Cuore Di Bella

22 Capítulo 15


- Se você continuar me agarrando, não vou fazer sexo com você. – alertei rindo, empurrando-o de perto de mim. Quando tinha oportunidade suas mãos e lábios encontravam minha pele com facilidade.

- Você prometeu sexo na piscina. – resmungou feito criança sem doce.

- Eu disse que nós iriamos fazer sexo na piscina e não que tinha prometido. Além do mais, agora quero nadar como um peixinho.

Fiquei mergulhando e fugindo dos seus braços que insistiam em me prender. Era obvio que estava louca para tirar a calcinha, mas era bem mais divertido quando ele se encontrava em um estado de excitação tão forte que o deixava irritado. Ele também não seria delicado. Essa era melhor parte.

- Você me perguntou se eu queria te comer. Então, eu preciso fazer isso agora. Vem aqui, Isabella. – rosnou tentando me encurralar, mas pulei pra longe dele e soltei a cordinha da parte superior do meu biquíni. Ele gemeu.

- Hum, bem melhor assim, não acha? – provoquei segurando meus seios. – Eles estão maiores, isso não é legal? – apertei os dois levemente e o riso que antes estava preso, saiu naturalmente quando vi Edward descartar sua sunga.

Oh, sim. Vamos brincar papai!

- Estamos animados? – pisquei chegando pra trás, mas a borda da piscina me impediu de fugir e ele prendeu os braços meu redor. – Hum...

- Chega! Quietinha aqui. Você está atentando meu juízo desde que saímos de casa. – resmungou descendo a mão pelo meu corpo, submergindo na piscina e puxando o laço do meu biquíni. – Vou explodir, minha linda.

- Então vem, meu amor. – sorri beijando seu pomo de adão. – Eu sou sua.

- Você um dia vai me matar sussurrando essas coisas... – sorriu beijando o cantinho dos meus lábios. Sua ereção batendo na minha barriga estava me torturando. E como se tivesse ouvido meus pensamentos, ele segurou meu quadril com força e me ergueu e logo nós dois gememos com aquela gostosa sensação dele me invadir. Mas ele estava carinhoso.

- Está tudo bem? – sussurrei preocupada, mas minha voz falhou miseravelmente com os movimentos lentos dele. Saiu como um gemido.

- Melhor, não sei se pode ficar... – sorriu me apertando em seus braços e continuando a estocar devagar. Isso era tão bom, mas...

- Edward, isso está me matando... – resmunguei enlaçando meus braços no seu pescoço e ombro. – Eu quero mais forte.

- Eu sei... – chupou meu ombro e apertou levemente meus seios. – Mas eu não quero...

- Edward, por favor... – impulsionei meu quadril pra frente, querendo um novo ângulo enquanto subia meu corpo. – Mais forte, amor... Por favor.

- Só.Porque.É.a.Terceira.Vez.Que.Me.Chama.De.Amor. – respirou no meu ouvido entre as fortes estocadas e eu não me preocupei em poupar os gritos. – Fodidamente amo ouvir você me chamando de amor. Faz de novo... Me chama assim de novo...

- Amor... – gemi meio perdida. Até que ele bateu no lugar perfeito. – AMOR.

- Querida, temos vizinhos.

- Foda-se. Que eles fiquem com inveja de mim... – sorri raspando minhas unhas no seu coro cabeludo. – Por Deus...

Edward me empurrou um pouco contra a parede de azulejo da piscina, segurando forte na minha bunda e eu fiquei com medo de nós dois escorregamos. Seria uma coisa extremamente engraçada. E tenho certeza absoluta que ele morreria de vergonha. Mas esse breve pensamento morreu em algum cantinho da minha mente ficando nebulosa pelo orgasmo que se estava construindo em meu ventre. Santa porra!

Por que sexo na gravidez era tão mais gostoso? Ou será que sexo com Edward era bom? Porque eu poderia passar a minha vida fazendo sexo com esse homem. Eu digo e repito. Ele nunca vai dormir no sofá. Só se for comigo junto.

- Em que lugar sua mente se encontra? – perguntou baixinho ainda mantendo nossos corpos colados.

- No desejo de fazer sexo com você por toda minha vida. – sorri abraçando-o apertado. Meus seios ficaram doloridos. E um cansaço foi me domando. – Acho que aquele outro lado da gravidez de sentir dor nas costas, querer fazer xixi e dormir está chamando...

- Vamos entrar, minha linda. – beijou a pontinha do meu nariz. – Te adoro, meu amor.

Edward puxou a sunga e saiu rápido da piscina pegando uma toalha grossa para me enrolar e pegou outra pra si. Eu estava embrulhada feito um pacote e ri do cuidado que ele tinha comigo. Embora meu pensamento naquele momento era um banho, me embolar nos lençóis e enroscar as pernas com as deles.

Enquanto organizava as coisas no closet previamente, ele desceu e fechou as janelas e portas do andar inferior. O condomínio tinha seguranças, mas acho que nós dois crescemos assistindo CSI MIAMI. Comecei o banho sozinha, mas sabia que ia termina-lo acompanhada. Não seria novidade porque eu podia contar nos dedos quantos banhos tomei sozinha nos últimos meses. Não que tivesse reclamando. Essa viagem seria pra gente se conhecer.

Eu amava quando ele lavava meu corpo. Sempre tinha uma diversão.

Deitamos na cama e deixamos à janela aberta, observando o pôr-do-sol.

- Melhor viagem? – perguntei de repente e ele me olhou confuso.

- Meus 16 anos. Alice e eu ganhamos uma viagem para Las Vegas. Foi definitivamente épico. Nós curtimos e experimentamos bebidas alcoólicas. Chegamos de madrugada. Foi muito maneiro. Alice deu o primeiro beijo em Jasper... E você?

- Alice ainda vai dar uma super festa na casa dos seus pais por conta do aniversário de vocês?

- Sim, vai. Responde espertinha.

- Tive muitas memoráveis, então vou escolher duas. Meus 16 anos com Charlie e Jake em Londres. E minha primeira ida a Milão com Jane. Foram duas viagens que me deixaram feliz e eternamente na memória.

- Primeiro beijo?

- Jason Masen...

- Jason Masen? Aquele nerd do Drummond?

- Cale-se. Jake o achava nerd demais e não ia espantá-lo. Foi nojento. E o seu?

- Tina Faye. Era da mesma sala que eu. Foi estranho. Depois melhorou. – deu os ombros rindo. – Hoje ela está gorda e com quatro filhos. É casada com Tyler, também estudou conosco.

- Será que eu vou engordar muito? – perguntei pensativa – Preciso seguir a dieta, porque do jeito estou comendo...

- Acho que não. Alice quase não engordou nas duas vezes e ela me assustava com a quantidade de comida. Rosalie também não. Tina já era gordinha na escola.

- Ah sim...

- E tem exercícios... Hidroginástica, caminhada... Podemos procurar alguém.

- E você vai acompanhar as aulas de pré-natal comigo? Eu pensei em fazer naquela que seu hospital oferece. Fica mais fácil.

- Claro que sim. – sorriu beijando minha testa, e eu bocejei. – Durma agora minha linda. Vamos acordar e preparar um jantar.

.~.

Nossos dias em Miami foram ótimos. Passeamos de lancha, bancamos os turistas, comemos coisas exóticas, eu enjoei, quis fazer xixi em horas inapropriadas e fiquei sentindo dores nos seios e nas costas, mas isso foi de menos. Conheci um Edward apaixonado, carinhoso, divertido e metódico. Porra de homem chato com horário. Eu não podia demorar 5 minutos depois do horário que começava a ter crise.

Também tinha o homem divertido que me acordava aos beijos e quando eu tinha preguiça, fazia cosquinha. Existia o homem que passava protetor solar em mim e sentia ciúmes quando outro me olhava. Existia o cavalheiro que me pegava no colo, abria porta do carro, puxava a cadeira quando queria ganhar um beijo e puxava coisas pesadas. Existia o apaixonado que piscava sempre que me pegava paquerando-o, que me beijava na testa antes de dormir e beijava minha barriga agora um pouquinho mais proeminente. Existia o homem insaciável sexualmente que me surpreendia cada vez mais com seu desejo por mim. Foi tudo perfeito.

E agora, nossa última noite, ele tinha mais uma surpresa pra mim. Surpresa que exigia traje social e jóias caras. Meu homem estava lindo de smoking.

- Bella, você está atrasada!

- CARACA EDWWARDDDDD! Você me irrita.

- Anda logo!

Suspirei e verifiquei minha aparência mais uma vez no espelho. Vestido, ok. Brinco, ok. Bolsa, ok. Cabelo, ok. Sapato, ok. Maquiagem, ok. Um pouquinho de perfume, ok.

Eu só não tinha uma pulseira que combinasse. Edward e Alice separaram tudo. O vestido, sapato e jóias, mas esqueceram da pulseira e sentia meu braço nu. Aquela baixinha deve ter se divertido preparando coisas nos bastidores pra mim, bem debaixo do meu nariz. Se o vestido não fosse tão lindo, ficaria chateada. Mas ele era perfeito.

Alexander McQueen. Quando não seria perfeito?

(Vestido* http://www.polyvore.com/cgi/set?id=40393182&.locale=pt-br)

- Bella, meu amor, por favor! – Edward choramingou no andar debaixo e decidi que era hora de mover meus lindos pés.

- Papai está muito ansioso, você não acha? – perguntei alisando minha barriga – Quando o espaço ficar pequeno, mamãe vai sentir seus chutes... Isso não vai ser legal? Vamos descer e presenciar o que o papai preparou. – sussurrei – Eu te amo, meu bebê. Muito.

Devagar, caminhei no corredor puxando a barra do vestido e segurando a bolsinha. Joguei meus cachos de lado e olhei para o primeiro degrau analisando o salto e o espaço. Definitivamente não podia cair.

Edward estava ao pé da escada, com o cabelo amassado – prova que sua mão encontrou apoio de ansiedade ali e um olhar malditamente lindo. Brilhante. Eu sorri verdadeiramente para o homem sexy que me aguardava.

- Você está maravilhosa, minha linda. – beijou minha bochecha com cuidado. – Tenho algo para você.

- Mais? – sussurrei e tenho certeza que meus olhos brilharam de excitação. Eu amo ser mimada.

- Espero que goste. Isto eu escolhi sozinho. Sem Alice. – sorriu torto abrindo uma caixinha de veludo, tirando uma pulseira de ouro branco e várias peças de diamante. – Achei que você fosse gostar... Seria como a primeira jóia que nosso filho ou filha vai herdar.

- Nossa primeira jóia de família. – sussurrei emocionada sentindo as lágrimas pinicarem nos olhos. – É linda, meu amor. Amei.

- Agora vamos. Temos horário.

- E nós vamos tão bonitos assim aonde?

- Você só saberá quando chegarmos.

O motorista estava nos esperando e sorriu docemente quando nos viu, abrindo a porta do carro. O caminho foi preenchido com um silencio ansioso da parte de ambos. Eu tinha a sensação que ia gostar de qualquer coisa que ele fizesse. Só estava curiosa. Muito.

- Opera? Você me trouxe a opera? E é o remake de The fantom of the opera? Edward! – quiquei no carro desesperada de animação.

- Devo concluir que você gosta!

- Os ingressos estavam esgotados! Charlie tentou comprar pra mim todos os anos. Mesmo quando estava fora. Como você conseguiu?

- Amigos. – deu os ombros sorrindo torto. – Então, vamos?

- SIM. Ops, acho que estou animada.

- Pelo menos isso é bom pra mim. Eu quero que você ame essa noite.

Edward entrelaçou nossas mãos e me conduziu a uma escada larga, coberta com um tapete vermelho brilhoso e corrimão de mármore. Uma mulher perguntou o nome e entregou duas fitilhas vermelhas com o sobrenome Cullen bordado. Era um camarote largo com alguns binóculos, um bar e uma mesa de madeira grande no canto. Tinha umas poltronas grossas e logo me sentei ansiosa.

- Bebida?

- Apenas suco. Nada alcoólico para nenhum de nós. – Edward respondeu cordialmente ao garçom. Ele assentiu recolhendo sua carta de vinho e saiu graciosamente.

Estava nervosa. Sentindo até frio. Edward sorriu e me abraçou esfregando as mãos nos meus braços.

- Seu sorriso está tão deslumbrante.

- Estou tão nervosa. Isso é tão... Ai, que lindo.

- Bobinha. Minha linda.

- Aproveitem a noite, senhores. – sorriu servindo duas taças com algum suco que não me preocupei em prestar atenção.

E amei. Cada segundo da opera. Não vi mais nada ao meu redor. Estava consciente de sua mão presa na minha e de tempos em tempos seu olhar fixar no meu rosto. Sabia que tinha que olhar de volta e sorrir, mas era perfeito demais e não queria perder um segundo sequer.

Garçons vinham servindo o buffet, mas até isso consegui ignorar.

Eu chorei feito um bebê e tenho certeza que borrei a maquiagem. Foi intenso, mágico, apaixonante e criativo. Edward tinha me dado essa noite de presente. Nunca saberia como agradecer corretamente por isso. Quando acabou, me sentindo tremendo por dentro e a visão embaçada.

Esse homem vai ter sexo essa noite.

- Acabou, baby.

- Nossa... Tudo tão lindo. Obrigada. – joguei meus braços ao redor do seu pescoço, deixando meu peso bater contra seu corpo bruscamente.

- A noite ainda não acabou, minha linda. – sussurrou no meu ouvido. – Agradeça depois.

Agora eu estava mais ansiosa ainda? O que poderia ser mais?

Se pudesse pular no lugar e dar gritinhos como adolescentes, eu faria. Novamente o motorista nos conduziu para algum lugar da cidade. Edward manteve nossas mãos unidas no caminho e só ria quando perguntava onde estávamos indo.

- Estou com fome. Vai demorar?

- Pare de apelar. Você não vai descobrir! – sorriu torto e eu cravei minhas unhas na sua perna com raiva – Ai.

- Me conta, meu amor.

- Já chegamos, chatinha. – apertou meu nariz levemente e beijou minha bochecha.

- Edward... O que é isso?

- Um iate?

- Nós vamos usar isto essa noite?

- Sim... É nosso essa noite.

Eu não sabia como reagir. Deixei que ele me conduzisse pela ponte do cais até o iate aceso e brilhoso com o nome de Bella. Olhei-o questionando o nome, mas ele apenas deu os ombros rindo. Tinha um homem uniformizado, como se fosse o comandante e ele me ajudou a descer pela escada íngreme no corredor estreito. Ao invés de irmos para pompa, fomos conduzidos para proa onde arfei surpresa.

Tinha uma banda preparada, dois garçons uniformizados e uma linda mesa redonda, com velas acesas e toda decorada com itens de porcelana e cristais. Não estava na época, mas eram violetas na mesa. Edward sabia que eu amava violetas.

- Senhora... – o garçom sorriu docemente. Ele tinha cabelos grisalhos e uma aparência de vovô legal. – Boa noite.

Edward puxou a cadeira pra mim e me ajudou a sentar sem tropeçar no vestido. Eu estava sem falas, querendo pular em cima dele, mas isso não seria legal na frente dos nossos companheiros. A banda começou a tocar uma musica baixa e eu fiquei nojenta pensando que aquilo era exclusivo pra mim.

Ele tinha feito pra mim.

- Quando você planejou isso tudo? – perguntei entrelaçando nossas mãos em cima da mesa.

- Na noite que você confessou que amava ser mimada. – sorriu torto, levando minha mão a seus lábios. – Apesar de você ser um pouco mimadinha demais, eu amo o sorriso que você abre quando tem o que quer.

- Gosto mesmo. – torci o nariz puxando minha mão, mas ele segurou firme. – Noite maravilhosa. Céu estrelado. Pouco vento... Eu me apaixono por você todos os dias.

O sorriso dele foi tão bonito que senti meus ossos virando gelatinas. O garçom nos interrompeu servindo vinho para Edward e suco pra mim. Não era elegante e por mais que bebesse uma pequena dose, ficaria enjoada e a noite mágica iria desaparecer feito fumaça.

Nosso jantar foi diversificações de frutos do mar, com salada fresca e uma torta de chocolate amargo com café. A banda tocou todas as músicas do Michal Bublé. Exatamente todas com perfeição.

Quando começou a tocar Home, Edward me puxou para dançar. Era fácil esquecer da presença deles... Quando tudo parecia girar ao redor do brilho de Edward. Era diferente. Uma sensação de aconchego, calor e carinho. Como se ele me prendesse em uma bolha ou um copo de cristal.

- Eu tenho mais um presente, mas esse você precisa prestar atenção, ok? – afastou-se levemente de mim, assenti achando estranho o tremular da sua voz, era como se ele estivesse nervoso. E quando vi a caixinha de veludo sair do seu bolso, as coisas ao meu redor começaram a ficar lentas e a respiração prendeu na minha garganta. – Respira. Por favor, me ouça antes de surtar. Esse anel que estou te dando não é um pedido de casamento. Percebi que gosto de você demais para meter os pés pelas mãos e não quero te perder... Por outro lado, não quero que você fique sozinha. Eu quero que mesmo que eu não esteja ao seu lado, você sinta que nós temos um compromisso. Que você não é mãe solteira e me tem não só para ser pai do seu filho, mas para ser seu.

A respiração presa saiu em forma de soluço. Meu coração parecia bater tão rápido quanto de um passarinho. Eu tinha que responder algo, mas pular nos seus braços e beijá-lo foi tudo que meu cérebro conseguiu ordenar. Não era um pedido. Era um fato. Nós estávamos juntos.

Talvez Edward nunca fosse compreender o quanto essas pequenas ações me faziam a mulher mais feliz do mundo. Ter um filho foi um sonho que ficou manchado de amargura e agora, eu amava meu bebê mais do que tudo e Edward também amava. E acima desse detalhe, estava ele querendo ser meu.

- Quero construir uma relação de verdade com você. Aquela que envolve brigas, rotina, sexo de reconciliação, jantares, futebol, mais brigas, fantasias sexuais, amizade, companheirismo, romance brega, idas ao cinema...

- Idas ao ginecologista, enjôos, desejos, dores nas costas, mudanças de humor, pés inchados, desejo sexual, outras brigas... Já falei desejos e alterações de humor? – brinquei beijando seu queixo – Eu aceito tudo isso. Quero construir isso com você, mas não será fácil. Nós somos diferentes... Reconheço que sou tão controladora e mandona quanto sua irmã, que odeio que mexam nas minhas coisas, sou ciumenta, teimosa, egoísta na maior parte do tempo, debochada e até mesmo dissimulada quando me convém. Eu falo mal da sua irmã, mas sou igual a ela. E some isso com a gravidez. Eu tenho medo de você cansar de mim.

Ultimamente definia meu futuro como a cadela dos pés inchados.

- Eu sou metade que Alice é, esqueceu? Somos gêmeos! Fiz estágio desde a barriga, isso significa que Deus já sabia que isso ia acontecer.

- De qualquer modo. Você é calmo, inteligente, preocupado, bondoso e cheio de amor. Você sorri o tempo todo, repara em pequenos detalhes... É chato com horário e organização.

- Baby, ser diferente é um ponto positivo. Não gostar das mesmas coisas também. Nós vamos aprender e conhecer coisas diferentes um com o outro e principalmente superar isso.

- Por que você é tão perfeito?

- Não chore, minha linda. Eu não sou perfeito, Bella. Só quero ser seu.

- Não diga a uma grávida para não chorar. – rebati batendo no seu ombro levemente – Seja meu e eu serei inteiramente sua.

Edward deslizou o bonito anel dourado com algumas pedras de diamante brilhante. Comecei a me sentir mal pela quantidade de dinheiro que estava gastando comigo, mas ele disse que agora tinha motivos para mexer no seu dinheiro. Quando seus avós morreram, os netos receberam a gorda herança que ele nunca mexeu. Apenas aplicou em algumas coisas e deixou render. Carlisle também era sócio majoritário de um grupo de hospitais Presbyterian de todo país. Por essas e outras que Edward era uma pessoa simples e humilde.

Gostava de viver bem e ao contrário de mim, não esbanjava joias, dinheiro, roupas caras e não mantinha uma fatura no cartão de deixar Charlie com cabelos brancos.

Quando ia perguntar sobre o que o bonito ia colocar no dele, ele riu me entregando uma aliança grossa, porém, mais discreta que a minha. Sorri encolhendo meus ombros. Ele achou o quê? Eu com a aliança e ele todo posudo sem?

- Acabou a farra, querido.

Gargalhando, me ergueu nos seus braços e me beijou entre sorrisos de felicidade e palavras de carinho. Não existia possibilidade de ser mais feliz e tudo continuar bem. Isso era viver. As situações das nossas vidas não eram perfeitas, mas isso era ser adulto.

- A noite foi maravilhosa. – deitei a cabeça no seu peito e já rindo do que ia falar – Mas como vai ser? Estou começando a ficar cansada... O sapato está apertando e minhas costas doem. – sussurrei envergonhada. Não queria acabar a noite agora.

- Eu achei que passar a noite aqui ia ser enjoativo com o balanço... Podemos ir, se quiser.

- Me pergunta de novo qual foi a minha viagem favorita?

- Qual foi sua viagem favorita, minha linda?

- 13 de junho, Miami com meu Edward e o nosso bebê.

.~.

Edward e eu fizemos sexo na maior parte da noite no nosso quarto para fechar aquela viagem com chave de ouro. Nós teríamos uma longa semana com a nossa família, aliança, gravidez e eu decidi levar parte do meu armário para o apartamento. Isso não era morar juntos. Isso era começar a pensar nisso quando a gravidez ficasse bem avançada.

Nus, com lençóis embolados entre nossas pernas enlaçadas, adormecemos, mas eu realmente não peguei no sono. Tinha alguma coisa acontecendo que cheguei a ligar para Charlie, mas tudo que realmente houve foi ele tendo um ataque cardíaco com minha ligação. Precisei dizer que estava bem e era só preocupação. Ele me garantiu que todos estavam bem. Repeti a ligação para Rosalie e Emmett, Alice e Jasper, Ângela e Ben, Jéssica e Mike e até mesmo Jane e todos os Volturi.

Todos estavam bem e riram da minha preocupação. Edward dormia feito um morto do meu lado, sem se abalar com meus sussurros. Deixei de lado e tentei voltar a dormir. Fisicamente estava bem. Emocionalmente abalada com as novidades e surpresas da noite, mas esse detalhe era bom. Edward e eu estávamos construindo um relacionamento.

- Você está se sentindo bem? – Edward perguntou baixinho me puxando para perto – Sem sono?

- Com sono e sem conseguir dormir...

- Quer conversar?

- Apenas durma. Vou te acompanhar.

Edward ajeitou meu corpo de modo que estivéssemos com as pernas cruzadas, minhas costas no seu peito, sua mão na minha barriga e a respiração batendo na minha nuca. O sono veio lentamente quando meu celular tocou assustando nós dois. Puxei na cabeceira e era um número que fez meu coração bater no cérebro.

- Riley? O que houve?

- É a mamãe. Eu acho que ela vai morrer. – Riley chorou do outro lado da linha.

- Estou chegando. – respondi tentando prender meu próprio choro.

- Baby, o que há? Quem era?

- Renée... – sussurrei sentindo o jantar voltar.

Levantei da cama correndo e abri a porta do banheiro e não consegui vomitar. Foi só uma ânsia desesperada. Eu tinha feito as pazes com Renée. Não perdoado, apenas tive motivos o suficiente para ter um patamar de consideração por ela. Também tinha me encantado por Riley e Nate, meus irmãos caçulas. Agora, saber que sua morte estava perto era doloroso o suficiente para toda magoa sumir.

- Quem é Renée, querida?

- Minha mãe, Edward.

- O que ela tem?

- Está morrendo... Eu quero vê-la. Eu não quero que ela morra. Eu quero vê-la agora.

- Shiu... Respira. – Edward me puxou para seus braços e secou minhas lágrimas – E aonde ela está?

- Na Espanha.

~x~

N/A: Feliz ano novo tchutchucas! Primeiro capítulo do ano J

Curtiram? Renée está de volta.......................................... Só no próximo para saber.

Apaguei Manuscritos e Amor que a vida traz.

Manuscritos será repostada em breve.... Bem diferente do que leram. Garanto que vai ser melhor. Em breve dou notícias.

N/B: Muito perfeita essa viagem deles! E foi ótimo para se conhecerem melhor, não que eles já se conheçam perfeitamente, pois eles vão se conhecer com o passar do tempo. Ai a aliança que linda, eles são perfeitos demais!! Esse final foi no mínimo surpreendente pra mim, nossa será que a Renée vai morrer? Hum... só vamos saber no próximo capítulo. Comentem please! Beijos xx LeiliPattz