Cuore Di Bella
2 Capítulo 1
Dr. Cullen, chamada de emergência. Dr. Cullen, chamada de emergência.
Sonolento, sai do Box de enfermagem reclamando internamente pela voz anasalada da locutora do hospital ser tão fina. Isso era para ser um lugar de paz e ela plenamente me irritava. Eu era médico cardiologista desse hospital desde que me formei. E eu odiava a voz de Renata. Pergunto-me se meu diretor geral permitiria escolher alguém com uma voz melhor ou eu estava realmente irritado por estar a mais de 48 horas de plantão. Um paciente complicado, família exigente e nenhum outro médico para atendê-lo. Mark realmente tentou entrar nas calças da filha do paciente. Ele sempre conseguia me render um trabalho extra. Babaca.
Presbyterian Medical Center era basicamente meu segundo lar desde meus tempos de interno, apesar de estar em uma fase da vida que tinha pacientes demais e um espaço relativamente pequeno no consultório, eu ainda amava esse local. Mark me deu um olhar culpado. Ele realmente não conseguia se controlar com um belo par de pernas bronzeadas. Não que eu também não, mas isso era meu trabalho.
Eu não me envolvia intimamente com ninguém que pudesse me encontrar com facilidade. Pelo menos aprendi a lição desde Lauren. Um namoro relativamente curto e anos de dor de cabeça. Ignorei suas desculpas e entrei no quarto do paciente esboçando um sorriso simpático. Ele era um velhinho adorável.
- Como estamos nos sentindo hoje? – perguntei suavemente, sua esposa parecia dormir e não quis acordá-la. Eu sabia como era desgastante a rotina de hospital. – Está tudo bem, Grant?
- Muito bem. Estou me sentindo melhor, mas eu não consigo engolir este comprimido. – apontou para a bolinha rosa que o ajudava dormir. – Eu me sinto cansado, mas não consigo dormir.
Tinha recomendado esse remédio por conta das ministrações pesadas sobre seu organismo e ele poderia ficar levemente perturbado. Cansaço e sono eram comuns, mas era possível que não alcançasse a consciência.
- Algo na garganta? Ainda sente sensível depois do exame? – perguntei verificando seu prontuário. A letra de Bree se destacou afirmando esses mesmos sintomas após o seu café da manhã. – Faremos o seguinte, vou aplicar diretamente no soro pouco de rivotril e amanhã nós veremos sua garganta. Talvez ela precise de um descanso após os tubos de exame e vou pedir a cozinha que mude sua refeição para leves, tudo bem?
- Ótimo. Eu adoraria uma boa sopa verde. – piscou.
- Terei isso em mente. Vou buscar seu remédio.
Depois de verificar mais alguns pacientes, Mark deixou-me um café preto bem forte e um recado que devia ir a diretoria. Finalizei meus prontuários e entreguei a Bree. Ela me ajudava muito com essas coisas. Uma boa companheira de trabalho que tinha um sorriso doce. Era primeira mulher naquele hospital que não se ofereceu pra mim e podia tomar cerveja com os caras sem problemas. No inicio, achamos que ela gostava da mesma fruta, mas ela demostrou sentimentos a um cara que quebrou seu coração e nós ficamos realmente chateados. Ela nunca ficava triste. Eu esperava que esse tal de Diego nunca mais aparecesse. Mexicano safado.
- Você devia ir. Você sabe que tem festa hoje a noite e seu pai sabe que ainda está aqui. – Bree empurrou-me pelos corredores até a diretoria. A sala do chefe. A sala do meu pai.
- Dr. Cullen Sênior. – brinquei sentando-me a sua frente. Meu corpo me traiu pesando. Eu podia sentir minhas pálpebras pesadas. – Está tudo bem, pai?
- Sim. Na verdade, estava computadorizando os horários... Edward vá para casa e não me apareça aqui por três dias. Estamos entendidos? Eu não quero o conselho no meu pé porque estou escravizando meu próprio filho.
- Desculpe, mas é sobre Grant. Desde sua chamada de emergência dias atrás não consegui ir embora. – bocejei fechando os olhos involuntariamente.
- Hoje é aniversário da sua mãe. Você parece atropelado por um caminhão... Como médico deveria saber que o que fez foi completamente errado. Como seu pai e seu chefe não irei permitir isso, entendeu?
- Sim senhor. – respondi sério. Eu merecia ser chamado atenção. – Você me dá uma carona? Eu estava na rua quando fui chamado.
- Claro, irá para minha casa ou sua casa?
- Vou dormir no meu antigo quarto. Alice deve ter preparado alguma roupa pra mim... Se eu for pro meu apartamento, eu não saio.
- Sua irmã teve aquele sentimento de gêmeos que você não iria se preparar. – Carlisle sorriu piscando torto. – Mesmo com Rosalie afirmando que você apenas esqueceu porque é desligado e Alice gosta de impor seus gostos a força.
- Talvez minha cunhada tenha razão.
Rapidamente sai do hospital com meu pai e em menos de 20 minutos estávamos em casa, foi quando me dei conta que dormi o caminho inteiro. Mesmo estando um calor incomodo.
Dona Esme estava agitada de um lado ao outro, falando com o organizador da festa de forma firme e batendo o pé a lá Alice. Tentei observar algo além, mas meu sono me impediu de ser coerente. A única coisa que lembro foi bater na cama de roupa e tudo. Sei que sonhei doces sonhos que foram rapidamente esquecidos quando Alice pulou em cima de mim dizendo coisas incoerentes. Eu tinha que pedir Jasper para engravidá-la novamente.
- Sai daqui. – resmunguei sonolento. Desde que Alice se descobriu como uma bola de energia, ela me irritava. Eu odiava com força ser acordado por minha irmã gêmea. – Estou cansado, Alice.
- Eu sei. Só que todos estão prontos. Só falta você. Eu te deixei dormir por uma hora a mais.
- Que horas são?
- Quinze para as nove da noite. Está na hora! Anda! Levanta! Quando você ficou preguiçoso assim?
Desde sempre, pensei.
Alice me deixou quando sua filha chorou no andar debaixo. Eu não sabia como ela sabia que era Caroline chorando. O choro dela e de Natalie me pareciam iguais. Apesar de Natalie ser mais velha.
Minhas duas sobrinhas eram umas meninas adoráveis, e Jonathan ser um menino espertinho e avançado para sua idade. Quando Alice engravidou dele, pelos seus movimentos rápidos na barriga, imaginamos uma criança agitada feito a mãe e dito e feito. Ninguém era possível de segura-lo. Apenas seu pai, Jasper. Ele sempre conseguia acalmar alguém. Maldito homem sábio. Caroline veio dois anos depois e era uma doçura feito o pai.
Graças aos céus não puxou a Tia, Rosalie. Foi meio engraçado essa história de termos dois Hale casando com Cullen, mas no fim das contas, era pra ser. Jasper e Alice namoram desde sempre. Rosalie é sua meia irmã por parte de mãe que morava com a avó em Nova Iorque. Anos mais tarde, em um dos aniversários do irmão ela veio, conhecendo Emmett. No verão seguinte ela se mudou e um ano depois eles se casaram, quando ambos estavam finalizando a faculdade.
Eu era o único solteiro para minha infelicidade. Eu não estava procurando um relacionamento. Também não negaria se aparecesse a oportunidade. Se namorar alguém agora, vai ser para casar.
Barbeado, devidamente vestido com um smoking preto, cabelos... Bom, impossíveis, sai do meu quarto, sendo arrebatado por minúsculos bracinhos. Caroline estava arriscando seus primeiros passos e parecia uma princesa com seu vestido rosa bufante.
- Oi princesa.
Cheirinho de bebê.
Ela respondeu algo incompreensível e Jasper riu, atraindo minha atenção pela primeira vez. Natalie passou correndo por mim, fugindo da mãe, que saia do quarto se equilibrando em saltos altíssimos e tentava colocar um brinco. Rosalie pediu para ela não correr na escada, mas foi o mesmo que dizer nada. Ela sorriu pra mim, depositando um beijo na minha bochecha e na testa de Caroline, dando o braço ao irmão e descemos juntos.
A festa já tinha alguns convidados e cumprimentei os conhecidos e fui apresentado a desconhecidos pela minha mãe, que por sinal, estava deslumbrante nos seus 53 anos. Aos poucos, a banda começou a tocar, bebidas foram servidas e me vi parado sozinho no meio da multidão. Ótimo.
Procurei pela mesa da minha família e encontrei meu irmão tentando controlar Natalie.
- Natalie Hale Cullen, senta nessa cadeira e não levante até segunda ordem. – Emmett ordenou sério e bichinha tremeu com a voz do pai. – Agora.
Natalie tinha uma personalidade extremamente forte. Ela era alguém que precisava ser criada com rédeas curtas. Assim como a mãe, tinha dificuldade de ouvir o que as pessoas tinham a dizer. Rosalie estava aprendendo muito sobre sua própria personalidade com a filha. Talvez ela esteja sentindo um gostinho do que ela própria fez sua mãe e avó passarem.
Eu ri sentando-me ao lado deles, aceitando uma dose de uísque. Emmett ainda lançou um olhar de alerta a Natalie, que bufou baixinho assim que sentou. Normalmente meu irmão era mais educador do que disciplinador, mas isso não o impedia de ser duro com sua garota. Ela era uma verdadeira pestinha.
Jasper foi o segundo a sentar conosco, trazendo Jonathan junto. O menino estava suado e devidamente bagunçado. Ele aceitou um copo grande de água e sorriu timidamente pra mim.
- Como vai Tio Edward? Não te vi chegar.
Também era um pequeno cavalheiro, como o pai.
- Estou bem pequeno homem.
- Aí estão vocês! Jonathan, meu filho, que trem te atropelou? – Alice colocou a mão na cintura. Aos 30 anos de idade, continuava pequena e magra como aos 20. – Deixe-me ajeitar essa gravata. Sua avó vai querer boas fotos e você não quer parecer desarrumado. Filho de Alice Cullen nunca está desarrumado.
Eu ri do comportamento obsessivo da minha irmã por um tempo e me concentrei em comer enquanto observava a festa. Rosalie chegou depois com Caroline e minha mesa parecia surpreendentemente cheia e com crianças falando. Eu não tinha ninguém ao meu lado. Não que estivesse depressivo ou me sentindo sozinho, mas em momentos como esse, eu não me sentia confortável sozinho. Faz sentido?
- Merda, Tanya Denali está vindo. – Rosalie sussurrou me alertando.
Rapidamente peguei meu copo e corri para multidão, fazendo os piores caminhos para que ela tivesse dificuldade em me seguir. Tanya era uma boa amiga da família. Nós nos conhecíamos desde sempre e nossas famílias faziam aquela pressão de amizade de infância virar casamento sucedido, mas pelo amor de Deus, ela era uma mulher linda, extremamente bonita, porém... Não havia nada ali que me atraísse. Mesmo sendo bem educada, inteligente e uma carreira de sucesso, eu não conseguia.
Quem sabe ela me esquecesse depois da merda que eu fiz em transar bêbado com ela. Isso foi o suficiente para seu pai parar de falar comigo. Como se fosse exigir que eu casasse por corromper sua garotinha, mas ambos sabíamos que não havia nada ali que já não tivesse sido corrompido.
Conversei com mais alguns amigos do hospital e ri de Mark cantando descaradamente uma mulher morena no bar. Ele não tomava jeito.
- Edward! Quanto tempo! – Jéssica Newton veio me abraçar. Nós estudamos na mesma escola e hoje era casada com um dos meus amigos, que por sinal, também era médico. Reparei na sua barriga. Ela estava linda grávida. – Você devia vir jantar conosco. A cada mês comemoramos a gravidez.
- Ah, claro que irei. Só que tenho feito muitos plantões.
- Mike comentou. Edward, isso não é bom. Talvez você devesse arrumar uma namorada ou um curso extra. Se ocupar muito sobre os pacientes não faz bem. – alertou-me no seu modo profissional. Jéssica, na verdade, era Drª. Jéssica. Psicóloga famosíssima na cidade e tinha dois livros publicados. – Eu não estou dizendo que você parece solitário. – leu meus pensamentos – Só que, 30 anos meu rapaz, chegamos a idade do sucesso e da família. Bom, eu ainda tenho 26 anos, mas é isso.
- Jess, amor, pare de analisar Edward! – Mike se aproximou dando tapas nas minhas costas. Eu gostava muito dele. – E você, como está? – perguntou-me rindo – Já falou do jantar com ele?
- Sim, ela falou. E deixe Jéssica. Ela já me usou muito como experimentos. – sorri piscando para sua esposa – Ele já mexeu? Posso sentir? – perguntei animado. Eu adorava bebês e não via a hora de ser pai.
Mike falou algo perto da barriga de Jéssica que pela música não consegui ouvir, mas ele puxou minha mão e colocou sobre a barriga em movimento. Os dois tinham enormes sorrisos orgulhosos e apaixonados. Parte de mim sentiu inveja. Se minha vida continuasse assim, seria bem capaz de simplesmente nunca acontecer comigo.
- Olha, Ângela e Ben chegaram! – Jéssica exclamou acenando para uma amiga em comum, que era uma famosa atriz e seu marido cineasta. Sabe, Los Angeles, cidade das estrelas. – Oh querida, que bom que você veio. Esme vai ficar tão feliz!
- Foi uma dificuldade. Conseguimos um avião mais cedo. – Ângela suspirou e quando terminei de cumprimentar Ben e suas exclamações de saudades, ela me fitou – Meu Deus! Edward! – bateu no meu braço. Eu esperava um abraço – Qual seu maldito problema em não responder minhas ligações? Eu sei que não sou a melhor em vícios de trabalho, mas você precisa sair daquele hospital antes que te internem!
Eu sorri timidamente, levemente perturbado sobre ser negligente com meus amigos. Eu estudei com Mike, que namorava a caloura Jéssica e tinha sua melhor amiga, Ângela. Anos depois Ben se juntou ao grupo. E ainda tinha meus irmãos e cunhados. E de todos eles, eu continuava sozinho, solteiro e focado no trabalho por falta de opção. Não que eles me excluíssem por conta disso.
- Desculpe. Eu prometo melhorar e dar mais atenção.
- Realmente espero. – Ângela sorriu docemente pra mim – Antes de ver Esme, preciso saber se Bella chegou.
- Bella? Tal Isabella Swan? – Jéssica perguntou incrédula. – Não acredito! Tem anos que não a vejo!
- Quem? – nós homens perguntamos juntos. Pelo menos eu e Mike.
- Bella estudou aqui conosco, no Drummond. Ela é filha do famosíssimo Charlie Swan, o melhor criminalista da Califórnia. – Ângela tentou lembrar-nos. De fato conhecia Charlie, era um bom amigo do meu pai, mas não sabia que ele tinha filhos. – De qualquer modo, eu fiz uma gravação na Itália, Toscana. Bella quando terminou o colegial se mudou pra lá e se formou em Chef Culinária de primeira. Tinha um restaurante magnifico e foi uma surpresa incrível encontra-la. Nós trocamos telefones e e-mails depois de um tempo conversando, matando as saudades... Ela tinha um namorado, que era seu sócio, mas aparentemente acabou tudo e ela voltou essa semana. Como Charlie foi convidado, eu insisti que ela viesse!
- Nossa! Realmente quero vê-la! Isso vai ser magnifico!
- Bom, por que não nos sentamos? Meus irmãos estão com uma mesa ao fundo, dá para ouvir o som e não fica tão alto. – sugeri apontando para o outro lado. – Rosalie hoje mesmo estava falando em te ligar, Jess.
- Oh, eu vi, mas estava dormindo e preferi esperar. Quando é urgente, Rosalie simplesmente não desiste até ser atendida.
Nós seguimos pela festa. Ângela e Ben ficaram para cumprimentar meus pais e procurar pela tal garota. Voltei a sentar na minha mesa procurando por algum sinal de Tanya, mas realmente não a vi. Nós voltamos a conversas amigáveis. Jasper era arquiteto e tinha uma empresa de construção com Emmett. Era um bom negocio que deu certo quando projetaram a cada de Mel Gibson. Depois as portas se abriram e nossa família teve umas rendas a mais, de qualquer modo. Jess queria aumentar o escritório e eles mergulharam nessas opções. Emmett havia projetado o quarto do bebê também. E atualmente estava procurando um terreno para construir a minha casa.
Alice arfou quando viu a mulher que estava com Ângela e eu tive que controlar meu próprio suspiro. Ela era linda. Pele clara, longos cabelos castanhos avermelhados, olhos vivos, bem expressivos, um corpo pequeno, apesar das excelentes curvas no lugar certo.
- Pessoal, essa é Bella Swan. Ela estudou comigo e com Jéssica no colegial e está de volta ao país agora. – Ângela anunciou – Todos eles estudaram no Drummond também, mas a maioria era do sênior. Emmett terminou um ano antes de entrarmos.
- Jéssica! Nossa! Você está linda! – Bella exclamou emocionada. – Parabéns! É menina ou menino?
- Menino. E Bella, seja bem vinda. Será muito bom ter você conosco aqui. – Jéssica disse com uma expressão de emoção indecifrável. Ela lia as emoções e sentimentos com facilidade. O olhar de Bella tremeu e seus olhos marejaram visivelmente. – Este é meu marido, Mike. Sim, aquele Mike que eu suspirava apaixonada.
- Prazer. Fico feliz que tenham ficado juntos. – Bella disse docemente. Eu acho que estava encantado.
- Por favor, sente-se. – Emmett puxou uma cadeira do meu lado. – Sou Emmett Cullen e essa é minha esposa, Rosalie e minha filha, Natalie. – apresentou e Bella sorriu indo cumprimentar uma Natalie com expressão de nojo e Rosalie envergonhada pelo comportamento da filha.
- Sou Alice Cullen, e eu amei seu vestido. É da Gucci, certo?
Alice!
- É sim. – Bella quase sussurrou e seu rosto atingiu uma tonalidade rosa... Muito bonita. – Obrigada.
- Esse é meu marido, Jasper e meus filhos Jonathan e Caroline. – Alice sorriu e virou-se pra mim – Esse é Edward. Meu irmão gêmeo.
O olhar de Bella caiu sobre mim e ela me observou milimetricamente. Eu dei meu melhor sorriso torto e devolvi o olhar na mesma intensidade. Ela era bonita e sexy demais dentro daquele vestido justo e tinha o desejo de lamber sua pele tão clara. Parecia perfeita e sedosa. O olhar de Bella assumiu um brilho diabólico que entrou em contraste com o sorriso inocente que foi se abrindo aos poucos.
- Prazer. – sorriu torto e fiquei hipnotizado. Ângela me chutou por debaixo da mesa. Sorri sem graça e desviei o olhar. – Eu vi seu último filme, Ângie. Você estava magnifica.
- Obrigada. Foi incrível gravá-lo na Toscana. – sorriu sinceramente pegando a mão de Bella. – Agora que está de volta, você pensa em abrir um restaurante aqui?
- Não. Eu não penso em trabalhar tão cedo. Quero apenas... Sei lá, estudar, aproveitar meu pai...
- Você tinha um restaurante? – Alice perguntou curiosa demais pela recém-chegada. Confesso que também estava.
-Sim. Eu me formei por lá e abri um restaurante.
- Espero que não repare no buffet. – Rosalie brincou e ela sorriu envergonhada.
Bella riu descontraída e logo as meninas mergulharam em uma conversa investigativa em relação a vida de Bella. Seu nome na verdade era Isabella, filha única de Charlie Swan, hoje juiz criminal, mas foi um grande advogado criminalista, família rica, conhecida na cidade. Ela morou na Itália, fez a faculdade, abriu o restaurante e se tornou uma mulher maravilhosa.
Tinha um sorriso delicado, conversou bastante gesticulando, mordendo os lábios, me fazendo morrer com o cheiro do seu xampu e o perfume doce... Exótico. Eu reparei também nas suas cruzadas de pernas. Graças ao vestido de quem mesmo? Gucci? Não importa. Graças ao vestido curto e justo, eu tinha uma excelente visão delas. Tudo que fiz foi observa-la. Eu acho que estou obcecado. E duro.
- Vamos sair para dançar amanhã? – Jéssica perguntou animada – Eu estou gravida e não inválida. E além do mais, Bella está de volta e precisamos comemorar.
- Eu acho perfeito! Tem um tempo que não tenho noites sem mamadeiras e trocas de fraldas. – Alice riu concordando.
- Nós topamos. Podemos deixar Natalie na casa dos pais de Rosalie. – Emmett sorriu.
- Eu não imaginei que seria tão bem recebida aqui. Faz muito tempo... – Bella comentou envergonhada – É claro que eu vou. Obrigada, Jess.
- Então, fechado. Todos nós iremos! – Ângela bateu palminhas. – Vai ser incrível!
- E você Edward? Plantão? – Mike perguntou sorrindo torto.
- Não. Tenho três folgas seguidas agora. – respondi envergonhado – Eu vou também, querido Mike.
- Nós iremos brindar isso. Tenha certeza! – Jéssica provocou e eu tinha certeza que ela não ia esquecer o brinde.
O jantar começou a ser servido. Primeiro veio uma entrada de salada de fruto do mar. Eu podia reconhecer lagosta, camarão, mexilhão, alface, rúcula, cenoura, pimenta e outras coisas. Estava deliciosa, principalmente acompanhada com vinho branco seco.
Ao meu lado, tinha a verdadeira deusa mastigando lentamente, fazendo seus lindos lábios vermelhos moverem de forma tão inocente que chegava ser sensual. Ela primeiro cheirou o vinho, sorveu um pouco, comeu uma garfada mista e sorriu. Eu acho que estava provando a avaliando toda a comida.
- Então, gostou Bella? – Ângela provocou e ela ficou vermelha.
- Ah, desculpe! É mania. Está ótimo! – apressou-se a dizer. Tanto Alice quanto Rosalie riram alto.
- Não se preocupe. Eu realmente preciso da sua opinião... Seja sincera. – Alice disse cordialmente.
- Não, que isso. Está ótimo.
- Por favor. Eu fico com inveja sabe? Aqueles críticos que conseguem distinguir o gosto da comida... Meu paladar é pobre.
- O meu é eclético. – Emmett piscou nos fazendo rir.
- A combinação está ótima. O vinho desce perfeitamente com o azedo da rúcula e a alface com azeite português está adocicado. Perfeito. Mexilhão e camarão tempo certo no tempero para pegar gosto. A lula que está um pouco fria, isso a faz borrachuda, mas é normal.
- Eu nunca comi lula que não esteja assim... – Rosalie comentou confusa.
- Oh, um dia eu faço. Precisa comer na hora que ficar pronta. Em grandes quantidades é bem complicado. – Bella deu os ombros. Ela ainda tinha o rosto queimando de vergonha.
O jantar foi muito tranquilo. Ninguém mais pediu a opinião de Bella e sua cor voltou ao normal, para minha infelicidade. Ela era linda rubra. Um rapaz do hospital se aproximou da mesa com convicção, indo diretamente ao lado dela, tocando seu ombro suavemente.
- Gostaria de dançar? – perguntou agradavelmente.
- Não. – Bella respondeu sem nem sequer olhá-lo.
- Tem certeza? – insistiu envergonhado.
- Absoluta.
- Está acompanhada?
- Sim. – sorriu virando-se levemente – Está vendo aquele homem ali? O de bigode? Então, ele é meu pai. E cá entre nós, das antigas. Se você dançar comigo, vai ter que me pedir em casamento e eu não quero casar com você.
O rapaz saiu sem graça e ela deu uma risadinha baixa. Eu percebi estar rindo também e ganhei um olhar bonito dela.
- É só falar de compromisso que correm. – sussurrou baixinho pra mim.
- Hum... Nem todos...
- Ah é? – rebateu divertida, arqueando a sobrancelha perfeita. – Nem todos? Bom saber.
- Dance comigo, Bella?
- Você vai ter que casar comigo. – piscou rindo.
- Pelo menos eu sei que não vou passar fome. –provoquei e ela segurou minha mão, aceitando dançar comigo.
Não olhei para trás para ver as expressões dos nossos amigos, só me concentrei no rebolar natural e hipnotizante dos seus quadris. Pousei minha mão na base das suas costas. Sua mão pequena parecia sumir entre a minha, mas eu realmente não me importei. Começou a tocar uma musica lenta, bem conhecida, acho que era Norah Jones, algo assim. Bella deu uma risadinha e deitou a cabeça no meu peito.
Nós dançamos em silencio e me permiti ficar inebriado com a presença dela. Em dado momento, sua mão esquerda apertou o terno do meu smoking e peguei o sinal de puxá-la para mais perto. Pequeno e lindo corpo moldado ao meu. Eu podia ser feliz assim.
- Espero que você seja feliz aqui, Bella.
Seus olhos encontraram os meus com um brilho indescritível.
- Eu também espero. Obrigada.
Eu gravei aquele sorriso. O sorriso que mesmo que nunca mais visse, iria iluminar minha vida para sempre.
Nota da Mari: Entãããããaaaao. Semana que vem tem mais xD Eu tenho uma proposta a vocês. Se tivermos 30 reviews nesse capítulo, eu posto um extra sobre o passado de Bella. Independente do outro capítulo, entendem? Vocês com toda certeza vão querer saber o que aconteceu e como temos 45 leitores em um só dia de publicação, acho que rola, não é? Façam-me feliz que eu volto mais rápido com novidades!
N/B: Esse Edward é todo um workaholic xD
Mas ai chegou a menina do sorriso rsrsrs alguém está caindo no amor, lalalala
É apenas o comecinho, tem muita coisa nessa fic para acontecer x)
bjs xx LeiliPattz
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