Cuore Di Bella

14 Capítulo 7


Eu nunca gostei tanto de silencio como naquele momento. Já tinha se passado duas semanas desde a festa de aniversário de Carlisle e a relação de Bella e Alice não tinha progredido em nada. Na verdade, a cara de desgosto da minha irmã quando cheguei à festa com Bella e Charlie foi o suficiente de vergonha na vida. Agora, eu estava tentando começar a fazer compras quando minha irmã chegou do nada e estava falando, falando e falando.

- Sabe o que é pior? Como você pode simplesmente confiar nela? A gente não sabe o que fez pra ter voltado assim. E você se entregando a ela. Edward, ela nem sequer trabalha! Tem dois meses que retornou ao país e está vivendo as custas do papai.

- Você também não trabalha Ali. Nunca trabalhou.

- É diferente. Eu sou casada e tenho dois filhos pequenos. – resmungou emburrada – Ela é uma patricinha. Nos seus dias de folga, você não vai ver a família. Enquanto você fica trabalhando, passa o dia inteiro na praia ou na piscina. Assim é mole.

- Alice, eu nunca ia para casa sempre e eu vejo vocês quase o tempo todo.

Minha paciência estava afundando. O pior de tudo era que Bella poderia chegar a qualquer momento, porque depois que ela saísse em um programa divertido com seu sobrinho, nós teríamos um tempo para nós dois.

- Ela quer o seu dinheiro. Só pode ser isso.

- Que ideia estúpida é essa? Ela tem tão boa vida como nós, Alice. Para.

- Eu sou sua irmã, Edward. Se ela está começando um relacionamento com você, o mínimo que podia fazer era ser agradável. Quando Natalie não gostou dela, eu deveria ter adivinhado.

- Agora chega Mary Alice Cullen Hale. Não confie seus julgamentos através de uma menina mimada de sete anos de idade e para de azucrinar meu juízo. Tudo isso porque você está curiosa e ferida. As pessoas não tem a obrigação de contar nada. Se ela não quer contar, chega, eu não quero saber desse assunto.

- Você nunca brigou comigo por causa de mulher nenhuma. – Alice chorou. E merda, lágrimas de verdade.

- Você nunca me encheu tanto por causa de uma mulher. Seu problema com Bella é seu. Eu não tenho problema nenhum com ela. Pelo contrário, cada dia que passa a gente se gosta mais. Eu não vou permitir isso acabar porque você quer. Entendeu?

- Como você pode dormir com uma mulher que te esconde o passado? Se ela for uma criminosa? Assassina? Usuária de drogas?

- Eu saberia Alice. E não importa. Hoje eu quero ficar com ela e assunto encerrado.

- Tudo bem. Não conte comigo quando tudo der errado.

Alice saiu do mercado por um lado e Bella virou a esquina do corredor por outro. Ela tinha a expressão triste e não precisava dizer que ela ouviu.

- Foi inevitável não ouvir. Acho que o mercado inteiro ouviu sua irmã. – murmurou meio envergonhada. – Desculpa estar causando tudo isso, Edward. Eu não quero que você brigue com ela por minha causa. Vou contar.

- Não vai não. Alice não é sua amiga e não merece saber nada. Você lembra o que você disse pra mim?

- Que eu estava bem agora? – perguntou retoricamente.

- Sim. E é exatamente isso que importa pra mim, ok?

- Tudo bem. – suspirou mordendo os lábios.

- Eu só fico pensando em quem te deu o direito de chegar aqui e não me dar um beijo?

Bella deu dois passos e eu a ergui do chão. Tinham sido seis horas desde o momento que ela me deixou esta manhã. Nunca era o suficiente. Aos poucos ela foi contando mais sobre si. Da paixão obvia a culinária, do primeiro apartamento que conseguiu em Florença, dos professores, o primeiro prato que deu certo, o prêmio em um concurso, dos amigos... De sua intensa amizade com Jane e de como ela a odiou no inicio e hoje era sua melhor amiga, mesmo que longe.

De como reencontrar Ângela foi um sopro de vida e esperança que tudo poderia ficar bem. Ela expressou muitas vezes que seu pai era um ótimo amigo e que se arrepende muito de não ter vindo para o casamento do seu irmão, Jacob. Muito menos para o nascimento de Seth. Ela gostava de dormir no lado direito da cama, sempre lençol no calor ou nada.

Aos poucos eu ia descobrindo mais sobre a mulher sexy e poderosa que me conquistou na primeira noite que nos encontramos. Não estava com pressa para descobrir e não ia pressioná-la a isso.

- Eu gosto dessa. – apontei para a caixa de cerveja Heineken quando ela pareceu em dúvida sobre qual pegar.

- Seria mais fácil você escrever detalhes na lista. Só estava escrito cerveja. – deu os ombros e eu ri roubando um beijo – Pra onde vamos?

- Acho que o caixa. Coloquei tudo que estava faltando em casa. – analisei a lista mais uma vez. – É isso. Vamos para casa e depois eu tenho um lugar pra te levar.

- Onde?

- Não vou contar até chegar lá.

- Como vou saber que roupa vestir? – argumentou e eu ri apertando seu nariz.

- Eu direi, bobinha.

- Desde quando você entende de moda feminina se tudo que você gosta é me ver pelada?

- É você tem um ponto, mas não vou te dizer.

Nós seguimos pra casa em um calor estranho. Nós guardamos as compras, tomamos um banho gelado juntos que durou horas e depois deitamos para assistir um filme qualquer. Ela dormiu na metade dele e eu estava quase fazendo isso quando o telefone da sala tocou. Minha mente ainda zunia com Alice e suas atitudes imaturas, mas não era o suficiente de me preocupar.

Em algum momento, ela ia cair em si.

- Alô?

- Oi querido, tudo bem?

- Oi mãe, está tudo bem sim... – respondi meio hesitante. Eu tinha tomado café com ela. Não podia ser saudades.

- Eu sei que nos vimos hoje de manhã, mas Alice acabou de sair daqui... – suspirou dramaticamente.

- Você também, dona Esme? — cortei

- Calma criança. Eu só quero saber se vocês estão bem. Alice está sendo irracional e com ciúmes. Qualquer mínimo motivo vai fazer escândalo. Eu conversei com ela e deixei claro meu descontentamento com esse comportamento e seu pai também. Não que tipo de relacionamento você e Bella estão construindo, mas o que importa, é que estão juntos e isso me basta.

- Mãe, eu não me importo com o que Alice acha. Eu sei, ela é minha irmã, mas sei o que quero fazer, entende?

- Claro que sim, querido. Você tem 30 anos, Edward. E não 15 e estou muito orgulhosa com sua firmeza. Deixe Bella saber que eu e seu pai estamos de acordo com o relacionamento e que minha casa está aberta a qualquer momento, ok?

- Isso é muito gentil, mãe. Com toda certeza falarei com ela.

- Agora, volte para sua garota. Eu te amo. Venham amanhã para passar o dia conosco na piscina.

- Eu também te amo, mãe. Obrigada. E nós iremos.

Esme sempre sabia como acalmar e tirar qualquer dúvida do seu coração. Minhas esperanças de Alice e Bella se deram bem estavam só aumentando. Isso me deu um renovo para o dia. Quando pensei em deitar, o telefone tocou novamente. Dessa vez era Emmett.

- Hey cacatua, vai fazer o que hoje à noite?

- Ir ao cinema com Bella, por quê?

- Rosalie e eu deixamos Natalie com minha sogra, também vamos ao cinema e tirar o fim da tarde pra nós dois, mas queríamos encontrar com vocês para jantar.

- Tudo bem por mim. Vou falar com ela, mas eu duvido que ela negaria.

- Certo. Rose se sente culpada pelas atitudes de Alice e quer que Bella saiba que ela não tem nada a ver com isso.

- Nossa isso é incrível. Obrigado.

- Você gosta dela, não é?

- Bastante.

- Então, não tem problema. – Emmett comemorou. Tudo era motivo de festa – Nos vemos mais tarde, ok? Qualquer coisa, me liga.

Eu fiquei mais feliz ainda com isso. No fim das contas, tudo acabaria bem. Se Rosalie, que era a mais difícil de todas nós tinha bons sentimentos em relação a Bella, não tinha motivos para se preocupar. Ela também tinha uma experiência ruim e sabia que certas coisas precisam de tempo para serem digeridas por nós mesmos, imagine contar a alguém.

- Edward? – Bella chamou do quarto e seus passos vieram lentos pelo corredor. – Volta pra cama. – pediu manhosa assim que chegou na sala. Eu tive que sorrir para suas pernas nuas, a calcinha meio grande e blusinha justa colada ao corpo e os cabelos jogados de lado com lindos cachos rebeles. – Eu não tive o suficiente de sono. Está tudo bem?

- Sim querida. Apenas minha mãe mandando um olá a você e Emmett nos convidando para jantar.

- Isso me lembra do quanto estou com fome. – sorriu ainda sonolenta.

- Dormir... Ou comer?

- Não sei. – suspirou fazendo um bico adorável. – Vamos dormir. Talvez eu não esteja coerente para decidir.

Eu ri do quão bonitinha ela ficava bem confusa. Realmente na duvida de comer ou dormir. Girei seus ombros em direção ao quarto e abracei levemente, fazendo com que caminhássemos juntos de volta para cama. Por mais uma hora ela dormiu e estava perto da nossa saída. Hoje eu ia fazer coisas bobas e românticas para compensar o estresse que vivemos com Alice furacão em cima de nós.

Eu queria mostrar a ela que estava tudo bem. E não só em palavras, como em gestos. E nesse um mês que temos vivido em torno um do outro, conseguimos fazer coisas bobas como tomar sorvete na praia ou dividir um brigadeiro de panela assistindo um filme qualquer. Tudo bem que essas noites resultavam em sexo no sofá depois de menos de 10 minutos de filme, mas, casais fazem isso.

- Querida... – sussurrei no seu ouvido – Amore mio.

- Hum... Me chama de novo assim. – pediu com um sorriso preguiçoso nos lábios.

- Amore mio... Está na hora de levantar.

- Que roupa devo usar?

- Aquele seu vestido azul bonito e sapatos baixos.

- Nos seus sonhos.

- Ok, o vestido azul bonito e aquelas armas deliciosas...

- Tudo bem. Sai de cima de mim que preciso me vestir. – sorriu me empurrando de leve. – Se continuarmos nessa cama, não quero mais sair porque estou querendo fazer outras coisas...

- Isso lá é estimulo de te deixar ir? – sussurrei beijando seu pescoço e puxando sua calcinha pra baixo.

Nós saímos de casa uma hora e quarenta minutos depois do que tinha previsto. Ela usava o vestido que pedi e os cabelos presos em um coque alto. Nossas mãos estavam entrelaçadas durante todo tempo e conversamos sobre tudo e ao mesmo tempo nada. Apenas estávamos ali. Juntos.

- Pipoca não mata fome, Bella.

- Eu sei, mas sente o cheiro! Ela deve estar quentinha e salgadinha. Isso me lembra de adolescência. – sorriu com os olhos brilhando. – Eu quero uma pipoca grande e duas Coca-Cola.

- E a fome?

- Depois nós vamos jantar com seu irmão, não vamos? – perguntou retoricamente e eu bufei assentindo. – Viu só. Eu penso em tudo.

O filme era de romance. Uma mulher aos 40 anos decide que estava na hora de ter filhos e seu melhor amigo era metódico e apaixonado por ela. Então, ele vira seu doador, algo assim e anos depois ela descobre. Sei que o filme não me prendeu atenção. Ficar sentado olhando os olhos de Bella se iluminar com cada cena e como seu sorriso se abria em pura adoração.

Mesmo o filme sendo possivelmente uma merda, ela estava curtindo. Então, eu estava bem.

- Posso confessar uma coisa? – sussurrou no meu ouvido. – A última vez que eu vim no cinema, eu tinha 18 anos. – sorriu genuinamente – Mudou muita coisa. A tela é maior. O som. As cadeiras. Me sinto uma caipira.

- Se eu soubesse disso, tinha providenciado um filme melhor.

- Não. Está perfeito. – se inclinou para me beijar e seus lábios estavam salgados – Obrigada.

Bella me agradecia por coisas pequenas. Como pegar água, abrir a porta do carro, puxar a cadeira, deixá-la entrar primeiro, dar um bombom, acordá-la aos beijos e agora, por ter a trazido no cinema. Esses “obrigados” eram sempre carregados por uma emoção forte.

Parte de mim se preocupava com isso. Ela podia ter sofrido algo tão sério ao ponto que qualquer mínima coisa é importante ou ela nunca recebeu esse tipo de tratamento de um homem que não era seu pai ou irmão.

De mãos dadas, seguimos em direção a porta do shopping onde íamos encontrar com Rosalie e Emmett e procurar algum restaurante descente.

- Gostei do filme. – abraçou minha cintura e beijou meu pomo de adão. – Na próxima vez, vamos vir na seção de musical de meia noite, quase não tem ninguém... – cantarolou – Só que dessa vez eu escolho a roupa, ok? Uma saia curta e sem calcinha. – sussurrou no meu ouvido.

Minha mente traidora já estava fantasiando tê-la sentada no meu colo enquanto eu a fodia sem ninguém ao redor realmente saber enquanto um musical chato passava na tela. Bella moendo e gemendo querendo por mais, só que tínhamos que manter um ritmo lento para ninguém perceber... Oh Deus, eu precisava muito trazê-la ao cinema novamente.

- Soa um excelente plano pra mim. – puxei seus lábios pra mim carinhosamente – Eu mal posso esperar para chegar em casa e foder você.

- Eu também.

- Você vai ficar comigo essa noite, não vai?

- Enquanto você me quiser, eu fico. – sorriu jogando os braços ao redor do meu pescoço para me beijar melhor.

- Olha vocês! – Emmett chegou abraçando nós dois ao mesmo tempo – Muito tempo esperando? Rosalie parou em uma loja e...

- E nada. – Rosalie chegou com algumas sacolas – Eu vi uns presentes para o bebê de Jéssica.

- Ah, cadê? Eu também comprei uns hoje cedo.

- Devíamos combinar um almoço amanhã com ela, o que acha?

- Perfeito. – Bella sorriu. Ela estava com um brilho diferente. Algo no seu olhar era muito mais leve e bonito. – Então, aonde vamos?

- Tenho um sentimento que à essa hora, os restaurantes do deck são a melhor a opção. – Emmett responde verificando seu relógio. – Vocês querem peixe?

- Parece ótimo pra mim. – Rosalie concordou e olhou para Bella, que assentiu animada.

- Então vamos. Eu preciso alimentar alguém. – comentei tirando o pacote de bala da mão dela. – Onde você consegue essas coisas?

- O quê? Estou com fome. Hoje eu só comi um iogurte e aquele saco de pipoca.

- Sério? Por que não falou isso antes?

Bella apenas deu os ombros indiferentes, fazendo cara de paisagem. Eu já sabia que seria como discutir com um poste, por isso não falei mais nada. Emmett riu quando um cara passou por Bella comendo-a com os olhos e ela nem viu de tão distraída que estava com Rosalie. Elas pareciam falar cada vez mais alto e rir de coisas que não compreendiam, mas eu estava bem que estivessem se divertindo.

O restaurante estava relativamente cheio, mas os conhecimentos de Emmett fez com que conseguíssemos uma boa mesa na varanda, de frente para o mar e com banda ao vivo. Fizemos o pedido e a conversa ficou balançando do leve ao divertido. Sem perguntas profundas ou situações constrangedoras.

- Vocês estarão amanhã na casa de Esme? – Rosalie perguntou bebericando seu vinho.

- Não sei... Estaremos? – Bella me perguntou confusa. – Charlie comentou comigo que iria passar o dia lá, mas...

- Se você quiser, estaremos querida. Mamãe nos convidou essa tarde.

- Então, sim.

- Natalie não para de falar que você fez hambúrguer com batatas para o almoço e cupcakes no lanche. Você deveria me ensinar.

- Claro. É super saudável e divertido deixa-los cozinhar. Talvez ela goste mais de mim agora.

- Ah, Natalie está com ciúmes. Ela nunca viu seu Tio Edward acompanhado. Logo ela se acostuma. – Rosalie pegou a mão de Bella tranquilizando-a.

- Espero que todos se acostumem. Eu não tenho pretensão de ir a lugar algum. – Bella sorriu e aquela frase encheu meu peito de alegria. Eu tive que puxá-la para um beijo.

- Bonitinhos. – Rosalie sussurrou para Emmett, mas isso fez Bella ruborizar.

Cedo demais, meu bipe tocou. Rapidamente tirei a chave do apartamento e dei a Bella. Eu tentei não ficar decepcionado. Era um médico e precisava responder todos os meus chamados, obviamente. Apesar disso não anular minha preocupação dela ficar sozinha.

- Fique com eles e depois vai para o apartamento, ok? Eu não devo demorar. – beijei seus lábios suavemente – Emmett, leve Bella, ok?

- Claro mano. Não se preocupe.

- Vai lá campeão. Nos vemos depois. – Bella sussurrou beijando-me novamente.

Pelo número da emergência, já sabia ser sobre Grant. Ele não estava progredindo ou sequer respondendo ao tratamento. Sua sobrevivência era apenas a base do remédio. Seu corpo não estava se adaptando ao novo coração. Demorei sete minutos para chegar ao hospital, ainda bem que eu não levava multa quando tinha emergências por ter o símbolo do hospital no carro.

- É Grant. – Bree gritou jogando minha roupa de cirurgia – Mark normalizou a pressão, mas precisamos operar. Músculo cardíaco entrando em parada a cada três minutos e meio.

Maldição. Isso não tinha volta.

- Medicação?

- Nenhuma intravenosa. Tem menos de duas desde sua ultima medicação normal. – respondeu-me ajudando a colocar a roupa.

Nós corremos até o centro cirúrgico, já ocupado com Mark e alguns enfermeiros. Fiz a limpeza com Bree e me preparei psicologicamente para salvar Grant e devolvê-lo para Nora e Ana. Aquelas duas mulheres ficariam sozinhas e eu não poderia falhar.

- Reanimação manual. Massagem cardíaca em 1, 2, 3... Cheque a pressão.

Eu estava literalmente com as duas mãos massageando o seu coração, internamente. Vamos lá, Grant. Vamos lá...

- Dr. Cullen...

- Mais uma vez.

- Doutor...

- Mais uma vez.

Nós fizemos o processo de reanimação por cinco vezes consecutivas, mas seu corpo já estava morto, mesmo com o coração, relativamente novo batendo.

- Hora da morte: Uma hora e trinta cinco minutos, doze segundos. – declarei sentindo minha voz falhar no fim.

Como eu ia dizer a Nora que Grant tinha partido? Eu sentia o mundo pesando nas minhas costas e uma vontade de chorar enorme. Eu realmente gostava dele. Não era um paciente qualquer. Eu tinha criado um vinculo... Mesmo sendo errado, tinha.

Mecanicamente, dei a noticia a sua mulher que reagiu melhor do que eu. Ela quase tentou me confortar, mas eu não podia permitir isso. Depois de assinar prontuários e encaminhar detalhes a certidão de óbito, assinei mais alguns documentos de praxe. Tomei banho ainda meio abalado e Bree estava me esperando na recepção.

- Edward...

- Estou bem, Bree. Você sabe como fico depois disso...

- Quer beber alguma coisa?

- Não. Bella deve estar em casa me esperando. Eu vou dormir, é melhor.

O sorriso que Bree abriu foi enorme. Eu fiquei parcialmente preocupado, achando que ela pudesse ficar chateada com minha leve rejeição para ficar em casa com Bella. Afinal de contas, Bree era minha amiga antes de Bella chegar na minha vida.

- Hum, mulherzinha esperando em casa, é? Fico me perguntando quando seremos devidamente apresentadas.

- Em breve. Eu prometo.

Todas as ruas estavam vazias, apesar de todas as boates que passei no caminho de casa estarem lotadas. Cheguei em casa, entrando em silencio, bebi um pouco de água para clarear a mente e uma tentativa inútil de tirar aquele peso do peito. Quatro horas da manhã e eu estava uma bagunça. Minha noite com Bella não tinha sido perfeitamente executada. Eu esperava que ela compreendesse... Minha vida era assim.

Fiquei admirado com ela dormindo, com cabelos espalhados pelo travesseiro, usando minha camisa e agarrada ao meu travesseiro. De fininho, tirei minhas roupas, puxei o travesseiro para deitar nos seus braços.

- Está tudo bem? – sussurrou meio sonolenta, jogando a perna na minha cintura, deitando a cabeça no meu peito, depositando um beijo leve.

- Agora está tudo ótimo.

Eu precisava encontrar essa mulher todos os dias na minha cama e seria um homem extremamente feliz.

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N/A: Meninas, o que está acontecendo? Quase não recebi reviews... E aos que estão chateados comigo por conta de suposições, espero que confiem em mim. Não faria nada que minha mente não pedisse. E EU não contei nada do que aconteceu a não ser para as betas, então, relaxem, que se elas me apoiaram porque é coisa boa.

Não é como se escrevesse SÓ PARA RECEBER REVIEWS, mas é através dela que eu sei sobre o que vocês estão pensando sobre a história e se o que estou escrevendo está entendível.

Podem sempre ir ao meu forms perguntar ao invés de escrever no twitter. Podem querer matar, porque o ultimo extra deixou todas de cabelos brancos, eu sei, mas a resposta está nele mesmo. Só prestar atenção.

30 reviews e eu volto antes de segunda-feira que vem.

Agora será assim, a cada 30, vocês ganham um capítulo novo. Convidem suas amigas para ler ;)

N/B: Essa Alice é um porre de chata, pelo amor de Deus. Tomara que engula cada palavra que disse sobre a Bella *hunf* Muito fofo ver a Esme e Carlisle apoiando o Edward s2 Rosalie e Emmett também!! Poxa fiquei mal no fim =( E essa última frase hein? Que cute cute!! Comentem!! Beijos xx LeiliPattz