Cuore Di Bella

33 Capítulo 26


Quando seu filho completa um ano, a festa é sua e não dele. O bebê não sabe o porquê de tantos presentes e porque estão batendo palmas na hora do parabéns... Mas nós, pais, sabemos. E precisamos disso. Precisamos de palmas e parabéns por sobreviver a loucura de ter um recém-nascido em casa... Se você vence um ano, você pode vencer mais um e assim vai a vida toda.

Thomas fez um aninho sabendo fazer o dedinho e a bater palmas na hora da música. Ele “andou” muito na sua festa inteira, tirou fotos com todos, se lambuzou de bolo e dormiu antes mesmo do primeiro convidado ir embora. Foi tão mágico. Estava me sentindo tão bem que me emocionei... Meu garotinho tinha um ano agora. Era quase um rapaz.

Edward também estava cada dia mais lindo. Como podia me apaixonar cada vez mais? Como o sexo parecia cada vez mais gostoso e qualquer coisa no nosso relacionamento estava maravilhoso. Até mesmo as brigas bobas que terminava em muito carinho, pedidos de desculpas ou um desconto de frustração em sexo forte, vivo, cheio de gemidos, unhas, gritinhos e deliciosas posições.

Nosso casamento estava entrando nos trilhos. Edward era o homem da casa, provedor de todas as coisas e eu sua esposa, que cuidava não só da casa, como do nosso filho e dele. Seus compromissos por conta do artigo estavam mais frequentes e Thomas ficava na casa de Esme em dias que teríamos que sair para chegar tarde. Estava tudo certo para ser anunciado no próximo mês. Nós dois estávamos ansiosos e animados ao mesmo tempo.

Já tinha se passado um mês desde a festinha de aniversário do gordinho, agora estava andando com um patinho desengonçado.

- Mamã! – Thomas gritou batendo na sua cadeirinha de alimentação chamando minha atenção – Mamãdê!

- Oi gordinho, você quer mais suco? – perguntei sacudindo sua mamadeira

- Uco! – sorriu batendo palminhas

- Suco... Isso. – afaguei seus cabelos e coloquei a mamadeira na sua boca. Edward abaixou o jornal para assistir a cena. Nosso gordinho estava tão esperto. Ele bebeu o suficiente de suco sacudiu a cabeça, sinal claro que não queria mais. Depois olhou para o prato de mingau da sua frente colocando as duas mãozinhas no prato e apertando.

- Agora ele quer comer e brincar... – sorriu beijando a bochecha suja de comida. Thomas soltou uns gorgolejos animados e levou a mãozinha a boca do pai, lambuzando tudo. E fez o mesmo comigo.

- Gostoso! Agora é hora de o bebê comer... – disse levando uma colher a sua boca. Edward limpou seu rosto com guardanapo e fez o mesmo com o meu e até ganhei um beijo antes de Thomas exigir mais uma colher.

- Quer ficar na piscina hoje? O dia está lindo. Podemos praticar um pouco de natação com nosso peixinho. – Edward disse dobrando o jornal e puxando a salada de frutas para comer e Thomas terminou seu mingau, por isso dei um biscoito para se distrair enquanto começava a comer também.

- Também estou precisando pegar um bronzeado. – pisquei e ele riu, puxando minha blusa pelo decote para conferir.

- Papai! – Thomas gritou. Ele falava perfeitamente essa palavrinha para o orgulho do pai. – Papai! – repetiu agora docemente.

- Oi campeão. – Edward respondeu e Thomas entregou o biscoito babado para o pai comer e ele comeu tudo. Iguaria que só pai e mãe sabiam. – Delicioso, filho. Papai adora biscoito babado. – debochou e entregou outro. Tinha biscoito até no cabelo de Thomas.

Edward e eu passamos o dia brincando com Thomas na piscina até que ele começou a ficar irritado, pediu a chupeta e se aninhou no meu colo para dormir. Mal ajeitei seu corpo confortavelmente e ele já estava dormindo. E ficou a tarde inteira dormindo gostosamente no carrinho enquanto pegava sol com meu marido.

Como estava inspirada, fiz um frango assado com creme de cebola, queijo parmesão e maionese. Foi rápido e cheiroso. Eu amava o quanto ele gostava da minha comida. E Thomas comeu arroz com lentilha, ervilhas e pequenos pedaços de frango. Sua fome era incrível depois de um cochilo e sua energia para brincar também.

Observei Edward rolar no chão da sala, brincando, sendo o cavalinho, imitando bichos ou dançando com algum DVD infantil. Foi então que o telefone tocou e nossa paz familiar acabou momentaneamente.

- Bella? – era Alice.

- Sim querida. – debochei docemente. Irritá-la era meu passatempo preferido.

- Meu bem... Ligue a TV no noticiário. – murmurou – Nós estamos indo para casa de vocês.

- O que aconteceu? – perguntei preocupada.

- Ligue a TV. – disse suavemente antes de encerrar a ligação.

Rapidamente estava com tevê ligada, folheando diversos canais até que, uma frase em negrito chamou minha atenção “O Caso Volturi”. Minha mente entrou em um choque momentâneo e cai sentada no sofá da sala me sentindo hiperventilar. Meu coração batia tão forte e uma onda de vergonha esquentou meu sangue.

- Ei, respira. – Edward sussurrou e Thomas começou a me chamar. – Amor, respira.

- Edward... – miei querendo chorar – Sua família está vindo... Eles já sabem. Isso é reprise, Edward.

A matéria consistia de uma versão resumida de todos os atos dos Volturi indo a imprensa pela primeira vez. Aro realmente tinha ido a televisão lamentar a prisão. Demetri havia sido preso, em menção da morte de James e alguns outros “crimes que cometeu”. Ele era a parte mais calma e tranquila da família. Ele foi praticamente dado para tapar buracos, mas a imagem de Jane e meu nome foram relacionados rapidamente.

Só que eu trouxe Jane para o convívio da família mais de uma vez. Como mãe, eu enlouqueceria. E entendi isso na família. E estava com um pouco de vergonha... Era o momento de contar a verdade não dita pela imprensa... Era o que eu estava esperando, de verdade. Que todos os tabloides e veículos de informação me sufocassem até a morte.

Meu nome foi mencionado como amiga de Jane Volturi durante o tempo que estive morando na Itália, mas não tinha conexão com nenhum crime cometido pela família e que vivia com marido e filho a pouco mais de dois anos. Eles afirmaram que os Volturi se vingaram do relacionamento abusivo por contra própria, sem que eu realmente tivesse envolvida.

Eu não percebi que todos estavam sentados ao meu redor, com os olhos grudados em mim. Foi um pouco assustador, mas consegui me recuperar a tempo de desligar a tevê. Thomas estava atualmente tentando escalar minhas costas pelo sofá e enrolar as mãozinhas no meu cabelo.

- Bom, eu devo começar, né? – murmurei desajeitada.

Edward entrelaçou nossas mãos e me senti imediatamente segura. Certa do que estava fazendo. Nada mais importava. Ele estava comigo. Contei detalhadamente sobre tudo que aconteceu. Desde a primeira violência ao bebê. Contei sobre minha loucura, meu plano de vingança, meus desejos obscuros, o que eu fiz com Renée e a maneira mais dura que fui encontrando minha redenção.

- Então, eu voltei. Destruída e determinada a não permitir ninguém chegar perto de mim. E eu estava com meu coração dolorido... Sem saber onde era meu lugar. No aniversario de Esme, dancei com Edward pela primeira vez. Ele tinha sido gentil e cavalheiro a noite inteira. – sorri afagando sua mão – Vesti a capa de poderosa e sexy, mas eu estava perdida e sozinha. Eu me sentia solitária. Nós começamos um relacionamento completamente focado no envolvimento sexual intenso. Eu não sabia o que sentia. Estava presa a minha antiga vida e me apaixonando cada dia mais por ele, até descobrirmos sobre o bebê e tudo ficou perfeito. A Bella sexy foi embora. E encontrei meu lugar, ao lado de Edward, sendo sua mulher e mãe dos seus filhos. Eu me arrependo de tudo, não foi e nem está sendo fácil me livrar de tudo. Eu só peço perdão por envolver vocês nisso, na minha amizade com Jane, mas eu já fiz minha escolha e sempre será Edward e a nossa família.

- Oh querida! – Esme veio correndo me abraçar e secar minhas lágrimas – Está tudo bem... Nós ficamos preocupados com vocês envolvidos com algo tão... Sério.

- Charlie já tinha entrado com providências... – murmurei envergonhada – Eu deveria ter contado antes... Mas a gente sempre acha que nossos segredos são eternos.

- Não fique assim, querida. Está tudo bem. – Rosalie sentou-se do meu lado e afagou meus cabelos. – Nós somos uma família.

- Família fica unida sempre. – Alice completou pulando em cima de mim, esmagando minha vida em um abraço.

- Agora que estamos bem, que tal comer alguma coisa? Eu estou com fome! – Emmett disse alto, esfregando a barriga. Thomas achou engraçado e começou a rir, imitando o tio. – Viu, o moleque concorda comigo.

- Thomas... Não seja como seu tio. – grunhi fazendo cosquinhas no seu corpinho gorducho. – Estou indo para cozinha. Vamos preparar um jantar!

Eu estava tentando controlar a emoção de tanto amor que senti da família que eu carregava o sobrenome. Eles estavam me protegendo, sendo bons para mim quando eu escolhi esconder e estavam sendo sensíveis em admitir meu erro, mas dispostos a entender e deixar passar. Nós jantamos com muitas risadas de Emmett e Thomas. Gordinho sentou no colo do seu tio, eu disse que não era uma boa ideia porque ele não deixava ninguém comer em paz. E com Emmett não foi diferente e os dois terminaram a noite uma bagunça só.

Satisfeito, Thomas comeu e desceu para começar a “correr” pela casa, dando trabalho porque era um pimenta. Ele tagarelava em sua língua, apontava coisas, gritava, fazia graça e me deixava louca de amor e cansada. No momento que todos foram embora, Thomas estava animado, batendo palmas com um DVD infantil. Eu estava completamente esgotada e o garoto uma pilha.

- Gordinho, vamos dormir... – sussurrei quase chorosa.

- Mimi não, mamã! – balançou a cabeça e colocou as mãozinhas na boca olhando para tevê.

- Você quer um pouco de leite? Mamãe faz mamadeira! – sugeri meio desesperada por fazê-lo dormir.

- Té leite, mamã! – respondeu animado, sacudindo a cabeça.

- Ok, fica aqui... – murmurei deitando seu corpinho na almofada no chão da sala e entreguei seu leãozinho. Ele adorava dormir agarrado ao bicho. – Mamãe já vem gordinho.

Corri para fazer a mamadeira, querendo saber onde no inferno Edward estava na casa. Thomas estava impossível e ele era ótimo em gastar energias. Quando voltei com a mamadeira pronta, Thomas estava dormindo. Foi frustrante e ao mesmo tempo engraçado. Se eu o pegasse a força, ele ia gritar e se agitar. Se eu ficasse perto, ia lutar contra o sono. Meu sono era tão grande que não pensei em deixa-lo sozinho.

- Dormiu? – Edward perguntou baixinho e eu bufei. – Pelo visto, sim. – completou desligando a tevê e catando os brinquedos espalhados ao redor. Eu não tinha forças para mover um músculo. – Vamos para cama, vem. – Edward sussurrou erguendo nosso bebê completamente desmaiado de sono no colo – Essa criança precisa de um banho. Está melada e azeda.

- Sinto muito, só amanhã. – bocejei seguindo-o pelo corredor e apagando as luzes – Não sei se o banho iria agitá-lo ainda mais ou fazê-lo dormir, mas eu não estou com forças para pensar.

- Você está muito cansada? – perguntou-me e assenti ajeitando Thomas no berço. Ele resmungou um pouco e fiquei ao seu lado, acariciando seus cabelos rebeldes até adormecer novamente.

Nesse meio tempo, Edward estava tomando banho e finalizou assim que puxei minha roupa de dormir e me despi para um banho relaxante também. Depois do banho, eu sentia os olhos de Edward queimar em mim, ele tinha um sorriso pequeno, que era sexy demais para o seu bem. Ele estava só de cueca, com as mãos atrás da cabeça, apenas observando... E isso estava me enlouquecendo.

- Você pode parar? – gritei jogando minha roupa nele – Está me deixando excitada com um maldito olhar!

- Está dando certo? – provocou sorrindo, arqueando a sobrancelha. – Estou sendo respeitoso em deixar você descansar...

- Claro, idiota. – bufei prendendo meus cabelos – E o que sua mente suja estava pensando em fazer comigo?

- Desde o momento que você disse em voz alta que seu lugar no mundo é ser minha esposa e mãe dos meus filhos... Eu só penso em pegar você... E me sinto confuso. Eu quero adorar seu corpo, venerá-la e ao mesmo tempo, quero foder você tão forte para fazê-la gritar e o mundo ouvir que você é minha. – murmurou olhando-me nos olhos, meu corpo inteiro parecia pegar fogo, minhas pernas fraquejaram automaticamente.

- Bom... – sussurrei me aproximando da cama e sentando no seu colo – Nós temos tempo.

- E seu cansaço? – perguntou tentando não rir.

- Quem? Eu me encontro totalmente disposta a ser fodida por você... – sussurrei no seu ouvido, escovando meus lábios na sua pele. Eu senti seu corpo inteiro se arrepiar com minhas palavras e rebolei ritmicamente contra sua ereção; – Eu adoro quando você me toca... Me beija... Me ama...

Edward sorriu brilhantemente antes de nos girar na cama, se livrar da cueca e deitar em cima de mim. Enrolei minhas pernas na sua cintura, sentindo-o brincar com meu centro aquecido sem realmente penetrar.

- Vem... – sussurrei ondulando meu quadril ao seu encontro. Minhas mãos estavam passeando pelo seu corpo. Eu adorava sentir seus músculos moverem pelo meu toque. Sua pele ficar quente, seu coração acelerar a respiração ficar densa. – Me ame.

- Sempre... Todos os dias para sempre.

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Deixar Thomas em casa ainda era como se estivesse deixando parte do meu coração. Ele estava com o pai e Edward era totalmente capaz de ficar com nosso bebê, óbvio. Mas eu sentia falta. Minha vida se resumia a ele. Cuidar, limpar, alimentar, brincar... Em compensação, também sentia falta de sair sozinha para papear. Shopping e criança não combinam. Salão de beleza e filho berrando a todo pulmão também não.

Esme havia me convocado para depilação, escova, unhas e sobrancelhas para o natal. O shopping em si estava lotado, ainda assim foi divertido escovar meus cabelos, cuidar de mim com muitas mimosas e gargalhadas.

Agora, era um momento especial da minha vida, apesar do meu nome estar constantemente nos jornais e a imprensa ligar regularmente a pedido de uma declaração, eu sentia uma paz que nunca tinha visto antes. Pela primeira vez em muito tempo me considerava uma pessoa feliz.

Eu ia presentear Edward com uma brincadeirinha bem divertida. Meu peso já estava parecido com o meu anterior... E isso me agradava bastante. A conversa em pauta que não.

- Bella, use vermelho. – Esme insistiu.

- Não gosto de vermelho. – respondi rápido, puxando preto. Edward amava preto.

- Sua pele branquinha... Vermelho ficaria lindo. – murmurou colocando o tecido de seda na minha pele.

- Não, Esme. – sussurrei mostrando o vermelho.

- Vermelho significa o quê, Bella? – perguntou-me séria, de um jeito maternal. Eu parecia uma adolescente envergonhada da mãe por ter perdido a virgindade.

- James gostava de vermelho. James me deixou vermelha. Eu odeio vermelho. – murmurei irritada

- Então, leve. – disse firme segurando minhas mãos – Edward também pode amar a cor. Também pode te fazer esquecer... Não é a cor, Bella. E sim quem pinta. – sorriu docemente afagando meu rosto – Quando se faz novo, é novo. Leve o preto e o vermelho, se vista e deixe Edward pintar novamente em você.

- Obrigada. – sussurrei abraçando-a – Vou experimentar.

Esme e eu conversamos sobre minha vida com James. Eu deixei que ela perguntasse qualquer coisa que tivesse dúvida. Eu ri da maneira que conversamos sem... Pudor. Eu não estava envergonhada ou temerosa. Talvez receosa porque ela era minha sogra e falar da minha relação com outro homem parecia estranho. Ela levou de boa, parecia muito mais mãe do que sogra... Eu gostei disso. Não havia mais barreiras entre nós duas. Éramos amigas agora.

Eu não tinha segredos com a minha família.

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Era manhã de natal e Thomas estava brincando entre nós dois na cama. Ele estava contando alguma coisa que amanheceu na cabeça, talvez seu sonho, mas a maior parte era incompreensível. Eu reconhecia as palavras mamãe, papai, vião (avião), biba (pipa), ão (leão), a bó (bola), pepeta (chupeta) e dentre outras coisas. Com um ano e três meses ele sabia falar bastante coisa. E era um engraçadinho fazendo charme toda vez que a gente sorria e incentivava uma nova palavra.

Sapeca como era, ficava em pé apoiando no pai para se jogar no colchão novamente e fazer “cabum” o tempo todo. Ou ele cismava de nos encher de beijos babados mais gostosos da face da terra. Thomas era carinhoso demais, ele também era bruto, então seu carinho era um tapa e o beijinho de nariz era uma cabeçada.

- Vamos para a Vovó comer panquecas de natal, príncipe? – perguntei puxando-o pra cima de mim e abraçando apertado. – Vamos vestir sua roupinha? Mamãe comprou meias vermelhas. Um sapatinho novo. Gorro de papai noel para brincar muito com todo mundo. – sussurrei – Segundo natal com você, gordinho.

Thomas soltou um grunhido irritado por estar apertando-o demais. Ele sacudiu as perninhas e fez um bico enorme, sacudindo a cabeça, bagunçando ainda mais os cabelos impossíveis. Isso durou pouco tempo, eu sorri olhando nos seus olhos e ele me atirou um sorriso cheio de dentinhos pequenos de forma travessa.

- Lindo, mamãe te ama. Vamos tomar um banho gostoso, cheio de espuma e bichinhos? – sacudi seus bracinhos e levantei da cama, encaixando-o no meu colo – Papai pode arrumar a bolsa para ajudar a mamãe?

- Claro, amor. – Edward sorriu ainda com o rosto com marcas de preguiça – Vamos dormir lá?

- Esme dificilmente irá abrir mão da nossa presença na hora dos presentes... – respondi colocando Thomas de pé na pia do banheiro e tirando sua roupa. Thomas já estava segurando na minha blusa com força, querendo pular. Parecia mais um exercício de agachamento rápido – Que alegria de tomar banho, príncipe.

- É bã, mamã!

- É banho, gordinho. Banho pra ficar cheiroso... – sorri esfregando meu nariz na sua bochecha – Meu bebê azedinho.

- Amor, separa suas roupas também? – Edward gritou do closet

- Não, obrigada. – respondi rindo – Não mexa na minha gaveta de lingerie, Edward!

- Ah Bella, poxa! – gritou batendo uma gaveta e saindo do closet. Ele parecia uma criança birrenta para saber o que eu tinha comprado para o natal. – Vou arrumar a bolsa dele.

- Obrigada. – respondi debochada, ligando a banheira com meu bebê pelado no colo – Dois patinhos, um tubarão e quê mais? A baleia! – joguei os bichinhos na banheira

- Baley! – gritou querendo pegar – Qua Qua!

- O patinho faz “Qua Qua”, Thomas. A baleia faz algum barulho que mamãe não sabe imitar... – murmurei testando a temperatura da água e ele começou a gritar, querendo o ‘qua qua’ que não era o pato e sim a baleia. – Gordinho, esse faz “Qua Qua”. – apertei o pato e o olhar dele chegou a brilhar e ele gritou mais ainda para depois morder o pato com força – Criança carinhosa. – debochei.

Banho para Thomas era uma diversão tão grande que depois ele não queria sair. E não foi diferente dessa vez. Ele ficou chorando por vários minutos seguidos, querendo se jogar na água, me olhando com seus lindos olhos verdes, brilhando de mágoa.

- Não olha pra mamãe assim... Vai virar peixe dentro d’água rapaz? – provoquei deitando seu corpo na cama para secá-lo melhor e colocar a fralda – Como mamãe vai viver sem gordinho se ele ficar na água o tempo todo?

- Terminei... Vou me arrumar. Dá tempo de vesti-lo enquanto tomo banho? – Edward perguntou já tirando a roupa.

- Sim... Só não esvaziei a banheira. – avisei tentando pentear os cabelos de Thomas – Quando tivermos uma menina, simplesmente quero que puxe meu cabelo. Imagina o quanto vai sofrer com esse cabelo que não abaixa? Ele não abaixa! A sorte do Thomas é ser menino.

- Quando tivermos nossa garotinha, ela vai ter seus olhos e seus cabelos. – Edward respondeu do banheiro.

- Thomas... Se você for doce e galanteador igual seu pai, mamãe vai envelhecer cedo. – suspirei abraçando-o – Mamãe vai te dar um brinquedo... – murmurei puxando uma girafa molinha – Olha o Nelmam! Será que a gente encontra o Alex e a Glória? – perguntei a mim mesma fuçando sua caixa de brinquedo que ficava no quarto. Ele adorava o desenho Madagascar.

- Aex! – gritou beijando o leão – Aõ Aex!

- Leão Alex! – sorri sacodindo o bicho. – Papai? Terminando?

- Terminando! – gritou de volta e eu ri da ansiedade dele. Edward curioso era muito engraçado. E ele saiu enrolado no roupão para poder ficar com Thomas enquanto eu arrumaria uma bolsa com nossas coisas... E presentes.

Mais uma hora e meia depois, estávamos prontos. Saímos de casa na maior paz e tranquilidade. Toda rua decorada com o natal, eu já tinha distribuído pequenas lembranças para meus vizinhos e feito doces para as crianças na noite anterior, tinha sido uma farra.

Na casa de Esme, Jonathan, Caroline e Natalie corriam pelo quintal e Seth estava sentadinho na escada, observando com um sorriso sapeca os “primos” correrem. Thomas viu a agitação e logo sacudiu as perninhas querendo ir para o chão e gritou chamando atenção das crianças.

- Vamos ver todo mundo, depois papai te traz pra brincar, eu prometo. – prometi beijando sua bochecha e ele deu mais uns gritos, querendo escalar meu colo para brincar com as crianças. – Vamos ver a vovó primeiro.

- Gordinho, gordinho. – Edward provocou chamando atenção dele. Thomas deu um sorriso sapeca para o pai e falou algo na sua língua, como um javanês.

- Olha quem chegou! – gritei da porta, ouvindo as vozes altas na cozinha – Vovó? Vovô? Tia Alice?

- Meu gordinho! – Alice gritou vindo com sua barriga redondinha tão bonitinha que dava vontade de apertar – Tia Alice estava com saudades, amor. Vem cá!

- Devagar com meu filho, maníaca. – provoquei entregando-o – Cuidado que quando ele fica animado resolve chutar, segura a perna dele. – avisei beijando-a no rosto – Oi sogra!

Esme estava babando o neto, mas parou para me abraçar e apertar um pouco o filho. Rosalie tinha panquecas prontas e nossos lugares na mesa nos esperando. O café da manhã foi recheado de gargalhadas. Leah e Jacob contaram que meu pai estava namorando a mãe dela. Foi um pouco engraçado ela contando que pegou os dois dando um amasso adolescente na dispensa de casa. Eu imaginei o constrangimento e por isso ria ainda mais.

Charlie nunca teve alguém sério na vida e espero que ele curta ficar com uma pessoa só. Eu estava esperando ansiosamente por um casamento. Além do de Bree e Mark, iria me satisfazer casando as pessoas, já que eu não teria essa oportunidade.

Passamos o dia inteiro ouvindo as crianças gritarem excitadas com as brincadeiras dos rapazes, e nós, mulheres, ficamos na cozinha criando infinitas guloseimas. Foi mais um natal delicioso em família. Eu amava isso... Ter pessoas para brigar e amar. E nada me tira a felicidade de passar mais um ano com o sorriso que era a razão da minha vida. E com o homem da minha vida.

- Bella? – Edward me chamou depois termos colocado Thomas para dormir. – Você pode vir aqui um minuto?

Respirei fundo e engoli o nervosismo, saindo com minha camisola vermelha e cinta liga preta, com detalhes bordados e renda. Edward sorriu calorosamente quando rodopiei para mostra o look completo.

- Ual...

- Feliz natal. – provoquei colocando um gorro na cabeça

- Uhn... Mamãe Noel veio brincar com o papai hoje? – murmurou brincando.

- Uhum... Você foi um bom menino, sabia disso? Se comportou bem. Cuidou do seu filho, da sua esposa... Da sua casa. – sussurrei ainda de pé, fora da cama.

- Então... Quando eu ganho meu presente? – perguntou tentando me tocar e me esquivei. – Presentinho abusado. – murmurei vindo me pegar e me jogar na cama.

- Menino impaciente. – sorri descaradamente – Eu ia desfilar ainda.

- Nada de desfiles... Apenas eu e você. – sussurrou beijando-me – Você é o melhor presente de todos os anos. Cada sorriso, cada suspiro sonolento, cada beijo, cada abraço, cada brincadeira... Cada segundo eu fico ainda mais apaixonado por você. Eu te amo tanto, Isabella. E é por isso, que eu quero casar com você.

- Edward, nós somos casados, seu bobo. – sussurrei com a voz trêmula.

- Eu quero simbolizar isso... Eu quero ver você de branco, caminhar até a mim. Quero dar a chance de o seu pai te entregar... Se eu tiver uma filha, eu quero entrega-la a seu marido. Eu não posso tirar isso do meu sogro. Eu quero mostrar para o mundo inteiro que é com você que eu vou passar o resto da minha vida.

Minhas lágrimas bobas escorriam no meu rosto, mas eu estava sorrindo. Ele era perfeito.

- Você é perfeito. Eu te amo tanto... Casar é um sonho, Edward. Um sonho que estava perdido e agora, você realiza todos eles.

- Seus sonhos se perderam porque era comigo que você iria realiza-los. – murmurou beijando cada lágrima que escorria. – Então, casa comigo?

- Sim. Claro que sim.

Edward me beijou com toda delicadeza e amor possível. Acariciando-me gentilmente. Então, tudo foi ficando um pouco áspero, necessitado, brusco. Eu estava excitada novamente, gemendo baixinho contra seus lábios.

- Agora, querido presente... Fique de quatro. – ordenou baixo no meu ouvido, com um tom de voz pingando sexo.

Ah, sim... Deliciosa magia de natal.

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N/A: Estamos realmente chegando ao fim. Espero que tenham gostado até aqui. Demorei porque precisava rascunhar o fim para não deixar passar nadinha. Undiscloserd Desires já começou e ja tem desafio, passem por lá. Qualquer um pode deixar review http://www.fanfiction.net/s/7874745/1/Undisclosed_Desires

N/B: Nem preciso dizer o quanto esse Thomas é puro amor né. A casa caiu pro lado dos Volturi e agora todo mundo sabe o que aconteceu na vida da Bella, e tomara que daqui pra frente seja só amor na vida de todos. Awn eles vão se casar direitinho s2 Muito amor esse Edward, aiai... Comentem e bjs xx LeiliPattz