Cumplicidade Amorosa
25 Irmãzinha, por que me deixastes?
Notas iniciais
POV´s Joaquim
Eu não sabia como descrever meus sentimentos. Minha mente estava (e está) uma pilha emocional.
Manuela
Isabela
Sequestros
A morte da minha irmã
É demais para mim. Tudo que eu queria era poder voltar no tempo e consertar essa bagunça.
Danem-se as gêmeas
A culpa é delas. Eu não quero mais saber quem é a boa e a má. A culpada e a inocente.
Chega!
— Hey cara, hora do lanche – James entra no quarto.
Viro meu corpo para o outro lado da cama
Júlia... Minha irmãzinha
Minha única obrigação era protegê-la. Eu a matei! Sim a culpa é minha, se eu não tivesse me envolvido nos problemas da Isabela e Manuela minha Júlia estaria bem, estaria... Viva
— Joaquim? – me chama novamente, mas o ignoro – ficar prostrado nessa cama não vai te fazer melhorar. Come um sanduiche a Marina que fez.
Sinto o outro lado da cama afundar e uma mão tocar meus ombros.
Outra lagrima cai dos meus olhos. A Júlia sempre fazia isso quando eu não conseguia dormir e deitava na sua cama no meio da madrugada.
— Ela está morta – respondo por fim
James arfa forte e levanta da cama
— Eu sempre coloquei minhas irmãs acima de tudo... Não imagino o que seria conviver sem Amber ou Juliet, nunca deixei que nada as acontecesse...
Ah, então é assim? Ele vem aqui para esfregar na minha cara que cuida bem das irmãzinhas enquanto a minha morreu por minha culpa?
— Saia daqui James, agora – digo pausadamente.
— O que, por quê?
— Saia daqui – repito já sentindo o ar me faltar
– Não! Eu não vou lhe deixar aqui sozinho. Joaquim, eu não te conheço muito bem, mas sei que nada que está acontecendo é por culpa sua...

— Como não? Essas gêmeas estupidas me fizeram perder a minha irmã – o choro entalado em minha garganta começa a aflorar – eu perdi meus pais, os dois, depois minha tia foi embora de casa por não nos suportar mais... E agora... Minha irmã morreu... Por minha culpa – digo entre soluços – eu não devia ter ajudado a Isabela, nem ter me envolvido com a Manuela, e...
Não consigo mais dizer uma palavra sequer. O choro sofrido invade o quarto com paredes brancas, o meu choro.
Júlia onde quer que você esteja. Perdoe-me. Perdoe-me irmãzinha por te fazer passar por tudo isso, por não ser o irmão que você merecia, por não ser bom o suficiente... Em fim... Perdoe-me por tudo.
— Não diga isso. Se a Isabela está viva e por sua causa. Não se orgulha por isso?
— A vida dela foi paga com a da minha irmã. Isabela que queimasse no fogo do inferno. Daria tudo para ter Júlia aqui, ao meu lado. Acariciando seus fios castanhos enquanto cantava a musica que a mamãe a colocava para dormir.
Novamente começo a chorar compulsivamente.
“É tudo culpa sua”
“Apenas sua”
Ponho as duas mãos – uma em cada lado dos meus ouvidos – para não ouvir minha própria mente.
— Me deixe em paz, James. Quero chorar sozinho – falo em um sussurro.
Ele sai sem hesitar. James nunca entenderá oque eu estou passando. Afinal ele tem suas doces irmãzinhas por perto
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