Cuore Di Bella
19 Capítulo 12
*Surpresa* Advinha quem vai falar agora? Bella!
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Ele me adora.
O pai do meu filho me adora.
Não é como se eu não sentisse que Edward me adorasse. Mas ouvir foi como músicas aos meus ouvidos. O medo da rejeição ainda vinha como bile a minha garganta, mas ele me adorava. Eu era sua namorada... Sua família me conhecia como sua namorada.
Ele me dava a mão na rua. Ele me beijava na frente de todos. Ele me mimava.
Edward me adora.
E com esse sorriso, sentei ao seu lado na mesa, diante de todos nossos amigos e família. Continuei bebendo suco. Ninguém se importou em simplesmente me oferecer vinho novamente e eu agradeci.
Quatro ou cinco meses atrás quando retornei para a cidade dos anjos, eu não imaginei que tudo isso fosse acontecer. Eu estava envergonhada e ao mesmo tempo louca para começar de novo. Charlie, Jake e Leah estavam empenhados de fazer essa cidade meu lar. Prontos para me fazer ficar a vontade e feliz. Eu podia ver o esforço.
Eu tinha vergonha de Charlie por ter fracassado. Ele tinha investindo tanto em mim e eu falhei. Voltei para casa como um nada.
Eu não estava mais tão triste. Não era como se tivesse me afundando em depressão, porque não sou esse tipo de pessoa. Minha personalidade tem tendências assassinas. Tudo que eu senti no período do julgamento de James foi ódio. Desejo de pegá-lo sozinho e indefeso do mesmo modo que ele fez comigo.
Desejo de matar algo que ele muito amava. Mas eu ao mesmo tempo tinha medo. Eu podia sentir os lugares onde fiquei ferida se arrepiar. Eu ainda sonhava com seu olhar ameaçador e as palavras de afronta no dia do julgamento.
Eu ainda o odiava pelo meu bebê.
Eu sabia que os Volturi estavam de olho nele. E na sua mulher, mas até o momento, ela pareceu inofensiva. E a mãe dele era velha demais para tentar fazer algo contra mim. Seus filhos, muito pequenos. Ainda precisava descobrir quem enviou as fotos para o apartamento de Edward... Félix estava empenhado nisso.
E eu não teria pena dessa vez.
Não agora, com tudo tão bem.
Eu estava grávida novamente. E o pai queria tanto esse filho quanto eu. Não importando que acabamos de nos conhecer e tínhamos um longo caminho pela frente. Edward era diferente...
Ele acariciava meu cabelo, beijava minha testa e bochecha quando eu ficava envergonhada, brincava com minha mão assistindo tevê e sempre estava pronto para me ouvir, mesmo com sono. Eu posso estar apenas sorrindo que sinto seus olhos em mim. Sim, eu sinto. Meu corpo fica quente e eu me arrepio por completo.
Fora que o homem é sexo sobre pernas. Eu não conseguia me arrepender de tê-lo deixado encontrar meu caminho da felicidade tão rápido.
Eu ficava excitada só com o seu sorriso e a capacidade de transformar qualquer conversa inocente em algo imoral. Ele tinha um sorriso de te fazer querer arrancar a calcinha pela cabeça e quando suas mãos me tocavam, eu queria pular no seu colo.
Edward era bom no beijo, no abraço, no carinho, no sexo... Esse homem nunca ia dormir no sofá. A não ser que eu estivesse junto. Ele me fazia sentir sua falta e ao mesmo tempo, acompanhada só com suas mensagens. Se importava com minha alimentação e quase enlouqueceu quando tive uma crise alérgica.
Não tem medo de segurar quando estou chorando e beija minha barriga inexistente. Ele me fez sentir amada quando contei sobre minha vida. Ele sabia sobre meu outro bebê e como eu fiquei devastada com sua perda e as verdades sobre James. E ainda estava comigo.
Inicialmente eu queria sexo. Quem não quer sexo com um cara que te faz gozar várias vezes seguida sem pena? Que te olha com tanto desejo e luxuria que você fica com pernas bambas?
Existia algo sobre Edward que era insaciável. Ele queria muito mais de mim. Ele quer uma mulher ao seu lado. E é obvio que agora eu quero isso. Ele é o pai do meu filho. Só que, ser pé no chão era minha nova artimanha. Não era por falta de desejo de me jogar no colo dele e ser feliz... Mas quais seriam as chances de darmos certos sendo apressados?
Nenhuma.
Eu não estava disposta a criar meu filho sozinha. Então, isso tinha que dar certo.
Com tempo tudo se acerta. Nós precisávamos nos conhecer, namorar...
E isso seria uma grande merda com um bebê a caminho, mas tinha que dar certo. Esse homem quer ter esse bebê. Como posso jogar isso fora?
Mesmo que ele não goste de mim. Ele gosta do bebê.
- Em que mundo você está? – beijou minha bochecha. – Está o jantar inteiro distraída. E quase não comeu. – apontou para meu prato e eu cruzei a perna desconfortável por ter pedido. Edward gemeu e eu vi parte da minha liga aparecendo. A ponta do seu dedo correu pela renda e eu senti meu núcleo molhar automaticamente.
- Eu estava apenas perdida nos meus pensamentos. – murmurei meio debilmente com a mão dele me provocando. Eu gemi baixinho olhando pra baixo. Charlie estava na mesa! – Edward...
- Algum problema, querida?
- Sim. Será que as pessoas estão gostando do jantar? – perguntei sorrindo cinicamente. Se ele estava esperando que eu falasse sujo, seria de surpresa.
- Claro que sim. – sua expressão se suavizou e ela sorriu me tranquilizando, levando sua taça aos lábios.
- Vou me sentir menos culpada porque a única coisa que penso é em você me fodendo sobre essa mesa.
Como esperado, ele engasgou com o vinho, atraindo a atenção de todos na mesma e eu mordi meus lábios para não rir do olhar enegrecido que ele me lançou. A vingança é uma puta.
A mão de Edward se apertou na minha perna em forma de aviso que eu estava ferrada no segundo que ficássemos sozinhos e eu fiz uma dancinha interna. Ele se desculpou e disse que respirou e quis engolir o vinho ao mesmo tempo. Eu dei tapinhas nas suas costas de forma carinhosa, batendo meus cílios e sorrindo docemente.
Depois retornei para meu lugar usual. Coloquei minha mão na sua perna apertando levemente, ganhando um sorriso sincero dele. Eu o adorava. Por completo. Dos seus cabelos bagunçados ao dedão do pé que ele insistia dizer ser torto.
Alice estava me olhando “significamente” de novo. Desde nosso embate, ela tinha tido problemas em assimilar que eu era namorada do seu irmão. E ela não era mãe dele. Deve ser toda coisa de gêmeos. Quando Alec encontrou uma namorada, Jane entrou em parafuso. Nós aprontamos poucas e boas com a pequena Nina. Hoje, casados, ela já nos perdoou por tudo que fizemos, mas na época eu meio que tomei as dores da rejeição da minha melhor amiga.
Eu estava sofrendo o mesmo ponto. Tudo que vai volta, é o que dizem. Eu gostava dela. Alice era alegre, efusiva e uma mãe dedicada. Seus filhos eram um espelho da sua doçura e boa educação. Nosso ponto em comum era que ela era quem fazia exatamente tudo por Edward. E agora, eu dormia na cama ao lado dele. Edward deve não ter tido uma namorada de longa data ou todas elas se submeteram aos gostos de Alice.
Ah, ela também gostava de impor suas opiniões e coisas. Rosalie não ligava, continuava fazendo o que bem entendia. Eu me dava bem com a loira por isso. Ninguém consegue colocar algo na minha cabeça. Só que elas se conheciam praticamente a vida toda e estavam acostumadas com ambas personalidades fortes.
Alice ia ter que se acostumar comigo. Eu não era obrigada a comprar a roupa que ela bem queria e ela não tinha que me dizer o que fazer. Eu tenho cérebro, pernas, mãos e um corpo saudável. Tenho massa cefálica o suficiente para decidir. Se ela quiser ser minha amiga e dar opinião, tudo bem, nós seremos felizes. Caso contrário, não posso fazer nada.
Eu aprendi essa lição com Jane. Nós batemos muito de frente e brigamos feio porque ela era exatamente como Alice. E as duas quando se conhecerem, vão se odiar e depois se amar. Elas eram iguais demais para ficarem separadas, porém, para minha sanidade, vou manter as duas bem longe uma da outra.
Devolvi um sorriso para Alice. Eu jamais colocaria Edward entre a espada e a cruz. Ela era sua irmã, parte vital na sua vida e eu era apenas sua namorada, mãe do seu filho. Ele gostava de nós duas de maneiras diferentes e não existia competição.
- Bella, onde posso trocar Carol? – Alice perguntou baixinho e eu ri da cara de pimenta que sua filha fez pra mim.
- Vem, você pode usar o quarto de Seth. – Leah ofereceu docemente levantando-se – Ele está dormindo no quarto de Charlie. Gosta de ficar por lá.
Leah era a mulher perfeita para meu irmão. Esposa troféu, como apelidei. Jacob era um advogado importante como meu pai. Assumiu os negócios da nossa família e precisava de uma mulher que o acompanhasse em eventos e desse continuidade a sua geração.
Eu não lembro exatamente quando ele veio morar conosco, mas eu tinha 2 anos e ele 4. Billy Black era sócio do meu pai no escritório. Ele e sua esposa sofreram um acidente de carro e morreram na hora. Jacob ia voltar para cidade natal de sua mãe, uma tribo indígena numa península de Washington, mas a senhora declarou em juízo que não tinha como criar o menino na idade avançada.
Foi então que meu pai entrou com o pedido da guarda. Foi complicado para o juiz aceitar, visto que ele era solteiro, mas o bom nome, dinheiro e vinculo intenso do meu pai fez com que tudo fluísse naturalmente. Então, ele era Jacob Ephraim Black Swan. Meu irmão mais velho.
Nós crescemos bem. Brigando por espaço e atenção. E ele era insuportavelmente protetor no colegial, tanto que meu primeiro encontro foi arruinado por ele. Eu era insegura e tinha auto-estima baixa, mas na verdade, os meninos tinham medo dos músculos do meu irmão.
Só que essa proteção não adiantou comigo longe. Ele não pode espantar James. Eu não vim para seu casamento porque fiquei em uma sinuca de bico com o imbecil do meu namorado e um restaurante recém-inaugurado sem um subchefe para me cobrir. Eu chorei a noite inteira ao dormir e provavelmente atrapalhei a noite de núpcias chorando com os dois no telefone.
Leah me pareceu tão protetora quanto meu irmão. Ela conversou comigo até que eu adormecesse. O que James, ao meu lado na cama, continuou assistindo tevê. Eu achava que ele tinha pânico de mulher chorando. Hoje eu sei que ele não se importava.
Eu teria que pedir perdão a meu irmão a vida inteira.
- “Eu te amo” – movi os lábios silenciosamente para Jake, que sorriu pra mim com algo que Charlie falou. – O que eu fiz agora? Papai, você não vai começar a contar meus micos, vai?
- Não, vou deixar para seu casamento. – deu os ombros e a mesa inteira riu. Edward olhou pra mim com seu sorriso de derreter calcinhas.
- Eu disse a você.
- Ele está mais que certo. – sussurrou piscando.
O restante do jantar correu perfeitamente. Eu fiz brincadeiras de competição para apimentar as coisas e mantive as crianças ocupadas com pequenas tarefas. Jonathan e Natalie estavam exultantes porque me ajudaram distribuindo suspiros e morangos nas taças de sobremesa e levaram ao forno microondas comigo. Também se lambuzaram com o chocolate derretido.
Edward me puxou para dançar a música Sway do Michael Bublé. Eu não sei se ele sabia que esse era meu cantor favorito. Além de ter uma voz doce, um carisma incrível e ser um bom colírio aos olhos, suas músicas eram particularmente românticas e divertidas. Eu ri muito com nossos passos e o dançarino perfeito que ele era. Percebi que Emmett também era um bom pé de valsa.
Eu fiz aulas de dança quando criança para não ter que fazer alguma matéria extra na escola. Charlie gostava de nos manter ocupados.
- Esme nos obrigou a fazer aulas de dança até a nossa adolescência. Ela dizia que um homem que sabe se mover com charme é o primeiro passo para o coração de uma mulher.
Eu tinha reparado que Edward tinha uma postura firme, um andar potente, ombros retos e o corpo torneado eram por suas corridas na praia, mas agora tinha a dança que eu não fazia ideia.
- E piano. Esme nos obrigou a tocar, mas o único a gostar fui eu. Emmett gosta da guitarra e Alice sempre foi uma negação a música, então, ela dançava.
Ele.Tocava.Piano.
Meus ovários!
- Jacob fazia luta e eu dançava. Ou Charlie aumentaria nossa carga horária na escola. – sussurrei e sorri quando Home começou a tocar. Essa música era muito minha. Eu acho que estava em casa agora.
- Jane ligou esta tarde.
- Ela te ameaçou de morte? – perguntei rindo com a cabeça deitada no seu peito. Eu estava fascinada com as batidas do seu coração.
- Sim. Ela disse que você está feliz comigo.
- E você tem duvidas disso? – perguntei puxando seu queixo na minha direção. – Realmente espero que não.
- Eu não duvido. De modo algum.
Aos poucos, com sorrisos e elogios de agradecimento, os casais foram indo embora. Esme me intimou para almoçar com ela no dia seguinte, visto que Edward teria um tempo com sua irmã carente. Charlie ia sair para pescar com Carlisle e isso a faria sem companhia para o dia. Rosalie ia ficar na casa de sua mãe com Emmett, Jasper e as crianças, enquanto Alice tentaria fazer Edward gostar menos de mim. Minha vida parecia novela.
- Teremos um tempo quando os meninos estiverem de plantão? – Jéssica sussurrou no meu ouvido – Você tem coisas para conversar comigo.
- Tenho? – perguntei divertida.
- Sim. De quanto tempo você está grávida? – sussurrou dando um sorrisinho e eu congelei – Ninguém reparou, mas por qual motivo Edward iria passar a mão na sua barriga? Todos encaram isso como a dificuldade dele em manter as mãos pra si, porém, você está diferente. Eu sinto isso.
- Você tem razão. Nós precisamos conversar... Como amigas, mas você pode me analisar, se precisar.
- Segunda-feira. Vamos ter um dia na minha casa. – sorriu docemente com os olhos brilhando em lágrimas emocionadas.
Seria bom conversar com Jéssica. Ela estava grávida e entenderia minhas reações duplamente emocionais. E também manteria tudo entre nós duas. Eu poderia contar a Jane, mas nada a impediria de vir até aqui e não seria um bom momento. Quero curtir Edward e o bebê antes de todos se instalarem em nossas vidas.
Leah e eu limpamos a cozinha enquanto Jacob e Charlie cataram as coisas com Edward. Foi um trabalho rápido e divertido. Seth acordou para a mamada da noite e isso fez minha cunhada ir, deixando um namorado tarado se esfregando em mim nas oportunidades possíveis. Eu amava isso em Edward. Se ele podia, me tocava, cheirava e dava um beijo delicado.
Depois que comecei a andar com Jane, descobrir gostar de ter atenção. De ser bonita, desejada. Quando conheci James, ele por ser bonito me fez entender que tinha essa sensação, mas foi bem assim. James vetava minhas roupas e implicava com tudo. Com o tempo, deixei de usar e passei a viver casa/trabalho/casa/trabalho 24/7*.
*24/7: 24 horas por dia, 7 dias por semana.
Depois que tudo teve seu fim trágico e eu fiquei perto da minha energia positiva, nós queimamos todas minhas roupas do tempo de namoro. Fizemos compras e eu gastei horrores, mas quando Charlie me viu, ele pareceu não se importar e até fez compras comigo. Ele queria me fazer bonita novamente. E então, foi feito.
Edward amava minhas pernas. Acho que sem perceber, ele disse isso algumas vezes. E também meus saltos. Ele não entendia nada sobre sapatos, mas tinha realmente alguns que ele gostava em mim. Roupa intima. Eu tive que leva-lo para escolher, porque ele achava bonito em mim e algumas ele confessou que era o puro prazer de rasgar.
Edward reparava nos mínimos detalhes. Sua atenção era minha. Eu amava isso. Quem não amaria?
- Você está bem, minha linda? – Edward perguntou guardando os últimos pratos limpos no armário. Eu não tinha reparado que eu estava parada apenas olhando-o.
- Sim, eu estou. – sorri e ela pareceu não se convencer.
Ele estava sexy como o inferno com aquela calça social, sapatos pretos, blusão azul forte, com mangas dobradas e alguns botões abertos. E eu sabia o que estava por baixo. Uma ereção dolorosa tomada por uma cueca boxer preta da Calvin Klein que comprei hoje.
- Enjoada?
- Não. Acho que estou viciada em sexo. – respondi honestamente. Eu tentava pensar em outra coisa além de Edward entre minhas pernas, mas isso era difícil pra caralho.
- Viciada em sexo? Eu viciei você? – perguntou arqueando a sobrancelha com suas lindas esmeraldas verdes brilhando em divertimento. – Essa é a mesma mulher que me mostrou a porra de uma cinta liga e me deixou exatamente assim a noite inteira? – sorriu puxando minha mão e colocando sobre sua calça. Ele ainda estava animado. – Isso doeu a noite inteira.
-Sério? Não senti nada. – foi impossível não soltar uma risadinha com o olhar de incredulidade que ele me lançou – Mas, fui obrigada a tirar a calcinha.
- Então, isso significa que você está com esses saltos e a porra da liga sem calcinha? – sua voz era um sussurro estrangulado e eu continuava molestando-o no meio da cozinha da casa do caseiro. Por mim, ele podia me jogar contra aquele balcão, eu realmente não me importava. – Vamos para casa. Eu não aguento mais.
Eu sabia que aquele ‘não aguento’ mais era uma maneira de dizer ‘não aguento mais não torturar você’. No fim das contas, naquela noite quem ia acabar implorando por mais seria eu. Edward tinha a natureza competitiva e vingativa, pelo menos quando se tratava de sexo e minhas provocações.
- Vou buscar minhas coisas.
Meia hora mais tarde, para o desespero de um Edward excitado, eu ainda estava pegando minha bolsa e me despedindo de Charlie. Ele ziguezagueava ao meu redor, enquanto eu suprimia a risada e Charlie estava claramente divertido com a situação.
- Dê um tempo ao homem. Ele parece nervoso.
- Acredite papai. Eu não fiz nada. – sorri docemente
- Bella, desde bebê você me lança esse olhar e eu nunca me deixei enganar por ele. – Charlie piscou rindo e eu fiz uma careta.
Eu não tinha moral nenhuma com Charlie.
Edward riu abrindo a porta do carro pra mim e eu propositalmente subi meu vestido um pouquinho. Assim que ele se ajeitou e ligou o carro, gemeu batendo os olhos na minha perna. Eu ri baixinho, colocando minha mão na sua perna e me inclinando para um beijinho.
- Adoro essa música. – aumentei o volume de Be Somebody de Kings of Leon.
- Essa banda realmente é boa... Qual a sua preferida?
- Uhn... Maroon Five, Five for fighters, Nickelback… São algumas…
Nós entramos um assunto animado sobre algumas músicas dessas bandas, mas eu não parava de destacar os vocalistas e seus músculos. Adam Levine tinha um lugar particular no meu coração. Não que eu tivesse culpa se o homem era realmente um pedaço de mal caminho e sexy no palco.
Edward era mil vezes melhor. E estava na minha cama.
- Nenhuma delas são italianas. – observou virando para me fitar.
- Tiziano Ferro conta? – sorri batendo os cílios porque ele era bonitinho. Edward me deu o olhar e ignorou meu comentário.
- Imbranato... É uma boa música para nós dois. – sorriu torto estacionando o carro na sua vaga. Pegamos nossas coisas e ele esticou a mão pra mim.
- Sim, essa música definitivamente é nossa. – entrelacei nossas mãos. – Do começo ao fim.
- Você só queria sexo comigo? – perguntou baixinho no elevador.
- Você não queria? – devolvi a pergunta – Eu queria aquilo que você me dava com o olhar.
- Eu queria você. – disse simplesmente, me fitando com intensidade.
Nós abrimos a porta do apartamento e ele jogou algumas das bolsas no sofá. Eu ainda estava absorvendo a profundidade de suas palavras.
- Se no dia seguinte nós não ficássemos envolvidos ou até mesmo, no fim daquela semana e hoje eu aparecesse grávida, o que você iria fazer? – perguntei sugando meus lábios nervosamente.
- Eu ia ficar confuso, mas de tudo, tenho certeza que ficaria feliz. – respondeu no seu melhor modo honesto – E você me contaria, não é?
- Acho que não. Ficaria muito envergonhada. Não saberia o que fazer... – assumi perdida nas minhas divagações. Que diabos eu ia fazer sozinha?
- Eu não quero mais pensar nisso. A ideia de possivelmente não saber sobre o bebê me assusta.
- Tudo está bem agora. – eu sorri passando por ele, indo em direção ao quarto.
Parei diante o espelho e soltei grampo por grampo do meu cabelo. Estava começando a ficar incomodo e acho que gemi sentindo meus cabelos ficando livres. Edward entrou no quarto tirando a camisa, desabotoando o cinto e jogando tudo no sofá. Bagunceiro.
Ele me fitou através do espelho com um brilho perverso nos olhos. Enquanto tirava minhas joias, observei-o tirar sua roupa, ficando de cueca.
- Você pode me ajudar com o vestido?
Edward deu um sorriso torto. Eu amava seu sorriso. Como um predador em um corpo delicioso, veio ao meu encontro, tirando meu cabelo do caminho, beijando meu pescoço e deslizando meu vestido para fora do meu corpo. O olhar quente e a respiração curta que ele soltou foi o suficiente para me fazer sentir a mulher mais gostosa desse mundo.
Seus olhos enegrecidos de desejo, desceram por todo meu corpo e eu fraquejei apoiando a mão no espelho. Edward riu roçando o nariz no meu ombro, escovando seu polegar na base inferior das minhas costas. Meu corpo estava arrepiado e eu já podia sentir meus seios doerem de excitação.
Edward lambeu meu pescoço e eu gemi exasperada. A vontade de gritar para ele me tocar logo veio na ponta da língua. Sua mão passou das minhas costas, para meu ventre, brincando com a renda da liga. Eu estava tremendo e ensopada. O filho da puta resolveu morder meu ombro, pressionar sua ereção na minha bunda e começou a brincar com meu centro, provocando meus lábios, enquanto massageava meu clitóris.
- Não feche os olhos. – sussurrou penetrando dois dedos de uma vez em mim. – Olhe o que estou fazendo com você. Eu quero que você veja...
Ver Edward me masturbar foi, provavelmente, a cena mais erótica que eu vi na vida. Estava perdida entre gemer e fechar os olhos porque minha mente estava nebulosa ou olhar. Era tudo fodidamente demais que minhas pernas começaram a fraquejar e aquela gostosa sensação de chegar ao orgasmo estava se reunindo fortemente no meu ventre. Eu amava os dedos desse homem.
Ao mesmo tempo, acabei rebolando contra sua ereção. Dura e lisa e eu só conseguia imaginar o momento que tudo aquilo estivesse dentro de mim.
Eu estava perto, bem perto e Edward parou. Com um sorriso arrogante, ele chupou os dois dedos que estavam dentro de mim e minha mão suada escorregou no espelho. Isso era maldade. Eu choraminguei alto.
Com os olhos trancados nos meus, tirou meu soutien e eu meio que gemi por finalmente estar com meus seios livres. Edward lambeu os lábios quando suas duas mãos enormes seguraram meus seios em forma de concha, dando uma leve pressão. Eu percebi ainda estar emburrada pelo orgasmo não recebido e por isso ele estava rindo. Bastardo.
Sua mão desceu pelo meu ventre, seus lábios tocaram meu pescoço e o filho da puta estava sugando com muita força. Ele queria deixar marcas... Parte de mim queria manda-lo parar porque todos iriam ver. Outra parte, aquela mais forte, estava me mandando calar a boca e deixar o homem fazer o que quisesse comigo porque ela estava gostando.
Eu estava tão perdida.
Sua mão vagou até o fecho da liga na minha perna e soltou, pulando para o outro lado. Rapidamente, as meias estavam meio frouxas, apesar de ainda presas no meu corpo. Edward me virou de frente a ele e beijou meus lábios rapidamente. Eu estava animada com a possibilidade e ele cortou meu barato.
Bom beijador do inferno.
Seus lábios desceram para meu pescoço, beijando levemente o ponto dolorido, partindo para clavícula e, quase com um glória a Deus nos lábios, ele levou meu seio a boca, mordendo um pouco forte e involuntariamente, dei um tapa no seu ombro.
Perdi o fio da meada quando ele se ajoelhou diante de mim.
Ele se ajoelhou. Que homem se ajoelha diante de uma mulher hoje em dia?
- Você é linda. – sorriu beijando meu ventre – A mulher mais bonita desse mundo.
Mesmo tremendo de excitação, senti vontade absurda de chorar.
Mordendo a borda rendada da meia, Edward arrastou até o joelho, me empurrando pra trás, ergueu minha perna e continuou tirando com a boca. Eu senti um rastro de fogo queimar no meu corpo. Eu estava quase gozando com o seu olhar. Não tinha só luxuria, existia um brilho diferente que era quase sufocar.
Esse brilho enviava uma mensagem de importância pra mim. Eu tinha medo de não conseguir sustentar esse olhar... Era como se exigisse mais de mim. E como poderia dar?
Sem nada no meu corpo, ele continuou ajoelhado, olhando pra mim daquele jeito. Ajoelhei-me a sua frente, deixando nossos narizes se tocando e a respiração misturando, mudando a atmosfera do quarto. A brincadeira tinha acabado. Agora o negocio era sério.
- Edward... – sussurrei sentindo meus olhos enchendo d’água. Eu não sabia o que dizer.
- Shiu... – ele sorriu torto secando uma maldita traidora que escorreu – Não diga, apenas sinta.
Essa era a grande merda. Era forte demais. Como apenas sentir sem chorar? Estiquei minha mão e espalmei no seu coração, sentindo-o bater tão forte quanto o meu. Ele esticou a sua e espalmou meu frente ventre ainda liso. Nós estávamos ligados de uma forma sobrenatural. Existia um fio invisível que me fazia ficar ligada a ele como um ímã.
Não era só adoração.
Também não era amor.
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N/A: Presente para Isadora.
E eu estava me roendo de ansiedade para vocês lerem? Querem presente de natal? 35 reviews para chegarmos a 600 e eu posto hoje mesmo xD
Deixem suas duvidas aqui ou no forms, respondo no próximo cap, ok?
N/B: Sem condições de comentar depois desse final. Acho que estou chorando. Beijos xx LeiliPattz
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