Cuidando da bebê
1 Não cresça Sarada
Notas iniciais
Sasuke não estava muito certo que a ideia dele cuidar de Sarada seria uma boa, vendo que seu histórico com crianças não era muito bom Boruto quem diga isso, bastou que colocasse os olhos no loirinho para que ele começasse a chorar por segundos o moreno pensou realmente que tinha feito algo até se lembrar de que era filho de seu antigo parceiro de faculdade, Naruto Uzumaki a pessoa mais discreta da face da terra.
O Uchiha estava sentado na cama, observando a criança brincar com alguns blocos de montar em cima desta enquanto Sakura trocava de roupa na velocidade da luz para chegar ao hospital de Konoha.
— Você não pode levar ela com você? — perguntou ele com os olhos fixos na criança, essa por sua vez só soube sorrir de maneira boba no instante em que encontrou os olhos do pai.
Sakura demorou um pouco a responder aquilo, não por pirraça e sim por estar checando se estava tudo em ordem quando acabou a rosada aproximou se com passos curtos para perto da filha beijando a testa sutilmente e por fim esticava seu corpo até começar a andar para perto do marido.
— Não posso Sasuke-kun — falou com calma dando uma pequena pausa entre uma fala e outra ao mesmo tempo em que ajeitava a roupa — Não vou poder ficar olhando Sarada enquanto estiver em cirurgia e mesmo se pudesse ela não receberia toda a minha atenção — explicou.
Sasuke estralou a língua no céu da boca, resmungando um baixo "tsk".
— Eu nunca cuidei de uma criança antes Sakura — disse ele de forma dramática, quem sabe se recorresse ao drama sua esposa iria ceder.
Sakura aos poucos virou seu corpo até estar de frente a ele, dando passos em sua direção e agarrando seu rosto com ambas as mãos.
— Você vai sobreviver — falou a rosada que beijou a testa do homem, imitando o gesto que tinha feito antes ou quase isso já que seus lábios desceram até encontrar os dele em um selinho rápido — Vocês dois vão sobreviver.
Sasuke bufou ao ver sua mulher ir para longe com a bolsa em mãos, deixou que a cabeça virasse em direção a filha assim como seu corpo também esticou os braços e agarrou a menor até coloca la no alto um pouco acima de sua cabeça.
Sarada esticou os braços pequenos assim como as pernas, achando graça daquela situação a criança apenas soube rir da cara que seu pai fazia, até mesmo bateu palmas em sincronia.
— Isso não vai dar certo — disse o Uchiha que apenas fez com que o risso infantil aumentasse. Com ela ainda em mãos, o moreno levantava até o corpo ficar sentado e Sarada agora não estava mais voando acima de sua cabeça e sim ficava sentada em suas pernas mordendo um dedo e outro.
— Papa — disse a mais jovem fazendo com que Sasuke sorrise de maneira leve, deixou que seus se aproximassem dos fios negros do cabelo da filha bagunçando os.
— Espero que sobreviver mesmo — disse o Uchiha mais para si do que para o mundo.
Sarada, não permaneceu quieta no lugar muito pelo contrário a pequena Uchiha aos poucos se livrava das mãos de seu pai podendo alcançar o chão para que então começasse a andar em direção a sala, meio desajeitada por ainda estar aprendendo a andar entretanto a pequena Uchiha era esperta o suficiente para notar que quando fosse dar de cara no chão seus braços se apoiassem em algo próximo procurando algum apoio.
A pequena andou até chegar a sala do apartamento saindo do campo de visão de Sasuke.
O Uchiha começou a sair do conforto da cama, indo atrás da mais jovem e quando chegou até a sala o moreno via a filha debruçada sobre algumas folhas e giz de cera.
— O quê está fazendo? — perguntou mesmo sabendo que a garota ainda se enrolava um pouco nas falas. O homem deu passos largos e rápidos até a filha ficando atrás dessa, abaixou o corpo e agarrou a menor colocando a sobre seu colo.
Assim que sentiu os dedos sobre seu corpo a menor agarrou com os dedos a folha e quando esteve perto o suficiente de seu pai exibiu o desenho que tinha feito em poucos segundos que esteve longe do mais velho.
Os olhos ônix de Sasuke andaram de maneira lenta até a folha e assim que viu quis rir por Sakura ter a cabeça tão grande no desenho e ele por outro lado parecia mais um vulto negro desenhado para e para cá.
Com uma das mãos ele bagunçou um pouco os cabelos dela sorrindo de maneira terna.
— Ficou lindo — disse Sasuke que via o sorriso da filha aumentar, tudo bem era uma mentira, mas a pequena nunca saberia realmente de sua verdadeira opinião sobre o assunto.
Sasuke a largou novamente no chão para que desenhasse, agarrando por alguns minutos seu celular no bolso da calça já que ele berrava por atenção do dono logo viu que era apenas uma ligação de Naruto, passou o dedo pela tela colocando o aparelho perto do ouvido.
— Diga — disse o Uchiha.
— É assim que trata o seu melhor amigo INFELIZ? — o loiro tentou não berrar, mas o timbre da voz não se aguentou em levantar se de seu sono.
No instante em que o berro veio o Uchiha afastou o celular um pouco da orelha mantendo o suficiente longe para a segurança de sua audição.
Sarada que brincava distraidamente no chão agora voltava seus olhos até o pai com um ar confuso morando em seu rosto.
— Tio Naruto é doido — falou monossilabicamente não se importando em entrar com detalhes afinal sua filha já tinha convivido com o loiro em questão e visto com seus próprios olhos que o Uzumaki não batia muito bem dá cabeça.
— Sasuke? — chamou Naruto agora mais calmo, tentando equilibrar o filho em um dos braços e o celular com a outra, sua filha agarrava sua calça puxando a ao mesmo tempo que chorava.
Sasuke bufou, ele conhecia Naruto o suficiente para saber que o que viria a seguir poderia não ser muito de seu agrado. Voltou o celular para perto dos ouvidos e respirou fundo antes de retrucar, — O quê? — questionou o moreno que mentalmente já aguardava a bomba ser jogada.
Naruto tinha largado por alguns instantes o celular a fim de agarrar sua pequena com o braço livre e no fim acabou colocando no viva voz enquanto ao mesmo tempo tentava acalmar ambos os filhos.
— Posso passar aí?Hinata me deixou sozinho com as crianças e...
— Não — retrucou Sasuke que desviava os olhos um pouco para Sarada, quieta desenhando algo em uma folha limpa definitamente não tinha o que reclamar agora se os filhos de Naruto passassem por aquela porta aí seria um probleminha, além, de uma e enorme dor de cabeça. Bem, a filha dos Uzumaki ele tinha nada contra a menina era quieta e comportada apesar da idade agora Boruto puxou completamente o pai, uma pena pensou o Uchiha suspirando entre dentes.
— Isso é uma pena — falou o Uzumaki, não era besta sabia bem que se perguntasse o Uchiha recusaria sua proposta — Bem, vou arrumar as crianças.
Naruto desligou o celular com um pouco de dificuldade, visto que seus filhos acharam uma ótima idéia escalar o pai, mas assim que fez deixou um Sasuke aliviado ou quase isso no meio tempo em que estava conversando com o amigo Sarada tinha sumido da sala deixando um rastro de giz de cera pelo caminho ele ergueu uma sobrancelha assim como fez com seu corpo, descolando o do chão.
— Mas que diabos — disse ele que seguia com passos apressados aquela trilha, não estava muito a fim de ouvir Sakura resmungar que não estava prestando atenção na filha quando deveria e ele não daria argumentos para que a rosada soltasse os cachorros sobre si.
Por instantes quando andava o moreno achou estranho Hinata também abandonar os filhos com o marido, talvez a loucura tenha atingido a cabeça da Hyuuga para isso ainda sim não deixava de ser estranho.
A trilha levava até o segundo quarto daquele apartamento, decorado em rosa claro com listras horizontais em cor branca. Um berço bem encostado na parede leste assim como a cama que dormia tranquilamente no outro lado do quarto, um tapete em forma de ursinho no centro destacando se pela cor azul e para onde se olhava de via fraldas, brinquedos e algumas bonecas como uma pequena mesa no centro do quarto lugar esse que era utilizado para os chá da tarde, em outras palavras Sarada reunia um grande grupo de bonecas e as arrumava envolta da mesa circular fingindo que estava realmente tendo um momento entre amigas.
Sasuke soltou a respiração ao ver a filha sentada na cadeira que acompanhava aquela mesa, segurando uma das xícaras. Agora entendia a razão de Sakura viver de cabelos em pé.
— Papa — falou a menor animada ao vê lo ali tanto que descolou o corpo do móvel e andou meio atrapalhada até o mais velho puxando um pouco o tecido de sua calça ao mesmo tempo em que apontava constantemente para a mesa.
— Você quer que me sente ali? — perguntou mesmo sabendo que a resposta era óbvia.
— Quie — respondeu a menor que dava pequenos passos para frente não largando nenhum segundo da calça tentando inutilmente puxar Sasuke até a mesa de brinquedo — Viem — pronunciava a Uchiha virando seus olhos até encontrar os dele.
Uma coisa que definidamente ele odiava era aquela carinha pidona que a menor sempre fazia, nem ele e muito menos Sakura conseguiam resistir aquilo.
Estralou a língua no céu da boca murmurando um palavrão e mesmo a contra gosto acabou cedendo ao pedido da filha, sentando no meio de suas bonecas.
Diferente dele, Sarada não voltou até a cadeira ela caminhou até a cabeceira tira do de lá um elástico e a escova de cabelo para que então pudesse voltar até a mesa, não se sentou como da outra vez foi até seu pai expondo o elástico a escova para os olhos ônix.
— Quie pintiá cabeio papa — falou a mais jovem.
Sasuke sentiu o rosto franzir novamente com aquilo, ele não sabia cuidar de crianças quem diria arrumar cabelo.
— Você quer que eu arrume o seu? — perguntou o moreno vendo que sua resposta não demorou a vir já que a menor movia a cabeça para os lados rápido fazendo uma negativa.
— Quié arrumá o teu cabeio papa — falou à castanha que ousou em dar alguns passos para frente até se apoiar nas pernas do mais velho.
Ainda bem que não estava ninguém ali, caso contrário ele não iria topar nada daquilo. Agarrou a menor com ambas as mãos, levando a até seus ombros mantendo sempre os dedos por perto caso algum desastre acontecesse.
— Pode fazer — disse ele.
A pequena não demorou em agarrar uma quantidade boa de cabelo, penteando as vezes com a escova e quando se deu por satisfeita Sarada largou o objeto no chão para que pudesse com as duas mãos prender a quantidade de fios que tinha pego, assim que terminou a morena bateu palmas contente com o resultado.
Sasuke por outro lado tinha duvidado que aquilo tinha ficado realmente bom, mas para não magoar a pequena ele guardaria por enquanto seus pensamentos para si mesmo. Retirou a menor dos ombros, colocando a novamente no chão e ela por sua vez não demorou nada para ficar na frente do pai com as duas mãos unidas.
— Papa ficu liemdo — disse.
Ao ouvir o Uchiha sorriu de maneira fraca. Magoar, Sarada resultaria em horas e horas de um choro interminável que ele com toda certeza não gostaria de ouvir.
Sarada não esperou uma resposta para dele, moveu se novamente até a cabeceira da cama e com um pouco de esforço ela retirava o espelho de seu cochilo para que pudesse levar até o homem.
Quando teve o espelho em mãos, Sasuke levantou o objeto relutante que gostaria do resultado. Ao ver seu reflexo o Uchiha quis xingar em voz alta porém lembrou se que estava na companhia da filha e por isso abriu o sorriso fraco, mostrando os dentes.
Antes que pudesse falar alguma coisa um riso alto chamou a atenção do Uchiha, um riso que ele conhecia muito bem.
Virou o rosto expondo que não estava de muito bom humor, logo seus olhos viam Naruto rindo feito uma iena.
— O quê raios você faz aqui?Melhor como você conseguiu entrar aqui?— questionou Sasuke.
Naruto parou de rir e começou a ajeitar os filhos nos dois braços para que pudesse se aproximar de ambos.
— O porteiro me conhece — explicou o loiro enquanto abaixava o tronco e deixava que Boruto e Himawari fossem até a amiga — E você e a Sakura chan deveriam mudar o lugar da chave reserva foi fácil demais entrar.
Ao ouvir a explicação Sasuke acabou dando um tapa sobre a própria cara. Ele não pensava realmente em seguir as orientações de Naruto Uzumaki, ele pensava em retirar a chave extra na entrada do apartamento para que não acontecessem encontros como este.
Deslizou os dedos até estarem na coxa. Seus olhos se moveram até ficarem sobre a figura da filha, essa por sinal brincava em um canto com a pequena dos Uzumaki já Boruto olhava as duas bem afastado do lugar em que ambas estavam.
— Seu filho é um bunda mole — disse o Uchiha, deixando os cotovelos apoiadas sobre as pernas e as mãos serviam de travesseiro para a cabeça.
Antes que Naruto pudesse retrucar aquilo, viu a filha caminhar até si junto de Sarada ambas o observavam com os olhos pidões.
— Papi — disse Himawari, aproximando se do loiro.
Naruto esticou um pouco a sobrancelha ao notar aquela aproximação, desviou os olhos por alguns minutos para o amigo ao lado vendo o sorriso irônico nos lábios deste o loiro pode adivinhar o que aconteceria. Os olhos azuis viraram até a mais nova, visualizando o sorriso sapeca saltitando nos lábios de Himawari e Sarada.
— Vocês querem arrumar meu cabelo igual ao dele? — questionou o Uzumaki apontando com um dos dedos para Sasuke.
Sua resposta não demorou nada a vir. As duas meninas assentiram animadas com aquela ideia.
— Tudo bem — pronunciava rendido por aquelas expressões pidonas morando tanto no rosto da filha como o da sobrinha.
Ele abaixou o corpo um pouco o bastante para que ambas pudessem fazer o que bem entendiam. Neste tempo, Sarada tinha novamente a escova entre seus dedos penteando os fios dourados do tio e Himawari prendia uma quantidade de cabelo no lado esquerdo da cabeça.
Boruto que observava tudo de longe, andou para perto do grupo apoiando se nas pernas de Sasuke ou pelo menos tentar fazer isso já que bastou apenas um olhar do outro para que o pequeno afastasse o corpo, amedrontado caminhando até onde o pai estava ficando ao lado de sua irmã mais nova. O pequeno Uzumaki ao colocar os olhos sobre seu progenitor acabou tendo que segurar o riso com a cena que via, tanto Sarada como a irmã tinham transformado os fios loiros de Naruto em marinhas chiquinhas cheios de prisilhas e outras coisas bem espalhas pela cabeleira. Quando as duas garotas acabaram, o Uchiha fez questão de ir buscar o espelho abandonado no chão e virando quase que de imediato para o loiro ver o próprio reflexo.
Naruto ao ver aquilo quis gritar aos quaro ventos, porém ele conteve a vontade assim que seu rosto parou sobre as duas figuras pequenas observando o, esperando anciosamente por alguma reação do loiro. O Uzumaki forçou um sorriso no canto dos lábios, trincando os dentes às vezes no processo. — Eu adorei — falou ele entre uma pausa e outra se Hinata visse aquilo provavelmente reprovaria a tentativa do marido em falar uma mentira — Vão brincar vão — disse guiando ambas as crianças com as mãos até a mesinha de brinquedo.
Mesmo a contra gosto, as duas garotas seguiram para a mesa de brinquedo animadas só de pensarem em brincar mais um pouco e Boruto que antes permanecia quieto em um canto agora acompanhava também as duas meninas na brincadeira mesmo que não fosse sua favorita.
Naruto, recuperou a postura ficando reto e com suas pernas cruzadas Sasuke por outro lado tentava conter o riso com os lábios algo que não dava muito certo visto que mesmo ele forçando o barulho a ficar lá ele era teimoso o suficiente para soltar alguns resquícios de riso.
O loiro observou a figura do amigo de soslaio, com a cara emburrada.
— Você quer parar de rir? — indagava.
O Uchiha estava crendo que seu dia seria tedioso se resumindo a uma única coisa, ficar observando Sarada pintar e depois dar banho quando fosse a hora necessária e por sorte ou talvez o destino quis, o dia agora começava a ter outro sentido outro rumo.
— Desculpe — mentiu o moreno ao voltar novamente para posição de origem, parecida com a de Naruto porém suas pernas não se uniram em um laço desta vez. Mais do que depressa Sasuke agarrou o aparelho de telefone no bolso e com a mesma rapidez foi com um dos dedos até a câmera desbloqueado a e tirando uma foto do estado atual de Naruto Uzumaki.
O loiro ao perceber o que o outro fazia arregalou os olhos e conteve um grito, não queria assustar as crianças afinal.
— Você TÁ LOUCO? — questionou não contendo nada o timbre da voz nas últimas partes da fala, coisa que atraía os olhares das três criaturinhas para si. Naruto riu, um riso nervoso acompanhado de um leve trincar de dentes, coçou a nuca com uma das mãos e disse em voz um pouco tranquila — Isso não foi nada crianças, voltem a brincar.
Sarada, Boruto e Himawari se entreolharam confusos pelo o que acontecia bem diante de seus olhos. O ar de confusão era tão claro como água, todavia o trio decidiu deixar para lá prestando atenção no que faziam.
— O quê você pensa que está fazendo?Me dá isso logo Sasuke — disse o loiro não demorando para tentar ao menos agarrar o celular do amigo, entretanto esse se levantou com rapidez escondendo o celular nas partes íntimas.
— Você não fez isso — falou o Uzumaki abrindo e fechando a boca repetidas vezes.
— Pelo menos agora eu tenho algo para te subornar — devolvia o Uchiha um pouco maléfico pela situação.
Naruto bufou, irritado com aquele comportamento voltando a se sentar do mesmo jeito de antes.
— Eu poderia tirar uma sua — falou o loiro que por alguns minutos atraiu os olhos ônix de Sasuke até si — Se eu não tivesse esquecido o telefone no carro em algum lugar por lá.
Sasuke riu pelo o que ouvia, negando tudo aquilo com a cabeça Naruto não era só mais atrapalhado por ser um só. O Uchiha deixou que os dedos passassem entre os fios escuros do cabelo fechando por alguns segundos seus olhos e quando os abriu preferiu não fazer isso, pois o que via não era nada de seu agrado.
Boruto timidamente acabava dando um beijo na bochecha de Sarada e ela sorria de maneira boba.
Na mente de Sasuke aquilo era perigoso demais e com isso se moveu com rapidez para perto da filha, agarrando a e protegendo a pequena.
— TIRE ELE DAQUI — berrou Sasuke apontando com um ou dois dedos para a figura loira de um Naruto 02.
Diferente de Sasuke, Naruto processou tudo aquilo lentamente tão lentamente que virava o rosto várias vezes o rosto para o amigo segurando sua filha movendo com a mesma lentidão para o filho que estava com as pernas tremendo e os braços unidos ameaçando chorar.
— Mas que diabos — ralhou o Uzumaki levantando se do lugar indo até o mais novo retirando o do chão junto da irmã que puxava o tecido da calça.
— O quê pensa que você está fazendo? — questionou.
Sasuke ainda trancava a menor em seus braços, quase matando a sufocada.
— Estou tirando a minha filha de longe dessa sua cópia — disse o Uchiha.
Naruto abriu a boca para falar uma vez, mas de lá nada saia. Apontou o dedo para Sarada e depois para o pai da garota e por fim apontava para o filho.
— Um dia — disse com calma — um dia sua filha e o meu filho vão se casar SASUKE.
O moreno semicerrou os olhos com as palavras que seus ouvidos comiam lentamente.
— Nem por cima do meu cadáver — disse Sasuke passando seus dedos sobre os fios negros de cabelo da mais jovem essa por sinal lutava para se libertar.
— Você vai matar a garota assim idiota — falou o Uzumaki.
Sasuke por alguns segundos desviou os olhos da figura do amigo passando a fitar sua filha com as bochechas cheias de ar tentando achar algum ponto tranquilo para respirar.
— Papa — chamou pelo mais velho debatendo um pouco seus braços — Papa.
Ao ver aquela cena, Sasuke não demorou a largar a filha no chão dando espaço suficiente para que essa recuperasse um pouco seu fôlego quando achou necessário o mais velho colocou suas mãos com leveza sobre os ombros da garota, demonstrando um pouco de preocupação.
— Sarada? — disse ele observando a pelo canto dos olhos — Você está bem?Consegue respirar?
Antes que a Uchiha pudesse se quer responder aquilo a voz de Naruto tornou se novamente presente naquele cômodo.
— Com um pai tão grudento assim? — indagava o loiro ao revirar os olhos — Acho até raro ela não ter morrido sufocada.
Sasuke bufou e não retrucou nada daquilo o que fez apenas o loiro se irritar ainda mais com o amigo.
— Eu vou indo — disse o Uzumaki que agarrou Himawari com o braço livre começando a andar em direção a porta — Eu volto quando nossos filhos casarem — provocou o Uzumaki conseguindo um grunhido enfurecido de Sasuke como resposta.
Nem ele e nem Sarada disseram nada até que a porta do apartamento fosse finalmente fechada deixando apenas ambos sozinhos naquele espaço.
Sasuke suspirou fundo fechando seus olhos, algo que se abriram com rapidez ao ouvir o riso baixo da filha.
— O quê foi? — perguntou o Uchiha, estranhando o motivo pelo qual ela ria.
Sarada colocou uma das mãos sobre os lábios, parando então o movimento dos lábios.
— Titiu é engraçadu — falou a castanha desviando os olhos por alguns instantes para os pés — Papa — chamou pelo outro que apenas respondia com "uhrun".
— Toi cum fome — disse a baixinha.
Ao ouvir aquilo não poderia negar que até mesmo ele estava com um pouco de fome. Porém, não sabia o que iria dar para uma criança da idade de Sarada comer, ou em outras palavras o quê uma criança de dois anos conseguiria comer sem passar mal?Sakura ao menos poderia ter ajudado com essa parte.
Fechou os olhos, contando até dez suspirando de maneira preguiçosa sorrindo de canto ao fim do ato. Deixou as duas mãos ao redor do corpo pequeno, puxando o para si.
— Vamos ver como podemos distriuir essa cozinha que sua mãe tanto gosta — falou zombeteiro arrancando um riso alto de Sarada.
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Tinha deixado a pequena sentada em uma das cadeiras enquanto curiava tanto os armários, geladeira e cada rastro daquela cozinha achando apenas comida para adultos.
Bufou, irritado batendo a cabeça sobre a porta do armário.
— O quê se dá para uma criança sem mata lá?
Suas presses foram ouvidas assim que o barulho do celular tornou se presente no cômodo. Internamente ele desejava que fosse Sakura, se caso fosse sua mãe o assunto renderia mais do que qualquer coisa. Andou com pressa até a mesa agarrando o celular colocando seus olhos um pouco sobre a filha, mordiscando os lábios um pouco ao ver a sujeira que Sarada fazia com a tinta a dedo.
"Isso vai ser um problema", Pensou ele.
— Sasuke? — disse Sakura tentando se equilibrar com o celular e alguns aparelhos de trabalho — Sasuke? — chamou mais uma vez.
— Sim?Desculpa eu me distrai — disse — O quê disse?
Sakura negou aquele comportamento com a cabeça e um breve revirar de olhos.
— Como estão as coisas? — perguntou.
— Bem — mentiu ele que andava na direção oposta deixando Sarada um pouco sozinha, coisa que ele não deveria ter feito.
Sakura conhecia seu marido como a palma da mão, só pela fala sem emoção ou por ter sido uma fala única fez com que a rosada duvidasse que as coisas estavam realmente em perfeita ordem, mentalmente ela já imaginaria como encontraria sua casa mesmo Sarada sendo uma criança quieta e bem comportada ainda não deixava o lado atentado de lado. Soltou três lufadas de ar fechando seus olhos no processo, — Sasuke – kun — chamou pelo outro que apenas devolvia um baixo “urhn”
— Você não está mentindo não está? — perguntou ela fazendo uma pequena pausa entre uma fala e outra com uma pequena esperança que seu marido falasse alguma coisa, contudo o que recebia do Uchiha era apenas o silencio — Sarada, como ela está?Já deu banho?Deu alguma coisa para ela comer?
Mesmo que às vezes ficasse ausente Sakura pelo trabalho ela nunca deixaria de se preocupar com sua filha, querendo ou não ainda era mãe.
Sasuke demorou um pouco para retrucar aquilo, não por querer e sim pelas palavras terem fugindo de sua boca com a imagem que via. No curto espaço de tempo que tinha deixado a filha sem alguma espécie de supervisão a pequena já tinha sujado a mesa toda de tinta a dedo e claro renovando um pouco seu visual com as cores rosa e azul sobre alguns dos fios de cabelo e na roupa o amarelo era destaque em algo que antes foi um lindo vestido vermelho.
— Sasuke? — chamou pelo esposo notando que ele não tinha dito nada em relação aquela série de perguntas — Aconteceu alguma coisa?
O Uchiha despertou do transe assim que a voz da esposa bateu sobre um dos ouvidos, sacudindo a cabeça para os lados com isso — Eu ligo depois Sakura — falou o moreno não dando nenhuma chance para que a esposa pudesse falar e se desse com toda certeza ouviria mais do que ouviu quando era mais novo.
Guardou o aparelho mais uma vez no bolso, não esperando nem um segundo para se aproximar da filha com passos rápidos tirando a daquela confusão envolvendo tintas.
— O quê você fez? — questionou torcendo para que sua voz não tivesse saído severa demais mesmo que estivesse irritado não era a intenção ver Sarada chorar.
A pequena colocou seus olhos sobre a figura paterna sorrindo de ponta a ponta do rosto. Batendo palmas pela brincadeira e com isso acabou sujando um pouco os cabelos do pai.
— Sarada — chamou pela filha que ao ouvir aquele chamado acabou parando o que fazia, prestando toda sua atenção em qualquer movimento feito pelo mais velho.
Ele suspirou, olhou toda aquela bagunça pensando nas maneiras que Sakura o mataria se visse aquilo e por isso tinha que ser rápido para limpar tudo. Aproveitava o fato de estar com a filha entre seus dedos e apenas começou a andar em direção ao banheiro, — Parece que seu banho vai chegar mais cedo — disse o moreno que assistia o rosto da menor franzir não gostando nem um pouco da ideia de ir se lavar.
— Nau quiei tomaái banhu — falou a castanha assim que sentiu os pés tocarem o chão, ou melhor, dizendo o tapete fofinho que morava por lá, cruzou os braços sobre o abdômen e com os lábios fez um beicinho — Papa naum quie tomá banhu — falou mais uma vez fazendo com que Sasuke resmungasse em voz baixa.
O banheiro, era um lugar pequeno dono de paredes brancas e sem tanto detalhes assim como o resto da casa. Um espelho de forma circular morando sobre a parede oeste do cômodo, um pouco abaixo a pia e um armário pequeno vinham acompanhando o objeto e como se aquilo não fosse o suficiente uma privada de cor branca ficava de vigia logo ao lado, conversando animadamente com o box do chuveiro elétrico.
Neste tempo, ele já tinha posto para encher em água morna a banheira e nisso abaixava se um pouco para ficar ao menos na altura da filha.
— Você vai sim — pronunciava o moreno vendo o rosto da menor se enrugar não gostando nada da ideia — Você não quer que sua mãe te veja desse jeito não é Sarada?
Sua resposta não veio exatamente com palavras e sim com ações, antes que seu pai pudesse se quer pensar em fazer algo a menor moveu se com rapidez para a porta saindo apressada do banheiro.
— NUM VOUI TOMA BANHO NOUIM — berrou a castanha correndo por todo o apartamento a fim de fugir do pai.
Sasuke bufou, colocou as mãos sobre as coxas quando viu a filha fugir do seu campo de visão. — Eu não sei mesmo cuidar de crianças — disse o Uchiha que antes de ir atrás da pequena desligou o chuveiro verificando a temperatura da água.
Descolou o corpo daquele pequeno espaço que era o cômodo, indo atrás de Sarada Uchiha com passos lentos. Quando saiu do cômodo, ele moveu a cabeça para todos os lados possíveis vendo que uma bagunça pequena agora tinha infectado a maior parte dos cômodos. Sarada tinha passado suas mãos no chão, sofá e tudo que pudesse alcançar tornando cada vez mais difícil a ideia de ser encontrada já que para onde se olhava tinha um rastro da garota. Bufou, irritado com aquilo ele queria se um bom pai e não um vilão, mais agora naquele momento não via outra alternativa.
— Sarada — chamou em alto e bom som, para que a menor pudesse ouvir seja lá onde estivesse — Se você sair agora, pode comer o bolo de chocolate na geladeira depois.
Se desse certo, talvez tivesse um pouco de tempo de limpar as manchas de tinta ainda sim Sasuke não se limitou em abaixar o tronco do corpo e agarrar cada brinquedo que estivesse espalhado pelo lugar perguntando se mentalmente como uma criança conseguia fazer uma bagunça daquele tamanho com tão pouco tempo.
Ela estava de baixo da cama dos pais, bem quieta para que Sasuke não percebesse que estava ali, mesmo longe à pequena conseguiu ouvir tanto os passos como a voz do pai e escutar sua paixão ser pronunciada naquela frase a menor quase se rendeu uma parte de si sabia que aquilo era pura ladainha não comeria o bolo no exato minuto que saísse do banho teria que comer algo antes de ganhar um agrado e com isso em mente a morena apenas se ajeitou melhor naquele espaço indo para o fundo, ficando fora do campo de visão alheio.
O silencio era quebrado as vezes pelo Uchiha, resmungando cada vez que o mindinho do pé batia no sofá. Aquela dor definidamente não era de deus e ele sabia disso já que acabou soltando um palavrão entre dentes, neste tempo longe da filha o homem já tinha limpado quase tudo até mesmo as manchas deixaria para concluir o trabalho depois de fazer a tarefa impossível, dar banho em Sarada.
Estralou a língua no céu da boca percebendo que ela não tinha nem se quer aparecido depois daquilo, então com a ideia ainda de um leve suborno Sasuke voltava a falar alto enquanto andava para lá e para cá procurando pela mais nova.
— Se você sair agora, vamos pular a refeição e comer o bolo eu prometo isso — se por acaso Sakura surgisse do nada sua vida acabaria naquele minuto. A mulher era restrita demais, regulando a alimentação da filha com coisas saudáveis e se ela fosse uma boa menina dava algum doce — Vamos, sua mãe não vai saber que você comeu antes da janta — concluía o moreno parando em frente à porta do quarto principal, vendo os pezinhos de Sarada em baixo da cama, acabou rindo baixo ao ver que tinha passado minutos procurando pela menor e ela estava em um lugar tão obvio como aquele.
Seus passos foram lentos, exibindo uma quietude a cada vez que o pé encostava no chão e com calma o homem se dirigiu por trás da cama fazendo o maximo de silencio possível e quando chegou perto não demorou para abaixar o corpo e puxar o de Sarada para fora do esconderijo.
Assustada a pequena observou a figura do pai, essa exibia uma expressão convencida de quem tinha vencido. — Vamos para esse banho agora, tudo bem? — indagava o moreno, esse não fazia como da outra vez aquela tentativa ingênua de dar banho em sua filha e ela simplesmente engana ló. Agarrou a cintura de Sarada, puxando a para perto do corpo começando a se levantar.
A pequena percebeu que lutar contra seu pai era algo e inútil e por isso, encheu as bochechas de ar formando um biquinho involuntário no meio daquele processo algo que Sasuke entendeu como “tudo bem eu desisto”. Novamente no banho o Uchiha fechou a porta e deixou a filha no chão, nessa altura do campeonato a água já tinha esfriado e por isso despejou parte dela sobre o piso começando a encher o restante com água quente.
Esticou as mangas da blusa e fez o mesmo com a calça, puxando até a canela. Virou seus olhos até a figura da filha que ainda mantinha o ar emburrado, ela era como a mãe teimosa e a cabeça dura como pedra tinha puxado dele com passos curtos moveu seu corpo até chegar perto do dela, abaixando um pouco e colocando cada mão sobre a coxa.
— Você quer ficar assim sujinha? — perguntou ele.
Sarada acabou desfazendo a carranca ao perceber que o cabelo de seu pai ainda estava do jeito que tinha deixado, preso e por isso moveu o corpo o bastante para que pudesse se apoiar entre coxa e outra esticando um dos braços para tentar pegar o pompom, ele franziu um pouco o cenho com o que via e ainda sim deixou que as mãos fosse a cada lado do corpo pequeno para que esse pudesse sair do chão e fazer o que queria, — Prefiú seui cabeio atim — falou a castanha.
— Eu também — concordou o mais velho.
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Em toda a sua vida Sasuke nunca se imaginou cuidando de uma criança, na verdade ele sempre pensou que o ser que desse uma criança para ele cuidar seria louco. Tinha certeza que Sakura não batia bem das ideias e mesmo assim o moreno não poderia recusar mesmo que quisesse sendo que a criança em questão era a sua própria filha. Era desastrado demais, lembrou se de um dia que quase cozinhou Sarada ao tentar dar um banho na menor, só que para a salvação da pequena sua mãe estava bem ao lado vigiando tudo o que marido fazia e na segunda tentativa de dar um banho, o Uchiha já não tinha mais a rosada para servir de guia teve que se virar sozinho e Sarada não cooperou muito batendo as mãos sobre a água fazendo uma bagunça maior do que a primeira. No fim, quando tentou trocar à pequena Uchiha teve uma aula de como colocar uma calcinha no lugar certo já que quando fez a peça de roupa serviu de capaz para a testa de Sarada.
Agora com tudo limpo, ambos estavam na cama de casal dividindo um pedaço de bolo de chocolate e alguns pães de queijo. Sakura provavelmente o mataria se visse a filha comer toda aquela porcaria e não ter comido nem se quer alguma coisa saudável.
Sasuke massageava os cabelos da filha, observando a comer o bolo de maneira desastrosa.
— Papa — chamou a castanha virando seus olhos igualmente escuros para o mais velho — Azuda bebê.
Sasuke riu um pouco com a falta de jeito dela, mesmo assim não recusou o pedido. Ajeitou se na cama e tomou o prato em forma de borboleta das mãos pequena colocando sobre uma das pernas, sem mais demoras do gênero o Uchiha buscou um pedaço generoso do bolo com o talher, movendo o até os lábios da filha.
Sarada, não desviava os olhos da figura paterna nem por um segundo mesmo com o bolo de chocolate tão perto assim a garota não fez. Sua atenção só passou a ser dividida quando a colher chegou perto dos lábios e sem demora os abriu, permitindo passagem para o doce que tanto gostava de comer.
O homem por sua vez, deixou a colher dormir sobre um pequeno espaço do prato para que pudesse bagunçar os fios de cabelo da filha.
— Não cresça — murmurou baixo, mais para si só do que para o resto do mundo. Sabia que seu pedido não iria se realizar, quanto mais a filha crescia mais ele envelhecia, contudo para Sasuke, Sarada sempre seria sua bebê e mesmo sendo desajeitado com crianças ele tentaria cuidar sempre dela quando fosse necessário e até mesmo quando não fosse.
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