No dia seguinte, Roberta estava em seu quarto com as meninas.

— Roberta, conta pra gente como foi o jantar com o Diego! – sugeriu Lupita.

— É Roberta, conta! – disse Vick.

— Ok, eu vou contar. Jantamos super bem. Acredita que ele mesmo fez o jantar? – disse Roberta.

— Como? Como assim? Não foram a um restaurante? – disse Celina.

— Não. – disse ela.

— Olha Roberta, os meninos levam as meninas para jantar fora e não preparam o jantar. – disse Jose.

— A não ser que ele seja chef, ou ... – disse Lupita.

— Ai, eu não sei se ele é chef, eu não sei o que ele é. Mas, tinha muita coisa gostosa, tinha muitíssimas coisas. Bom, pra começar tinham duas entradas: uma era um creme frio e a outra era um creme quente ... – começou ela.

— E você escolheu qual? – perguntou Mía.

— Obviamente eu escolhi o quente né. Aí tinha alguns rolinhos de salmão e um pato que estava delicioso. Mas aí, tinha uma saladinha, umas pastinhas, essas coisas ...

— A não ser que o pato não seja o prato principal, tudo bem! – disse Vick.

— Ai, esse era o prato principal, Vick! – disse ela.

— O pato? Bom, ok, mas agora conta da sobremesa! – disse Celina.

— Bom, ai pegamos duas colherzinhas e ai ficamos comendo juntos, compartilhando da mesma tacinha ...

— Os dois? – disse Lupita.

— Ahan.

— Ficaram assim de colherzinha na boca? – perguntou Mia.

— Ahan.

— Meninas, ele de verdade é um romântico! – disse Lupita.

— Ai, é sim, é um amor! – disse ela.

— Gente, mas não existem mais caras assim! – disse Jose.

— Não. Na verdade não. Diego é ... perfeito! – disse ela.

Depois dessa conversa animada, foram para a aula.

Diego’s POV

Aquela foi uma das melhores noites da minha vida. Levei a garota mais perfeita do mundo para jantar. A busquei no colégio as 19:00h em ponto, já que eu fiquei a tarde inteira na casa da minha mãe preparando as coisas para o jantar. Coloquei a melhor toalha, os melhores talheres, as melhores porcelanas, tudo estava perfeito. Minha mãe pediu para a cozinheira assar um pato e eu preparei a saladas e umas pastas francesas para comer com umas bolachinhas. Também preparei dois cremes de entrada: um frio, que era preparado com alho e espinafre e um quente, que era preparado com carne seca.

Assim que chegamos em casa ela ficou encantada. Pois seria um jantar a luz de velas, para deixar o clima mais romântico.

— Diego, você fez tudo isso por mim? – perguntou ela.

— Claro que sim, meu amor! – eu disse.

Roberta estava linda naquela noite. Ela usava um vestido tomara que caia rosa claro com babados na saia. Seu cabelo longo e avermelhado estava como na festa no Summer’s Club, liso e caindo em grossos cachos. Ela estava maravilhosa, como sempre. E hoje a tarde, enquanto minha mãe adiantava as coisas para o jantar, fui à joalheria e comprei um anel, estava 100% certo do que faria aquela noite.

Minha mãe veio falar conosco e disse que nos deixaria sozinhos pois precisava comprar roupas novas, então ela já estava de saída. Acompanhei Roberta até a sala de jantar. Arrastei a cadeira para ela se sentar e depois me aconcheguei na minha.

— Meu amor, está tudo lindo! – disse ela sorrindo.

— Você gostou?

— Eu amei! – ela disse.

Terminamos de jantar e ficamos conversando por um bom tempo, até que ...

— Meu amor? – perguntei.

— Que foi? – ela respondeu.

— Tenho um presente para você.

— Um presente, meu amor? Que lindo, eu nem sei o que dizer.

Fui até a sala. Quando voltei para a cozinha, estava com uma caixinha na mão. Sentei ao lado dela e coloquei a caixinha em suas mãos.

— Diego, o que é isso?

— Você só irá saber se abri-lo, não é? – eu disse rindo.

Ela abriu a caixinha. Nela, tinha uma pequena joia. Um anel com pedrinhas pequenas em diamantes. Ela sorriu.

— Diego, porque tudo isso?

— Por que... Quero que você seja minha namorada, Roberta. Eu te amo! – eu disse.

Ela olhou para o anel sorrindo e colocou em seu dedo. Assim que ela me olhou, havia lágrimas em seus olhos.

— Meu amor, porque está chorando?

— Porque nunca, ninguém no mundo me fez tão feliz quanto você me faz, Diego. Eu também te amo. – ela disse sorrindo.

Eu a abracei e depois, toquei meus lábios nos dela. Ela era doce e agora, somente minha. Eu a amava. E muito.

End Diego’s POV.

Naquele dia, depois das aulas, Diego, Roberta, Lupita, Giovanni, Mia e Miguel foram para o porão da escola para ensaiar mais uma música. Mia, a compositora do grupo, ficava animada ao escrever as canções, pois todas falavam de amor.

— Bom, escrevi mais uma musica ontem! – disse Mia.

— Qual o nome dessa, Mia? – perguntou Lupita.

— Enseñame. Essa música eu escrevi para eu, você e a Roberta cantar! – disse ela.

— Então vamos lá! – disse Roberta.

E começaram ...

Es dolor en saber que lo nuestro se puede terminar,

Porque simple y sencillamente nunca há sabido actuar,

Y sé que mueres por mi, vives por mi, y nunca me has dejado atrás,

Aunque sabes que as veces yo soy solo miedo,

Pero vives en mi, junto a mi,

En mi interior y neste corazón confundido,

Por eso te pido por favor,

Enseñame, a quererte um poco más,

Y a sentir contigo, el amor que tu me das,

Desvanece el frio, quiero verte ya,

Enseñame, a quererte um poco mas,

Y a vivir contigo, que no aguanto la ansiedad,

De saberte mio, quiero ir donde vas,

Lejos de pensar que me estoy haciendo mal,

Tengo que reconocer, que todo esto me há salido mal,

Por eso voy aprender, voy a vivir, voy abrazarte mas y mas,

Y no quiero, y no devo, y no puedo dejar de verte,

Porque vives en mi, junto a mi,

En mi interior y neste corazón confundido,

Por eso te pido por favor,

Enseñame, a quererte un poco mas,

Y a sentir contigo, el amor que tu me das,

Desvanece el frio, quiero verte ya,

Enseñame, a quererte un poco mas,

Y a vivir contigo, que no aguanto la ansiedad,

De saberte mio quiero ir donde vas,

Es dolor en saber que ló nuestro se puede terminar,

Porque simple y sencillamente, nunca há sabido actuar,

Enseñame ...

Y a sentir contigo ...

Desvanece el frio quiero verte ya,

Enseñame a quererte um poco mas,

Y a vivir contigo, que no aguanto la ansiedad,

De saberte mio, quiero ir donde vas ...

Depois do ensaio, fecharam o porão e foram para o pátio central.

— Mia, que musica linda! Adorei! – disse Lupita.

— Obrigada gente, eu estava inspirada ontem! – disse ela.

— Percebemos né, Mia! – disse Diego, rindo.

Roberta olhou para Miguel e percebeu que ele não estava normal.

— Miguel? – perguntou Roberta.

— Que?

— Você tá meio pálido, tá tudo bem? – perguntou ela.

— To!

— Tem certeza? – perguntou ela.

— Acho que ...

E de repente, Miguel estava no chão desmaiado. Mía gritou e todos ficaram sem reação. Mia correu e chamou Alicia, a secretária do colégio e logo ligou para a ambulância. Mia e os outros choravam ao lado de Miguel.

Passados vinte minutos de espera da ambulância, ela finalmente havia chegado. Colocaram Miguel em uma maca e o levaram ao hospital. Roberta imediatamente ligou para sua mãe e pediu para levá-los ao hospital.

Alma chegou aterrorizada no colégio. Foi até os meninos e perguntou:

— Vim assim que soube. O que houve com ele?

— O Miguel desmaiou. Leve a gente no hospital, por favor?

— Claro, vamos!

— Vem gente! Minha mãe nos levará ao hospital!

Chegando no hospital, eles ficaram esperando noticias por mais de uma hora. Roberta abraçada com Diego estava inconformada. Todos estavam. Depois de mais 30 minutos de espera, o doutor vem lhes informar sobre o caso. E pela expressão em seu rosto, a notícia não era boa.