Notas iniciais
Querido Amor Autora: Duda (Eduarda Remar) Classificação: +18 Gênero: Romance, Hentai N/A: Hey folks! Já vou logo avisando que a minha one ficou do tipo "mel" adolescente, quem não precisa ás vezes? Enfim, espero que gostem! (:

Acordo imediatamente. Minhas mãos estão gélidas e estou suando frio. Mais um sonho, não um sonho qualquer. Um sonho com ele. Fecho meus olhos e lembro-me do sonho."Ele tocava meu rosto com as pontas dos seus dedos, e fazia formas circulares no mesmo, sobre a minha bochecha. Depois ele leva um de seus dedos até meus lábios, e então ele sussurra contra o meu ouvido se eu gostaria tentar novamente, com ele, mas dessa vez sem vacilar, dessa vez com nossos sentimentos, com os meus, os deles, os nossos".
Aperto os olhos e tento afastar o sonho de minha mente, mas é difícil, pois imagens dele me invadem por todo o tempo. Ah droga! Não consigo parar de pensar nele. Há anos penso nele, e sei que a essa hora da noite ele ainda deve estar acordado, na sua janela, sentado em sua cadeira, olhando para as luzes da cidade, seus orbes azuis ainda mais intensos durante a noite, seus cabelos loiros desgrenhados pelo horário. Sei que é assim, como era antes, quando costumava observá-lo todos os dias, na escola e em todos os lugares que estávamos, até da minha janela à noite.
Desisto de dormir, sabendo que irei acordar cedo, e mesmo amanhã sendo sábado, dia dos namorados, minha mãe me obrigou a ajudá-la a preparar a estúpida festa que fazemos todo o ano para as pessoas deste bairro, junto da família Mellark. Isso que é o estúpido, todo ano tenho de vê-lo com meninas diferentes, e o que aconteceu foi isso, eu fui apenas uma menina para ele, uma dentre as muitas outras que ele "pegou", isso é o que eu odeio nele, pois eu não queria ser apenas mais uma para ele.
Levanto-me da cama e prendo meu cabelo em um nó, vou para o banheiro e lavo o meu rosto na tentativa de esquecer tudo isso. Volto para o meu quarto e faço o mesmo que ele, sento-me de frente para a janela e apoio a cabeça na mesma. Depois de um tempo consigo ver o perfil de Peeta, como imaginei, mas dessa vez ele desenha.
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–Filha, acorda! -Escuto alguém chacoalhando meu ombro.
–Aaahn? -Pergunto sem me mover.
–Filha, você dormiu sentada! -Reconheço minha mãe rindo.
–Aah...-E tento me levantar. E me arrependo, pois minhas costas doem, e muito. -Ouch! -E minha mãe ri novamente.
–Vá tomar um banho. Depois desça para o café que já está pronto. -Diz ela dando batidinhas nas minhas costas.
–Esta bem. -Digo e minha mãe vai saindo. -Mãe?
–O que é? -Pergunta ela se virando.
–Bom dia! -Digo.
–Bom dia, filha. -E ela sorri.
Espero minha mãe fechar a porta e só então me levanto. Vou até meu armário, separo minhas roupas e pego uma toalha. Sigo para o banheiro e tranco a porta. Enquanto a água esquenta, prendo meu cabelo e tiro minha roupa. Depois do banho, vou para meu quarto e visto a roupa separada, uma calça jeans e uma camisa soltinha, calço meus tênis e desfaço o nó que está o meu cabelo. Prendo-o em um rabo de cavalo e pronto.
Desço as escadas e já sinto o cheirinho do café, e isso faz com que a minha fome aumente, então lembro-me de que não jantei na noite passada. Quando chego à cozinha, minha mãe já não esta lá, então encontro um bilhete da mesma em cima da mesa.
"Filha, já fui para a casa de Michelle. Assim que terminar o café, venha também. Beijos" — Dizia no bilhete.
Ótimo! Ter que ir à casa dos Mellark, ninguém merece. Sento-me e pego uma fatia de pão, queijo e presunto, monto meu sanduíche e depois sirvo-me de um copo de suco de laranja. Após o café, subo para o meu quarto e escovo os dentes. Antes de sair vou até o quarto de Gale, meu irmão. Abro a porta e como já se é esperado, ele está dormindo.
–Gale? -Digo.
–O quê? -Resmunga ele.
–Estou indo na casa da Mad, ajudar com a festa.
–Ok, só fala pra ela vir aqui, e diz que estou com saudades. -Ah, Madge é irmã de Peeta, e Gale é namorado dela. Mas eles não são normais, são cheios daquela melação ridícula.
–Tudo bem, Gay-le. -Brinco chamando-o pelo apelido que ele odeia.
–Vá se danar! -Rio enquanto saio do quarto, indo em direção a porta.
Nem preciso andar muito já que a casa de Michelle, mãe de Peeta, é ao lado da minha. Quando chego à porta já esta aberta, e assim que entro, alguém pula em mim.
–KAAT!! -Grita uma voz fina, reconheço ser Madge.
–Heey! Mad, meu Deus, que susto menina! -Coloco a mão sobre o peito.
–Desculpa. O Gale vai vir? -Ela diz com um sorriso estampado em seus lábios. Foi assim desde que começaram a namorar, ela simplesmente me trocou.
–Não. -E o sorriso se desfaz. -Mas ele pediu para você ir lá, porque ele esta com saudades.
–Aah! Que lindo! -Reviro os olhos.-Ah, Kat me desculpe, é que não nos vemos...
–Há uma semana, sim, eu sei, você não para de falar isso, pode ir. -Digo interrompendo-a.
–Kat, eu prometo que antes da festa nós nos arrumaremos juntas. -Ela diz empolgada.
–Mad! Eu não vou nessa festa. -Digo repreendendo-a.
–Claro que vai. Você já inventou desculpa que estava doente para a sua mãe ano passado. E esse ano você vai, nem que seja a força! Eu prometo não te deixar sozinha. Por favor...? -Suplicou ela.
–Tudo bem... -Digo vencida.
–Ebaa! -Ela me abraça. -Então eu vou indo. Beijos. -Ela diz e beija o meu rosto.
–Tá, beijos.
Vou andando pela casa na tentativa de achar minha mãe, chego até o quintal atrás da casa e encontro Michelle conversando com uma mulher. Paro ao seu lado e ela nota minha presença.
–Olá, querida! -Ela diz simpática.
–Oi Sra. Mellark. -Digo.
–Apenas Michelle. -Repreende ela.
–Michelle. -Repito. -Viu minha mãe? -Completo.
–Ah, sim. A última vez que á vi ela estava organizando as bebidas, acho que na cozinha. -Ela diz e coloca a mão em meu ombro.
–Ok, muito obrigada, Michelle. -Digo e ela sorri novamente.
Caminho novamente para dentro da casa e chego à sala, não venho muito aqui, e a casa é enorme, coisa que não me ajuda. Vou para um lado, mas encontro corredores, vou para o outro e encontro um banheiro, quando finalmente vejo uma fresta e por ela vejo um fogão, reconheço a cozinha.
–Mãe, cheguei, quer aju...-Vou dizendo mas paro de falar assim que noto que não é minha mãe quem está ali, é Peeta. -Oh, desculpe, achei que minha mãe estava aqui. -Digo e desvio o olhar dele.
–Não foi nada. -Diz Peeta e assim viro-me para ir procurar minha mãe. -Mas já que está aqui, pode me ajudar? -Ainda de costas fecho os olhos. Se acalme, Katniss, você só vai ajudá-lo ― meu consciente diz.
–Er... Ok, n-no que quer ajuda? –Digo, me virando.
–Hmm... Pode provar um desses pães de queijo? Não sei se está muito bom. -Ele diz e estende uma bandeja com vários pãezinhos de queijo. Pego um e pela aparência e cheiro, deve estar uma delícia. Abocanho um dos pãezinhos, o queijo derretido se espalha pela minha boca, fecho os olhos e suspiro. -E aí?
–E aí? -Repito. Passo a língua pelos meus lábios e sinto o sabor do queijo novamente. -Me dê mais um! -Digo e ele ri. Percebo que falei alto demais.
Minha bochecha esquenta.
Tento ignorar e pego mais um dos saborosos pãezinhos de queijo. Novamente abocanho um.
–Sério, o melhor que comi em toda a minha vida! -Digo dando a última mordida. Vou pegar mais um (sim sou gulosa), mas Peeta me impede e empurra minhas mãos. E depois de afastá-las continua segurando as mesmas. Puxo-as para mim.
–Hm, vou procurar a minha mãe! -Digo e saio antes que ele responda. Quando volto para a sala é como se eu voltasse a respirar normalmente. Fico ali por um tempo parada, para me “recompor”.
–Filha? –Olho para o lado e vejo minha mãe descendo as escadas.
–Ah, oi mãe, estava te procurando. –Digo indo até ela. –Precisa de ajuda?
–Se puder me ajudar com essas caixas, o resto está lá em cima, último quarto à esquerda, caixas vermelhas. –Diz ela já continuando seu caminho. –Vou pedir para Peeta ir lhe ajudar.
–O quê? Digo, não precisa, mãe.
–Claro que precisa, tem caixas pesadas lá, você não aguentaria. –Ela diz e sai sem nem ao menos deixar eu responder. Bufo e sigo em direção às escadas.
Chego ao último quarto, à esquerda. Está cheio de caixas, parece até um depósito, a não ser pela cama de solteiro e pelo guarda-roupas, com certeza deve ser o quarto de hóspedes. Procuro por caixas vermelhas e empilho três, uma em cima da outra. Seguro as mesmas entre meus braços e vejo que atrapalham um pouco minha visão, mesmo assim, ando um pouco de lado e vou em direção até a porta, ou direção a algo que achava ser a porta. Inclino um pouco minha cabeça e vejo que esbarrei em Peeta. Fico ali parada vedo-o olhando para mim também, até que ele ri baixinho.
–Ér...Desculpe! –Digo voltando à realidade.
–Não foi nada. –Ele diz sorrindo.
–O.K, vou indo. –Digo desviando, mas acabo novamente esbarrando, dessa vez em um de seus braços. –Desculpa, de novo. –Digo sem graça.
–Não foi nada, de novo. –Ele diz rindo. –Não quer uma ajuda?
–Não preci...-Tento falar mas, Peeta prontamente pega duas das caixa de meus braços. Bufo enquanto saio e Peeta ri seguindo-me.
–Só estou ajudando, sabe?
–Sei. –Respondo apressando o passo.
–Então, você e a Mad...São amigas há muito tempo? –Pergunta ele tentando arranjar assunto.
–Sério isso? Acho que lembrar de duas menininhas que não se desgrudavam quando eram pequenas e uma delas sendo sua irmã, já responde sua pergunta, não? –Digo ironicamente. E ele ri pelo nariz decidindo ficar quieto.
Descemos as escadas e fomos até o quintal deixar as caixas, depois Peeta foi ajudar na decoração, e eu fui procurar outra coisa para fazer. Melhor assim.
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No final da tarde tudo já está quase pronto. Mesmo sendo cidade grande, o bairro é muito unido, todos ajudam na festa, é como uma tradição. Luzes por todos os lados, balões em formato de corações espalhados pelos cantos... Era perfeito, para quem tinha companhia, claro.
Depois de um tempo ajudando, minha mãe deixa eu ir para casa para me “arrumar”. E, por sorte, a tarde inteira, Peeta não trocou uma palavra sequer comigo.
Abro a porta e sou atacada por um travesseiro. Quando me recupero do “quase” tombo, vejo que era meu irmão e Mad. A casa, uma zona, cheia de almofadas e travesseiros por todos os lados, copos, uma panela com resto de brigadeiro, cobertores. De tudo.
–Gay-le, -chamo pelo querido apelido arranjado para ele. –pode me explicar o que é isso? Eu passei a tarde ajudando a nossa mãe, e você faz...isso? –Digo brava.
–Calma Kat, ta parecendo a mãe já! –Ele diz e joga mais uma almofada.
–Para! Mas então, pode ir arrumando tudo isso, porque... –Digo e olho no relógio. –Você tem exatamente quinze minutos até nossa mãe chegar. Boa Sorte. –Subo as escadas.
Quando chego ao meu quarto, vou até meu armário e pego uma toalha e sigo até o banheiro. No mesmo, pego um sabonete líquido de toranja e entro no Box. Depois do banho, seco meu corpo, visto um roupão e penteio meus cabelos molhados. Saio do banheiro e levo um susto quando vejo Madge sentada em minha cama.
–Que susto, Mad! –Falo enquanto coloco as mãos sobre o peito.
–Desculpa, não resisto. Deveria ver sua cara, é hilária! –Ela ri.
–Ha-Ha. Que engraçado. Gale conseguiu terminar de arrumar lá em baixo?
–Não. –Ela ri novamente, só que baixo. – Sua mãe deu uma bronca nele. –Rio também. –Kat?
–Sim?
–Você vai à festa, né?
–Sinceramente, não queria, mas, como certa pessoa me mataria se eu não fosse... –Digo e desvio o olhar, não querendo voltar no assunto de todos os anos.
–Você não esqueceu, não é? –Ela diz com um olhar triste.
–Como esquecer, Madge? –Me sento ao lado dela e Mad me abraça pelos ombros.
–Eu sinto tanto, digo, pelo que aconteceu...
–Não sinta, Mad, não foi sua culpa. Quem deveria de sentir é ele. –Digo suspirando.
–Tudo...Bem. –Ele se afasta para poder me olhar. –Então? Trouxe minhas coisas, vou tomar um banho, enquanto isso vá se vestindo.
–Tudo bem, mas não use todo o meu sabonete líquido. –Falo sorrindo enquanto ela entra no banheiro.
Espero ela fechar a porta atrás de si, então me levanto e vou até meu armário. Depois do que parece um século atrás de uma roupa decente, acabo encontrando um vestido do meu gosto. Ele vai até a metade das coxas, na cor azul celeste com algumas flores desenhadas. Deixo-o sobre a cama e vou até a pequena penteadeira. Seco meus cabelos com um secador e os deixo soltos mesmo. Vou até a cama novamente, e tiro o roupão, coloco o vestido, e por cima coloco uma jaqueta jeans azul clara. Calço sapatilhas vermelhas que são da mesma cor que as flores que estampam o vestido. Coloco meus brincos, e algumas pulseiras.
Depois de um tempo, Madge sai do banheiro exalando um cheiro um pouco exageradamente doce, meu sabonete líquido de toranja.
–Isso porque era para não usar muito do meu sabonete. –Brinco.
–Não resisti, aquela coisa é muito cheirosa. –Mad diz e eu rio. –Ah, amei seu vestido, mas...Ta faltando alguma coisa. Já sei! Cabelo e maquiagem. Deixa comigo.
Mad me fez sentar na cadeira novamente e então passa alguns produtos, com perfume doce também, em meu cabelo. Realmente não entendo o porquê de todas as meninas quererem cheirar a sobremesas. Ela penteia o mesmo, novamente, e coloca alguns grampos na lateral. Fecho os olhos quando ela espirra um perfume, que dessa vez é suave. E neste momento, Madge aproveita e pincela meu rosto com pó e outras coisas do gênero em tons escuros e rosados.
–Agora, um pouquinho de lápis e vai tirar essa cara de menininha inocente que não tem sonhos salientes com o meu irmão. –Ela ri e se aproxima com o lápis em mãos. –Abra bem os olhos, ou eu te furo.
–Obrigada pelo conforto. E eu não tenho sonhos com o Peeta –Digo abrindo os olhos o máximo que conseguia.
–Ah, agora deixou de ser “Mellark”? -Ela também delineou meu olhos e depois esfumou um pouco.
–É o nome dele. –Respondo mais seca do que necessário.
–Ual...-Sussurra Madge ignorando meu mau humor. Pelo menos quando o assunto é Peeta.
–O que foi? Borrou alguma coisa? Fiquei feia? Ah, você passou muito pó, deve ser isto. –Digo aproximando meu rosto do espelho.
–Muito pelo contrário, você está tipo, linda. –Só então reparo, Madge fez com que meu rosto ficasse mais fino e anguloso, com as bochechas rosadas e os olhos delineados. Madge acertou, tirou minha cara de “bebê” que sempre tive.
–Ual... –Repito. –Estou muito diferente!
–Isso é bom? –Pergunta ela.
–Sim. –Falo.
–Ufa...Bem, agora eu vou me arrumar, porque, meu cabelo parece uma vassoura. –Rio.
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–Gale! Se você não se importa, estamos atrasados. Faz meia hora que a nossa mãe já foi! E Madge já está quase pronta. Saia logo daí. –Grito do outro lado da porta do quarto de meu irmão.
–Calma aí! –Ele grita em resposta.
Desisto de apressar o garoto e saio bufando até o meu quarto. Chegando ao mesmo paro em frente ao guarda-roupas, onde fica uma grande porta de espelho. Fito meu reflexo. Não sou bonita como Madge diz. Sou magra, porém nada esbelta, nem alta. Cabelos castanhos e sem brilho, olhos escuros e pele branca como papel. Já Madge é totalmente ao contrário. Alta, magra, esguia. Rosto angular, olhos verdes meio mel. Cabelos sedosos e loiros até a cintura. Linda.
Sou tirada de meu devaneio pela porta do banheiro ser aberta e Madge sair já com seu vestido. Era um tom de creme, meio rosado. Ia até metade das coxas e com um pequeno decote. Na barra do mesmo algumas rendas que deixava o vestido mais delicado. Os cabelos outrora soltos, agora estavam presos com vários grampos, formando um coque e deixando algumas mexas soltas.
–Você está me encarando. Por que está me encarando? Algum problema? –Ela pergunta indo para o lado e vendo o próprio reflexo, checando se algo estava errado em seu cabelo ou vestido.
–Não, é que você está linda.
–Ah, obrigada. –Ela sorri. –Você também.
–Eu estou...Normal. Não linda. –Digo me virando para ela.
–Claro que não. Peeta te acha linda... –Ela diz dando de ombros.
–O quê? –Pergunto incrédula. Madge nada diz, apenas termina de calçar as sapatilhas e sai rindo do quarto.
–Amor? Já está pronto? –Consigo ouvir do meu quarto.
–Sim! Estou aqui. –Diz Gale do corredor. –Kat, vamos! –Ele grita.
–Já vou! –Respondo. Viro-me para o espelho novamente.
Saio apressada do quarto assim que ouço mais gritos. Chegando a porta, Gale e Madge já me esperavam, tranco-a e deixo eles ir mais na frente. E como a festa não era nem um pouco longe em muito pouco tempo chegamos, estava mais decorada ainda pois fui para casa antes de terminarem.
Pelo calor tudo está para o lado de fora, têm muitas luzes de enfeite e balões também. Há uma mesa com duas grandes tigelas de ponche coloridos e mais pãezinhos de queijo. Há doces e salgados. Instantaneamente meu estômago ronca e lembro-me de que hoje só tomei café da manhã e comi os pãezinhos de queijo que Peeta me “ofereceu”. Até me ofereceram almoço de verdade mais recusei, e este é o resultado, um estômago criando vida.
Há também uma pequena pista improvisada no quintal e muitas pessoas estão dançando junto ao ritmo louco da música que toca. E mais afastado estão os adultos, conversando em algumas mesas espalhadas. Olho para os lados, e não encontro ninguém conhecido, isso que era para Madge não me deixar sozinha aqui.
–Nada mal, não é? –Levo um susto ao reconhecer a voz.
–Q-Que susto, Peeta! –Digo arfando. E ele ri.
–Desculpe. –Diz, se recompondo. –Mas então, o que está achando da “festa”?
–Ah, acabei de chegar... –Deixo a frase morrer assim que uma cabeleira loira se aproxima, a garota enroscando-se no pescoço de Peeta.
–Peeta, querido, o que está fazendo aqui, com...Essa? –Ela diz meio enrolada. Bêbada.
–Com Katniss? Estamos conversando, por quê? –Ele diz tentando tirar os braços dela de seu pescoço, o que é novidade vinda de Peeta Galinha Mellark.
–Nada importante, não é? –Pergunta ela fingindo que só agora notara que estava ali. Abro a boca para responder mas ela me interrompe. –Foi o que pensei. Querido, o que acha de nós subirmos um pouco? Não quero mais dançar, e neste momento, o seu quarto parece ser muito interessante.
–Então, não apenas neste momento, mas acho mais interessante continuar minha conversa com Katniss. –Ele diz e eu fico realmente surpresa. –Não é, Kat? –Completa me jogando um olhar de súplica. Entendo seu pedido e, novamente, abro a boca para responder, mas Glimmer me interrompe.
–Kat?
–Não é, Kat? –Peeta repete ignorando-a.
–É-é s-sim. –Gaguejo.
Glimmer apenas solta um grunhido nada agradável e se afasta batendo os saltos na calçada com uma força desnecessária. Eu e Peeta ficamos observando-a enquanto ela desaparece pelo bolo de pessoas dançando.
–Obrigada. –Ele diz suspirando.
–Por...?
–Ah, eu não suporto Glimmer, toda grudenta, ninguém suporta ela, e parece que você também não. –Responde ele, voltando a olhar para mim.
–Ér...Hm, quem disse isso? –Pergunto nervosa.
–Por isso. –Ele responde e leva sua mão até meu queixo e gentilmente o puxa para baixo, fazendo com que eu pare de morder meu lábio inferior. Sinto gosto de sangue, então desvio o olhar e Peeta ri pelo nariz. –Quer dançar?
–Eu... –Começo a falar mas Peeta já havia me puxado pelo braço até a pista.
A música é um pouco agitada, e como não sou acostumada a ir a muitas festas, levo um tempo para entrar no ritmo. Consequentemente, minha dança não é das melhores, mas tento ao máximo mexer meu corpo, imitando Peeta, o que facilita as coisas para mim.
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Depois de um tempo com músicas agitadas, vem uma lenta, automaticamente minhas mãos começam a suar frio e limpo as mesmas na barra de meu vestido, minhas mão formigam para tocar o pescoço de Peeta e iniciar a dança. Ele fica me encarando.
–Tem alguma coisa de errado? –Pergunto.
–Não, por quê?
–Você está me encarando.
–Ah, é que... –Ele para e decide falar outra coisa. –Quer dançar?
–S-sim. –Respondo gaguejando. A nossa volta, muitos casais já dançavam uns abraçados nos outros. Vejo até Madge e Gale.
Peeta se aproxima um pouco mais e delicadamente apoia as mãos em minha cintura, levo as minhas até sua nuca, e sem pensar, enrolo meus dedos em seus cachos loiros. Peeta sorri para mim. Ele junta um pouco mais nossos corpos, então tombo minha cabeça em seu peito, já que o ombro não alcanço.
Começamos com leves movimentos, depois de um tempo dançávamos mais fluidamente. Sem querer, esbarramos em outro casal, quando vejo é Gale e Madge. Gale está de costas, mas Madge consegue ver que somos nós e ela me lança um sorriso sapeca. Foi de propósito. Depois, mexe os lábios deixando uma frase solta no ar. “Eu sabia.” Era o que ela dizia, apenas nego com a cabeça, mas Madge já não estava mais lá. Depois que a música, infelizmente, termina, eu e Peeta nos separamos e saímos para longe da pista.
–Bem, já que hoje de manhã você quase acabou com os pãezinhos de queijo, agora quer um?
–Acho que sim. –Digo rindo.
–Acha?
–Tudo bem, é claro que eu quero. Aquilo é uma delícia. –Falo enquanto rolo os olhos. Mal termino de falar e ele, novamente, me puxa pelo pulso até a mesa de salgados, pego dois pãezinhos e um copo de ponche. Mordo um dos pães e novamente rolo os olhos. Suspiro. –Sério, como isso é bom!
–Claro, fui eu que fiz. –Diz ele todo convencido.
–E como você é modesto. –Brinco.
–Modesto é meu sobrenome. –Continua.
–Sei...
–E o seu é linda, não? –Ele diz, e do nada, sinto como se uma bola estivesse em minha garganta.
–An...O que? –Finjo não entender.
–Ah, o que eu tenho de modesto. –Ele para e ri. –Você tem de linda. –Ele completa ficando sério e olhando em meus olhos.
–Hãn...Pois é... –Digo sem graça e sinto minhas bochechas queimarem fortemente. Olho para o lado, e então vejo Glimmer, toda carrancuda, de braços cruzados. Peeta segue meu olha até chegar em Glimmer.
–Glimmer? –Ele pergunta.
–Repete! –Ela diz descontroladamente.
–O quê? Que a Kat é linda? Sim ela é! –Ele afirma em tom de divertimento, como se gostasse de vê-la assim, como se quisesse provocá-la. Glimmer se aproxima de mim e toma o copo de ponche de minhas mãos. Nem vejo quando, mas ela simplesmente joga todo o líquido em mim.
–Ops! -Glimmer diz se fazendo de inocente com as mãos na boca e os olhos arregalados. Falsa!
–Qual. É. O. Seu. Problema? -Digo pausadamente com os punhos cerrados.
–Glimmer!!-Peeta repreende, mas Glimmer não responde.
–Eu? Problema? Não tenho algum, queridinha. A única com problemas aqui é você, olhe para o seu vestido! -Exclama ela pingando veneno.
–Você vai se arrepender, Glimmer! -Cuspo antes de virar as costas e entrar pisando forte. -Aquela vadia! Vaca! Falsa! E ainda se faz de inocente! -Murmuro baixo para mim mesma.
–Ela é tudo isso e muito mais! -Exclama Madge ao meu lado e até agora não a tinha visto me seguindo. Dou um pulo para o lado e coloco a mão sobre o peito.
–Madge! Quer me matar de susto?
–Desculpe Kat, foi sem querer. -Ela ri baixo achando que não escutei. -Vem, eu lhe empresto uma roupa.
–Obrigada. -Digo e volto a subir as escadas. Quando chegamos ao seu quarto ela abre um grande armário e me fita.
–Como ela pôde? Eu apenas estava conversando com Peeta!
–Mas antes dançou com ele. Para ela, você o roubou. Ciúmes. Agora, vamos, pode escolher o vestido que quiser, Kat. Fique a vontade, ali tem um banheiro caso queira tomar um banho antes, qualquer coisa me chame, vou estar por perto. -Ela diz e sai fechando a porta.
Sento-me na cama e apoio os cotovelos sobre os joelhos e a cabeças nas mãos. Droga! Fico ali por um tempo então resolvo me limpar logo. Vou até o banheiro e umedeço uma toalha que há por ali. Tiro o meu vestido e passo a toalha pela minha barriga, pernas e braços. Quando retiro o excesso, volto para o quarto de Madge e no armário procuro por um vestido, que não seja todo cheio de glitter e lantejoulas, como quase todos são. Acabo encontrando uma saia plissada meio creme, cintura alta. Visto-a.
–KATNISS! -Alguém grita por mim. Alguém não, Peeta. Droga, é Peeta!
Corro para o banheiro e acabo batendo a porta um pouco forte de mais. Coloco a mão na testa já sentindo como estou suando. Além disso, esqueci o armário aberto, será um milagre se ele não perceber que não estou aqui, e se não descobrir, ele é burro.
–Katniss? -Ele pergunta do outro lado da porta. Não respondo. -Katniss, sei que está aí, preciso falar com você, saia daí. Por favor. -Fecho os olhos. Inspire e expire...
Assim que me acalmo um pouco, aproximo-me da pia e coloco um pouco de água em minha nuca. Solto todo o ar de meus pulmões e inspiro novamente. Viro-me para a porta e destranco-a, giro a maçaneta e finalmente saio. E me arrependo, assim que saio sinto os olhos de Peeta sobre mim, sobre meus seios para ser mais específica, olho para o local e lembro-me que estou apenas de soultien e a saia de Madge. Rapidamente viro-me de costas e procuro por alguma coisa. Nada. Estou longe do armário. Mil vezes droga.
–Aqui, toma. -Ele diz e ele coloca sobre meus ombros a camisa xadrez que ele usava. Passo meus braços pelas magas e já sinto o cheiro inebriante de perfume masculino, perfume dele. Assim que termino de fechar os botões, fico de frente para Peeta, ele está apenas com uma camiseta gola "V" branca.
–Obrigada. -Murmuro.
–De nada... -Ele diz e passa as mãos pelos cabelos.
–Bem, o que quer, Peeta? Porque, veja bem, se veio falar sobre o "acidente" de Glimmer, -Faço questão de fazer aspas com as mãos na parte do "acidente". — todos viram que ela começou, não sei se foi ataque de ciúmes ridículo, ou sei lá, mas eu de jeito algum comecei aquilo, até porque quem teve que vir até aqui e se limpar de ponche, fui eu. -Falo tudo de uma vez.
–Katniss...Não é isso, primeiro, respira. -Ele diz e ri baixinho. -Eu vim...Ér...Pedir, desculpas! -Ele diz e limpa a garganta. Isso foi totalmente surpreendente e inacreditável.
–Desculpas, por...? -Digo.
–Katniss, sério que não sabe? -Diz Peeta com uma de suas mãos em sua nuca.
–A — Aonde quer chegar? -Gaguejo.
–Olha...-Ele suspira. -Eu fui um babaca, um estúpido, idiota, sem coração, e mais um monte de coisas, admito, se quiser pode acrescentar mais coisas a lista. -Ele ri sem humor. E entendo que ele realmente está pedindo desculpas por tudo o que ele me causou, no passado. Meu olhos se enchem de lágrimas. Seguro.
–Peeta...
–Katniss, eu admito que eu errei, eu sempre me senti culpado, me senti covarde por fazer aquilo com você, não apenas com você, mas principalmente com você. -Ele desvia o olhar.
–Principalmente, por mim? Como assim? -Digo.
–Com você foi diferente, depois que...No outro dia, eu só pensava em como foi estar com você, o quão bom foi estar com você. Com nenhuma outra garota foi assim. Eu conseguia esquecer, mas com você...Não. E ainda eu a via todos os dias, relembrava todos os dias, eu via a dor e sofrimento em seus olhos, eu queria fugir, foi o que tentei fazer, tentei te esquecer com outras garotas...
–E...? –Incentivo-o a continuar.
–E...Que eu não consegui! Todos os dias tentava pedir desculpas para você, e eu nunca conseguia até hoje. -Uma lágrima escorre em meu rosto. -Não chore, por favor. — Ele dá um passo a frente e eu instantaneamente dou um paço para trás.
–E... E aquele dia, que você zombou de mim na frente de todos? Uma semana depois de... Você sabe! -Digo.
–Olha, eu era ridículo, não sei se você ainda acha que sou, mas Katniss, eu mudei. -Diz Peeta dando um passo à frente e dessa vez não recuo.
–Tudo bem. -Abaixo a cabeça.
–Tudo bem você me desculpa, ou tudo bem você está querendo acabar com esse assunto?
–Você entendeu! -Digo começando a ficar brava.
–Calma, eu só quero que me desculpe realmente... -Diz ele e ergue meu rosto pelo queixo. -Será que a minha declaração não foi válida? -Começo a tremer, enquanto ele se aproxima.
–Peeta...Como assim? -Pergunto querendo fugir da resposta.
–Não está na cara, Katniss? Eu... Eu te amo. Desde aquele dia. -Ele não me dá tempo para resposta, pois toca meus lábios gentilmente e por um tempo ficamos apenas assim. Ele então se separa, encosta sua testa na minha e fica de olhos fechados.
–Eu também... -Sussurro e mantenho meus olhos fechados. Quando abro Peeta está me fitando.
Ele sorri, e então me beija novamente. Ele pede passagem e eu concedo, sua língua explorando cada canto da minha, e eu faço o mesmo. Nos beijamos até ficarmos apenas com um último fio de oxigênio, então nos separamos ofegantes. Os olhos de Peeta que antes eram um azul calmo e cristalino, agora estão negros de desejo, fazendo com que espasmos percorram todo o meu corpo.
De repente, os olhos dele correm pelo meu corpo. Ele empurra-me em direção a cama de Madge, com os olhos fervendo, fica sobre mim e me beija. Dá para sentir o gosto de ponche que há pouco ele tomara, nossas línguas dançando em um ritmo rápido, nada suave como há pouco. Durante o beijo, as mãos de Peeta não ficam paradas, correm por todo o meu corpo, e quando percebo, estou levantando a camisa dele. Ele para o beijo para passar a mesma pela sua cabeça.
Passo minhas mãos pelo peitoral de Peeta, que há anos tocara. A única diferença são os músculos a mais, resultado do futebol que durante anos passou a frequentar na escola. Ele desabotoa minha camisa enquanto beija meus lábios. Após terminar, passa os beijos para meu maxilar, pescoço, clavícula e depois beija o vale entre meus seios, fazendo-me arquear as costas, no mesmo instante ele ataca meus seios. Sua língua quente em contato com um de meus mamilos já rijos faz com que um arrepio, novamente, passe por todo o meu corpo.
Quando finalmente, ele está apenas de cueca e eu de calcinha -por enquanto-, já posso ver a ereção de Peeta, fazendo com que me excite mais ainda, sem falar de minha calcinha, que já deve estar destruída. Deixando meus seios de lado, ele vai passando seus beijos para minha barriga, quadril, e quando chega em meu baixo ventre ele segura a barra de minha calcinha e vai deslizando-a lentamente por minhas pernas. Assim que a mesma passa pelos meus pés, ele volta todo o "caminho" com mais beijos molhados, indo em direção a coxa, o interior dela, e assim que percebe que eu estou toda molhada, por ele, o mesmo solta um gemido.
Mordo os lábios para não fazer o mesmo. Sua língua vai percorrendo preguiçosamente meu clitóris, fazendo-me revirar os olhos pelo prazer, apenas com a visão de Peeta, é capaz de eu ter um orgasmo no mesmo instante, agora, imagine o meu esforço.
–Deliciosa... Como sempre. -Ele diz. Solto um gemido, e escuto o riso de Peeta.
Continuo a ver estrelas, tamanho meu prazer, até que não aguento e o orgasmo vem. Ele suga todo de meu néctar e eu sinto meu corpo todo amolecer, como se fosse gelatina. Peeta volta o olhar para mim, cheio de luxúria. Ele vem engatinhando devagar até chegar á altura de meu rosto e então me beija. Um beijo ávido, com meu gosto misturado ao sabor de ponche, me deixado mais excitada que antes. Capaz de eu obter um novo orgasmo.
Levo meus dedos até a barra de sua cueca e Peeta sorri entre o beijo. Puxo-a para baixo e seu membro fica exposto, ele termina de tirar a cueca e a joga para longe. Peeta roça seu membro em minha entrada e eu solto um gemido em resposta.
–Peeta... -Digo me esforçando para minha voz não sair como se estivesse implorando.
–Sim? -Ele se faz de desentendido.
–Você...Você sabe! -Digo com a voz mais rouca que o normal.
–Katniss... -Ele pronuncia meu nome de uma forma que juro que quase tive meu segundo orgasmo da noite. — É só pedir que darei o que quer...
–Ah, vamos logo Peeta! Me foda. Como da última vez... -Digo cansada de esperar. E Peeta gargalha. -Não ria! -Repreendo.
–Tudo bem. Mas você não imagina o quão perfeita é... Até pedindo isso –Diz rindo e não me dá tempo para nada, nem envergonhar-me. Posiciona-se melhor entre as minhas pernas e me penetra sem avisos.
–Oh, Peeta! -Digo em um grunhido.
No começo até senti um pouco de dor, essa sendo minha segunda vez, mas depois de algumas estocadas o desejo foi mais forte e a dor, esquecida. A cada estocada é como se eu quisesse mais contato. Peeta se apoia em meu quadril, me apertando, querendo nos fundir.
–Peeeta... Mais... –Digo arfando.
Ele passa uma das mãos do meu quadril para minha coxa esquerda, apertando a mesma.
–Assim? -Peeta diz enquanto aumenta o ritmo das estocadas.
Sinto uma corrente elétrica passando por todo o meu corpo, até chegar em meu sexo e dar uma fisgada. Isso se repete umas duas vezes e chego, novamente, ao orgasmo. Minhas pernas ficam moles, feito gelatina. Tombo a cabeça para trás e fecho os olhos. Ele dá então, mais umas três estocadas e solta um gemido enquanto chega ao ápice também. Ambos exaustos e suados.
Peeta rola para o meu lado e eu me aninho em seu peito, ainda de olhos fechados. Sinto-o beijar o topo de minha cabeça, estou completa, apenas eu e ele. Tombo minha cabeça em seu ombro e ergo o olhar para seus olhos, o azul cristalino e puro. Ele sorri, dentes brancos e perfeitos.
–Você... –Digo limpando minha garganta. –Você, ainda... Me ama? –Pergunto desviando o olhar assim que sinto minhas bochechas queimarem.
–Sempre. –Ele responde e eu rio. –O quê? Isso, vai, ria do trouxa aqui.
–Você não é trouxa, é que eu... Sempre nos imaginei assim, sabe? Para valer. –Digo olhando em seus olhos.
–Então, o que acha de tentar comigo novamente? –Ele diz fazendo formas com os dedos em minhas costas nuas. –Para valer.
– O que eu acho? Bem, sim! –Digo mordendo de leve as costas de uma de suas mãos e ele ri. –Parece aquelas novelas mexicanas. –Digo rindo também.
–Sim, parece... –Ele ri com o nariz. –Ok baby, qual vai ser a nossa música, então? -Pergunta ele acariciando meus cabelos.
–Alguma da Taylor Swift? -Digo e olho para ele enquanto o mesmo contorce os lábios.
–Prefiro Justin Bieber. -Ele imita a voz de uma garota. E uma péssima imitação, o que me faz rir.
–Tudo bem, Justin Bieber. –Digo reprimindo outro riso.
–Comigo menina, é onde deve estar. Basta ficar aqui. Eu prometo, minha querida.-Ele para de cantar um pouco limpa a garganta enquanto eu gargalho. –Me ame. Me ame. Me diga que você me ama. Me diga o que eu quero ouvir.
Beijei a ponta de seu nariz ainda rindo.
–É verdade?
–O que?
–O que você cantou, Peeta. –Digo me virando para ele.
–Não sei. –Ele diz arqueando uma de suas sobrancelhas. Sempre quis fazer isso.
–Não sei? –Pergunto.
–Apenas diga qual seria a sua resposta. -Ele diz beijando minha testa.
–Peeta...
–Não diga “eu não sei”. Comigo não vai rolar. Tenta...-Ele olhando em meus olhos, agora os dele, novamente os azuis cristalinos.
–Ok, é uma decisão...Difícil. –Digo fingindo pensar. É claro, já tinha a resposta. Há anos.
Com um sorriso sapeca começo a cantar:
–Uma vez, eu vou te dizer uma vez. — E essa é a vez de Peeta reprimir o riso. Ele vira para cima e eu continuo a cantar. -Garoto, quando eu te conheci, meu coração bateu, bateu, bateu. Agora as borboletas no meu estômago não vão parar, parar, parar. Seu mundo é o meu mundo. E minha luta é a sua luta. Minha respiração é a sua respiração. E o seu coração, agora eu o tenho.
–Isso foi hilário, ninguém nunca cantou Justin Bieber para mim. –Ele diz e gargalha enquanto me puxa mais para si. Enrosco minhas pernas nas suas.
Peeta foi o primeiro a bocejar. Vejo que horas são no relógio de cabeceira de cama. Uma e meia da manhã.
–Que horas são? –Pergunta ele.
–Uma e meia... -Respondo de olhos fechados. Me aconchego mais ao seu corpo, mas eu ainda estou incomodada. Abro os olhos e vejo que os deles já estão fechados prontos para dormir.
–Peeta?
–Sim?
–Namorados? –Pergunto sentindo minhas bochechas esquentarem violentamente.
Ele abriu os olhos me encarando.
–Eu mais você. –Ele repete a música que cantei, acariciando seu braço onde eu apoiava minha cabeça. -Meu único amor. Meu único coração. Minha vida por certo... Garota deixe-me dizer uma fez, garota eu amo, eu amo você. -Continuou ele cantarolando. Ele continua, mas percebo que já era outra música. –Você sabe que me preocupo. Sempre estarei aqui para você. Prometo que ficarei bem aqui para você. Sei que você também me quer. Baby, podemos passar por qualquer coisa, porque tudo vai ficar bem. Tudo vai ficar bem. –Ele termina sorrindo.
Rio sonolenta, sentindo seus lábios nos meus de uma forma preguiçosa.
–Então, agora eu durmo. -Digo e minha voz soa mais sonolenta do que eu imaginava.-Boa noite, Bilieber. -E ele ri, ou pelo menos tenta, coisa falha pelo sono.
–Boa noite, my angel. -Diz ele se virando para mim e colocando um braço sobre minha cintura.
E como ninguém apareceu, fechei os olhos, agora sim poderia dizer este ser o dia dos namorados perfeito. Ou quase isso.


EPÍLOGO

Alguns anos depois...

Limpo o suor de minha mão na barra de meu vestido. Ficar nervosa por Peeta se tornou uma mera coisa depois de todos esses anos juntos, mais comum ainda, hoje ser Dia dos Namorados, e ainda mais quando você esta em um encontro.
Sou tirada de meus devaneios quando vejo Peeta arrastar a cadeira a minha frente e antes de se sentar se inclinar um pouco até conseguir tocar meus lábios.
–Desculpe a demora. O trânsito estava um verdadeiro inferno, e meu chefe não queria deixar eu sair mais cedo. Mas estou aqui. –Ele diz sorrindo.
–Não foi nada. Na verdade, eu é quem vim adiantada. –Digo.
–Oh, quase me esqueci, são para você. –Então, ele puxa um buquê de rosas e estende em minha direção.
–Peeta...Obrigada, são lindas.-Digo enquanto sinto o cheiro doce e suave das mesmas.
–De nada. –Ele diz esticando uma de suas mãos por cima da mesa, e como a mesma não é muito grande posso tocá-la. –O que vai querer?
–Hm, não sei...Que tal começar por um vinho? –Digo sorrindo.
–A senhorita quer me deixar bêbado é? –Pergunta divertido.
–Eu? Imagina! –Digo entrando na brincadeira.
O Garçom logo chega e Peeta pede um dos vinhos mais caros do restaurante. E para acompanhar pede um prato de massa para nós dois. O garçom anota tudo e saiu. O tempo parece voar, já estamos terminando nosso jantar. Parecemos os mesmos bobos de antes, o tempo todo lançando sorrisos um para outro, ou então fazendo provocações.
–Então, Katniss...Queria conversar com você. –Aquilo me faz congelar.
–O que aconteceu, Peeta? Tem algo de errado? –Pergunto enquanto me acomodo na cadeira.
–Não. Sim. Mais ou menos... –Ele parece nervoso.
–Me fale, sabe que pode confiar em mim. –Digo preocupada segurando sua mão sobre a mesa novamente.
–Fique tranquila, não é nada de grave. É importante, mas nada grave.
–Então diga...
–Sabe, não é tão fácil assim... Bem, você sabe...Você sabe o que aconteceu...O que fiz no passado. Eu não sei como, e porque, já disse, eu era um covarde. Mas durante esses anos, você pôde perceber que mudei, começamos a namorar e anos se passou. Foi demais para mim, tudo. Mas isso não é o bastante, entende? –Ele começa a dizer. Não poderia acreditar que ele estava dizendo isso. Lágrimas já escorriam dos meus olhos.
–Peeta, você está terminando comigo? Depois de todo esse tempo. É isso?–Digo começando a entrar em prantos.
–Não! Não é isso. –Então ele se levanta e vem até o meu lado, se ajoelhando. –O que eu quero dizer, é: Katniss Everdeeen, você aceita se casar comigo? –E novamente, estou chorando. Ele abre uma caixinha de veludo vermelha e deixa á mostra um lindo anel de diamantes, o mais lindo que já vi.
Olho para os lados e quase todo do restaurante parou o seu jantar para nos olhar. Olho para Peeta e ele me fita com expectativa, os olhos brilhantes e lindos. Como posso viver sem isso? Um simples olhar de Peeta já me deixa segura, protegida.
–Peeta...É claro. É claro que aceito me casar com você. –Ele coloca o anel em meu dedo anelar e deixa um beijo em minha mão. Em seguida se levanta com a mão extendida para mim, seguro a mesma e me levanto. Automaticamente ele me beija, de uma maneira terna como se estivesse assegurando que a partir de agora, uma nova etapa se inicia, nossa vida irá mudar. Para melhor.
–Eu te amo, my angel. –Diz ele me chamando pelo apelido.
–Eu também Bilieber. –Digo rindo.–Sempre.–Completo.
–Sempre...-Repete ele sussurrando. Então nos beijamos novamente.
“Ser profundamente amado por alguém nos dá força; amar alguém profundamente nos dá coragem.” –Lão Tse.

Notas finais
Então, o que acharam? Mereço reviews? Espero que sim :3 Beijos!