Cuore Di Bella

7 Capítulo 3


Notas iniciais
LEIAM AS NOTAS!

- O que você gosta para o café? – perguntei a uma Bella sentada no balcão da minha cozinha com uma camiseta minha. Olhei para o relógio – Ou almoço?

- Almoço tardio. – deu os ombros – Você tem pão e batatas?

- Tenho, por quê? Você não vai cozinhar.

Bella riu, sacudindo as pernas para descer do balcão e tive um vislumbre do seu corpo nu por debaixo da camiseta. Ela veio sorrindo, envolvendo os braços na minha cintura e automaticamente meus lábios procuraram o seu.

- Eu tenho um sentimento de comer hambúrgueres, mas você não vai me fazer comer aquela carne de minhoca, vai?

- Não.

- Então deixa te mostrar o quão cozinhar pode ser legal. Mesmo que seja hambúrgueres.

- Tudo bem. – gemi contra sua língua lambendo meu queixo e seus lábios fazendo uma pequena sucção.

- Ótimo. – deu beijo estalado nos meus lábios – Posso? – apontou para geladeira.

- Toda sua.

Bella me deixou ajuda-la cortando as batatas em cubos e me fazendo usar pela primeira vez uma fritadeira, mas foi diferente. Ela ferveu todos os cubinhos no leite com sal e depois as deixou apenas poucos minutos no óleo quente, mas no fim das contas, elas estavam apenas secas, cozidas, com uma fina casca crocante ao redor. Deliciosas.

- Pare de roubar batatas, Edward. – Bella bateu com seu quadril no meu rindo.

Suas mãos estavam ocupadas com a massa de carne moída com temperos. Eu não consegui acompanhar, mas tinha hortelã pimenta, salsa, cebolinha, cominho, orégano e outras coisas misturas e depois, em rodelas grossas, estavam na chapa com uma mulher atenta vigiando meu corte no pão.

Eu posso ter roubado um ou dois beijos e ter prensado seu corpo contra o balcão, me fazendo jurar que iria tê-la contra ele em algum momento. Parei atrás do seu corpo, tirando o cabelo da sua nuca. Vejamos, ela estava com as mãos ocupadas. Eu não. Cheiro do meu sabonete líquido parecia concentrado ali e aproveitei para me deliciar com o fato.

- Cheiroso? – perguntou-me

- Você não tem ideia... – aspirei seu pescoço branco, pronto para deixar marcas.

- Eu estava perguntando da comida, mas tudo bem – seu corpo tremeu com uma risada e ela desligou o fogo, com as rodelas ainda na chapa. – Você que me ajudar a estabelecer pratos à mesa?

- Se eu quero te estabelecer na mesa?

- Os pratos agora. Depois, quem sabe? – piscou se afastando de mim.

O mais engraçado de tudo que a transa casual estava se transformando em um encontro confortável na minha casa. Digamos que eu não tinha problema nenhum em tê-la ali, cozinhando e vestido nada além que uma camiseta minha. Isso era uma visão dos infernos e homem nenhum reclamaria disto.

- Suco de laranja, coca-cola ou chá gelado? – perguntei com a porta da geladeira aberta.

- Coca-Cola. Qual a graça de comer besteiras controlando calorias? – rebateu rindo, colocando as mãos no quadril. Bonitinha.

- Verdade.

- Só correr na praia amanhã. Eu ainda não encontrei uma academia aqui. – deu os ombros.

- Corro na praia três vezes por semana. Nos intervalos dos meus plantões...

- Acho que posso apreciar sua companhia. – sorriu torto colocando uma batata pequena na boca. – Venha, vamos comer...

Meu telefone tocou no exato momento que sentei, puxando Bella para meu colo porque estava desenvolvendo um problema sério em manter minhas mãos longe dela, nós deixamos tocar, comendo nossas comidas e pelo amor de Deus, eu ia beijar o chão dessa mulher. Sem sombras de duvidas foi o melhor hambúrguer que já comi na vida.

Consistente, temperado, macio e quentinho.

- Gostou?

- Maravilhoso... – sussurrei beijando levemente seus lábios.

- Edward e Bella, Alice acabou de me contar que vocês estão juntos. Estamos na praia esperando por vocês.

A voz de Ângela soou autoritária no telefone e nós dois rimos, mas no meu caso, foi de desespero. A questão em si era que ontem tivemos uma boa noite, mas isso não nos fazia um casal. E eu definitivamente não queria assustá-la, apesar de não ser problema nenhum aparecer em público com essa mulher.

- Você não quer ir? – Bella perguntou baixinho – Nós podemos fingir que nada aconteceu. – piscou rindo.

- Hum, tem algum problema pra você?

- Na verdade, nós somos adultos, transamos ontem e eu não estou te pedindo em casamento.

- Na verdade, depois de comer esse delicioso hambúrguer, eu realmente preciso casar com você.

- Então, faremos um acordo. Eu caso com seu pênis e você com meus dotes culinários. – gargalhou bem alto.

- Discordo. Quero casar com teus peitos também... – sorri torto e ela mordeu minha bochecha quando belisquei um dos seus mamilos.

- Eu irei pra casa e encontro você lá.

- Fala sério, eu te levo... Você precisa de quantos minutos?

- Nada mais que colocar o biquíni. – deu os ombros e minha mente foi fantasiando vários tipos de biquínis que eu poderia arrancar do seu corpo – Eu tenho sentimento de usar um vermelho, com detalhes brancos. Ele é lacinho em ambas laterais.

Porra. Ela riu da minha expressão, imaginando a linha dos meus pensamentos.

- Então, pronta pra ir?

A única resposta que tive foi sua gargalhada alta quando pulou do meu colo. Enquanto ela se vestia, limpei a cozinha extremamente satisfeito com a excelente refeição que tive. Em ambos os sentidos. Bella deu instruções para chegar a sua casa, três ruas depois da casa dos meus pais, no mesmo condomínio. Era uma casa bonita, enorme, com um jardim extremamente bonito.

Bella pulou do carro rapidamente, falando com uma senhora no meio do caminho. Ela me deixou na sala com várias fotos dela espalhada pela sala, com algumas do seu irmão de criação Jacob e seu pai. Ouvi um pigarro atrás de mim e virei lentamente para encontrar o próprio Jacob com seu filho no colo.

- Edward... Como vai? – perguntou meio confuso – Você está no aguardo do meu pai ou algo assim?

- Hum, não. Estou esperando Bella. – respondi baixo, bastante sem graça.

- Bom, Bella não dormiu em casa. Ela disse que não sabia que horas iria voltar. – Jacob comentou confuso, colocando seu filho adormecido em uma cadeirinha – Ela marcou com você aqui hoje? E olhe, nem sequer sabiam que se conheciam, mas eu ligo pra ela.

- Não precisa ligar. Ela está lá em cima. – disse envergonhado.

- Você estava com a minha irmã? – sua voz saiu rápida e um pouco mais alta. Nós dois olhamos para o bebê. Embora, no segundo seguinte, seu olhar se transformou assassino. Vejamos, eu faria o mesmo pela minha irmã.

O que eu ia dizer? Olha, eu fodi sua irmã a noite inteira e agora vamos a praia. Desculpe se quebrei as regras morais da sua casa. Não que estava sendo irônico, mas agora, não poderia reclamar da excelente noite que tive.

- Jacob, pare com isso. – Bella desceu as escadas com um short jeans claro, camiseta de flanela branca que podia ver seus seios cobertos por cortininhas vermelhas. – Nos vemos mais tarde.

Sem dizer mais nada e muito menos olhar para seu irmão, que tinha uma expressão magoada com o tom de voz cortante. Se eu estivesse defendendo a honra da minha irmãzinha, sentiria o mesmo. Eu dei um olhar de desculpas enquanto era rebocado para o lado de fora por ela. A baixinha tinha força.

Nós não comentamos o episodio com Jacob e seguimos a pé mesmo em direção a praia. O sol estava no ponto alto, fazendo o cabelo de Bella ficar avermelhado. Ela tirou a camiseta, prendendo no short e eu tive que resistir ao impulso de tocar sua pele.

- Então... – limpei a garganta, atraindo sua atenção – Como você se sente estando de volta?

- Estúpida e ao mesmo tempo, feliz.

- E o que te fez voltar?

Bella ficou em silencio um bom tempo, mordendo os lábios, olhando pra frente. Seus cabelos voavam e batiam contra meu ombro como chicotes.

- Foi preciso. – limitou-se a dizer depois de um tempo.

Percebi que não arrancaria mais nenhuma informação sua e respeitei. Ela ia me dizer quando quisesse. Nós caímos em silencio novamente, mas não tinha problema nenhum dele. A praia estava se aproximando e tudo começou a ficar mais bonito.

- Eu senti falta desse cheiro. – suspirou – Cheiro de casa. – sussurrou

- Não estava nos seus planos voltar, não é?

- Não. – mordeu os lábios, me deixando nervoso por querer fazer o mesmo – Mesmo morando anos na Itália, lá nunca foi minha casa.

- E onde é sua casa? – perguntei meio zonzo com o tom enigmático que ela empregou a palavra casa.

- Aonde meu coração bater. Do meu modo. – sussurrou

- E ele bate do seu modo aqui? – perguntei virando-me de frente aos seus lindos olhos castanhos. Um mar particular de chocolate.

- Ainda não. – deu os ombros minimamente. – Mas eu nasci aqui. Tem Charlie, Jacob, Seth, Leah... E agora, meus amigos. – mordeu os lábios de novo e eu não resisti, puxando-a pra mim com um beijo lento. Seus lábios tinham um gosto incrível.

- Que sabor é esse? – sussurrei voltando a sugar seu lábio inferior.

- Gloss de cereja. Você gosta?

- Certifique de usá-lo, Bella. Isso faz seu gosto ainda melhor. – escovei meus lábios nos seus e meu celular vibrou no bolso. Era Alice. – Ca.ra.lho! Estou chegando, porra!

Bella gargalhou alto da minha irritação. Alice estava ganhando o prêmio de empata foda do ano. Encerrei a ligação sem ouvir o que minha irmã dizia, voltando a atacar os lábios da adorável mulher a minha frente.

- Estou seriamente arrependido de ter tirado você do meu apartamento. – sussurrei chupando o lóbulo da sua orelha e massageando sua nuca.

- Basta me convencer que eu volto lá. – piscou soltando uma risadinha e meu celular vibrou de novo – Agora vamos, campeão. Se fizerem alguma piadinha, não me culpe.

Dado mais dez minutos de caminhada, conversando um pouco sobre a praia e o que aprontamos nela quando mais jovens, encontramos minha família e nossos amigos no quiosque, mas na parte da areia. Os meninos jogavam vôlei e as mulheres permaneciam sentadas, esticadas ao sol, com Natalie brincando na areia com Jonathan e Caroline na sombra, no colo da mãe.

- Olá a todos. – Bella sorriu quando nos aproximamos.

- Olááááááá. – Ângela cantou dando um olhar sugestivo a nós dois.

- Ora, Bella está ficando na cor do biquíni. Deixem-na! – Jéssica interviu puxando Bella para seu lado.

- Tio Edward! – Natalie me agarrou com as mãos cheias de areia – Por que você demorou e chegou com a Senhorita Bella?

- Boa pergunta filha! – Rosalie gritou da sua cadeira.

- Eu acordei um pouco tarde e estava tendo um pequeno almoço. – respondi olhando bem nos seus olhos azuis e tentando ignorar as risadinhas estúpidas das meninas.

- Brinca comigo? – pediu rapidamente me puxando para a direção oposta, onde eles montavam um castelo de areia. – Tentei fazer com que papai brincasse comigo, mas ele não quis.

- Oi Tio Edward. – Jonathan acenou com as mãos sujas – Esse castelo era pra ter terminado, mas Natalie quer uma mansão da barbie. – revirou os olhos.

A famosa guerra de meninas e meninos.

Gargalhadas altas me tiraram atenção do castelo de areia, para ver Bella caída no chão, com o rosto vermelho de tanto rir, com Alice entre suas pernas e uma Caroline assustada.

- Sua estúpida. Sai de mim. – Bella empurrou Alice – Além do mais, eu disse que não ia dizer. Se quiser alguma informação, ameace seu irmão.

- Isso rimou. – Rosalie riu

- Poxa, você ao menos deveria me contar suas intenções com meu irmão.

- Ok – Bella suspirou massageando a têmpora – Eu estou terrivelmente apaixonada pelo P Ê N I S dele. Desculpa, mas preciso de tratamento.

Mais gargalhadas altas chamando atenção da praia inteira. Alice que estava tentando levantar das pernas de Bella, caiu novamente.

- Então, é tão grande e bom assim? – Jéssica alfinetou e o rosto de Bella ficou da cor do biquíni.

- Não estou falando sobre isso...

- Qual o problema? Compartilhe! – Alice espezinhou mais um pouquinho.

- Eu estou ouvindo, vocês sabem? – provoquei de longe.

- Tape os ouvidos. – Ângela riu – Nós queremos ouvir Bella.

- E vocês acham que eu vou falar alguma coisa? Essa informação é lacrada. Se vocês não viram até hoje, eu é que não vou contar.

- Exclusividade é o que há. – completei a resposta de Bella, dando um sorriso maroto as minhas amigas. – Sinto muito.

Depois de brincar horas com as crianças, Rosalie os chamou para comer alguma coisa e eles foram correndo me deixando sozinho pra trás. Limpei minhas mãos no chuveiro ali perto e puxei minha camisa que tinha tirado pelo calor. Bella estava sentada só de biquíni – como as outras meninas – em uma espreguiçadeira. A diferença que os rapazes estavam com suas mulheres.

Como não tinha outro lugar, Bella sentou na espreguiçadeira, dando espaço para que sentasse atrás dela e sem pensar duas vezes, tomei meu assento. Seu corpo pequeno e quente deitou novamente, dessa vez sobre o meu. Acabei, por impulso, dando um beijo nos seus cabelos e ela virou sorrindo. Nossos lábios se aproximaram automaticamente em beijo carinhoso. Deus, esse gloss, eu simplesmente sentia o desejo de nunca soltar seus lábios.

- Então Edward... Sabe que a vida fora do hospital existe? – Mike balançou as sobrancelhas pra mim e eu revirei os olhos.

- Na verdade, eu tenho algo a confessar. – Bella virou-se parcialmente pra mim – Seus amigos me pagaram para te seduzir e tirar do trabalho.

- Nesse caso... – sussurrei puxando seu rosto pra mim – Você fez um ótimo trabalho. – puxei seu rosto para mais um beijo e decidi que teria aquela mulher nos meus lençóis mais uma vez ou mudava de nome.

As conversam se tornaram bastante suaves, depois, beiraram a familiar. Bella e eu éramos os únicos a não acrescentarem nada. Eu estava confortável com ela nos meus braços. Mesmo quando ria de alguma coisa. Até mesmo quando Caroline veio para seu colo e ficou horas a fio brincando com seu cordão.

- Tio Edward? – Natalie me chamou. Ela tinha estado emburrada durante todo o dia. Ou parte dele. – Por que esta mulher está sentada no seu colo? – perguntou com desdém.

- Natalie, não fale assim. Peça desculpas. – respondi firme. Eu estava surpreso com o veneno de sua voz.

Eu estava completamente sem resposta.

- Natalie Hale! – Emmett chamou sua atenção – Não fale desse modo com seu Tio Edward novamente.

- Eu só quero saber quem é essa mulher no colo dele.

- Ela é Bella, você a conheceu na festa. – Rosalie interviu puxando sua filha pelos ombros – E não refira as pessoas assim novamente.

- Meu tio Edward não gosta de morenas. – Natalie disse antes de sair correndo. De algum modo, envolvi meus braços ao redor de Bella assim que Alice pegou Caroline. Eu acho que quis protege-la.

- Desculpe por isso. Natalie me surpreende todos os dias. – Rosalie pegou na mão livre de Bella.

- Está tudo bem. – Bella disse desencostando de mim levemente – Além do mais, ela está equivocada. Eu sei que Edward gosta de morenas – seu corpo tremeu com uma risada e a minha morreu no fundo da garganta lembrando como puxei seus cabelos essa noite.

Suas costas arqueando, brilhando com uma fina camada de suor, os lábios entreabertos, meus lençóis embolados abaixo de nós...

- Edward? – Rosalie chamou minha atenção – Perdido?

- Ah, o quê?

- Você quer ir conversar com Natalie? Talvez ela esteja com ciúmes. – sugeriu incerta.

- Não. Deixe Natalie por enquanto. Depois converso com ela.

De nenhuma maneira iria aturar piti de criança mimada com ciúmes. Natalie queria apenas atenção. E isso definitivamente não daria agora.

- Ei, vamos jogar mais uma partida antes de irmos? – Jasper jogou a bola de voltei para o alto e eu pulei do banco. Ben foi o único a continuar deitado na espreguiçadeira.

- Dê seu melhor, homem. Eu e Emmett contra você e Mike. – peguei a bola de Jasper, ficando de sunga como o resto dos rapazes.

- Edward, Edward... Prepare-se para perder na frente da sua garota. – Mike veio tirando a camiseta. – Você vai comer areia.

- Coitados. – Emmett bufou vindo para o centro. – Vamos lá mano. Vamos deixar esses maricas cabelos dourado de cara na areia.

Eu ri concordando e ouvi alguém gritar meu nome. Bella tinha uma placa de guardanapo “Vamos lá Campeão” pendurada no biquíni. Involuntariamente comecei a rir, agradecendo pelo incentivo. Tentei não olhá-la novamente naquela posição ou nós iríamos perder.

.~.

- Vencemos, babacas! – gritei para Mike e Jasper que estavam ofegantes – Quando eu digo que vocês precisam de exercícios físicos, não estou brincando.

- Ok. Eu sou um pai de família. Não tenho tempo pra isso. – Mike resmungou e Jasper riu concordando.

- Vocês me fazem um desocupado então. – Emmett fez uma careta pegando a bola longe.

Eu estava suado e pingando, mas Bella tinha os olhos fixos em mim. Pirralha provocadora. Ela sorriu piscando de volta quando foi pega me secando e observei minha sunga ficando ligeiramente duro com a posição que ela estava. Porra, eu era um pervertido, porque ela apenas estava deitada, recostada em seu assento, conversando com Jéssica e por vezes, tocando a barriga dela.

Girei meus calcanhares em direção à água. Um mergulho faria meu sangue voltar a circular e não se concentrar em um único lugar. Revigorado, encontrei o pessoal se arrumando para ir. Meu último dia de folga e eu queria fazer mais alguma coisa. Acho que tomei gosto por simplesmente aproveitar o tempo.

- Foi realmente bom estar de volta. – Ângela abraçou Bella sobre os ombros – De qualquer modo, o dia foi incrível e amanhã temos dia de meninas, correto?

- Correto. – Rosalie bateu em continência – Bella, você comentou que ainda está sem carro, você quer carona?

- Ah, seria ótimo. Espero você na hora do almoço?

- Perfeito.

- O que vocês estão combinando? – perguntei puxando minha bermuda e camiseta, lamentando miseravelmente por ela estar vestida.

- Nada que seja da sua conta. – Jéssica ralhou – Programação de meninas. Vocês trabalham e nós nos divertimos.

- As nossas custas. – Emmett falou sobre sua respiração. E como nós estávamos perto um dos outros, começamos a rir.

Nós andamos próximos, ao ponto do meu braço chocar com seu ombro algumas vezes. Ela tinha o cabelo enrolado no alto e a pele ligeiramente vermelha do dia inteiro no sol. Parei comprando duas casquinhas de sorvete e posso ter roubado alguns beijos gelados e empurrando-a contra o balcão de atendimento da sorveteria.

- Gostinho de morango na sua língua. E você tem cheiro de morangos. – chupei seu lábio inferior, ganhando um gemido de recompensa.

- Apesar de você ter gosto chocolate, você cheira a hortelã e mel. Será que existe esse sorvete?

- Não sei. – dei os ombros e ela me puxou para mais um beijo.

Voltei com Bella para sua casa pensando na melhor maneira em arrancar suas roupas novamente esta noite. Talvez a convidasse para jantar. Ela não cozinharia, teríamos tempo para conversar, um pouco de bebida e sexo louco no meu apartamento. Eu iria trabalhar estupidamente feliz.

- Então, você quer sair comigo hoje? – perguntei no meu melhor tom suave.

Bella parou de andar, me olhou profundamente com os dentes rasgando os lábios, pareceu ponderar por um momento e sorriu.

- Sim, espero você as 19h30.

- Obrigado. – sorri erguendo-a do chão para um beijo terno. – Te vejo mais tarde.

- Até mais.

Observei Bella caminhar meio hipnotizando com o rebolar dos seus quadris e tinha quase certeza de ter um sorriso estúpido pregado ao meu rosto. Olhei para o alto e encontrei Charlie Swan da varanda, me olhando feio. Eita merda.

Acenei em um cumprimento cordial e ele acenou de volta com um sorriso brincando nos lábios. Talvez ele não queira me matar. Talvez só arranque minha perna e me deixe sangrando até morrer. Talvez seja melhor ir embora.

Entrei no carro dando partida rápida até meu apartamento, que ficava algumas longas quadras de distancia, quase na outra extremidade da praia. Meu celular estava tocando e eu me perguntei se Alice ligava tanto para Jasper como fazia comigo.

- Diga-me pequena duende.

- Use camiseta preta. Ela disse que preto é uma das cores mais bonitas em um homem. Calça jeans também. Aquelas escuras puxadas pro azul?

- Ali, do que você está falando?

- VOCÊ NÃO A CONVIDOU PARA SAIR? QUE ESPECIE DE ASNO BURRO VOCÊ É?

- Calma! Eu convidei, mas só queria entender. Normalmente as pessoas falam Alô quando as ligações são atendidas.

- Fala sério. Como você não me conhecesse. – bufou – Jonathan, sem gritar, seu pai foi fazer Carol dormir. – falou mais baixo com meu sobrinho. Alice fazia tudo ao mesmo tempo e não parecia à mesma que tinha gritado comigo – E, depois você vai me contar?

- Obrigada pela dica, maninha, mas eu preciso começar a me arrumar.

- Sugiro que não a leve em um restaurante chique. Isso pode a fazer lembrar coisas que não estão do seu agrado. Muito menos comida italiana.

- Mexicana?

- Boa ideia. É diferente do ambiente que ela vivia.

- Ali, ela comentou algo sobre seu passado?

- Muito vagamente... Ela disse que é melhor viver aqui e que talvez, ela possa ser feliz novamente. Jéssica desviou o assunto. Ela fica muito desconfortável falando do passado dela.

- Tudo bem. Te amo.

- Eu também te amo. Divirtam-se e usem camisinha.

- Sim mamãe.

.~.

Eu perdi o fôlego assim que ela apareceu na porta. Um vestido curto, verde, com bolinhas pretas, sapatos altos pretos, cabelos presos com fios rebeldes, maquiagem escura e um rebolar sexy do inferno.

- Você está maravilhosa. – suspirei em reverencia e ela riu, chegando mais perto e corando.

- Obrigada. – sorriu timidamente.

- Pronta para ir?

- Vamos aonde?

- Você não saberá dessa informação até estar dentro deste veiculo e em movimento. – pisquei abrindo a porta, roubando um beijo leve dos seus lábios, com gosto de cereja. Ela tinha que passar o gloss. – Espero que goste de comida mexicana. – disse inseguro, travando as portas.

- Nossa! Sabe que a última vez que fui a um restaurante mexicano eu tinha 16 anos? – perguntou retoricamente e bastante animada – Vai ser ótimo.

- Então, você não sabe fazer pratos mexicanos?

- Espertinho. Eu disse que não ia a um restaurante e não que não sabia fazer. – respondeu bagunçando meu cabelo.

- O que você não sabe cozinhar?

- Boa pergunta. Não é por ser formada, mas sempre tive uma curiosidade grande em relação à culinária. Basta olhar a receita que simplesmente encaro fazer.

- Feijoada brasileira?

- Fiz no primeiro período da faculdade. Ficou bom, mas não gosto muito de feijões. Quer dizer, é um pouco pesado. E tem muito acompanhamento. Couve, laranja, linguiça, farofa e coisas que nunca vi na vida.

- Qual foi o prato mais difícil que você fez?

- Na primeira vez que fiz codorna. Ela não pode cozinhar muito senão fica seca e é horrível. Em compensação, achar o ponto certo que combine com o molho que está fazendo e servir antes de esfriar, tendo certeza que o cliente não vai reclamar. É muita pressão.

- Imagino. Fico preocupado seu meu macarrão fica bom. – sorri ganhando um tapa.

- Você o compra pronto no mercado. Não faz a massa. Não pode ser complicado. – resmungou formando um bico perfeito nos lábios. Roubei um beijo antes de deixar o manobrista abrir a porta do carro.

Dei um olhar feio ao manobrista mexicano que olhou para minha garota. Ela estava um verdadeiro pecado, mas muito bem acompanhada. Estabeleci minha mão na base das suas costas e a conduzi onde tínhamos reservas em uma sala especial. Cullen não dá ponto sem nó.

Eu não ia deixar suas belas pernas expostas a caras com mesas compartilhadas.

- Reserva?

- Edward Cullen. Sala vip.

- Certo, Sr. Cullen, por favor... – o rapaz moreno não olhou para Bella e eu gostei. Mais ainda com sua mão foi para o cós da minha calça. – Acompanhem-me

- Sala vip? – Bella arqueou a sobrancelha perfeita – Pensei que fossemos dividir nossa mesa com amigos mexicanos...

- Humpf – foi a única coisa que me limitei a responder.

A sala consistia em uma mesa de centro baixa e várias almofadas. Eu poderia me estabelecer do outro lado da mesa, mas eu era um pervertido que queria desesperadamente tocar as pernas de Bella, então sentei do seu lado, com seu vestido levemente levantado por sua posição.

- Vocês estarão bebendo?

- Eu não, sou o motorista da rodada.

- Querendo me embebedar, Cullen? – Bella sussurrou no meu ouvido, deixando o atendente sem graça. – Apenas uma pinã colada de abacaxi, bem fraca, por favor.

- O mesmo, sem álcool. – pedi rindo do desconcerto do rapaz quando Bella cruzou as pernas. – Obrigada.

- O rodízio de vocês será servido em breve. Não hesite em nos chamar se precisarem de algo. – sorriu cordialmente e uma música baixa começou a tocar na sala que estávamos.

Bella jogou os braços ao redor do meu pescoço e colou os lábios nos meus. Minhas mãos automaticamente voaram para suas pernas maravilhosas, puxando-a pra mim. Seus dedos faziam um carinho gostoso na minha nuca e eu quis deitar para que continuasse fazendo aquilo. Fiquei brincando de chupar seus lábios até sair todo gosto de cereja, depois me perguntei por que não parei.

Nossas bebidas chegaram com uma rodada de burritos com a carne picante. Eu fiquei provocando-a até seus lábios ficarem sujos, mas parei quando quase sujei seu vestido bonito.

- Eu não disse antes, mas você está um gato. – sussurrou no meu ouvido.

- Estou ou sou?

- Por favor, abaixe o ego.

- Eu disse você está linda, mas eu sinceramente prefiro você sem roupa.

- Sinto-me lisonjeada. – debochou

- Bom, estou gostando de estar aqui com você, se isso resultar você na minha cama depois, estou no lucro. – pisquei e ela riu, me dando um tapa no peito.

- Tudo bem, bom rapaz. – Bella sorriu, indo dizer algo terrivelmente malicioso pelo brilho do seu olhar, mas fomos interrompidos por uma rodada de carnitas. – Você, um cardiologista, comendo carne de porco. Estou chocada.

- Isso foi um soco na minha profissão. – resmunguei para seu prazer. – Ninguém deve comer em grandes quantidades... Uma vez ou outra não faz mal.

- Tudo bem, Dr. Cullen. – ronronou no meu ouvido subindo seu aperto na minha perna. A mulher não tinha pena de mim. – Você está liberado essa noite.

Eu bufei fazendo-a rir, engolindo de volta o gemido onde sua mão estava perigosamente instalada. Bella negou guacamole e eu comi, sujando seus lábios só porque não gostava. Nós definitivamente estávamos fazendo uma bagunça.

- Você se formou com honras no Drummond? Eu vi suas fotos. Você saiu no meu primeiro ano. – ela sorriu torto.

- Andou pesquisando sobre mim?

- Claro. – deu os ombros. – Se você não fez o mesmo, problema realmente não é meu.

- Muito engraçadinha.

- É um dom. – sorriu dando uma garfada na sua enchilhada – Hum, está delicioso. Prove só.

Nós nos alimentamos conversando sobre banalidades e algumas memórias do Drummond, mas nada em especial. Pelo menos não entramos em nenhum território intimo. Ela claramente não queria falar sobre seu tempo na Itália. Nossos tacos e quesadilhas acabaram rapidamente e eu estava contente com a refeição leve que tivemos.

- Isso foi perfeito. – Bella suspirou deitando a cabeça no meu ombro. – Oba, sopapillas. Você precisa provar isto. Era a sobremesa favorita da minha babá.

- E o que é?

- É como se fosse massa de pastel doce com canela e recheio de geleia de frutas. – cortou um pedaço e colocou na minha boca. Delicioso – Minha babá me ensinou a fazer. Eu gosto de chocolate, apesar de não ser comum.

- Você terá que fazer isso pra mim.

- Ah querido. Farei muitas coisas em você. – sussurrou lambendo parte da geléia em meus lábios.

- Imoral. – murmurei sobre a minha respiração. – Isso é bom também. – cortei um pedaço de chimichangas de banana a ela. Ela gemeu com aprovação. – Me pergunto como seria essa geléia na sua pele.

- Depois a imoral sou eu.

Nós saímos do restaurante, e ela ainda tinha um bico perfeito nos lábios porque eu paguei a conta. Suas pernas cruzadas no carro mostravam impaciência para o segundo lugar que iria levá-la. Depois de ameaçar cortar minhas bolas por ser extremamente cabeça dura.

Chegamos ao clube dez minutos depois e ela ainda estava emburrada. Depois eu é quem era o cabeça dura. Bom, depende da situação, mas não importa. Deus, eu realmente estava ficando imoral.

- Vamos lá, você está sendo uma gatinha manhosa. – puxei-a para meus braços.

- Me beija então. Me faça esquecer que estou chateada com você. – sussurrou me segurando pelo colarinho.

Provocadora do inferno.

Empurrei seu corpo contra o carro, erguendo-a do chão e ela automaticamente cruzou suas pernas na minha cintura. Dei graças por estarmos em um lado da rua escuro enquanto explorava sua boca. Um gemido escapou da sua garganta, fazendo nossas línguas enroscadas tremerem e outra parte especial. Deixei minha mão passear por dentro do seu vestido, acariciando as bochechas da sua bunda e congelei quando dei falta de algo que imaginei rasgar essa noite novamente.

Porra.

- Bella... Você esteve à noite inteira do meu lado sem calcinha?

- Uhuuuuuuum. – cantarolou dando pequenas mordidas no meu pescoço.

Coloquei-a de volta no chão e abri o carro. Ela ficou momentaneamente sem entender o que estava fazendo.

- Entra no carro. – ordenei – Acabou meu controle ou vou tomar você aqui e agora.

- Não seria má ideia, campeão. – sussurrou passando por mim e entrando no carro.

Pooooooooooooooorra!

N/A: *Bate os cílios* Oi meninass!! Respondendo algumas dúvidas: Essa fanfic não é passada em Forks, e sim em Los Angeles, cidade dos anjos, sol, praia e muito sexo (essa ultima parte foi por minha conta). Eu vi umas fotos de Kellan Lutzs correndo na praia e pensei? Por que não? As pessoas dessa cidade são naturalmente sexys. HAHAH

Os extras são exclusivos do passado de Bella. Eu já comecei a escrever o POV dela. Inicialmente ia fazer um suspense (rá), mas não achei necessário. Ela vai contar tudo a vocês, no modo dela. Como vocês perceberam, Bella é um doce (ér not).

Agora, quem me dá um Edward desse? *bate o pé*.

Deixem sua review. Ela é importante e você pode ganhar uma extra com o puro prazer de uma autora confundindo a vida de vocês. Mas é sério. Eu AMO as confabulações e eu quase mandei MP para algumas só no intuito de stalkear. Quem quiser fazer isso, pode me seguir no @marizoch e jogar um verde. Vai que colhe maduro?

Vivo jogando verdes por lá!

Beijoquinhas!

N/B: Primeiro, essa Natalie está tendo o típico ataque de ciúmes que algumas crianças tem com irmãos/tios e etc... mas é um saco. EDEUS DO CÉU ESSES DOIS SÃO UNS TARADOS! Como se eu não gostasse não é? HAHAHA A Mari ta judiando de todas nós com essa fic!! Ui.. ainda tem mais por ai. Beijos e até xx LeiliPattz