Cuore Di Bella
34 Capítulo 27
Algum tempo depois...
O tempo passa tão rápido. E muitas coisas podem acontecer... Algumas de formas densas, outras deliciosas... A maior parte começa sorrateiramente, silenciosa e no seu fim, explode. Outras são um estouro do inicio ao fim e outras não fazem diferença. Como mãe, o tempo passa de forma diferente. Minha vida estava a inteira disposição de Thomas e seu bonito desenvolvimento.
Todos os dias uma palavra nova. Um gesto novo. Um novo reflexo. Um dente crescendo. Uma birra. Um novo desejo. Uma nova descoberta. Seu filho aprende a fazer pirraça, tem novos desejos, tem novas manias, horários, sorrisos, olhares e parece cada vez mais com o pai. Pelo menos esse era meu Thomas. Uma pequena versão mais teimosa e mais pimenta do meu marido.
Meu pequeno gordinho já tinha três anos já estava na pré-escola. Era um pequeno espevitado, cheio de energia e sorrisos. Aprendia muito e conquistava todos. E nesses dois anos que se passaram rápido, muita coisa aconteceu.
A primeira delas foi Bree e Mark casando. Foi emocionante e eu chorei a maior parte do casamento feito uma boba. Logo depois tivemos o nascimento um pouco cedo da nossa pequena Maddy. A filha de Alice e Jasper era energética e apressada como a mãe. Apenas Caroline puxou a calmaria do pai, porque Jonathan e Maddy eram impossíveis de domar.
Meu nome já não era mais relacionado aos Volturi e tinha cerca de dois anos que eu não tinha noticias de Jane. Talvez ela estivesse respeitando minha nova vida, mas isso não me deixava menos magoada com sua atitude na época. Ela sabia que ia acontecer, deixou acontecer e mal me avisou. Embora, eu sentisse muita saudade dela.
Meu pai estava morando junto com a mãe de Leah. Isso era meio estranho, mas eles estavam felizes. Leah demorou um pouco para aceitar. Eu só queria meu velho pai com uma companhia ao lado. Sue era legal. Nós estávamos a caminho de um dia sermos amigas.
Rosalie e Emmett tinham um novo bebê. Era Maria, uma linda mexicana de oito meses de idade que foi abandonada ao nascer. Natalie estava exultante e apaixonada pela irmãzinha. Até eu me derretia pela garotinha de olhos negros como carvão e ao mesmo tempo tão doces. Esme e Carlisle felizes com a prole aumentando a cada ano. Uma delícia.
E tinha Edward e eu que estávamos finalmente de casamento marcado. Seria uma simples reunião com os amigos mais íntimos, no quintal da nossa casa, com Thomas carregando as alianças. Apenas para saciar meu desejo de vestir branco e de Edward esfregar na cara da sociedade que estava casando.
Sorri diante o espelho. Eu nunca tinha me sentindo tão feliz na minha vida. Meu sorriso era forte e brilhante. Puxei minha bolsa e alisei minha blusa, me preparando para buscar meu gordinho na escola.
– Oi Sra. Cullen! – Sra. Karen gritou acenando. Ela era minha vizinha mais agradável.
Acenei de volta e entrei no carro. O caminho foi preenchido com musica suave e tranquila do Jack Johnson. Edward andou usando meu carro quando novamente, trocou seu volvo. Isso foi uma época no qual nós brigamos pela mudança de posição do banco, do espelho e da trilha sonora. Ele ainda teve a audácia de reclamar que tinha farelos de biscoito no banco de trás e eu carregava muita tralha. Primeiro que eu sempre tinha um bebê no banco de trás que pra ficar quieto, muitas das vezes, era se distraindo com um cocoto. Agora ele já falava biscoito, passando pelo bicoto primeiro, mas era muito bonitinho. E segundo, sou mãe. Mãe nunca sai de casa despreparada. Depois de muito discutir, ele disse que ia me dar um trailer quando tivéssemos mais filhos. Posso com isso?
Cheguei na escola de Thomas e sorri para a gritaria no jardim de brinquedos. Eu achava injusto deixá-los ali no fim da aula. Meu filho nunca queria ir embora. Era uma guerra que precisava de um pouco de chantagem e paciência. A Tia Claire estava na porta e acenou pra mim.
– Mamãe, temos um bilhetinho hoje. Está tudo bem. – sorriu docemente
– O que houve?
– Thomas bateu no coleguinha por conta de um biscoito. Eu já conversei com ele, pediu desculpas e eles estão brincando novamente. – disse suavemente e eu tentei sufocar o riso. Isso era coisa de Emmett ensinando besteira ao meu filho.
– Sinto muito. Vou conversar com ele. – disse tentando soar séria, mas eu só lembrava os golpes mortais que Emmett ensinava. Emmett ia pagar caro com essa. – Thomas?
O gordinho só acenou. Eu sabia que ele ia fazer isso. A cabeleira ruiva estava bagunçada e suada.
– Filho, vem cá. Vamos nos atrasar para ver o papai. – gritei e seus olhos brilharam.
Bingo!
– A gente vai ver o papai! – gritou vindo correndo e me abraçando pelas pernas. Ele era pesado e quase cambaleei.
– Calma, cowboy. Nós precisamos entrar no carro primeiro. — disse rindo, tentando pentear os cabelos suados da testa — Você está azedo, Gabe.
– Eu sei. Vamos mamãe, vamos! — gritou puxando sua mochila azul de Carros.
– E o beijo da mamãe, gordinho? — perguntei fingindo estar magoada. Eu sabia que Thomas estava com saudades do pai. Desde ontem que não o via. Thomas sorriu traquinamente enquanto me agachei para receber seu beijo. E foi um bem estalado e bem babado. Fiz cosquinhas na sua barriguinha e ele gritou rindo. — Vamos lá. Vamos sequestrar o papai para um lanche bem legal.
– Eba! Batatas! — saiu correndo a frente e ele ficou animado, quase me impedindo de colocar o cinto da cadeirinha direito. No caminho ele balbuciou sobre a música de um desenho animado que coloquei para assistir ou a boquinha nervosa iria querer comer alguma coisa.
Thomas já reconhecia o hospital de longe. Seu sorriso cresceu e ele começou a sacodir o corpo bem animado. Estacionei entre gritos e exclamações de ver o papai. A recepcionista sorriu, mas quando ia abrir a boca, meu filho reconheceu alguém.
– Vovô! – gritou e saiu correndo em direção a Carlisle.
– Meu super homem! – Carlisle gritou pegando-o no colo – Como foi a escola?
– Legal! Viemos sequestrar o papai. – disse animado e eu ri, caminhando até Carlisle.
– Então, vovô te leva a ele. – disse sorrindo e beijou meu rosto – Olá querida. Como vai? Você melhorou?
Eu tinha andado com alguma indisposição estomacal, mas tinha passado. Carlisle e Edward ficaram observando se era algo mais, como não deu em nada, deixamos de lado.
– Muito bem. Saudades absurdas do meu marido, sabe? – provoquei e ele riu, fazendo-se de inocente.
Carlisle entrou conosco no elevador e disse que Edward estava no quarto andar. A curta viagem foi preenchida com Thomas arrulhando seu dia na escola para o avô. Assim que chegamos, Carlisle continuou no elevador e peguei a mão do meu filho extremamente excitado. Viramos o corredor e eu vi meu marido sorrir para alguma lambisgoia sem amor a vida dando um soquinho no seu ombro. Flerte? Sério?
Thomas saiu correndo, se enfiou no meio e gritou pelo pai. Edward sorriu ao vê-lo, pegando no colo e enchendo o rosto de beijo. A vadia tocou no cabelo do meu filho. TOCOU no meu filho. Minha visão começou a ficar meio nublada de ciúme. Eu vi quando Edward perguntou por mim e comecei a me aproximar lentamente. A piranha ruiva olhou-me de cima abaixo e sorriu. Eu, obviamente, não devolvi.
– Oi amor. – Edward sorriu me puxando para um abraço.
– Oi. Tudo bem? – perguntei secamente. Ele soube que algo estava muito errado.
– Papai, viemos sequestrar você! – Thomas disse animado – Vamos lanchar.
– Isso se você não estiver muito ocupado. – emendei tentando soar legal, mas ele estava entendendo o recado.
– Claro, vou tirar o jaleco. – Edward respondeu me fitando intensamente. Ele espremeu o olhar e devolvi na mesma intensidade – Essa é Drª Lisa. Minha residente. – apresentou – Drª, como sabe, minha esposa Isabella.
– Prazer. Ele fala muito de vocês.
De quem mais falaria, sua bruxa? De você?
– Imagino que sim. – repliquei sorrindo aguado – Vamos?
Thomas foi com Edward guardar o jaleco e buscar alguns pertences pessoais, enquanto eu ignorei a presença da mulher ao meu lado. Ela deve ter ficado sem graça e saiu de perto. Edward voltou com nosso filho sorrindo e com um pirulito na boca. Ele sabia como mimar uma criança com porcaria. Saímos do hospital com Gabe monopolizando a conversa, quase segurando o rosto do pai para ter a atenção que precisava.
Ah, como eu estava puta. Soco no ombro? Sorrisinho? Era essa merda que ele ensinava a ela? Que caralho, todas as residentes dele tinham essa intimidade?
Sentamos em uma lanchonete que Thomas amava as batatas fritas em forma de Smile. Escolhi um sanduíche de peito de peru e Edward de queijo com ervas finas. Três sucos de laranja. Me mantive em total silêncio, acenando, murmurando e concordando.
– Você vai me dizer o que está acontecendo com você? – Edward disse atraindo minha atenção. Olhei bem para seu rosto bonito. Ele ainda pergunta?
– Nada.
Ele bufou e largou o sanduíche. Eu tinha perdido a fome a séculos. Gabe brincou um pouco com o pai e anunciei que era hora de ir. Caminhamos de volta para o carro e coloquei meu filho um pouco triste por se despedir do pai na cadeirinha.
– Chega em casa que horas? – perguntei sem olhá-lo, fechando a porta.
– Umas dez horas da noite. – respondeu irritado e fiz menção de dar a volta no carro, mas ele me segurou – Baby, eu duvido que você veio aqui só para me ignorar.
Cego! Idiota!
– Realmente não vim, mas fazer o quê? – rebati puta da vida abrindo a porta do carro.
– Que inferno aconteceu?
– Pergunta pra sua residente. – murmurei ligando o carro e travando as portas.
Cheguei em casa mais calma, mas ainda muito chateada. Ciúme era algo além de mim. Eu virava um monstro verde, cego, surdo e nunca mudo.
A minha vizinha pediu para olhar seu filho enquanto ia ao mercado, ela estava sem ajudante e sem emprego no momento. Seu filho tinha quatro anos e era um amorzinho... Deixei-o e Gabe brincando no quintal, na direção da janela da cozinha. Coloquei fantasia do batman e super-homem e eles se divertiram em um mundo imaginário. Os dois comeram tão bem o bolo de carne, sem deixar pra trás um grão de milho que dei um pedaço de torta de morango para cada um. O doce deu novas energias e eles brincaram até a hora que a mãe do pequeno Natanael chegou. Nina gostava que eles brincassem juntos, sendo ambos mais novos da rua. Os maiores gostavam de brincadeiras brutas e isso me deixava nervosa.
O banho quente foi o suficiente para gordinho começar a coçar os olhos e querer colo. Brincamos muito de espuma e com todos os bichinhos na banheira. Lavei seu cabelo coçando o couro cabeludo e isso o fez rir. Como o pai, ele adorava isso. Pijama azul, cabelos penteados, um pouco de desenho animado no colo, Thomas foi entregando os pontos e pediu para ouvir sua historinha.
– Mamãe, eu amo você. — Gabe disse baixinho e eu ofeguei surpresa. Tinha sido a primeira vez que ele dizia por conta própria. Automaticamente fiquei emocionada, com lágrimas bobas escorrendo pela face. — Tia Claire disse que quem mora no nosso coração, a gente ama. Eu amo você e o papai. Tia Alice, Tio Jazz, Tio Emm, Tia Rose, Vovô Lisle, Vovó Me, Nat, Carol, Nathan...
Thomas passou quase 15 minutos dizendo todas as pessoas que amavam, mas eu fiquei toda boba que ele me repetiu na lista umas sete vezes.
– E o papai também. Acho que só. — suspirou e eu ri. A escola inteira e vizinhança tinha entrado na fila, mas tudo bem. Meu gordinho tinha uma capacidade enorme de amar e eu amava isso.
– O que tem o papai? — Edward perguntou assustando nós dois — Cheguei a tempo do beijo de boa noite.
– Ele estava dizendo quem ele ama. — comentei sorrindo
– E você fez a mamãe chorar com isso, campeão? — Edward provocou e eu bufei. Não estava para brincadeira com ele. — Eu também te amo. — sussurrou beijando-o e ele se aconchegou melhor para dormir. Cobri meu filho, liguei o monitor do bebê e subi a proteção da cama.
– Vou colocar a mesa, já volto. — disse e ele deve ter ido tomar banho porque não desceu atrás de mim. Pouco tempo depois que esquentei o bolo de carne, ele apareceu só de cueca. Maldito inferno.
Nós comemos inicialmente em silêncio. Depois ele resolveu contar sobre seu dia, plantão e sobre a obra nos consultórios. Estava louca para perguntar se a amiguinha ajudava nisso também ou ele se virava sozinho. E qual era a piada engraçada que ele riu e ela deu um soquinho de flerte do caralho no ombro dele. Edward respirou fundo algumas vezes, ficando irritado com o tratamento seco da minha parte, mas isso não chegava aos pés da minha irritação. Eu ficava em casa o dia inteiro, minha função era casa, comida, Thomas e ser sua mulher. E então, tem outra mulher bonita que entende muito bem a profissão que ele exerce, não está cansada de noite ou de mal humor.
– Vou tomar banho. — anunciei e ele concordou, começando a limpar a mesa.
Eu estava com ciumes. Eu odiei aquela mulher. Olhei-me no espelho e ri do quão idiota estava sendo. Era só perguntar que diabos aquela mulher estava fazendo, dizer que não gostei. Mas então lembrei que ela trabalhava com ele, se viam todos os dias e seria o mesmo que dizer para um viciado não beber na minha frente. Ele poderia beber nas minhas costas. Quando dei por mim, estava chorando.
– Amor, o que aconteceu? — Edward perguntou suavemente.
– Eu estou morrendo de ciumes daquela vadia ruiva do seu trabalho. Eu odiei vê-la todos sorrisos e dando soquinho de flerte pra você. — murmurei fungando — E você aceitando. Poxa, Edward!
– Baby, a gente estava conversando, sobre nada demais e eu juro que nem lembro o que era. Ela é nova, é minha funcionária, eu nunca sequer olhei ou falei com ela com segundas intenções. — disse me abraçando e eu chorei mais ainda. — Ela é simpática.
– Eu não achei. É forçada e está dando em cima de você. — bufei irritada e ele não me deixou sair dos seus braços. — Preciso tomar banho. Simpática, simpática meu ovo. — murmurei irritada e ele riu.
Tomei banho tentando acalmar meus nervos e ouvi a tevê ligada. Edward não ia trabalhar amanhã e isso significava que ia praticamente hibernar e atrapalhar o curso do dia. Gabe perdia todos os horários com o pai em casa. Coloquei uma camisola fina e dispensei o uso de calcinha para torturar o bendito que dormia ao meu lado. Edward ia pagar caro com a maldita simpatia dessas residentes. Ele assobiou quando me viu e foi impossível segurar o riso. Nossa vida sexual estava com um ritmo anterior. Era o gordinho dormir que papai e mamãe se divertiam, ou ele se distrair, ou passar algum dia fora com os avós...
Eu me sentia sexy e segura novamente... Exceto no ciúme irracional. Era irritante até pra mim mesma sentir tanto ciúme de alguém que eu sabia que era fiel e me amava. Também para aturar minhas crises só amando... E muito. Eu era uma chata. Embolei-me nas cobertas e verifiquei o monitor do bebê. Gordinho dormia a noite toda, as vezes, era impossível tirá-lo da cama sem penar.
– Que filme é esse?
– Batman.
– De novo, Edward?
– É o novo. — murmurou encolhendo os ombros e revirei os olhos. — Você vai dormir mesmo.
– Mesmo assim, eu poderia escolher também, não acha? Você e Gabe monopolizam todas as televisões da casa.
– Então, o que você quer ver? — perguntou impaciente
– Não fica impaciente comigo não porque você está errado.
– Eu estou errado por que? — replicou colérico.
– Fica dando confiança pra residente qualquer, tá. Eu vi. — respondi fazendo bico. Edward bufou, largou o controle e de repente, rolou pra cima de mim, atacando meus lábios com um beijo ardente.
– Eu te amo, sua chata. Você é muito implicante, por Deus. Eu juro que nunca nem sequer reparei naquela mulher. — murmurou rindo me enchendo de beijos — Você fica linda cheia de raiva. Tão gostosa...
– Idiota. — murmurei abraçando seu corpo com minhas pernas — Você é meu, baby. Ainda dá tempo de fugir do altar, mas não mais do papel. Quem mandou inverter as coisas?
– Não me arrependo de nada. — sorriu brincando com a pontinha do nariz na minha bochecha e impulsionou meu corpo, nos girando na cama e fiquei por cima. – Você acha que eu não vi você sem calcinha, baby?
Tirei minha camisola e ele sorriu mais ainda, provocando meus mamilos com os polegares. Mamãe ia brincar de montar no papai.
– Hum... Rebola pra mim, baby. – Edward pediu descendo as mãos pelo meu corpo até meu bumbum – Tão linda. Quero tanto você.
Levantei parcialmente para sumir com sua cueca e comecei a provoca-lo com pequenas fricções. Raspei minhas unhas pelo seu peitoral e Edward gemeu fechando os olhos. Eu sabia o quanto ele amava isso... Seu sorriso se tornou sexy, o safado me lançou um olhar cheio de desejo, beliscando meu seio.
– Não pode tocar. – sussurrei soltando sua mão do meu corpo e guiei seu pau para minha entrada, sentando bem devagar. Nós dois gememos com a deliciosa sensação. – Eu amo sentir você, campeão.
– Eu sempre vou amar foder você, minha vida. – Edward rosnou segurando minha bunda com mais força, me obrigando aumentar o ritmo do rebolado. Ele sentou, conseguindo ir mais fundo, abraçando meu corpo. Eu estava muito perto, tão perto que tive que morder seu ombro para extravasar um pouco daquela deliciosa sensação de atingir um orgasmo.
Edward distribuiu beijos doces e suaves pela extensão do meu ombro, sorrindo levemente e então, ele olhou nos meus olhos. Arranhei sua nuca levemente e sorri esfregando meu nariz no seu. Edward ainda estava dentro de mim e por isso deu um sorriso tão sexy que eu tremi.
– Hum... É tão bom ficar assim com você. – disse dando mordidinhas no meu ombro e ouvimos um grito infantil agoniado e um choro vindo do monitor do bebê. Eu saltei para longe.
– Mamãe! – Thomas chorou – Papai? Tô com medo!
Joguei uma camisa dele pela cabeça e estava fora do quarto antes de tomar uma segunda respiração. Abri a porta devagar para não assustá-lo e ele estava sentado, encolhido no canto com seu leãozinho de estimação. Ele parecia choroso e terrivelmente sonolento.
– O que foi, meu amor? – sussurrei puxando-o pra mim. Ele fungou um pouco, enterrando o rosto no meu peito. Alisei seus cabelos indisciplinados, sacodindo seu corpo levemente. – Mamãe está aqui.
– O que houve? – Edward sussurrou beijando-o, estando ajoelhado perto da cama.
– O bicho. O bicho ia me pegar. – murmurou sonolento
– O bicho não vai te pegar, papai vai te proteger. – Edward disse baixo e ele assentiu, fechando os olhos e bocejando. Gordinho dormiu pouco tempo depois. Rezei para seus sonhos e que ele descansasse bem.
Assim que fechamos a porta, Edward me pegou no colo de surpresa.
– Ainda não terminei com você. – sussurrou e eu ri, concordando.
.~.
No inicio da manhã, Edward trouxe Thomas para cama quando ele chorou. Os dois adormeceram logo depois de conversarem um pouco. Levantei cerca de uma hora depois, ainda trajando a camiseta do meu marido e fui preparar o café da manhã reforçado para meus meninos. Eu sorri sozinha misturando as frutas de uma pequena salada lembrando o quanto Edward gostava de me ver com suas camisetas e gordinho acordava com fome pela manhã.
Montei a mesa e ouvi os dois falando na sala. Gabe gargalhou com alguma coisa que o pai falou e então, a risada do bob esponja soou alto. A próxima coisa que senti foi meu marido me abraçando por trás, enfiando a mão por debaixo da camiseta verificando se estava com calcinha. Eu ri do seu bufar e ganhei um beijinho no ombro. Edward me virou e me colocou sentada no balcão, se encaixando entre minhas pernas e invadindo minha boca com sua língua desesperada por atenção.
– Mamãe? – Thomas chamou-me suavemente, afastei-me de Edward e sorri – Papai está fazendo carinho em você de novo?
Edward gargalhou alto e assentiu. Thomas já tinha nos visto trocar beijos – normais e saudáveis – e ele perguntou. Nós explicamos que era uma forma de carinho. A partir de então, ele passou a distribuir beijos por quem visse. Sendo assim, ele veio correndo e pediu colo. Ganhei vários beijos babadinhos e finalmente fomos tomar café.
– Não quero comer. – Gabe disse empurrando seu prato com frutas – Quero biscoito.
– Você comerá biscoito depois que comer suas frutas. – Edward disse olhando-o seriamente. Gordinho tinha a mania de escolher comida. – Será isso ou vou preparar um mingau reforçado.
– Isso é ruim. – disse começando a fazer birra.
– Isso é comida. Isso chama-se salada de frutas e você não vai comer biscoito Thomas Gabriel. – Edward colocou o prato novamente a sua frente – Mais tarde você não vai comer salada. Agora é a hora de comer.
– E os cookies?
– Depois.
Thomas ensaiou um choro que foi veemente ignorado e então, começou a comer sua salada. Edward e eu tomamos café com vontade de rir, logo depois ele pediu pão e comeu meio biscoito com copo de leite. Enquanto limpava a cozinha, ele ficou ao redor das minhas pernas falando sobre o pula-pula. Como era sábado, deixei que Edward se divertisse com o filho.
Eu vi pela janela da cozinha os dois correrem no quintal. Em algum momento, gordinho estava só de cueca, parecendo molhado e muito alegre. Seus gritos e gargalhadas podiam ser ouvidos de longe. Também observei meu lindo marido parecendo molhado e divertido, rolando na grama e fazendo barulhos engraçados com a boca.
Edward não se deu o trabalho de vestir uma sunga. Ele simplesmente entrou de cueca na piscina. Eu tive que ir tirar foto dos meus dois peixinhos nadando de cueca. Fiz cosquinhas no meu pequeno. Gordinho tinha aquelas pernas gostosas e o bumbum bom para encher de mordida. E eu amava seu pé. Ambos se enrolaram em uma toalha e tiraram suas cuecas molhadas e jogaram em mim... E eu suspirei vendo os dois caminharem de mãos dados com a toalha na cintura e a mesma covinha no bumbum.
Passei na lavanderia e ri do tempo que eu nem sequer sabia como se ligava uma máquina ou limpava uma casa. Apesar de ter duas ajudantes que vinham em dias esporádicos para a faxina pesada, todo o resto ficava por minha conta. Nunca me imaginei sendo a dona de casa, mesmo que isso fosse por pouco tempo. Nós, as mães da família, estávamos perto de abrir nosso próprio negócio. Esme, Alice, Rosalie e eu teríamos um buffet, com decoração e um salão para alugar.
Encontrei meus meninos no meu quarto deitados, assistindo desenho. Edward me chamou para juntar a eles, mas tinha que guardar umas roupas antes de poder fazer nada. Thomas desceu da cama e veio atrás de mim, puxando minha blusa, falando que queria comer pipoca ao assistir desenho. Eu ri da sua ansiosidade.
– Você não vai comer pipoca antes do almoço. De tarde mamãe faz, ok? – disse mexendo na minha bolsa e ele saiu correndo sem me responder – Amor, você sabe que horas os montadores vão chegar amanhã?
– Sete horas. Emmett disse que vem ajudar também. – respondeu do quarto. A nossa cerimonia de casamento aconteceria amanhã a tarde, aqui no quintal de casa mesmo. Olhei para meu vestido embalado no canto e sorri.
– Mamãe, vem pra cá!
Meu sorriso abriu mais ainda. Precisava fazer o almoço, mas fiquei deitada com meus amores.
.~.
Tudo começou muito cedo. Emmett chegou com os montadores e o decorador chegou uma hora depois. Esme sequestrou meu filho e meu marido enquanto Alice e Rosalie cuidavam da noiva. Leah ficou encarregada de tirar fotos de todo o dia. Nós queríamos algo intimo mesmo, tanto que nem contratamos garçons. A mesa ficaria livre aos convidados. Tanto que estava a espera de cinquenta pessoas.
Com as meninas, foi risada até não poder mais. Mesmo me sentindo um pouco enjoada pelo nervosismo. Eu soube quando Edward chegou porque uma criança suada invadiu o quarto dizendo que tinha ido brincar com papai e os priminhos na praia. Esme pegou meu filho de volta e foi arrumá-lo, ao mesmo tempo em que as meninas saíram para se arrumar Edward entrar.
– Então, dá tempo de uma rapidinha antes? – Edward provocou olhando de forma faminta para minha lingerie azul.
– Não, sai fora seu tarado. – brinquei correndo para o closet – Vai tomar banho, seu fedido.
Fiquei pronta primeiro que Edward. Ele estava lutando com a gravata no momento que coloquei meu vestido. Meu vestido era creme, de cetim com renda, simples até os pés. Meus cabelos estavam meio presos com grossos cachos caindo sobre meus ombros e costas. Eu ri do olhar orgulhoso que Edward me lançou.
– Perfeita.
– Obrigada.
– Pronta para casar comigo, querida?
– Sempre.
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N/A: Hum... tempo passou, gordinho ficando cada vez mais gotosinho! Ê fofura! Agora, Bella e Edward vão fazer uma cerimônia... Cheirinho de fim, né?
N/B: Eu morri muito com essa Bella possuída pelo ciúme, a mulher fica louca lol E essa criança linda que da vontade de morder? Gente eu quero roubar ele pra mim :3 E finalmente chegou o casamento deles, porque eles merecem esse momento não é? Fofo e romantico, com a família e amigos, apenas reafirmando o amor deles ♥ Beijos, não esqueçam de comentar xx LeiliPattz
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