Cuando te vi

55 Desejo avassalador


Notas iniciais
Boa leitura!

Teria coragem de continuar me amando depois que a machucasse? Que me visse sem nenhuma máscara?

– E então? O que me diz? – Seus olhos verdes brilhavam de pura luxúria. – Vamos. Faço tudo

o que quiser. Sabe que manda. E obedeço.

– Hoje não. – Me vi dizendo e percebi que era mesmo aquilo. Não estava com tesão. Não

forçaria a barra.

Vi como empalideceu. Poucas vezes a recusei. Ela nunca se recusou a mim. Mas de alguma

forma, aquela vez a magoou. Suspirei e tentei amenizar, explicando:

– Vou procurar você, Nanda. Mas não hoje. Não sou boa companhia nem para mim mesmo.

Ela nem teve tempo de retrucar. Dois amigos nossos vieram na mesa nos cumprimentar e

ficaram jogando papo fora. Fernanda sorriu, conversou, mas o tempo todo ficou rígida, sem poder me

olhar.

Lembrei de Angie dizendo se eu não me dava conta de que Nanda me amava. Sim, nós nos

amávamos. Mas não aquele amor romântico que atrapalhava a vida das pessoas com ciúme e causava

danos. O nosso era firme, seguro, com base na amizade. No entanto, desde que passei a me relacionar

com Angie, Fernanda estava diferente. O que começava a me incomodar.

Naquele momento, meu celular tocou. Quando vi um número desconhecido, pensei em

ignorar. Mas, de última hora, atendi. Na mesma hora uma voz feminina irritada despejou as palavras:

– Aquele desgraçado do seu primo bateu na Angie!

– O quê? – Fiquei petrificado.

– Só vou dizer uma vez, German Castillo: Coloca aquele lunático numa camisa de força, numa

jaula, onde você quiser. Se ele chegar mais uma vez perto dela, vou capá-lo! E tem mais ...

– Hei, calma aí, Paola! Que porra é essa? – Levantei da mesa e me afastei, muito nervoso.

– O Vítor ficou com ciúmes do Ricardo lá no Loretta e partiu para cima dele. Trocaram

socos, a Angie foi separar e acabou tomando um na cara do Vítor. Depois o bobão saiu chorando:

“Não queria fazer isso”. Ah, me poupe!

– Como ela está?

– Ficou com o soco! Não dá para voltar atrás. Qual é a dos homens da sua família, hein? Se

divertem batendo em mulheres? – Indagou revoltada.

Eu me senti empalidecer. É claro que Angie contaria à amiga o que tinha rolado entre a gente. E

Paola também a acompanhara no clube e me vira com o chicote. Ignorei a farpada. Estava

preocupado demais com Angie.

– Onde vocês estão? No Loretta?

– To saindo agora. Vou levá-la pro meu apartamento. Mas to falando sério! Não me

responsabilizo por meus atos se aquele espancador chegar perto! – E desligou.

Respirei fundo, ansioso, minha mente a mil imaginando-a com o rosto machucado. Voltei à mesa ainda muito nervoso, fora de mim de tanta preocupação.

– Preciso ir, aconteceu uma emergência. – Avisei rápido. Antes que Fernanda perguntasse o

que, me virei para André e Carlos. – Um de vocês poderia levar depois a Nanda em casa? Preciso

sair correndo.

– Claro, sem problema. – Concordou André.

– O que houve? – Nanda franziu o cenho, sem entender.

– Depois a gente conversa. – Dei um beijo em sua cabeça, despedi-me dos amigos e me

afastei rapidamente, sob o olhar duro de Fernanda.

Sabia onde era o prédio de Paola, Angie me mostrara. E sem vacilar, dirigi para lá. Estava puto

com Vítor. Ele que aguardasse. Se insistisse em chegar perto de Angie de novo, eu é que arrebentaria a

cara dele.

Então me dei conta de que era o roto falando do esfarrapado. Quem estivera ainda há pouco

pensando exatamente em bater nela? Mesmo sendo diferente, no meu caso haveria concordância e

prazer, não deixava de ser igual, no final das contas. Ao menos Vítor tinha a desculpa de que havia

sido sem querer.

Cheguei rapidamente ao prédio em que Paola morava. Não podia estacionar em frente a ele e

tive que deixar o carro em uma ruinha na lateral, vazia àquela hora. Bati a porta e me dirigi até o

porteiro, que do lado de dentro da entrada gradeada informou que as duas ainda não haviam chegado.

Parei na calçada, disposto a esperar. Mas não demorou muito. Logo um táxi estacionava ali e

as duas desciam. Angie me viu de imediato e ficou imobilizada, seus olhos arregalados para mim. Senti

meu coração disparar, tão loucamente que por um momento não tive ação.

Eu tinha esquecido o quanto era linda, com aqueles cabelos cheios, lisos e brilhantes

espalhados, o vestidinho tomara-que-caia preto modelando o corpo bem feito, aqueles olhos de um

tom caramelo brilhando para mim. E então vi o pequeno inchaço em seu maxilar direito e consegui

reagir, dando uns passos em sua direção.

O táxi se afastou. Angie também reagiu, mas continuou parada na beira da calçada. Paola

passou suspirando e dizendo apenas:

– Vou deixar vocês dois conversarem. – E entrou no prédio.

– German. – Não tirou os olhos dos meus, quando parei à sua frente. E nem eu dos dela. – O que

faz aqui?

– Soube do que aconteceu. – Sem poder resistir, segurei seu queixo e virei seu rosto, para ver

o local mais inchado. – Porra, o Vítor fez mais do que uma merda agora.

Tocar sua pele macia esquentou meu sangue. Tentei não demonstrar. Mas não a soltei, apenas

voltei seu rosto de frente ao meu.

– Como você está?

– Chateada, com raiva. Foi só de raspão. A situação toda é que me irrita. – Disse baixinho.

Seus olhos expressivos não escondiam nada de mim. Pude ver ali a mesma saudade que senti.

Bastava estarmos perto um do outro, apenas meus dedos em seu queixo, e o desejo já nos rondava

potente, quente, intenso.

Sabia que deveria soltá-la. Já tinha conferido que estava bem. Mas então Angie arfou e

entreabriu os lábios e meu olhar fixou-se ali, tão vermelhos e convidativos. O tesão veio violento,

congestionando minha razão, bombardeando meus instintos, fazendo o sangue aquecer, correr denso

nas veias.

– German ... – Quando murmurou meu nome naquele tom rouco, o mesmo que usava quando

estava embaixo de mim cheia de prazer, com meu pau bem enterrado dentro dela, perdi o controle de

vez. Agarrei sua mão.

– Vem comigo. – E a levei até a pequena e escura rua ao lado. Destravei as portas do carro

com o controle e abri a detrás. Ela não perguntou nada nem vacilou. Entrou, logo seguida por mim,

que tranquei tudo. E já a puxava esfomeado para o meu colo.

Não pensei. Não escolhi. Somente o que eu sentia por ela me dominou de um jeito que não

tinha mais volta. E quando a beijei na boca, quando senti seu gosto e fui nocauteado por seu cheiro de

morango, senti que voltava a viver. Foi um beijo longo e faminto, devorador, enlouquecedor.

Angie me abraçou, sentou sobre meu pau duro e dolorido, enfiou os dedos em meus cabelos. Eu

puxei o vestido sem alças para baixo, até sua cintura, minhas mãos já se fechando sobre seus seios.

Apertando-os, sentindo-os. Nossas bocas se saborearam apaixonadamente, seu gemido se perdeu

com o meu e logo eu a fazia ajoelhar no banco ao meu lado, arrancando o vestido todo, deixando-a só

com a calcinha.

Consegui descolar meus lábios dos dela para abocanhar seu seio, chupar duramente um

mamilo, enquanto Angie arquejava e se movia, puxando minha cabeça para seu peito, se oferecendo

toda pra mim. Acariciei sua bunda e comecei a descer sua calcinha, o sangue latejando pesado, o

desejo voraz me deixando irracional.

Não sei como consegui me lembrar do preservativo. Mas em questão de segundos estava com

a calça aberta, o pau coberto, fazendo-a se sentar de frente, montada em mim. Não pensei se estava

preparada. Tão desesperado estava que a desci e, quando mergulhei naquela maciez gotejante, quente

como uma fornalha, quase explodi. Joguei a cabeça para trás no banco, respirei fundo, fiquei imóvel

para me controlar. Mas Angie estava tão ensandecida de desejo como eu. Tomou-me todo até o útero e

passou a se mover de modo avassalador, cheia de paixão.

Notas finais
@WorldOfAlonsoBr @Violeteros_BR beijos Mari