Cupcake

9 Capítulo 9


Notas iniciais
Hey, novo capítulo! Dessa vez, um pouco maior. Boa leitura!

Observo petrificada a cena por alguns instantes e então assinto a deixando entrar. Quinn entra e eu indico o sofá para que ela se sentasse. Ela o faz e permanece em silêncio esperando uma pronunciação minha. O domingo tinha acabado de ficar mais interessante.

– Então? – questiono e me surpreendo com o tom frio que usei. De repente, toda a mágoa se transformou em raiva e Quinn percebe isso.

–Rachel, eu sei que você está brava comigo e com toda a razão. Eu não deveria ter saído daqui daquele jeito, principalmente porque você não sabia que eu... – Quinn pausa e suspira – Eu saio com garotas e mesmo assim você estendeu a mão. Eu sinto muito, me desculpe.

Pisco lentamente tentando entender a situação. Quinn estava pedindo desculpas tão diretamente que fico sem ar por alguns instantes. Realmente, as coisas não são como antes.

–Eu... Eu estou um pouco surpresa. – digo ainda confusa e Quinn assente já se levantando para ir embora.

– Isso não significa um não. – suspiro e murmuro baixo – Eu só fiquei magoada.

Abaixo a cabeça, segurando o choro. Quinn me faz passar por um turbilhão de emoções que mudam de um segundo para outro. Por que ela está fazendo comigo?

– Hey, me desculpa? Eu só estava agindo como uma idiota. Me perdoa. – Quinn diz enquanto me abraça.

Me aproximo mais, apoiando a cabeça em seu ombro. A loira sorri e limpa algumas lágrimas teimosas em meu rosto. Suspiro e sorrio fraco.

– Eu pensei que você não quisesse mais falar comigo e que nós tínhamos regredido. – digo baixo e ela me encara – Só não faça isso de novo.

Quinn ri baixinho e pega minha mão, entrelaçando nossos dedos. Meu estômago dá voltas, meu coração bate mais rápido e automaticamente um sorriso genuíno brota em meu rosto. Suspiro alto e escondo meu rosto na curva do pescoço de Quinn que apenas encosta sua cabeça na minha.

Permanecemos assim em silêncio por algum tempo, apenas curtindo a presença uma da outra.

– Rach – Quinn me chama e eu me ajeito para vê-la.

– Sim? – respondo e Quinn parece um pouco nervosa.

– Eu consegui entrar na NYU. Vou me mudar para um apartamento aqui perto e...

– OH MEU DEUS, Q! – grito e me jogo em cima dela, depositando um leve beijo em seus lábios.

Espera um momento, o que eu fiz?

Eu não acredito, eu fiz isso mesmo? Eu a beijei?

Sinto meu rosto esquentando e então me separo da loira. Porém, está se reaproxima enquanto sorri sedutoramente. Não me movimento, estou chocada demais com tudo que está acontecendo.

Quinn sorri mais intensamente e me dá um selinho suave. Meu coração falha uma batida. Isso realmente está acontecendo? Eu estou sonhando?

Escuto a porta se abrir e me levanto bruscamente. Droga.

– Berry, cheguei! – ouço Santana dizer e olho furtivamente para Quinn. Oh deus, por quê?

– Estamos na sala. – digo e ainda sinto o olhar penetrante da loira sobre mim. Abaixo a cabeça, constrangida, e me sento longe dela.

– Quem está... Quinn! – Santana diz e abraça a loira que corresponde.

Um silêncio constrangedor se instala. Santana me olha sugestivamente e sinto minhas bochechas corarem automaticamente.

– Vocês estão com fome? – Santana pergunta e agradeço mentalmente por ela descontrair o ambiente.

– Um pouco. – respondo e Quinn assente, sua expressão é indecifrável.

Engulo seco. O que eu faço? Pulo a janela? Não, vou morrer se pular. Me tranco no banheiro? Não, infantil demais. Ah, já sei! Digo que vou comprar comida e aproveito para FUGIR DO PLANETA.

– Ótimo! Irei à Starbucks ver minha garota e aproveito para trazer algo para vocês. – Santana diz, trocando olhares significativos com Quinn – E você fica, Berry.

Suspiro, voltando a me sentar. Eu sou tão óbvia assim?

Dez minutos se passaram desde que Santana saiu e ainda não troquei uma palavra sequer com Quinn. Suspiro alto e ela levanta uma sobrancelha questionadora, voltando sua atenção a mim.

– Q, me desculpa. – digo e me aproximo dela.

– Desculpar pelo quê? – Quinn diz fria e volta a olhar o celular – Você não fez nada.

Reviro os olhos e retiro o aparelho de suas mãos, guardando no bolso de minha calça. A loira me encara e coloca a mão na cintura, pedindo o celular de volta fervorosamente. Rio suavemente da sua postura e Quinn fica cada vez mais irritada.

– Rachel, me devolva. — ela pede e eu nego com a cabeça.

– Vamos logo, eu quero ir para casa. Me devolva. – Quinn pede mais uma vez.

– Tudo bem, eu te devolvo...com uma condição. – digo e a loira irritada solta um suspiro de pura indignação.

– Ok, Rachel. Qual é a sua condição? – Quinn pergunta e eu sorrio travessa.

– Um beijo. Se você me beijar, eu te devolvo. – respondo.

– Mas eu não quero. – Quinn diz e seu tom mentiroso é mega perceptível.

– Uh, então acho que você não vai ter o celular de volta. – digo apontando para o aparelho.

Quinn segura meu rosto e sela nossos lábios. A loira tenta se afastar, mas puxo-a para mais perto e aprofundo o beijo, surpreendendo-a. Quinn solta um gemido reprovador abafado e eu sorrio, parando o beijo com leves selinhos.

– Pronto, toma seu celular. – digo e Quinn o pega rapidamente, tentando esconder um sorriso.

– E AÍ, POMBINHAS? – Santana grita anunciando sua chegada – PAREM DE SE PEGAR E VENHAM PARA A COZINHA.

Quinn ri e eu coro violentamente. A loira me dá um breve selinho e se levanta, indo diretamente para a cozinha, me deixando completamente imóvel e boba.

–VEM, BERRY! – Santana me chama e eu saio do meu transe, indo também para a cozinha.

–Então quer dizer que você entrou na NYU? – Santana pergunta para Quinn de boca cheia, esquecendo completamente as boas maneiras.

Faço uma careta de nojo e arranco uma risada de Quinn.

– Fica quieta aí porque você faz a mesma coisa quando come cupcakes. – a latina diz e eu mostro a língua para ela, arrancando mais risadas de Quinn.

– Pois é, Sant. E eu vou morar aqui perto, tipo... umas três quadras daqui. – Quinn responde e dá uma piscadinha para mim.

Engasgo com o café e minhas bochechas enrubescem de vergonha.

Santana e Quinn riem de mim e eu fico cada vez mais vermelha. A loira busca minha mão por debaixo da mesa e entrelaça nossos dedos. Suspiro.

– Eu também tenho algo para contar. – Santana diz e fica subitamente séria.

Ficamos em silêncio e minha curiosidade só crescia à medida que os segundos se passavam.

–Ok, eu não aguento mais. O que aconteceu? – pergunto

– EU ENTREI EM NYADA! –Santana exclama e todas nós gritamos animadas.

Estávamos assistindo televisão enquanto Santana falava no telefone com todos seus familiares sobre seu grande feito: entrar numa faculdade. Quinn estava apoiada em mim sonolenta e a visão que eu tinha era completamente angelical. Ah, a minha Quinnie...

– Rach? – Quinn me chama e eu encaro aquele par de olhos dourados.

– Sim? – respondo e Quinn se levanta.

– Eu tenho que ir, vou começar a empacotar as coisas hoje e bom... acho que me mudarei na quarta no máximo. – Quinn diz se alongando e eu apenas a observo, completamente hipnotizada.

– Mas já!? – pergunto ainda a observando e ela se aproxima lentamente de mim.

– Uhum – ela responde me dando um selinho – Seu biquinho é irresistível, Berry. Mas eu tenho mesmo que ir.

Assinto contrariada e arranco pequenos risos da loira que torna a selar nossos lábios.

– Hey, se controlem aí vocês duas. – Santana diz nos interrompendo – Você já vai, Q?

– Vou, tenho muita coisa para fazer. – Quinn responde e sorri de lado para mim.

Sorrio de volta e Santana revira os olhos exageradamente.

– Bom, eu vou descer com você então. Dani vai chegar daqui a pouco mesmo... – Santana fala e empurra Quinn para a saída.

– Dani? – Quinn questiona e vai em direção ao elevador antigo de serviço que achamos outro dia.

– Te explico lá em baixo e... DESDE QUANDO TEM ELEVADOR AQUI? – Santana grita e Quinn revira os olhos junto comigo.

– Desde sempre e você já sabia disso. – respondo e me aproximo de Quinn, dando um selinho nela.

Ouço Santana imitar sons de vômito e rio.

– Até mais, Rach. – Quinn diz e pisca, me fazendo corar e arrancando altos risos de Santana.

Os raios solares entram violentamente no quarto e eu me amaldiçoo por não ter sequer fechado as cortinas. Me levanto indo em direção ao banheiro, olhando rapidamente o relógio: 6:00 h. É, dá tempo.

– RACHEL? –escuto Kurt me chamar e o encontro totalmente arrumado.

– Por que você já está arrumado? – pergunto bocejando e ele levanta as sobrancelhas.

– São sete horas, Rachel. Estamos atrasados! – ele responde e eu o encaro em descrença.

– Muito engraçado, Kurt. Agora me dá licença que eu preciso me arrumar. – digo e ele bloqueia a passagem.

–Barbra, eu não acredito. Você se esqueceu de acertar o horário de novo? Você não olhou o relógio da parede, olhou? – Kurt questiona indignado e eu abaixo a cabeça.

– Er... eu olhei. – respondo e Kurt me encara severamente — Tem como você esperar uns quinze minutos?

– O que eu não faço por você, né? – Kurt diz e eu sorrio em resposta.

Conseguimos chegar a tempo de entrar na primeira aula e eu rio descontroladamente da cara de Santana, que me xingou durante todo o trajeto até NYADA. Ajudo-a achar a sala e me encaminho correndo para a minha primeira aula: teoria geral do teatro.

– Formem grupos de quatro alunos e dramatizem um trecho de Hamlet – ordena o professor – Vocês têm 30 minutos.

Busco algum rosto conhecido em meio à multidão e encontro o rapaz do café. Caminho diretamente a ele e sou recepcionada por um belo sorriso. Coro levemente e estendo minha mão.

– Rachel Berry – me apresento e o garoto aperta suavemente minha mão enquanto me analisa descaradamente.

– Jake – ele se apresenta e volta seu olhar a uma menina que se aproxima hesitante de nós.

Os olhos estonteantemente azuis da garota são tão chamativos que me perco enquanto ela se pronuncia.

– Eu sou Marley, Marley Rose – ela se apresenta novamente com um sorriso tímido e eu sorrio de volta.

Ela é simplesmente adorável, assim como aquele cachorro Marley do filme. Ela me olha constrangida e então eu me dou conta de que não havia me apresentado e de que estava encarando demais a garota.

– Rachel Berry, muito prazer. – digo empolgada.

Jake e Marley começam a discutir sobre a cena que nós faríamos enquanto eu apenas observo o resto dos alunos, tentando achar mais um integrante para nosso grupo. E então eu avisto o pior ser do planeta: Jesse St. James.

Com o famoso topete maior que o próprio ego, ele caminha na minha direção com o habitual sorriso triunfante. Finjo que não o vejo e começo a opinar juntamente a Marley e Jake.

– Rachel Berry, que prazer em vê-la. Como está? – Jesse diz apoiando um braço em meus ombros.

O observo com desprezo e ele apenas ri. Santana, Kurt e Quinn com certeza não vão gostar de saber que esse cara está aqui em NYADA, principalmente Quinn! Ah Quinnie, já estou sentindo sua falta.

– Jesse St. James – ele se apresenta e continua – Já decidiram qual cena faremos?

Retiro o braço dele de mim e me junto na discussão.

Sinto meu celular vibrar no bolso e o pego discretamente:

Onde fica o banheiro? – Santana

Agradeço mentalmente a desculpa para sair da aula chata de introdução à pintura barroca e respondo a mensagem.

Final do corredor à direita, estou indo aí. – Rachel

Ando pelos corredores agora praticamente vazios e entro no banheiro feminino. Santana está retocando a maquiagem com uma expressão nada agradável.

– Que foi, Sant? – pergunto enquanto lavo o rosto numa tentativa falha de me esquecer do beijo ridículo que Jesse me deu.

– Aquela vadia me paga. Você por acaso conhece a professora... Rachel, você está bem?

– Estou – respondo e Santana ergue uma sobrancelha – Ok, não estou. Tive que... hum, beijar Jesse.

– O QUÊ? POR QUÊ? – Santana grita – VOCÊ ESTÁ LOUCA? ISSO É UMA RECAÍDA?

– O quê? Não. E fala baixo. – respondo nervosa – Eu tive que encenar um trecho de Hamlet hoje e e-ele me beijou. Eu juro que eu não queria, mas agora já foi e eu odeio muito ele e como eu vou explicar isso para a Quinn? Minha vida acabou.

– Calma, Berry. Ele está estudando aqui? – Santana pergunta mais calma e eu escondo meu rosto em minhas mãos assentindo.

Meu celular vibra e eu desbloqueio a tela:

Sinto sua falta. Que horas você vai sair daí? – Q

Meu coração se derrete por inteiro e eu me pego sorrindo e relendo a mensagem. Santana me encara maliciosa e então eu volto à dura realidade.

– Bom, mas ele te beijou por causa da cena, certo? – Santana pergunta e eu assinto desconfortável.

– Mesmo assim, Quinn não vai gostar disso e eu também não gostei. – digo e releio mais uma vez a mensagem antes de respondê-la.

Hum, lá pela hora do almoço. – R

– Você vai voltar para a aula? – Santana questiona e eu nego com a cabeça.

A Srta. tem um tempinho para mim? — Q

Talvez, vou verificar minha agenda muito lotada aqui. – R

– Você vai voltar para lá, Sant? – pergunto.

– Nem morta, se eu for para lá vou acabar cometendo um assassinato. – Santana responde enquanto termina de se arrumar.

Bom, estava pensando em levá-la ao meu novo apartamento para podermos almoçar, mas se a Srta. não puder, não tem problema, eu almoço com minha incrível vizinha. :) – Q

Nem pense nisso, Fabray. – R

– Rachel, eu vou lá à cantina. Vai ficar aqui? – Santana me pergunta e eu nego a acompanhando.

Oh, lhe vejo em quinze minutos então? — Q

Já está me dispensando? Vou reconsiderar sua proposta. :P – R

O QUÊ? Você é inacreditável, Berry. – Q

Rio e guardo meu celular. Caminho em direção à mesa em que Santana está e engato uma conversa animada com ela, logo Jake e Marley se juntam a nós. E então meu celular vibra novamente.

Para de flertar com a menina dos olhos azuis! – Q

Olho em volta confusa e não acho Quinn. Peço licença ao pessoal e me levanto, indo em direção à saída.

Eu não estou flertando com ela, ciumenta. Você chega aqui e nem vem falar comigo, estou de mal com você. :( -R

Sinto um cheiro familiar de lavanda e braços me envolverem, provocando um arrepio gostoso.

– Me desculpa, Rach. – Quinn sussurra em meu ouvido e eu me viro corada.

– Vou pensar no seu caso. – falo tentando esconder um sorriso e recebo um selinho nos lábios.

– Senti sua falta. – Quinn diz e eu não consigo conter um suspiro.

– Também senti sua falta, Quinnie. – murmuro envergonhada e Quinn sorri amplamente, me puxando mais próxima a ela pela cintura.

–Você está linda hoje, sabia? – Quinn sussurra sedutoramente e eu coro.

–FABRAY, ARRASTE ESSA BUNDA GORDA PARA CÁ! – Santana grita e Quinn revira os olhos.

– Você não vai lá? A Santana... – começo a falar, mas Quinn me cala com um beijo cheio de desejo na frente de todos.

Ela termina o beijo com uma leve mordida em meu lábio inferior e eu sorrio completamente corada.

– Hoje eu sou totalmente e apenas sua, baby. – Quinn diz e me puxa para fora.

Engulo em seco. Quinn consegue me levar a um mundo completamente diferente em questão de segundos. A vermelhidão das minhas bochechas aumenta ainda mais com meus pensamentos nada inocentes com a loira que apenas ri do meu estado e me beija mais uma vez.

– Fecha os olhos. – Quinn ordena enquanto me puxa para dentro de seu prédio.

– Q, por que eu não posso ver? – pergunto manhosa e Quinn deposita um beijo molhado na curva do meu pescoço.

– Silêncio.

Quinn me guia por alguns minutos e eu fico cada vez mais ansiosa. Toda vez que ameaço abrir os olhos, Quinn coloca levemente sua mão em meu rosto e me repreende com um beijo no pescoço. Eu estou ficando louca...por ela.

– Pode abrir, Rach. – Quinn diz me soltando e eu olho ao meu redor maravilhada.

O apartamento é lindo. As paredes são pintadas em tons de branco e verde claro e tem alguns quadros pendurados. Me aproximo e vejo que os quadros são, na verdade, porta-retratos com fotos nossas desde a época do Glee club.

– Essa é a minha parte favorita daqui. – Quinn diz e eu sinto meus olhos marejarem.

– É lindo, Q. – falo e Quinn me leva até a janela.

A vista é deslumbrante, dá para ver o Central Park inteiro, é... de tirar o fôlego.

– Vamos almoçar, Rach? – ela convida e eu aceito.

Quinn me leva até a cozinha onde a mesa já está posta e tudo está devidamente arrumado...tão Quinn.

– Isso tudo é para mim? – pergunto brincalhona e a loira levanta uma sobrancelha.

– Não, na verdade, é para minha vizinha incrivelmente linda. – Quinn responde e eu fico enfurecida.

Sinto meu rosto esquentar e então eu cruzo os braços, olhando para o teto. A loira me observa atentamente e cai na gargalhada. Olho para ela indignada e então volto a encarar o teto.

– Rach, deixa de ser boba, é claro que é para você! –Quinn diz e eu me sinto mais relaxa por dentro, mas mantenho a postura.

Quinn me puxa e faz com que eu caia em cima dela. Bufo e ela ri, me dando uma mordida no ombro.

– Ai! Além de eu ser substituta ainda sou agredida. – falo e ela gargalha genuinamente, fazendo com que eu abrisse um meio sorriso.

– Que anã mais brava eu tenho. – Quinn diz e eu levanto as sobrancelhas para ela.

– Eu sou sua? – pergunto mordendo o lábio e meu peito se enche de alegria com a possibilidade.

– Sim, só minha. – ela responde e deposita um beijo casto em meus lábios.

– Que loira aguada mais convencida, meu deus. – digo arrancando risadas de Quinn que se levanta e oferece a mão para eu me levantar também.

– Hum, que anã difícil. Isso porque eu pensei que cupcakes de sobremesa te conquistariam de primeira...

– Boa tentativa, Fabray. – digo e ela parece pensativa.

Me sento e Quinn me serve um macarrão vegan ainda pensativa. Observo-a por alguns minutos e então ela finalmente me olha e segura uma de minhas mãos.

– A Srta. Berry estará livre quinta-feira à noite? — ela me pergunta num tom provocativo e eu coro.

– Estarei. – respondo e ela sorri.

– Hum, sete horas está bom? – ela pergunta acariciando minha mão me causando arrepios.

– Você está me convidando para um encontro, Fabray? – questiono de volta e ela sorri sedutora.

– Sim, estou. Então, você aceita sair comigo?

Notas finais
Eita! Foi muito divertido escrever este capítulo. Não se esqueça de comentar, favoritar, recomendar, criticar... Até mais!