Cuore Di Bella

36 Capítulo 29


Gravidez era uma coisa gostosa. Pouco tempo depois da nossa lua de mel descobri que estava gravida de dez semanas. Muito além do que eu esperava. E pior que o que me fez perceber foi os enjoos chatos, os meus seios doloridos e meu mau humor impossível. Raramente me estressava com os atos teimosos de Thomas. Certa noite, íamos jantar na casa de Rosalie e Emmett. Edward estava de plantão, e o menino parecia ser uma pilha cheia correndo pela casa, me deixando maluca e irritada. Coloquei sua meia três vezes, e procurei seu sapato duas vezes. Até o momento de sair, cai em uma crise choro boba, fazendo meu filho chorar culpado e meu marido sair no meio do plantão para consolar ambos. Definitivamente algo estava errado.

Graças a Deus, isso parou no primeiro trimestre. Eu estava mais segura e Thomas estava mais calmo, porque o pai dele disse que tinha de cuidar de mim. Gordinho era obediente e estava animado com a possibilidade de ter uma irmãzinha. Descobrimos que era uma menina com muita alegria e eu quis sair comprando o shopping inteiro com roupinhas de bebê e decoração para o quarto que nem tinha pintado. Edward teve que me chantagear com pizza e refrigerante...

Nossa vida finalmente estava nos eixos... Mas tinha uma coisa que eu precisava resolver, mas estava protelando. Rosalie, Alice e eu estávamos abrindo um negócio. Um buffet com cardápios criados por mim, decoração por Alice e administrado por Rosalie. Nós três investimos pesado, mas meu pai e Carlisle eram nossos financiadores. Já tínhamos dez garçons, três ajudantes de cozinha e uma secretária, duas auxiliares de serviços gerais. Agora estávamos investindo em um salão para aluguel... Porque em dois meses fazendo um teste, fizemos três festas por final de semana.

O ritmo estava alto pra mim, mas era o começo e eu não queria deixar as meninas na mão. Mesmo que Edward reclamasse muito no meu ouvido... Nós chegamos a discutir muito feio, coisa que não fazíamos. Minha mente disse que ele me queria em casa pra sempre trabalhando, mas não era todo dia, era só no final de semana e tudo mais. Ou ate treinar alguém com todos os pratos... Mas na verdade, Edward estava preocupado com o peso, com o calor da cozinha, com meu cansaço, meu descanso e nossa filha. Alguns ajustes iam ser feitos, porque eu não podia culpá-lo por ser acostumado mal. A culpa era minha mesmo em tê-lo mimado ficando em casa todos os dias.

Não me oporia em ficar em casa, cuidar dela e das crianças, mas eu estava gostando muito de trabalhar com as meninas... Bem ou mal eu estava com saudades de ter o meu próprio negócio. E ia levar isso até quando desse. Só estava com quatro meses, ainda tinha tempo para trabalhar um pouquinho e ainda podia levar Thomas comigo.

- Amor! Cheguei! – Edward gritou do andar inferior

- Mamãe! – Thomas gritou logo em seguida. – Cadê você, mamãe?

- Seu quarto! – respondi deixando uma pilha de roupa dobrada recém passada na sua cama e fui para o corredor – Nossa! Você está lindo! – disse sorrindo para seus cabelos cortados – Como foi na rua com o papai?

- Legal! Nós cortamos os cabelos, fizemos a barba e tomamos sorvete. – respondeu me abraçando apertado.

- Você fez a barba? – perguntei segurando seu queixo para analise – Deixa procurar algum fio aqui. Será que esse barbeiro fez isso direito?

- Claro, oh.

- Você está lindo. Como sempre. – sorri esfregando meu nariz no seu. – Sua avó trouxe novos livros de colorir, estão na sua mesinha. – informei e ele saiu correndo todo desajeitado para o quarto, gritando algumas alegrias e entusiasmos.

- Oi bonitão. – sorri provocando Edward – Foi tudo bem?

- Aham. – respondeu tentando soar seco e despreocupado. Edward ainda tentava manter o beicinho pela nossa briga mais cedo – Tudo ótimo. Pode parando com esse sorriso.

- Que sorriso? – perguntei me fazendo de inocente enquanto avançava na sua direção, encurralando-o contra parede. – Vai ficar de beicinho comigo o dia inteiro?

- Não estou de beicinho. Ainda estou irritado com você e sua teimosia. – respondeu cruzando os braços e eu os descruzei rindo – Para de rir.

- Não consigo. Não quando você está parecendo o Gabe de beicinho. – retruquei abraçando-o – Você deveria confiar em mim. Eu estou treinando os meninos para não ter que fazer nada disso futuramente.

- Tudo bem. – grunhiu tentando não sorrir – Como você me tem enrolado no dedo mindinho, ein. – murmurou beijando meu pescoço – Não pense que não estarei de olho em você andando por aí o dia inteiro com essa barriga.

- Mãe? Vovó trouxe livro do transformers, posso assistir o desenho enquanto pinto? – Thomas apareceu com seu kit de colorir nas mãos e um sorriso encantador como do pai. Ele normalmente o usava para pedir coisas. Não sei como ele sabia que dando esse sorriso, qualquer pessoa daria qualquer coisa a ele sem realmente pensar.

Thomas era uma criança que ficava sentada por dois minutos e meio. Quando ele me pedia para assistir desenhos, eu sabia que o resultado seria metade da caixa de giz quebrados, livros sem estar pintados, almofadas espalhadas e grandes gritos de robôs enormes vindo sequestrá-lo ou um dos seus bonecos. Como Edward estava em casa, ficou de olho para não termos outra televisão rachada e sem conserto.

Enquanto preparava o jantar, ouvia um seriado baixo, mas o suficiente para quebrar o silêncio com chiado das panelas. Edward estava com uma semana de folga, então, hoje teríamos um jantar mais elaborado e caprichado do jeito que ele gostava.

“Eu sou sua melhor amiga” a mãe disse para sua filha adolescente “Sou jovem e bonita. Por que não posso ir ao baile com você?”

“Porque você é minha mãe.” Respondeu simplesmente, com o típico encolher de ombro adolescente.

“Mas porque sou sua mãe eu não sou sua melhor amiga?” Insistiu a mãe parecendo desesperada, parei de cortar os tomates para olhar para tevê. “Eu sei dançar como seus amigos e posso usar saias curtas”.

“Você poderia tapar as pernas e apenas ser minha mãe?” A adolescente pediu desesperada, saindo da cozinha deixando uma mãe bem magoada e assim, o comercial entrou.

Voltei aos meus afazeres pensando se eu seria uma mãe jovem, cheia de manias, querendo andar com garotinhos ou seria mais tradicional e distante. Será que eu seria a melhor amiga da minha filha? Eu ficaria com ciumes se escolhesse outra amiguinha tão igualmente imatura para esse posto?

Isso me fez desenterrar Jane do buraco fundo e dolorido do meu coração, exalando um sentimento deprimido de abandono. Nós nos unimos porque não tínhamos mãe. Foi mais fácil ficar presa uma a outra quando o amor materno claramente fazia falta. Jane me levou ao médico pela primeira vez e esteve lá quando sai do consultório reclamando que nunca mais faria sexo só para não fazer preventivo.

Ela também segurou meus cabelos na primeira ressaca e pulou na cama comigo quando beijei um garoto bonitinho da faculdade. Também foi a primeira a me empurrar para depilação em partes inimagináveis que doíam só de imaginar. Jane era minha melhor amiga, tão imatura que chegava ser mais madura que eu na minha inexperiência feminina. E hoje, eu estava grávida de uma menina, sem minha mãe e sem minha melhor amiga porque a vida deu um jeito de nos afastar.

Mesmo com todos os erros, eu não conseguia deixar de amá-la. Mesmo ela tendo desaparecido e praticamente me ferrado na justiça americana e italiana com a morte do meu ex-noivo, eu a amava. Primeiro que fui conivente com suas ações e depois fui eu quem pediu ajuda para me vingar. Jane e sua família não eram cem por cento culpados como eu não era totalmente uma vítima indefesa. Eu achei que a nossa amizade ia durar para sempre e ainda estava magoada com ela por ter aberto mão de tudo com muita facilidade. Duvidava que ela não soubesse da minha gravidez, saiu nos jornais porque Alice fez uma festa de apresentação ao buffet e eles foram rápido em relacionar Isabella Cullen com a Isabella Cullen do escândalo Volturi.

E até agora nem e-mail clandestino ou uma cartinha com nome errado. Eu estava vigiando meu spam e o lixo eletrônico e até mesmo o correio. Edward nem podia sonhar com isso ou ia ficar brigando comigo, mas eu precisava falar com Jane. Precisava finalizar isso. Encerrar esse capítulo de uma vez só... Mesmo que para sempre.

Inevitavelmente isso me fez chorar enquanto finalizada meu espaguete simples com temperos apimentados, tomate bem temperado com bastante sal e vinagre e salada verde. Tentei ficar calma antes que Edward aparecesse, mas a gravidez fazia tudo mais intenso. Assim que ele me viu, soube que algo estava errado.

- O que houve? – perguntou me abraçando – Chorando? Por quê?

- Foi a cebola. – respondi brincando, sabendo que ele não acreditaria nisso. Edward riu e me beijou, secando minhas lágrimas com os polegares – Estive pensando em Jane.

- Saudades?

- Também... Mas nós precisamos encerrar isso.

- Você quer vê-las? Nós podemos pegar um avião e ir a Itália agora.

- Eu duvido que Jane esteja na Itália, mas obrigada mesmo assim.

- Tudo por um sorriso seu.

- Tudo mesmo?

- Ugh, Bella! Não me faça arrepender de ter dito isso! – gemeu fechando os olhos e eu ri abraçando-o apertado – Diga-me, meu amor.

- Posso tentar me despedir dela? Do meu jeito?

- Do seu jeito?

- Você vai saber na hora certa. – murmurei beijando-o profundamente.

- Hum... Beijinhos! – Gabe gritou entrando na cozinha, empurrando nós dois – Beijinhos!

- Beijinhos. – Edward riu pegando-o no colo – Garoto, você está pesado.

- Seu pai está velho, Gordinho. – provoquei colocando os pratos na mesa – Todo mundo com fome? – disse e nossa garotinha chutou bem forte onde estava minha mão – Eu sei que você está, amorzinho. Mamãe vai comer tudo que você deseja.

- Mamãe comilona.

- Gordinho tá falante demais, criatura. – resmunguei fazendo cosquinha e ele, estabanado, quase derrubaram os pratos da mesa – Thomas Gabriel, devagar!

- Ops, desculpa mamãe! – disse sorrindo todo traquinas – Vamos comer?

- Apressado. Senta aqui. – Edward respondeu colocando-o na sua cadeirinha – Você vai comer tudo para ganhar um pote de sorvete com bala de gominhos.

- Edward!

- O quê?

- Deixa pra lá. – murmurei cansada, ele sempre fazia isso – Ele precisa comer sem chantagem.

- Querida, esse garoto come sem incentivo. – Edward disse com uma risada – Ele lembra tanto Emmett que é engraçado. Eu vou ver se minha mãe ainda tem vídeos nosso quando criança. Emmett sempre era o desesperado para comer.

- Ele ainda é desesperado.

- Tio Emm é legal. – Gabe disse com um sorriso. Ele amava muito o tio.

- Continue dizendo isso quando sua barriga pesar. – Edward provocou – Ou teremos um jogador de futebol nessa casa?

- Quero ser médico como o papai. Curar dodói, ó. – respondeu mostrando o dedo com um band-aid de bichinhos – Papai sarou.

- Seu pai cura tudo, amor. – concordei acariciando seu cabelo – Agora come pra ficar forte, tá? Sua irmã está implorando comigo.

Nós comemos sem silêncio. Thomas era uma criança contra o silêncio e se isso acontecesse, era porque algo estava terrivelmente errado ou alguma coisa iria surgir quebrada. Ele nos divertiu com suas histórias e viagens na maionese que compartilhava com os primos e amiguinhos da escola. Sua personalidade era bem doce e brincalhona.

A hora de dormir era um dos meus momentos mais favoritos do dia. Quando mais novinho, era uma bolinha branca teimosa que não queria dormir, que lutava contra meu colo e as canções de ninar. Gordinho era mais independente. Ele tinha muito de Edward. Era o banho, uma história e ele mesmo se cobria. Às vezes eu sentia falta dele depender do meu chamego para dormir... Eu acho que era uma mãe tão boba. Devia ficar feliz com meu garotinho sendo tão inteligente. Tão bonitinho.

Thomas e Edward ficaram conversando baixinho na cama enquanto eu arrumava minha cama no quarto. Pouco tempo depois meu bonito marido entrou no quarto, se jogando na cama de qualquer jeito e ainda me puxou junto.

- Seu bobo, cuidado. – disse batendo no seu ombro, mas montei no seu colo – Você conseguiu manter em segredo nossa viagem?

- O quê? Você age como se eu fosse uma garotinha fofoqueira perto do nosso filho, Bella! – retrucou emburrado, sem parar de acariciar minha barriga.

- Edward, sem drama! Você contou que iriamos fazer um bebê na nossa lua de mel, dirá sobre nossa viagem a Disney.

- Já parou de me provocar? Eu sou péssimo com segredos. Não sei como não contei a ninguém quando estava grávida do Gordinho. – respondeu parecendo derrotado – Quando vou me dar conta, falei já.

- Eu não me arrependo em não compartilhar as primeiras semanas do Gordinho, só acho que a gente não estaria junto se tivéssemos contado a todo mundo.

- Não? – perguntou assustado — Eu estaria com você, me querendo ou não. – completou firme me olhando feio – Você não queria ficar comigo? – fez beicinho e eu ri, beijando-o.

- Deixa de ser bobão, Edward. Eu estava grávida, de um cara que mal conhecia. Mesmo você sendo fofo, gostoso, carinhoso, companheiro...

- Eu te amo, Bella. Nada seria diferente. Você é a minha vida, mãe dos meus filhos. Como não poderia te amar?

- Você é perfeito. Como eu não poderia te amar? Você me devolveu a vida!

- Agora, antes que você tire minha roupa e me ataque, vamos conversar sobre Jane. – disse cortando meu barato de abrir os botões da sua blusa.

- Você quer me ouvir mesmo? De verdade?

- Eu tenho que fazer o papel de melhor amigo. Vem aqui. – sussurrou me abraçando quando meus olhos começaram a lacrimejar e eu caí em um choro dolorido de saudades – Calma amor vai ficar tudo bem. Eu estou aqui.

.~.

Querida Jane,

O dia que conheci foi muito especial. Senti o que era odiar instantemente uma pessoa e depois amá-la mais que minha própria vida. Não sabia exatamente o que me aguardava da Itália, mesmo batendo o pé em morar sozinha, estava assustada e com muito de tudo que poderia acontecer. Um país estranho, com pessoas estranhas e eu, a estrangeira. Meu sonho de aprender sobre o melhor da culinária que me deu forças de atravessar o oceano. E então, você chegou, como um furacão. Eu já disse que odiei você no dia que te conheci?

Tão tagarela, tão feliz, tão mimada, tão chata! Você nem sequer sabia o que estava fazendo no curso e queria ser logo a minha colega de mesa. Quando me confessou que não sabia sobre cozinhar, eu quis cortar sua língua fora. Só que esse seu mesmo jeito que tanto me irritou de primeira, me fez te amar tanto que mal cabe dentro de mim.

Até ser mãe, não reconheci que fiz de você a minha figura materna. Não contando que você fosse responsável por mim, e sim para me ensinar coisas sobre a vida de uma mulher que eu não tinha idéia. Nós nos envolvemos de uma forma extremamente intensa para quem nunca se viu antes na vida; Você foi minha tábua de salvação em muitos momentos, mas erramos feio em colocar nossa amizade e o poder que supostamente tínhamos acima da lei. Acima do bem e o mal.

Para sempre irei agradecer e talvez não me arrepender sobre tudo o que aconteceu entre James e eu ou eu e você. Todas essas aconteceram para que pudesse voltar para casa e encontrar meu verdadeiro sentido de vida ao lado do homem que eu amo, sendo mãe e esposa. Sendo tudo que Renée não foi para mim.

Infelizmente, a vida nos trouxe a caminhos diferentes. Hoje, não faço ideia onde você possa estar e o que está fazendo. Nossas vidas possuem ritmos diferentes, mas um amor que nunca irá acabar. Sempre serei sua amiga. Sempre me lembrarei de você com gosto e saudade enquanto crio meus filhos. Estou no quarto mês, esperando uma menina. Hoje percebo que meu sonho nunca foi ser cozinheira, meu sonho era ter minha família. Edward, Gordinho e nossa Claire. Ele não me deixou colocar Renesmee e acabamos decidindo por um nome comum mesmo. Ainda tenho esperanças de mudar a mente dele. Vai que consigo?

Não sei exatamente porquê estou escrevendo essa carta, talvez queira me despedir dessa agonia de não tê-la constantemente no meu dia a dia e provar pra mim mesma que de alguma forma, poderemos ser as mesmas meninas, que curtiram muito a juventude juntas e que hoje, trilham caminhos diferentes do destino.

Sempre amarei você, menina Jane. Minha melhor amiga e irmã querida.

Com amor,

Isabella Marie Swan Cullen.

.~.

- Tudo pronto? – Edward perguntou e fechei a carta, envelopando para deixar com Jacob. Ele daria um jeito de fazer chegar a ela – Emmett chegou, malas no carro e uma criança excitada gritando porque vai a Disney.

- Meu pai já chegou?

- Já sim, já dei as chaves e as instruções do alarme. Para de se preocupar, levante essa bunda bonita ou iremos perder o avião.

- Você sabe, o avião é muito grande pra gente perder. – disse com uma risadinha e Edward parou meio passo para me olhar.

- Seu humor grávido não é engraçado.

- Eu sou tudo o que quiser na gravidez, se eu disse que você tem que me achar engraçada, você vai achar.

- Uhn, querida. Não necessariamente, ainda tenho opinião própria. – disse sorrindo e eu me irritei – Tudo bem, você diz eu obedeço. Temos mais quantos meses disso?

- Cinco e ela estará aqui. – sorri beijando-o.

- Mal posso esperar.

- Eu vou encarar isso como ansiedade para segurar sua filha nos braços porque as oscilações de humor da gravidez do Gordinho não passaram até hoje.

- Tá bom, Bella. Vamos logo antes que a gente realmente perca do avião de vista! – grunhiu ficando irritado e eu ri, pegando na sua mão.

Dar as mãos a Edward sempre era um motivo simbólico. Nós estávamos de mãos dadas para o futuro, construindo nossa vida juntos, criando nossos filhos, nos amando e escrevendo uma história de sucesso. Com muitos altos e baixos, medos, aflições, brigas, porém, sem nunca faltar amor. Todos os dias eu sabia o quanto Renée tinha me perdido como filha, ela sentiu isso, não havia mais o que remoer. Certas coisas, a gente precisa deixar para trás, seguir em frente, sem ter medo de errar, de ralar o joelho ou vergonha de levantar depois de uma queda. Às vezes, aquela pessoa que te estende a mão pode ser a mais bonita do mundo, pode se tornar o pai dos seus filhos, seu marido e o amor da sua vida.

Um ditado pode dizer exatamente o que estava vivendo no momento Nella vita — chi risica non — non rosica. Não há segredos no coração que façam do homem uma ilha. John Donne estava errado sobre isso. O homem não pode viver sozinho. Edward era a prova real de que eu não conseguiria nada com minha necessidade de independência e meu jeito errado de tentar resolver as coisas, por isso que ele me completava. Minha razão, minha sensibilidade, meu amor.

- Mamãe, eu sou um príncipe? – Gabe perguntou quebrando meus devaneios no avião.

- Claro filho.

- Papai então é um rei?

- Isso mesmo.

- E a mamãe, filho. A mamãe é a minha rainha.

Para sempre sua.

.~.

Querida Isabella,

Eu odeio sua capacidade de me fazer chorar e sua facilidade com as palavras quando eu sou um monstro com isso.

Quando sol nasce, eu penso em você e quando ele se põe também, mas é durante as noites com meu marido percebo que você é aquela parte grudenta que nunca sairá de mim. Nós curtimos muito, não mudaria nada.

Desde os meus doze anos de idade eu soube do meu destino. Minha vida é essa, estou fadada a isso para sempre. Foi o casamento dos meus pais que decidiu o meu futuro. Quando te conheci, o seu jeito sério sem futuro que me prendeu. Você era livre para escolher quem queria. Até se encontrar errou, eu errei em te ajudar a errar, erramos juntas e aprendemos.

Tenho muito orgulho de quem você é hoje.

Mãe e amiga dedicada. Meu solzinho da manhã, sinto muito sua falta. Seja feliz, faça Edward e as crianças felizes, mime essa garotinha e conte a ela que “Era uma vez, eu me mudei para Itália e conheci a pessoa mais especial da minha vida”. Diga a Edward não ficar com ciumes.

Eu amo você, Bella.

Sempre.

Nunca se esqueça do nosso lema: Nella vita — chi risica non — non rosica.

Com amor,

Jane.

(Não vou colocar meu nome todo, por favor, você sabe qual é).

.~.

Quando Renesmee nasceu, vermelha, bochechuda, chorona e toda melada percebi que não importava nada no mundo. Eu ia ser mãe, melhor amiga e única na vida dessa menina como Renée era na minha. De certa forma, mesmo passando pouquíssimo tempo ao seu lado, percebi que nenhuma outra mulher poderia substituir o laço materno. Nada do mundo poderia negar que essa garotinha de cabelos ruivos e olhos castanhos como os meus era minha. Meu amor por ela e por Gordinho era tão grande que não cabia no meu peito.

O Cuore di Bella tinha três donos. E nenhum segredo.

Esse era só o começo da minha história.

- Ela é linda. – Edward sussurrou – Só vai namorar aos 30 anos.

- Pensei que fosse a única ciumenta da relação.

- Você continuará em primeiro lugar.

- Eu amo você, Edward. Nada disso seria possível sem você.

- Isso é só o começo, espere só até ela completar dois anos se não engravido você novamente. – respondeu sorrindo todo deslumbrante e eu não neguei. Ele ia conseguir isso de alguma forma.

Corrigindo, só o começo da nossa história.

Fim.

Eu sei, todas matam a mari por meses de demora, aconselho a relerem a fanfic pra não se sentirem perdidas, amo vocês, não me xinguem.

N/B: Ai meu Deus acabou!! Nem acredito! Parece que foi um dia desses que a Mari me mandou o primeiro capítulo *snif* Tenho um carinho por essa fic e vou sentir falta dela. Principalmente do Gordinho! Obrigada Mari por compartilhar mais uma fic linda! Love u xx LeiliPattz

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.