uma rodada.

– Você ainda não viu nada — ronronou a mulher, ao sentir o colchão macio da cama a ampará-la.- Eu sou insaciável quando se trata de você — completou, passando a língua macia pelos lábios quentes do homem e o vendo ofegar.

– Katniss — advertiu Peeta, sorrindo de forma pervertida e segurando os cabelos macios da mulher em uma de suas mãos. Seu membro já pulsava vivo dentro do calor latente da mulher e ela o encarava em gritante expectativa. Impulsionou seu quadril para trás em um primeiro movimento sendo apreciado por um excitante ronrono por parte da morena.

– Mais — sussurrou a mulher, pendendo a cabeça para trás ao sentir uma das mãos másculas do loiro apertando um de seus seios.

– Ah, caralho — praguejou o loiro, passando a entrar e sair de dentro dela em um ritmo mais acelerado. As estocadas eram fundas e potentes, e a cada suspiro ouvido ou carícia que recebia da Everdeen, Peeta se via sedento por mais e mais. — Você me deixa louco, Katniss — rosnou, próximo a orelha dela, fazendo-a rir e puxar levemente os cabelos da nuca do Mellark.

E então, uma batida audível na porta da frente fizera com que ambos parassem o que faziam e se olhassem.

– Peeta?! — berrou alguém do lado de fora da casa, fazendo com que Peeta praguejasse e se retirasse de dentro do delicioso interior da morena.

– É a Madge — comentou o cowboy, vestindo a calça jeans que havia separado para usar hoje a noite no baile.

– Ah...a empata foda é a filha do prefeito? — perguntou Katniss, irritada por terem sido interrompidos enquanto o loiro satisfazia mais uma de suas fantasias.

– Eu deveria estar buscando-a na casa dela e a levando pro baile — disse o loiro, tentando dar um jeito em seu cabelo bagunçado pós/durante-sexo. — Isso, é claro se não tivesse sido interrompido por um furacão chamado Katniss Everdeen — completou, fazendo com que um sorriso presunçoso se formasse nos lábios da mulher e ela se erguesse nua da cama.

– Que tal eu ter uma conversinha de mulher pra mulher com aquela biscate loira?- sugeriu a morena, andando altiva até a camisa do homem separada no cabide e a vestindo.

– Nem pense nisso, dona Kat — disse o loiro segurando-a pela cintura quando a mesma fez menção de marchar até a porta com apenas uma camisa social a lhe cobrir o corpo.- Me espera aqui.- pediu Peeta, retirando uma mecha do cabelo sedoso que caía sobre o rosto da mulher e o colocando atrás da orelha da mesma.

Deu um leve selinho nos lábios da Everdeen e afastou-se em direção a porta. Seu coração martelava frenético em seu peito e o característico nó na garganta o invadia já que teria que dispensar a mulher em sua porta porque...bem...estava com outra.

– Peeta?- perguntou a mulher, arregalando os olhos ao deparar-se com o Mellark vestindo apenas uma calça.

– Oi Madge — respondeu o loiro, de forma sem graça.

– Está tudo bem? — quis saber a mulher, em um tom desconfiado e impaciente. Seu vestido curtíssimo e vermelho, impecável em seu corpo magro e longilíneo, e seus olhos azuis cintilando atrás da camada de maquiagem que os destacava. — Por que diabos ainda não está vestido e por que cargas d'água não foi me buscar em minha casa no horário combinado?- perguntou, cruzando os braços em frente aos seios e empinando o nariz em irritação.

– Olha, me desculpa pelo ocorrido Madge, mas é que...

– Eu estava com ele queridinha, algum problema?- interrompeu-o Katniss, aparecendo ao lado do loiro na porta e observando a boca da Undersee escancarar-se em ultraje.

O cowboy praguejou baixinho, esperando a enxurrada de palavras questionadoras que sairiam da boca da filha do prefeito.

– Peeta!- exclamou a loira, sentindo-se completamente ofendida pela presença da Everdeen.- O que essa mulher macho está fazendo praticamente nua em sua casa.

– Já vi que sofre do mau das loiras — alfinetou Katniss, vendo a Undersee semicerrar os olhos ante a gracinha. — Não consegue assimilar a mensagem nada sublime, meu amor?- perguntou falsamente.

– Dá licença que a conversa ainda não chegou no estábulo — rosnou a filha do prefeito, voltando a encarar Peeta com uma de suas sobrancelhas erguidas.

– Tá me chamando de vaca? — perguntou a Everdeen, pousando ambas as mãos na cintura e erguendo a cabeça em desafio. — Saiba que eu te depeno em dois segundos, galinha caipira! — completou, fazendo menção de partir pra agressão mas sendo impedida por um dos braços fortes do cowboy.

– Eu sinto muito, Madge — disse o Mellark, em seu tom mais sincero.- Mas não vou poder te levar mais no baile.

– Eu já entendi tudo, Peeta -cacarejou a Undersee, furiosa. — Ao menos tivesse tido a decência de me avisar que estava com essazinha- cuspiu as palavras, dando-lhe as costas em seguida e marchando até o carro.

– Leva esse vestido de puta de quinta pro baile, quem sabe algum desdentado não se interessa!- gritou Katniss, rindo de sua própria piada até que o loiro fechasse a porta da frente e a olhasse feio. — Que foi?- perguntou, em falsa inocência.

– O que aconteceu com o "Me espera no quarto"? — quis saber o Mellark, cruzando os braços em frente ao peitoral musculoso.

– Eu precisava me certificar que o que era meu estava bem guardado — atestou a mulher, pousando ambos os braços na nuca do loiro e ficando na pontas dos pés.

– Ah é? — perguntou Peeta, sorrindo e colando os corpos de ambos. — Que eu saiba a gente não tem nada de oficial ainda ao ponto de você exigir alguma coisa — disse, marotamente.

– Se tornou oficial a partir do momento que eu montei em você, querido — sussurrou a mulher, ao pé do ouvido do cowboy, fazendo com que ele risse da sem-vergonhisse da morena.

– Que mulher eu fui arranjar, meu Deus? — perguntou o loiro, em falso apelo, erguendo as mãos para o céu em rendição.

– Uma obcecada por você — disse a Everdeen, pulando no colo do homem e enlaçando as pernas em sua cintura, sendo amparada por aquelas mãos másculas e firmes. — Agora me leva para aquele quarto e me faça sua — ordenou, beijando de leve os lábios do Mellark enquanto ele a levava até o aposento.

– Eu vou, sua mandona, mas só se você usar meu chapéu de cowboy — comentou Peeta, fazendo-a gargalhar em seus braços até que o breu do quarto os envolvesse.

Já conseguia ver os problemas que aquela mulher lhe causaria, seja com seu jeito matreiro, atitude ou fogo em seus braços. Mas era assim que ele queria que fosse, mesmo que para isso ele tivesse que enfrentar a fúria de Finnick Everdeen. Agora, com sua morena caminhando até ele usando apenas seu chapéu de cawboy, o corpo queimado de sol e cheio de curvas cada vez mais próximo de seu toque, os cabelos castanhos bagunçados de um jeito assustadoramente sexy, os olhos cinzentos cheios de malícia e os dentes brancos mordendo o lábio inferior da boca carnuda, ele se deu conta que há muito tempo só existira uma em seu coração, e essa, era Katniss Everdeen.

FIM

Notas finais
E, aí? Gostaram? Gabizita merece reviews, não é mesmo? Deixem e na próxima semana tem mais uma one pra vocês! Mellarkisses and Joshugs, Gabs...