Cuando te vi
66 Te amo/Eu também
Notas iniciais
Boa leitura!
Penso em você
É uma cançãoQue eu não consigo esquecerPenso em vocêE é o livroDe um amor que não se lêPenso em vocêE acho que nunca saberia rejeitarUm pensamento assimÉ o perfume na memória do prazerPenso em vocêHá tanto pra contarE há tanto pra viverPenso em vocêPor entre as telasPelos quadros de MatissePenso em vocêEm um soneto ensolarado de ViníciusPenso em vocêE essa paisagemEm cada passo mais bonitaSe revelaráE acho que até hojeDela eu não saíPenso em vocêHá tanto pra contarE há tanto pra viverAngie– Ontem jantei com o German. – Paola falou, enquanto almoçávamos juntas no intervalo dotrabalho, naquela sexta-feira.Eu parei com o copo de suco na boca, antes do tomar um gole. Depositei-o de novo na mesa,meu coração disparando só em ouvir o nome dele. Ela explicou:– Vítor me levou para jantar com os pais e o German apareceu lá.– Ah, ta ...– Perguntou por você. – Disse como quem não queria nada.Ansiosa, esperei por mais. Quando não continuou, indaguei:– Perguntou o quê?– Como você estava. Eu disse que bem. Um pouco mal educada, sabe, do tipo que ganhapresentes e nem agradece, mas bem.– Sabe por que não liguei para ele.– Sei. E seu castigo está funcionando.– Não é um castigo.– Não?– Só não me sinto ainda preparada. – Respirei fundo. — Mas por que está funcionando?– Eu o achei quieto, abatido. Vítor disse que nunca o viu assim. Está igual a você. Cada umsofrendo de um lado.– German tem a Fernanda para consolá-lo.– Acho que não. Vítor me contou que German foi vê-la no mesmo dia que saiu daqui e rompeucom ela. Amizade, tudo.Fiquei imóvel, olhando-a. Sentimentos violentos se revolveram dentro de mim, de alívio,esperança, como se um peso enorme fosse tirado dos meus ombros.– É sério?– Parece que é.Estava nervosa, ansiosa, com o coração agitado. Paola se inclinou para a frente e segurouminha mão, fazendo-me olhá-la.– Posso perguntar uma coisa, Angie?– Pode.– O que você está esperando?– Estou com medo. – Murmurei.– Eu sei, amiga. Mas mergulhou nessa história de cabeça. Virgem e ingênua, foi com tudo paraos braços de um homem dominador, que você viu usando um chicote num clube de BDSM. Emnenhum momento vacilou ou teve medo. E agora que ele está tentando mudar por você, resolveu seesconder? Não o ama mais?– Amo muito. Muito. – Meus olhos estavam cheios de lágrimas.– Eu sei que foi muita coisa. E aquele encosto moreno só atrapalhou. Mas por que não dá umachance para vocês ao menos conversarem?Foi naquele momento que entendi que era o meu desejo: Estar com German. Não aguentava maisaquela dor, aquela saudade e, só de imaginar que ele sentia o mesmo, me doía o coração. Vendominha reação, Paola sorriu.– Sabe se ele está hoje na clínica ou no hospital?– Não, por quê? Vai se consultar? – Deu uma risada.– É uma boa ideia. – Sorri também.– Isso é mole de descobrir. Espera aí. – E ligou para Vítor. Logo eu sabia que German estava emsua clínica particular na Barra, onde atendia até às cinco horas. Animada, nervosa e tremendo, saí dotrabalho um pouco antes do horário e, com o endereço na mão, dirigi até lá.Ficava no terceiro andar de um belo prédio e era um consultório elegante, bem decorado,com uma senhora de uns cinquenta anos bem apessoada e bonita como secretária. Estava vazio e, quando cheguei na sala da recepção, ela já arrumava sua bolsa, sentada à uma mesa de madeiramaciça. Sorriu para mim.– Posso ajudar?– O doutor German Castillo ainda está aqui? – Meu estômago dava voltas de tanto nervosismo.– Desculpe, está atendendo o último paciente. Gostaria de marcar uma consulta para outrodia?– Não, eu ... Preciso falar com ele.– É sua paciente?– É que ... – Fiquei meio enrolada, sem saber o que dizer.Naquele momento, a porta do consultório abriu e um senhor idoso saiu, acompanhado porGerman, que sorria enquanto o homem dizia alguma coisa. Meu coração quase pulou pela boca ao vê-lo.Emoções fortes, violentas, me golpearam e todo meu corpo reagiu. Não entendi como pude ficar tantotempo longe dele.Seus olhos maravilhosos encontraram os meus.Minhas pernas ficaram bambas. Eu virei uma massa pura de sensações extraordinárias, que sóGerman despertava em mim. O amor era tanto, a paixão tão grandiosa, que chegava a doer. Ficamosimóveis, apenas nos olhando. Foi quando a secretária falou:– Eu estava agora dizendo a esta senhorita que não há mais consultas para hoje, doutor, mas ...– Maura, todo vez que esta senhorita vier aqui, deixe-a entrar. – Falou devagar, seu semblanterefletindo o quanto estava gostando de me ver ali, a voz meio rouca, baixa, ecoando como umacanção dentro de mim. – Oi, Angie.– Oi, German.– Bem, então vou lá, doutor. – O paciente estendeu a mão e os dois se despediram. O senhor
saiu, sorrindo para mim e para a secretária.– Entre. – Olhando-me fixamente, German abriu a porta para mim. Quando me aproximei, minhaspernas como gelatinas, ele avisou à secretária: — Pode ir, Maura. Eu fecho o consultório. Bom finalde semana.– Para o senhor também. E para a senhorita.Não sei como consegui sorrir para ela. Passei na frente de German tão nervosa que nem conseguiolhá-lo. E entrei em seu consultório. Era grande, espaçoso, lindo, mas mal pude olhar direito. Minhamente e todos os meus sentidos estavam preenchidos por German e me voltei, vendo-o fechar a porta ese virar para mim, lindo de morrer naquela camisa branca.Imaginei como as pacientes deviam ficar ao entrar ali e dar com um médico como aquele.Devia ter uma fila de apaixonadas por ele. Era de parar qualquer coração. Nunca tinha visto homemmais lindo e perfeito.Aproximou-se, fitando meus olhos. Quando parou à minha frente, eu tremia da cabeça aospés, excitada, maravilhada, cheia de amor e saudade. Não fez perguntas. Não conversou sobre o quetinha acontecido entre nós. Quando falou, senti um arrepio percorrer lentamente minha coluna:– O que a senhorita está sentindo? Precisa me dizer, para saber onde examinar.– Dor. – Consegui murmurar, excitada demais com seu jogo.– Onde? – Seus olhos ardiam.– Aqui. – Estendi a mão sobre meu seio esquerdo, justamente no coração. – Não sei se temremédio para isso.– É engraçado. – Veio mais perto ainda, muito alto, seus ombros largos dominando meucampo visual, seu cheiro gostoso me embriagando. – Sinto a mesma dor. Saudade?– Acho que ... É um bom diagnóstico. – Falei baixinho.– Tenho um tratamento para isso.– É?– É um tratamento longo. Não tem prazo para terminar. – Suas mãos foram em meus cabelos,enterraram-se neles, segurando meu rosto, erguendo-o para mergulhar em meus olhos, deslizar oolhar quente até meus lábios. – Quer tentar?– Quero.E me beijou na boca. Morri e renasci naquele momento. Foi tanta saudade e tanta volúpia,tantos sentimentos arrebatadores, que nos agarramos arfantes, cheios de desejo e loucura, nossaslínguas unidas em um beijo que contava nossa história, que descrevia nossas emoções. Seus gosto foio paraíso.Quando me abraçou forte, me colou em seu corpo quente e musculoso, eu soube que ali era omeu lugar. E depois de dias penando e sofrendo, só passando pela vida, tudo ficou lindo e colorido,tudo resplandeceu e ganhou valor. Beijei-o com tudo de mim, com meu amor, meu desejo, meussentimentos todos. Eu era completamente dele. German era minha vida, meu príncipe, meu amor.– Angie... – Murmurou rouco, me sentando sobre sua grande mesa de madeira, vindo entreminhas pernas, sem deixar de me beijar, intenso e gostoso. Senti-o tremer como eu tremia. Lágrimasvieram aos meus olhos, pois as emoções eram violentas, perturbadoras. – Diga que é minha ...– Sou sua, sempre sua ...Arquejei, passando as mãos em seus cabelos, seu rosto, seu corpo, apertando-o e beijando-otodo, parecendo explodir de tanto amor.– Que saudade ... Pensei que fosse morrer ... – Sussurrei, enquanto German deslizava as mãospor mim, afastava a gola do meu vestido e beijava meu ombro, abria os botões.Puxei sua camisa fora da calça. Em segundos estava sem ela e eu mordia seu peito musculoso, ficava louca com seu cheiro, enquanto meu vestido era aberto e tirado de mim. Impaciente, tiravameu sutiã, sua mão subindo entre meus cabelos nas costas, segurando um punhado na nuca e puxandominha cabeça para trás, para poder explorar toda a garganta com seus lábios úmidos e firmes, que medeixaram toda arrepiada. A outra mão se enrolava na lateral da calcinha e a baixava pelas coxas,enquanto eu erguia um pouco o bumbum e ele a tirava, até me deixar nua ali na mesa.Logo sua mão ia entre minhas coxas e eu estremecia da cabeça aos pés ao sentir seus dedosem minha vulva toda cremosa e latejante. Quando me penetrou com o dedo do meio, choramingueibaixinho e ele me olhou, lindo, sussurrando rouco:– Que saudade dessa bocetinha ... Saudade de você inteira, Angie. – E meteu o dedo até ofundo, tirando meu ar, fogo puro me consumindo por inteiro. Beijou minha boca, penetrando-me maise mais, até que eu pingava e palpitava em volta de seu dedo, completamente descontrolada.O beijo foi arrebatador, me deixou sem ar. Então puxou mais minha cabeça para trás, daquelejeito meio rude que fazia parte dele, pelo cabelo. E mordiscou meu pescoço, meu colo, meus seios.Chupou duramente um mamilo, sugando-o forte, causando-me tremores incontroláveis. Foi para ooutro, seu dedo quase me fazendo gozar, tão fundo e firme que eu tinha virado uma massa moldável,toda dele.– Preciso de você. Agora.Soltou-me um momento e precisei apoiar as mãos na mesa para não cair. Pegou umpreservativo na carteira e terminou de tirar a calça e a cueca. Meus olhos deslizaram em seu corponu de dar água na boca, até o pau grosso e longo em que colocava a camisinha. Abri as coxas,ansiando-o por ele, cheia de saudade e tesão. Quando ficou pronto, seu olhar autoritário e ardenteestava no meu e me puxava para a ponta da mesa, entre minhas pernas, suas mãos firmes em meusquadris, seu corpo tomando toda minha visão.– Vem aqui. Toma meu pau todo dentro de você, Angie. – E então meteu em mim, firme egrosso, abrindo meus lábios vaginais encharcados e gotejantes, entrando todo. Soltei um grito rouco eo agarrei, estremecendo completamente extasiada por tanta luxúria, tanto prazer, tanta loucura. – Ah,porra ... Vou te comer tanto, que nunca mais vou sair dessa bocetinha.E me beijou na boca, colando-me nele, devorando-me com seu pau, sua boca, seu corpo. Nãotinha para onde escapar, mas eu não queria fugir. Nunca mais. Queria sim ser dele para sempre. E obeijei com meu corpo e minha alma, amando-o mais do que alguém poderia amar, sendo mais feliz doque um dia fui.German deitou-me sobre a mesa, pesando sobre mim, comendo-me vorazmente, seu pau muitogrande indo e vindo em meu interior até o útero, segurando-me firme, sua boca em meu pescoço, seusgemidos roucos se confundindo com os meus.O prazer era demais para suportar. Tinha sido muito tempo longe, muita saudade, muita dor.Não aguentei e explodi em um gozo convulsivo e German me acompanhou na hora, ambos além dequalquer raciocínio lógico, mais unidos e entregues do que duas pessoas podiam ficar.E enquanto gozava, segurando-me entre seus braços, ele ergueu a cabeça, seus olhos pesados,seus rosto contorcido pelo prazer, fixando meus olhos, dizendo rouco e fundo:– Eu te amo, Angie ... Te amo.– Te amo ... – Falei também, com lágrimas nos olhos.E nos beijamos na boca, emocionados.
Notas finais
@WorldOfAlonsoBr @Violeteros_BR beijos Mari
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