Cuando te vi

38 Fervendo


Notas iniciais
Se acharam que o German é mal, agora vão achar ele sem coração kkkkkk. Boa leitura!

(...) O meu amor tem um jeito manso que é só seu

Que me deixa maluca, quando me roça a nuca

E quase me machuca com a barba mal feita

E de pousar as coxas entre as minhas coxas

Quando ele se deita O meu amor tem um jeito manso que é só seu De me fazer rodeios, de me beijar os seios

Me beijar o ventre e me deixar em brasa Desfruta do meu corpo como se o meu corpo Fosse a sua casa (...)

Angie

Eu sentia um misto de humilhação, medo e desejo, excitada e apavorada como nunca fiquei na

vida, sem saber o que queria mais. Pensei em mais de um momento em dizer minha palavra de

segurança, mas no fundo não quis. Pois apesar da sensação de impotência, de me ver dominada e

atacada, a luxúria me engolfava pesada e o desejo por German era completamente avassalador,

arrasando todos os outros.

Nua, com a bunda quente e ardendo, os nervos descontrolados, o corpo uma massa de

sensações, dei um grito abafado quando German me ergueu como se eu não pesasse nada e se sentou em

uma cadeira, deitando-me de bruços, atravessada em seu colo. Meus cabelos vieram ao meu rosto e

arrastaram no chão, minha pele se arrepiou toda, me senti impotente ali, amarrada, subjugada. Sem

saber o que faria.

Seus dedos deslizaram em minhas costas, fizeram o contorno da minha bunda, escorregaram

até meus lábios vaginais, que independentes da minha vontade estavam inchados e melados.

Acariciou-os delicadamente, dizendo rouco:

– Está lisinha ... E pronta para mim.

Enfiou dois dedos longos em minha vulva e ondulei, extasiada, alucinada. Tentei me mover,

mas as pernas amarradas juntas pelos tornozelos não permitiam. Gritei, palpitei contra seus dedos,

me senti a ponto de gozar. O prazer era escaldante, a sensação de servi-lo, de ser uma escrava sexual

mexendo com minha libido, enquanto penetrava mais e mais os dedos em mim.

– Sua linda ... Você gosta. Quem diria que a doce e tímida Angie gosta de apanhar, de

ser dominada e fodida dessa maneira?

Sua voz pornográfica deixou-me mais desvairada. Meteu os dedos e os girou, parando-os,

sentindo como minha vulva latejava em volta deles e gotejava. Mais uma arremetida e eu gozaria.

Implorei baixinho:

– Me deixe gozar ... Por favor ...

– Não.

Estremeci, prendendo o ar, tentando conter toda aquela loucura, mas minha vulva não parava

de palpitar, escaldante.

Então German tirou os dedos melados e fiquei o mais quieta que consegui, mas totalmente pronta

para o orgasmo, à beira dele. Arfei quando o dedo circulou meu ânus, molhando-o, entrando nele

lentamente, apertado, me abrindo.

– Ai, meu Deus ... – Choraminguei, fechando os olhos, mordendo o lábio inferior com força.

– Empine a bunda para mim, Angie.

E eu fiz, sentindo o dedo entrar todo, bem fundo. O seu outro braço rodeou minha cintura e me

ergueu, sem tirar o dedo de mim. Assim, me deitou de bruços no sofá, sentado sobre as minhas pernas

por trás. Voltou a tirar e meter o dedo, abrindo-me mais, me acostumando com ele. Ouvi que abria

sua calça e descia um pouco. Depois pegou um preservativo na caixa sobre a mesinha de centro,

rasgou-o e colocou-o no pau. Continuou a me comer só com seu dedo do meio.

– Vou foder você, Angie. Na boceta, até quando eu quiser.

– German ... Por favor, eu vou gozar ... Eu ...

– Só depois de mim. – Avisou bruto e eu sabia que seria impossível.

Enterrou o dedo todo, abriu minha bunda com a mão livre e senti a cabeça gorda e pesada do

seu pau contra meus lábios vaginais. Empurrou com firmeza e me penetrou duramente, entrando de

uma vez. Gritei ensandecida, erguendo a cabeça, puxando o ar para os pulmões, estremecendo da

cabeça aos pés. Meteu e tirou o pau, bem justo e grande, ao mesmo tempo que movia o dedo.

– Isso, Angie. Toma meu pau nessa bocetinha gostosa e apertada ...

– Por favor ... Por favor ...

Meu clitóris duro e inchado roçava o sofá a cada arremetida dele. Minhas pernas unidas pareciam dificultar mais a penetração e eu sentia cada milímetro de seu pau duro entrando e saindo

de mim, o dedo rápido e forte em meu ânus que também parecia melado, lubrificado. Meu corpo todo

queimava, esticava, implorava por um alívio. Eu tentava me conter, tremia, gemia, choramingava.

Mas então German meteu bem fundo e explodi em uma orgasmo delirante, arrebatador, insano.

– Ah ... German ... German ...

Ele se tornou mais bruto e estalei, meu gozo triplicando, crescendo, a ponto de não aguentar e

gritar rouca, fora de mim. Puxou o pau para fora, abriu minha bunda com as duas mãos e meteu o pau

dentro dela, firme e fundo. Gritei mais, com a ardência, toda cheia de repente, assustada.

– Goze mais. Mais .

E me penetrou com movimentos brutos, selvagens. Foi cruel, feroz, ríspido. Doeu e ardeu,

mas estalei de novo e de novo, tão intensa em meu gozo que senti meu ânus se abrir, sugá-lo para

dentro, latejar. Gozei demais, meu clitóris em seu limite, minha vagina despejando líquidos

abundantes entre as minhas pernas, meu corpo todo contraído. Chorei, fora de controle.

German agarrou meus cabelos com as duas mãos, puxou minha cabeça para trás e disse baixo,

grosso, sem deixar de me comer:

– Quem é seu dono?

– Você ... – Soltei em um sussurro extasiado.

– Angie ... – Seu pau se enterrou todo e latejou. Ondas o percorreram e German gozou fortemente

dentro de mim. Eu não aguentava mais, queria parar, mas os orgasmos múltiplos continuavam, até que

desabei no sofá exausta e senti German terminar.

Continuou lá, todo dentro de mim. Então se inclinou e beijou minhas costas, minha nuca,

minha orelha. Afastou os cabelos do meu rosto e beijou minha face molhada de lágrimas, o canto da

minha boca, meu ombro. Deslizou as mãos pelos meus braços e começou a desamarrar meus pulsos.

Eu mal tinha forças para respirar.

Quando soltou as cordas, acariciou meus pulsos, depositou-os sobre o sofá. As mãos vieram

em minhas costas, pela bunda, abrindo-a devagar. Só então moveu o quadril para trás e tirou o pau

suavemente, causando-me um estremecimento.

German ergueu-se. As mãos desceram mais por minhas coxas, a parte detrás dos joelhos, as

panturrilhas, até os tornozelos. Lá desamarrou a corda, largando-a no chão. Massageou-os

ternamente. E então me pegou no colo, virando-me em seus braços, fitando meus os olhos pesados.

Reparei em seu olhar intenso e meu coração deu um salto. Nunca me senti tão ligada a uma pessoa,

como se realmente pertencesse a German, de corpo e alma. Sem uma palavra, beijou meus lábios,

saboreou minha língua, me estreitou contra seu peito. E eu tive certeza de que o amava muito, demais,

além de qualquer coisa, mais do que tudo na vida.

Depois de todo aquele sexo de enlouquecer, cuidou de mim. Tomou banho comigo, me lavou, enxugou e me deitou nua, em sua cama. Eu quase desmaiava de tanto sono, mas me assustei um pouco

quando senti uma algema de couro em meu pulso direito. Arregalei os olhos. Prendeu meus dois

braços, um em cada coluna da cama, de onde saíam correntes que me davam certa liberdade. Podia

baixar as mãos até a altura dos ombros, mas estava presa.

– Pra que isso? – Perguntei, ansiosa, encontrando seus olhos, tão profundos e atentos em

mim.

– Para que esteja pronta durante toda a noite, à minha disposição. – Abriu minhas coxas para

os lados e deitou-se entre elas, nu, ainda úmido do banho, seu pau semi ereto roçando minha vagina,

seu peito sobre meus seios, fitando meus olhos com intensidade. – Mesmo dormindo, quando eu

quiser, vou montar assim em você e comer sua bocetinha.

German deslizou as mãos em meu rosto e virou a cabeça, beijando minha boca. Despertei na

hora, recebendo sua língua, entregando-me, adorando o beijo gostoso e profundo, o contato de sua

pele na minha. Mesmo exausta, satisfeita demais, eu o desejava enlouquecidamente.

Quando afastou a cabeça, ele sorriu e saiu de cima de mim, deitando ao meu lado, cobrindonos

com o edredom.

– Durma, Angie.

Seu braço rodeou minha cintura, a mão espalmada sobre meu seio, quieto. Tentei acalmar

meu coração acelerado e fechei os olhos. Mas já estava excitada. Esperei que viesse para cima de

mim de novo, mas meus olhos foram fechando e acabei pegando num sono profundo.

Notas finais
@Violeteros_BR beijos Mari