Cuore Di Bella

30 Capítulo 23


(alguns meses depois...).

Ser mãe... Padecer no paraíso. Ir do inferno ao céu. É paixão. É amor incondicional.

Thomas agora era um bebê de cinco meses sobrevivente a festas de aniversários dos primos e avós. Também era um bebê que tinha mudado minha vida completamente. Eu não era mais a Bella sexy, poderosa e cheia de disposição que tinha as unhas feitas, cabelos escovados, pernas depiladas e peso em dia. Apenas hoje... Quase cinco meses depois estava me encontrando no lugar de ser mãe e esposa.

Mais mãe do que esposa.

E também estava enganada sobre meu relacionamento com Edward ser a parte mais fácil da minha vida. Agora aquele título de ser casado e ser pais pesavam no nosso cotidiano. Nós mal dormíamos porque Thomas acordava com horários desregulados, meus seios pareciam que iam explodir ou simplesmente ficavam secos. Meu sono estava um pouco atrasado e eu vivia com um pouco de dor de cabeça.

Não por estar reclamando ou triste com a minha vida. Só estava tentando me ajustar a tantas mudanças fortes. Eu tinha medo que Edward não tivesse mais apaixonado por mim. Ele se apaixonou pela Isabella sexy, confiante, que estava disposta a fazer sexo com ele em qualquer lugar, a qualquer momento. Que vestia roupas íntimas de rendas, pequenas e fáceis de rasgar.

Porém, essa Bella estava aqui, louca para ser dominada. Essa Bella era mãe. Essa Bella era esposa de uma pessoa que era pai, não só mais médico. Que sendo pai e médico, quase não tinha tempo para ser marido, como eu não tinha tanto tempo para ser esposa.

Thomas precisava de mim. Eu surtei por sua febre, chorei por não descobrir o que ele sentia quando teve cólica. Fiquei um pouco irritada por ficar várias noites sem dormir e Edward tinha que dormir pelo plantão e precisávamos de alguém sóbrio em casa. E isso era outra coisa que me intrigava, como ele conseguia sempre descobrir o que ele tinha e ficar calmo para cuidar de nós dois?

Eu odiava me sentir fraca e não cuidar bem do meu filho pelo simples fato de estar nervosa e com medo. Thomas era meu mundo. Tê-lo sorrindo aos meus braços, gargalhando com o pai, fazendo barulhinhos, babando seus brinquedos, chutando Edward na cama porque estava excitado só de ouvi-lo. Era tudo tão gostoso... Tão perfeito. Não trocaria nada.

Eram nulos os momentos que ficávamos sozinhos. Nós não estávamos brigados, reclusos ou sem fazer sexo um com o outro. Só era diferente... E eu tinha medo dele estar comigo por obrigação. Não que não acreditasse no seu amor... Era verdadeiro no seu olhar, mas até quando?

Resolvi que hoje faria algo diferente... Nossa casa estava pronta, então o processo de mudança estava sendo feito novamente. Engoli meu orgulho e deixei que Esme e Alice me ajudassem na decoração e nas infinitas coisas que tinha de dar conta. No fundo, Alice estava dançando uma coreografia irlandesa, mas a maior parte era por simplesmente me ajudar. A baixinha era irritante, mas com um coração enorme.

Thomas nunca tinha ficado longe de mim. Já estava muito acostumado com os avós. Eu precisava de uma noite para me reconectar a Edward de outra forma. Fiz tudo na maior conspiração com minhas cunhadas... Elas me ajudaram a fazer o cabelo, minhas unhas e depilação. Thomas ia dormir... Quer dizer, ficar com Esme. Eu realmente esperava que ela não se incomodasse comigo aparecendo de madrugada, louca de saudade do meu bebê que estava tomando sucos e já beliscava feijão e purê do nosso prato.

Não sei porque tive vontade de cair na gargalhada ao meu ver naquela suite de hotel, na beira da praia, usando um vestido azul escuro apertado e curto. Saltos altos do jeito que Edward amava. Cabelos soltos em ondas, maquiagem escura e os lábios perdidos em meus dentes.

Será que ele iria vir? Será que ele entendeu o recado, ou melhor, recebeu o recado? Será que ele está cansado? Será que ele vai rir? Será que ele vai gostar? Até porque seria nossa comemoração de um ano juntos... Dois meses atrasados, mas ainda dava tempo, não dava?

Meu estômago se contorcia de nervosismo e excitação a cada clique que o relógio fazia. A espera parecia longa e dolorosa diante de todos os planos para a noite. Verifiquei o jantar preparado por mim duas vezes. Champanhe no gelo. Vinho em temperatura ambiente. Salmão grelhado. Eu sabia que ele gostava muito do meu salmão.

Ouvi o clique da porta e prendi a respiração. Era ridículo ficar ansiosa pela noite e ao mesmo tempo pensar se Thomas estava bem, alimentado e se divertindo com os avós. Eu tinha certeza que Esme não me ligaria se tivesse acontecendo algo, iria resolver por si só, mas isso não anula a ideia de gostaria de ser avisada.

Meus devaneios foram cortados para o lindo homem de camisa social azul, calça preta, cabelos penteados (um certo milagre a parte), um olhar tomado por um brilho diferente.

- Oi. – sussurrei baixinho, estranhamente envergonhada.

- Olá, linda! – sorriu calorosamente – Nós estamos comemorando algo?

- A primeira noite de Thomas dormindo com seus pais e um ano juntos... – murmurei um pouco desconcertada.

- Isso é uma comemoração apropriada para o desastre daquela noite? – sorriu torto e eu ri brevemente do caos de nós dois tentando namorando esbaforidos para Thomas chorar na melhor parte.

- Talvez um pouco melhor. – dei os ombros.

- Por que você está tão tímida? – perguntou-se soltando seu cartão-chave e caminhou na minha direção – A propósito, você está maravilhosa.

- Eu estou um pouco nervosa, confesso. – sussurrei enrubescendo e ele me abraçou apertado, cheirando meu pescoço, beijando meu ombro, pescoço, bochecha e lábios. – Fico feliz que tenha gostado.

- Eu gosto de tudo em você. – sussurrou beijando minha testa – Te amo. E o que temos para hoje?

- Preparei o jantar também. A intenção era fazer em casa, mas não seria interessante com brinquedos espalhados e caixas com nossas coisas empacotadas. – respondi abraçando-o apertado. Como era bom fazer isso sem um bebê no meio atrapalhando nosso contato ou enfiando o dedo babado no momento que colamos nossos lábios. – Sinto sua falta. – murmurei

- Todo o tempo. – suspirou sem me soltar. Nós ficamos abraçados por uns bons minutos, em silencio – Você precisa de ajuda com alguma coisa do jantar? – perguntou-me baixo.

- Apenas sente-se e aproveite. – sorri destampando as coisas. Foi meio estranho não ter o calor do seu corpo.

- Não acredito que é salmão... Estava comentando com Mark o quão o seu grelhado é perfeito.

Meu ego estava subindo ao céu de dois em dois degraus.

Nós jantamos conversando sobre seu dia no hospital e a cirurgia que teve de um garotinho de dois anos de idade. Mike estava e eles se emocionaram bastante sendo pais de primeira viagem, completamente apaixonados por seus pimpolhos. Nesse ponto não tinha o que reclamar... Edward era um pai devotado ao nosso menino.

- Vinho? – Edward perguntou-me e neguei – Você pode tomar uma taça, depois fica na água e pode beber champanhe. Não vai fazer mal a Thomas amanhã.

Eu gostei da dica de que iriamos passar a noite inteira aqui. Meu coração pareceu bater mais forte por isso e sorri feito criança na manhã de natal.

- Isso é ridículo! – Edward jogou seu garfo de qualquer jeito no prato e empurrou a cadeira.

Ele não estava gostando. Eu estava sendo uma idiota, boba e romântica. Meus olhos começaram a encher de lágrimas e ele me surpreendeu a esticar as mãos na minha direção depois de colocar as taças de vinho sobre a mesinha de centro. O que ele estava fazendo? Minha ficha caiu quando cai sentada no seu colo e seus lábios estavam famintos no meu pescoço e a mão na minha coxa, por dentro do vestido.

- Eu amo seu cheiro... – murmurou meio inconsciente – Eu quero tanto você, Bella. Todos os dias da minha vida eu acordo feliz, sentindo você do meu lado, me abraçando.

- Ou o nosso pequeno no meio. – completei rindo baixinho – Eu queria conversar com você antes disso... – gesticulei entre nós dois – Talvez seja bobo da minha parte querer falar sobre isso agora, mas muita coisa mudou e eu não me sinto bem falando sobre essas intimidades com nossos amigos. Nem mesmo Jéssica que me ouve com maior atenção ou Rosalie me enchendo de conselhos no seu lado mãe.

- Bella, você pode conversar comigo sobre o que quiser... Diga-me o que está acontecendo.

- Eu ando percebendo que tudo entre nós mudou. Nós vivemos como casados, estamos na verdade, e temos um bebê pequeno. Nosso relacionamento começou no sexo louco e desenfreado. Eu tenho que a realidade de não dormir muito juntos, ter rapidinhas e conversar pouco por conta das infinitas coisas que estão acontecendo no momento nos afaste, Edward.

Edward ficou em silencio por um momento e relaxou seu aperto.

- Eu acho que te entendo, Bella. Nosso relacionamento mudou, talvez pelo fato de que pulamos algumas etapas faça tudo parecer muito grande, muita pressão. – disse-me beijando minha mão, no lugar da aliança – Mas isso que vivo agora, é tudo que sempre quis. Ter alguém me esperando em casa, meu filho gritando e gargalhando porque ouviu minha voz, assistir você alimentando-o, vê-la correr nua para o banheiro e trancar a porta porque não quer que eu te veja sem estar com as pernas depiladas ou o cabelo bagunçado. – sorriu torto e eu ri envergonhada – Só que eu amo você, Bella. Não amo por obrigação. Eu amo mesmo... Talvez a gente deva organizar melhor o dia para que tenhamos pelo menos meia hora juntos, apesar dessa fase louca do Thomas estar chegando ao fim. E outra coisa que você deve parar de se preocupar é que não importa a maneira que nossa relação começou. Eu amo fazer sexo com você. Dez minutos ou meia hora. Você continua sendo sexy quando está de short de dormir e minha camiseta. Eu adoro saber que seus seios estão nus por baixo do meu pano, que posso te abraçar e irei senti-los. Eu gosto de estar em qualquer lugar da casa e te empurrar contra parede e beijá-la, mesmo que seja no caminho de dar a mamadeira de Thomas.

Meu rosto já estava debulhado de lágrimas. E ele nem sequer tinha terminado.

- Dizem que o primeiro ano do relacionamento é complicado. Nós pulamos isso ao viver uma mágica gravidez e agora sabemos o que é sermos pais e companheiros, não só namorados. Só que eu não quero mudar nada, melhorar, mas não mudar. E você teve a ideia brilhante... Vamos tirar noites para nós dois... E você tirar dias para você.

- Seu bobo... Eu amo tanto você. – abracei-o apertado, não sufocando minhas lágrimas – Eu te amo tanto. Eu amo passar cada minuto da minha vida ao seu lado. Obrigada por ser meu.

- Eu também te amo, Bella. Eu escolhi você para ser minha companheira. Para sempre. Um casamento duradouro e com muitos filhos.

- Dois filhos, Edward. Não inventa. – ralhei brincando dando tapinhas no seu ombro e ele riu perversamente. – O quê? – de alguma maneira, eu fiquei extremamente excitada com seu olhar.

- Eu já te disse que amo azul em você? – sussurrou correndo a ponta dos dedos no meu decote – Já disse que amo ficar torturado imaginando o que você está vestindo por baixo? Se é de renda... Ou seda?

- Quer descobrir? – sussurrei levantando-me e ficando entre suas pernas e puxando meu vestido sobre o corpo e ajoelhei-me ao seu redor – Exceto o soutien que não poderemos tirar. –disse baixinho, envergonhada. Seria uma merda ter leite espirrando por todo lado.

- Thomas sabe que eles estão emprestados, porque esses seios são meus. Meu parque de diversão. – murmurou sedutoramente apertando os dois devagar, para em seguida passar a ponta do nariz sobre eles, beijá-los levemente e dar mordidinhas deliciosas por cima da renda do soutien. Meu corpo estava virando gelatina.

Edward lambeu meu decote enquanto brincava com os laços da minha calcinha. Sorri sentindo arrancar um pouco rudemente, para me deixar nua na parte que realmente importava. Meu centro parecia dolorido, pulsante, implorando por atenção e carinho.

- Tão molhada... – sussurrou quente provocando minhas dobras com seus dedos – Eu sinto saudades do seu gosto – disse levando seus dedos a boca e eu choraminguei – Deite-se sobre a mesa...

Isso me fez lembrar... Nossa primeira noite, no seu antigo apartamento, a mesa da sala. O melhor sexo oral da minha vida. Meu coração estava batendo rápido feito asas de colibri de pura emoção. Afastei as taças e deitei, não tirando os sapatos. Não eram os mesmos, mas eram bem parecidos... E eu me lembro dele ter gostado dos arranhões do salto nas suas costas.

Edward riu e a respiração quente batendo na minha pele sensível criou um gemido forte, impossível de controlar. Ele lambeu a parte interna da minha coxa e eu fechei os olhos, esperando a ordem...

- Mantenha os olhos abertos, Isabella. Veja-me foder você com minha língua.

Oh, por Deus, sim!

Edward e sua maestra língua ágil era meu amor secreto. Gozei forte, gritando para o hotel inteiro ouvir que amava sua língua e seus dedos. Sim, dedos longos e espertos.

- Eu amo isso... – sussurrei ofegante observando-o levantar ostentando uma deliciosa ereção. – Hum... Dolorido?

- Muito. – respondeu rindo, abrindo seu cinto e tirando as calças e a camiseta – Deite-se na cama, amor. Sem forças?

- Com todas! – gritei levantando-me, chutando os sapatos e pulando em cima dele na cama e rindo. – Olá companheiro. – saudei seu pênis e o beijei antes de envolvê-lo todo na minha boca e dar curtas chupadas. Edward riu parecendo bastante deliciado e me puxar para seu colo novamente.

- De quatro... Agora. – sussurrou no meu ouvido depois de me beijar fortemente. – Apoie-se na cabeceira.

Meu estômago se contorceu de excitação, fiquei na posição esperando-o. Arrisquei olhar pelo ombro para vê-lo acariciar-se e me fitar ao mesmo tempo. Senti seu pau aninhar-se na minha entrada e eu gemi de puro jubilo e contentamento. Suas estocadas eram fortes, firmes, completamente irregulares que me levaram a borda ao mesmo tempo que ele. Nós caímos ofegantes na cama e sorrimos um para o outro de forma cúmplice.

Edward e Bella estavam de volta.

- Eu te amo, marido.

- Te amo, esposa.

.~.

Não sabia que estava com tanta saudade do meu pequeno gostoso até o momento que Esme abriu a porta com meu bebê sorridente gritando, todo sujo de papinha, sacudindo os braços com os olhos realmente iluminados por nos ver. E o beijei tanto que até meu cabelo parecia gosmento, cheio de baba.

Thomas literalmente mordeu o nariz de Edward e se dobrou de rir com as cosquinhas que o pai fazia. Nós atrapalhamos seu pequeno almoço, era só saudade. Muita, por sinal. Thomas acabou caindo na tentação de mamar e meus peitos pareciam duas enormes pedras doloridas. Foi até bom.

Meu filhote ficou esfregando o nariz em mim e suspirou contente e bem alimentado logo que largou meu seio e coçou os lindos olhos verdes para dormir. Edward resolveu que não iríamos para casa esta noite também. Estava tudo virado e ele não queria me ver mexendo em nada de mudança. E vai que Thomas dorme a noite inteira segundo os relatos absurdos da avó coruja com olheiras e um sorriso maravilhoso no rosto disse? Esme era demais! Claro que ele não dormiu, deve ter dado um trabalho danado, mas achei fofo sua avó protege-lo.

Acabou que a família inteira chegou aos poucos. Rosalie veio apenas buscar uma blusa com Natalie, acabou ligando para Emmett. Alice veio por ser intrometida, porque ninguém convidou. Tá, a casa era da mãe dela, mas o que seria nossa relação sem implicar uma com a outra? Muito sem graça.

Esme exultante, mandou preparar um delicioso almoço, estava sol e ficamos na piscina. Foi a primeira vez em meses que coloquei um biquíni, estando confiante de mim mesma. Rosalie e Alice estavam se comportando como mães orgulhosas que vêem sua cria darem o primeiro passo.

- Não fique envergonhada, Bella. Eu passei por isso duas vezes... A segunda foi mais fácil que a primeira. – Alice disse suavemente – Às vezes não queria que Jasper me visse... Mas isso passa.

- E pelo sorriso... A noite de ontem foi incrível! – Rosalie sorriu balançando as sobrancelhas de modo irritante como seu marido fazia.

- Foi... Ótima. – sussurrei olhando ao redor, procurando por Edward. Ele estava conversando com seu irmão e cunhado animadamente – Foi tão incrível. É tão bom sentir-me conectada a Edward novamente. Eu o amo tanto que chega doer...

- Nós sabemos. – Alice comentou – E também amamos isso entre vocês. Meu irmão é feliz.

- Nós duas sabemos que se seu irmão não casasse comigo, você casaria. Seu amor por mim é algo mais bonito que platônico. Confessa, estamos entre amigas. – provoquei jogando meu guardanapo nela e puxando seu chá gelado porque o meu tinha acabado.

- Claro, a vadia faz sexo e resolve voltar a pegar no meu pé. – murmurou tentando esconder o sorriso.

- Lésbicas! – Rosalie soprou fazendo cara de nojo.

- Awn, baby Rose! Não fique assim, nós curtimos um ménage... Topa? Você pode ser nossa puta de estimação!

Alguma coisa tinha de errado em nossas bebidas, porque não era normal falar tanta besteira ao mesmo tempo. Alice estava rindo histericamente com Rosalie piscando no seu melhor modo sexy.

- Podemos participar, meninas? – Emmett perguntou acompanhado dos rapazes.

Eles não sabiam do que estávamos rindo ou qual era o tópico anterior, mas nós olhamos uma para as outras e rimos mais ainda.

- Não, obrigada irmão urso. – disse a Emmett – Estou satisfeita com Alice e ocasionalmente pegar Rosalie de jeito.

Edward pulverizou seu chá e Emmett parecia chocado demais para responder. E Jasper queria um lugar para se enterrar.

Ah, eu estava de volta!

.~.

Meu gordinho estava gritando com o pai dele em algum lugar da nova casa. Antes que eu enlouquecesse, em um passe de magica, estava tudo no lugar. Família é uma coisa incrível. Eles foram rápidos e solícitos com minhas ideias e tudo estava... Pronto. Minha casa era do jeito que sempre sonhei ter uma. Com a cozinha enorme, toda equipada, como a do meu restaurante. Quer dizer, meu antigo restaurante.

Isso me fazia lembrar o que não queria. Jane estava sumida. Ela não respondia minhas ligações e ignorava meus e-mails. Ela nem sequer veio conhecer Thomas nesse tempo todo. Toda vez deixava recado e ninguém me retornava... Nem Félix, Demetri ou Alec. Ninguém. Nenhuma notícia. Eu estava deixando ir, porque não dava para fazer tudo e ligar para Jane ao mesmo tempo. Preferi engolir minha mágoa e deixar. Uma hora, eu tinha esperanças, que ia conhecer a verdade.

- Amor, vem cá ver! – Edward gritou. Tá que ele estava me gritando o dia inteiro, mas fui mesmo assim. Encontrei os dois no chão, Thomas estava rindo para o pai de forma marota – Faz para mamãe ver. Diz: Papai!

Thomas gritou qualquer coisa com som de ‘pa’ e Edward gritou orgulhoso. Ele fazia isso desde Thomas começou a desenvolver seu javanês, então, todo dia ele dizia que estava perto do menino começar a chama-lo. Meu dever era rir, assentir e voltar para cozinha e tentar preparar o jantar. E dez minutos depois...

- Amor?

- O que é, Edward? – perguntei suavemente, tentando mascarar minha impaciência.

- Ele sujou a fralda. – sorriu inocentemente com Thomas no colo.

- Estou fazendo comida agora, você quer que eu faça o quê? – retruquei impaciente, de verdade, Edward ia abrir a boca, mas interrompi – Vai.

Ele deu as costas e saiu com Thomas para trocar sua fralda. Revirei os olhos e acabei rindo. Eu tinha duas crianças em casa. A campainha tocou cortando meus devaneios e suspiros pelas gargalhadas dos dois. Meu gordinho era sorridente e Edward amava provocar risadas nele. Os dois conversavam muito e era lindo. Já tinha vários vídeos gravados.

A campainha tocou novamente.

- Merda. – resmunguei indo até a sala, agora era um pouco longe, dava preguiça. Tinha muitos brinquedos espalhados ao redor. Edward ia catar tudo. – Posso ajudar? – era um entregador.

- Entrega particular para Isabella Swan Cullen. – disse simpaticamente – É a senhora?

- Sim... Assino onde? – perguntei pegando o envelope e assinando a ficha, aceitando meu recibo – Obrigada.

Meio desconfiada, deixei o envelope de lado ao sentir o cheiro forte de molho de tomate vindo da cozinha. Corri para a panela e continuei mexendo até o ponto estar bom. Edward desceu com Thomas, me deu um beijo e o colocou na cadeirinha, puxando o envelope, rasgando para ler pra mim.

- Merda! – Edward xingou e sua expressão estava muito... Azeda.

- O que é, amor? É grave? Eu quero saber? – perguntei preocupada desligando o fogo.

- James morreu, Bella. – disse baixo.

Espere... O quê?

.

.

.

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N/A: Olá meninas! Mais um capítulo estreando a última fase da fanfic. Até a próxima!

Adoro vocês! Ah, esse capítulo foi um pouco complicado de escrever... Não esqueçam de me dizer o que acharam.

Conhecem a substituta de #CdB? Não? Meu tumblr Marizoch.tumblr.com tem picspoiler... E aqui está o linkhttp://www.fanfiction.net/s/7874745/1/Undisclosed_Desires

N/B:Foi muito bom para eles ter essa noite a sós, colocando o relacionamento deles nos eixos, aprendendo a equilibrar o Edward e Bella pais com Edward e Bella casal... Esse Thomas é a coisa mais fofa do mundo, da vontade de morder todinho essa gostosura de neném... Agora esse final hein.. que tenso. Será que isso está relacionado ao sumiço da Jane e do resto? Hum... talvez sim. Comentem amores e até o próximo =P bjs xx LeiliPattz